“Imprensa, segunda libertação dos homens” (a primeira teria sido Jesus). Assim o disse Lutero, referindo-se à imensa vocação libertária do conhecimento vertido às massas. E ele mesmo reatou a relação direta entre a consciência e o fundamento universal sem a tutela de uma instituição (no caso a Igreja), abrindo caminho para a subjetividade como atesta Hegel em sua “História da filosofia”. Depois de Lutero ocorreu uma alfabetização sem precedentes na Alemanha e uma reviravolta que cambiou as relações de Poder no mundo.
A humanidade tem passado assim por grandes choques de libertação mediante o conhecimento que por sua vez alimenta o pensamento crítico, sempre iniciados ou secundados pela veiculação das idéias. Por isso mesmo a custódia da comunicação sempre foi almejada pelas forças da conservação.
A História mostra, portanto, que o Poder jamais se divorciou deste controle sobre a comunicação, de modo que até fins do século XX a capacidade de comunicar massivamente algo se enfeixava com a sustentação do status quo, o que relativiza a democracia.
Eis então que um acontecimento singular fez perigar esta correlação de forças: a Internet. Por ela, pela primeira vez na história da humanidade um homem pode dirigir a palavra a milhões sem o apoio ou beneplácito de espécie alguma de Poder. Neste contexto situa-se o spam, fantástico e excepcional meio de expressão que recupera para o indivíduo parte da liberdade que, quiçá, desde os tempos pré-estatais do “bom selvagem” de Rousseau, despossuía. Não obstante, uma falácia foi urdida com o fito inconfesso de resgatar este controle privilegiado da informação: a idéia de que o spam é ruim porque invade a privacidade, congestiona a rede, é possibilitado pelo pagamento que o usuário faz ao provedor de internet, etc. É uma falácia porque se apresenta como argumento válido sem o ser e analisaremos isto judiciosamente a seguir.
Diga-se primeiramente que o cotejo axiológico faz pender a balança para o sacrifício incômodo que possa representar o spam em nome dessa inédita e singular propriedade libertária. Sintetizamos este confronto axiológico com a seguinte indagação: “é mais pernicioso à humanidade a detenção do Poder de comunicação por setores privilegiados ou o incômodo de receber uma mensagem não solicitada? Duvidamos que em sã consciência alguém prefira a manutenção dos feudos midiáticos.
Neste diapasão nos encontramos com a verdade central subjacente ao combate anti-spam, aquilo que está sediado nos verdadeiros móveis daqueles a quem os Quixotes da luta anti-spam servem: o desejo de que o monopólio da comunicação em massa seja reconduzido aos donos da mídia tradicional e o Poder econômico que a rege desde seu advento.
Sim, o que os anti-spamers dizem, mesmo sem o falar diretamente, é que novamente apenas as hidras da comunicação, as grandes redes televisivas, os grandes portais, os grandes jornais é que podem lançar planeta afora o que lhes convenha, sendo os primeiros juízes da nossa liberdade.
Sob o ponto de vista do consumo a luta anti-spam fere mortalmente a índole revolucionária da Internet. Ora, como é que empresas tais quais Amazon e Ebay revolucionaram as relações comerciais mediante a Internet? Qual foi a idéia mater que modificou os paradigmas do consumo e do comércio? Basta, para responder a esta pergunta, mirar o Ebay: um site que permitia milhões de pessoas fazerem vendas diretamente entre si sem dependerem de uma propaganda que custaria muitíssimo num jornal. A Amazon, por sua vez, oportunizava a interferência direta dos consumidores na propaganda ao permitir comentários sobre os produtos. Foi essa inversão das polaridades entre consumidores e fornecedores, possibilitando maior força aos indivíduos, o que subverteu o modelo tradicional.
Nada mais condizente, portanto, com este novo paradigma, do que a independência que o spam representa para o indivíduo. Uma independência anárquica, isso é tão verdadeiro quanto curial aos ideais libertários que se consolidam no spam. O que estamos vendo, não obstante, atualmente? Uma reacomodação do domínio sob os moldes tradicionais como resultado do combate encetado pelas forças reacionárias: grandes grupos, grandes portais de busca ou conteúdo avançando aos poucos sobre a Internet ou grupos tradicionais da mídia nela ganhando terreno. Incomoda, realmente, que essa ferramenta nobre que é o spam persista no caminho de quem deseja vender espaços publicitários a preços nada compensadores.
Com efeito, mediante spam, com custos mínimos, um indivíduo pode alcançar maior resultado e consagração do seu produto do que o faria uma empresa de marketing com propaganda paga, inclusive em banners e anúncios de links patrocinados em portais de busca.
