O Tribunal Superior Eleitoral deve julgar, nesta quinta-feira (19/10), se Geraldo Alckmin pode dizer na propaganda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabe da origem do dinheiro que estaria destinado para a compra do dossiê. O dossiê supostamente demonstrava a participação do governador eleito de São Paulo eleito, José Serra, na máfia dos sanguessugas.
O TSE vai julgar ação da coligação que dá apoio a Lula contra propaganda de Alckmin. A propaganda contestada afirma que o presidente Lula “manda na Polícia Federal”, “manda nos ministros” e não sabe dizer “de onde vem o dinheiro”. A propaganda foi ao ar no último dia 15, em bloco, no horário noturno. No mérito, os petistas pedem que seja concedido direito de resposta de um minuto no programa dos adversários. O caso é semelhante ao das Representações 1.279 e 1.280, também da relatoria do ministro Menezes Direito.
Uma liminar sobre o mesmo caso já foi negada pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito. A representação da coligação de Lula queria que o trecho da propaganda fosse suspenso. Na decisão, ele observou que preferia aguardar o julgamento de matéria semelhante, programado para a quinta-feira (19), para depois, analisar o caso.
A coligação argumenta que a propaganda degrada a imagem de Lula e dos partidos que apóiam sua candidatura ao “tentar desqualificá-los perante o eleitorado como agentes da desídia; como indolentes perante os fatos, criando no eleitorado idéias e estados de espírito falsos, dissociados da realidade das coisas”.
De acordo com a coligação, “não cabe ao presidente da República esclarecer sobre fatos que estão na competência de outros órgãos públicos e que, perante estes órgãos, correm em segredo”.
RP 1.288
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A pergunta que não quer calar – de onde veio o dinheiro? Vou tentar passar a minha modesta opinião. De antemão, sei que não serei bem compreendido. Nem Antônio Biscaia, com seu ar doutoral de parlamentar e procurador de Justiça, foi bem compreendido. Ele disse, com todas as letras, que o dinheiro tem origem “criminosa”. Quer dizer, é dinheiro de caixa dois. No inconsciente coletivo essa declaração soa falso, não satisfaz. Afinal, quarenta por cento de nossa economia está na informalidade, é tudo caixa dois. Estamos aguardando uma explicação mais sensacional: o dinheiro estava no ceroulão do Freud, ou na algibeira do Valdebran. Dinheiro de caixa dois é coisa muito comum: sacos de lona transportados de igreja por helicópteros; empresas fantasma da Daslu subfaturando produtos importados; contas de publicitários em paraísos fiscais, etc. Na verdade, não existe uma explicação mirabolante. A verdade é essa mesma. Já ouviram falar que os partidos políticos declararam ao TSE que vão gastar 20 bilhões de reais nesta campanha? Isso é o que eles declararam, mas, na verdade, gastam mais. Diz o frei Leonardo Boff que a imagem do dinheiro chocou os nossos pobres. Sim, então, vamos esconder o dinheiro com a batina, mas, que ele existe e é usado em todas as campanhas, não há dúvida. Nós, adultos, adquirimos dupla personalidade. Por isso, às vezes, não conseguimos compreender o óbvio. Se o episódio do dossiê tivesse ocorrido na Colômbia e perguntássemos a qualquer menino de rua de onde veio o dinheiro, ele responderia – do tráfico. Só depois de velhos conseguimos ter a clarividência dos meninos.
Oposição virou "vivandeira de tribunais", diz analista
Vale a pena ler a entrevista do cientista político Renato Lessa, "A política dos tribunais ameaça governabilidade", hoje no Valor Econômico. Diz ele:
"Não é só o desempenho eleitoral do Alckmin, não se deve apenas ao que ele está fazendo, mas também a como a oposição ao Lula, de um modo geral, está se comportando. A gente tinha no Brasil as vivandeiras de quartel, a turma de direita de quando tinha um governo populista. Começavam a rondar os quartéis para incitar os militares a darem um golpe, na época do Juscelino e depois, na do Jango. Agora temos uma outra figura, as vivandeiras dos tribunais, que querem a tribunalização do conflito político. Não estou querendo livrar o PT, que, na melhor das hipóteses, cometeu sandices, e na pior, crimes que precisam ser investigados. Mas o discurso da oposição é marcado fundamentalmente para a tribunalização da política. Sugere a criação das vivandeiras de tribunais, que vão buscar na Justiça a vitória que não vão ter nas urnas".
enviada por Zé Dirceu
19/10/2006 - 13h51
Delegado diz à CPI que dinheiro do dossiê não saiu do PT
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ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília
Integrantes da CPI dos Sanguessugas disseram que o delegado Diógenes Curado --responsável pelas investigações do dossiê antitucano que seria comprado por integrantes do PT-- confirmou hoje à comissão que parte do dinheiro que seria utilizado para comprar o dossiê antitucano passou por bancas do jogo do bicho no Rio de Janeiro. O delegado negou, porém, que o dinheiro tenha saído do PT.
Será que agora as tias fofoqueiras ACM, Jeiressati e Bornhausen, sossegam o facho?
Martini, na época de chumbo (anos 70) os gorilas costumavam inquirir diretamente cidadãos sobre assuntos policiais ou não. Hoje, no Estado Democrático de Direito, essas respostas são dadas pela Polícia em conjunto com o M.P., depois costuma ter o devido processo legal, aquelas coisas que os mesmos gorilas detestavam (contraditório, ampla defesa, etc) e só então um juiz natural prolata sentença culpando ou não o praticante de ato ilícito. Antes disso, meu caro existe presunção de incocência, outra conquista depois de muita luta contra os tais dos gorilas que seguiam pinochet, medici, etc.
Agora, Martini, apenas para completar, hoje coloca-se em roupas íntimas dinheiro não explicado, já na época da tucanalhada, não dava para colocar em roupas íntimas porquanto, simplesmente, precisaria de cuecão do tamanho do estádio do Morumbi (compra de votos para reeleição, sivam, venda da Vale com prejuízo de bilhões, "ajuda" a bancos, etc).
De qualquer maneira, tudo está sendo investigado, ao contrário da época do FFHH, quando tudo era engavetado e PF era caricatura da atual.
Por favor, senhores, além de todas estas autoridades, estas pessoas eram assessores íntimos do presidente e indicados por ele. Não precisa bater em ninguem. Se para a PF não falariam, para o Presidente certamente! Assessor é para assessorar e não para trair! O cara ganha a direção de um banco estatal e não vai contar para o cara que ele faz churrasco (o que o habilitou) há anos? É tapar o sol com a peneira!
O professor vai dizer daqui a pouco que saiu da conta do Serra!
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