OAB de Goiás tem cumprido sua finalidade

Artigo publicado pela revista eletrônica Consultor Jurídico, na última terça-feira (25/11), intitulado “Falta de operacionalidade”, discorre, equivocadamente, sobre a atuação da Ordem dos Advogados do Brasil – seção de Goiás. Mais do que isso: referido texto revela total desconhecimento sobre as inúmeras atividades realizadas pela seccional e os limites do seu poder decisório quanto aos males que assolam a sociedade.

Historicamente, a Ordem tem atuado como esteio da população, cumprindo o que determina o Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei Federal 8.906/94) no que concerne à defesa da Constituição Federal e dos direitos humanos, à busca pela rápida administração da Justiça e pela boa aplicação das leis. Em Goiás, as finalidades da entidade têm sido respeitadas com o empenho que vem marcando as gestões da seccional, que pode ser verificado participando do cotidiano da entidade e acompanhando a divulgação por meio dos veículos de comunicação convencionais e da própria OAB-GO. No entanto, cabe ressaltar, o articulista nunca está presente nas atividades realizadas pela entidade.

A Revista da OAB-GO, a propósito, citada pelo advogado, divulga em suas edições as atividades e os projetos desenvolvidos pela seccional e pelo Conselho Federal para combater a violência, não só no estado, mas em todo o país. Sem falar nos inúmeros artigos e manifestações publicados em jornais e no portal da OAB-GO, que revelam a preocupação da entidade com a criminalidade crescente e a sua indignação com a omissão do estado.

A OAB-GO não foge do seu compromisso de alertar as instituições sobre os mais diversos e graves problemas sociais. Sim, porque a responsabilidade direta de planejar e executar medidas para garantir a segurança da população não é da OAB, conforme tenta apregoar, levianamente, o articulista, mas do governo, que possui, de fato, o poder de decisão quanto a direcionar mais investimentos para o efetivo combate à criminalidade, seja por meio de ações preventivas, com investimentos em educação e esporte, estrutura física e pessoal no setor; seja por meio do melhor aparelhamento das cadeias públicas, já saturadas e desprovidas de estrutura para garantir sua função original de reinserir os reeducandos na sociedade. Tudo isso já foi tema de inúmeras manifestações da seccional, inclusive no último dia 19 de novembro, com o texto opinativo “OAB-GO: violência assola Goiânia” publicado no portal da entidade.

Quanto à acusação imprudente de que a OAB-GO estaria sendo “conivente” e “servil” em razão de ter recebido comenda da Polícia Militar do estado, a entidade tem plena convicção de que se trata, justamente, de uma homenagem de reconhecimento aos serviços prestados pela Seccional à advocacia e ao cidadão. A Ordem entende, ainda, que houve equívoco do autor do artigo quanto à compreensão do conteúdo da matéria “Segurança e respeito à sociedade”(Revista da OAB-GO – edição 69), pois não se trata de homenagem a nenhuma autoridade pública, mas, sim, de divulgação de mais uma importante conquista para a sociedade: a participação da OAB-GO, por meio da Comissão de Direitos Humanos, no Comitê Interno de Direitos Humanos da PM.

Como se pode verificar, a seccional goiana da OAB mantém seu posicionamento de parceira e forte cobradora das autoridades públicas. Basta citar alguns exemplos de ações da entidade amplamente divulgadas. A seccional realizou, no dia 20 de fevereiro último, sessão plenária do conselho seccional para discutir causas e soluções para o elevado índice de violência contra menores em Goiânia e a realidade dos presídios, alarmada pelos altos índices de criminalidade. Participaram do encontro, representantes dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, além de integrantes do Ministério Público estadual e jornalistas.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO tem realizado inúmeras vistorias em cadeias públicas e presídios goianos a fim de avaliar a situação física e de recursos humanos dos locais, além de averiguar se os direitos dos reeducandos são respeitados. Entre os municípios visitados estão Guapó, Goiatuba, Pires do Rio, Jussara, Jaranápolis, Piranhas e Niquelândia.

Pela primeira vez, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça realizou uma reunião ordinária em Goiânia, em abril do ano passado, exatamente por provocação da seccional. A reunião, que contou a presença de diretores e conselheiros da OAB-GO e de autoridades da área de segurança pública, apresentou e discutiu o relatório da inspeção feita em sete estabelecimentos penitenciários de Goiânia e dois do interior do estado, além de discutir a situação do sistema penitenciário goiano.

Neste ano, o Movimento de Combate à Violência do Conselho Federal da OAB foi lançado em sodas as Seccionais. Na OAB-GO, uma sessão extraordinária realizada em 29 de abril último, marcou o início da campanha no estado com a participação de entidades civis, autoridades e lideranças fundamentais para o êxito da ação. À frente das atividades do movimento, a Comissão de Direitos Humanos, apontada injustamente no artigo como “inexistente”, participa das conferências e reuniões realizadas pelo Conselho Federal, em Brasília.