Um condimento pleno de hipocrisia nesta luta anti-spam é a execração dos ideais capitalistas por parte daqueles que condenam os spams comerciais, mas anseiam ganhar com a internet. Entre estes se encontram os provedores. Provedores são dos mais cínicos integrantes dessa polêmica, pois acenam a seus clientes com a proteção à liberdade de escolha com oferecimento de filtros anti-spam, mas em verdade tudo o que não querem é arcar com o ônus que a liberdade essencial da Internet implica, suportando assim o tráfego dos e-mails.
O congestionamento da rede que o spam em tese produziria é outro dos elementos da falácia anti-spam; primeiro, esse congestionamento não ocorre com a dimensão alardeada; aliás, esse argumento não passa de puro rótulo odioso, já que os congestionamentos que a rede experimenta devem-se muito mais ao intenso acesso simultâneo dos internautas do que propriamente ao envio ou troca de mensagens eletrônicas; segundo, com a banda larga em expansão acelerada, cada vez representará menos a carga de envio de e-mails, como de resto o múltiplo acesso simultâneo à rede.
Não é fenômeno politicamente isolado, no entanto, essa falsidade inerente à condenação do capitalismo nos “preceptores da Internet”. Obedece tal atitude a um fetiche esquerdista que no seu resultado muito semelha a recomendação de César de que “nunca diga aos escravos que eles são escravos”… Sim, esses “inimigos do capitalismo cibernético”, ao mesmo tempo em que demonizam a “captura da web pelo lucro” traem o ideal emancipatório da Internet ao podar as possibilidades individuais condenando o spam, mas sabem como ninguém tirar proveito econômico disso, como é o caso emblemático de Steve Linford, de quem falaremos a seguir, a título de ilustração.
Steve Linford é uma espécie de “Dom Quixote remunerado”, o CEO da Spanhaus (célebre serviço europeu que oferece com seu serviço de “blacklist” — listas negras de spamers a provedores como Yahoo e outros na Europa). Linford já discursou no parlamento europeu e mereceu matéria num grande jornal americano. Não obstante, ganha milhões de dólares com o referido serviço. Enquanto o famoso personagem de Cervantes assim como mártires reais, jamais cobrou coisa alguma para “salvar o mundo”, Linford, hilariamente, cobra…
A Spanhaus de Steve Linford, igual a outras entidades similares, exerce o papel de verdadeiro Tribunal de Exceção julgando e condenando segundo seus próprios critérios e denominando com “gang de spam” aqueles que assim lhe parecem, o que já lhe valeu uma condenação em milhões de dólares nos EUA, da qual escapa até hoje pelo fato de estar sediada na Inglaterra e na Suíça.
Entre os que se beneficiam de seus serviços estão algumas seccionais da OAB (talvez por estarem em provedores que utilizam seus serviços sem o saberem, frise-se), compactuando assim, indiretamente, com a ilegalidade universal que são as Cortes de Exceção na história da humanidade.
Conserva postura aparentada toda a jovem geração de informatas que administram provedores. Na sua maioria são jovens pouco acostumados ou capacitados a pensar criticamente que absorvem irrefletidamente a idéia de que “spam é ruim”. São geralmente técnicos em Linux, etc. A contradição entre o desejo de lucro e a condenação do capitalismo reflete-se também nos que cultuam, assim, a chama idealista do chamado “software livre”. Basta pensar no preço exacerbado cobrado pelos que dão suporte a Linux, dada a complicação que é, para vermos se esfarelar essa bandeira e concluirmos, finalmente, que o software livre sai mais caro do que o bom e velho Windows.
Há, como supramencionado, a alegação de ser o spam propaganda paga pelo usuário, na medida em que para baixar os e-mails o faz com o serviço de conexão que lhe é oneroso. Ora, pelo mesmo argumento, provedores de acesso como o UOL, por exemplo, não poderiam conter propaganda de terceiros e muito menos enviar propaganda de novos serviços a seus clientes, assim como canais de televisão por assinatura igualmente deveriam ser proibidos de publicar comerciais, uma vez que a assinatura é paga e ninguém contratou, senão por vulneráveis contratos de adesão de todo questionáveis judicialmente, a obrigação de pagar pela propaganda que recebe. Novamente saliente-se que a Internet caminha para a gratuidade com a inclusão digital e só quem não tem visão alguma do futuro deixa de perceber que a televisão será engolida pela Internet, alterando por completo o equilíbrio de forças das grandes emissoras e pulverizando o conteúdo.
