Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, envolvido na morte dos adolescentes Liana Friedenbach e Felipe Caffé em 2003, no município de Embu Guaçú (SP), deve sair da Febem e se submeter a tratamento em clínica psiquiátrica. A decisão é do juiz Trazíbulo José Ferreira da Silva, do Departamento de Execuções da Infância e da Juventude (Deij), nesta quinta-feira (26/10).
Champinha está na Febem desde 2003. Seu prazo de internação deve expirar no dia 10 de novembro. A sentença dá um prazo de 10 dias para o secretário estadual de Saúde indicar qual será o local que o rapaz será transferido para tratamento “especializado da problemática de saúde mental”.
O juiz baseia a decisão nos resultados dos exames periciais psiquiátricos feitos pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo e pelo Instituto Médico Legal.
“De acordo com os resultados dos novos exames o educando, apesar do longo período de internação a que está submetido, alcançou progressos insuficientes e frágeis em relação às características negativas de sua personalidade apuradas à época dos atos infracionais que ensejaram a presente execução (a internação na Febem) e ainda ostenta, infelizmente, deficiências que o tornam propenso a novas ações anti-sociais violentas e extremamente vulnerável a situações de risco, caso venha a receber estímulos inadequados ou se associar a pessoas inescrupulosas.”
Outros condenados
No dia 20 de julho deste ano, outros três envolvidos no crime foram condenados por júri popular a mais de 169 anos de prisão: Agnaldo Pires a 47 anos e três meses de reclusão por estupro; Antonio Caetano da Silva a 124 anos por vários estupros; e Antonio Matias a seis anos de reclusão e um ano, nove meses e 15 dias de detenção por crime de cárcere privado, favorecimento pessoal, ajuda à fuga dos outros acusados e ocultação da arma do crime.
O quarto acusado, Paulo César da Silva Marques, conhecido como Pernambuco, ainda não foi julgado por haver recorrido da sentença de pronúncia. O recurso foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e a data de seu julgamento ainda não foi marcada.
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Esse "deve", dá medo, não nos dá a certeza de que isso ocorrerá realmente.
Se cada profissional agir com consciência na esfera de suas atribuições - juiz e peritos - a lei brasileira ampara que este infrator permaneça internado pelo menos por mais vinte anos. Liberá-lo para voltar a viver em sociedade é dar-lhe um passaporte para fazer novas vítimas. Que cada brasileiro e brasileira se coloque no lugar do pai e da mãe dos adolescentes assassinados . O minimo que a justiça brasileira pode fazer a eles é manter este infrator segregado da sociedade por uns vinte ou mais anos.
É para rir, mesmo! Em que pese todos os esforços desenvolvidos pelo Estado, não se obteve exito na melhora do interno. É mesmo emocionante! Tanto empenho das autoridades, sem resposta positiva do interno. Que triste realidade!
UMA COISA É CERTA: o Estado e seus agentes fizeram de tudo, tudo mesmo, para salvar o rapaz...
FOI FEITA A VINGANÇA, OPS, DESCULPA, FOI FEITA JUSTIÇA.
QUE TAL DISPONIBILIZAR O SERVIÇO DE RECUPERAÇÃO DA FEBEM PARA CASOS DE "POSSÍVEIS" INFRATORES QUE VENHAM A DAR SINAIS DE ALTERAÇÕES NAS ESCOLAS E NOS AMBIENTES DA SOCIEDADE EM GERAL?
Ô caro Dr. Francisco Ruiz:
O que mais o Estado DEVERIA ter feito?
Ao Estado é cobrada eficiência em todos os seus atos, mesmo quando se trata de um evidente psicopata como o "pobre rapaz"?
Eu acredito mesmo, que o senhor, na qualidade forma de um tutor, deveria acolhê-lo em casa e proporcionar a ele todos os elementos de reequilíbrio mental e emocional que se lhe foram negligenciados por este Estado tão perverso e vingativo, não acha?
Saudações.
Estou com muita pena do assassino, mas eu não boto ele dentro de casa! Espero que o sr. Francisco possa acolher pessoa tão injustiçada pela sociedade.
Aliás deveriamos fazer uma enquete entre os participantes desse forum para saber que se dispõe a receber o assassino em casa.
Desde já, comovido, digo que não!
Só para lembrar, o bandido da luz vermelha foi morto pela família que o recebeu. Era a família ou o bandido. O chefe da família não pessou duas vezes!
Calma Senhores, eu estou bem ciênte de que para o Estado quanto pior melhor. Respeito o entendimento de voces de que seres inferiores precisam ser erradicados da face da terra. Calma, calma!
Não se trata de seres inferiores ou não, mas de psicopatias incuráveis. Ai não importa a classe social. O que deviria acontecer, mais alguém morrer para então se chegar a conclusão de que não deveria ser solto?
O caso do bandido da luz vermelha é o exemplo típico.
É incrível como algumas pessoas relutam em aceitar a realidade e se rendem a teoria do politicamente correto.
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