A nota oficial lançada pelo Alto Comando do Exército na última sexta-feira (31/8), que questiona as conclusões do livro Direito à Memória e à Verdade, é inaceitável para qualquer democracia, pois coloca essa Arma acima dos três Poderes da Nação. O livro Direito à Memória e à Verdade é uma espécie de relatório final dos trabalhos da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça, que atuou durante 1995 e 2006, analisando 339 casos de possíveis vítimas da ditadura militar de 1964/85.
Estão no livro os resumos de todos esses processos, tanto os 221 deferidos quanto os 118 negados. Para completar, a Secretaria Especial de Direitos Humanos incluiu também tópicos relativos aos 136 cidadãos que já haviam sido reconhecidos como mortos ou desaparecidos pela Lei 9.140 de 1995.
Se tais processos confirmam que as Forças Armadas torturaram, estupraram, assassinaram, esquartejaram, decapitaram e ocultaram cadáveres dos opositores do regime de exceção, então esta já era a posição oficial do estado brasileiro, que reconhecera o fato de que cidadãos foram vítimas desses crimes tanto ao promulgar a Lei 9.140 quanto ao longo dos trabalhos da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (bem como dos da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que está concedendo reparações aos sobreviventes dos massacres).
Devido à tibieza com que as autoridades têm enfocado os crimes cometidos durante a vigência do terrorismo de estado no Brasil, os defensores dos direitos humanos saudaram a edição do livro como a oficialização de algo que todos já sabiam, mas ninguém afirmava com todas as letras.
O ministro da Defesa Nelson Jobim, entretanto, escolheu uma péssima ocasião para afirmar uma autoridade de que, aparentemente, não dispõe. Afirmou esperar que as Forças Armadas recebessem com naturalidade essa iniciativa do governo em prol da reconciliação do país, mas concluiu com uma bravata pueril: “Não haverá indivíduo que possa reagir. E, se reagir, terá resposta”.
Foi o pretexto de que o Alto Comando carecia para manifestar seu inconformismo com a revelação da verdade histórica.
A nota oficial que lançou representa uma quebra de autoridade, já que desautoriza o ministro da Defesa, e coloca em dúvida (“até porque os fatos históricos têm diferentes interpretações, dependendo da ótica dos seus protagonistas”) o acerto das iniciativas do estado brasileiro para reparar as atrocidades cometidas durante os anos de chumbo.
Não, esses fatos históricos têm uma interpretação unânime por parte dos historiadores eminentes e uma interpretação única do estado brasileiro. Ao Exército cabe aceitá-la e não contestá-la, caso contrário estará em dissonância com os “valores da disciplina, da hierarquia e da lealdade” que, na sua nota, afirma cultivar.
Pior ainda é a afirmação de que colocar em questão a Lei da Anistia de 1979 “importa em retrocesso à paz e à harmonia nacionais, já alcançadas”. Significa que, como nos tempos sombrios do AI-5, as Forças Armadas continuam atribuindo ao Executivo, Legislativo e Judiciário o papel de apenas obedecerem às ordens da caserna. Modificar ou não qualquer lei é uma decisão que, numa democracia, cabe aos Poderes da Nação e não precisa ter a anuência do Exército.
Finalmente, é inquietante o trecho que diz: “Não há Exércitos distintos. Ao longo da história, temos sido o mesmo Exército de Caxias”. Implica que, embora o Exército afirme agora estar “voltado para suas missões constitucionais”, não renega o período no qual, submetendo-se à vontade de golpistas que usurparam o poder, ajudou a rasgar a Constituição.
Para que haja uma verdadeira reconciliação nacional, não a imposição da paz dos vencedores sobre os vencidos, é imperativo que as Forças Armadas brasileiras reconheça que o período 1964/1985 não passou de uma anomalia, assim como o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália. Suas congêneres desses países renegam o período em que, submetidas ao comando de forças totalitárias, atentaram contra os direitos dos povos e dos cidadãos.
É hora do Exército brasileiro fazer o mesmo, voltando realmente a ser o Exército de Caxias. Até lá, haverá sempre a suspeita de que se trate do Exército de Brilhante Ustra – aquele antigo comandante do DOI-Codi que, na frase imortal do ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, “emporcalhou com o sangue de suas vítimas a farda que devera honrar”.
E não deve reconhecer mesmo. Daniel Aarão Reis, 55 anos, ex-militante do MR-8, professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor do livro Ditadura Militar, Esquerda e Sociedade. Aderiu a Luta Armada, esteve preso, era considerado terrorista, foi banido, continuou militando no MR-8, no Chile até 1973. Afirma ele em entrevista: “As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitigadas. Nem para um lado nem para o outro. Não compartilho a lenda de que no fim dos anos 1960 e no início de 1970( inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial, Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentam como instrumento da resistência democrática”. O livro "Direito à Memória e à verdade" apresenta o perfil das vítimas dos “ porões da ditadura” , mas omitem nesses perfis os crimes que a maioria deles cometeu: luta armada, atentados a bomba, seqüestros, “justiçamentos”, de delegado, civis, militares estrangeiros e até de companheiros de organização. Mas sobre isso, de maneira proposital o livro não fala. Porque não relacionar também todos os mortos pelas esquerdas em seus atos de desatino? Até quando vamos acreditar que a luta armada queria mesmo a democratização do país? queriam, sim, transformar o Brasil num pais comunista, satélite de Cuba, China e da ex-URSS.
Se for feito um "plebiscito" no Brasil, ( apenas com pessoas que vivenciaram aquele tempo ), para que o povo decida se as Forças Armadas deveriam derrubar o governo e fechar o congresso nacional e fazer uma LIMPEZA, geral e em regra, neste país, varrendo os ladrões, os corruptos e bandidos, deste país, as Forças Armadas ganhariam disparado !!!
...a canalha que matou, torturou e sequestrou, estudantes, trabalhadores, crianças e mulheres não entenderam que passaram, que a história é outra.
Deveriam continuar nos seus pijamas, até que consigamos fazer aqui o que Argentina, Uruguai e Chile fizeram exemplarmente.
A cambada de bandidos de esquerda, também, assaltaram, sequestraram e mataram e nunca foram punidos.
E o que é pior : hoje mandam no país !!!
Nesse assunto cada um de cada facção vai ter sua fantasia parcial.- Não se fala em verdade, porque agora afastadas quatro décadas , o pouquinho que havia de verdade dilui-se no tempo. –Haja vista que entre os famosos mensaleiros estão protagonizando, dois ou mais lideres da facção contrária as forças armadas da época.-O exemplo que eles deram é calamitoso, não sendo melhor do que o de ninguém.-O que transparece que nunca houve entre eles um grande idealista.- Talvez Marighella ou Lamarca poderiam ser idealistas, principalmente Lamarca que abandonou uma bela carreira no exército para bandear para o lado contrário, e ao que diz a lenda sustentou os fugitivos do sistema em outros países com a receita do cofre do Dr. Rui.- Marighella sempre foi revoltado desde os anos 40 e 50, quando era deputado federal, quando foi cercado num cinema no Rio e abriu caminho à bala para fugir. Os dois poderiam ter suas verdades.- Os outros não. A buscar um exemplos de idealistas Guevara seria o mais requintado, pois também abandonou um vida segura na ilha para buscar sua revolução pessoal num mundo acomodado, seja na África, China ou Bolívia onde sucumbiu. -Quanto aos nossos revolucionários botaram preço no seu ideal. Ideal não tem preço.- Conseguiram vultosas indenizações e pensões, alguns até por terem pretensamente a carreira prejudicada.- Entre eles pessoas que ocupavam e ocupam píncaros em sua atividade na área intelectual e de comunicações.- Nenhum foi prejudicado, ganharam no caldo da glória que não tiveram. -Entrando no ante-ato da revolução, um pouco antes Jango recebeu Tito no Aeroporto com recepção no Alvorada.-Quanto a revolução nos idos de 63, na época havia as ligas camponesas de Julião, hoje quase esquecido. Haverá Justiça nisso! Houve a revolta dos sargentos.-O triste Anselmo.- Esta revolta foi debelada sem quase nenhum tiro.- Os soldados do exército, inclusive o BGP em Brasília, com um fusil Mauser de repetição com cinco balas e dois ovos cozidos para se alimentar renderam os Fuzileiros Navais no quartel onde estavam acantonados, estes armados com fusis Karam automáticos e pistolas automáticas. -Posteriormente no final de março de 63, Jango ao que se diz para não derramar sangue apanhou o seu vôo e se refugiou ao que parece numa de suas fazendas no Uruguai.- Em 31 de Março de 63, o exercito tomou conta do Congresso Nacional e do Poder (os fuzileiros armados com a mesma arma e aprovisionados pelo ovo cozido.- Se Lincoln Gordon ajudou, a verba foi toda gasta em ovo cozido), Assumiu Castelo, que se demonstra agora, nunca foi um homem ambicioso de Poder e, também tinha suas idéias. Naquela época o inimigo era o tal Candango, que ninguém sabia definir o que era. Posteriormente quase no final da década apareceu os tais revolucionários, com exceção dos que caíram, que se entende por isso que eram idealistas, os que sobreviveram só fizeram vergonha com o passar do tempo. Não se quer defender ninguém, mas de tudo isso parece que os presidentes militares da revolução não deixaram nenhuma grande fortuna. Juscelino ao que parece também não. A verdadeira crônica do país ainda não foi escrita. Não há nada a que se louvar!
As constantes notas publicadas pela imprensa denotando surpresa diante de episódios como o veiculado na matéria em comento revelam falta de atenção ao que dizia Kelsen.
Explico-me: para Kelsen, a norma jurídica depende de outra norma jurídica que lhe dá suporte. Essa, por sua vez, depende de outra norma mais remota e assim, regressivamente, chega-se à "norma fundamental".
Um desavisado poderia achar que nossas normas alicerçam-se na Constituição de 88. Nada é mais inexato. Nosso ordenamento jurídico tem como Pedra Fundamental, a Constituição de 67 e sua EC 26, de 27.11.1985, que permitiu, concedeu, dentro do vigente sistema jurídico, o direito de fazer uma nova constituição.
Logo, a democracia brasileira é filha legítima do regime militar. Essa constatação é incômoda, mas explica porque setores da sociedade brasileira ligados ao regime de 64 consideram-se credores da sociedade brasileira contemporânea.
