Editora lança livro com piadas sobre advogados

“O que há de comum entre os discos voadores e os advogados honestos? — Todo mundo diz que já viu, mas ninguém consegue comprovar!”. “Por que razão é aconselhável enterrar advogados em covas profundas? — Porque, no fundo, eles são gente boa”. “Um advogado e um traficante pulam ao mesmo tempo de um edifício. Quem chega ao solo primeiro? — Quem se importa?”.

Essas são algumas piadas que o advogado Nelson Lopes de Oliveira Ferreira Junior e o procurador do estado de São Paulo Milton Célio de Oliveira Filho contam no livro O Advogado que Ri — As melhores piadas da lei. Os dois são amigos do tempo da faculdade e já trabalharam juntos na área cinematográfica.

A idéia do livro surgiu num bate papo entre amigos. O grupo discutia como presentear um advogado. “Fomos a uma livraria e vimos que não havia romances ou livros sobre história só sobre advogados. Daí tivemos a idéia de escrever o livro de piadas. Algumas histórias nós já tínhamos, outras inventamos e outras colhemos de filmes”, explica Nelson Lopes.

O advogado não teme represália dos colegas de profissão. Segundo ele, o bom humor faz parte da tradição acadêmica. “Os bons profissionais, éticos, com boa formação, não vão se incomodar porque as piadas exploram as fraquezas e os defeitos humanos”. Nelson Lopes esclarece que o advogado que comprar o livro estará também fazendo uma boa ação porque os direitos autorais foram doados para um orfanato.

Ficha técnica:

Título:O Advogado que Ri

Editora: Matrix

Páginas: 104

Preço: R$ 17

Conheça algumas piadas do livro

Salários de Advogados

“Um dono de escritório comenta com outro:

— No meu escritório, paga aos advogados o ‘salário-cebola’: eles o vêem, agarram-no e se põem a chorar.

— Já no meu – diz o outro – pago-lhes o ‘salário-celular’: fica cada dia menor.”

Cobras e advogados

“Você sabe por que cobras não mordem advogados?

— Por uma questão de ética.

E por que os advogados, podendo, mordem as cobras?

— Porque não têm nenhuma ética”.

Somente a verdade

“O larápio é levado preso ao delegado de polícia e ouve o alerta:

— O senhor sabe que tem o direito de falar apenas na presença de seu advogado, não sabe?

O ladrão:

— Não é necessário, doutor. Eu só quero falar a verdade.”

A última do livro

“Afinal, por que as piadas sobre advogados não provocam risos em ninguém?

— Ora, porque os advogados não as acham engraçadas. E as pessoas em geral não acreditam que possam ser só piadas.”

Rossi Vieira disse:
23 de julho de 2005 às 12:32

Bem, eu continuo de pé e a ordem na adviocacia autônoma, há pelo menos 15 anos....e a independência é inexplicável se fosse metaforisada num sentimento humano. O comentário do Etevaldo assiste razão, entretanto advocacia se aprende com a própria independência funcional dia a dia, cominada com a coragem e uma pitada de dedicação e sorte.
otavio

Julius Cesar disse:
23 de julho de 2005 às 13:44

A faculdade de direito forma o bacharel, o qual pode optar pelas carreiras jurídicas de Estado (Juiz, promotor, delegado-de-polícia e procurador) ou pela advocacia autônoma privada. Somente o advogado autônomo detém a necessária independência advocatícia.A legislação brasileira é sabia em proibir a advocacia para os bachareis-em-direito ocupantes de cargos de carreira jurídica de Estado. O bacharel precisa optar : ou será juiz, promotor, delegado de polícia ou procurador da União, Estado ou Municipio ou será advogado autônomo privado.
O advogado autônomo privado é, de fato e de direito, o timoneiro da liberdade e trincheira dos direitos dos cidadaõs.

Paulo Machado disse:
23 de julho de 2005 às 14:33

Coisa mais sem graça. Vale somente por estar relacionado a orfanato.

Renato disse:
23 de julho de 2005 às 16:13

É difícil de dizer e até comentar, mas esta idéia só poderia ter partido de um Advogado.

No final das contas, fazer isso, denegrir ainda mais a imagem do Advogado perante a sociedade é coisa de quem não tem o que fazer de verdade.

Acredito que um Procurador do Estado de SP que propõem-se a fazer isso é porque deve estar muito preocupado com a Justiça, ao ponto de dispor de suas preciosas hs a pesquisar e montar um livro tão "engraçado" para ele.

Ao contrário dos outros colegas que expressaram-se à respeito, não acredito ter valor esta idéia, pois existem outros meios de ajudar os necessitados. Não é preciso manchar a honra e a moral de determinadas pessoas que trabalham sério nesta profissão.

