MPF acusa Mainardi de preconceito contra nordestinos

O jornalista Diogo Mainardi foi acusado de preconceito contra os nordestinos. O Ministério Público Federal em Sergipe apresentou uma Ação Civil Pública contra o jornalista, com base em escritos de Mainardi publicado em 2005, na coluna que assina na revista Veja e em afirmações feitas no programa Manhattan Connection, do canal de TV por assinatura GNT.

De acordo com o procurador Paulo Gustavo Guedes Fontes, que assina a ação, Mainardi também ofendeu moralmente a cidade e o povo de Cuiabá. Por isso, o procurador pede que o jornalista seja condenado a pagar R$ 200 mil de indenização por danos morais, valor que deve ser revertido para o Fundo de Direitos Difusos.

O preconceito de Mainardi teria sido escancarado na edição de 19 de janeiro de 2005 da Veja. Ao se referir ao então presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, escreveu: “Dutra não tem passado empresarial. Fez carreira como sindicalista da CUT e senador do PT pelo estado de Sergipe. Não sei o que é pior”.

No programa Manhattan Connection, veiculado pelo GNT em 9 de março de 2005, onde se comentava sobre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o jornalista fez a seguinte observação: “Ele não é pragmático. Ele é oportunista. O episódio do Pará agora é muito claro. Quer dizer, uma semana ele concede a exploração de madeira, na semana seguinte, ele cria a reserva florestal grande como Amazonas, Sergipe, sei lá eu… por essas bandas de onde eles vêm. Isso é oportunismo”.

Para o zeloso procurador, os comentários de Mainardi são carregados de preconceito contra o povo nordestino e os estados. “A liberdade de expressão é princípio basilar da democracia e do Estado de Direito, mas a ordem jurídica lhe impõe limites no sentido de impedir que venha a atentar contra outros direitos igualmente caros à Constituição e às leis.”

O procurador procurou e encontrou na edição de 18 de maio de 2005 da Veja outra suposta manifestação de preconceito de Mainardi. O colunista escreveu: “Minha maior ambição, hoje em dia, é jamais, em hipótese alguma, colocar os pés em Cuiabá”. Para o procurador, o texto é evidentemente ofensivo aos cidadãos cuiabanos e a Mato Grosso. Como se fosse crime não querer botar os pés em Cuiabá.

Carlos José Marciéri disse:
06 de março de 2007 às 17:23

Nos EUA o Procurador que ingressa com uma ação temerária é duramente cobrado diante das despesas de um processo e do custo de seus vencimentos. Aqui, o Procurador simplesmente quer calar a voz de uma pessoa que não disse nada demais e fica por isso mesmo. Realmente, o Procurador de Sergipe não deve ter o que fazer.

Armando do Prado disse:
06 de março de 2007 às 17:50

Esse anão do jornalismo tanto procurou que achou a sarna para se coçar. No mínimo, é preconceituoso como todo energúmeno. Rigor da lei no seu lombo de asno.

Frankil disse:
06 de março de 2007 às 19:11

Tome mais essa Minardi!!!
Parabéns ao MPF!!
Já tinha passado da hora de entrar com uma ação contra esse elemento.
Se este elemento não tinha o que fazer, agora, ele achou, e tome Ação!! rsrsrs

Cícero José da Silva disse:
06 de março de 2007 às 20:49

Em primeiro lugar não suporto os comentários do aludido jornalista, pois o mesmo demonstra ser uma pessoa inconformada com o mundo, recheado de revolta e atormentado por demônios internos, que somente a psiquiatria poderá solucionar.

Contudo, é necessário se tomar todas as cautelas, pois apesar da vontade de alguns, que estão na espreita para impor regras na liberdade de expressão, vivemos em um estado democrático de direito e sob a égide de uma Constituição que é tida como cidadã.

O tema não é dos mais simples e há a necessidade de um estudo profundo, notadamente na questão da colidência de direitos.

hammer eduardo disse:
06 de março de 2007 às 21:16

Mais uma vez a petralhada desesperada e os reaças de plantão pegam carona nos "15 minutos de fama" desse tal procurador ( procurador de que , cabe perguntar.....só se for de um pouco de fugazes luzes dos holofotes da midia).
Partindo da premissa imbecil que norteia o questionamento , sugiro acabarem com todos os jornais e reporteres em geral pois daqui para a frente não poderão comentar mais nada sob pena de serem interpelados por qualquer "otoridade" la dos cafundós do Judas a fim de aparecer um pouco.
Como muito bem comentou um Debatedor ai atras , se essas ditas "otoridades mauximas" fossem responsabilizadas pesadamente cada vez que escorregassem no sabonete como agora , os Procuradores seriam mais respeitados do que atualmente. No Brasil o cara quer aparecer , pega um assunto polemico, acende o pavio da bomba e corre de volta para o anonimato, vide aquele outro "genio da garrafa" lá em São Paulo que pretendia "apenas" praticamente expulsar o Aeroporto de Congonhas do lugar onde se encontra a 80 anos. Não basta ser autoridade , um pouquinho de comportamento adequado tambem não faz nada mal. Cade Voce Richard Smith? Tá fazendo falta em mais esse programa do Renato Aragão

Band disse:
06 de março de 2007 às 21:58

Não tem nenhuma semelhança com preconceito.