As "notas constrangedoras" emitidas pela cúpula do Exército tendem a se repetir toda vez que os civis demonstrarem sua ingratidão.
E lembrem-se: eles têm a força. Tal força só é contrabalançada por eventuais forças externas, leia-se Estados interessados em eventualmente intervir militarmente aqui.
Infelizmente, essa é a realidade. Pobre de quem acreditou que o corpulento e viril ex-ministro do Supremo poderia mostrar aos militares quem é que manda. Isso, foram eles que mostraram.
corrige-se o ano da revolução para 1964.
Em 1968, no auge da ditadura, eu tinha 20 anos.
O AI 5 proibía HC contra tudo o que o regime imaginava ser "ato contra o regime", e as liberdades individuais, dessas nem se falava.
Coitado de alguém se caísse na desgraça e alguém do regime !
Enfim, é difícil dizer, depois de tantos anos, quem estava certo e quem estava errado.
Eu porém de minha parte, prefiro mil vezes passar todo tipo de dificuldades em um regime de liberdades plenas, democrático, do que viver a ilusória "felicidade" de uma ditadura.
A minha geração foi "morta" no que diz respeito à formação LIVRE de opinião política. Ái de nós se disséssemos que havíamos lido Marx, Hegels, etc. etc.. Cadeia, DOI CODI, Parasar, etc. etc.
Enfim, vamos fiver a nossa liberdade,a nossa democracia.
Eu não votei no Lula, e acho que ele, infelizmente, está muito mal "cercado", mas só o comprometimento dele com o Estado Democrático de Direito já me agrada.
Não me importa quem tenha esse compromisso, com a demmocracia, seja até mesmo um militar, se o tiver, terá o meu apóio. D E M O C R A C I A !!!!!
Em primeiríssimo lugar: CELSO LINGARETTI não é um "jornalista", mas sim um ex-guerrilheiro da VPR de Lamarca (quem quiser detalhes do seu pensamento visite o site http://www.jornalorebate.com/colunistas2/cir6.htm).
Em segundo lugar, sim, o movimento CONTRA-REVOLUCIONÁRIO de 31 de março de 1964 foi uma anomalia, provocada por todos aqueles que queriam comunizar o Brasil. "Defensores da Democracia", JAMAIS! Um testemunho direto e insuspeito disso foi dado por DANIEL ARÃO REIS, 55 anos, ex-militante do MR-8, professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense e autor do livro "Ditadura Militar, Esquerda e Sociedade". Militante da chamada "Luta Armada", esteve preso, era considerado terrorista, foi banido, continuou militando no MR-8, no Chile até 1973. Afirma ele em entrevista:
"As ações armadas da esquerda
brasileira não devem ser mitigadas. Nem para um lado nem para o outro. Não compartilho a LENDA de que no fim dos anos 1960 e no início de 1970(inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho
isso um MITO SURGIDO DURANTE A CAMPANHA DA ANISTIA. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, OFENSIVO e DITARIAL. PRETENDIA-SE IMPLANTAR UMA DITADURA REVOLUCIONÁRIA! Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentem como INSTRUMENTO DE RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA". (grifos meus)
Em terceiro lugar e como citado pelo autor acima, a campanah revolucionária começou em 1961 com as "Ligas Camponesas" de João Julião (o MST de então) e as "brigadas" de Brizola.
O primeiro ato de sangue cometido foi em 1966 com a bomba no Aeroporto dos Guararapes com dois mortos e vários mutilados.
Razão pela qual pueril se falar em "final da década" (de 60) para o início das atividades terroristas ou da instituição do AI-5 (dez/68) como marco da "reação" à "ditadura militar".
Jaderbal.
Desculpe-me a discordância, mas quem tem a força, hoje, são os movimentos populares, dentre eles o MST, que alguns dizem que na hora que quiser terá todo armamento necessário das Farc ou de Hugo Chavez.
A estrutur do MST, hoje, já é militar, é um movimento muitíssimo bem organizado.
Discordo ainda de você quando alude à disposição da CF/67 para que houvesse nova constituição.
Ora, isso em matéria de constituição, pouco importa.
Na maioria das vezes, a constituição nasce da revolução, sua verdadeira mãe. Com a revolução, a ala vitoriosa fará a constituição !!!
Quando falo em revolução, não me refiro que ela deva necessariamente ser armada, belicosa. Basta um movimento social revolucionário, com novas idéias, novos ideais.
Foi isto que jamais foi permitido à minha geração !
Os controladores de voo foram presos recentemente por infringir o Codigo Penal Militar. No caso da nota do Chefe do Exército, aplica-se o Art. 166 daquele Código: "Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar públicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Govêrno: Pena - detenção, de dois meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave". É fato penalmente típico e a circunstância de remanescer sem punição mostra a fragilidade de nosso Estado de Direito em que a disciplina só vale para peixe pequeno.
Estão de volta os terroristas de 64 querendo desviar a atenção para a sua incompetência atual, falta de caráter, e perdedores! Felizmente hoje não podemos reconhecer que tivemos muita sorte com os militares agindo preventivamente contra os comunistas, que depois da queda do muro de Berlin (parecia a festa do fim da guerra 45), querem se passar por democráticos e defensores da democracia! Felizmente esta turma foi derrotada eficientemente, e hoje, ao contrário do povo Cubano, podemos estar livremente comentando o passado e o presente e denunciar esta turma mentirosa! Nenhum democrata foi pego na época, mas guerrilheiros foram pegos alguns! Mortos? Muito menos que Fidel matou nestes 47 anos de ditadura ferrenha! Este não pode mesmo opinar se gosta ou não do que lhe é imposta para comer, dizer, pensar e sonhar!
Ditadura é agora! NUnca foram editados tantos decretos, desta feita travestidos de medidas porvisórias, na verdade todas permanentes.
Ademais, nunca a ARENA, o partido que dava sustentação ao poder, se juntou com outro partido, a fim de repartir o dinheiro do povo. Jamais houve mensalões, Proers, Sivans, compras de votos ou caixa dois. Não houve nenhuma privatização e os impostos eram a metade, disse A METADE do que hoje é tomado do povo. Não havia desemprego. Queixam-se de que houve muitas mortes. Pois talvez, em todo o período dos vinte anos, não foi nem a metade do que hoje acontece na guerra civil que estamos submetidos, por falta de dinheiro em circulação!
O pessoal das "diretas já" se elegeu pelas indiretas, alterou a constituição por várias vezes, tudo em proveito proprio, e se imitiu em vultosdas indenizações. Quer mais ditadura do que isso?
Pra eles não foi, mesmo. O que se "tomou emprestado" dos cofres públicos - e sem ninguém saber, pois não se podia noticiar. Cadê a "Transa-Amazônica"? E as outras duas pontes Rio-Niterói? Hem, seu Mário Andreazza?
O que eu tomei de porrada, durante as passeatas, foi uma grandeza. Os malditos IPM (teve um cel., que era presidente de um deles, que disse, com todas as letras: "pra se terminar com o movimento estudantil, é só pegar os líderes, colocá-los dentro de um helicóptero do Parasar e jogá-los em alto mar".
E foi nesta época que surgiram Serra, Zé Dirceu, o João Batista dos Mares Guia (irmão do nosso "querido" ministro Walfridão). Este último era, se não o maior, um dos maiores líderes do movimento estudantil da época. Pelo menos, em BH.
Depois, todos eles viraram "putas do sistema" e/ou "mensaleiros".
Cadê o pessoal que sumiu? O Wladimir Herzog, que foi "suicidado" dentro de uma cela de cadeia, nos subterrâneos dos DOI-CODI da vida? Aqui em BH era o DOPS, na Av. Afonso Pena, onde o sr. Prata era quem mandava dar.
Como diz o Vandré, em sua música "Aroeira", na hora da volta do cipó, no lombo de quem mandou dar, eles tiram o braço da seringa.
Vai ver, estão querendo repetir a dose. Mais 20 anos (eu acho que ninguém merece - e nem agüenta).
Milicos, fiquem quietinhos dentro dos seus quartéis e deixem os civis tomar conta. Vocês não sabem administrar. Bem verdade que nem o atual "cumpanhêru", mas eu prefiro ele a vocês.
Se tiver de existir outra revolução (outra não, que aquela foi golpe de estado), esta tem de partir do povo, pegando no pau furado e invadindo o cogresso e botando aquela corja de lá pra fora.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
Novo golpe militar no Brasil? A lição das Malvinas não serviu de nada para os militares latino americanos? Avisaram para os militares argentinos que a coisa iria feder. Eles responderam que tinha experiência em combate, ao que um General americano contrapôs que eles tinham "apenas caçado patos, que com a Inglaterra veriam uma guerra de verdade".
Se há um só Exército este pode se insurgir novamente... Só que o mundo mudou. Tardiamente que seja os EUA descobriram que as ditaduras dos anos 60 e 70 eram fábricas de comunistas tão corruptos quanto os caudilhos que custavam caro demais para serem mantidos no poder.
O Tio Sam que entrou com as solas dos coturnos dos Rangers e dos Marines no Kosovo, no Iraque, iria aliviar frente uma quartelada tupiniquim? Aí já aproveitavam e transformavam a Amazonia em enclave internacional.
Com certeza os EUA sabem que a amazonia vale mais intacta pelo seu patrimônio de biotecnologia que queimada e posta abaixo em toras para mercado negro.
Os argentinos perderam a guerra das Malvinas, por causa de, principalmente, 2 motivos :
1 - Porque o Governo dos EE.UU. cometeu o Crime e a Covardia de ir contra os Tratados Continentais, Sul - Americanos e apoiar ( implícita e secretamente ) a Inglaterra, fornecendo coordenadas obtidas pelos seus Satélites Espiões a um INVASOR do Continente !!!!
2 - Porque o Brasil, também, traindo os Tratados e a Argentina, apoiou a Inglaterra, permitindo que os seus Aviões usassem o espaço aéreo brasileiro e, o mais grave , permitindo que a Inglaterra abastecesse os seus aviões no nosso espaço aéreo e com aviões tanque ingleses, baseados em território nacional !!!
Uma Vergonha e uma Traição que os Argentinos, jamais, esquecerão !!!
