Para exercer a profissão de advogado, todo bacharel precisa da aprovação no Exame de Ordem. Antes da aprovação no citado exame o bacharel não tem profissão. Essa é uma realidade e é oportuno tocarmos nesse assunto, afinal vivemos uma realidade em que os índices de reprovação nos exames de ordem ultrapassam os 90% em alguns Estados (o que revela que, de uma maneira geral, os cursos de Direito não preparam os bacharéis para o exercício da advocacia) e, o que fazem para inserirem-se no mercado de trabalho os milhares de bacharéis que anualmente recebem o grau e o título honoris causa de doutor?
A resposta todos conhecemos: os bacharéis submetem-se a trabalhar por remuneração não regulada ou exercem ilegalmente a profissão expondo interesses privados a risco, e o que é pior: quase sempre com a ajuda de um advogado ou de uma sociedade de advogados. Seria hipocrisia negar essa realidade.
Mas voltemos ao exame de ordem. O Exame de Ordem não se presta a avaliar os cursos jurídicos, mas a OAB-SP tornou públicas as estatísticas de aprovação dos diversos Exames de Ordem com o objetivo de orientar os alunos das diversas instituições, estudantes de Direito, acerca do desempenho dos candidatos das diversas faculdades no exame de acesso à advocacia.
Num dos exames, a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo figura em primeiro lugar, com habilitação de 93,07% de seus ex-alunos aprovados, seguida pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com 89,40%. Em terceiro lugar aparece a Faculdade de Direito Estadual do Norte do Pioneiro, com 82,35%, Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, com 77,84% e a Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Campinas com 74,83%, mas a maioria dos cursos não aprova nem 5% de seus ex-alunos.
Esses bacharéis em Direito, ou em Ciências Jurídicas e Sociais, não têm profissão. Não são advogados e não são estagiários, profissionalmente não são nada. A OAB tem “renovado” a inscrição de estagiário dos bacharéis, mesmo eles não sendo mais estudantes na graduação (o que, s.m.j., significa uma tentativa de disciplinar a realidade).
O problema não é causado pela OAB, nem pelos advogados, mas de quem é a responsabilidade? Dos cursos jurídicos ruins, da Política Pública de Educação do governo federal? Não sei… Mas acredito que não podemos fechar os olhos a uma realidade: a advocacia brasileira tem sofrido mutações significativas nas últimas décadas e conviver com bacharéis a concorrer com advogados é uma dessas mudanças.
E essas mudanças têm feito com que muitos advogados se reúnam em sociedades buscando oferecer um melhor serviço aos seus clientes, especializam-se, o que faz com que alguns escritórios contratem profissionais especialistas para atender às necessidades de sua clientela.
Temos em escritórios de advocacia: contadores, administradores, consultores, peritos, engenheiros, etc. Essa é a realidade. Por quê? Ora, porque vivemos um momento em que, nós advogados, precisamos de assistentes capazes de qualificar a nossa prestação de serviço para que facilitem nossas defesas e a pesquisa, são os chamados de “paralegais”. E é nesse ponto que retornamos aos bacharéis em Direito.
Nos Estados Unidos e na França, os “paralegais” fazem parte de uma classe bastante respeitada, inclusive com curso universitário. Os assistentes e/ou “paralegais” não dão diagnósticos aos clientes. Ou seja, o aconselhamento, o conselho legal deve ser dado por um advogado. Todos os estados nos EUA requerem advogados licenciados e têm um estatuto que impõe certas penalidades para a prática desautorizada. No Brasil seriam os “paralegais” e os estagiários que fazem serviços de cartório, pesquisa e triagem das ações. Assim como os “paralegais” nos EUA, estes também têm um raio de atuação bastante limitado e sofrem a fiscalização da Ordem dos Advogados do Brasil.
Na verdade, o conceito assistente legal começou nos anos 60, quando os grandes escritórios procuraram maneiras de melhorar a entrega eficaz e do custo de serviços legais. Outros fatores participaram no desenvolvimento do campo assistente legal, incluem o volume de trabalho crescente devido à consciência pública aumentada de remédios jurídicos.
Aliás, a transformação das profissões jurídicas é tema que vem sido debatido por toda a comunidade jurídica internacional, pois a especialização das profissões, como conseqüência da globalização, fez surgir a delegação de competências a outros profissionais a fim de que haja colaboração e aperfeiçoamento no exercício da tarefa específica. Sobre o tema, importante salientar precioso estudo português, intitulado As profissões jurídicas entre a crise e a renovação: o impacto do processo de desjudicialização em Portugal, de autoria de João Paulo Dias e João Pedroso, investigadores de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa.
Na verdade, não é de hoje que a advocacia conta com a participação de “paralegais” no exercício das funções inerentes à profissão, e segundo o relatório do European Research Network on Judicial Systems (2000:17), tais pessoas desempenham o mesmo trabalho que os advogados, embora não possuam qualificação técnica adequada, aprendendo, na sua maioria, através da prática e da “tarimba” junto a advogados já consagrados no mercado. Na prática, no Brasil é comum bacharéis em Direito que ainda não confirmaram suas licenças junto à Ordem dos Advogados, atuarem como verdadeiros assistentes junto aos advogados, às Promotorias, ou gabinetes de magistrados, sem que tal atuação lhes configure o status de profissão. Contrariamente ao que ocorre na Europa, em especial na França, onde os “paralegais” exercem suas funções com status de profissão, e vão desde assistentes jurídicos (assistant juridique), que auxiliam no gerenciamento dos trabalhos jurídicos do escritório, podendo executar a preparação de alguns procedimentos judiciais, e cujo nível mínimo exigido no curso superior é de 2 anos, até os advogados estagiários (avocat stagiaire), que atuam no atendimento aos clientes e na execução supervisionada dos procedimentos, e cujo nível mínimo exigido no curso superior é de 5 anos.Ora, é chegada a hora de pensarmos a condição destes bacharéis no Brasil. Por que não lhes regulamentar a condição de forma a atribuir caráter profissionalizante às suas funções?
Os bacharéis em Direito poderiam, se houvesse lei regulamentando isso, ser os assistentes legais dos advogados, trabalhando conjuntamente para facilitar os serviços advocatícios, como a pesquisa de legislação e jurisprudência, por exemplo. Um assistente/paralegal trabalha sob a supervisão de um advogado, o produto do trabalho do assistente legal é fundido com e transforma-se parte do produto do trabalho do advogado. Na comunicação com os clientes e o público um assistente legal pode executar toda a função delegada por um advogado, exceto, naturalmente, os atos privativos da advocacia. Embora essa prática ainda não seja muito difundida no Brasil, já existem vários escritórios que se utilizam dos escritórios de consultorias de “paralegais”, que vêm crescendo nos últimos anos.
Caberia à OAB criar uma categoria profissional entre o estagiário e o advogado, seria o assistente de advogado que teria uma única vedação legal: praticar qualquer ato no forense, salvo aqueles que podem ser praticados também pelos estagiários. E a grande vantagem: poderia fiscalizar e, eventualmente, punir práticas inadequadas ou abusivas. Hoje os bacharéis em Direito, na prática, estão no fórum e sem qualquer disciplina ou fiscalização da OAB ou de quem quer que seja.
Há colegas que dizem que essa é uma posição que atende apenas os interesses das sociedades de advogados, dos escritórios médios e grandes, os quais passariam a contratar assistentes de advogado, ao invés de advogados; o fato é que essa é uma situação que já existe, mas regulamentando a função de assistente a OAB poderá fiscalizar e punir abusos. Está aberto o debate.
A idéia é aparentemente boa, mas, na realidade servirá apenas para engordar ainda mais os cofres da OAB, ou seja, quem não é estagiário nem advogado irá também contribuir para ter uma carteira de paralegal!
Com todo respeito aos articulistas, ouso discordar, em primeiro lugar porque não se pode comparar o Brasil, onde o povo passa por privações com países, como Estados Unidos da América, França e Inglaterra.
O que se deve é investir na formação básica e se eliminar de uma vez por todas as faculdades que funcionam como verdadeiros caça níqueis, e não tentar trazer para o mercado de trabalho aquele que não obteve a aprovação no exame de ordem da OAB.
A situação hoje é caótica, pois se constata facilmente que pessoas que nem ao menos freqüentaram uma faculdade de direito, estão exercendo a profissão de advogado, com escritório devidamente montado, freqüentando os fóruns, delegacias de polícia, e até mesmo as salas destinadas aos advogados para passarem maior credibilidade as suas ações fraudulentas.
A tudo isso se assiste sem se fazer absolutamente nada, diferentemente do CRECI, que fiscaliza e com a ajuda da polícia prende os falsos corretores imobiliários.
ISSO SÓ SERVIRÁ PARA DEMONSTRAR QUE TAIS PESSOAS FORAM INCAPAZES DE SEREM APROVADAS NO EXAME DA ORDEM(QUE ALIÁS DE DIFICIL NÃO TEM NADA, EXIGE APENAS UM CONHECIMENTO BÁSICO).
QUEM LUCRARIA COM ISSO ALÉM DA PRÓRPIA OAB, SERIA OS ESCRITÓRIOS QUE CONTRATARIAM ESSAS PESSOAS POR VALORES RIDICULOS, A FIM DE ECONOMIZAR COM ADVOGADOS DE VERDADE.
Quem não tem competência não se estabelece. Seja com Carteira da OAB ou sem ela. Trabalho com a justiça há 30 anos e, em razão da profissão conheço muitos advogados que não foram obrigados a prestar exame de ordem, no entanto, são muito capazes. Conheço também, diversos que prestaram e passaram no tal exame e não conseguem sequer emprego como contínuos. Injusto é desprezar a inteligência de quem dedicou cinco anos de sua vida em uma faculdade e depois sai sem profissão definida. Vejam bem: quem faz faculdade de Engenharia, ao completá-la já é engenheiro. Alguns prédios caem, mas a maioria é muito bem estruturada e não oferece risco. O mercado cuida de eleger os bons.
Agora, que a OAB iria adorar criar mais um jeitinho de encher seus cofres, não resta dúvida.