Colocou a carapuça, pois o que é pior, ser da CUT ou senador do PT? O cara quer ganhar fama para aparecer! Ele não disse que o problema são os sergipanos! Que vestiu foi o promotor!

Afinal, eles vêm de lá mesmo. E os gaúchos vem de cá! Palhaçada com o dinheiro público!

Por sinal, podiam já terem enquadrado o programa do Caceta e Planeta por debochar de gays, nordestinos, gaúchos, pobres e demais...

Band disse:
06 de março de 2007 às 22:00

Caro Armando do Prado, se os nosso professores são educados assim, imagina na Jamaica?

Zack disse:
06 de março de 2007 às 22:04

Que piada. Depois reclamam das porradas do Gilmar Mendes...

Ramiro. disse:
06 de março de 2007 às 22:51

O digníssimo MPF. O Procurador-Geral da República manda ofício a um Senador da República afirmando que estou sendo processado, e hoje mesmo tirei novas certidões negativas da Justiça Federal, enquanto isso o Ofício de Cidadania da PR-RJ não faz absolutamente nada, nada, contra a recusa sistemática da Defensoria Pública da União de tomar medidas jurídicas. Agora viraram o braço forte de quem??? Depois reclamam que são a "geni" da vez.

MPE disse:
06 de março de 2007 às 23:31

Com o devido respeito, esta ACP é o retorno da censura.

Por outro lado, que todos se lembrem que este caso é noticiado por ser exceção, já que os MPs tem milhares e milhares de acões civis públicas propostas, sendo a mairo parte acolhida pela Justiça.

GhostDancer disse:
07 de março de 2007 às 00:11

"interpelados por qualquer "otoridade" la dos cafundós do Judas a fim de aparecer um pouco."

A carga subjetiva de preconceito, em seu aspecto de menosprezo, aparece bem evidente em "cafundós do Judas". E ainda dizem que no Brasil não existe preconceito!

Luismar disse:
07 de março de 2007 às 00:14

Simplesmente, não dá pra entender onde foi que conseguiram enxergar ofensa ou preconceito.

Armando do Prado disse:
07 de março de 2007 às 00:29

Caro médico, com fascista não podemos ter contemplação, pois acabam produzindo tragédias do tamanho da Alemanha naziata. Isso vale para jornalistas e para médicos que palpitam sobre assuntos que não conhecem. Quanto à Jamaica, nada contra, apenas respeito pela sua soberania. Já os fascistóides de todo costado costumam tripudiar sobre toda sorte de nações, como fazia seus mentores nazistas. Simples assim. Hoje um Mainardi, amanhã um Himmler...

Armando do Prado disse:
07 de março de 2007 às 00:30

digo, faziam

Armando do Prado disse:
07 de março de 2007 às 00:31

Promotor Mineiro, não é o que as estatísticas do STF mostram: cerca de 70% são ineptas.

Luiz Augusto Mendes disse:
07 de março de 2007 às 01:09

Extraído do Blog do Reinaldo Azevedo:

Diogo Mainardi, um promotor de Sergipe e Silvio Romero

Na defesa incansável dos direitos do povo brasileiro, o Ministério Público já entrou com ações civis contra as novelas Sinhá Moça (Bahia) e Páginas da Vida (São Paulo), por exemplo. Atribuindo-se a tarefa de polícia de costumes — a versão nativa da polícia religiosa do Irã ou da Arábia Saudita —, decidiu agora processar as pessoas por delito de opinião. O alvo da vez é Diogo Mainardi. O Ministério Público Federal, agora o do Sergipe, entrou com uma ação civil pública contra o colunista, acusando-o de preconceito e discriminação contra nordestinos, em especial os sergipanos, e por ofensas morais à cidade e ao povo de Cuiabá. Sim, isso mesmo: um procurador de Sergipe acusa Diogo de ter desrespeitado a população da capital do Mato Grosso...