É sempre assim, quando o réu consegue liberdade embora tenha cometido o crime continua propenso a repeti-lo e na maioria volta a praticar o mesmo ou mais grave crime!!! Não punimos os militares assassinos que mataram nossos lideres e nossas crianças e agora teremos que conviver com a impunidade e ameaça de novas sanções ditatoriais. O Exército brasileiro tapeado serviu aos interesses da elite financeira internacional que amordaçou nossa capacidade política de enfrentar os desafios do novo século e nos legou a insensatez, a morbidade e a imoralidade urbanas!!!
Os nossos militares, a quem confiamos a defesa da nossa pátria, deveriam por a mão na consciência e reconhecer este gravissimo erro e dar as mãos para nos livrarmos dos banqueiros malditos que matam aos poucos a Nação Brasileira!!! Acorda Brasil!!!!
Parabéns ao Leitor A.G.Moreira, sua conclusão é histórica e merece aplauso!!!O Brasil deveria ter apoiado a Argentina e teriamos hoje um aliado fortissimo para nos livrarmos da elite financeira internacional, representada neste momento pelo City Corp (Bradesco, Itaú, Santander e outras malditos)
As Forças Armadas Brasileiras, em Primeiro de Abril de 1964 deram um golpe de Estado contra a democracia brasileira e criaram um vergonhoso regime de exceção, onde cometeram violências contra o próprio povo brasileiro, por 21 anos. Isso aconteceu. Ou não ? Trata-se, no caso da negativa, de continuar a tradição iniciada naquele fatídico Primeiro de Abril, há 43 anos atrás. Mentir e Matar em nome de ideais indiscutidos com a própria Nação.
Frederico Flósculo (Professor Universitário - - ): As Forças Armadas NÃO DERAM nenhum golpe. Talvez vc não fosse nascido naquela época, mas, procure informar-se numa biblioteca lendo os jornais da época. A imprensa e os movimentos populares exigiram a intervençlão das Forçasa Armadas para acabar com a baderna que havia. Logo logo vai acontecer de novo, op povo exigindo a intervenção das FFAA para acabar com essa ladroeira e esculhambação que ai está.
Leitores,
Alguns de vocês defendem neste espaço o regime militar de 64. Vocês têm todo o direito de se expressar e de ter uma preferência íntima por essa ou aquela ideologia, mas é preciso que se diga algumas coisas óbvias para todos os que minimamente se interessam pelo assunto:
Primeira: uma diferença entre os atos dos guerrilheiros e os dos agentes do Estado do Regime de 64 é que os últimos eram pagos com o dinheiro do contribuinte para obedecer e executar a lei e, não obstante, a descumpriam.
Segunda: Há mais ditaduras capitalistas do que democracias. E, dentre as chamadas democracias (leia-se grandes países capitalistas), a vontade do rico tem mais peso que a vontade do pobre.
Terceira: O excesso de medidas provisórias, são feitos dentro do sistema jurídico constitucional.
Quarta: Se houver excessos no atual governo, há instituições capazes de os contrabalançar.
Quinta: O único órgão público que quebra ostensivamente a hierarquia é o Exército, pois sua cúpula não aceita ter como Comandante-em-Chefe um civil.
Sexta: O país que muitos de vocês têm como paradigma da virtude, os EUA, aceita a autoridade do Presidente, seja ele quem for.
Sétima: Não há incompatibilidade teórica entre socialismo e democracia ou entre comunismo e democracia. O fato de ter havido só regimes comunistas ditatoriais tem muito a ver com a imposição soviética de seu método. O mundo ainda não viu um regime comunista democrático para se ter um parâmetro.
A invasão do MST no Congresso, o vandalismo praticado naquela casa, tem pouca diferença.
Anomalia sofreram os terroristas. Ficaram bem piores, vide Zé Dirceu, Franklin Martins, Genuino e os demais. Isso sim é anomalia e, só aqui pra dar no que deu. rsrs
O senhor é professor mesmo, senhor Zerlotini?
hãã.."analisando 339 casos de possíveis vítimas da ditadura militar de 1964/85."..isso é uma piada e com esse nome A.N.O.M.A.L.I.A.- vivendo e aprendendo.
O livro está disponível no seguinte link:
http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sedh/.arquivos/livrodireitomemoriaeverdadeid.pdf
Realmente, para um País que tem por meta implantar uma quadrilha no governo, é lógico que as FFAA significam um fardo..o bom exemplo dos pseudos-ofendidos é "Fidel" e "Che"..-
Lembram-se da fortuna de ex-presidentes militares, mas vide a de ex-governadores: Siqueirão, ACM, Maluf, Quércia, Jader Barbalho etc; até mesmo, do Lula...(que sempre alegou que não pôde estudar, mas o que fez enquanto deputado Federal e como agitador do PT; tinha cacife para filhinha estudar em Paris)..e a fortuna dos donos de empresas de comunicações, incluso, os jornalistas que vivem de "jaba"..
Interessante anlisar os exemplos de políticos e empresários que estão envoltos em assaltos aos cofres públicos...mas, a quem possa interessar, questiono os "nobres" interesses dos guerrilheiros que pegaram em armas...eram todos santinhos e com boas intenções?!..quantos realizaram assaltos, assassinaram e fugiram para o exterior com o produto de seus crimes..e, agora, recebem "gordas indenizações"..
Legal né??!!!
Airton Farias (Bacharel em Ciências Militares)
Senhores, comparar o período 64/84 ao Fascismo e ao Nazismo é por demais pueril. Não lí o famigerado livro, não pretendo ler pois, jamais permitiria que o país fosse "entregue" tão gratuítamente ao comunismo escravizante como pretendiam ( ou como pretendem ainda?). Sómente para questionar, a questão: quais os valores que as famílias dos militares mortos estão recebendo em indenizações e pensões? É equitativo? Para relembrar:
Gov. Militar
FBI: um onagro franco-argelino-brasileiro
por Félix Maier
Resumo: Paris, ah! Paris! Por que será que nossos socialistas gostam tanto de Paris? Além do mais é fácil ser comunista morando na Zona Sul do Rio, em frente à praia e tendo Mercedes Benz (com motorista) na garagem.
“Abram-se os arquivos!” – grita a mídia, sapo-boi que dirige a orquestra sapaína ouvida ultimamente, especialmente depois que a “barriga” do Correio Braziliense pariu um falso Herzog. “Abram-se os arquivos!” – exige um juiz de Guaratinguetá, SP, ecoando o coaxar da mídia. “Abram-se os arquivos!” – repete o Ministério Público, mais conhecido como “Petistério Público” e seus “procuradores de ossos” de guerrilheiros do Araguaia. “Abram-se os arquivos!” – coaxa o Movimento Tortura Nunca Mais, organização formada por antigos comunistas que se destaca pela patrulha ideológica no serviço público, pelo revanchismo contra os militares e pelo pedido de indenizações milionárias para seus kamaradas. Desde o sapo-boi até a mais insignificante perereca da vizinha, todos os sapos exigem uma rápida entrada nas tocas do lago turvo, para fuçar o que a mídia esquerdizóide convencionou chamar de “porões da ditadura”.
Quatro dias antes de passar a cloaca a Lula da Silva, FHC assinou um decreto para preservar documentos oficiais por até 50 anos; Lula O governo petista apresenta dois motivos que explicariam o motivo de se atrasar o mergulho no lago. Um, que os arquivos não conteriam nada de útil, só fofocas e recortes de jornais colecionados por “arapongas”, já que os documentos importantes teriam sido destruídos com base no antigo Regulamento de Salvaguarda de Assuntos Sigilosos (RSAS). Outro motivo alegado seria o de se preservar a integridade moral das pessoas envolvidas, que poderiam se sentir constrangidas frente aos fatos apresentados.
Não acredito nisso. Parece que o real motivo está nos fatos que a esquerda deseja esconder da população brasileira, como os casos de corrupção, roubo, peculato, traição, adultérios, assassinatos, “justiçamentos”, atos terroristas, assaltos a bancos e casas comerciais, enfim, puro banditismo praticado por grupos marxistas que tentaram implantar uma ditadura do tipo cubano no Brasil durante as décadas de 1960 e 70. A esquerda, especialmente o PT, quer continuar se apresentando como uma casta donzela, quando sua barriga proeminente comprova que é apenas uma vestal grávida. Por isso, o medo de remexer o lodo. Cocô, quanto mais se mexe, mais fede.
Pois eu também sou a favor da orquestra sapaína: ABRAM-SE TODOS OS ARQUIVOS! Nada de protelar a apresentação dos fatos históricos que tanto entristeceram e ainda entristecem o povo brasileiro. É hora de desnudar toda a questão, não ficar se atendo ao atual maniqueísmo esquerdista de apresentar as Forças Armadas como bandidos e os terroristas marxistas como defensores da democracia. Conhecemos muito bem como foi a “democracia” na União Soviética e como ela ainda hoje se apresenta em Cuba, na China e na Coréia do Norte. Chega de embuste. Excessos houve dos dois lados. O engodo propalado pelo sapo-boi, a mídia, deve acabar o mais rápido possível. Para isso, ABRAM-SE TODOS OS ARQUIVOS. E JÁ!
Muita coisa sobre os “anos de chumbo” o público brasileiro já pode conhecer através de arquivos disponíveis na Internet. Para conhecer a verdade, não se atenha à auto-adoração do site Tortura Nunca Mais. Lá, assassinos marxistas como Luiz Carlos Prestes, Carlos Lamarca e Carlos Marighela são alçados à condição de heróis nacionais. Faça uma pesquisa demorada no site Terrorismo Nunca Mais para conhecer um pouco sobre a História brasileira recente, não a mentira e a desinformação apresentadas pelos comunistas.
Para começar, que tal conhecermos um pouco o que foi a Frente Brasileira de Informações, não o FBI dos americanos, mas a FBI das esquerdas brasileiras, um onagro semelhante ao Tribunal Bertrand Russel, que tinha por objetivo enaltecer terroristas e satanizar nossas Forças Armadas?