Para o bem de todos, o melhor é que os reprovados no exame da Ordem continuem sendo nada mesmo. E os que se prestam a ilegalidades, que sejam punidos.
O paralegal, admitido da forma como sugerido, representa o maior retrocesso na busca pela valorização da advocacia.Sua oficialização se equipararia ao secular retorno do rábula, cuja existência ajudou a distribuir justiça numa época em que nosso país carecia de profissionais do direito. Hoje a preocupação deve ser o aprimoramento do advogado desde o curso jurídico, como tem historicamente defendido a OAB, não obstante o presidente paulista, reeleito, ter tido a irresponsavel coragem de propor o contrário, negando posteriormente em campanha, em face da justa e maciça reação de estagiários e advogados brasileiros.
A resposta é NÃO...NÃO..E... NÃO. Com todo o respeito aos missivistas, mas, a proposta é ABSURDA, ILEGAL. O Exame da Ordem, serve justamente para afastar aqueles que não tem capacidade, para exercer a profissão de ADVOGADO(A), aliás, deveríamos criar uma lei obrigando a prestação de exame para o exercício de todas as profissões. Não concordamos com tal proposta de oficilizarmos os RÁBULAS. As dificuldades no exercício da profissão são enúmeras, imaginem com a implementação de idéias estapafúrdias como essas. Concluindo, voltamos a repetir NÃO...NÃO...e...NÃO.
Perfeito o comentário do Puime, exceto pelo 'enúmeras', um escorregão perdoável (antes que o Ferrara 'baixe' por aqui).
È preciso fechar 80% das faculdades de direito, pois dos cerca de 50 advogadoss com quem trabalho, 20% tem algum conhecimento jurídico, o resto... é triste - para os clientes!!!
Querem ressucitar os rábulas!
Como a maioria (de forma muito feliz) já destacou os aspectos negativos dessa proposta, reitero as palavras do Puime:
"NÃO, NÃO E NÃO"!!!!!!!!
Disse o Puime "O Exame da Ordem, serve justamente para afastar aqueles que não tem capacidade, para exercer a profissão de ADVOGADO(A).." Nesta linha, melhor seria se a OAB determinasse aos advogados que se submetessem a novo exame de ordem periodicamente (de cinco em cinco anos). Com certeza "enúmeros" (na boa, só para não perder a piada) perderiam a preciosa Carteira.
Melhor profissão para quem não passa na prova da OAB? sugiro que vá trabalhar como encanador ou eletrecista. Ganhará mais do que sendo advogado.
Também, Faculdades de Direito proliferam como as antigas quitandas. Hoje, quitandas de luxo. Aqui no Rio, emcada um dos shoppings que se preza há uma FD. Ser bacharel não aprovado na OAB é mole. Servirão como assessores dos beira-mares da vida. Pior são os que "passam". Ficam fazendo concursos à exaustam. Um dia "passam". E a vulgaridade impera. No país onde f´sícos nucleares são corretores de imóveis e há um presidente molusco (deve ser pos isso que ele não lê), que fazer? Como diria João Saldanha: Vida que segue.
Correção: onde se lê, emcada, leia-se em cada; exaustam, exaustão; f´sicos; físicos. Grato
Não sei qual a realidade de São Paulo, mas aqui na Bahia, que tem o absurdo de 46 cursos jurídicos, a maioria grandes engodos, a proifissão de advogado proletarizou-se. Paga-se entre R$ 800,00 a R$ 1.200,00 a um advogado, sem direitos trabalhistas, ou qualquer benefício!
Criar esta nova categoria, seria, a meu ver, incentivar ainda mais a proletarização de uma profissão que historicamente sempre foi nobre e bem remunerada.
Por outro lado, o exame de ordem é o meio de que dispomos hoje para selecionar os bons, dos maus profissionais, à parte critérios de justiça, e não tenho simpatia em dar-se inserção profissional para atos de advocacia (afinal, ir ao cartório e manipular autos, é ato de advocacia)a quem não é mais estagiário, mas não é Advogado.
...as causas passam um pouco pelo que colocaram os autores, mas principalmente, pelo descalabro e pouco caso das escolas, principalmente as privadas.
...agora mesmo, a UNIP do campus Chácara Santo Antonio, engana seus alunos "organizando" de última hora e de improviso palestras (sic) em outro campus (Bacelar), apenas para abrir salas para alunos que foram desalojados em função de novo prédio que ainda está sendo construido ter sido interditado. Vejam o absurdo: o prédio ainda está sendo construido e sem álvara, mas a UNIP de forma temerária colocou centenas de alunos em risco, ocupando o prédio em obras. Agora para ter salas para os despejados, não vacila em levar os alunos do curso de Direito de ônibus (velhos e sem condições) para outros campus, gastando 2 horas (ida e volta).
...as palestras são risíveis e claramente apenas para ocupar o tempo dos alunos.
...enquanto isso os alunos estão sem salas e sem aulas.
...é preciso que as autoridades do MEC e da OAB e a própria sociedade tome em suas mãos a condução desse tipo de desvio que configura verdadeiro estelionato.
Bem... de quem não passa no exame deve mudar suas intenções e sua profissão, o que seria muito justo.
Pior, é o que passa no exame e ter que ser cafetisado a vida inteira por uma ordem, muitas veses não tendo dinheiro para custear esse absurdo, ou noutras querendo não advogar profissionalmente apenas em casos pessoais e de sua famili e ou de algum amigo, fazer um voluntariado.
Um absurdo essas obrigações compulsorias.
Meu Deus! Só faltava essa! Legalizar o que é ilegal. Deve-se punir esses bacharéis que cursaram uma faculdade de quinta categoria, não conseguem passar no exame da OAB e saem por aí se fazendo passar por advogados.
Tenho pena dos clientes que são enganados e prejudicados por este tipo de gente.
Se não consegue nem passar num exame fácil e simples, não pode exercer a profissão. Antigamente existia prova oral no exame da OAB. Hoje é só escrita, uma moleza.
Todo cliente ao consultar um profissional de direito deveria pedir a carteira da OAB. E mais, pedir o diploma para verificar se a faculdade que ele se graduou está entre as recomendadas pela OAB.
Concordo em parte com os comentários do sr. Luiz Carlos, porque não devo aceitar que a nossa BRIOSA ORDEM, que tanto tem defendido a ordem jurídica, o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, lhe seja atribuída a expressão tão vulgar, tal como CAFETIZAR.
Pelo que a OAB representa para a nossa sociedade, julgo bastante injusta e inoporta tal expressão.
A importância do ADVOGADO é de valor inestimável. Basta ver o desespero daquele que se vê limitado na sua liberdade ou ter perdido o gozo da fruição do seu patrimômio.
Para àqueles que querem usar da advocacia para o exercicio de voluntariado ou servir a parente ou amigo, não seria a melhor recomendação, pois a militância nesses moldes não leva ao acúmulo de experiência. Dessa forma, COITADO DAQUELE QUE SE SERVIR DOS PRÉSTIMOS DESSE ADVOGADO.
luiz pereira carlos (Comerciante - - ) 13/03/2007 - 17:24
Bem... de quem não passa no exame deve mudar suas intenções e sua profissão, o que seria muito justo.
Pior, é o que passa no exame e ter que ser cafetisado a vida inteira por uma ordem, muitas veses não tendo dinheiro para custear esse absurdo, ou noutras querendo não advogar profissionalmente apenas em casos pessoais e de sua famili e ou de algum amigo, fazer um voluntariado.
Um absurdo essas obrigações compulsorias.
É tão absurda a sugestão exposta no artigo que chego a pensar: SERÁ se os signatários do artigo são sócios, também, de alguma faculdade de direito que formam bacharéis que não conseguem obter êxito nos exames da OAB?
Ou será que eles pretendem criar o curso de assistente técnico da advocacia, os paralegais.
Pedro Benedito Maciel Neto: é sócio da Maciel Neto Advocacia S/C.
Adriana de Barros Souzani: é advogada e associada da Maciel Neto Advocacia.
Alguém sabe me dizer por que a OAB ficou tão poderosa?
Alguém sabe me dizer se outro conselho de qualquer profissão também faz exame para permitir que o bacharel possa trabalhar naquilo que estudou 5 longos anos, e foi aprovado????
Já imaginaram se o CREA ou o CRM ou o CRO ou tantos outros conselhos cismasse de imitar a OAB?
Exame de ordem, a meu ver, é uma coisa descabida. É o mesmo que legalizar a proibição do cidadão, de praticar advocacia... será que ninguém entende isso???
Na verdade, qu acho que todos concordam comigo, mas mexer com essa gente é complicado.
Quem sabe, um dia, alguém da advocacia tenha coragem de iniciar um movimento para derrubar essa aberração,
É compreensível o pensamento do autor deste artigo. Ele é professor da UNIP.
Ao sugerir o absurdo que estampam na "matéria" que assinam, os autores mostram que realmente são JORNALISTAS, profissão que não exige nenhum exame para qualificar o profissional a exercê-la.
Aliás, há um mandado de segurança que garante a milhares de pessoas o direito de atuar como JORNALISTA PROFISSIONAL, DISPENSANDO O DIPLOMA de Jornalismo.
Esperar o que deles ?
Eu li que são Advogados...mas se comportam como Jornalistas...
Este artigo é uma das maiores aberrações que já li nos últimos tempos. O raciocínio e a linha de pensamento dos articulistas são, simplesmente, ridículos (e, por isso, nem mesmo merecem ser comentados em maior detalhe).
A Ordem é antidemocrática. Não é do executivo, nem legislativo, nem judiciário. Como pode ser-lhe concedida a prerrogativa de permitir ou não o exercício de colegas? Isso é um absurdo. Se o bacharel não tiver competencia, o problema é do mercado, que o alijará. Mas não uma instituição sequer estatal.
...as causas passam um pouco pelo que colocaram os autores, mas principalmente, pelo descalabro e pouco caso das escolas, principalmente as privadas. Aproveitando que um dos autores é professor da UNIP, relato o que está ocorrendo na unidade Chácara Santo Antonio.