A objeção de que o spam deve ser contido por ser utilizado na proliferação de conteúdo nocivo, criminoso ou pornográfico é falácia do acidente invertido. Ora, a ocorrência excepcional de eventos negativos não serve a fomentar uma regra que fulmine uma ferramenta, salvo se o risco for tamanho que torne letal qualquer estatística. Deixaríamos de fabricar talheres ou automóveis porque, respectivamente, facas já foram utilizadas para assassinar e mediante carros se atropela alguém? Não pode haver melhor controle do spam do que um botãozinho que se situa do lado direito de todo teclado, sobre o qual paira a inscrição “Delete”. Controle pessoal, individual, sem a tutela ou necessidade de intervenção de salvadores da pátria.
Resta ainda por comentar a questão ecológica. Estamos na iminência de um “apagão florestal” (busquem pela expressão no Google e verão a gravidade da situação) com a produção de bilhões de impressos todos os dias que conduzirão ao esgotamento das florestas, ao passo que a modernização da Internet e a potencialização da banda larga caminham em direção expansiva, portanto, contrária. A derrubada de árvores, cujo replantio não acompanha nem de longe as necessidades do consumo é muito mais perniciosa para humanidade do que a recepção livre de spams. Só uma anomalia mental justifica pensar o contrário e bom seria se um dia toda propaganda impressa fosse substituída por spams. Nossos filhos é que lucrarão com isto e agradecerão pela preservação do planeta.
Por derradeiro, quero poupar o esforço daqueles leitores de raciocínio simplório que pensam que as “segundas intenções” são sempre a vizinhança de toda verdade humana e que com sua denúncia desbaratam tudo, tais como ginasiais extasiados. Depois de empreender árdua pesquisa, inclusive de campo com a prática do envio de spams, pude comprovar as razões aqui vertidas, e que o seu resultado é muito superior ao anúncio em banners ou propaganda em jornais, razão pela qual cada vez mais empresas se interessam em fazer ou oferecer spam sob o pomposo nome de “e-mail marketing”.
Espero que este artigo ajude a refletir sobre os diversos elementos falaciosos que tanto fascinam os incautos, mais afeitos às paixões do que ao raciocínio crítico prospectivo, a fim de que possam sopesar prós e contras cogitando sobre os resultados futuros para abandonarem o desiderato de subtrair este formidável, verdadeiramente maravilhoso instrumento da liberdade individual que é o spam.
Como dizia Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito e sei, pois, que militar contra um quase-consenso de nocividade do spam é muito difícil, dado que os leitores já partem de uma repulsa emocional. O que quero ver, no entanto, são argumentos consistentes contra cada uma das alegações vazadas neste pequeno arrazoado. Pelas razões acima, finalizo louvando o spam como algo que deveria ser cultuado no lugar da abominação cega que lhe devotam.
A matéria é otima, o spam é representante da liberdade das amarras da injustiça no Direito.
Muito mais simples que odiar e reclamar de Spam, é ajustar sua caixa de correios para desviar aquilo que voce considera spam para um arquivo próprio e deletavel.
Agora eu lhes pergunto:
Voces tem coragem de deletar uma mensagem de Spam sem ao menos ler o titulo, e todas que voce considera spam voce nunca abre ?
Ticão...
Se você procurar ler o spam do penes iria saber que as pílulas para ereção, servem também para outras funções com circulação sanguínea, oxigenação cerebral, e uma infinidade de vantagens que finalmente repercutem na ereção do seu penes e de sua reflexão e ágil inteligência.
Finalmente você iria conhecer os princípios ativos do produto, o que ajudaria muito entender sobre aqueles remédios que você toma por conta própria, e com certeza despreza a bula, por considerá-la um sparmers.
Por que o autor do texto não publicou seu endereço de correio eletrônico no artigo? Não quer receber spam?
Amigos, os que acham que eu não publiquei meu e-mail por temer spans não se preocupem: ei-lo: felix@elfez.com.br . É com eu disse no artigo: pensar que com pequenas denúncias estão descortinando a podridão das intenções humanas é ginasiana. Um pouco mais de argumentos contra o dito no artigo em vez de repetir coisas que já estão nele respondidas como se não estivessem seria melhor.
Amigos, os que acham que eu não publiquei meu e-mail por temer spans não se preocupem: ei-lo: felix@elfez.com.br . É com eu disse no artigo: pensar que com pequenas denúncias estão descortinando a podridão das intenções humanas é ginasiano. Um pouco mais de argumentos contra o dito no artigo em vez de repetir coisas que já estão nele respondidas como se não estivessem seria melhor.
Ele cita o EBay e o Amazon. Eu NUNCA recebi NENHUM email deles. NUNCA. Até o dia que eu fui lá e me cadastrei e REJEITEI explicitamente receber mensagens publicitárias (no caso, Amazon). E veja, ainda não recebi NENHUMA mensagem deles.
