Bolívia assume refinarias e Petrobras não recebe nada

A Petrobras não receberá um real pela expropriação das refinarias de gás em territórios bolivianos. O governo da Bolívia decidiu não indenizar a estatal brasileira porque considerou que ela já teve “ganhos extraordinários” com a exploração do gás. As informações são do jornal Valor Econômico

Segundo Andrés Soliz-Rada, ministro de hidrocarbonetos da Bolívia, a Petrobras lucrou, pelo menos, US$ 320 milhões acima do que permitia a lei boliviana. O valor seria superior ao que a estatal pagou pelas refinarias e superior ao preço atual de suas duas instalações na Bolívia, estimado entre US$ 180 e US$ 250 milhões.

A decisão irritou a estatal brasileira. O presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, informou que estuda recorrer à Justiça para retomar o controle das refinarias.

A crise entre os dois países começou em maio, quando o presidente boliviano Evo Morales decretou que 50% mais um dos ativos da Petrobrás Bolívia passariam para o governo boliviano. Ou seja, o controle da unidade da Petrobrás na Bolívia será dos bolivianos. A Constituição boliviana, em seu artigo 67, confere ao presidente o poder de desapropriar os bens de particulares em nome do interesse público. A Constituição prevê também a indenização dos prejudicados.

A estatal brasileira já investiu no projeto de produzir gás na Bolívia mais de US$ 1 bilhão. “Sem uma compensação, podemos dizer que o governo está usurpando bens, o que é um abuso de direito”, explicou, na ocasião, o advogado Antônio Tavares Paes Júnior, especialista em Direito Internacional do escritório Fecha de Lima Tavares Paes Advogados, do Rio de Janeiro.

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Band disse:
14 de setembro de 2006 às 19:12

O populismo da Bolívia vai se virar para ela própria. Ninguém faz negócio com caloteiro, a não ser a vista. Quem irá investir naquela josta atrasada que agora ainda se mostra burra? Vão ser mais umas décadas de atraso para o povo boliviano. Em todo o caso, é assim que se aprende a votar.

A.G. Moreira disse:
14 de setembro de 2006 às 20:06

O GOVERNO EM EXERCÍCIO, PERMITIU QUE MUITO DINHEIRO PÚBLICO SAÍSSE DOS COFRES PÚBLICOS , PARA O BOLSO DE ALGUMAS CENTENAS DE PESSOAS .
O POVO ASSISTIU E, COM MUITA TOLERÂNCIA, CONTINÚA ESPERANDO QUE A JUSTIÇA FAÇA COM QUE ESSE DINHEIRO RETORNE E SE PUNAM OS CULPADOS.

ENTRETANTO, O QUE O POVO BRASILEIRO NÃO PODE TOLERAR, NEM ESPERAR, PACIENTEMENTE, É QUE O GOVERNO PERMITA O ESCANDALOSO ROUBO, ASSALTO, QUE O "COMPANHEIRO" MORALES ESTÁ IMPONDO AO BRASIL, COM A ACEITAÇÃO, OMISSÃO E CONIVÊNCIA DO GOVERNO DO BRASIL .

E O RESPEITO À SOBERANIA NACIONAL , COMO FICA ? ? ?

NESTA HORA, SENTE-SE "SAUDADE" DOS TEMPOS DA "REVOLUÇÃO" DE 64 ! ! !

Luiz Augusto Mendes disse:
14 de setembro de 2006 às 22:13

O Lulla é mesmo um incompetente. A medida foi anunciada há meses, mas o Apedeuta preferiu "negociar" com o índio boliviano, a quem ainda conferiu legitimação. Pra variar, tomou uma bola nas costas, como sempre tem acontecido quando trata de questões de Estado com viés ideológico. E, nunca é demais lembrar que, nesse ínterim, nosso glorioso "Presidentio" ainda perdou uma dívida da Bolívia.

tyba disse:
15 de setembro de 2006 às 01:25

Em termos políticos e econômicos, esse é seguramente o fato mais grave da história recente do país.

Apavora, ainda mais, a falta de atitude da diplomacia brasileira.

Como agora, os brasileiros nunca foram tão insultados, ofendidos, espoliados. E o que é chocante: os usurpadores agem sem temor, na maior caradura.

A nação continental cede, treme, recua, se acovarda, se joga alvissareira no colo do algoz lambendo-lhe os pés descalços. Tenta a sedução canhestra com afagos e risinhos amarelos. Só.

E reparem que, desta vez, o verdugo é a minúscula e miserável Bolívia.

scommegna disse:
15 de setembro de 2006 às 08:34

é o que acontece por termos um governo bolivariano instalado no brasil. tenho certeza que nos bastidores existem pessoas achando a decisão acertada e aplaudindo. infelizmente, teremos que conviver com essa situação por mais quatro anos.

Ottoni disse:
15 de setembro de 2006 às 10:59

O Brasil precisa de gestão inteligente e técnica, divorciada do cabresto político/fisiológico que nos assola, para enfrentar questões como a ora enfocada.
A Bolívia não tem qualquer espécie de peso no concerto da Nações, nem mesmo na América do Sul. Não é mercado tentador, nem produtor insubstituível. Temos nosso gás e, com eficiência administrativa e seriedade governamental, em breve poderemos suprir a falta do produto boliviano. O Geisel já havia manifestado oposição à construção do gasoduto, sob a alegação de que: “um dia os índios resolvem fechar a válvula e nós, que faremos? Mandamos o Exército Brasileiro abri-la”.
Não precisa tanto.
Fechem a fronteira e mandem os bolivianos aqui residentes de volta.
E vamos trabalhar, pois, temos tudo e eles não têm nada além de cocaína.
Biocombustível é nossa atual referência e diferencial mundial, produto que substituirá, com vantagens, o venenoso gás boliviano.
Vamos trabalhar e esquecer esse acidente geográfico.

Bira disse:
15 de setembro de 2006 às 11:03

Interessante essa doação de 2 bilhoes, o povo brasileiro, legitimo dono, sabe disso?.

A.G. Moreira disse:
15 de setembro de 2006 às 14:12

DR. OTTONI,

ACEITE OS MEUS , SINCEROS, CUMPRIMENTOS , PELAS SUAS COLOCAÇÕES E CONSIDERAÇÕES !!!!

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