...agora mesmo, a UNIP do campus Chácara Santo Antonio, engana seus alunos "organizando" de última hora e de improviso palestras (sic) em outro campus (Bacelar), apenas para abrir salas para alunos que foram desalojados em função de novo prédio que ainda está sendo construido ter sido interditado. Vejam o absurdo: o prédio ainda está sendo construido e sem álvara, mas a UNIP de forma temerária colocou centenas de alunos em risco, ocupando o prédio em obras. Agora para ter salas para os despejados, não vacila em levar os alunos do curso de Direito de ônibus (velhos e sem condições) para outros campus, gastando 2 horas (ida e volta).
...as palestras são risíveis e claramente apenas para ocupar o tempo dos alunos.
...enquanto isso os alunos estão sem salas e sem aulas.
...é preciso que as autoridades do MEC e da OAB e a própria sociedade tome em suas mãos a condução desse tipo de desvio que configura verdadeiro estelionato.
A maior parte de nossos congressistas têm formação jurídica, e portanto carteirinha da OAB. Daí essa força da autarquia.
Com todo o respeito, a questão não é competência ou problema de mercado. Nem todo médico pode ser enfermeiro e nem todo enfermeiro pode ser médido. O médico não é melhor de que o enferemeiro e vice-versa. Cada pessoa pode deseolverver um talento. Tem advogado que não consegue fazer pesquisa. Tem outros que não suportam a audiência. Nem por isso estão impossibilitados de exercer uma profissão jurídica. As profissões não são criadas por lei. São disciplinadas. Não tempos o "direito" de impedir a registro do paralegal. Um abraço a todos!
Já ia esquecendo... EXCELENTE artigo.
paecar, é por isso que ainda não deixou de ser apenas bacharel. Quem tem carteirinha é clube. A OAB expede documentos. Uma carteira (brochura, qual o passaporte) e um cartão de identidade. Quem confunde isso com carteirinha não merece mesmo obter licença para advogar.
Engano seu Ferrara. Ainda não precisei advogar, sequer prestei o exame da ordem. Ao tempo da minha colação (e faz tempo) a “carteirinha” da OAB era fornecida no último ano de faculdade, e não a quis. Certamente como era no seu tempo. Nem todo bacharel almeja advogar, existem outras opções até mais interessantes e não exigem a “carteirinha”.
O pressuposto do artigo é que se resolva o problema de quem fez uma faculdade que não lhe deu o mínimo nem para passar no exame da OAB ou então não dedicou-se pessoalmente o suficiente.
Ao mesmo tempo, a proposta diminui a pressão sobre as escolas de baixo nível, talvez garantindo apenas maior número de horas-aula para bacharéis e advogados que são seus professores.
Trata-se do chamado "pacto de mediocridade" em que todo mundo se conforma com o nível deprimente e acaba encontrando uma válvula de escape.
Se para essas escolas valesse o código de defesa do consumidor, elas seriam fec hadas, por falta de qualidade de seus produtos.
Mas o "consumidor" está com uma batata quente na mão, já que passou 5 anos sendo ludribriado, pagando altas mensalidades e agora tem que descontar em alguém.
Melhor seria não vender ilusões a esses pobres jovens, de que seria possível ter tantos profissionais da advocacia quantos bacharéis as escolas formam, vivendo com dignidade.
Leiam com atenção o texto abaixo.
DEPOIS DE TANTOS MAIS UM EXAME
Mário Osny Rosa
Jorge um jovem talentoso tinha concluído o segundo grau e prestou vestibular, para cursar direito, numa Universidade particular, pois por mais que tentasse nunca conseguiu vaga na Universidade Federal, que era o seu sonho, ele era muito esforçado e dedicado aos estudos sempre era o primeiro da turma. Desde a primeira fase até a última foi o aluno mais aplicado, não ia a festinha não queria mesmo perder seu tempo com coisas fúteis antes mesmo da hora certa, pois era de família modesta e não podia esbanjar suas economias antes da hora. Quando Jorge chegou ao final do curso com sua, brilhante, monografia sobre um assunto muito importante na atualidade. Versava sua monografia sobre os crimes digitais, que proliferam, num momento que a internet vem tomando conta de todos os meios de comunicação do mundo atual. A banca examinadora deu nota dez pelo seu trabalho, a Universidade concedeu-lhe menção honrosa por ser o primeiro aluno da turma daquele semestre. Lá vai Jorge com o seu diploma de bacharel em direito, mas sem nenhum direito, a não ser auxiliar em qualquer escritório de advocacia. Como é difícil vencer na vida num país em que o Ministério da Educação concede um titulo de bacharel, mas não o legaliza a exercer sua profissão, isso macula a cidadania da pessoa. O seu direito de exercer sua profissão esbarra em outro órgão que o impede a ter direito de exercer sua nova profissão de bacharel, pois para isso tem que prestar mais um exame, só com esse exame você vai provar que está apto a exercer sua atividade profissional. Jorge começa a pensar, que manda mais nesse país? E fica a filosofar em torno do assunto na busca de uma solução pacificadora. E pergunta aos seus botões, quem irá me ressarcir se eu não passar no dito exame? Será mesmo justo um aprovar e outro reprovar? Quem tem mais poder nesse país? E lá fica na cabeça de Jorge as perguntas sem respostas lógicas, daquilo que busca, mas Jorge vai mais além a seu filosofar. Seria mesmo possível reunir todos os bacharéis desse país nessa condição a impor uma ação de inconstitucionalidade sobre esse entrave que vem dificultando a vida dos bacharéis em direito? Estamos sofrendo o cerceamento dos nossos direitos ninguém vem em nosso socorro e, os nossos representantes o que estão fazendo, quando aprovam as leis desse país? Jorge tenta buscar uma solução, mas todas elas esbarram no tal exame, nosso amigo Jorge não encontra uma saída lógica para o seu problema, no entanto resolve prestar o tal exame, numa tentativa de buscar argumento para um futuro debate em torno do assunto. Ele sabe da dificuldade, pois as estatísticas de aprovações nesses exames em todo o país são mesmo estarrecedoras. Jorge tem confiança no curso que fez bem como na Universidade local onde colou grau. Alguns dos seus colegas fazem cursos preparatórios para prestarem os exames, ele discorda e acha que se a Universidade o preparou, para exercer sua nova profissão. Esse curso, em sua opinião são cursos de pouco valor em comparação com os cinco anos que passou na Universidade.
São José/SC, 16 de setembro de 2.006
morja@intergate.com.
www.mario.poetasadvogados.com.br
Exame da oab de 5 em 5 anos e para T O D O S, ai sim queria ver tanta confiança.
Exemplo; passou na oab depois de 5 anos tera que revalidar a carteira.
Não passou perde a carteira até o próximo exame.
EXAME DA OAB IGUALDADE PARA TODOS EXAME DE 5 EM 5 ANOS
Bom, aí está uma idéia que não consegui entender se busca apenas MEDIOCRIZAR ainda mais a atividade jurídica ou se é um paliativo para um grave problema que é a formação BACHARELESCA do CIDADÃO.
O fato me parece ser um só: o Estudante de Direito que não obteve aprovação no
Exame de Ordem não demonstrou ter o necessário conhecimento para o exercício da profissão.
Não estou afirmando, porém, que aqueles que foram aprovados já estão aptos. Ao contrário, com o nível dos cursos jurídicos, a experiência nos demonstra que os BACHAREIS, mesmo que aprovados no Exame de Ordem, memorizaram alguns temas, alguns texto, MAS NÃO TÊM CONDIÇÕES de assumir qualquer patrocínio. Os Escritórios estão repletos destes perfis profissionais.
O Curso Jurídico, como tantos outros, deveria REQUERER que o ESTUDANTE, ANTES de PODER EXERCER A PROFISSÃO, tivesse alguns anos de prática forense, pela qual se habilitaria a ADVOGAR.
A verdade é que NÃO SE PODE CONCEBER uma CATEGORIA PROFISSIONAL entre ESTAGIÁRIO e ADVOGADO, em primeiro lugar, venia concessa, porque o ESTÁGIO NÃO É categoria profissional.
Destarte, as experiências de outro País, NÃO SE MOSTRAM significativas, porque se moldam a estruturas jurídicas muito especiais. Por exemplo, na França o PODER JUDICIÁRIO NÃO É PODER, mas se situa em nível administrativo, subordinado ao Presidente da República. Destarte, o profissional interno, empregado de uma empresa, NÃO É ADVOGADO, mas o que se denomina JURISTE.
Normalmente, o JURISTE é um profissional pela metade, porque seu conhecimento de processo civil é nenhum. Normalmente, nem mesmo estudou esta matéria. Conhecerá alguma coisa, se chegou a ser Advogado, deixando a profissão para se tornar um Juriste.
De qualquer forma, parece-me que o CIDADÃO brasileiro carece de Profissionais que tenham CAPACIDADE de se IMPOR, educada e diplomaticamente, nas relações com os MAGISTRADOS, cada vez mais "rempli de soit même" e encrustados num castelo de convencimento de que "são o máximo". Preconceituosos e prepotentes, os Magistrados, de outro lado, até de maneira normal, têm sido "convencidos", pela falta de preparo dos "bacharéis", designados pela boa memória no Exame de Ordem, de Advogados,de que são efetivamente o máximo.
Em verdade, o PARALEGAL, que sob este título já se emprega nos grandes Escritórios do País, é um "auxiliar de pesquisa e de arquivo técnico", que se perdeu entre as profissões existentes, NÃO TENDO TIDO a NECESSÁRIA ORIENTAÇÃO para se formar em BIBLIOTECÁRIO ou em outra atividade, que certamente lhe faria um profissional muito mais FELIZ!
Portanto, respeitando as opiniões contrárias, CREIO que a SOLUÇÃO para a má e fraca formação dos nossos JOVENS BACHARÉIS não pode ser encontrada como se estívéssemos, como estamos - é fato! - diante de um FATO CONSUMADO, do qual não mais se pode mover. É mister que se BUSQUE a MÉDIO PRAZO um PERFIL de FORMAÇÃO que não conduza o JOVEM a buscar a FACULDADE que mais facilmente pode lhe colocar um DIPLOMA na pasta, mas AQUELA FORMAÇÃO PROFISSIONAL que lhe qualificará para o EXERCÍCIO FELIZ e REALIZADO de uma PROFISSÃO com a qual se identifique.
