O juiz moderno sai de seu gabinete e vai às ruas

O imaginário popular ainda vê o juiz como aquele senhor de cabelos grisalhos, de classe social abastada, enclausurado em seu gabinete, extremamente sério, que não se envolve nas questões da sociedade a não ser quando provocado em razão de sua profissão, não exprime sua opinião sobre as coisas do cotidiano, só fala nos autos, não dá entrevistas, não contesta as orientações superiores, aplica a lei na certeza de que ela é justa e correta, busca na solidão a pretendida imparcialidade para julgar as causas que lhe são diariamente submetidas.

O juiz da atualidade, todavia, guarda pouca semelhança com o estereótipo acima retratado. A magistratura está passando por um processo de revolução interna, que se reflete nas características pessoais de seus integrantes. Os juízes, antes advindos da classe dominante, hoje são coletados em sua absoluta maioria, com poucas exceções, da classe média. Em geral, o juiz é aquele que teve que trabalhar para arcar com os seus estudos, ralando o umbigo no balcão ou mesas de escritórios, fábricas ou repartições, buscando e construindo o seu próprio futuro profissional.

Os juízes, em especial os de primeira instância, que atuam nos fóruns em contato direto com a população nas salas de audiência, em sua maior parte, são jovens na faixa dos 25/35 anos, dedicados à profissão e às coisas da vida pública, que acreditam no Direito enquanto fonte daquilo que é mais sublime: a Justiça. Boa parcela desses juízes são mulheres, que contribuem com a magistratura ao apresentar na abordagem do Direito a sua nova visão de mundo.

Na Justiça do Trabalho de São Paulo, por exemplo, cerca de 60% dos cargos de juiz são ocupados por brilhantes e competentes magistradas. Também na segunda instância em todo o país houve uma importante renovação de quadros, que permite a ascensão de nova mentalidade aos tribunais, permitindo uma salutar miscigenação entre a experiência e a juventude, possibilitando que a riqueza desta combinação se reflita em decisões mais justas, em interpretação mais viva dos dispositivos legais, sem arroubos ou imobilismos.

O juiz contemporâneo navega pela internet, lê jornais, assiste televisão, vai às baladas, torce por seu time de futebol, tem a sua preferência política e ideológica, se diverte, passeia com seus filhos, vai à academia, discute religião, estuda, paga plano de saúde, é vaidoso, faz supermercado.

Este magistrado da atualidade, portanto, bem conhece os problemas enfrentados pela sociedade brasileira, até porque também dela integrante. O juiz igualmente sofre e se indigna com o preço do colégio, as filas nos bancos e repartições públicas, o descaso na saúde, a violência das ruas, a corrupção, a exagerada cobrança de impostos, as drogas que viciam nossa juventude, os juros altos, o desrespeito ao ser humano, o desemprego, a falta de ética na política e, inclusive, com a morosidade do Judiciário.

Não há nada mais frustrante do que se analisar um processo, considerar a inicial e defesa, apreciar suas provas, verificar os dispositivos legais correspondentes, estudar a melhor aplicação do Direito àquele caso concreto, construir uma sentença e, depois, ela não ser efetivamente cumprida. Não é nada agradável para o juiz analisar um processo ajuizado anos antes, com fatos já ultrapassados em sua própria memória. Também não é com felicidade que o juiz encara uma pauta com 13, 20 ou 30 audiências diárias, pois sabe, de pronto, que ficará esgotado e não poderá dar o atendimento que a sociedade dele espera.

Os magistrados também querem uma sociedade melhor, mais justa, na qual eles, seus filhos, pais e amigos possam andar em segurança pelas ruas. Querem, igualmente, um Poder Judiciário que se fortaleça na justeza e efetividade de suas decisões, com estrutura hábil ao atendimento adequado do cidadão, que atue com transparência, com regras apropriadas aos princípios de democracia e impessoalidade no tratamento das questões administrativas internas, que respeite a sociedade, os recursos públicos e a pessoa humana do jurisdicionado, funcionário, advogado e juiz.

O magistrado de hoje se organiza para o enfrentamento dos problemas que encontra no desempenho de suas atividades, buscando melhor estrutura e recursos para que a Justiça seja efetivada em favor do cidadão, independente de sua condição social. Somente praticando a ética e os princípios de justiça, mesmo nas menores coisas, é que conseguiremos construir uma sociedade pautada em novas bases estruturais.