O que Diogo escreveu ou disse de tão grave a ponto de o MP-SE gastar dinheiro do contribuinte com uma ação civil pública? O procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes justifica:
- na edição da revista Veja de 19 de janeiro de 2005, ao se referir ao então presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, Diogo escreveu: “Dutra não tem passado empresarial. Fez carreira como sindicalista da CUT e senador do PT pelo estado de Sergipe. Não sei o que é pior (...)”.
- no programa Manhattan Connection, em 9 de março de 2005, falando sobre Lula, fez a seguinte observação: “Ele não é pragmático. Ele é oportunista. O episódio do Pará agora é muito claro. Quer dizer, uma semana ele concede a exploração de madeira, na semana seguinte ele cria uma reserva florestal grande como Alagoas, Sergipe, sei lá eu... por essas bandas de onde eles vêm. Isso é oportunismo...”.
- Na edição de Veja de 18 de maio de 2005, Diogo escreveu: “Minha maior ambição, hoje em dia, é jamais, em hipótese alguma, colocar os pés em Cuiabá”.

Indústria de ações civis
Diogo, eu e todo mundo — em especial, intelectuais nordestinos — vivemos descendo o porrete em São Paulo. Ou no Rio de Janeiro. Ou em Nova York. Ou em Paris. E ninguém acha que isso é feio ou discriminatório. Por que Sergipe ou Cuiabá não poderiam suportar uma crítica — se é que ela foi mesmo feita, coisa de que duvido? O procurador quer que Diogo, Abril e GNT paguem R$ 200 mil cada um a título de indenização por danos morais. É nisso que o MP gasta o seu dinheiro, leitor amigo.

Na enquete, faço uma brincadeira sugerindo que a obra de Monteiro Lobato deva ser reescrita para eliminar os traços de racismo. Tia Nastácia e Tio Barnabé fundariam um quilombo e empalariam Dona Benta. Evocando o mesmo Lobato, imagino o que o Ministério Público Federal, existisse à época, não faria com o seu Jeca Tatu — as cidades do Vale do Paraíba têm todo o direito de se “proteger” daquela crítica. Ou a que rigor não submeteria Os Sertões, de Euclides da Cunha, quando este afirma que a mestiçagem contribuiu para fazer os degenerados de Antonio Conselheiro.

É evidente que Diogo faz uma crítica que nada tem a ver com naturalidade, raça ou coisa parecida. Entendam bem: Sergipe não é o Sergipe geograficamente delimitado; Cuiabá não é a Cuiabá do mapa, e o Nordeste não é a região arbitrariamente definida por cientistas sociais. Assim como as “cidades mortas” de Monteiro Lobato não são aquelas geograficamente encontráveis no Vale do Paraíba (SP). “Aquele” Sergipe, “aquela” Cuiabá, “aquele Vale do Paraíba” estão em qualquer lugar. Podem estar entranhados em São Paulo, no Rio ou, à sua maneira, nos subúrbios de Paris. E por que não há ações civis públicas quando alguém critica, sei lá eu, o mau gosto, a caipirice ou o novo-riquismo paulistano? É simples: porque São Paulo não fica bem no papel de oprimido — só de opressor.

Pense rápido, leitor amigo: o empresário Albano Franco ou José Eduardo Dutra, ex-chefão da Petrobras, ambos sergipanos, têm mais coisas em comum com os pobres do Sergipe ou com os ricos de São Paulo, Rio (ou qualquer lugar do Brasil)? Um pobre nascido em Dois Córregos (SP) está mais próximo do paulista Antonio Ermírio do Moraes ou do carregador de malas do sergipano Dutra? O que é ser um “sergipano”, senhor procurador? O que é ser um “cuiabano”? Um rico de Cuiabá topa dividir um uisquinho com um carioca descolado ou prefere um sem-teto patrício? O que os une? Ademais, a menos que a Constituição seja abolida, qualquer um, entendo eu, é livre para não pôr os pés onde bem entender — sendo-lhe facultado, até onde sei, expressar essa determinação. Mais: também lhe é permitido odiar Sergipe, Cuiabá, São Paulo ou a casa-da-mãe-Joana.

O que mais me encanta é que o procurador Paulo Gustavo Guedes Fontes procurou um parecer técnico para embasar a sua ação. Anexou, acreditem, um “laudo antropológico” de autoria de Jorge Bruno Sales Souza, “antropólogo”. O especialista conclui que “fica patente a intenção do jornalista Diogo Mainardi de menosprezar as pessoas oriundas da região nordeste do país.” Não existe um curso de graduação para você ser um “antropólogo”. Ninguém se forma em antropologia na USP, PUC ou Universidade Federal do Sergipe. Trata-se de uma pós-graduação geralmente voltada para sociólogos. A especialização é, na verdade, um ramo da sociologia.

