Viúva de ganhador da Mega-Sena continua sem liberdade

A cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida, viúva do ganhador da Mega-Sena, Renné Senna, vai continuar em prisão temporária. A desembargadora Maria Raimunda Teixeira de Azevedo, da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou pedido de Habeas Corpus a ela.

A prisão foi decretada pela juíza Renata Gil de Alcântara Videira, da 2ª Vara de Rio Bonito, no dia 25 de janeiro, mas a viúva só foi presa na última terça-feira, dia 30 de janeiro.

“Ante as circunstâncias dos fatos e a presença de pressupostos legais para a decretação da prisão temporária, nego pedido de liminar”, afirmou a desembargadora. Ela pediu ainda informações do processo à 2ª Vara de Rio Bonito.

O mérito do Habeas Corpus ajuizado pelos advogados de Adriana Almeida ainda será apreciado pelos demais desembargadores que integram a 8ª Câmara Criminal. Eles alegam que a prisão da viúva não é necessária, uma vez que a maior parte das investigações ocorreu com a cabeleireira em liberdade.

Ao decretar a prisão, no entanto, a juíza considerou que há fortes indícios da autoria de Adriana Almeida no crime. Ela considerou, ainda, conversas telefônicas interceptadas com a autorização da Justiça, a necessidade de preservação das provas e de assegurar o prosseguimento do trabalho da Polícia. O inquérito está na 119ª DP e a viúva está presa na 72ª DP, em São Gonçalo.

tyba disse:
02 de fevereiro de 2007 às 22:30

A história é tão folhetinesca que se antevê para a Justiça novo embaraço.

Deficiente físico e ex-miserável, a vítima encontrou a morte no gozo de imensa fortuna, que pouco pôde aproveitar.

O então milionário foi executado covardemente, sem chance até de tentar correr, pois não tinha pernas.

Os suspeitos são a própria esposa e os supostos amantes dela.

Estão em melhor situação penal que Pimenta Neves. Nenhum deles confessa participação no crime.

A fortuna combinada com as brechas da lei deverá conduzir o processo a caminhos longíquos.

Com os culpados em liberdade à espera do julgamento final.

Quem sabe, o de Deus.

Neli disse:
03 de fevereiro de 2007 às 00:31

Sem entrar no mérito desse crime,não consigo entender :
Pq suzane richtofen e os cravinhos estão presos e aquele senhor,que matou a namorada ,também condenado como aqueles,está solto.
Parece-me que foi aplicado a esses dois casos iguais o aforismo proveniente da Revolução dos Bichos: todos são iguais,mas têm uns que são mais iguais do que os outros.
Um absurdo! Ou fuzilar uma mulher é de somenos?

Band disse:
03 de fevereiro de 2007 às 10:39

Dinheiro não trás felicidade para quem não sabe gastar, e nem com quem gastar! Dinheiro compra quase tudo, menos a honestidade de quem nos cerca! Parece uma tragédia grega!

DelNegriRossi disse:
05 de fevereiro de 2007 às 01:26

Quais indícios fortes evidenciam, sem rastro de dúvida, plenamente, que é cúmplice?
Seria ela um 'bode expiatório' de uma jogada diabólica dessa trama?
Poderia ela impedir qualquer trama de terceiros furiosos, enlouquecidos, vingativos e inimigos?
Quem nesse mundo só tem amigos?
O tempo e as provas dirão.
Creio porém, que uma pessoa não deve permanecer presa por indicios, apenas, e que deva haver um tempo razoável, humano, para a constatação e, após isso, caso impossivel a prova evidente, posta em liberdade. Outros fatos, porém, de culpa comprovada, seria o retorno à prisão. In dubio pro reo - não é assim?

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