Visando uma sociedade melhor, os juízes estão querendo dar o exemplo dentro de sua própria casa e, neste sentido, fundamental importância tem tido as associações de magistrados. Contra os altos salários pagos a alguns em prejuízo da imagem do conjunto da magistratura, os próprios juízes trabalharam para a instituição de um teto salarial moralizador no serviço público, com uma remuneração transparente e sem penduricalhos.

A própria Associação dos Magistrados Brasileiros chegou a ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para — fato inédito — reduzir a remuneração de desembargadores num estado da federação. Para a impessoalidade no trato da coisa pública, era indispensável eliminar a chaga do nepotismo e, para tanto, novamente foram os juízes os principais atores, com a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) denunciando publicamente os casos existentes na Justiça do Trabalho na imprensa e no TCU. Depois, ainda, a mesma entidade solicitou ao CNJ que vedasse tal prática e a AMB ingressou com Ação Direta de Constitucionalidade no STF para manter a decisão que ordenava a dispensa de todos os parentes contratados irregularmente.

As associações de magistrados, portanto, estão muito atuantes e conectadas com o sentimento da sociedade que, em outras palavras, é o mesmo dos milhares de magistrados espalhados por este país. O juiz hoje já não mais fica isolado em seu gabinete e vai às escolas, discute em universidades, participa de debates na televisão, percorre o Congresso Nacional, dá entrevistas, organiza trabalho assistencial e de conscientização popular, apresenta propostas legislativas, propõe projetos visando a valorização da dignidade da pessoa humana, contesta medidas administrativas das cúpulas dos tribunais, denuncia arbitrariedades, reivindica melhores condições de trabalho e busca, enfim, com responsabilidade, uma nova postura diante da sociedade da qual faz parte.

Não há e nem deve haver ser humano inerte diante da sociedade que o cerca. O juiz, como pessoa que é, também tem seus medos, fraquezas, desejos, virtudes, defeitos, sonhos e, acima de tudo, um espírito que busca, com a ajuda do Direito, edificar um mundo melhor, mais justo, mais fraterno, onde o homem possa se realizar e ser feliz em sua plenitude.

As associações regionais de magistrados, em especial da Justiça do Trabalho, ciente de suas responsabilidades, também tem dado sua contribuição para que esta nova sociedade, mais igualitária, possa um dia ser concretizada.

Apoiamos a luta pela instituição do teto salarial moralizador, amparamos o combate ao nepotismo, participamos de ato público contra a impunidade e pela ética na política, nos posicionamos contra as medidas que visavam eliminar históricos e básicos direitos da classe trabalhadora, cobramos apuração de denúncias no âmbito do Judiciário, pedimos e apresentamos propostas de instituição de critérios objetivos nas promoções e nas designações de juízes, tentamos incluir na reforma do Judiciário a necessária eleição direta para os cargos diretivos dos tribunais (ao juiz é negado o direito de voto na escolha de seus administradores, circunstância permitida a todos os cidadãos brasileiros), denunciamos a vergonha do trabalho escravo e infantil, divulgamos posicionamentos contra a precarização do trabalho (em especial pela pretendida flexibilização total dos direitos trabalhistas e da terceirização fraudulenta do mercado de trabalho), fizemos debates e apresentamos propostas legislativas, discutimos publicamente nossos problemas, solicitamos medidas processuais que diminuam o formalismo exagerado nos processos, fizemos gestões perante o Congresso Nacional, entre outros.

Nossa maior angústia, não obstante todo o esforço pessoal dos juízes, todavia, reside em não poder dar o atendimento de modo rápido e com a atenção que o cidadão exige e que lhe é de direito, em razão do enorme volume de trabalho, totalmente desproporcional às forças e à estrutura disponível, em especial nas grandes metrópoles. Aqui também não só fizemos reclamar. Lutamos, no Congresso Nacional e junto aos órgãos de governo e de tribunais, pela melhoria da estrutura do Judiciário, normalmente renegada a um segundo plano. Pedimos aos tribunais, com insistência, que haja um esforço para que os cargos vagos de magistrados sejam preenchidos o mais rápido possível.

A demora na nomeação ou a ausência de um único cargo de juiz impede que cerca de mil processos sejam analisados a cada ano, evitando que milhares de pessoas tenham do Estado o adequado atendimento, impedindo o cidadão, enfim, de se realizar como ser humano integral e de obter a manifestação oficial sobre seus direitos.

Só com uma melhor estrutura e em especial com instrumentos processuais que permitam uma efetividade da jurisdição é que teremos condição de, ao lado de nossa atuação pró-ativa na sociedade, poder cumprir com aquilo que a coletividade mais espera de nós: dizer o Direito e fazer com que a Justiça seja aplicada de modo efetivo, rápido e com qualidade.