O “laudo” faz supor que se trata de uma questão objetiva, não meramente de um achismo e de um valor (subjetivo, ideológico, parcial) de quem julga. No livro As Formas Elementares da Vida Religiosa, de 1917, Émile Durkheim já apontava a tendência de se “naturalizar” a ciência social. Vale dizer: o que era uma construção valorativa ambicionava o lugar de uma ciência natural. Nunca ouvi falar desse tal Jorge Bruno — se ele existisse para a antropologia que conta, duvido que eu o desconhecesse. Mas está lá, dando seu atestado, assim como o geômetra assevera, em consonância com a natureza, que o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos.

Jorge Bruno é do Sergipe? Parece que o procurador Paulo Gustavo Guedes Fontes é mineiro. Não posso lhe pedir, então, que se inspire nos sergipanos Silvio Romero (1851-1914) ou Tobias Barreto (1939-1889). Os dois, diga-se, foram bastante influenciados pelo naturalismo do século 19. Romero atacou sem piedade os “degenerados” de Antonio Conselheiro, a que já me referi aqui. Só teve uma compreensão um pouco melhor do que lá aconteceu depois que Euclides explicou. A dupla sergipana não aceitava o sertão mental brasileiro, fosse ele do Sergipe, de São Paulo ou da Bahia.

Romero é um caso engraçado. O sergipano deveria ser processado ex post pelo Ministério Público. Estou aqui com o volume 5 de sua História da Literatura Brasileira (José Olympio, 1980). Quando quer se referir aos críticos que não teriam entendido direito Os Sertões, escreve a “crítica indígena” — entenda-se: primitiva. Eis o livro à minha frente, aberto na página 1511. Romero está descendo o sarrafo em Machado de Assis, de quem não gostava. Acusa o escritor de nem mesmo ser engraçado. E manda bala: “Nossa raça produz facilmente o cômico, que se não deve confundir com o humour”.

Ô sergipano preconceituoso esse Silvio Romero... Mandem queimar seus livros.

Pavesi disse:
07 de março de 2007 às 07:40

Este é o Brasil. É permitido desviar dinheiro público, matar testemunhas (como no caso de Celso Daniel), imprimir cartilhas revolucionárias com o dinheiro público e distribuí-las dentro de um partido. Tudo isso sem qualquer punição para ninguém. Mas as palavras de Diogo Minardi são imperdoáveis. Diogo, faça como eu: mude de país. O Brasil não vale à pena.

Rafa disse:
07 de março de 2007 às 07:51

não acho que ele foi preconceituoso contra nordestinos,ele tem preconceito contra o
Lula e o "dignissimo" PT.

Augusto J. S. Feitoza disse:
07 de março de 2007 às 08:33

Diogo Mainardi não passa de um jovem tolo que tenta sem sucesso ocupar na mídia brasileira o lugar vago deixado pelo racista e preconceituoso Paulo Francis e pelo prepotente e ambicioso Carlos Lacerda.
O MPF deveria gastar melhor o dinheiro do contribuite tratando de assuntos mais importantes do que as verborragias de um elemento desses que não faz nada além de tentar atrair para si uma notoriedade que definitivamente não lhe cabe.

Floripa JF disse:
07 de março de 2007 às 09:02

O uso político do cargo de PR (negado com veemência por seus membros) fica tão cristalino ante estas ridícula ações que envergonham qualquer operador do Direito. Chafurdar em 2005 para "pescar" algum trecho que se enquadre nas suas pretensões acusatórias soa tão patético como sentir as dores morais dois anos depois da publicação de uma opinião. Sentir a dor alheia, que seria a do povo cuiabano, isso ainda é mais deprimente. Com todo o respeito, "doutor": Vá procurar serviço!!!!

Floripa JF disse:
07 de março de 2007 às 09:08

Em tempo: ridículaS.

reciere disse:
07 de março de 2007 às 09:41

Bom dia a todos!O problema de tudo isso é que necessitamos urgentemente de uma boa limpa em nosso ordenamento jurídico,para que tiremos um bom tanto de tudo o que não serve mais que não passa mais do que entulho legal, pois muitas leis foram "criadas" em um período que já não existe mais e não se aplica, infelizmente muitos e principalmente as pessoas que estão ocupando cargos públicos para de alguma forma, digamos de fazer "justiça" pelo período em que não estavam no poder e foram "perseguidas" o que estamos vivendo hoje é justamente uma vingança nada velada pelo que passaram no passado, e, quando lá não estiverem mais os que hoje são perseguidos amanhã chegando ao poder farão a mesma coisa e novamente veremos como já dizia Getúlio Vargas "aos amigos a lei, aos inimigos o rigor dela; acredito que é por isso que vemos leis tão rigorosas no papel, porem na hora de aplicá-la e que são outros quinhentos, pois depende para quem é a aplicação, e o pior que não é de agora pois já ha indícios de Protecionismos no período imperial onde os Senhores da terra tinham direitos sobre os presos em suas capitanias inclusive de vida e de morte, porem quando o peixe for “graúdo” como a própria lei determinava, deveria o dito peixe ser julgado em Portugal, é o que vemos com os nossos peixes graúdos que querem ser julgados todos no STF....porque será....?.
Penso que ......bom no rítimo que vão as coisas daqui a pouco vai ser crime neste pais DEMOCRÁTICO até pensar muito.