Aliás, NÃO ME CONSTA que, para o exercício de várias profissões, se requeira que o BACHAREL seja inscrito na OAB. O que se requer em VÁRIOS CONCURSOS PÚBLICOS é que tenha o CANDIDATO CURSO SUPERIOR.
É óbvio que tal raciocínio não se pode aplicar às profissões relacionadas com a MAGISTRATURA ou o MINISTÉRIO PÚBLICO, mas certamente se poderá aplicar a outras atividades para cujo exercício o conhecimento - fraco, como temos visto -
do Direito permita ao Candidato melhor se encontrar no exercício da mesma.
Exame de Ordem é inconstitucional e imoral!!! Inexiste amparo na CF/88 portanto merece ser varrido do mapa educacional brasileiro e junto os seus simpatizantes!!! Não se apaga fogo com fogo, mas com muita água! Precisamos de um ensino de qualidade e uma maior interação entre o educando e os meios de aplicabilidade dos temas escolares, somente assim formaremos verdadeiros advogados e não vacas de presépio preparadas para para ganhar um mísero soldo de funcionário público que nos humnilha e depõe contra a cidadania.
Tenho argumentos para continuar ganhando na justiça a declaração da inconstitucionalidade deste famigerado e paramilitar instituto do Exame de Ordem!!!
A sociedade deveria ser instruída a reclamar perdas e danos quando um advogado aprovado pela OAB comete falhas técnicas que ao final custam ao seu constituinte prejuízos! Ora se a OAB discrimina que estes são bons e podem se inscrever e outros não !!! Passa a ser cumplice da imbecilidade do seu inscrito!!!É a lógica e eu como advogado inscrito há mais de 30 anos deverei arcar com os prejuizos decorrentes da doença paramilitar que a minha OAB assimilou de tanto combater os atos militares que denegriram o Estado de Direito. Exame de Ordem uma ditadura disfarçada para não assumir a verdadeira causa do ensino falido do nosso País!!
O Brasil não precisa de reformas, mas de democracia que por si só gera valores que a sociedade ao poucos cultuara redundo num estado de direito pleno!!!
Precisamos afastar o adestramento e buscar o ensino na sua plenitude. Fora as provas que nunca provam nada e apenas enchem o ego dos lacaios paramilitares que ainda fardados pisam no ego das nossas crianças discriminando entre mais burros e menos burros!!!
Bem, Colegas...
Acho que vou um pouco mais longe: se forem "abrir a porteira" para o Bacharel sem aprovação no exame da O.A.B.; então, que se escancare de vez, tornando a assistência do advogado FACULTATIVA às partes e não mais obrigatório.
Se é para terminar com o dito "corporativismo" (na concepção de alguns), se é para banalizar completamente a profissão, então que isso seja feito de vez.
Aí, quem for bom mesmo fica na profissão... E, quem não for, então que vá fazer outra coisa...
Abraços!
Régis C. Ares
Advogado
Santos-SP
Há tempos estamos preocupados com o assunto. Segundo informes oficiosos, temos cerca de 30.000 bachareis "represados" no Exame de Ordem, apenas no Estado de S. Paulo.
Isso nao é culpa da OAB, mas sim de uma situação que envolve o ensino, desde o básico até o superior.
Entretanto, a realidade está aí.
Fico a pensar o que farão esses "BACHAREIS" nao advogados. Certamente irão unir-se a cartórios (agora que partilhas sao feitas pelos cartorios de notas), para poderem "arrumar clientes" e ganharem alguma coisa. Talvez passem a fazer cursos paralelos (corretagem de imóveis, etc.). Talvez passem a trabalhar em alguma empresa, ajudando os departamentos juridicos. Talvez passe a trabalhar com algum advogado, até fazendo peças, para serem subscritas por outrem.
O fato, entretanto, é que a ADVOCACIA vem sofrendo nos ultimos tempos, ataques os mais variados contra sua propria "existência".
Particularmente, prefiro que os "bachareis" não inscritos estejam sob uma situação "regulamentada", informando o que podem e o que nao podem fazer, e sob o comando de alguém, que possa inclusive cobrar e eventualmente punir o mau profissional, do que à margem da sociedade, e das profissões, quando certamente irão INVADIR competencias e DILAPIDAR nao só a advocacia, mas até outras profissões.
Se vai ser o "paralegal" ou se vamos dar outro nome, pouco importa. O importante é que passemos a DISCUTIR o assunto para encontrarmos soluções, já que o problema existe, está aí, e é sério, principalmente para a ADVOCACIA.
Bachareis em direito... mas, existem aos montes... os que não têm o mínimo de conhecimento para passar no exame, que tem mesmo de existir e, se intitulam mesmo assim de "advogados", com escritórios e tudo! Estes são os conhecidos rábulas.
A IDEIA DO PARALEGAL CHEGA COM UNS 15 ANOS DE ATRASO: agora seria esculhambação!
1. Tenho uma boa memória auditiva. E isso me faz lembra que em um debate na UFES - UNIVERSIDADE FEDERAL DO E. SANTO, há uns 15 anos, um Conselheiro Federal da OAB, representante do ES (na época), levantou a discussão sobre a LEGALIZAÇÃO DO "PARALEGAL", através da CRIAÇÃO DE CURSOS DE MENOR DURAÇÃO. Acho que o "debate" envolvia cursos "técnicos" de 2 ou 3 anos.
2. Essa idéia tinha uma intenção (explicava então aquele GENIAL Conselheiro): o seu autor PREVIA UMA EXPLOSÃO e uma VULGARIZAÇÃO das faculdades de direito!
2.1. Vejamos que sujeito GENIAL! Previu e acertou na mosca.
2.2. Pena que, NA ÉPOCA, não demos ouvidos a ele. Preferimos crucificar a idéia, ao invés de colocá-la em um debate isento. Foi MORTA sem nem mesmo uma MATURAÇÃO.
3. Se, NAQUELA ÉPOCA, antes da VULGARIZAÇÃO dos cursos de direito, tivéssemos dado ouvidos à proposta dos PARALEGAIS, com REGULAMENTAÇÃO CLARA, e FIXAÇÃO DE PARÂMETROS DE ENSINO para cursos de menor duração, acho que a realidade seria outra.
4. Hoje um bom PERCENTUAL (não chuto valores aqui) dos BACHARÉIS deseja a CARTEIRA DA OAB apenas para CONTAGEM DE TEMPO para fins de concursos. Outros tantos, NEM SABEM PARA QUE DESEJAM A CARTEIRA.
4.1. Uma parte ESMAGADORA é formada por pessoas que se contentariam com conhecimentos jurídicos básicos: o que o CURSO "TÉCNICO" daria. Poderiam ser habilitadas, por exemplo, para atuar onde existe o "JUS POSTULANDI" (se parte por ir sozinha ... por que não com o paralegal de sua confiança??), e para concurso burocráticos (escreventes, oficiais de justiça, etc...).
5. As faculdades ficariam como estão: para os ADVOGADOS e para fins de concursos tipo JUIZ, M. PÚBLICO, ADVOCACIA PÚBLICA, etc... .
6. Ocorre que HOJE, falar em PARALEGAL, depois da ESCULHAMBAÇÃO, depois do LEITE DERRAMADO ... é brincadeira, para não dizer MÁ FÉ.
6.1. As condições são TOTALMENTE OUTRAS. Naquela época, tínhamos talvez 30% do número de faculdade que temos hoje! No E. Santo havia 5 ou 6 faculdades de direito; hoje perdemos as contas (mais de 30 segundo notícias).
7. A proposta hoje deveria ser OUTRA. Buscar a CRIAÇÃO DE RÍGIDOS CRITÉRIOS MÍNIMOS DE FUNCIONAMENTO DE FACULDADES:
a) toda faculdade tem que ter PLANO DE CARREIRA, igual uma federal: 20 horas, 40 horas ou Ded. Exclusiva;
b) regulação da quantidade de horas em sala de aula, para o PROFESSOR atender os alunos e preparar aulas;
c) biblioteca mínima;
d) titulação mínima de mestre para acesso ao cargo/emprego;
e) em todas as instituições, mesmo nas privadas, "seleção pública" ainda que por currículo: aí o aluno vai buscar saber por qual razão a faculdade contrata o de menor titulação. Foi preço?
f) etc...
7.1. A instituição que não atingisse estes critérios: FECHAMENTO.
7.2. Um detalhe: a educação no Direito está um "mercado" predatório. Agora é o momento da AUTOFAGIA?
8. Perdão pela opinião extensa.
Atenciosamente,
Luiz Henrique Antunes Alochio
Acredito que não exista definição melhor que a chamar de "Bacharel de Nada" o aluno que cursou por cinco anos o curso de direito e não tem o direito de advogar. Mas o problema, sinceramente, não está na reserva de mercado, ao meu ver. Em inúmeras outras profissões não há essa dita reserva de mercado institucionalizada e ela se dá naturalmente. O problema está nessa visão equivocada da mentirosa democratização do ensino para todos que não passa de um ainda poderoso método de arrecadação de dinheiro. Quem é aquele iludido aluno que esforça-se para trabalhar durante um dia todo, faz empréstimos, mata-se de trabalhar, empenha entre R$ 40 e R$ 60 mil em cinco anos, se não repetir algum, vive de livros emprestados nas bibliotecas, e sonha em montar uma banca de advocacia ou em passar em um concurso público? São quantos? Não é uma questão de não haver mercado para todos, visto que há inúmeros concursos cujas vagas ficam sem preenchimento todos os anos. É falha no ensino. Desde o básico. Agora, transformar esse aluno que foi empurrado, iludido por um objetivo que infelizmente não alcançará; ludibriado por uma indústria do ensino, comportamento este que não se estende a todas as instituições; em um estagiário de luxo ou um bacharel de segunda classe soa-me a um desmerecimento que não deveria ser aceito. Não por conta da reserva de mercado. Esta se dá naturalmente. Mas por respeito ao cliente. Quando os nobres advogados falam em paralegais eles especificam profissionais de outras áreas estranhas ao direito e que podem servir de apoio e respaldo. Profissionais que podem somar conhecimentos, como engenheiros, médicos, psicólogos e por aí afora. Que conhecimento pode somar um bacharel que demonstrou no exame da ordem, que é uma discussão a parte, não ter o conhecimento suficiente para exercer sua própria profissão. Ele não é um paralegal. Ele está à margem. É muito diferente. Acredito que é uma discussão muito extensa e que não vai se encerrar em parcas linhas.