Antes disso, uma espiada em A TV Lumumba e o AI-5 servirá como “aquecimento” de nossa memória sobre o que foi o quente ano de 1968, das passeatas, da revolução estudantil calcada na Revolução Cultural chinesa e dos atos terroristas perpetrados depois da criação da Organización Latinoamericana de Solidariedad (OLAS), ocorrida em Havana em 1967, que tinha por meta “criar um Vietnã em cada país sul-americano”, no dizer de Fidel Castro. Os tristes fatos ocorridos durante o ano de 1968 provam que o AI-5 foi uma medida do governo para combater efetivamente os atos terroristas, não o motivo para o desencadeamento da luta armada, como prega mentirosamente a esquerda. Porém, detenhamo-nos, nestes escritos, na criação e nas ações da FBI, já largamente globalizada naqueles tempos, apesar de os esquerdosos de hoje serem contra a globalização...
Em outubro de 1969, Miguel Arraes, Marcio Moreira Alves, Almery Bezerra e Everaldo Noroes criaram, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI), ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil. Com os recursos recebidos do presidente da Argélia, Houari Boumedienne – que em 1965 havia deposto Ben Bella –, Miguel Arraes cobriu as despesas da FBI, que passou a desenvolver guerra psicológica contra o Brasil, especialmente contra as Forças Armadas, fazendo denúncias de tortura. O dinheiro entregue por Boumedienne não caiu do céu, nem veio dos petrodólares, mas foi produto da “Grande Ação” do grupo terrorista VAR-Palmares, que em 18 de julho de 1969 roubou um cofre em Santa Teresa, Rio de Janeiro, com a quantia aproximada de 2,5 milhões de dólares. O cofre pertencia ao ex-governador de São Paulo, Adhemar de Barros e ficava no casarão de sua amante, Anna Capriglione. Parte desse dinheiro (cerca de 1 milhão de dólares) foi entregue ao Embaixador da Argélia no Brasil, para aquisição de armas, custear a viagem de terroristas brasileiros àquele país e auxiliar Miguel Arraes a criar a FBI.
Vale lembrar um fato ocorrido um ano antes, em 1968, que serviu também para rechear o “caixa dois” dos “militantes” de esquerda. No dia 10 de agosto, a ALN de Carlos Marighela assaltou o trem-pagador Santos-Jundiaí, levando NCr$ 108 milhões, ação que consolidou a entrada daquele grupo terrorista na luta armada. Participaram desse assalto, entre outros, meu tio Arno Preis (morto pela polícia de Goiás em 1972, depois de matar um policial e ferir outro); Diógenes de Oliveira, que participou também do ato terrorista contra a guarita do QG do então II Exército em São Paulo, no dia 26 de junho de 1968, explodindo o soldado do Exército, Mário Kosel Filho, e que se tornaria o tesoureiro da campanha de Olívio Dutra (PT) para governador do Rio Grande do Sul; e o ex-ministro da Justiça do governo FHC, Aloysio Nunes “Ronald Biggs” Ferreira Filho, que fugiu em seguida para Paris com sua esposa Vera Trude de Souza, com documentos falsos.
Paris, ah! Paris! Por que será que nossos socialistas gostam tanto de Paris, a exemplo de FHC, Miguel Arraes, Marcio Moreira Alves, Aloysio Nunes Ferreira, Jorge Amado, Chico Buarque? Enaltecem tanto o país de Fidel Castro, mas na hora de fugir do Brasil não se dirigem a Havana, porém vão se instalar na cidade dos bateaux mouches do Sena, dos tesouros do Louvre, dos “philosophes” da Sorbonne, do clima marxista do Quartier Latin, sur le soleil du Paris... Um verdadeiro “exílio de caviar”, como reconheceu o próprio FHC! É fácil ser comunista como Oscar Niemayer, que mora na Zona Sul do Rio, em frente à praia e tem Mercedes Benz (com motorista) na garagem...
No dia 15 de novembro de 1969, o jornal El Siglo, porta-voz do Partido Comunista Chileno, anunciou em editorial a criação da FBI em Paris, com filiais no Brasil e em outros países latino-americanos. O Chile, com um regime marxista em vias de ser instalado por Salvador Allende, era um refúgio de terroristas e exilados brasileiros (“Betinho”, FHC, José Serra), e foi o primeiro país a lançar seus boletins em espanhol – Frente Brasileña de Informaciones, na Casilla Postal 3.594, Santiago do Chile. No Uruguai, Paulo Schilling e Carlos Figueiredo de Sá, ex-juiz da Justiça do Trabalho e militante da ALN, ambos cassados pelo AI-5, assumiram a coordenação da rede. O jornal uruguaio De Frente, na edição de 8 de janeiro de 1970, dava início à campanha da FBI, publicando a matéria “Torturas en Brasil”.
No dia 15 de janeiro de 1970, houve uma reunião no Centro de Convenções Mouber Mutualité, pertencente aos sindicatos comunistas de Paris, no Quartier Latin, com representantes de partidos políticos, sindicatos e personalidades da esquerda mundial. Tendo ao fundo uma foto de Carlos Marighela, George Casalis, professor da Faculdade de Teologia Protestante de Paris, presidiu a cerimônia, em que participaram da mesa Miguel Arraes, o advogado Jean-Jacques de Félice, Jean-Paul Sartre, Michel de Certau – o padre jesuíta redator da revista Notre Combat -, Pierre Jalée – presidente do Comitê de Defesa da revista Tricontinental -, Jan Talpe – físico belga e ex-professor da USP expulso do Brasil por envolvimento com a ALN -, e Lengi Maccario – Secretário-geral da Federação Italiana de Metalúrgicos. Em um livreto da FBI, foram transcritas mensagens de solidariedade e apoio a vários onagros vermelhos, como a Liga Comunista (Seção Francesa da IV Internacional), o Movimento Separatista Basco (ETA), o Comitê Palestino, a Fundação Bertrand Russel e o Comitê de Iniciativa Belga de Solidariedade com a América Latina.
Os boletins da FBI, editados em francês e espanhol, focalizavam temas brasileiros como “perseguição de religiosos e operários católicos”, “extermínio de índios”, “exploração de flagelados”, “ditadura militar”, “tortura de presos políticos”, “esquadrões da morte”.
A Anistia Internacional se aliou à frente de desinformação da FBI, os “subversivos da pena”, no dizer do general Del Nero Augusto em seu livro A Grande Mentira, hoje considerado o “Livro Branco” por excelência do terrorismo marxista desencadeado no Brasil durante a Guerra Fria. No período de 15 de março a 9 de abril de 1972, na Igreja São Clemente, em Nova York, a FBI apresentou uma extensa programação contra o Brasil, englobando conferências, debates, filmes e representações. A programação contou com a presença do teatrólogo Augusto Boal, do cineasta Gláuber Rocha e de Márcio Moreira Alves, entre outros.
Em maio de 1972, Miguel Arraes viajou secretamente para Santiago do Chile, onde manteve contato com o presidente Salvador Allende; a viagem tinha como finalidade a organização de uma seção latino-americana do Tribunal Bertrand Russel (TBR) e articular a FBI na Argentina, no Peru e no México.
No dia 30 de outubro de 1972, o jornalista Castello Branco assim escrevia em sua coluna: “Ficamos sem saber se a campanha é movida por grupos esquerdistas internacionais, instruídos por brasileiros exilados, ou se ela é inspirada por correntes econômicas e políticas interessadas em torpedear o processo de desenvolvimento de nosso país” (Cfr. Del Nero, op. cit., pg. 421).
Em 1973, a FBI promoveu duas campanhas contra o Brasil: a 1ª foi iniciada na Bélgica, para suspender a realização da Feira Brazil Export 1973; o Comitê Belgo-Europa-América Latina e o também belga Movimento Cristão para a Paz desenvolveram intensa campanha para suspender a Feira. A outra campanha ligava-se ao “julgamento” do Governo brasileiro pelo Tribunal Bertrand Russel. Foi desenvolvida campanha para recolher dados e identificar pessoas dispostas a testemunhar no “julgamento”, previsto para outubro. Um dos principais membros do TBR, o Senador italiano Lélio Basso, seguindo os passos de Miguel Arraes, esteve no Chile, convidando terroristas e foragidos a testemunharem perante o Tribunal; o militante da ALN, Fernando Soares, asilado na Itália, foi ao Uruguai também para convidar terroristas para o mesmo fim.
Com a Contra-revolução Chilena (11/09/1973) e a deposição de Allende, as atividades da FBI foram suspensas no Chile, com a revoada dos subversivos e o julgamento do Brasil e de outros países latino-americanos foi adiado.
Em novembro de 1973, o Comitê Francês da Anistia International, em ligação com a FBI, organizou um Congresso sobre tortura, repetindo as acusações de sempre contra o Brasil; uma das poucas reações vista foi a do professor Denis Bucan, romeno naturalizado francês. Comentando notícia do jornal Le Figaro sobre o evento, Bucan destacou que a Anistia Internacional nunca tinha feito nenhuma crítica contra a tortura e o extermínio nos países comunistas. Convém lembrar que no livro O ópio dos intelectuais, Raymond Aron, pensador francês, faz a mesma crítica contra seus pares.
A partir de 1974, com o fim do terrorismo de esquerda no Brasil, graças à ação enérgica do general Médici, a FBI saiu de cena, chafurdando-se no pântano onde havia nascido. Provavelmente, o dinheiro do cofre de Adhemar de Barros e do trem-pagador havia acabado, e era hora de os sapos buscarem seu sustento diário em outros pântanos.
Para conhecer outros onagros existentes durante os “anos de dinamite”, como este exposto sobre a FBI, venham comigo para frente do Palácio do Planalto, para que gritemos bem alto para Lula, Dirceu e Gushekin ouvirem: ABRAM-SE TODOS OS ARQUIVOS! JÁ!
Estava redigindo meu comentário quando encontrei o de GEGUIMA, funcionário público. Ele disse quase tudo o que eu também queria dizer.
Abram os arquivos, sim. E vejam o que os Zédirceus (aliás, Comandante Daniel) queriam fazer do Brasil. Vejam os assassinatos infames e a sangue frio perpetrados por esta corja. Vejam o tenente da PM paulista, desarmado ne indefeso, morto a coronhadas por Lamarca. Vejam os assaltos a banco da toda poderosa ministra Dilma.
Acompanhem o que essa gente fez em 1935, o que pretendiam fazer em 64 e parem com essa bobagem. Os militares não deram golpe em 64. Foi um contra-golpe, pois os Juliões, Brizolas e outros tantos estavam se armando para tomar o poder. E aí sim veríamos sangue, como vimos em todos os países onde os comunistas se implantaram.