O custo é baixo para o SPAMMER. Mas vejamos:
1 mensagem de 100k enviada para 1 milhão de usuários ocuparia quanto de largura de banda? Imagina então se 1000 SPAMMER decidirem enviar UMA mensagem de 100k para 1 milhão de pessoas...
Sera que o articulista faria a gentileza de fornecer o telefone para as empresas de telemarketing ligar umas 50x por dia A COBRAR para fazer propaganda de centenas de produtos?
Prezado colega, respeito muito seu entendimento, mas, a meu ver, alguns argumentos são extremamente frágeis. Nem pretendo contestar aqui para evitar um debate acalorado e que nos leve a defender mais nosso orgulho do que a busca pelo Direito estabelecido e pelo o que é melhor para a sociedade. Toda liberdade e direito tem e deve ter seus limites.
"Há, como supramencionado, a alegação de ser o spam propaganda paga pelo usuário, na medida em que para baixar os e-mails o faz com o serviço de conexão que lhe é oneroso"
-> Sim é. Pode não parecer mas o link dos provedores não é barato e muito menos no Brasil.
"Ora, pelo mesmo argumento, provedores de acesso como o UOL, por exemplo, não poderiam conter propaganda de terceiros e muito menos enviar propaganda de novos serviços a seus clientes"
-> Há que se ver o contrato que foi feito. Tem conta no UOL e no contrato diz que no rodapé será enviado alguma publicidade? Então não há nada demais não é? Eu uso o GMail e não é enviado publicidade nenhuma. O Yahoo envia, mas consta no contrato deles. Quer absoluta garantia de que não será enviado mensagem publicitária? Contrate e pague por um servidor de email.
"assim como canais de televisão por assinatura igualmente deveriam ser proibidos de publicar comerciais, uma vez que a assinatura é paga e ninguém contratou, senão por vulneráveis contratos de adesão de todo questionáveis judicialmente"
-> Pois é, o problema todo é que sem a publicidade a TV por assinatura (que não significa dizer sem publicidade) custaria uma fortuna incalculável. Alias, você deveria fazer este questionamento na Justiça não acha?
OLHA SÓ COMO É BOM A LIBERDADE DE IMPRENSA...
ISENÇÃO DE PEDAGIO COMEÇA VALER HOJE...
http://www.documentoreservado.com.br/edicao.php?data=2007-08-27
Concessionárias de pedágios não concordam com o teor da lei, mas irão obedecer à determinação.
Começa a valer, a partir da zero hora desta terça-feira (28), a Lei 15.607 que isenta da cobrança da tarifa de pedágio moradores de municípios onde as praças de pedágio estão instaladas. Segundo o texto, assinado pelo governador Roberto Requião (PMDB), os motoristas de veículos emplacados em uma das 27 cidades do Paraná onde há praças deixarão de pagar a tarifa. A lei vai contemplar 432 mil e 78 veículos. De acordo com o secretário estadual dos Transportes, Rogério Tizzot, a regulamentação saiu de um entendimento entre o Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER), a secretaria da Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado. Em nota, a Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) diz que apesar de não concordar com o teor da lei, as concessionárias irão obedecer à determinação. A entidade informa ainda que irá à Justiça para suspender a lei.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
(continuação)...
Na verdade, a análise desenvolvida pelo articulista é irreprochável. A Internet é um espaço virtual absolutamente anárquico. E é bom que seja assim. É bom ter um espaço, ainda que virtual, aonde as pessoas possam navegar e manifestar suas idéias, opiniões, divulgar seus serviços ou produtos, tudo sem peias de qualquer espécie a não ser o óbice construído pelo próprio destinatário, que sempre pode bloquear os remetentes indesejados.
A Internet favorece exatamente isso que está acontecendo aqui: o intercâmbio de idéias, de conhecimento, de pensamento, mesmo entre pessoas que não se conhecem e nunca se avistaram uma com a outra. Isso é simplesmente FANTÁSTICO. O espaço virtual da Internet nos dá a mais ampla perspectiva da realidade humana, nos mostra que não somos donos da verdade, pelo simples fato de que há quem pense diferentemente de nós, ainda que o reputemos imerso em erro, porque isso não dissipa a divergência de opiniões, pelo menos não no primeiro momento. A Internet deve ser encarada como um meio de aproximação das pessoas, e não como algo nocivo, invasivo ou coisa equivalente.
Alegra-me saber que há quem perfilhe o entendimento pontuado pelo articulista. Isto serve de alento para a consagração da Internet e do “spam”.
VIVA O “SPAM”, VIVA!