Em outubro deste ano, a seccional provocou audiência com o secretário estadual de Segurança Pública, Ernesto Roller, para tratar dos recorrentes casos de execução no Estado, inclusive contra advogados. Na ocasião, a entidade reiterou a necessidade de rápida elucidação dos crimes, punição dos culpados e, ainda, cobrou medidas concretas de combate ao tráfico de drogas, maior responsável pelos homicídios ocorridos na capital.

Ato público em Aragarças, na última sexta-feira, 21 de novembro, contra a ação de grupos de extermínio e contra o tráfico de drogas, buscou estabelecer estratégias operacionais e eficientes de coordenação, sensibilização popular e atuação das autoridades no enfrentamento da violência na região. Além disso, o evento objetivou definir maior presença do Estado, por meio de políticas públicas que defendam a vida, os direitos e a dignidade da pessoa humana. Convidada para fazer parte do ato, a Comissão de Direitos Humanos participou ativamente, com a presença de seu presidente, Paulo Gonçalves, e outros integrantes.

Outras importantes ações da referida Comissão ganharam, inclusive, destaque na mídia, a exemplo do apoio às famílias dos bairros Belo Horizonte Sul e Residencial Serra das Brisas, de Aparecida de Goiânia, ameaçadas de despejo. A assessoria jurídica concedida às associações de moradores e a intermediação da OAB-GO junto ao poder público evitaram o cumprimento da ação de despejo.

Como se pode constatar, além de atuante, a Comissão de Direitos Humanos tem alcançado êxito nas suas atribuições, em especial, naquilo que de mais relevante se propõe a fazer: exigir o cumprimento dos direitos dos cidadãos garantidos pela Constituição Federal. Certamente, apesar de inúmeras conquistas, a Ordem está consciente de que os desafios perduram, e nada minará a disposição da entidade em continuar lutando.

A OAB-GO é bastante receptiva às críticas que possam aprimorar seus serviços e estrutura, que já são muito amplos e fortes. No entanto, repudia aquelas que, com argumentos simplistas e inconsistentes, querem apenas desvalorizar o que de tão relevante tem sido realizado e as vitórias importantes para a advocacia e sociedade goiana.

Miguel Ângelo Cançado

é advogado e diretor-tesoureiro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Ferrairo Honório disse:
27 de novembro de 2008 às 15:44

Prezado Presidente da OAB de Goiás.
Em vez de ficar respondendo as indagações postas, vossa senhoria poderia verificar e responder as seguintes situações sofridas pelos advogados da terra e fora da terra:

a)O impedimento arbitrário do advogado inscrito em outra unidade da federação em patrocinar mais 5 de ações em vosso Estado. Sabedor que sou de que em numero superior a 5 ações, incumbe ao advogado se inscrever na respectiva subseção, não poderia a OAB Goiana IMPEDIR o advogado de patrocinar a ação, proibindo-o de formar rude, inescrupulosa e arbitrária o exercicio pleno da advocacia.
Afronta contra a prerrogativa do advogado, que vossa excelência jurou defender, já que ele como advogado inscrito, independente de qual unidade da federação, é advogado em todo território nacional.
Mas nâo, como há um "acordo" existente entre a OAB e o TJ/GO, se proibe a distribuição da ação, obrigando o advogado a se inscrever nesta Secção Estadual. O que poderia ser um caso interna corporis, com as sanções advindas e estabelecidas no EOAB, tornou-se uma vergonhosa maquina arrecadadora e opressora, cujos benefícios não se vê nas salas das subseções interioranas, sem qualquer estrutura funcional.
b)Deveria ainda senhor presidente, a OAB, através de vossa excelência, se insurgir contra as altas taxas e custas judiciárias cobradas das partes pelo TJ/GO, tornando a justiça goiana uma arrecadadora a custa do desvalido e do sofrido que ao buscar guarida jurisdicional se vê " assaltado pela exorbitância do valor cobrado", verdadeira falta de prestação jurisdiconal. O juizo de admissibilidade e das condições da ação para os juizes goinos está em primeiro lugar o valor da ação e seu respectivo recolhimento.
Ninguem suporta calado este descalabro.

www.eyelegal.tk disse:
27 de novembro de 2008 às 20:09

Habeas Corpus para Craig Eliot Alden
.
"Eu sou inocente. Eu só preciso de uma chance para prová-lo. Por favor ajude-me."
.
http://eyelegal.orgfree.com/pages/inocente.htm
.
Equipe eyeLegal
Rede Global de Direitos Civis
Pessoas comuns de todos os países para cooperação global de troca de
informações de direitos humanos e direitos civis.

