EUA pagavam jornalistas anti-Cuba, diz jornal

Uma reportagem publicada na sexta-feira (8/9) na edição online do jornal Miami Herald,, da Flórida, afirma que o governo americano pagou milhares de dólares durante vários anos a pelo menos dez jornalistas de Miami para que veiculassem histórias negativas sobre Cuba e seu líder, Fidel Castro.

Esses jornalistas, segundo o Miami Herald, recebiam pagamentos regulares do governo dos Estados Unidos para programas na Rádio e na TV Martí. As informações são da BBC Brasil.

As duas emissoras, administradas pelo governo americano, transmitem notícias e programas em espanhol para Cuba e, conforme a reportagem, têm o objetivo de “minar o governo comunista de Fidel Castro e promover a democracia e a liberdade em Cuba.”

Segundo o Miami Herald, os três jornalistas que recebiam as somas mais altas trabalhavam para o El Nuevo Herald, jornal de língua espanhola publicado pela mesma empresa do Miami Herald.

Um deles, Pablo Alfonso, que tem uma coluna de opinião no El Nuevo Herald, recebeu US$ 175 mil para apresentar programas nas duas emissoras. O repórter Wilfredo Cancio Isla recebeu US$ 15 mil, e a freelancer Olga Connor, US$ 71 mil. Os três foram demitidos do El Nuevo Herald e não comentaram o assunto.

Confiança violada

O presidente do Miami Herald, Jesus Diaz, acusou os jornalistas envolvidos de violarem a “sagrada confiança” do público.

Um porta-voz das emissoras administradas pelos EUA, Joe O´Connell, negou qualquer irregularidade e afirmou que os jornalistas simplesmente foram pagos por suas contribuições e seu conhecimento a respeito da política cubana.

Há muito tempo o governo cubano acusa os EUA de pagarem jornalistas para promover mudanças políticas na ilha.

Desentendimento com Fidel

Em julho, houve um desentendimento na Argentina entre Fidel Castro e o repórter Juan Manuel Cao, do canal de língua espanhola 41, de Miami. Cao pressionou o líder cubano a das explicações sobre uma dissidente que foi proibida de deixar Cuba para visitar o filho na Argentina.

Na ocasião, Fidel Castro perguntou a Cao se alguém estava lhe pagando para fazer a pergunta. Agora, Cao admitiu que recebe pagamento do governo americano, segundo a reportagem do Miami Herald.”Não há nada de suspeito nisso. Eu faria de graça, mas as regras não permitem. Eu cobro um preço simbólico, abaixo do valor de mercado”, disse.

Richard Smith disse:
10 de setembro de 2006 às 12:12

Nossa, o governo do "cagando-nas-calças" Fidel Castro ficou tão abalado com essa propaganda anti-comuinista, não?

Em contrapartida, ações "tiro-no-pé" como esta do governo dos chapeludos americanos é que motivam o "Gran Comandante" a sair dizendo por aí que estão sendo oprimidos pelos Estados Unidos. Muito Inteligente!

Penso que estão certos os que dizem que, no dia em que for suspenso o embargo (e não "bloqueio" como dizem as viúvas de Lênin e concubinas de Fidel), com a livre circulação de bens e pessoas (do ponto de vista dos EUA, claro), o governo castrista não duraria UM MÊS.

Luiz Augusto Mendes disse:
11 de setembro de 2006 às 11:42

Que absurdo o que fazem esses americanos, logo contra o governo cubano, que nunca se utilizou de espionagem e propaganda rasteira para criar instabilidade na América do Sul (vide Foro de São Paulo) e se firmar como exemplo de democracia. ACORDEM!!!!!!

Robespierre disse:
11 de setembro de 2006 às 12:28

... surpresa é alguém ainda se surpreender com a compra feita pelos gringos.
a ilha tem problemas, mas nenhum que exponha crianças nas ruas, ou idosos pedindo esmolas. todos são pobres, mas trabalha, têm residência e são, principalmente, honrados e orgulhosos do seu país.
os fascistas daqui morrerão e não verão o fim da revolução cubana. é muito diferente dos países do leste europeu. cuba não voltará a ser prostíbulo dos e.u.a., quem conhece a ilha e seu povo, sabe do que estou falando.

Richard Smith disse:
11 de setembro de 2006 às 13:48

Com efeito, todos comem bem.

Existe ampla liberdade individual, se o camarada quiser abrir um negócio de modo a explorar alguma potencialidae individual.

Não existem "chicas" no Malecón, se vendendo porém somente me dolares e para os estrangeiros;

Não existe desnutrição;

Os índices de desenvolvimento humano são de primeiro mundo, muito superiores aos da restante America Latina;

Não existem pessoas presas por perigosíssimos delitos de opinião;

Existe a mais ampla liberdade de religião, de associação, de sindicalização, de expressão, de...

Ah. Vá pentear orangotangos!

araujocavalcanti disse:
13 de setembro de 2006 às 08:07

Espero que o mundo não demore tanto a abrir os olhos em relação aos EUA. O único país do mundo que prostitui, desrespeita, debocha, arruina todas as culturas, unicamente em seu favor, sem nenhum tipo de escrúpulo. É preciso que alguém acorde. É preciso que sejam lidas obras tais: Enterrem meu coração na curva do Rio, Dee Brown,(índios contam o massacre de sua gente); Imperialismo, Brut; Banhos de sangue, Noam Chomsky, e uma obra interessantíssima do D.r Waldemar Sveiter, ex-ministro. A total falta de respeito para com o povo brasileiro, quando da existência da invasão americana nas terras do Amazonas. Vão deixar a terra seca, sem nenhum tipo de recurso mineral, com uma bandeira americana fincada no chão como prova da propriedade americana e marco da sempre ineficaz participação e conluio dos políticos que assolam o país. Que deixem Cuba em paz. O povo cubano tem uma história. Tem que ser respeitado. Se no nosso país tivesse um homemm da fibra de Fidel, certamente, o país não estaria entregue as baratas. Observe-se nos jornais que a ladroeira vem lá de cima para baixo formando uma bola de neve incontrolável. Os valores foram invertidos de tal sorte que vivemos atrás de grades. O povo alienado. A TV alienante. E outras tantas mazelas. O que andam fazendo os mandatários em relação ao problema fronteira paraguay, ao que parece tomado por este povo mercenário? as reservas de água, etc... todos de braços cruzados, e o povo, na fila do abate, que nem bois. Calado, de cabeça baixa, e, por via do óbvio sem poderem expressar qualquer tipo de sentimento. É lastimável. E parabéns a todos aqueles que transitam pelo presente, e deixam suas palavras de descontentamento.

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