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br
O artigo, sobre ser muito bem escrito, em português castiço, é digno da autoridade e genialidade do seu autor. Aliás, não é de estranhar, para alguém que é filho de Leib Soibelman.
O autor enfrenta a questão do “spam” sem rebuços e descortina todas as falácias que estão por trás dos argumentos que condenam essa modalidade de expressão e comunicação pessoal.
O argumento que sustenta ser o spam pago pelos destinatários, aferrando-se ao fato de que estes pagam pelos serviços dos respectivos provedores, não resiste a uma análise lógica que sequer carece aprofundamento. Contra tal alegação basta redargüir que mesmo sem receber o “spam”, aliás, mesmo que o destinatário fique sem receber mensagem alguma por todo o mês, ele, ainda assim, pagará pelos serviços do provedor que lhe dá acesso à rede o mesmo preço que pagaria caso estivesse recebendo as mensagens de “spam”. E já que algum comentarista ofereceu sua experiência pessoal como exemplo, aqui vai a minha também. Sou usuário da Internet desde 1995, quando ela começou no Brasil. Sempre paguei pelos serviços do provedor que me atende. O preço é fixo, e não está condicionado à quantidade de e-mails que recebo ou envio. Também já tive acesso gratuito, e sob tais circunstâncias o argumento de que o destinatário estaria pagando para receber o “spam” se esvazia totalmente.
(continua)...
"O preço é fixo, e não está condicionado à quantidade de e-mails que recebo ou envio. Também já tive acesso gratuito, e sob tais circunstâncias o argumento de que o destinatário estaria pagando para receber o 'spam' se esvazia totalmente."
-> Cara advinha como é feito a composição do preço que você paga?
Matéria de redigida "à façon" de seu Creysson para defender os "spans" lá em cima e lá debaixo. O Ticão está certo : algaravia não é erudição.
Leio alguns cometários abaixo e só vejo uns tipos balbuciantes até no pensamento redigindo sem saber argumentar coisa alguma e desejando, como parecer que têm algum calibre cultural sem ter o que dizer nem capital intelectual demonstrado no que dizem. É o caso desse esse Reinhardt que sabe apenas referir-se à suposta motivação da matéria e não aos argumentos em si mesmos.
Ora, em vez de reagirem adjetivando e dizendo uma besteira após a outra, com o uso do ad hominen ou então como uma alma de latino suburbano que não pode ver algo bem escrito nos comentários ou no texto para fazer caçoada sobre os termos devido a sua própria falta de cultura e familiaridade com debates em melhor nível, melhor seria que alguém conseguisse enfrentar as alegações.
Já está claro que para quem tem banda larga não faz a mínima diferença o spam, esvaziando a idéia de que o usuário paga e a maioria que tem inbternet discada só a usa em horários de pulso único. Pior a ainda que maioria tem direito a gigas de transferência, ou seja, é mentira que o spam aumente o valor do que tenham de pagar por transferência.
No texto ainda se alega com bastante razão que a tendência da internet é mesmo englobar a televisão, e pior, que nos canais por assinatura há propaganda e ninguém reclama disso.
O único que sabem dizer é, no afogadilho de sua repulsa matuta que spam é ruim e não enfrentam a idéia apresentada no artigo de que o spam representa uma inédita irrestrição da liberdade para com os poderes econômicos e políticos, e que elimina-lo significa colocar a comunicação de massas novamente nas mãos dos poerosos.
E o argumento ecológico? É melhor cortar árvore do que spam?
Vejo a questão com muita simplicidade. A sociedade não dá o mesmo valor ao correio eletrônico do que dá à caixa de correio do seu prédio ou casa. Já imaginou receber mais de 100 correspondências de publicidade diversa na sua caixa de correio por dia? Talvez nem caiba. Temos que visualizar um e-mail como uma extensão virtual dessa caixa de correio. Há invasão de privacidade sim, uma vez o envio do spam ser de grande facilidade e gratuidade, ocorrendo, portanto abuso dessa utilização. Apelando para o Estado Democrático de Direito, se realmente vivemos em uma democracia, devemos escolher o que receber ou não em nossos e-mails. Sou a favor da publicidade, mas apenas aquela que escolhemos receber, quando clicamos no "aceite" em algum site ou quando consta em alguma cláusula contratual. Mas spam gratuito, sem qualquer consentimento, é muito desagradável. A sociedade caminha para o inverso. O TSE proibiu e-mail marketing nessas eleições. Em São Paulo foi publicada lei que cria o cadastro de pessoas para uso dos telemarketings. Enfim, caminhamos para um viés contrário ao do articulista.