Vi um comentário de um funcionário, que acha interessante serem os militares em 64 pagos com o dinheiro público. E os guerrilheiros gastavam o que? O nosso dinheiro, senhores, que roubavam dos bancos. E o dinheiro que Fidel e a extinta URSS lhes mandavam.
Leiam, gente, e se informem. Depois falem. Claro, acusar sem provar, misturar fatos, são táticas comunistas.
Então resta aos demais conferir todas as afirmativas dessa corja, que conquistou o poder pelo voto e que quer se perpetuar.
É hora de reagir, novamente.
Não confundo o exército que trabalha na Amazônia e nas fronteiras, com aqueles covardes que usaram a cor oliva para torturar e matar jovens, crianças e mulheres. Esses canalhas covardes precisam ser julgados e condenados. A anistia não os protegeu, pois o crime de tortura é imprescritivel.
Respeito o exército que trabalha diariamente nas cidades mais distantes deste país, mas não os covardes que barbarizaram em Canudos, no Contestado, ou no pós 64.
Não perdoaremos jamais, a agonia que sofremos com a redentora. Covardes, que foram valentes quando torturavam crianças, mulheres e estudantes. Tais como os seus pares argentinos, fugiram sem luta quando tinham diante de si soldados armados (vide a Guerra das Malvinas).
Não sou militar, apesar de achar a carreira bonita, nunca tive intenção de entrar nela, portanto não tenho menor interesse em defender o exercito.
Não questiono que muita gente sofreu com as ações da repressão, muita gente inocente que não tinha nada haver com a história pagou o pato. Deveriam ser punidos os excessos dos dois lados.
Agora eu acredito que muito desta discussão sobre ditadura virou forma de alguns que teoricamente teriam lutado contra a ditadura ganhar algum. Muitas atitudes dos rebeldes foram exageradas e mereciam punição, da mesma forma deveria ser com o exercito.
Não acho que ninguem é santo porque "lutou" contra a ditadura, basta ver a listinha do mensalão, e nem todo o militar era um doido
As pessoas que foram mortas e sequestradas em nome da "causa" ninguém fala. Houveram excessos de ambos os lados, mais por parte dos milateres pois eram o Estado na época. Mas, também evitaram a tomada deste Estado pelos partidários de esquerda e a implantação de um regime, que em outras partes do mundo matou milhões de pessoas. Na ex-URSS milhares foram mortos na revolução, na Alemanha os que tentavam atravessar o muro eram fuzilados, o Kner vermelho matou milhões e guardou os crânios como trofeu, na China matou e ainda se mata os opositores do regime, sem falar em "nosso" muy amigo e vizinho Fidel Castro que manda todos os opositores para o paredão.....Foi contra estes regimes que as nossas forças armadas lutaram. Seu maior erro, foi ter gostado do poder e ficado por vinte anos. Mas, seu objetivo estava correto!
Porém, todos foram perdoados. Militares torturadores e militantes de esquerda sequestradores e assassinos. Hoje, vivemos um Estado de Direito Democrático. Por que ficar mexendo nessa ferida?
Se for para mexer temos que descobrir quem matou o soldado Mário Kozel e o Capitão americano?
Vamos deixar o passado para os museus e livros de história.
De todos os comentários aqui expostos, para mim o que mais se aproximou daquela realidade, das minhas lembranças, do que realmente acontecia a simples pessoas que ousavam "pensar", "respirar" ou "criticar" foi o do Djalma Lacerda:
"Eu porém de minha parte, prefiro mil vezes passar todo tipo de dificuldades em um regime de liberdades plenas, democrático, do que viver a ilusória "felicidade" de uma ditadura.
A minha geração foi "morta" no que diz respeito à formação LIVRE de opinião política. Ái de nós se disséssemos que havíamos lido Marx, Hegels, etc. etc.. Cadeia, DOI CODI, Parasar, etc. etc.
Enfim, vamos viver a nossa liberdade,a nossa democracia."
Pois é , o tempo passa, tudo se distancia e a falta de análise mais apurada prejudica a história. Muitos comentários sem base,ou melhor, com base em um único ângulo, extremados... È triste...
Não sei se fui clara. concordei com o comentário do Djalma lacerda.
Pelo tipo de ataque ao Celso Lungaretti, já me coloco ao seu lado.
Celso minha solidariedade diante de ataques gratuítos.
Certas pessoas demorarão um pouco mais que os cidadãos medianos, para se acostumarem com a liberdade livre dos porões.
Está vendo! O comentarista Laudelino já quer censurar!
Poucos são os que se lembram dos anos sessenta, em que comunistoides promoveram a baderna neste País, seqüestrando, matando e estuprando pessoas em suas malfadadas células ou aparelhos comunistas. Ninguem se lembra dos crimes cometidos por muitos que hoje usufruem do Poder corrupto que se instalou em Brasília. Graças ao nosso valoroso exercito o Brasil não foi transformado na Cuba da América do Sul. Sinto muito que nossas Forças Armadas se mostrem fraca e tolere o panfleto, dito escrito por este analfabeto Presidente corrupto, que se esconde atrás do "nunca saber de nada". Este panfleto conta somente aquilo que lhe interessa e, infelizmente, nossas Forças Armadas continuam sem dar a resposta merecida, esclarecendo os crimes que foram cometidos pelos comunistas daquela época, muito dos quais, hoje, proliferam em torno de um presidente corrupto. As Forças Armadas deveriam publicar a verdadeira versão das atividades exercidas pelos comunistas dos anos sessenta, seus crimes, que deram ensejo a Revolução de 1964, que salvou nosso País das garras do comunismo. Infelizmente, eles estão de volta, governando o Brasil. Canalhas!
A REVOLUÇÃO, NÃO DITADURA, OCORREU POR QUE A NAÇÃO VINHA SE DETERIORANDO NAS MÃOS DE VERDADEIROS CRÁPULAS.
INSISTEM EM DIZER EM DITADURA, ORA, O BRASIL COMEÇOU A CRESCER COM A REVOLUÇÃO, OBRAS DE VALOR, RECONHECIDO ALEM FRONTEIRAS.
SURGE AGORA O LIVRO DOS "MARTIRES" ÓBVIAMENTE É SEU DIREITO FAZE-LO, MAS POR QUE LEVANTAR O PASSADO, QUENM LUCRA COM ISSO? EIS A QUESTÃO.
ORA,E OS MARTIRES MILITARES,OS ATENTADOS A PÁTRIA FICAM NO ESQUECIMENTO?
O QUE FALTA EM NOSSA NAÇÃO É SENTIMENTO PARA UNS COM OS OUTROS,E NÃO A FALTA DE RESOPEITO AS NOSSAS GOLRIÓSSAS FORÇAS ARMADAS.
ACREDITEM ATÉ LAMARCA, NOSDIAS ATUÁIS FIROU MARTIR TRAIDOR DA PÁTRIA.
SAUDADES DA ÉPOCA PASSADA, AONDE PELAS RUAS, AVENIDAS, ESTRADAS DO BRASIL TRANSITAVA-SE COM PAZ.
O BRASIL E HOJE NOS MOSTRA A CORRUPÇÃO DESENFREADA, PIOR, POR ELEMENTO9S DO GOVERNO, TODO DIA É UM NOVO ACONTECIMENTO IMPURO.
NO BRASIL CONSTROEN-SE VIRTUDES AOS CORRUPTOS, SEQUER,CERTOS POLITICOS, RAROS, TEM A DIGNIDADE DE SEREM DEFESSORES DA PÁTRIA. "OS ESCRUPULOS, ORA OS ESCRUPULOS"
AINDA BEM QUE TEMOS ALGUNS SENADORES QUE LUTAM CONTRA A POUCA VERGONHA QUE DETERIORA O SENADO DA REPÚBLIA.
GRAÇAS A MIDIA QUE O POVO BRASILEIRO CONHECE O QUE OCORRE, DE MALIDENCIA, NO GOVERNO.
JUSTIÇA PARA OS 40 DENUNCIADOS E QUEM SERÁ O ALI BÁBA? EIS A QUESTÃO.
BRASIL FICA QUEM O AMA.
RESPEITO AS FORÇAS ARMADAS É IMPERISSO PARA A PROSPERIDADE DA NAÇÃO.
NÃO SE DEVE DAR ESPAÇO A DESONESTIDADE, CADEIA A QUEM MERECE.
FERNANDO MAFFEI DARDIS
ADV. CIMINAL.
Há coisa de um ano, postei meu comentário sobre uma discussão semelhante aqui neste espaço. Com poucas alterações, a opinião continua a mesma. Porém já é mais do que uma certeza própria e silenciosa que a solução para esses problemas sociais e políticos do Brasil de hoje será pela força. Nosso país já não tem mais possibilidades de solução pacífica de suas contradições. Desde quando assumiram o governo em 1985, as lideranças civis, supostamente progressistas, revelaram-se ao longo desse período mais retrógradas, mais conservadoras e mais bárbaras do que as chamadas oligarquias entreguistas e imperialistas que diziam combater no período do regime militar. Na verdade esses auto-proclamados guerrilheiros da liberdade eram apenas oligarcas, entreguistas e imperialistas que tinham ficado do lado errado do cenário social e pior ainda, por conseqüência, fora da mesa do banquete político. Só lutaram em alguns anos porque era uma cartada de pôquer, do tipo tudo ou nada, a única que tinham nas mãos. Poderia dar certo, poderiam assumir o poder. Não deu certo, mas no fim, acabaram ganhando polpudas indenizações vitalícias. Com leis que eles mesmos votaram. Afinal, não perderam todas as fichas.
Uma ressalva positiva aos militares: como admitiram depois em depoimentos, memórias e entrevistas a historiadores, vendo tudo pela ótica da segurança, cometeram erros e acima de tudo, perceberam depois que haviam sido a guarda armada das lideranças de direita daqueles tempos, que hoje falam em cidadania e direitos para o povo, dando tapinhas nas costas dos antigos adversários esquerdistas, que retribuem com cargos no governo que hoje comandam, tudo em nome da governabilidade. Entenda-se governabilidade como alicerce financeiro e político para o partido a que pertencem, às custas do povo que diziam defender em sua luta armada, o mesmo povo que em seu governo morre diariamente na porta dos hospitais públicos, fica sem escolas, sem segurança jurídica, entregue a uma violência crescente e sem esperanças. Os que estão hoje nas tribunas falando em honra, coragem e lealdade eram os mesmos que na época dos militares denunciavam para os serviços de repressão militar, de forma anônima, os companheiros de ideologia porém de movimentos diferentes, para verem seus rivais políticos eliminados. Os mesmos, que uma vez capturados pelos militares, aceitavam trabalhar para eles nas redações dos jornais assim que eram presos, os chamados "cachorrinhos".