Renato disse:
23 de julho de 2005 às 16:20

Gostaria de concluir o meu raciocínio ...

... àqueles que sentirem-se lesados contra este ato devem levar tais indivíduos, intitulados de "autor", ao Poder Judiciário, pois a palavra "Advogado" utilizada de forma generalizada traz a tona que todos os operantes do direito conduzem-se assim como delatado neste rascunho, chamado livro.

Os Advogados do Brasil muitas vezes são os únicos a defender e a ajudar os necessitados deste País desigual.

Infelizmente a imoralidade perpetua-se neste Estado Democrático.

Renato disse:
23 de julho de 2005 às 16:23

Esperamos que a OAB/SP tome as devidas providências contra os atos deste advogado.

Herberth Resende disse:
23 de julho de 2005 às 21:34

Ainda bem que vivemos num estado democrático de direito, ainda bem... respeito a opinião do colega que sai em defesa dos advogados, mas ele tenta passar a imagem de ser tão sério, desprovido de senso de humor, enfim, esquece de elencar se é ou não advogado. de sorte que incorpora aqui a figura de defensor dos advogados. Inobstante estas razões, o livro, pelo que se tem conhecimento é apenas para servir de instrumento de descontração, provocar boas gargalhadas até mesmo entre os profissionais. Acho que a preocupação seria mais levada em consideração se tivéssemos operadores do direito que se preocupassem com o nome que lhe pesam aos ombros, seja ele Advogado, juiz, Promotor, enfim...Pois temos profissionais de grande envergadura no mundo jurídico e uns sujam o nome da classe. O comentário acima coloca o advogado como um "Deus"... ei, Psiu, somos humanos amigo. Ou vc sendo advogado nunca errou... Sinceramente.

Renato disse:
24 de julho de 2005 às 20:21

Caro Herberth Resende, não se trata de ser ou não ser Advogado. O respeito deve existir em qualquer lugar, em qualquer tipo de situação ou classe. O bom humor, como delatado por vc difere do bom senso e do respeito. Vc ainda é aluno, sabe pouco de como é ser um profissional habilitado, sem respeito e moral, haja vista as indelicadesas de indivíduos da própria classe.

A UNIÃO é tudo. Sem ela nem vc será respeitado por mais que faça valer.

Outro detale, este fórum de debates é composto por pessoas sérias q exprimem suas opiniões. Jamais coloque em questão, a dignidade e a seriedade das pessoas sem ao menos conhece-las.

zovin disse:
25 de julho de 2005 às 10:41

Fala sério... Tantos problemas que temos e vamos ficar discutindo o sexo dos anjos? Quando alguém irá, realmente, se preocupar com questões sérias, como baixíssimos "salários" (na verdade não são salários, pois não somos empregados, mas "prestadores de serviços" - argh!) e nenhum respeito às prerrogativas. FALA SÉRIO!!

Edmilson de Souza disse:
25 de julho de 2005 às 12:45

Os "autores" além de não terem o menor senso de ética, devem ter escrito uma série de bobagens sem graça nenhuma. Aliás, isso que eles chamam de "livro" não passa de um bagulho. Basta ver o preço para que se possa avaiá-lo. É isso!
(Edmilson)

Raul Haidar disse:
25 de julho de 2005 às 14:07

Advogados são profissionais que defendem a honra, a liberdade e o patrimonio das pessoas. Trata-se de profissão que a Carta Magna (art. 133) garante ser essencial à administração da Justiça. Não merece as "piadas", em sua maioria absolutamente idiotas, que humoristas sem imaginação divulgam. Quando colegas o fazem são ainda mais idiotas essas "piadas". As estatísticas dos Tribunais de Ética e Disciplina da OAB demonstram que mais de 98% dos Advogados não registram qualquer mácula profissional. Ou seja: apenas menos de 2% da categoria talvez mereça algumas dessas "piadas" de mau gosto. Qualquer generalização é injusta e burra. Os verdadeiros Advogados não devem aceitar ou divulgar "piadas" em relação a uma profissão tão séria. E os profissionais que as mereçam devem ser afastados de nosso convívio. Pelas amostras de "piadas" que foram citadas, provavelmente o tal orfanato não terá benefício relevante com os tais direitos autorais... Quem ama a Advocacia não admite essas besteiras...

ANGELO MAXIMO. disse:
27 de julho de 2005 às 15:05

SE OS PRÓPRIOS COLEGAS ADVOGADOS FALAM ISSO, IMAGINE QUEM NÃO É ? E O QUE DEVEM PENSAR SOBRE O ADVOGADO ? AGORA IMAGINE O QUE DEVEM PASSAR A PENSAR DEPOIS QUE LEREM O LIVRO DE PIADAS DE ADVOGADOS, INSCRITA POR PRÓPRIOS ADVOGADOS !!!

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