Os juízes pretendem continuar dando sua contribuição qualificada para a melhoria da sociedade brasileira, não apenas no seu ramo de atividade. Centenas são os magistrados já engajados em atividades beneméritas, ONGs e associações diversas. Dessa nova postura não abriremos mão, até porque representou uma conquista e significativo avanço e, pela nossa qualificação, humildemente entendemos que muito temos a contribuir com a sociedade brasileira. Continuaremos e ampliaremos nossa atuação neste sentido.

Todavia, o que mais queremos — e por isso lutamos e nos esforçamos a cada novo dia — é poder cumprir com segurança, qualidade e efetividade a nossa principal responsabilidade profissional e que motivou a transformação de nossas vidas: praticar a Justiça.

Morgana de Almeida Richa

é juíza do Trabalho, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 9ª Região e vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros.

JPLima disse:
01 de fevereiro de 2007 às 21:03

O grande problema Excelência é que a última palavra é do STF............., não adianta só termos juízes modernos. O Poder Judiciátio teve muitos Juízes modernos na "era Moreira Alves" e daí? Iste fato é recorrente, o STF é quem dá a última palavra, CONSERVADORISMO e POLITIQUISMO.

MPMG disse:
01 de fevereiro de 2007 às 21:22

Os novos juízes (até 15 anos de magistratura) têm ajudado bastante a moralização Poder Judiciário, mas só os da 1ª instância, com raras e honrosas exceções, pois a maioria dos DESEMBARGADORES e MINISTROS não merecem um singelo "olá" do pobre cidadão.

Jose Antonio Schitini disse:
01 de fevereiro de 2007 às 22:07

Nunca deu para entender que pelo sopesamento passivo, ou seja pelas versões dos fatos apresentados e, mesmo documentados nos autos, os julgadores prolatem suas decisões. Não dá para vislumbrar segurança jurídica apenas nesse método.

No entanto, é isso que ocorre na maioria das vezes.

Embora ocorra, nos casos necessários o face a face da audiência, dificilmente o que nela ocorre fica fresco na memória do julgador. Primeiro, porque a sentença prestada nesse exato tempo processual é avis rara, ou elefante albino.

Com o passar do tempo os fatos vão mofando no processo é a parte aproveitável das audiências vão embrumecendo na memória com a delonga.

Segundo, sobra apenas a ata da audiência. Como se sabe as atas são escritas numa linguagem peculiar do oficial escrevente. Todos os envolvidos assinam, mas ninguém sai satisfeito com os registros feitos.- Não é rara ata ininteligível, disléxicas e com defeitos graves de expressão de idéias.

Então, a diligência pessoal do Juiz é um meio eficiente de se procurar a verdade.

Achar a verdade dos fatos exige não somente o tirocínio jurídico, mas também a movimentação física nos locais onde se encontre rastros dos acontecimentos inerentes.

Esses vestígios, não só em ações penais como em qualquer tipo de ação, podem ser encontrados em sítios físicos, seja ao ar livre ou em escritórios, estabelecimentos públicos e privados dos mais diversos.

É a chamada investigação que poderá com a presença do magistrado, ser de um valor imensurável, já que ele tem a autoridade para deslacrar documentos ou caixas e arquivos , abrir cofres, etc. E isso imediatamente com uma simples ordem que deve ser cumprida.

Embora os Códigos, como o CPC, prevejam a vistoria do juiz, ela deve ser provocada. Ora com isso todos ficam alertados e os adversos têm tempo para escamotear a situação.

Agora se for feita de súbito, o elemento surpresa valoriza extremamente a prova colhida.

Caso isso realmente esteja ocorrendo é uma atitude alvissareira.

ROSANA disse:
02 de fevereiro de 2007 às 01:18

Ora, será que os comentaristas preferem os juízes novos, pois, deferem tudo que os promotores querem? Parabéns àqueles que enfrentam a opinião publicada em prol da própria consciência.

Rossi Vieira disse:
02 de fevereiro de 2007 às 01:49

Parabéns a magistrada Morgana pelo belíssimo artigo.

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
advogado criminal em São Paulo.

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
02 de fevereiro de 2007 às 07:42

O BAGULHO É DOIDO... O PROCESSO É LENTO... E A PARADA É SÉRIA CUMPADI !!!

