Supremo rejeita contraproposta do governo sobre salário

Para o Supremo Tribunal Federal, a contraproposta de aumento salarial para servidores do Judiciário apresentada pelo governo é inaceitável. Enquanto o Judiciário prevê um aumento que custará aos cofres públicos R$ 5,2 bilhões a mais por ano, o governo pretende limitar esse valor em R$ 2,4 bilhões. As informações são da colunista Eliane Cantanhêde, do jornal Folha de S. Paulo.

O projeto do reajuste já passou pelas comissões de Trabalho e de Finanças da Câmara e está na Comissão de Constituição e Justiça.

Quem levou a contraproposta para Ellen Gracie foi o deputado Sigmaringa Seixas (PT-SP), que tenta articular um acordo. Se não houver nenhum acordo e o projeto for aprovado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter de vetar o reajuste. Segundo Lula, o orçamento não comporta os aumentos.

Daniel disse:
11 de junho de 2006 às 12:19

O Poder Judiciário pretende tudo!
Ha tempos seus funcionários detém os maiores salários entre os três Poderes de Estado. Isso fere o princípio da igualdade, e todos sabem disso, mas não agem com solidariedade, pensam somente neles, e continuam a servir pessimamente a população (na verdade quase todos os funcionários dos três Poderes). Os gastos do Judiciários são dos mais altos. No entanto, deve-se levr em conta que é onde tem menos desvios de recursos, aparentemente.

Vicente Borges da Silva Neto disse:
11 de junho de 2006 às 14:34

"A INJEJA É UMA MERDA"

Acabei de ler o escrito acima num caminhão.

Gostaria de saber se algum Advogado (A maiúsculo, sim?) deixaria o seu escritório bem montado, com vários clientes, com total liberdade de trabalho, podendo faltar, pescar, jogar bola, viajar, etc... para ser um juiz (vide as limitações do mesmo), pelo atual salário.

Se alguém responder SIM, por favor, estamos precisando de juízes. Prestem concurso e verão o que é trabalhar, trabalhar, trabalhar (além de levar processos para casa) e o que é pior, NUNCA ACABA. Quanto mais trabalhar o magistrado, mais processos chegarão
ao seu gabinete.

Se um faxineiro ganha R$ 1,00 (vou exagerar para que me entendam, POR ANO) é problema dele. Poderá ganhar mais. É só estudar, fazer direito, se preparar, ser juiz e ganhar o valor compatível com a função.

Em resumo: se alguém acha que é muito, que vá ser juiz e ganhar este "muito".

Respeitando sempre as opiniões em contrário, acho que um Ministro (STF/STJ) deveria ganhar, no mínimo, R$ 50.000,00.

Um juiz de primeira instância, por volta de R$ 40.000,00.

Aí, certamente, não haveria vagas disponíveis.

E tem mais, pesquise e veja que não preciso "puxar o saco" de ninguém.

Ainda, consulte pelo meu nome e veja que já passei em concurso para delegado (o primeiro e único que tentei na vida)e não aceitei pelo salário. Ganho mais advogando.

Quanto ao nosso presidente, acho que não deveria ganhar o que ganha. Afinal, não fez por merecer...

Lembrando que o orçamento comporta os gastos com cartões de crédito do alto escalão, publicidade, aquele tal esquema...

Ops!

Abraços.

www.borgesneto.adv.br

Walter Gonçalves disse:
11 de junho de 2006 às 21:04

Sr. Daniel,

Favor dá uma olhadela naquilo que você chamou de "principio da igualdade".

Igualdade não é isso!

As vezes tenho a impressão que a universidade "rede globo" está formando muita gente.

Basta ler a interpretação que dão ao princípio da igualdade.

Que pena!!!!!

Ottoni disse:
11 de junho de 2006 às 23:50

Nosso Presidente, estreando em Pelotas, RS, deu o exemplo que a tantos seduziu e que dá a medida perfeita do "princípio da igualdade".
Disse S.Excia: "porque um professor universitário deve ganhar mais do que um cortador de cana?" As palavras são dele e eu sempre tive a maior consideração pelos cortadores de cana.
Olhar o princípio da igualdade sob o único prisma da remuneração e desprezar responsabilidades e custo da formação técnica é imbecil.
Data venia, é claro.

Sérgio disse:
13 de junho de 2006 às 12:09

Os marajás da república exigem pelo menos a reposição inflacionária. O interessante é que os juízes de nossos altos tribunais(TST)acham justo que os funcionários ativos e aposentados do Banespa fiquem cinco anos sem aumento de salários,proventos e pensões, sequer repondo as perdas inflacionárias, enquanto os marajás da república enchem as burras às custas dos impostos cobrados do sofrido povo brasileiro.Pergunta-se qual a influência que o Banco Santander Banespa exerce sobre o poder para continuar tripudiando sobre o povo brasileiro, com a conivência de sindicalistas e altas esferas do poder? Há algo de podre no reino da Dinamarca. Parafraseando Cícero: "Até quando Catilina, abusarás de minha paciência?

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