Priscila Pellini
Jornalista Profissional
Estudante de Direito
Sorocaba - SP
Ainda não passei na OAB, infelizmente me formei e sou “NADA”.
Acho um absurdo estudarmos 5 anos pra NADA.
Até o momento fiz somente 2 exames da OAB, e estou tentando estudar sozinha, pois acho desconfortável pensar que fiz um curso que durou 5 anos e pra passar na OAB só preciso de um cursinho, que é muito mais específico para prova da OAB do que pra profissão de advogado.
Não consigo chegar à conclusão alguma quando penso em exame da OAB – advogado nenhum usa o conhecimento necessário pra passar no exame da Ordem no cotidiano, percebo que o exame só existe pra NÃO lançar no mercado um número muito grande de advogados, pra que não haja muita concorrência, mas será justo? Não seria justo que o próprio mercado fizesse tal seleção? Não imagino qual o montante de dinheiro que a OAB arrecada a cada exame, será viável pra esse órgão “facilitar” (tornar mais justo) o exame da ordem? Claro que não, estamos falando de milhões de reais.
Acho que o MEC e a OAB deveriam ser mais coerentes antes de aprovarem inúmeros cursos de direito, pra depois barrarem esses estudantes que pagam uma quantia relevante durante 5 anos para as instituições de ensino pra depois morrerem na praia.
Se continuar do jeito que está acho que o nome do curso devia mudar de CURSO DE DIREITO, PRA CURSO DA OAB.
Infelizmente me arrependo de ter optado pelo curso de Direito, fui boa aluna e boa estagiária, sei que seria uma boa advogada, mas o sistema me obriga a pensar em desistir.
ISSO É BRASIL!!
Concordo plenamente com a parte que diz respeito a mercantilização banal e selvagem do ensino, e do qual existem muitos que hoje pregam o endurecimento do exame da ordem, e dão aulas nestas faculdades, cursinhos etc.., mais que se quer fizeram o dito exame de proeficiência, e ainda, muitos também são egressos das mesmas faculdades que hoje fabricam sonhos em estudantes de boa fé. Estudantes que possivelmente poderão ser promovidos a auxiliares de luxo em balcão de cartório.
Tenho que o cerne desta polemica não está no produto final e sim origem da regulamentação da profissão.
Atenciosamente.
Nilson dos Santos Wistuba
Formando em Direito.
Ainda não passei na OAB, infelizmente me formei e sou “NADA”.
Acho um absurdo estudarmos 5 anos pra NADA.
Até o momento fiz somente 2 exames da OAB, e estou tentando estudar sozinha, pois acho desconfortável pensar que fiz um curso que durou 5 anos e pra passar na OAB só preciso de um cursinho, que é muito mais específico para prova da OAB do que pra profissão de advogado.
Não consigo chegar à conclusão alguma quando penso em exame da OAB – advogado nenhum usa o conhecimento necessário pra passar no exame da Ordem no cotidiano, percebo que o exame só existe pra NÃO lançar no mercado um número muito grande de advogados, pra que não haja muita concorrência, mas será justo? Não seria justo que o próprio mercado fizesse tal seleção. Não imagino qual o montante de dinheiro que a OAB arrecada a cada exame, será viável pra esse órgão “facilitar” (tornar mais justo) o exame da ordem? Claro que não, estamos falando de milhões de reais.
Acho que o MEC e a OAB deveriam ser mais coerentes antes de aprovarem inúmeros cursos de direito, pra depois barrarem esses estudantes que pagam uma quantia relevante durante 5 anos para as instituições de ensino pra depois morrerem na praia.
Se continuar do jeito que está acho que o nome do curso devia mudar de CURSO DE DIREITO, PRA CURSO DA OAB.
Infelizmente me arrependo de ter optado pelo curso de Direito, fui boa aluna e boa estagiária, sei que seria uma boa advogada, mas o sistema me obriga a pensar em desistir.
ISSO É BRASIL!!
Amanda
Esse é o Brasil. Só casca, apenas casca. Ninguém sabe nada, apenas aparentam que sabem. É uma situação quase que generalizada em todas as profissões. Temos profissionais de toda órdem. Temos médicos que operam o joelho direito do paciente quando na verdade deveria operar o esquerdo.Temos engenheiro que constroem estradas (asfalto) com durabilidade de apenas 6 meses. Temos advogados que pedem habeas corpus de trator. Esse é o avanço na educação que dizem termos.
Infelizmente todos alunos são os melhores consumidores que existem. Pagam caro por um produto e dão graças a D' us quando não tem aulas.
Avaliações são falhas em geral.
Qualquer Conselho que fizer avaliação deveria ser em tres partes:
Uma avaliação anual enquanto o aluno estiver na faculdade,
A avaliação da escola,
E a prova final do conselho.
Cada etapa teria um peso, mas o maior peso deveria ser das provas anuais enquanto o aluno estiver na faculdade tipo 60%.
As notas teriam peso 20% e a prova final 20%.
Acredito assim que teriamos cursos mais padronizados e o aluno poderia sentir a cada ano como está seu desempenho.
Como podemos pensar em melhorar esta questão, se constantemente vemos que (principalmente nos Juizados Especiais) desde a petição inicial até a sentença são elaborados por um estagiário, no qual o Juiz somente assina! E, pasmem, muitos nem são BACHARÉIS EM DIREITO!!!
Político
Se os bacharéis não passam no exame da OAB, é porque não sabem o suficiente, logo, também não servem para trabalhar como para-legais. É escandaloso que tantas faculdades sejam de tão baixo nível. Aliás, isto se dá na medicina, na odontologia, etc. Os Conselhos Regionais (CRM,CRO,CRP,CREA) deveriam, por lei, ser obrigados a submeter os formandos a criterioso exame para, só então,lhes conceder o registro profissional.
Luiz Leitão(administrador e articulista)
Ora... todas escolas "juram", e cobram por isto, produzir profissionais do mais alto gabarito, competentes e aptos para o mercado de trabalho, portanto não se justifica um exame de aptidão profissional posterior à graduação. A não ser que se processe as escolas por propaganda enganosa obrigando-as a indenizar vítimas de seus alunos incopententes.
O artigo me parece muito redutor do mercado que se oferece aos bacharéis em direito. Amanda, você está longe de ser "NADA".
Tomemos o meu exemplo: sou mestre em direito, porém realizei a graduação e o mestrado no exterior. Com isso dependo da revalidação de meu diploma para poder, em querendo, submeter-me ao exame de ordem. Segundo a argumentação do autor do artigo ora comentado, eu sou "NADA". É desnecessário assinalar a incongruência. Na verdade, eu sempre quis estudar Direito, mas nunca quis advogar.
Para que se possa entender melhor aqui vai uma pergunta: qual é a característica do advogado, aquela que o distingue dos demais juristas? No meu ver: a capacidade postulatória. O advogado é aquele jurista que, por ter-se submetido à avaliação de uma entidade de classe, recebeu a capacidade de realizar diligências processuais junto ao Poder Judiciário. É indispensável a presença do advogado para a atividade processual.
Mas e as demais situações? Será que o Direito se resume à movimentação documental e argumentativa que ocorre durante o embate judiciário? Se a resposta é sim, então quem deve se ocupar da assistência necessária àqueles formulam as normas jurídicas? Quem auxilia o setor privado na redação e na execução de seus contratos (pensem nos INCOTERMS e contratos internacionais). As empresas poderiam contratar juristas para a regularização de seu universo trabalhista. Em vez disso deixam essa atividade a contadores terceirizados que, por experiência própria, posso dizer que não sabem nada de Direito. Quem será capaz de prestar consultoria de qualidade em relações governamentais (setor público x setor privado) quando o assunto tratado envolver temas jurídicos?
Note-se que em nenhuma das atividades que citei (que são só alguns exemplos) há necessidade de se ter capacidade postulatória. Caso não haja alternativa, vai-se ao juiz com a assistência de um advogado. Mas é sempre melhor evitar o litígio, e a isso deveriam dedicar-se todos os juristas, inclusive os advogados.
De fato o ensino no Brasil leva à idéia de que o Direito é aquilo que rege os litígios e só existe dentro das salas e corredores dos tribunais. Com isso tende-se a concluir que não há futuro no mundo jurídico sem aquele pequeno cartão com detalhes vermelhos.
Não esqueçam que há muita gente precisando de bons conhecedores do Direito, e a maioria delas não precisa de um advogado. Também não precisam de um infra-advogado ou super estagiário, como parece sugerir com pouquíssima destreza o autor do artigo comentado. Aqueles que não se encontram em litígio necessitam de um conhecedor do direito que possa evitar o surgimento do litígio e preservar a legalidade. O advogado não deve fazer-se onipresente, e sim limitar-se ao seu campo: a representação perante o Poder Judiciário. As demais atividades podem perfeitamente ser realizadas por juristas, advogados que não têm capacidade processual, por não terem interesse no ramo ou por não terem podido se apresentar ao exame. É necessário portanto fiscalizar os cursos para assegurar uma boa formação e deixar o mercado selecionar os bons profissionais dos profissionais ruins, o que ocorre de todas as formas com os advogados.
