O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer, a todo custo, se livrar da multa de R$ 900 mil por propaganda antecipada. Ele recorreu da decisão do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral com Embargos de Declaração, sua última possibilidade de anular a decisão na corte.
Lula foi condenado pelo Plenário do TSE no dia 17 de agosto, na Representação ajuizada pelo PSDB. Segundo a ação, o presidente distribui, em janeiro deste ano, mais de um milhão de exemplares do jornal Brasil, um País de Todos, em formato tablóide. O tablóide foi publicado pela Casa Civil da Presidência da República e pelo Ministério do Planejamento.
Os ministros do TSE entenderam que o jornal tinha louvores às realizações do governo federal, sem objetivo de orientação educacional, informação ou comunicação social. Por isso, caracterizou propaganda antecipada. De acordo com a legislação, só é permitida propaganda eleitoral a partir do dia 6 de julho.
Argumentos de Lula
Nos Embargos de Declaração, Lula alega que o processo foi extinto logo no início, quando o então relator do caso, ministro Humberto Gomes de Barros, monocraticamente negou seguimento à Representação. O PSDB recorreu dessa decisão, mas, para Lula, o recurso foi apresentado fora do prazo.
A possibilidade de extinção do processo foi levada ao Plenário pelo ministro Gerardo Grossi, em questão de ordem que antecedeu o julgamento de mérito da representação, no dia 17 de agosto. Naquela sessão, a maioria dos ministros, no entanto, entendeu que essa era uma questão superada, uma vez que a decisão referente ao acolhimento do agravo, em 23 de março, já havia transitado em julgado (da qual não cabe mais recurso).
A União foi intimada após a decisão de 23 março, mas não apresentou recurso dentro do prazo de 24 horas. Os advogados do presidente Lula argumentam que, “contraditoriamente”, contou-se não o prazo de três dias do Código Eleitoral para a apresentação de recurso e sim o prazo de 24 horas da Lei das Eleições.
Outro ponto atacado é a suposta ausência de discussão sobre o parâmetro para a fixação da multa. Os advogados argumentam que o relator “acolheu, sem discussão quanto a este tema, afirmação contida na inicial de que o custo da publicidade foi de aproximadamente R$ 900 mil”. “Não havendo nos autos nenhuma prova do custo das cartilhas, o parâmetro da pena deve ser aquele entre 20 mil e 50 mil Ufirs”, o que ficaria entre R$ 21,2 mil e R$ 53,2 mil.
A pena prevista na Lei das Eleições para quem faz propaganda eleitoral fora do prazo — antes do dia 6 de julho — é multa no valor de 20 a 50 mil Ufir ou o equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.
Os advogados pedem, caso a pena seja mantida, que a decisão seja complementada com o esclarecimento quanto à individualização ou não da pena ao presidente Lula, já que, segundo sustenta a defesa, ela não tinha conhecimento prévio da publicação do tablóide impugnado, e dessa forma, não pode ser obrigado a pagar a multa aplicada.
Representação 875
Que isto, companheiro?
Afinal, o presidente esta o seu direito, num é?
Arre. Como eu adoro o silencio. Num tinha que ficar vendo os ideais de um homem serem expostos desta forma.
Mais uma do PT saiu na Folha
Procuradoria recebe relatório do TCU e deve investigar denúncia sobre cartilhas do PT
ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília
A Procuradoria Geral da República deve investigar a denúncia do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre as cartilhas pagas pelo governo e distribuídas ao PT. O procurador Antonio Fernando de Souza recebeu hoje do TCU o resultado da auditoria que identificou as irregularidades. O relatório foi aprovado nesta quarta-feira pelo plenário do tribunal.
Como também responde pela Procuradoria Eleitoral, cabe a Souza decidir se encaminha para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a denúncia do TCU, se pede o aprofundamento das investigações ou se não tomará nenhuma providência.
O procurador ficou famoso por denunciar ao STF (Supremo Tribunal Federal) a existência de "quadrilha" que tinha por objetivo se perpetuar no poder ao analisar o escândalo do mensalão.
A assessoria da Procuradoria disse que ele não comentou o caso das cartilhas. No Ministério Público, a avaliação é que o caso é grave. José Carlos Cosenzo, presidente da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), disse, em entrevista à Folha Online, que a denúncia será investigado com "urgência urgentíssima" pelo Ministério Público Eleitoral.
"É preciso darmos uma resposta para a sociedade com urgência. A denúncia é gravíssima e vai na contramão do que buscamos que é evitar o uso da máquina pública", afirmou.
Para o presidente da Conamp, se as denúncias ficarem comprovadas, "medidas extremamente sérias têm que ser tomadas".
No meio político, já se fala que as acusações podem levar ao impeachment do presidente Lula se ele for reeleito em outubro. O argumento é que o governo teria usado dinheiro público para abastecer o PT de informações sobre o governo.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83010.shtml
Se o tribunal agir tecnicamente, ele terá que pagar. Esta tem sido a "jurisprudência analitica" e não pode mudar de uma hora para outra, afinal, todos os brasileiros são iguais perante a lei, reza a CF.
Sr. Presidente:
Mande a conta para o PAGADOR PAGAR, PAULO OKAMOTO.
E NÃO COM O DINHEIRO DO CONTRIBUINTE.
Que país é esse! Um homem que se mata de trabalahr feito nosso Presidente ganhar tão pouco. Como ele vai pagar essa fortuna se quase nada tem na vida? Gente, sejamos mais humanos, afinal o país tem ganho muito com a admisnistração desse homem. Já imaginaram se o ocorrido o ajudou na sua eleição e o que seria do Brasil sem ele?
Isso presidente, recorra mesmo! torço pela sua vitoria.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login