"Já está claro que para quem tem banda larga não faz a mínima diferença o spam esvaziando a idéia de que o usuário paga"
-> Você sabe como é feito o cálculo para o preço do serviço de internet, seja banda larga ou não? Pois é, o preço do link é levado em conta e com o aumento do SPAM advinha o que acontece: O preço do serviço sobre.
"a maioria que tem inbternet discada só a usa em horários de pulso único"
-> Isto não justifica. Você gostaria de receber uma ligação a cobra mesmo que seja para pagar um centavo apenas? E se voce receber 100 ligações por dia? Muda a sua concepção?
"Pior a ainda que maioria tem direito a gigas de transferência, ou seja, é mentira que o spam aumente o valor do que tenham de pagar por transferência"
-> Pois é, se eu tenho direito a Gigas de transferencia, não vou querer gastar nem um bit com algo que não seja do meu interesse. Mesmo que fosse ilimitado, cai no primeiro caso onde o preço do serviço é calculado de acordo com o preço do link. Responda, você aceitaria que ligassem para sua casa a cobrar para oferecer produtos que não te interessam?
"No texto ainda se alega com bastante razão que a tendência da internet é mesmo englobar a televisão, e pior, que nos canais por assinatura há propaganda e ninguém reclama disso"
-> Pois é, no caso da TV paga, onde diz que é livre de propagandas? O problema é confundir as coisas. Apenas se diz que é um produto diferenciado da TV aberta. O que não implica em ser SEM propagandas.
"O único que sabem dizer é, no afogadilho de sua repulsa matuta que spam é ruim e não enfrentam a idéia apresentada no artigo de que o spam representa uma inédita irrestrição da liberdade para com os poderes econômicos e políticos, e que elimina-lo significa colocar a comunicação de massas novamente nas mãos dos poerosos"
-> Onde que a proibição do envio de SPAM implica em restrição de liberdade? Você tem algo a dizer ou vender? Crie um blog, um site de comércio eletrônico e faça o que quiser com ele. NINGUÉM proibe isto. Mas não me envie email que eu não pedi. Não me ligue a cobrar para oferecer algo que eu não pedi e que você sequer sabe se eu tenho interesse.
"E o argumento ecológico? É melhor cortar árvore do que spam?"
-> Argumento estúpido este como se fossem equivalentes ou estivessem no mesmo nível. O papel pode ser reciclado, não é necessário derrubar árvores, mas o problema é que o custo é mais alto e é 100% do emissor. O SPAM é uma ligação a cobrar ou uma carta paga pelo destino. Do meu ponto de vista é melhor que não haja os dois salvo quando solicitado. E quando solicitado não é SPAM e sim email.
E. Rocha, o recebimento de email não é calculado porra nenhuma na precificação do serviço nem vc. tem como mostrar isso e lhe desafio a que mostre. Basta fazer download de uma música e vc. já tem muito mais que 100 spans de poucos Ks.
E será que vc. não conseguiu entender ainda o espírito do artigo? Ora, é como articulista diz: pela primeira vez um homem não depende de grandes veículos para falar a milhões de pessoas e vc. me responde que faça um blog, que terá visibilidade pequeníssima e nunca será como as grandes redes, como Americanas, Globo, Estadão, etc.. Bah...não entendeu patavina do artigo porque a idéia central dele é que spam permite é justamente não depender desse poder para que se prolifere a informação, não depender de publicitários, não depender de uma mídia que lhe imponha valores e padrões.
E como vc. Parece tampouco entender de Direito não me venha falar de contratos. O contrato de adesão é algo superquestionado juridicamente de forma que o CDC e o NCC protegem a parte aderente. Uma das claúsulas que poderiam ser consideradas abusivas é a veiculação de propaganda.
Estúpido é qualificar de estúpido o argumento ecológico, ou seja,. estamos mesmo, como o articulista disse, na iminência de um apagão florestal. Como vc. não entende nada disso também e parece ser desses que escala sobre o que lhe dizem para responder sem nunca ter pensado no assunto na vida, vem com a resposta maluca sobre papel reciclado. Será que vc algum dia leu algo sobre isso? Acha que a demanda mundial de papel pode ser atendida com papel reciclado? Sabe quanto tempo leva um eucalipto para crescer? Pare de falar besteira, meu caro.
"o recebimento de email não é calculado porra nenhuma na precificação do serviço nem vc. tem como mostrar isso e lhe desafio a que mostre. Basta fazer download de uma música e vc. já tem muito mais que 100 spans de poucos Ks."