Armando do Prado disse:
07 de março de 2007 às 09:48

Até entendo, como muitos lembraram, que essa ACP só vai dar mais notoriedade e vitimizar esse anão do jornalismo, mas, direito de expressão e crítica não se confunde com achincalhe, gozação e preconceito a qualquer do povo brasileiro.

Lílian Paula Alves Modesto da Costa disse:
07 de março de 2007 às 09:57

Puxa, afinal alguém para conter os excessos de um jornalista que não informa, mas desinforma a população!!!
Criticar o governo Lula é uma coisa, porém, fazer uso de um veículo de comunicação para ligar as mazelas do governo à sua naturalidade, sua origem... dizer "jamais pisar" em determinado município, são, inquestionavelmente, situações inadmissíveis, pois violam árduos direitos conquistados e assegurados em nossa Constituição.
Se é verdade que a imprensa é livre, é certo que sua liberdade encontra-se fulcrada no respeito aos demais direitos fundamentais, em astrita observância ao princípio da proporcionalidade.
O artigo em apreço é demonstração de falta de comprometimento ético e profissional que deve ser contida. Ao mesmo tempo importa em conduta ilícita que legitima a acertada atuação do Parquet.
Ora, não é demais lembrar que "sentir a dor alheia" é o papel fundamental do Ministério Público, que constitucionalmente, é o legitimado extraordinário na defesa dos interesses difusos, coletivos e individuais indisponíveis...

Quanto ao comentário do dileto colega José Carlos Portela, é de bom alvitre lembrá-lo que não é só o Estado de Mato Grosso que é tomado pelo crime organizado, mas o território brasileiro. Isso, infelizmente, não é um "privilégio" só nosso, e, mesmo se assim fosse, não desmereceria em nada o povo mato-grossense!

Carlos o Chacal disse:
07 de março de 2007 às 10:09

Caro e oculto articulista do Conjur, não há crime algum em "não querer botar os pés em Cuiabá". Há, sim, uma grosseria gratuita em estampar essa "ambição" nas páginas de uma das revistas mais lidas no País. Revela o preconceito característico desse rapaz que dizem ser jornalista. Além do mais, o MP não apresentou denúncia penal. Trata-se de uma ACP - ação CIVIL pública, muito oportuna por sinal.

paecar disse:
07 de março de 2007 às 10:11

Falando em preconceito, um professor universitário foi condenado por chamar alguém de nazista. Os "mainardistas" de plantão não se indignaram com isso.

Felipe Boaventura disse:
07 de março de 2007 às 10:26

Infeliz a proposição do parquet, as afirmações obviamente não são suficientes para consubstanciar a acusação; julgo que o Diogo Mainardi cumpre bem o seu papel na imprensa, suas críticas podem não ser sempre ponderadas, imparciais e justas, contudo, são sempre úteis para nos alertar de situações e posicionamentos dúbios; este é o papel da impressa, não houve ataque à honra subjetiva dos cidadãos.

Dani disse:
07 de março de 2007 às 11:53

Talvez fosse melhor o parquet se preocupar com outras questões que não merecem a devida atenção por parte dos mesmos. 1º a recomendação em "Páginas da Vida". Agora isso? Seria falta de trabalho?

Embira disse:
07 de março de 2007 às 12:04

Mainardi não quer pôr os pés em Cuiabá, mas, não sabe o que está perdendo. Paciência, aqui mesmo em São Paulo poderá saborear uma jurupoca na brasa e descobrir que nem só de macarrão e porpeta vive o homem.

Richard Smith disse:
07 de março de 2007 às 12:30

É muito difícil ficar ouvindo (lendo) as zurradas dos PeTralhas!

O "fessô", uma vez mais vem com as suas lorotas mistificadoras. Como por exemplo, quando responde ao amigo Dr. Band que os "fascistas" (será que ele sequer sabe o que é "fascismo" ou simplesmente adotou o termo do jargão constante do manual PeTralha?) tem de ser combatidos, afim de que não sobrevenham desastres como na Alemanha (deve estar se referindo à ascensão do Nazismo, suponho)!