E foram esses, que em bem sucedido movimento de oportunismo histórico se tornaram políticos, eleitos sob a promessa de novos tempos e também os mesmos que prosseguiram no dia a dia das redações, vistos sob a ótica de "perseguidos". Tanto o foram que na oportunidade de tudo esclarecer e tudo mostrar em recente concordância de abertura dos arquivos da repressão, preferiram sepultá-lo sob as mais variadas notícias, do esporte até a política ordinária. Tudo o que servisse para desviar a atenção e esquecer. Pois ícones da política nacional iriam ser desmascarados de forma humilhante. Coincidência ou não, todos os "perseguidos" foram se tornando silenciosos a respeito dessa abertura, Abertura política sim, abertura dos arquivos...não! Nunca, jamais, só citações aqui e ali, esperando o tempo passar. Nem mesmo os familiares dos que morreram nessa época conseguem saber o que há nesses arquivos. Há a pura e simples verdade: todos os que hoje se pintam de perseguidos políticos foram na verdade mercenários políticos e uma vez presos, negociaram da melhor forma possível seus ideais. Ou não é de intrigar que políticos e jornalistas que dizem tudo saber, sobre esse assunto nada falam nas tribunas nem escrevem livros sobre isso? Só escrevem livros como esse último, “Direito à Verdade e à Memória” como mais um passo para uma nova rodada de gordas indenizações. Para os amigos do poder, é claro.
E foi essa gente que assumindo o poder em 1985 criou as diretrizes do atual sistema político em que vivemos. Uma vez que agora existia a liberdade de ler, saber e conhecer, uma nova forma de censura foi erigida por eles: a destruição sistemática da capacidade de entender o que se podia ler, através de um sistema educacional tão falido que formou nesses 22 anos, cidadãos incapazes de conhecimento, crítica e exigência social e política, que não fosse o mero ato de votar mecanicamente. A disseminação da ignorância entre a população lhes deu enormes vantagens. Sem dúvida, isso se tornou o alicerce onde foi erigido o atual edifício político brasileiro. E onde pretendem mantê-lo, mas os recentes acontecimentos já mostram que isto será impossível.
Na forma mais acentuada de ignorância temos os políticos, ignorantes da ética e da decência a fazerem leis, que já vem assim contaminadas com esse seu modo de agir. Uma contaminação voluntária e premeditada, pois que essa lhes é lucrativa, em termos de oportunismo social e financeiro, pela leis que criam, que apenas garantem e afirmam privilégios obscenos contra a população, que ignorante de tudo, a tudo aceita passivamente. Quando não aceita é reprimida no melhor estilo dos anos de chumbo, como gostam de falar, por aqueles que foram os coitadinhos dos perseguidos políticos, que hoje controlam o sistema de repressão policial. E o fazem contra pessoas desesperadas pela situação social, enquanto usufruem de milionárias indenizações vitalícias. Que melhor forma pode existir de roubar uma pessoa que esteja na rua? Uma que esteja desperta e atenta ou uma que esteja embriagada e inconsciente? Assim, promulgando diretrizes educacionais que reduziram a população a um estado de inanição e imobilidade intelectual, conseguem mais facilmente saqueá-la. São verdadeiras hienas.
De outro lado temos os jornalistas, que com poucas e honrosas exceções, disseminam entre a população que ainda sabe ler, as idéias mais absurdas sobre as noções de ideais pessoais, políticos e governamentais. Não por acaso entre esses jornalistas existe um bom grupo de aquinhoados com milionárias indenizações, analisadas, julgadas e promulgadas sob o mais absoluto segredo com que o governo militar julgava seus oponentes. Mas nesse caso é um governo erigido por esses tipos que julga as recompensas devidas a seus amigos, pelos serviços prestados na disseminação da ignorância, até mesmo entre os que ainda sabem ler. Tornaram-se verdadeiros abutres, por vontade própria. Tem seu lugar garantido num livro como o de George Orwel, "A Revolução dos Bichos", que sempre brandiram por aí.
Tudo isso, ao longo desses anos resultou no aumento da massa de ignorantes desesperados, perdidos, sem alternativas e que caíram no crime. E que por fim decidiram se organizar. Olhando a História recente em retrospecto, vemos que eles apenas copiaram seus criadores, citados acima.
Esqueçam as alternativas jurídicas que poderiam começar a reverter a situação. O meio jurídico está preocupado demais com seus privilégios. E acima de tudo em não só mantê-los como também aumentá-los. Querer segurança jurídica nessa situação é o mesmo que uma esperança perdida. Esqueçam a política que poderia colocar os bandidos disfarçados de políticos em seu devido lugar. Só se preocupam em conchavos para tramar a absolvição dos colegas de roubo. Pensar que agirão com coragem e honestidade é absurdo. Esqueçam os jornais que poderiam trazer novas idéias em lugar das mesmices escandalosas de sempre, onde se aponta um escândalo para ocultar outro, da mesma forma que os "cachorrinhos" entregavam uns amigos para se salvarem na época da repressão. Os órgãos de imprensa de hoje se submetem de bom grado à censura de bilionárias empresas estrangeiras de comunicação que compraram seu controle acionário Não esperem imparcialidade deles.
Tem razão os militares ao não comparecerem à apresentação de um livro que os denigre e só conta um lado da História. Com isso, no ato, deram uma resposta à caricatura de ministro da Defesa, Nelson Jobim, que disse que não haveria reação ao livro e que quem reagisse teria resposta. Houve reação sim, quando os generais comandantes não responderam ao convite, não foram à solenidade e não disseram porque não foram. E esse ministro não ordenou que viessem, nem que fossem trazidos então ao evento. Limitou-se, calado, tão somente a reconhecer o poder explícito da união das Forças Armadas nesse protesto, poder esse que foi mostrado também à sociedade civil, que hoje clama pela proteção de que precisa, já que os três poderes constituídos tornaram-se poderes prostituídos e ela não tem mais a quem recorrer em sua defesa.
Tem razão os militares quando fazem uma nota de repúdio contra esse livro como o fizeram no dia 31 de agosto. E acredito que escolheram justo esse dia como uma mensagem velada, a relembrar por essa data o significado do dia 31 na nossa história política. Já são cada vez maiores os reclamos por uma intervenção militar no atual cenário social no qual a população brasileira sobrevive a duras penas, submetida a um poder legislativo apodrecido de corrupção, sofrendo sob o arbítrio de um poder judiciário que só dá direitos a ele mesmo, sob as vistas de um executivo que a tudo assiste conivente, em nome da governabilidade, que lhe é vantajosa.
Já é chegado o tempo para que os militares, sem receios, manifestem abertamente sua constatação de que a nação brasileira tem que ser protegida, pois não vai sobreviver muito tempo mais sob os ataques dessa pirataria política e judiciária que sofre hoje. É só o que a população espera, um claro sinal de suas opiniões, de forma inequívoca, para aí sim os apoiarem sem ressalvas.
Como brasileiros, vivemos ao longo desse último período, esperanças frustradas e fomos completamente iludidos pelas chamadas oligarquias políticas, que se dividem em direita e esquerda, mas no fundo sempre foram isso: oligarquias. Falharam essas lideranças civis ao longo desses 22 anos. E falharam na condução de uma diretriz política decente porque isso lhes foi lucrativo. Falhou o sistema judiciário ao se cobrir de privilégios obscenos, chamando de prerrogativas tudo o que lhe dava comodidades e vantagens. Falhou ao longo desse tempo todo o poder executivo porque tudo isso que acontecia lhe era conveniente.
Há um momento na vida de uma nação em que de tão desprotegida e saqueada pelos poderes que deveriam protegê-la, ela só tem um poder a quem recorrer e que também, mais do que os outros, vive em seu meio e faz parte dela: o poder militar.
Landel ( http://vellker.blog.terra.com.br )
Caros internautas leitores,
O período 1964-1985 foi de enorme desenvolvimento estrutural e social. Grande número de institutos legais protetivos ao cidadão emana desse período somado ao anterior de Getúlio Vargas. Aqueles que condenam alguns atos praticados pelos governos militares numa época em que a democracia estava ameaçada por acaso conhecem a torpeza dos ditos brasileiros que queriam instalazer a doutrina comunista no país? Sugiro, para que não se digam bobagens a busca de informações sobre o que os brasileiros de uma esquerda violenta fizeram com homens, jovens e mulheres. Há assaltos, mortes, estupros, ações de terror. Quem duvida que procure a História e faça a devida eqüidade.
Hoje, por exemplo, a crueldade campeia, não temos segurança de ir e vir. Naqueles tempos tínhamos militares nas ruas a famosa PE. Conseqüência: a gente ia e vinha de dia e de noite e não morria, não enterrava os filhos nem os amigos. Salvo melhor juízo isto é mais saudável do que os temidos tempos atuais.
E a nossa imprensa que fez parecer que coisas como culto a Pinochet só acontecia no Chile...
Temos nossas viúvas da ditadura. E uma sensação de que para alguns os crimes contra direitos humanos compensam, e podem ser repetidos a qualquer hora.
Em tempos de União Européia, onde até a Turquia aboliu a pena de morte e começou uma intensa modificação com políticas efetivas de respeito à direitos humanos. Quer ingressar na UE e se submete já a Corte Europeia de Direitos Humanos.
Nos dias de hoje um golpe militar, antes de uma contra reação internacional em larga escala, o lema possível poderá ser "a mandioca é nossa", pois é a única coisa que o Brasil teria para se manter diante de um boicote internacional.
O desenvolvimento mágico do regime militar acabou na exata medida do esgotamento dos dólares disponíveis antes da primeira grande crise do petróleo.
Não houve ninguém santo na década de 60 e 70, dos dois lados. Mas é abusar da inteligência querendo dizer que a ditadura seria o único caminho, quando a Itália acabou com as Brigadas Vermelhas e dá duros golpes na Máfia sem abrir mão de um Estado Democrático que não tem nada de estável, mas a democracia em sua própria entropia sempre se equaciona.
