Luís Eduardo Soares, assistente de órgão julgador do desembargador Siro Darlan foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (20/9) pela juíza-substituta da 1ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, Renata Rangel. Ele pegava 80 ingressos na bilheteria da casa de espetáculos Claro Hall, dentro do shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, em nome daquela instituição judiciária. A notícia foi publicada no jornal O Globo.
Os ingressos eram para camarotes de diferentes shows musicais, entre eles o da banda de rock Biquíni Cavadão, no dia 30 deste mês, do Rio Summer Night, no dia 1º de outubro e da cantora pop Marjorie Estiano, no dia 2. A média de preço de cada ingresso é de R$ 100, o que significa que num só dia Luís Eduardo pegaria, fazendo-se passar por assessor da 1ª Vara, aproximadamente R$ 8 mil em bilhetes. Segundo o chefe de segurança do Claro Hall, Renato Martins da Silva, que ajudou a juíza a prendê-lo, Luís pegava semanalmente ingressos em nome do Juizado. Antes de ser promovido a desembargador, Siro Darlan, o chefe de Luis Eduardo, era titular da 1ª Vara da Infância e da Juventude.
O que ele fazia com os ingressos a polícia ainda vai investigar, mas Luís Eduardo foi atuado pelos crimes de corrupção passiva e falsa identidade, cujas penas somadas podem chegar a nove anos de detenção.
Não foi a primeira vez que Luís Eduardo se envolveu num caso policial. Ele e outros dois auxiliares de Siro Darlan, Wellington Regadas Moreira e Paulo Roberto Rolim, respondem a inquérito por improbidade administrativa. Eles são acusados de extorsão e corrupção contra casas noturnas e de jogos eletrônicos, clubes e motéis. O inquérito, hoje sob segredo de Justiça, está com a 5ª Promotoria de Defesa da Cidadania do Ministério Público.
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