-> O download de uma música é intencional o SPAM não. Esta é a diferença. E existe além do link, o armazenamento. Ou vai me dizer que nenhum dos dois influenciam o preço? Alias, você acha que o preço é definido como? Talvez voce imagine que o dono do provedor amanheça na empresa e diga "Acho que vou cobrar X". Não, não é. Você tem um provedor? Trabalha com TI? Sabe dos custos? Me desafia? O que espera, que eu abra um plano de negócios e te mostre?
"Ora, é como articulista diz: pela primeira vez um homem não depende de grandes veículos para falar a milhões de pessoas e vc. me responde que faça um blog, que terá visibilidade pequeníssima e nunca será como as grandes redes, como Americanas, Globo, Estadão, etc.. Bah...não entendeu patavina do artigo porque a idéia central dele é que spam permite é justamente não depender desse poder para que se prolifere a informação, não depender de publicitários, não depender de uma mídia que lhe imponha valores e padrões"
-> Sim é. Se o que tem a dizer ou vender for bom e interessante angariará muitos leitores ou consumidores. Você conhece o Yahoo? Pois é, ele veio do nada. Conhece o Google? Veio do nada e depois que o Yahoo era um gigante e atualmente coloca o Yahoo no bolso. SPAM? Não. Competencia. Porque o é necessário o SPAM quando o que importa é a competencia? Assim como o Google e o Yahoo, existem milhares de sites que vieram do nada e a competencia os levou ao sucesso.
"E como vc. Parece tampouco entender de Direito não me venha falar de contratos. O contrato de adesão é algo superquestionado juridicamente de forma que o CDC e o NCC protegem a parte aderente. Uma das claúsulas que poderiam ser consideradas abusivas é a veiculação de propaganda"
-> Pois é, eu posso entender pouco de direito. Mas você não entende NADA de tecnologia (vide a questão dos preços). Se a cláusula é abusiva cabe ao usuário entrar com um recurso na Justiça. Você como advogado sabe que a Justiça não procura ninguém mas espera ser procurada para agir.
"Estúpido é qualificar de estúpido o argumento ecológico"
-> Leia direito. O que é estúpido não é o cunho ecológico e sim colocar o SPAM e a publicidade impressa como a mesma coisa. O que não é. Você não entende de tecnologia e nem de publicidade.
"ou seja,. estamos mesmo, como o articulista disse, na iminência de um apagão florestal. Como vc. não entende nada disso também e parece ser desses que escala sobre o que lhe dizem para responder sem nunca ter pensado no assunto na vida, vem com a resposta maluca sobre papel reciclado"
-> Agora eu desafio voce a provar que o SPAM diminuirá o desmatamento como o que voce sugere. De mais a mais, o que tem demais o papel reciclado? Se o SPAM, na sua visão, é uma forma de reduzir o desmatamento, porque a reciclagem não o é também?
"Será que vc algum dia leu algo sobre isso?"
-> Sim, já li. Mas não acho que será o SPAM que irá sequer minimizar isto. A reciclagem que você fez pouco caso é mais provavel.
"Acha que a demanda mundial de papel pode ser atendida com papel reciclado?"
-> Vejamos, o SPAM vai modificar isto? Não. A reciclagem vai atender a demanda? Não. Mas pode suprir uma parte. Se você acha que o SPAM vai melhorar porque a reciclagem não iria?
E como vemos, E Rocha, mentiroso, não sabe não sabe mostrar como preço de recebimento de email é calculado. Claro está que outras atividades na internet consomem muito mais banda do que baixar um e-mail, é ridículo pensar isso e fala por falar, não entende coisa alguma, o que se gasta baixando e-mail é completmente irrisório e não altera em nada conta do usuário.
Sobre a diminuição do consumo de papeis, só quem tem uma anomalia mental deixa de entender que se não gastássemos nada com impressões e fosse tudo pelo meio eletrônico consumiríamos muito menos papel e esse é o argumento fundamental. Não é nem pretende ser que o spam acabe como problema ecológico, mas que sim, sob o ponto de vista ecológico, bom o spam representa nocividade zero para a natureza enquanto a derrubada de árvores para fazer papel representa tudo de um ruim..
Quanto ao conto da carochinha, do valor do site angariar visitas..bah..,oras, parece que nasceu ontem...Desde quando um site tem algo comparável à visitação dos grandes portais? Não obstante, segundo ao articulista, o spam, sim, tem resultados melhores que os banners deles e aí está oX da questão que não entra nessa sua cabeça de papagio das suas emoções, ou seja, a capacidade que essa ferramenta tem de igualar indivíduos e grandes corporações na comunicação de massas. Será que vai entender ou vai ficar me fazendo ter de explicar dez vezes e mesma coisa, camarada?
Outro conselho: se não entende de direito como vc mesmo reconhece, então cale a boca em questões jurídicas.