E fala sério, as Brigadas Vermelhas foram muito mais truculentas que essa guerrilha que tivemos.
A propósito o Brasil assinou o Tratado do Tribunal Penal Internacional, e um governo "espúrio" alçado pela força teria como denunciar tal tratado e ser aceita a denúncia? A ONU aceitaria a denúncia? Botaram Sadan Hussein na forca. Com que argumento apoiariam, em tempos de Hugo Chavez, um governo militar neste país?
A sensação é de que alguns setores militares não tomaram uma porrada bélica, não pegaram uma guerra de verdade para acordar.
Como articulista, tenho meu próprio espaço. Então, jamais questiono opiniões dos leitores, respeitando o direito de dizerem o que quiserem nos espaços a eles destinados.
No entanto, houve quem colocasse aqui em dúvida a minha condição de jornalista. Aí, sim, cabe esclarecer que:
* fui militante secundarista a partir de 1967, quando tinha 16 anos;
* ingressei na VPR, um grupo de resistência armada à ditadura militar, em 1969;
* fui preso um ano depois e barbaramente torturado, como era de praxe, nos 75 dias em que me mantiveram incomunicável (nem a lei draconiana de então facultava tanto);
* libertado em 1971, iniciei em 1973 a carreira jornalística que mantenho até agora, tendo trabalhado na Agência Estado, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Bandeirantes AM, imprensa do Palácio dos Bandeirantes, revistas de cinema e de música e várias agências de comunicação empresarial.
Estou filiado ao Sindicato dos Jornalistas de SP desde 1982 e sou conselheiro-titular de Jornalismo da Associação dos Ex-Alunos da ECA/USP.
Hoje, além de colaborar com uma dezena de sites-jornais e ser publicado eventualmente por outros tantos, faço palestras sobre os "anos de chumbo" em faculdades e sou autor do livro "Náufrago da Utopia", tido pelos historiadores como uma das referências sobre esse período.
Considero plenamente justificada a opção que fiz no passado, de pegar em armas contra uma ditadura, mas tenho alertado aos jovens que seria uma total insensatez fazer o mesmo contra uma democracia, hoje.
Neste sentido, não me vejo mais como o guerrilheiro que fui, com muita honra, em 1969/70, embora continue empenhado na construção de uma sociedade mais solidária e justa. E, creio, tenho todo direito de apresentar-me como jornalista.
PARA: CELSO JORNALISTA.Me admiro muito, uma pessoa do seu naipe, falar tantas besteiras, você está lendo demais os livros desses comunistas de merda, Você acha que mudou algumas coisa? veja ao seu redor, que verás que agora é que as coisas estão do jeito que o diabo gosta, ou você acha que nosso Brasil está uma maravilha? Vai andar pelas ruas das nossas grandes cidades, seja durante o dia ou a noite, faça isso que você vai levar bala nessa sua cara de besta.
Acorda jornalista, a droga está correndo solta por todo os lados, os roubos e furtos estão acontecendo a luz do dia, estamos presos em nossas casas, é bala perdida achando inocênte todos dia, é a globo exibindo suas novelas pornô, as 19:00 horas, é nossas crianças na rua usando drogas, as nossas favelas crescendo a cada dia, é isso que você chama de democracia? Não sou do período da ditadura, mas não sou burro, não sou jornalista, sou realista. Procure ver o outro lado da história, não apenas um lado, se você mesmo diz que o exercíto emporcalhou a farda com sangue, então você mesmo está afirmando que os sangue que sujaram as fardas eram de porcos? deixo a resposta para você mesmo responder.
A ditadura no Brasil foi imposta a partir da politica externa norte americana.
Ou alguem ainda acredita que as diversas ditaduras, impostas na mesma época, em diversos paises da america latina, tinha a finalidade de extirpar "comunistas" do poder, ou se inseria claramente no jogo de poder mundial, aonde os Estados Unidos pilotaram e souberam ganhar a guerra fria?
Parte do exercito brasileiro mostra que continua com seus sonhos de poder, num mundo aonde a democracia tem garantido, sim, a melhora constante da cidadania, massacrada pelos militares nas suas diversas ditaduras.
Quanto tempo ainda teremos de aguentar essa cabeça antidemocratica de militares saudosos do tempo em que decidiam quem era comunista (Jose Serra, Fernando Henrique, Caetano Veloso... parece piada).
Até Geisel reconheceu que ou abria o pais a democracia, ou nao sairiamos do mundo de corrupcao que foi implantado no Brasil. Nem o Alemao conseguia segurar a coisa em niveis aceitaveis.
Ministros da ditadura, sendo acusados de contrabando na Grande Corte americana.
Desse vexame ao memos ja nos livramos.
Esta na hora de os homens que tenham algum valor no exercito, e os ha, que comecem a se impor, deixando esses debiloides fardados no seu devido lugar. Sabemos que não há unanimidade nessa maneira de pensar dos militares.
Estao com a palavra, os soldados de Caxias, contra os soldados do golpe militar, que condenou o Brasil ao vexame de curtir mais uma ditadura.
Há coisa de um ano, postei meu comentário sobre uma discussão semelhante aqui neste espaço. Com poucas alterações, a opinião continua a mesma. Porém já é mais do que uma certeza própria e silenciosa que a solução para esses problemas sociais e políticos do Brasil de hoje será pela força. Nosso país já não tem mais possibilidades de solução pacífica de suas contradições. Desde quando assumiram o governo em 1985, as lideranças civis, supostamente progressistas, revelaram-se ao longo desse período mais retrógradas, mais conservadoras e mais bárbaras do que as chamadas oligarquias entreguistas e imperialistas que diziam combater no período do regime militar. Na verdade esses auto-proclamados guerrilheiros da liberdade eram apenas oligarcas, entreguistas e imperialistas que tinham ficado do lado errado do cenário social e pior ainda, por conseqüência, fora da mesa do banquete político. Só lutaram em alguns anos porque era uma cartada de pôquer, do tipo tudo ou nada, a única que tinham nas mãos. Poderia dar certo, poderiam assumir o poder. Não deu certo, mas no fim, acabaram ganhando polpudas indenizações vitalícias. Com leis que eles mesmos votaram. Afinal, não perderam todas as fichas.
Uma ressalva positiva aos militares: como admitiram depois em depoimentos, memórias e entrevistas a historiadores, vendo tudo pela ótica da segurança, cometeram erros e acima de tudo, perceberam depois que haviam sido a guarda armada das lideranças de direita daqueles tempos, que hoje falam em cidadania e direitos para o povo, dando tapinhas nas costas dos antigos adversários esquerdistas, que retribuem com cargos no governo que hoje comandam, tudo em nome da governabilidade. Entenda-se governabilidade como alicerce financeiro e político para o partido a que pertencem, às custas do povo que diziam defender em sua luta armada, o mesmo povo que em seu governo morre diariamente na porta dos hospitais públicos, fica sem escolas, sem segurança jurídica, entregue a uma violência crescente e sem esperanças. Os que estão hoje nas tribunas falando em honra, coragem e lealdade eram os mesmos que na época dos militares denunciavam para os serviços de repressão militar, de forma anônima, os companheiros de ideologia porém de movimentos diferentes, para verem seus rivais políticos eliminados. Os mesmos, que uma vez capturados pelos militares, aceitavam trabalhar para eles nas redações dos jornais assim que eram presos, os chamados "cachorrinhos".
E foram esses, que em bem sucedido movimento de oportunismo histórico se tornaram políticos, eleitos sob a promessa de novos tempos e também os mesmos que prosseguiram no dia a dia das redações, vistos sob a ótica de "perseguidos". Tanto o foram que na oportunidade de tudo esclarecer e tudo mostrar em recente concordância de abertura dos arquivos da repressão, preferiram sepultá-lo sob as mais variadas notícias, do esporte até a política ordinária. Tudo o que servisse para desviar a atenção e esquecer. Pois ícones da política nacional iriam ser desmascarados de forma humilhante. Coincidência ou não, todos os "perseguidos" foram se tornando silenciosos a respeito dessa abertura, Abertura política sim, abertura dos arquivos...não! Nunca, jamais, só citações aqui e ali, esperando o tempo passar. Nem mesmo os familiares dos que morreram nessa época conseguem saber o que há nesses arquivos. Há a pura e simples verdade: todos os que hoje se pintam de perseguidos políticos foram na verdade mercenários políticos e uma vez presos, negociaram da melhor forma possível seus ideais. Ou não é de intrigar que políticos e jornalistas que dizem tudo saber, sobre esse assunto nada falam nas tribunas nem escrevem livros sobre isso? Só escrevem livros como esse último, “Direito à Verdade e à Memória” como mais um passo para uma nova rodada de gordas indenizações. Para os amigos do poder, é claro.
E foi essa gente que assumindo o poder em 1985 criou as diretrizes do atual sistema político em que vivemos. Uma vez que agora existia a liberdade de ler, saber e conhecer, uma nova forma de censura foi erigida por eles: a destruição sistemática da capacidade de entender o que se podia ler, através de um sistema educacional tão falido que formou nesses 22 anos, cidadãos incapazes de conhecimento, crítica e exigência social e política, que não fosse o mero ato de votar mecanicamente. A disseminação da ignorância entre a população lhes deu enormes vantagens. Sem dúvida, isso se tornou o alicerce onde foi erigido o atual edifício político brasileiro. E onde pretendem mantê-lo, mas os recentes acontecimentos já mostram que isto será impossível.
Na forma mais acentuada de ignorância temos os políticos, ignorantes da ética e da decência a fazerem leis, que já vem assim contaminadas com esse seu modo de agir. Uma contaminação voluntária e premeditada, pois que essa lhes é lucrativa, em termos de oportunismo social e financeiro, pela leis que criam, que apenas garantem e afirmam privilégios obscenos contra a população, que ignorante de tudo, a tudo aceita passivamente. Quando não aceita é reprimida no melhor estilo dos anos de chumbo, como gostam de falar, por aqueles que foram os coitadinhos dos perseguidos políticos, que hoje controlam o sistema de repressão policial. E o fazem contra pessoas desesperadas pela situação social, enquanto usufruem de milionárias indenizações vitalícias. Que melhor forma pode existir de roubar uma pessoa que esteja na rua? Uma que esteja desperta e atenta ou uma que esteja embriagada e inconsciente? Assim, promulgando diretrizes educacionais que reduziram a população a um estado de inanição e imobilidade intelectual, conseguem mais facilmente saqueá-la. São verdadeiras hienas.
