Namorada de coronel tem sigilo telefônico quebrado

O juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, autorizou a quebra de sigilo telefônico do coronel Ubiratan Guimarães, da namorada dele, a advogada Carla Cepollina e de mais seis pessoas ligadas ao coronel. Também foi decretado segredo de justiça no caso.

A medida atinge 15 linhas, de telefones fixos e celulares, e se restringe a ligações efetuadas de 1º e 12 de setembro deste ano. Segundo o juiz, “não se cuida de interceptação telefônica, mas sim e precisamente de quebra de sigilo sobre os dados constantes do próprio extrato de utilização das linhas”.

Chequini concedeu prazo de 60 dias para a conclusão das investigações e, a pedido da Polícia e do Ministério Público, decretou segredo de justiça no caso para garantir a privacidade dos investigados.

O coronel da Polícia Militar Ubiratan Guimarães, que comandou o Massacre do Carandiru e era deputado estadual pelo PTB, foi encontrado morto, com um tiro no abdômen, em seu apartamento, no bairro dos Jardins, em São Paulo no domingo (11/9).

Segundo o MP, tudo faz crer que uma pessoa próxima o matou por que não havia sinais de arrombamento no apartamento nem vestígios de luta.

Ubiratan foi levado a júri popular em 2001 pelo Massacre do Carandiru e condenado a 632 anos de prisão pela morte de 102 dos 111 presos. Em fevereiro deste ano, a sentença da juíza Maria Cristina Cotrofe foi revertida. O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu Ubiratan Guimarães, por 20 votos a dois.

A maioria dos desembargadores acatou argumentos apresentados pela Defensoria e inocentou o coronel. A absolvição causou reações de indignação de entidades de direitos humanos no Brasil e no exterior, como a Anistia Internacional.

Josimar disse:
15 de setembro de 2006 às 17:10

O cêrco está se fechando.
Infelizmente, às vezes os motivosnão são revelados nesta vida.
Acredito que tudo tenha uma razão de ser e seja lá o que for, espero que na avaliação dos homens da justiça, seja tomada a decisão mais justa.

santa rita disse:
17 de setembro de 2006 às 18:09

A Sra advogada Carla Cepollina promete tudo, menos confessar o assassinato. O engraçado que todo bandido gosta de mentir e contar estória, nada justifica uma morte. E quando se trata de mulher bandida, tem que ficar com um pé atrás, é um perigo quando se banda para marginalidade, esse "animal bota sangue todo mê e não morre". Olho nela.

Jose Antonio Dias disse:
21 de setembro de 2006 às 12:45

Poderosa esta Dra. Carla Cepollina. Si fosse a Maria da Silva já estaria na cadeia.
Tenho a impressão que a polícia vai concluir que o Cel. Ubiratã suicidou-se com 21 tiros na barriga, todos dados no mesmo lugar, e que a criminosa estava na Thailandia, comendo minhocas, na hora do suicídio...

Simão, Wilson disse:
20 de outubro de 2006 às 09:52

""Segundo o MP, tudo faz crer que uma pessoa próxima o matou por que não havia sinais de arrombamento no apartamento nem vestígios de luta.""

Próxima sim, e tudo indica que o coronel se vestiu com uma toalha para abrir a porta.

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