Rabino Henry Sobel é acusado de furtar gravata nos EUA

O presidente da Congregação Israelita Paulista Henry Sobel foi preso na sexta-feira (23/3) em Palm Beach, Flórida, acusado de furtar uma gravata na loja da Louis Vuitton da cidade. Um empregado da loja chamou a polícia após considerar suspeita a atitude do rabino. A informação foi publicada nesta quinta-feira (28/3) pelo jornalista Cláudio Humberto, em sua coluna na internet .

O sistema de vigilância interno mostrou que o rabino pegou a gravata, dobrou-a e deixou a loja de mãos vazias, provavelmente com ela no bolso. Segundo o jornal Palm Beach Daily News , interpelado pela polícia enquanto caminhava pela rua, Sobel negou o furto. Disse que sequer esteve na Louis Vuitton. Mesmo assim se prontificou a pagar pela gravata. Depois concordou que os policiais a retirassem do interior do carro dele. Numa sacola havia mais quatro gravatas Louis Vuitton, Gucci e Giorgio Armani, diz o jornal.

Ainda segundo o jornal americano, Sobel foi levado para uma cela da delegacia de polícia do condado de Palm Beach, onde foi denunciado por roubo de loja. As gravatas valem U$ 680. Ele pagou US$ 3 mil de fiança e foi liberado no sábado.

A Congregação Israelita Paulista, da qual o rabino é presidente, informou que não tem conhecimento do caso. Sobel notabilizou-se no Brasil pelo seu corajoso trabalho em defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. Em parceria com outros religiosos, o rabino promoveu diversos atos ecumênicos em solidariedade aos perseguidos pelo regime militar que durou de 1964 a 1984.

Sobel nasceu em Lisboa, Portugal, mas migrou na infância para os Estados Unidos. Embora viva há mais de 30 anos no Brasil, o rabino tem como carcterística marcante seu forte sotaque inglês.

Junto ao arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, e ao pastor presbiteriano Jaime Wright, participou de maneira destacada no projeto secreto de reunir toda a documentação sobre a repressão empreendida pela ditadura militar brasileira, que resultou em 1985 na publicação do livro “Brasil: Nunca Mais” — um marco na história dos direitos humanos no país. No livro, a tortura e os torturadores são expostos com base no farto material reunido.

Este tipo de delito já levou personalidades famosas às páginas policiais dos jornais americanos. A tenista Jennifer Capriati, que chegou a numero 1 do mundo em sua especialidade, e a atriz Wynona Ryder são apenas duas celebridades já presas por se apropriar de mercadorias no supermercado como se delas fossem.

Um ex-presidente da Eletrobras, certa vez, foi expulso de um hotel no Sul do país ao ser flagrado com as baixelas de prata do serviço de quarto ocultas em sua mala. Um integrante da seleção brasileira de judô, nas Olimpíadas de Montreal, foi detido ao sair de uma loja da vila olímpica com produtos sem pagar em sua bolsa.

Neli disse:
29 de março de 2007 às 16:37

Um homem tão digno,que admiro muito,embora não seja de minha religião,se ocorreu isso mesmo,só pode ser obra do demônio.
O furto,seja de baixo valor ou de alto valor deve ser combatido: é um dos Mandamentos: não furtar!

tyba disse:
29 de março de 2007 às 17:01

Tenho pelo rabino Sobel muita simpatia.

Sempre o imaginei ocupando uma cadeira no Senado ou na Câmara dos Deputados.

Sábio e sensato, parece ter nascido para a Política.

Armando do Prado disse:
29 de março de 2007 às 17:27

A oportunidade faz o ladrão, diziam os mais velhos. Quando são pessoas "importantes" chama-se cleptomania. De qualquer modo, lamentável

Eduardo Bahia Diniz disse:
29 de março de 2007 às 17:36

Até tu, Sobel?
Eduardo Bahia

JA Advogado disse:
29 de março de 2007 às 17:37

Sim prezado Tyba, realmente não temos no Congresso nenhum ladrão de gravatas - é realmente uma lacuna enorme.

