Ministro considera incomum quebra de sigilo de Meirelles

O pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa suspendeu o julgamento do Agravo Regimental em Inquérito (INQ 2206), pedido pelo procurador-geral da República contra o indeferimento da extensão na quebra de sigilo bancário de Henrique Meirelles.

O relator do caso, ministro Marco Aurélio manteve a decisão anterior e ressaltou que a extensão do pedido de quebra de sigilo bancário formulado pela PGR que pretende obter “a quebra de sigilo bancário não do indiciado, mas de inúmeros clientes de certo banco” é incomum e inadequada.“O inquérito visa a apurar o envolvimento de certo cidadão em atos passíveis de serem enquadrados como delitos, e com isso, o ato extremo de quebra de sigilo bancário há de ficar a ele limitado”, afirmou Marco Aurélio.

O ministro Eros Grau acompanhou o relator, mas o ministro Barbosa pediu vista do caso justificando ter em seu gabinete a mesma questão em outro Inquérito.

Mauro Garcia disse:
15 de dezembro de 2005 às 09:37

Meirelles representa um caso curioso. Fez uma das mais brilhantes carreiras no exterior que um brasileiro já experimentou. Largou tudo, pegou este pepino que era o Banco Central na era Lula. O honroso convite já havia sido recusado por 3 eminentes economistas. A situação era tão desesperadora que Lula aceitou um deputado de oposição para o cargo. Ninguém sabia qual iria ser o prestígio que o presidente iria dar ao Bacen, haja vista que passara a vida inteira a criticar juros, lucros dos banco, etc. Pois bem, assumido o pepino, o descascou. Controlou uma inflação que projetava o céu como limite. Depois de todas estas desventuras, hoje é acusado de representante do capital internacional no Bacen; indicação imposta pelo FMI; invasão de divisas (e não evasão, trouxe dinheiro para cá), e por aí vai. As vezes me ocorre a velha frase: " O brasileiro perdoa tudo, menos o sucesso alheio".

allmirante disse:
26 de dezembro de 2005 às 10:36

Meirelles é apenas um testa-de-ferro de banco americano. Sabe-se lá como foi arranjo que o elegeu, pois de popular nada possui, muito menos de tribuno. É do PSDB e os bancos continuam nas mãos desse partideco de cúpula mercê do acordo para eleger Lula, guardar os esqueletops de FHC e salvaguardar a maior taxa de juros do mundo, nas barbas dos "juristas" tupiniquins. É óbvio que a maracutaia corre solta no Banco Central. É de se lamentar a CPI do Banestado tenha sido sufocada.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também