O exame de ordem deve, a cada ano, ser mais rígido, afinal, para ser juiz, promotor, procurador etc, é necessário a aprovação em concurso público rígido; porque na advocacia seria diferente. Se todo bacharel em direito recebesse a carteira de advogado, sem se submeter ao exame, a advocacia estaria falida neste país, inclusive no sentido moral e respeito à profissão, se alguns advogados que passaram no exmae da ordem já fazem feio, cometendo os mais absurdos atos, imaginem se não houvesse uma seleção. seria um desastre. graças à Deus ainda são a minoria os advogados que não mereciam sequer ter licença para advogar, e a OAB ainda consegue ter controle sobre a situação. Agora, se todo bacharel recebesse a carteira da ORDEM, a situação não teria controle, pois o que se vê de "advogados" incompetentes no mercado de trabalho não é brincadeira, inclusive banalisando e desvalorizando a profissão, fazendo serviços por preços muito abaixo da tebela. conto um caso de um advogado conhecido que cobrou tão pouco pelo seu trabalho para não perder o cliente, que o próprio cliente lhe perguntou: só isso doutor?
Como advogado militante, lastimo muito esta realidade, basta o bacharel estudar, não esperar so pela faculdade, passar no exame e ser um bom profissonal, cobrando o justo pelo seu trabalho, inclusive dignificando a profissão. BASTA ISSO.
Minha graduação ocorreu no final de 2006, fui aprovado na primeira fase e na segunda atingi nota 05 (para os que são "Doutores" e não prestaram exame a nota mínima é 06), li alguns comentários declarando que a prova é facil, simples, etc, pois bem, convido estes ilustres Advogados para embasarem ainda mais suas opniões pegando as provas e resolvendo dentro do tempo limitado.
Concordo no sentido de que existem faculdades como a Estácio de Sá que iludem milhões de pessoas com seu curso barato, um vestibular deprimente e dentro do curso o aluno só tem como missão passar. Tudo isso por achar que depois de 5 anos irá ser magistrado, promotor, procurador...existe no país a crise do diploma de terceiro grau e essas instituições devem ser punidas com rigor!!! A OAB tem o dever de filtrar e separar o joio do trigo em seu exame...o mercado está atolado de profissionais que não sabem nem o que estão fazendo, nem o que pretendem, com isso os gabaritados são alvo de críticas ferozes da sociedade.
No rio de janeiro basta andar pelos corredores da casa da justiça que se perceberá quem tem ou não condição de exercer a profissão.
Bacharelado é título não profissão!!!
Candido Mendes centro do RJ.
Me graduei em 2000, e logo em seguida fiz meu primeiro exame de Ordem, o qual fui reprovada na 2ª fase. Como fiquei afastada durante 5 anos da área de atuação jurídica só consegui aprovação no exame em janeiro de 2006. Consegui apenas por que me dediquei muito e acho que tal e exame é importante para o exercício de nossa profissão sim, em relação ao conhecimento das diversas matérias que nossa profissão abrange. Porém não podemos medir a capacidade e o caráter de um advogado somente por esta avaliação. Até porquê não se mede moral através de uma prova, e sim com os fatos que a pessoa se vê envolvida a todo dia. Acho que o que todo advogado teria que saber dar valor ao sacrifício que passamos durante os 5 anos de faculdade, pela dedicação e por tudo que temos que abrir mão para sermos profissionais dignos de sermos chamados de Doutores. Temos que aprender a conviver com cada fato como uma experiência na árdua caminhada para um bom exercício da nossa profissão, para com isso sabermos valorizar nosso trabalho com dignidade e moral acima de tudo. E vermos que o exame é apenas o início e que se o início for valorizado, com certeza advocacia será exercida com a mesma dedicação e louvor.
Adriana Garcez (militante) 14/03/07 - 14:45
Graduei no final de 2005 pela UFPR e passei no primeiro exame de ordem que fiz, no início de 2006, assim como a maioria dos meus colegas de classe.
Infelizmente, no passado o MEC não deu ouvidos à OAB e permitiu a infestação de cursos de Direito no país, alguns que são verdadeiras piadas jurídicas.
Isso é fruto de uma política governamental com a finalidade de "dar" diplomas universitários para tornar um Brasil aparentemente culto, sendo que o problema é muito mais grave que isso. Por outro lado, pessoas que detém um certo capital e vêem na abertura de faculdades uma excelente fonte de renda para seus investimentos.
Agora, não resta outra alternativa à OAB senão filtrar os bacharéis através de um exame rigoroso.
Os que criticam a Ordem quanto ao caráter eliminatório ou de reserva de mercado certamente não tem preparo suficiente para passar no exame, ou teve a infelicidade de cair nas garras de uma instituição superior sem qualidade.
Somente através de um exame rigoroso poderemos ter ainda mais orgulho da profissão de advogado.
Conheço muitos bacharéis que tem o direito como segunda FORMAÇÃO e são profissionais competentes e bem sucedidos. Ser Bacharel em Direito é tão importante como ser Bacharel em qualquer outra ciência. A advocacia não pode ser considerada a vala comum dos estudantes de direito após o término do curso de graduação. Popularmente e, entre os estudantes, lamentavelmente, as demais carreiras jurídicas são supervalorizadas em detrimento da advocacia, enquanto sabe-se não haver distinção ou hierarquia entre esses profissionais e os advogados. Ora, por que os bacharéis não se revoltam contra os critérios de avaliação para ingresso na magistratura, Ministério Público, Procuradorias, Polícias, etc? Por que a advocacia deve ser a "culpada" pelo excessivo número de bacharéis? Se há um número excessivo de bacharéis, isso não é por culpa da OAB, que aliás, sempre honrou e defendeu a classe dos advogados, alertando a sociedade e o Estado sobre as "fábricas de bacharéis". A advocacia não é a vala comum dos estudantes de direito, embora o número de advogados seja maior que o número de juízes, promotores, procuradores públicos, etc. Equivoca-se muito quem diz que faz "faculdade de advocacia", que "seja advogado e um dia será juiz ou promotor", ou ainda que "enquanto não passar no concurso tal, vou advogando mesmo", como se a advocacia fosse um início, um começo para os despreparados, ou uma profissão ruim. Os bacharéis que desejarem ingressar na advocacia devem ser merecedores e verdadeiros representantes da ética e dos valores que norteiam a nossa profissão.
QUALQUER UMA, MENOS ADVOGADO.
Os nossos bachareis não têm profissão ( ou não são nada ) graças à ditadura imposta ou descoberta pela OAB , que utilizando-se de meios arcaicos e inaceitaveis ( totalmente inconstitucionais), impõe obstaculos ao bacharel para que esse possa ter uma profissão. Se a OAB tem o poder de listar os bons cursos juridicos é porque sabe quais os ruins. E se tem conhecimento sobre os deficitarios e não publica a correspondente lista , assim se conduz por pura covardia ! O estatuto prevê exame e não concurso. O que a OAB atual impõe é concurso que nada prova. Conheço bachareis que frquentaram muito pouco o curso de direito que escolhera, mas teve a sorte de ser aprovado no concurso da oab; não advogam e afirmam que venderiam suas inscrições se pudessem. A OAB de ontem, exigia o exame e brigava contra a criação de cursos de direito onde não havia tanta necssidade ou estrutura. Atualmente, a OAB descobriu que é melhor reprovar do que impedir a instalação de mais cursos ; assim lucra mais ! Há bachareis marginalizados que procuram outras profissões e há outros bem qualificados que frequentam cursos de mestrado, ou doutorado e passam a ser professores de Direito em cursinhos de propriedade de conselheiros da propria OAB !
Caros Srs(as): (Leigo e deficiente físico)- Concordo que tem ótimos advogados sem OAB e lamentavelmente horriveis advogados cm titulos e diplomas pendurados só por exibição e poderem cobrar fortunas por acatar causas diversas. Más o que mais me deixa preocupado, são os MM.JUIZES(AS) em questão. Eu já fui quase preso numa audiência em 2002/2003 nu Juizado Especial da UNIP-Campinas-SP.,aonde uma Juiza Substituta se eu não me engano o nome da Doutora é Flávia Castellanni, eu discutí com ela na audiência porque ela não me deixava falar nada, eu estava sem advogado, e a empresa de colchões Probel com 2 advogados na época, me fez uma proposta indecente e eu fiquei muito nervoso com aquilo. Só depois de alguns e muitos minutos ela me permitiu abrira boca, eu então perguntei-lhe: Dra Juiza a senhora vai mandar me prender? Isso pq na época eu já estava me locomovendo só de muletas inclusive ando até hoje pois sou inválido. Sabe, esse abuso de poder por parte dos Juizes(as) parace normal, ninguém faz NADA pra mudar isso, pois um JUIZ(A) é uma pessoa civil como eu e voces, só que eles tem um Cargo e Salário Alto, fora as Mordomias, não tem um horário rigido igual aum emprgado da empresa privada, são livres, mesmo fora dos Foruns eles continuam sendo Grandes Autoriddes e fazendo o qu bem entendem, pois se alguem discutir com uma pessoa na rua, numa batida de carro, eu já ví isso acontecer, a pessoa levou a pior pois deu AZAR de bater no carro particular dirigido por um MM;JUIZ que fez com que o pobre e coitado fosse algemado e levado como se fosse um Criminoso? Iss é Certo senhores Bacharels de DIreito? Que direito é esse que só alcança os que Tem Cargos Altos, Poder, e Muita Grana no Banco? Então eu lamento que esses futuros advogados acreditem na Justiça Brasileira. Eu no momento só acredito na Justiça de DEUS e mais NADA!! Que Pena Que Os Pilares da Justiça Desmoronaram!!
Sobre o comentário de FRANÇOISE:
1. Não é só a CAPACIDADE POSTULATÓRIA que identifica a ADVOCACIA.
1.1. Também as funções de ASSESSORIA, CONSULTORIA E DIREÇÃO JURÍDICAS ... logo, cuidado: assessorar juridicamente empresas também exige inscrição na OAB.
1.2. É o que preve a Lei 8906/94:
"Art. 1º - São atividades privativas de advocacia:
I - a postulação a qualquer órgão do Poder Judiciário e aos juizados especiais;
II - as atividades de consultoria, assessoria e direção jurídicas."