Ora, quer dizer que um jornalista, um cronista, usa de figuras claramente retóricas para realçar os seus pontos de vista, consideráveis ou não, e está exposto a ser processado por um procurador qualquer?

E depois o MP não quer que se lhes limitem os poderes?!

Quem não pensa como a canalha PeTralha que tem o nariz marrom de tanta proximidade com o "marrom" do Abortista/Excomungado e a sua quadrilah (palavras do Procurador Geral da República) é FASCISTA?!

Quá, quá, quá, quá!

E desde quando detestar um estado ou uma localidade é crime ou oportunidade de ensejar "reparações materiais", hein, ô PeTralha?

O amigo Luis Mendes reporduziu, uns "posts" atrás o excelente comentário do Reinaldo Azevedo acerca do assunto, inclusive (e principalmente) acerca do relacionamento dos ricos sergipanos ou cuiabanos com os seus congeneres paulistas. Um primor de lógica e de estilo!

Os que não mudam, jamais, são os PeTrlhas de sempre!

Quá, quá, quá, quá!

Richard Smith disse:
07 de março de 2007 às 12:36

Ah, e antes que eu me esqueça: o "fessô", PeTralha, mistificador, fujão, "borra-cuecas", anti-clerical e mentiroso, qualifica o Mainardi de "anão do jornalismo".

"Gigante" para ele deve ser o minúsculo (em estatura física e moral) mino carta, que ficou se refoçilando no seu blog, "docemente constrangido", quando uns PeTralhas disseram que de Diogo Mainardi só saia PARALISIA CEREBRAL, se referindo, pusilânime, podre e coverdemente ao FILHO menor do articulista que é portador dessa condição.

Esses são os heróis e os modelos de ética e caráter dos PeTralhas!

Richard Smith disse:
07 de março de 2007 às 12:41

Caro paecar (Bacharel):

Você é "desinformado" ou PeTralha?

O "grande" emir sáder foi condenado por crime contra a honra do Senador Bornhausen, por te-lo chamado de "racista" e de "assassino" e não de "nazista".

E mais, foi condenado a perda (ou "perca", como exigem os novos tempos de "curtura") do cargo PÚBLICO, por ter usado desata condição para os insultos proferidos.

Você deveria se informar um pouco mais, antes de levantar poeira, com mistificações ou "enganos".

Passar bem.

Richard Smith disse:
07 de março de 2007 às 12:50

Cara Srta. Lilian (Servidora):

Você disse que Diogo Mainardi pratica "excessos" e não informa, "mas desinforma" a população!

Você que deve ser, no mínimo, uma PeTelha inocente útil, se coisa pior (PeTralha, maliciosa e mistificadora) não for. E não deve ler a Veja, pois ela consta do INDEX PeTista, proibida aos militantes e simpatizantes (você pega ela na mão e imediatamente começa a sentir um comichão imperialista, capitalista, neoliberal e explorador!)

Se tivesse o hábito, até em chave crítica, de ler o referido articulista, poderia constatar, com clareza cristalina, que entre uma e outra sardonice ou ironia, o que mais tem alí são INFORMAÇÕES do tipo "quem fez o quê", "quando", "onde" e "com quem"!

"Sentir a dor alheia"? Hum, pretexto, não?

Eu duvido que qualquer cidadão cuiabano ou sergipano haja levado "para o pessoal" as declarações do articulista.

E se levou, pequenez mental ou simples pretexto "de ocasião".

Passar bem.

paecar disse:
07 de março de 2007 às 13:25

Sr. Richard, a metralhadora giratória do site (todos tem), parece que atendeu logo a intimação de um parceiro (pra não dizer companheiro, que é coisa de petralha) pra fazer a varredura de indesejáveis opiniões neste espaço, que não é seu e nem de sua turma. Conteste como quiser a minha opinião, mas não me coloque rótulos sem ao menos me conhecer. Não sou petralha, tampouco tucanalha, e quanto a informação que dei acho que é melhor que a sua, quem julga são os leitores da coluna. Não pense intimidar-me com suas costumeiras bravatas porque não vou deixar de dizer o que penso e o que quero.

Ivan Dario disse:
07 de março de 2007 às 14:31

"Fez carreira como sindicalista da CUT e senador do PT pelo estado de Sergipe. Não sei o que é pior”. Leitura simples, não muito apurada pode revelar a interpretação do texto: pior ser sindicalista da CUT ou senador pelo PT? Essa sim é a dúvida a que fez menção o articulista, que, como todos sabem, é ferrenho crítico do PT. Não há qualquer relação com o povo sergipano.

Não creio que os comentários sejam preconceituosos. Ainda que fossem, como pretende o d. representante do parquet a condenação do jornalista em ACP por manifestação preconceituosa?