Que os traficantes e as novas milícias são criminosos bárbaros, que cometem crimes hediondos, que nos assustam e nos trazem um clima de terror, que precisam ser contidos e trancafiados na forma da lei, não temos a menor dúvida.

No entanto o que mais me aterroriza não são esses bandidos notórios, alias, também não são esses bandidos notórios que mais cometem crimes hediondos, tão pouco os que mais matam inocentes diariamente no Brasil.

Na verdade... o que mais me aterroriza nesse País são os JUIZES, DESEMBARGADORES, PROMOTORES E PROCURADORES, que aterrorizam os cidadãos muito mais do que qualquer MARCOLA, FERNANDINHO BEIRA MAR, ELIAS MALUCO, CACIÓLA, MARCOS VALERIO, MENSALÕES, DOSSIÊS, ETC., até mesmo mais que os próprios PREFEITOS, GOVERNADORES, PRESIDENTE, SENADORES, DEPUTADOS E VEREADORES.

Afinal uma Nação sem JUSTIÇA, ou com uma justiça conivente, omissa, cafetina da impunidade, que chafurda na hipocrisia constitucional, que chega ao extremo de relatar, definir, dirimir e por fim julgar ATOS INCONSTITUCIONAIS E CRIMINOSOS deliberando como se fosse LEGAL E CONSTITUCIONAL, ou seja, INSTITUCIONALISANDO OS CRIMES praticados pelo ESTADO. Estado esse que há muito esta literalmente dilacerado como ESTRUTURA SOCIAL DEMOCRATICA. Não tem credibilidade moral, intelectual, para propor reformas no Judiciário, medidas de segurança nacional, para decretar tolerância zero, ou apontarem supostos Terroristas.

QUEM MATA MAIS INOCENTE, QUEM ATERRORIZA MAIS A POPULAÇÃO?!
Essa é a resposta que procuramos a cinqüenta e sete anos, desde que no morro do juramento foi feito à primeira promessa do crime organizado aos moradores, onde Tião Medonho ao discursar para a plebe, prometeu; Todo dinheiro dos assaltos e do crime reverterão em parte para suprir as necessidades da comunidade.

Porem, muito antes deles os políticos já faziam tal prometimento, e ai esta a estrutura do Estado mais que corrompida, matando inocentes diariamente aos montes de todas as formas cruéis e Hediondas. Os poderes judiciários, em cima do muro fazendo pose de sisudo e rogado, assistiam passivamente e reagiam tímida e modestamente aos acontecimentos. Melhor, bem melhor do que hoje que já desceram do muro e estão atuantes na sua grande maioria aliados ao ESTADO PARALELO.

E não adianta esse papo de reforma do judiciário, que o caminho não é esse, essa historia de facção criminosa comandos organizados isso só existe de fato e de DIREITO junto aos poderes públicos constituídos, EXECUTIVO,LEGISLATIVO e JUDICIARIO que se organizam para furtar e se locupletar as custas do povo, o resto é conversa fiada pra iludir a cidadania, que por sua vez finge que acredita.

Não tem essa de morador da favela ter medo de Bandido nem de Milícia. O entendimento é que existe uma guerra entre pobres e ricos, poderosos e humilhados, achacadores e achacados e eles sabem perfeitamente que na guerra morrem inocentes. Um milhão de moradores numa determinada comunidade de pobres ou ricos, onde todos amam e preservam suas famílias, se entenderem que o traficante ou qualquer um estiver excedendo o pacto é literalmente esmagado pelo povo.

Esse papo de dizer que o bandido é um monstro, não é mentira, mas que os moleques tem algum ideal naquela mente torpe que caminha e trilha por linhas tortas objetivando algo maior. Isso é fato notório e de difícil analise. O que esta acontecendo na pobre sociedade Brasileira, é um grupo de revoltados analfabetos e despreparados, desempregados, famintos, desassistido pelo poder publico, marginalizados, que não tem acesso as suas reivindicações que usam do expediente cabível em sua mente, de traficar para expor com crueldade suas revoltas, arrumar grana para combater e se fortalecer diante do irresponsável desprezo das classes mais abastadas, em tempo que destrói através do vicio os seus inimigos na esmagadora maioria desta classe média e alta, que é sem duvida o seu alvo. Tudo indica que os motivos não são meramente torpes como aparenta ser do tipo querer enriquecer ou ficar famoso, ter muitas mulheres, etc. Caso esse fosse o interesse se contradita com o curtíssimo tempo de vida que os mesmos têm, sabem e estão vendo que seus colegas morrem assassinados, mal caem por terra, de imediato aparece um novo líder para desafiar. Quem quer grana, mulher e fama quer tempo para curtir tudo isso; coisa que bandido jamais terá no front com a nossa gloriosa PMRJ.