E como vemos, E Rocha, mentiroso, não sabe não sabe mostrar como preço de recebimento de email é calculado. Claro está que outras atividades na internet consomem muito mais banda do que baixar um e-mail, é ridículo pensar isso e fala por falar, não entende coisa alguma, o que gasta-se baixando e-mail é completamente irrisório e não altera em nada a conta do usuário, que gasta um fixo em banda larga ou pulso único em internet com direito a transferência de banda muito superior ao que recebe-se como spam.
Sobre a diminuição do consumo de papeis, só quem tem uma anomalia mental deixa de entender que se não gastássemos nada com impressões e fosse tudo pelo meio eletrônico consumiríamos muito menos papel e esse é o argumento fundamental. Não se pretende que o spam acabe com o problema ecológico, mas que sim, sob o ponto de vista ecológico, o spam representa nocividade zero para a natureza enquanto a derrubada de árvores para fazer papel representa tudo de ruim..
Quanto ao conto da carochinha, do valor do site angariar visitas..bah..,oras, parece que nasceu ontem...Desde quando um site tem algo comparável à visitação dos grandes portais? Não obstante, segundo ao articulista, o spam, sim, tem resultados melhores que os banners deles e aí está o X da questão que não entra nessa sua cabeça de papagaio das suas emoções, ou seja, a capacidade que essa ferramenta tem de igualar indivíduos e grandes corporações na comunicação de massas. Será que vai entender ou vai ficar me obrigando a lhe explicar dez vezes e mesma coisa, camarada?
Outro conselho: se não entende de direito como vc mesmo reconhece, então cale a boca em questões jurídicas.
Parece-me que o articulista se equivoca ao comparar o spam com outras propagandas como o caso de propagandas em páginas da web e em tv por assinatura.
O equívoco está no fato de no caso das propagandas em páginas da Internet, você só paga por elas se decidir acessá-las, ou seja, cabe ao usuário decidir se quer ou não usar a sua conexão para acessar uma determinada página e conseqüentemente o conteúdo e as propagandas nelas contidas. No caso do spam o dono da conta de e-mail se vê obrigado a pagar por um conteúdo que não desejava receber.
Quanto à propaganda na tv por assinatura, o contrato entre o usuário e o provedor do serviço não prevê a ausência de comerciais na programação, não existe essa expectativa, razão pela qual também não há que se comparar com o spam.
Como escreve bem a Sunda. Pena ser tão agressiva e mal educada . É fácil , quando está escondida num "pen name". De qualquer forma, peço desculpas a ela . Não tive o intuito de ofender ninguém . Apenas critiquei o estilo gongórico do articulista . Se ele se ofendeu : novas desculpas . Não critico mais nada, certo Dra.Sunda ?
O Lula "ligou" em casa para pedir voto pro Rillo e agora lendo esta discussão eu pergunto: Pro Lula o direito à privacidade não se aplica? Lembrei que tudo é uma questão de "falar diferente". Ex: O fulano que vende cds não pode enviar spam pq isso fere o direito à privacidade, mas se esse fulano se tornar um dono de uma micro-empresa e contratar um serviço de Email Marketing ele poderá enviar (à partir de) 10 mil emails num único clique.Mentira que o valor do provedor é calculado considerando links ou a quantidade de emails recebidos. O que é calculado desta forma é o lucro.Prova disso é que os emails gratuitos trazem no rodapé da mensagem uma propaganda ou "vendem" seu email para outras empresas e fazem o chamado Email Marketing. Pode ter certeza que essas propagandas não foram contabilizadas nos custos e sim nos lucros. Se vc enviar um único email para alguém que usa o provedor UOL e utilizar um nome que lembre o nome de uma empresa: Vc vai parar na lixeira, mas se vc contratar o email marketing do UOL e enviar várias cópias o UOL garante o recebimento em até 90%. No primeiro exemplo o UOL alega que não pode entregar o email porque isto implicaria em aumento de custos, já no segundo ele entrega, pq isto significa aumento de lucro.Por fim, e não de menor importância: Acabo de receber um email da OAB fazendo propaganda de um incrível curso, ontem ela enviou a propaganda de um livro e já há alguns dias de um sensacional Hotel. Como eu não autorizei a OAB me enviar nenhuma propaganda, eu pergunto: Qual o Servidor de Email Marketing que a OAB contratou?
Renhardt...sou homem e macho.O que importa é que o artigo não tem nada de gongórico. Gõngora era autor prolixo,oras. Mostre-nos um trecho dotexto que é assim...vamos lá..um apssagem que seja asism. Além de tudo, vc. igualmente está escondido, posto que aparece para nós apenas um nome.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login