De outro lado temos os jornalistas, que com poucas e honrosas exceções, disseminam entre a população que ainda sabe ler, as idéias mais absurdas sobre as noções de ideais pessoais, políticos e governamentais. Não por acaso entre esses jornalistas existe um bom grupo de aquinhoados com milionárias indenizações, analisadas, julgadas e promulgadas sob o mais absoluto segredo com que o governo militar julgava seus oponentes. Mas nesse caso é um governo erigido por esses tipos que julga as recompensas devidas a seus amigos, pelos serviços prestados na disseminação da ignorância, até mesmo entre os que ainda sabem ler. Tornaram-se verdadeiros abutres, por vontade própria. Tem seu lugar garantido num livro como o de George Orwel, "A Revolução dos Bichos", que sempre brandiram por aí.
Tudo isso, ao longo desses anos resultou no aumento da massa de ignorantes desesperados, perdidos, sem alternativas e que caíram no crime. E que por fim decidiram se organizar. Olhando a História recente em retrospecto, vemos que eles apenas copiaram seus criadores, citados acima.
Esqueçam as alternativas jurídicas que poderiam começar a reverter a situação. O meio jurídico está preocupado demais com seus privilégios. E acima de tudo em não só mantê-los como também aumentá-los. Querer segurança jurídica nessa situação é o mesmo que uma esperança perdida. Esqueçam a política que poderia colocar os bandidos disfarçados de políticos em seu devido lugar. Só se preocupam em conchavos para tramar a absolvição dos colegas de roubo. Pensar que agirão com coragem e honestidade é absurdo. Esqueçam os jornais que poderiam trazer novas idéias em lugar das mesmices escandalosas de sempre, onde se aponta um escândalo para ocultar outro, da mesma forma que os "cachorrinhos" entregavam uns amigos para se salvarem na época da repressão. Os órgãos de imprensa de hoje se submetem de bom grado à censura de bilionárias empresas estrangeiras de comunicação que compraram seu controle acionário Não esperem imparcialidade deles.
Tem razão os militares ao não comparecerem à apresentação de um livro que os denigre e só conta um lado da História. Com isso, no ato, deram uma resposta à caricatura de ministro da Defesa, Nelson Jobim, que disse que não haveria reação ao livro e que quem reagisse teria resposta. Houve reação sim, quando os generais comandantes não responderam ao convite, não foram à solenidade e não disseram porque não foram. E esse ministro não ordenou que viessem, nem que fossem trazidos então ao evento. Limitou-se, calado, tão somente a reconhecer o poder explícito da união das Forças Armadas nesse protesto, poder esse que foi mostrado também à sociedade civil, que hoje clama pela proteção de que precisa, já que os três poderes constituídos tornaram-se poderes prostituídos e ela não tem mais a quem recorrer em sua defesa.
Tem razão os militares quando fazem uma nota de repúdio contra esse livro como o fizeram no dia 31 de agosto. E acredito que escolheram justo esse dia como uma mensagem velada, a relembrar por essa data o significado do dia 31 na nossa história política. Já são cada vez maiores os reclamos por uma intervenção militar no atual cenário social no qual a população brasileira sobrevive a duras penas, submetida a um poder legislativo apodrecido de corrupção, sofrendo sob o arbítrio de um poder judiciário que só dá direitos a ele mesmo, sob as vistas de um executivo que a tudo assiste conivente, em nome da governabilidade, que lhe é vantajosa.
Já é chegado o tempo para que os militares, sem receios, manifestem abertamente sua constatação de que a nação brasileira tem que ser protegida, pois não vai sobreviver muito tempo mais sob os ataques dessa pirataria política e judiciária que sofre hoje. É só o que a população espera, um claro sinal de suas opiniões, de forma inequívoca, para aí sim os apoiarem sem ressalvas.
Como brasileiros, vivemos ao longo desse último período, esperanças frustradas e fomos completamente iludidos pelas chamadas oligarquias políticas, que se dividem em direita e esquerda, mas no fundo sempre foram isso: oligarquias. Falharam essas lideranças civis ao longo desses 22 anos. E falharam na condução de uma diretriz política decente porque isso lhes foi lucrativo. Falhou o sistema judiciário ao se cobrir de privilégios obscenos, chamando de prerrogativas tudo o que lhe dava comodidades e vantagens. Falhou ao longo desse tempo todo o poder executivo porque tudo isso que acontecia lhe era conveniente.
Há um momento na vida de uma nação em que de tão desprotegida e saqueada pelos poderes que deveriam protegê-la, ela só tem um poder a quem recorrer e que também, mais do que os outros, vive em seu meio e faz parte dela: o poder militar.
Landel
http://vellker.blog.terra.com.br
Landzeimer, Maffei, e demais apologistas sincronizados com o objetivo de que necessitamos, urgentemente, não mais de um golpe de Estado, mas de uma revolução real e verdadeira para extirpar de vez com os canalhas que tentam se perpetuar no poder. Diria que não se pode dar credibilidade a mentes insanas, lavadas pela esquerda ditatorial a exemplo do Sr. Celso, que se diz jornalista. Jornalista é quele que tem ética, principalmente a exemplo dos advogados de se colocarem as virtudes isentas de seus preconceitos em benefício de sua pátria. Lembrem-se senhores, que "ser bom não é fazer a vontade alheia; é ser justo!
O momento é de justiça em benefício de nossos filhos e netos. Não podemos permanecer nas trevas e levar a eles a vergonha do passado (nosso presente).
Não tivemos governo ditadorial, e, sim, de excessão. E o que temos hoje, esmagando o povo pela fome e pela miséria do saber, é uma tortura sem precedentes e que perdurará pelo menos por mais uma geração. E não são "somente" 349... São milhares. São 50 milhões de miseráveis!
Infelizmente não se fazem fardamentos verde-oliva como dantes!
O comandante supremo Nelson Jobim assumiu! Continência ao Ministro, senhor supremo que se encanta com o Poder. Próximo Presidente na linha da continuidade.
errata: legar e não levar.
exceção, e não excessão.
Com escusas.
“Para que haja uma verdadeira reconciliação nacional, não a imposição da paz dos vencedores sobre os vencidos, é imperativo que as Forças Armadas brasileiras reconheça que o período 1964/1985 não passou de uma anomalia, assim como o nazismo na Alemanha e o fascismo na Itália”.
Nunca vi, nos meus 64 anos de vida, uma assertiva tão imbecil. Nazismo temos hoje em dia, quando a exterminação de uma geração futura salta aos olhos de todos, retratado numa política desumana e populista como esta do bolsa família, sem normas, regras ou diretrizes. Forma enrustida de compra de votos, este “programa” corrompe, vicia e humilha o cidadão e tolhe o desenvolvimento nacional, e esse demagogo hitleriano descarada e inconseqüentemente e na ânsia de poder e de não perde-lo, não dá bolas às conseqüências funestas que esta demagogia representa. Isto é que é nazismo, fascismo e genocídio.
A Contra Revolução de 1964 foi um movimento de Remição da Vergonha e Soberania Nacionais.SMJ
O que sempre me causou estranheza, já que gosto muito de história, é que sempre se fala no golpe, na ditadura, na tortura (algo muito torpe por sinal). Mas uma pergunta que ñ quer calar, por que esta ditadura existiu?
em cima deste desconhecimento, passei a ler jornais da época, livros e artigos. Descobri que os as vítimas da força da ditadura queriam implantar no Brasil, algo semelhante ao que existia na Rússia e que ainda existe em Cuba, uma ditadura voltada para o comunismo. Assim, se ñ tivesse acontecido esta ditadura militar, muito provavelmente teríamos tido uma ditadura bem mais bruta. É só lembrar o que aconteceu na União Soviética e em Cuba, onde milhões de pessoas foram mortas de forma tão covarde quanto a ditadura dos militares no Brasil.
Estou profundamente triste ao ler certos comentários. Tragicamente surpreendente o fato de homens e mulheres - supostamente - esclarecidos cometerem tamanho desrespeito à História e aos fundamentos da Democracia. Será que nunca leram um Bobbio, um Rawls, uma Arendt da vida? Será que nunca questionaram a mentira que é o nome "Revolução" de 64? Será que nunca criticaram a ideologia reacionária introduzida em suas cabeças pelos veículos de mídia? Será que nunca perceberam que os tantos movimentos - taxativamente chamados de - "baderneiros" eram e são na verdade lutas de pessoas pelo seu direito a ter uma vida melhor? Que eram e são reflexo do sistema perverso em que vivemos? Quantos de vocês que acreditam ser o golpe uma "Revolução" têm realmente uma idéia do que é socialismo? Não, eu não sou socialista. Mas procuro ler, entender e absorver as idéias que indubitavelmente são benéficas dessa teoria socio-política-econômica. Às vezes perco a esperança de viver num país melhor, vendo tantos operadores - no caso de vocês a melhor palavra seria operários - do Direito dizendo tantas asneiras. Continuem lendo "Da Revolução à Democracia" de Reale, por exemplo, e achando que nossos generais foram gentis, éticos, cívicos e compromissados com a Democracia. Viver uma ilusão dói menos que repensar o passado e suas próprias idéias.
Desespero é ler um comentário como esse abaixo e saber que vem de um estudante de Direito. Nosso futuro é desolador.
Veja um título alternativo bem melhor do que "Exército ainda não reconheceu que Ditadura foi anomalia":
"GUERRILHA ainda não reconheceu que reação à ditadura foi anomalia, e que o remédio foi pior do que a doença".
Ao tentar encontrar formas de justificar (ou transformar em "crime político") seqüestros (como o que Dilma praticou), assassinatos, tortura, roubo a banco e outros delitos, os defensores e simpatizantes de textos esdrúxulos como esse estão também, indiretamente, "legitimando" os erros dos militares.
A verdade é que não havia santos àquela época, e um bom texto sobre o assunto é este: http://www.conjur.com.br/static/text/32493,1
Chama-se Os arquivos da ditadura e conta como até o MP entrou na dança quando se achava que "valia a pena".
É um artigo que merece respeito, ao contrário deste lixo escrito por um simpatizante de guerrilheiro.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login