Toda e qualquer lei que proíba o preconceito é inconstitucional. Sim, pois, o preconceito nada mais é do que manifestação de consciência, ainda que porventura ignorante. Assim sendo, não pode sofrer qualquer limitação. Trata-se de liberdade interior, protegida pela Constituição Federal.

Ou será que, mais uma vez, confundiu-se preconceito com a prática odiosa de racismo, que, definitivamente, não ocorreu?

Ademais, a judicalização excessiva de frivolidades é mais uma mazela que contribui para o prejuízo da efetividade do Judiciário.

Luiz Augusto Mendes disse:
07 de março de 2007 às 14:35

Paecar, a impressão que tenho é que você nem ao menos leu a sentença que condenou Emir Sader.

Richard Smith disse:
07 de março de 2007 às 16:36

Caro Paecar:

Eu não tenho "turma" e nem possuo "metralhadora giratória", que era coisa de Carlos Lacerda, Davi Nasser e outros por aí, que a utilizando, correm o risco de um dia, levarem um tiro dela mesma.

De qualquer forma, um pequeno erro de sua parte: a minha "varredura", como você a diz, não tem o condão de eliminar ou deletar o que dizem os PeTralhas, esses sim de plantão.

E digo a você, ainda que eu tivesse o poder de eliminar qualquer opinião diferente da minha, por qualquer motivo que fosse, eu não o faria. A uma porque, ao contrário daqueles tipos, não tenho índole autoritária, a duas, porque assim como no laboratório anatomo-patologico, o exame de suas "opiniões" e, pior manifestações, pode ser bem interessante e instrutivo para os que quiserem, para que possam ver até que nível nós pudemos chegar "nestepaiz" nos últimos anos.

É como eu digo: não é para a PeTralha e nem para a PeTelhada que eu escrevo.

Eu não faço intervenções "no atacado", mas por outro lado, escravo da verdade, do bom-sendo e da lógica que sou, não admito sofismas ilógicos, mistificações e meias-verdades (= inteiras mentiras, na minha opinião).

Quanto a você, acredito na sua palavra. Que bom que você não é um PeTralha, desse que infestam esse democrático espaço e outros também. Folgo saber.

Quanto à sua opinião, que espero seja honesta e sincera, de que a sua informação é melhor do que minha, não se aborreça comigo e, se ainda não tomou conhecimento da integra da sentença proferida contra o "cientista" e "intelequitual" emir sáder, digite o nome dele na busca logo alí à esquerda e poderá acompanhar não somente o texto que originou a denúncia como a íntegra da mesma, bem como a pseudo-polêmica levantada pelos PeTralhas mistificadores de sempre, com as suas tentativas de "torção" do assunto.

E fique certo de que sou totalmente a favor da mais ampla liberdade de opinião e da sua expressão e não tenho a pretensão de rotular, patrulhar e agredir ninguém, mas acho que as pessoas devem ter opiniões e esgrimi-las e sustentá-las com vigor e honestidade.

Essa honestidade no entanto, não admite, mentiras, maliciosidades (não confundir com malícia) e argumentos "de ocasião".

Qualquer um pode gostar muito do Lulla e do seu governo, mas, quando confrontado com sólidas evidências de uma falcatrua ou uma rapinagem, vinda por parte daqueles que seriam "melhores do que os outros"... Compreende?

Um abraço a você, não-PeTralha.

Issami disse:
07 de março de 2007 às 17:08

Procurador da República ou Advogado do PT??? É por essas e outras que o conceito do Ministério Público está caindo vertiginosamente. E depois temos que ver - e concordar com - os Ministros Gilmar Mendes e Cezar Peluso dando pitos públicos em integrantes do MPF. Pode-se não gostar do Mainardi. Mas chamá-lo de preconceituoso, das duas uma: ou não se entende o que ele diz, ou se está de má-fé.

Bira disse:
07 de março de 2007 às 17:30

A quem interessa contrapor a sociedade desinformada a formadores de opinião?.

Ramiro. disse:
07 de março de 2007 às 18:00

Fui agora no STJ fazer uma busca
"Improbidade Administrativa" x contrabando, art. 9º Lei 8.429/92, cai no rol os fiscais do IBAMA metidos com contrabando de madeira, zero, absolutamente zero de informação de jurisprudência.

Então para o MPF não há nenhum envolvimento de fiscais do IBAMA em notas frias de contrabando de madeira? E as reportagens que aparecem na TV são todas falsas e mentirosas???

Baudelaire disse:
07 de março de 2007 às 18:05

O fato de esse procurador estar com pouco serviço (o que é justo, pois ele ganha muito pouco e não tem nenhuma benesse)fez com que ele tivesse a louvável e brilhante idéia de processar o Mainardi.

