Advogados internos e externos precisam trabalhar juntos

Os departamentos jurídicos internos e externos de uma empresa têm dificuldade de se encarar como parceiros. Deve haver mais integração e mais diálogo entre os departamentos, além do conhecimento efetivo da realidade do cliente. A opinião é do advogado Leonardo Barém Leite, sócio do Demarest Almeida Advogados no seminário Juris — Gestão Estratégica para Líderes Jurídicos promovido pelo Institute for International Research nesta terça e quarta-feira (21 e 22/6) no Quality Moema, em São Paulo.

Na descrição do advogado, o departamento jurídico já não terceiriza a quase totalidade dos serviços como fazia na década de 90 mas continua dependente dos serviços externos. Isto porque convém que seja muito atuante mas com uma estrutura pequena. Assim, Barém Leite acredita que as duas equipes jurídicas “podem e devem caminhar juntas para a melhoria da imagem da categoria e aumento da importância estratégica do jurídico.”

Fazer com que essa parceria se torne uma aliança efetiva não é tarefa fácil e exige esforços das duas equipes, admite Barém. De um lado, o advogado externo precisa entender muito o bem o que lhe é pedido. De outro, o advogado interno precisa expor com clareza o que pretende. Também cabe não só ao departamento jurídico como ao escritório conhecer profundamente a realidade da empresa.

Segundo o advogado, esse conhecimento da empresa vem no decorrer de um longo tempo de trabalho. O advogado propõe que o escritório contratado conheça os funcionários da empresa, as instalações e o dia-a-dia.

Com relação ao departamento jurídico, Barém recomenda que sejam feitas reuniões periódicas para que o trabalho em conjunto seja avaliado. “Essa relação é de certa forma um casamento e exige estabilidade e parceria.”

Evolução do departamento

Esse novo perfil de departamento jurídico, em que é exigida uma posição mais atuante, conhecimento cada vez mais aprofundado da atividade da empresa e uma efetiva parceria com o escritório externo, deu um grande salto na sua evolução. Isso porque na década de 90 a equipe foi reduzida e a maioria dos processos terceirizados.

Nos tempos atuais, a posição do departamento jurídico ficou um pouco mais próxima da década de 80 em que parte do trabalho era feita internamente e parte terceirizada. Porém a estrutura nos anos 80 era media. Hoje em dia a estrutura é pequena e a exigência cada vez maior. Por isso, de acordo com o advogado, cabe escolher bem a parceria externa para que a área jurídica da empresa esteja bem representada.

Adriana Aguiar

é repórter do jornal DCI.

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também