Comentarista disse:
27 de novembro de 2008 às 21:15

A emenda, às vezes, soa pior que o soneto...

Jr. disse:
28 de novembro de 2008 às 12:02

É um verdadeiro absurdo dizer que a OAB de Goiás não tem sido atuante. Os dirigentes da entidade buscam, sem medir esforços, por melhoras para a categoria e para os cidadãos em geral, cobrando dos poderes públicos providências para os problemas que assolam a sociedade e em particular a advocacia. É importante frisar que a crítica é muito fácil de ser feita, resta saber se este cidadão "crítico" sabe ao menos qual o papel da OAB, da União, dos Estados e Municípios, para assim poder dizer que esse ou aquele não cumpre sua obrigação.

Forte disse:
28 de novembro de 2008 às 12:26

Prezados,
A OAB-GO é, sem dúvida, uma das mais atuantes Seccionais da OAB, fato reconhecido por todas as demais.
A título de exemplo podemos citar: escritório compartilhados, banco de currículos e oportunidades, manual do advogado em início de carreira, projetos como oab vai à escola, oab vai à faculdade, terça-prática, quarta-cultural. Todas ações voltadas para o advogado e, também, para a sociedade.
Além de ter uma atuante Comissão de Defesa dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados.
Todos que se propoem a dirigir uma Instituição como a OAB-GO são sujeitos à críticas e devem respondê-la, como fez o Presidente Dr. Miguel Cançado.
Aliás, esse nunca se omitiu na direção da OAB-GO e tem buscado, sempre, a defesa da Ordem e, principalmente, de seus inscritos.
Importante, também, ficarmos atentos de onde vem as críticas infundadas e o real interesse em desmerecer a Instituição.

Pedro disse:
28 de novembro de 2008 às 12:38

O profissional insatisfeito com a atuação da OAB-GO já é um velho conhecido da advocacia goiana. Ele já articulou outras matérias, que buscam desvalorizar o trabalho de pessoas ligadas a alguma entidade representativa de advogados. Em seu texto intitulado "Falta de operacionalidade", ele, além de desqualificar o trabalho dos atuais gestores da Ordem, faz referências a "comendas", relacionando-as com uma velha e conhecida expressão "ouro de tolo". Ao que parece, o Nobre Colega nunca foi agraciado com nenhuma comenda, mas tem buscado em seus artigos, ornamentos que não serão fixados em seus peitos, mas que certamente no decorrer de sua história contribuirão para a formação de seu "ouro". A OAB-GO merece o nosso respeito e reconhecimento, pois tem atuado de forma diligente e importante para toda a sociedade goiana.

Thiago Rodrigues disse:
28 de novembro de 2008 às 13:19

A OAB então não tem moral alguma frente as pseudas autoridades. Com tantas reuniões as medidas discutidas não saem do papel. Não acho que a culpa de todas as maselas de Goiás seja, da OAB, a culpa é do povo! Que não cobram seus direitos legais, não cobram dos Politicos. Ou seja a culpa é do povo.

ALEX disse:
01 de dezembro de 2008 às 16:34

Tem que ter muito desplante para tentar denegrir a reputação do digno e combativo advogado Dr. Manoel L. Bezerra Rocha, autor das justas e fundadas críticas à atual gestão da OAB/GO. Leviano é fingir e tentar fazer crer que a OAB/GO é atuante na defesa da sociedade e das prerrogativas dos advogados em Goiás. Um dos exemplos mais escabrosos de falta de compromisso dos atuais dirigentes da OAB/GO em relação à instituição e à sociedade, é o que ocorreu no famoso episódio da ocupação do Parque Oeste Industrial, em Goiânia. Este episódio ficou marcado pela ação truculenta da Policia Militar contras pessoas pobres e indefesas, que tiveram suas casas destruidas, pessoas humildes assassinadas à sangue frio pela Policia Militar. Neste episódio a sociedade inteira se mobilizou, e a OAB/GO também, sabem como? O já então presidente da OAB/GO Dr. Miguel Cançado valeu de toda a sua influência à frente da OAB/GO, para pedir ao Governador do Estado que ordenasse o uso da força para a desocupação do terreno, o que foi feito às custas de terríveis atrocidades e assassinatos pela Policia Militar. Esta foi a atuação da OAB/GO pois seu Presidente era o Advogado dos proprietários do terreno ocupado pelos sem-teto, terreno este que se prestava à especulação imobiliária e seus proprietários não pagavam os impostos devidos. O próprio Governador estimulou a ocupação, promento que nada lhe aconteceriam e que para isso até disponibilizou espréstimos para construção, consignado através do Banco do Povo. Suas Casas foram destruidas mas a dívida permaneceu. Parabéns senhor Presidente da OAB/GO. O senhor realmente é muito "atuante", mas, na defesa dos seus interesses pessoais.

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