3. O exercício REGULAR da profissão jurídica ADVOCACIA (um gênero que não se limita às atividades forenses) demanda a inscrição na OAB. Obviamente, salvo nos casos de atividade que gerem impedimento: "assessoria" de gabinete de Membros do Judiciário, etc... .
4. Por isso, voltando ao tema:
É PRECISO FECHAR AS ESCOLAS DE DIREITO SEM QUALIDADE ... ATÉ LÁ, VALE O EXAME. SÓ É PRECISO MAIS RESPEITO AOS CANDIDATOS (mas isso é outro assunto demorado).
"O Novo Rábula". Este título seria mais adequado ao texto.
Vamos tentar entender tal comoção de Advogados, autores do texto, em favor dos bacharéis que não conseguem aprovação em exame de Ordem.
Criaria-se a "profissão" de paralegal para os não aprovados, que fariam o que? Não possuem capacidade postulatória. Entretanto, poderiam se ocupar de outras atividades privativas do Advogado, como bem lembrado pelo Dr. Alochio. Haveria, portanto, abertura significativa do mercado de trabalho do Advogado para aquele que não o é.
Qual, portanto, a vantagem para Advogados, que enseja tal comoção? Seria mais uma fatia do mercado de trabalho que lhes seria tolhida, tal qual os JECS. Não há vantagem alguma. A não ser que se objetive a contratação do paralegal em substituição ao Advogado. Por uma salário um pouquinho mais atrativo. Para o empregador, é claro. Afinal, os Advogados recentemente aprovados já estão sendo muitíssimo bem remunerados, não?
Nananinanão. Aprovado nas disciplinas a pessoa é sim bacharel em direito. O exame da ordem não consta do programa educacional da entidade de ensino e tão pouco figura no MEC.O exame da ordem é um limitador,infelizmente, justo e necessário, regulamentando a entrada de milhares de novos bachareis no mercado de trabalho. Não por isso não transpira uma certa reserva de mercado e manutenção de preços minimos. Nem por isso, a sociedade menos abastada, tem seu direito representado, muito menos crimes gravissimos contra o erário são punidos e por ai pipocam centenas de outros exemplos, curiosamente, envolvendo portadores do exame da ordem.
Agora temos mais um escandalo no concurso para juizes.
É só uma humilde opinião do universo a minha volta.
Sou Estudante de Direito e no primeiro dia que entrei na Universidade, cheguei a conclusão: "NÃO EXISTE CURSO DE DIREITO" e sim "CURSO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA OAB, COM DURAÇÃO DE 5 ANOS".
Sei que o caminho que tenho a trilhar é longo, árduo, difícil e nem sempre satisfatório. Mas nós estudantes, universitários e futuros Bachareis de "NADA", devemos doar o melhor de nós, não adianta ser BOM, precisamos ser os MELHORES. A Instituição Renomada ajuda? é Óbvio que sim, pois a "ECONOMIA" esta acima do "DIREITO". Eu vou fazer minha parte, estudar e dedicar-me cada vez mais. A Instituição faz o Aluno, mas sem sombra de dúvidas o Aluno é quem faz a Instituição, pois a "ECONOMIA" reina no mundo dos "DIREITO".
Enquanto Doutores discutem quanto vão pagar para o "Assistente Doutor", Nós Estudantes, vamos continuar fazendo nossa parte, pois em particular, com ou sem EXAME DA ORDEM, Eu Serei Advogada. E estou lutando pra isso.
Esse é um humilde desabafo de uma Estudante. E quanto as "MOTIVAÇÕES" citadas neste debate. Obrigada!!!!! Certamente serão lembradas no futuro. Mas com sorrisos, pois não vou desistir por isso.
Cara "estudante de direito".
1. Para a Instituição ser "renomada" ela não precisa ser "cara". Nem mesmo precisa "cobrar". As Instituições públicas, no geral, são renomadas e APROVAM MUITO BEM no exame de ordem.
2. Agora, se vamos PAGAR UMA FACULDADE PRIVADA ... acho sim que a ECONOMIA deveria imperar: mas eis um problema.
2.1. Se uma pessoa vai comprar um CARRO VELHO, além do PREÇO, ele se preocupa com QUALIDADE. Afinal, se sair da concessionária e o carro não tiver FREIO, vai ter um problemão!
2.2. O duro é que na EDUCAÇÃO o do "consumidor" NÃO FAZ A PERGUNTA: essa faculdade vale o CUSTO-BENEFÍCIO? Com a máxima vênia, se escolheu pelo menor precinho, sem uma mínima preocupação com a QUALIDADE ... aí não vai reclamar depois. Perdão: NÃO ME INTERESSA A RAZÃO DA ESCOLHA "PELO PREÇO". Esse critério não leva a uma boa opção na maioria dos casos.
2.3. Formação medíocre, nivelada pelos critérios mínimos, é pior que CARRO SEM FREIO ... o problema é que a "batida" só vai ocorrer depois de 5 anos! Aí danou-se!
3. Por favor: não se ILUDA. Essa conversa de que ALUNO FAZ INSTITUIÇÃO é uma meia-verdade. Aliás, uma meia-verdade BEM DIVULGADA pelas PÉSSIMAS INSTITUIÇÕES que gostam de NIVELAR POR BAIXO.
3.1. Passe a pensar assim: um BOM ALUNO teria uma formação melhor onde? Numa instituição CONCEIO "D" ou em uma CONCEITO "A" (segundo a antiga avaliação do MEC).
3.2. Aquele BOM ALUNO seria BOM em qualquer delas: ocorre que na INSTITUÇÃO CONCEITO "A" ele teria MUITO MAIS OPORTUNIDADES de DESENVOLVER SUAS POTENCIALIDADES.
3.3. Ou seja: o ALUNO BOM numa instituição "A" pode se tornar ÓTIMO!
3.4. Já na INSTITUIÇÃO "D" continuaria BOM ou pior ... regrediria para "meia boca".
4. Tem instituição que REPROVA 85% de seus alunos inscritos. Outras APROVAM esse mesmo percentual!
4.1. Voce acha que é mesmo só "pelo aluno"?
5. Por fim: com ou sem exame voce não será advogada. SÓ COM A APROVAÇÃO NO EXAME é que isto ocorrerá.
5.1. Exija desde logo melhorias na sua Faculdade. Sua aprovação depende além de voce; depende também da qualidade de um corpo docente, de uma biblioteca, de acesso a informações através de eventos, cursos, palestras, prática forense, etc... O "aluno" é apenas MAIS UMA peça nesse JOGO complexo.
De toda sorte ... FELICIDADES NO CURSO e no exame.
Columbano Feijó (estudante de direito )
A falta de preparo já tem início na escola , a educação do Brasil está precária , alunos do terceiro colegial não sabem escrever direito .
Ai chegam na faculdade , essas do estilo "ppp",que nem vestibular tem, impurram o curso com a barriga , ai se formam e viram essa massa de despreparados .
Para se mudar esse quadro é necessário que se cobre mais dos estudantes tanto de nível colegial quanto de nível superior.
E a OAB agora aumenta "desprezíveis" 32% na taxa para inscrição na prova ( reserva de mercado ).
Quanto foi a inflação no período, mesmo ??
Qual é sua justificativa, hein OAB ??
E vocês bacharéis,continuarão calados diante de brutal aumento ??!!?!
Para os que são a favor do Grau de dificuldade existente nas perguntas formuladas no exame e fazem o discurso hipócrita de que a prova é feita de "assuntos básicos do Direito" e ficam utilizando como argumento a péssima qualidade de ensino existente no país( na realidade, Advogados medíocres que, na verdade, tem medo da concorrência e não porque estão preocupados com a honra da profissão ), acho que a OAB deveria fazê-los passar, também, como forma de reciclagem e sob pena de perda da inscrição, pelo menos há cada cinco anos, pela mesma prova prestada pelos bacharéis, com os mesmos "assuntos básicos" que V.Sas. insistem em dizer . Certamente haverá um desastre de proporções inimagináveis na Advocacia Paulista, pois muitos não serão aprovados nem na primeira fase.
OAB, ESTÁ AÍ O DESAFIO LANÇADO . Alguém se habilitará a discutir o assunto dentro da instituição??
Nunca haverá lugar para todos. O próprio mercado se incumbe de eliminar os ruins.
Nenhum profissional, em nenhuma área, sai da Faculdade plenamente preparado para exercer a profissão. No caso dos Advogados, estes se lapidarão com o passar dos anos, estudando cada caso em que patrocinarão, se especializando, se atualizando, ou seja, sempre estudando. Acontece que para isso precisam trabalhar para poderem se especializar,pagarem bons cursos para poderem se lapidar.
Com toda certeza do mundo e sem a hipocrisia dos medíocres, não é o exame da OAB ( reserva de mercado ) que determinará a competência do profissional.
Faço outro desafio a OAB : Apliquem às provas realizadas antes de Dezembro/2003. Vamos ver se o nível de reprovação permanecerá o mesmo. Vamos ver se a culpa é somente do péssimo ensino que é e sempre será a desculpa dos mecíocres .
Bacharéis, consultem no site da OAB estas provas e verão a grande diferença no grau de dificuldade empregado na era D"Urso .
Engraçado. É muito mais fácil bradar impropérios contra a OAB, em vez de vislumbrar que a eminente reprovação começa a se justificar nos deslizes cometidos em aplicações simplórias do vernáculo.
Prezado Sr. Ivan,não há necessidade de se preocupar em defender a OAB, pois muito provavelmente ela jamais aplicará uma prova igual aos seus já inscritos, pois tem plena consciência de que o desastre será certo .
OBS : O Sr. tem certeza de que sabe o significado de vernáculo??
Seria interessante consultar um dicionário .
Prezada Sra. Renata (corretora de seguros),
Primeiramente, não sei ao certo o que ensejou v. mensagem me indicando como destinatário, eis que, em momento algum, meu comentário fora à v. especificamente direcionado. Há, até o presente momento, 77 comentários postados, o que deveria ter-lhe servido como premissa, ou dica mesmo, para que não tivesse sido presunçosa.
Bem, já que vestiu a carapuça, que posso eu fazer?
