O advogado José Roberto Batochio, que representa o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, divulgou nota em que explica os motivos de a entrevista coletiva que marcou em Brasília, na terça-feira (4/4), para as 17h30, ter começado apenas às 22 horas. Segundo o advogado, a entrevista atrasou porque o depoimento de seu cliente à Polícia Federal também começou depois do horário previsto.
De acordo com a nota, a oitiva de Palocci estava marcada para as 15 horas, mas o delegado Rodrigo Carneiro Gomes, responsável por tomar o depoimento, chegou à casa do ex-ministro por volta das 17 horas — e o ouviu até as 20h45. A nota do advogado responde à especulações de que a convocação da imprensa teve como objetivo desviar a atenção da imprensa do depoimento do ex-ministro à Polícia Federal.
Em referência ao fato de Palocci ter prestado depoimento em casa, o advogado afirmou que “não constitui regalia, mas sim um direito inerente a qualquer cidadão em circunstâncias especiais de saúde, a tomada de depoimento em sua própria residência (ou no hospital em que se encontre), mediante atestado médico e ajuste prévio com a autoridade responsável pelo inquérito”, registrou.
Nota à Imprensa
Em virtude de notícias veiculadas pela mídia, atribuindo a convocação de uma coletiva de imprensa a uma “manobra” para esconder o depoimento que o Dr. Antonio Palocci prestaria à Polícia Federal, nos sentimos no dever de tornar público alguns esclarecimentos. Ressalvamos, inicialmente, que não constitui regalia, mas sim um direito inerente a qualquer cidadão em circunstâncias especiais de saúde, a tomada de depoimento em sua própria residência (ou no hospital em que se encontre), mediante atestado médico e ajuste prévio com a autoridade responsável pelo inquérito.
O requerimento de antecipação do ato, deferido pelo delegado Rodrigo Carneiro Gomes, estabelecia que o depoimento tivesse início às 15 horas de ontem (04/04), razão porque, prevendo-se que duraria aproximadamente duas horas e meia, foi sugerida a convocação de uma entrevista com a imprensa, na qual seria divulgada a real versão dos fatos relatada pelo Dr. Palocci. Como o depoimento não estava agendado para aquela data, sendo apenas do conhecimento das autoridades nele envolvidas, era de se esperar que a entrevista tivesse um caráter relevante para todos os meios de comunicação que acompanham o caso. Assim entendemos e assim atuamos.
O que não podíamos prever era: 1) o atraso do delegado Rodrigo Carneiro Gomes, que só chegou à residência do Dr. Palocci por volta das 17 horas, resultando, portanto, em um depoimento que encerrou às 20h45; 2) que durante esse tempo se alimentasse toda a sorte de boatos, envolvendo inclusive outros personagens, e que a relevância da entrevista ganhasse outros adjetivos, explicáveis tanto pela falta de informações quanto pelo clima de suspense que impera em Brasília nos últimos meses. A par disso, tentar insinuar “manobras” resulta em grave injustiça contra pessoas, em nada contribuindo para a real compreensão dos fatos.
Com a saúde abalada e concentrado em estabelecer a verdade sobre o caso em evidência, entendemos que não cabe ao Dr. Palocci — que certamente concordaria —, mas à sua defesa em particular, vir a público com esses esclarecimentos. E o fazemos em respeito ao trabalho da imprensa, com formais pedidos de escusas por uma demora que independeu de nossa vontade e que tantos transtornos causou.
José Roberto Batochio
Advogado
Brasília, 05 de abril de 2006
Não foi este advogado que disse que o MAluf estava doente na cadeia e que era um absurdo mantê-lo preso junto com o filho e todo esta chantagem emocional pra cima da sociedade e do STF e uns dias depois a gente viu o Maluf comendo kibes e chops em Campos do Jordão????? Me corrijam se eu estiver errada, por favor!!!
Cara Dra. Luciane (Advogado Autônomo),
"Este" advogado (que, aliás, foi presidente da OAB), apenas defende o seu cliente correta e profissionalmente (cumprindo o papel para o qual foi constituído), motivo pelo qual é merecedor do reconhecimento profissional que tem perante a comunidade jurídica nacional.
Por outro lado, "este" advogado merece ter sua postura profissional vista como um espelho para os demais advogados do país, que verdadeiramente honram sua profissão e advogam com profissionalismo.
Ao contrário de alguns outros "profissionais" que, por alguma frutração profissional (na maioria das vezes pelo fato de não terem sido aprovados em algum concurso público e serem obrigados a enfrentar o concorrido mercado de trabalho na iniciativa privada), advogam com rancor e desrespeitam o exercício profissional alheio.
Por fim, é bom lembrar que a mistura que se faz da figura do advogado (profissional indispensável ao estado de direito) e seus clientes (acusados que, além do direito à ampla defesa, devem ser considerados inocentes até prova em contrário) é típica de países subdesenvolvidos e de terceiro mundo, sendo o principal motivo do desmerecimento da profissão (advocacia) por parte da sociedade leiga e saudosa de um estado truculento e antidemocrático.
Esta é, data vênia, a minha opinião.
O Dr. José Roberto é advogado ilustre. Merece respeito. Veio a público e pediu desculpas para imprensa pelo atraso. A resposta da imprensa ( vi agora na Rede Globo) foi mediocre, sempre tentando denigrir a imagem do Advogado, o que certamente, pela pessoa que é, não lhe atinge. Quanto a colega Luciene, sugiro que vá comer uns quibes, iguaria árabe, que no Brasil se escreve com "q". Lhe fará bem.
Otávio Augusto Rossi Vieira,39
advogado criminal em São Paulo
O saudoso Raimundo Pascoal Barbosa sempre dizia: tem gente que por ter atuado uma única vez em defesa criminal, de réu envolvido em acidente de trânsito (antes da lei 9099/95), apregoa ser advogado criminalista.
E são esses os que difundem para a sociedade a irrealidade da missão constitucional do advogado, jogando por terra o trabalho de abnegados, voluntários anônimos que participam das diversas comissões da OAB para garantir a honorabilidade da categoria.
Batochio é o paradigma do advogado, que de forma intransigente, brada pelo respeito que é devido à advocacia e seus militantes. Sempre foi assim.
A comentarista foi infeliz. Por certo não conhece o Batochio, prova de que não é do ramo.
Para reflexão: Advogado é aquele que, efetivamente, exerce a advocacia. A OAB deve exigir a prova da atuação, em número significativo de causas, sob pena de exclusão, fazendo prevalecer em seus quadros a qualidade ao invéz da quantidade, situação última, impeditiva da necessária UNIÃO.
Entre as prerrogativas do advogado, com certeza, a falta de educação não está incluída, por mais ilustre que ele seja. Atraso de tal magnitude mereceria o aviso por um simples telefonema, não só em respeito aos profissionais da imprensa, mas, sobretudo, para afastar a hipótese de "armação".
Engraçado, possivelmente eu devo ter assinado algum documento marcando horário para o interrogatório? Por que o doutor não escaneia e coloca no CONJUR? Eu não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, como eu estava na Academia de Polícia ministrando aula até as 16h, presumo que deve haver uma explicação sobrenatural.
Interrogatório tem hora para acabar? 2 horas e meia de interrogatório? Ainda que marcada para as 15h, como com 2h30min de interrogatorio os nobres profissionais conseguiriam cumprir a agenda com jornalistas? As peças do indiciamento, por ato do escrivão, exigem pelo menos 40 minutos.
Agora eu entendi porque a saída tão desesperada para o hotel, que não era para descansar pelo visto.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login