Isso mesmo, ilustre procurador! O senhor deve defender os nordestinos e cuiabanos que foram ofendidos pelo Diogo. Afinal de contas, o MPF precisa estar atento a essas posturas inadequadas de jornalistas, especialmente aqueles que perseguem os nordestinos e cuiabanos...

Por falar em nordestinos, não nos esqueçamos que o José Genoíno é também nordestino e - quem sabe - pode estar sendo acusado, injustamente, por participar do esquema mensaleiro... Talvez fosse interessante processar o Diogo, pois ele, por várias vezes, falou mal do nordestino Genoíno...

Bravo, senhor procurador!

Anselmo Duarte disse:
07 de março de 2007 às 20:10

Na verdade existem no nosso querido BRASIL, pessoas, procuradores e comentaristas políticos, que praticam atos de tanta importância que deveriam figurar naquela mostra de humor de Piracicaba, com perdão dos piracicabanos e dos artistas.

Hwidger Lourenço disse:
08 de março de 2007 às 08:41

Durante anos o PT defendeu a "democracia". E todos consideravam engraçado quando eles elogiavam a "democracia cubana", sem atentar para o tremendo viés autoritário que é a maior característica desse partido. Esperava-se algo diferente com o PT no poder?

Marcos de Moraes disse:
08 de março de 2007 às 09:58

Tudo bem que processem o divertido e culto jornalista, afinal suas preocupações devem ser esclarecidas.
Mas, enquanto isso, bem que os ilustres procuradores da república poderiam dar uma olhadinha nos indices de acidente da BR 163.
O POVO CUIABANO ficaria muito agradecido, com o zelo do procurador.
Ocorre, que a BR 163 (principalmente acima de Cuiabá) é uma notória rodovia da morte, onde prevalece o tampa buraco até com cascalho e não tem sequer um metro de acostamento.
Não caberia uma Ação civil Pública contra a União e o DNIT é com pedido de liminar para multa diária ?
O histórico de promessas dos governantes federais sobre esta BR 163 vem de décadas e já nem se somam mais os prejuízos e mortes e aleijões por culpa desta única via de escoamento de grãos e transito.
Que os Senhores Procuradores da República façam o favor de atentar que Mato Grosso tem sua BR 163 EM FRANGALHOS e ASSASSINANDO DIÁRIAMENTE.

Marcos Vinicius Mendes de Moraes - adv em Mato Grosso.

Paulo Roberto Vieira Camargo disse:
08 de março de 2007 às 10:16

Poupem-nos Srs. Procuradores !!! Afinal, além de inexistente a suposta acusação do Mainard, haveremos de convir que há coisas mais importantes a fazer do que intimidar a imprensa !!!

Ariel disse:
08 de março de 2007 às 16:50

(risos e mais risos)

Já que não conseguem ganhar as causas que envolvem corrupção no governo, eles vão atacar os jornalistas que, simplesmente, expõem suas opiniões em revistas e jornais (isso não significa que eu concorde ou discorde com o que o Diogo falou).

Fala sério, eu sei que a justiça é cega, mas desde quando ela ficou surda, muda e burra? Me disseram que, quando não se tem um dos sentidos, os outros são aguçados, mas no caso da justiça, tá afetando todos os outros e até o cérebro! Deve ser a idade, né? ¬¬

Richard Smith disse:
08 de março de 2007 às 18:07

E isso porquê vocês não viram o "laudo" que o MPF encomendou de um antropólogo lá de Brasília (!), "comprovando" como que os nordestinos teriam ficado muitissimo ofendidos com os comentários de Mainardi (vejam a respeito no "blog" do REINALDO AZEVEDO).

É nisso que é gasto o nosso rico "din-din". Utilização da PeTralhada, de longa data infiltrada no funcionalismo público, para perseguições pontuais contra os desafetos do "pudê", sob os pretextos os mais fúteis.

E depois não acham que essa "raça" tem de ser desratizada!

Sílvio Bezerra disse:
10 de março de 2007 às 08:40

Estamos assistindo - impotentes - ao exercicio da função, para algo totalmente dispensável.O MP tem demonstrado claramente interesse em se tornar "guardião" de todos os atos de nossos cidadãos.Enquanto a lama da corrupção, ineficiência e burocracia e e burrocracia de nossos governantes atrasam nosso progresso.

MPE disse:
11 de março de 2007 às 23:25

Armando do Prado , de professor o senhor deve voltar á aluno, a menos que as estatísticas do STF abarquem o STJ, TST, TJs de 27 estados 5 TRFS. Então, estude e depois diga qual é a estatística real.

Relax disse:
19 de abril de 2007 às 10:15

Como dizem: "Demorô".
Só que 200 mil é pouco.

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