Portanto cidadãos Brasileiros, muita calma e muita atenção nessa hora. O momento é irreversível e nem sempre o que se parece ou se enxerga representa o caminho da verdade.
Luiz Pereira Carlos.
RJ, sábado, 13 de janeiro de 2007.

Puime disse:
02 de fevereiro de 2007 às 10:03

Brilhante artigo da Magistrada, conseguiu explicitar claramente a realidade vivida no âmbito da Justiça Trabalhista. Entretanto, a prestação jurisdicional, ainda é lenta, aliás, como bem disse a Juíza. A Justiça do Trabalho necessita focar o atendimento no jurisdicionado, de forma rápida e eficaz. O sistema da qualidade total deve ser implantado rapidamente no Poder Judiciário.

Felipe Boaventura disse:
02 de fevereiro de 2007 às 10:14

Brilhante artigo; parabéns Dra. Morgana é reconfortante saber que nosso Poder Judiciário tem mentes tão sóbrias em suas fileiras.

Jose Antonio Schitini disse:
02 de fevereiro de 2007 às 10:15

Pensando bem, com as parafernálias modernas, câmeras digitais, transmissões on line dos locais de interesse processual, apenas casos especialíssimos poderão requerer atenção do Juiz.

Nesse ponto equipar o Judiciário e treinar o pessoal, na maior parte dos casos pode substituir o hipotético deslocamento do Julgador para verificações.

O nosso sistema judicial sem equipamentos, lembra a figura dos macaquinhos que não lêem, vêem e ouvem, falam e, enfim não se comunicam.

Ou seja aumentou os macaquinhos no sotão.

Jose Antonio Schitini disse:
02 de fevereiro de 2007 às 10:17

digo: sótão

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
02 de fevereiro de 2007 às 11:02

O Juiz para sair às ruas a serviço é mera utopia. Seria muito útil no caso de o Juiz, para se convencer, ir até o local e fazer pessoalmente a inspeção judicial (art.440/CPC).

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
02 de fevereiro de 2007 às 11:54

Esta matéria deve ser enviada para "TODOS" os Juizes do Brasil,em "TODOS" os Tribunais, após colocar em uma moldura, inclusive para aqueles que não gostam de receber os advogados em seus gabinetes.Parabéns. "Juiz cidadão" deve ser o nome da matéria.O mundo do lado de fora é bem diferente.É necessário conhecê-lo.

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
02 de fevereiro de 2007 às 11:58

Roberto Rocha- Advogado- Tributário

Dra. Mande uma cópia da matéria para a Ministra Ellen e uma para o CNJ.Quem sabe na reforma alguma coisa nova surja em favor das pessoas.

Andreucci disse:
02 de fevereiro de 2007 às 14:27

Tem que tomar cuidado para não ser assaltado!
Acho mesmo que o juiz deve sair às ruas, para verificar a situação caótica da segurança pública e constatar que a vergonhosa legislação penal protetiva de bandidos está fazendo com que a população se sinta aviltada, acuada e abandonada pelo Poder Judiciário, que, com raras e honrosas exceções, julga com princípios jurídicos socialmente ultrapassados e coloca em liberdade criminosos que deveriam apodrecer atrás das grades!

Michael Crichton disse:
22 de fevereiro de 2007 às 00:03

O juiz moderno sai de seu gabinete e vai às ruas
e depois o advogado vai despachar com ele, fica bravo por não encontrar e representa na Corregedoria...

Michael Crichton disse:
22 de fevereiro de 2007 às 00:04

O Dr. Andreucci demonstra ânimo incabível contra os acusados. Parece que ele não é de SP.

Sydney disse:
24 de março de 2007 às 01:04

O juiz moderno ao invéz de ir para a rua, deveria procurar se alinhar ao pensamento e ordenamento das estancias superiores assim como o TST, pois não seguem a doutrina ou Jurisprudencia das propias turmas assim como do TST, prejudicando o indefeso trabalhador que se ve obrigado a recorrer e passar pelos dificeis caminhos dos recurso sem necessidade, e se apoiar nas perfeitas decisões das instancias superiores e aguardar muitos anos para poder ter seus direitos reconhecidos, e já uniformizados pelo pleno do TST, é como vejo os juizes modernos dos tribunais, Palavra de leigo que confia na justiça. Sidney

Você precisa estar logado para enviar um comentário.