Realmente não preciso "me preocupar com a OAB", no que tange a eventual "Exame de Ordem II - O Regresso". Não porque ocorreria um desastre, mas tão somente pela garantia Constitucional vedatória de prejuízo a Direito adquirido.
Satisfazendo v. curiosidade, prestei o Exame de Ordem uma só vez, "a posteriori" dezembro de 2003. Fui aprovado na segunda fase daquele que mais reprovou até hoje.Portanto, posso dizer, com conhecimento de causa, que nenhum Bacharel, preparado, precisa fugir do Exame como o diabo da cruz.
Por fim, o emprego da palavra vernáculo está correto. Muito mais do que utilizar verbo em lugar de artigo, ou preposição, em forma craseada, no lugar deste. Talvez seja francês, e eu confesso que não domino este idioma.
Muito boa-noite. Passar bem.
Os Ilustres causídicos autores do artigo em epígrafe, por certo são pessoas bem intencionadas, polidas e abertas a novas discussões, sobretudo as relevantes, contemporâneas e polemicas, ao contrário de uns e outros que, além de deselegantes, não se prestam a discutir assuntos dessa natureza de forma a contribuir com a nobre classe dos advogados, mas sim ofender de forma desmedida e rancorosa pessoas que, também, dedicaram-se anos ao estudo e se tornaram Bacharéis em Direito e que por motivos/fatores alheios a vontade, AINDA, não tiveram êxito em serem aprovados no Exame de Ordem.
Outrossim, imperioso destacar que, como é sabido de todos, em qualquer mercado de trabalho há uma seleção natural, onde se separa o joio do trigo, por isso, vale lembrar um adágio popular saudável para aqueles que tratam Bacharéis em Direito não aprovados no "batismo de fogo" como clandestinos ou exercendo ilegalmente a profissão, qual seja: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
Senhores, o que esta acontecendo atualmente com os alarmantes resultados “negativos” no Exame de Ordem é de simples entendimento, aliás, não precisando ser perito no assunto para chegar a tal conclusão, ou seja, os Exames estão com graus de dificuldades maiores que outrora e se trata de um exame seletivo, diga-se, que nem as Universidades tidas como de excelência aprovam 100% (cem por cento) de seus graduados nos primeiros exames, sem contar que, mesmo de forma velada, existe uma tentativa de reserva de mercado, por isso, senhores advogados, que um dia fizeram o Exame de Ordem e foram aprovados e, para aqueles que, um dia não fizeram o Exame de Ordem e mesmo assim fazem parte dos quadros da OAB, fiquem tranqüilos, pois, não serão os Bacharéis em Direito, ou “paralegais” ou os rábulas que dividirão o mercado da advocacia com Vossas Senhorias, mas sim, a competência, a sapiência jurídica, o apego a língua pátria e se não bastasse, o bom senso e a polidez com que se trata pessoas que também se esforçam para fazer parte dos quadros dessa respeitável instituição que é a Ordem dos Advogados do Brasil, pois, nada é mais nobre do que se exercer com dignidade a profissão.
Meus Parabéns ao Prof. de Português !!
Pouco me interessa se vosso comentário foi direcionado ao meu ou aos inúmeros aqui inseridos. O meu comentário foi direcionado ao seu.
Melhorar o nível do português falado e escrito é muito fácil, principalmente quando a escrita e a palavra são as principais ferramentas da profissão. Deixar de ser hipócrita e medíocre certamente é muito, mas muito mais difícil. Infelizmente na advocacia essa espécie de profissional é comum.( isso não é direcionado à V.Sa., pois não o conheço e espero continuar não conhecendo )
Quanto ao meu comentário, serei mais clara, pois acho que V.Sa. parece ter dificuldades na compreensão do mesmo. É óbvio que saber colocar o português de forma correta é muito importante para a profissão, porém não estou falando de segunda fase, meu senhor. O meu comentário é sobre a primeira fase do exame !! Vou repetir :PRIMEIRA FASE DO EXAME ( reserva de mercado ). Para a referida, acredito eu, até que se prove o contrário, não é o conhecimento em português que é testado, pois às perguntas já estão formuladas.
O que não podemos é permitir que a OAB se esconda atrás da péssima qualidade de ensino das faculdades para justificar o grande número de reprovação. Por isso, lancei o desafio a respeitada instituição para verificar, regularmente, o conhecimento básico dos já inscritos, bem como, aplicar a prova do mesmo nível das anteriores a 2004. Com isso, tenho plena convicção de que o nível de aprovação aumentará consideravelmente. Aí, gostaria de saber qual seria a justificativa da OAB. Será que, como num "piscar de olhos", o nível de ensino nas faculdades de Direito se elevou ??
Não sou contrária a aplicação da prova, e sim, ao nível de dificuldade das perguntas nela existentes, pois isso não prova a competência de ninguém. Se fosse o contrário, não teríamos tantos Advogados sofríveis e aplicando o português de forma tão ruim.
Este é o momento da OAB mudar o discurso vazio, pois já é do conhecimento de todos a reserva de mercado.
Meus sinceros votos de sucesso na profissão!!
Os Ilustres causídicos autores do artigo em epígrafe, por certo são pessoas bem intencionadas, polidas e abertas a novas discussões, sobretudo as relevantes, contemporâneas e polemicas, ao contrário de uns e outros que, além de deselegantes, não se prestam a discutir assuntos dessa natureza de forma a contribuir com a nobre classe dos advogados, mas sim ofender de forma desmedida e rancorosa pessoas que, também, dedicaram-se anos ao estudo e se tornaram Bacharéis em Direito e que por motivos/fatores alheios a vontade, AINDA, não tiveram êxito em serem aprovados no Exame de Ordem.
Outrossim, imperioso destacar que, como é sabido de todos, em qualquer mercado de trabalho há uma seleção natural, onde se separa o joio do trigo, por isso, vale lembrar um adágio popular saudável para aqueles que tratam Bacharéis em Direito não aprovados no "batismo de fogo" como clandestinos ou exercendo ilegalmente a profissão, qual seja: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
Senhores, o que esta acontecendo atualmente com os alarmantes resultados “negativos” no Exame de Ordem é de simples entendimento, aliás, não precisando ser perito no assunto para chegar a tal conclusão, ou seja, os Exames estão com graus de dificuldades maiores que outrora e se trata de um exame seletivo, diga-se, que nem as Universidades tidas como de excelência aprovam 100% (cem por cento) de seus graduados nos primeiros exames, sem contar que, mesmo de forma velada, existe uma tentativa de reserva de mercado, por isso, senhores advogados, que um dia fizeram o Exame de Ordem e foram aprovados e, para aqueles que, um dia não fizeram o Exame de Ordem e mesmo assim fazem parte dos quadros da OAB, fiquem tranqüilos, pois, não serão os Bacharéis em Direito, ou “paralegais” ou os rábulas que dividirão o mercado da advocacia com Vossas Senhorias, mas sim, a competência, a sapiência jurídica, o apego a língua pátria e se não bastasse, o bom senso e a polidez com que se trata pessoas que também se esforçam para fazer parte dos quadros dessa respeitável instituição que é a Ordem dos Advogados do Brasil, pois, nada é mais nobre do que se exercer com dignidade a profissão.
Dr.Alochio (Procurador do Município)
Agradeço por elucidar fatos tão óbvios e ratifico, serei Advogada com ou sem Exame (se extinto ou não). Não é do meu conhecimento, em qual Universidade o Senhor tornou-se Bacharel e chegou por mérito em sua posição tão almejada por tantos "Juristas", "Bachareis" e etc., porem no meu caso, como integrante da classe do Proletariado, não me dou ao luxo de analisar apenas o Custo x Benefício. Se eu estou cursando Direito em uma Universidade que é considerada "ruim", sei que posso ser diferente, sei que posso me dedicar e sei que posso "provar" que sou capaz. Capaz do que?? SER APROVADA NO EXAME DA OAB. O indice de aprovação das Universidades RENOMADAS atinge 100%?
Conforme dados da OAB não, não existe 100% de aprovação. Então posso considerar que dentro de uma Universidade considerada "ruim", o nível de aprovação também não será de 0% (zero por centro), farei a diferença e serei ao menos 0,1% dos Aprovados nesta Univerdaide "ruim". Felicidades.
Dr. Gilberto Andrade (Outros - - )
Obrigada pelos ensinamentos.
Esse espeço é dedicado a debates para ajudar e enriquecer nossos conhecimentos e não para intrigas pessoais.
Parabéns pela lição de Vida!
Agradeço o doutor Gilberto Andrade pelo esmero de seu comentário (19/03/2007 - 10:15), pois é de pessoas com esse nível cultural que precisamos em todos os seguimos profissionais; agradeço-o também por sutilmente defender os bacharéis em direito.
Se tivesse pego o dinheiro que gastei com a faculdade(péssima) segundo a OAB, e com transporte até ela, daria para ter feito uma casinha para um de meus filhos, e não teria que houvir piadinhas ou coisas humilhantes em respeito a minha idade(60 anos)por não conseguir passar nos exames. A profissão que eu sonhava ficou só nos sonhos mesmo. Enquanto observo profissionais que dignificam a Instituição, tem os que vão na mão contrária da ética profissional, que tal a OAB tomar suas carteiras, e os substituir pelos "Bacharéis" que precisam realmente trabalhar e honrar sua profissão?
O assunto é verdadeiro alarmante pela pela falta de preparo apresentado pelos bachareis candidatos ao Exame da OAB. Resta saber se a reprovação, nos altos percentuais verificados é de responsabilidade do curso de formação ou a responsabilidade é do próprio candidato que, não se preparou devidamente para enfrentar o teste de conhecimento proposto pela OAB.No meu caso, estou cursando uma faculdade não aprovada pela OAB, porém, estou ciente que para advogar, que é o que realmente quero, e, para tanto estou vestindo a camiseta e procurando vencer as barreiras que as limitaçõs do curso, conforme diz a OAB, me disponibilizam. Acredito eu que, independente da faculdade o valor esta no esforço que cada bacharel faz no preparo para enfrentar os exames da Ordem dos Advogados do Brasil.
Marciano Almeida Melo
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