Lourenço Neto disse:
29 de março de 2007 às 18:13

Como diz Juca Chaves em uma música sua: "a hipocrisia é um fato consumado/na sociedade onde o ar é depravado". Perder toda a credibilidade e honradez, por uma coisa tão pequena!

tyba disse:
29 de março de 2007 às 19:02

Professor Prado,

Quem disse que "a ocasião faz o ladrão" foi Machado de Assis por meio de um de seus personagens.

Ao que o próprio Machado, pela boca do interlocutor, respondeu:

"A ocasião faz o furto. O ladrão já nasce feito."

tyba disse:
29 de março de 2007 às 19:19

Dr. Guilherme Vinicius,

Se nada mudou, o que existe no Congresso — e muito — são ladrões engravatados.

(Baseio-me nas declarações de Lula quando foi deputado e nos recentes relatórios da CPI dos Correios.)

olhovivo disse:
29 de março de 2007 às 20:25

O fato mostra que qualquer ser humano - por não ter sido contemplado com o dom da perfeição - pode cometer erros, até mesmo bizarros. Se é que o ilustre Rabino Sobel cometeu mesmo, pois não é admissível a condenação antecipada, com a mera notícia do suposto furto. Espera-se que, pelo menos, os profissionais do direito respeitem o princípio da presunção de inocência. Alhures como cá também deve existir.

Band disse:
29 de março de 2007 às 20:34

Pena que o Rabino acabe assim, como Greta Garbo, no Irajá!

Pessoa de uma vida muito ativa na defesa da sua comunidade e na promoção da tolerância entre as religiões!

Apenas mais uma prova que a religião, além de ser o ópio do povo, não ajuda fora da imaginação!

Como a menina estrupada dentro do templo e jogada na pia batismal! Ou o João arrastado, que morreu quando a sua família vinha de um centro espírita. Ou as milhares de pessoas levadas pelo tsunami!

tyba disse:
29 de março de 2007 às 21:07

É por coisas do gênero, independentemente da culpabilidade do acusado, que em certos hotéis dos EUA quando se vai fechar a conta de hóspedes brasileiros o funcionário nem verifica o que foi consumido no frigobar.

Mas, sim, se o refrigerador ainda está lá.

Toalhas e cinzeiros, já lançam direto na conta de Lucros & Perdas como souvenir.

Carlos Eugenio Garcia disse:
29 de março de 2007 às 22:26

Contaram-me que, certa vez, um vôo que vinha de Buenos Aires para SP, teve sua partida atrasada pois havia uma pessoa que insistia em vir na Primeira Classe, apesar de não haver pago para ter este privilégio, mas que insistia em tê-lo e não admitia sair de lá. A pessoa era o Rabino Henry e quem me contou estava neste avião! Logo...

Richard Smith disse:
29 de março de 2007 às 23:25

Ô amigo Band, que história é essa de "ópio do povo"? O que o exercício ou não do judaísmo tem a ver com a tristíssima escorregada do Rabino?

E, por favor tome cuidado com a digitação, porque acabou saindo "estrupada" no seu comentário acerca do assassinato da menina no templo adventista.

Um abraço.

Richard Smith disse:
29 de março de 2007 às 23:28

Eu acho apenas que isso apenas vem a corroborar o que disse o nosso doce Salvador: "Vigia e orai, para não caírdes em tentação!"

E é mais um aviso para todos nós: quem está por cima, pode um dia cair.

Portanto, não sejamos soberbos e nem, cínicos e condoamo-nos da triste situação do Rabino.

hammer eduardo disse:
29 de março de 2007 às 23:48

Para quem "vendia" ( sem querer fazer piadinhas judaicas....) uma imagem de tanta seriedade como o rabino em questão , fica a mancha irremovivel de um tremendo papelão! Os mais afoitos ainda vão alegar de que ao menos trata-se de um ladrão de "classe" pela griffe dos produtos levados de forma , digamos , indevida........
Manchar uma biografia ate interessante em troca de 4 pedaços de pano coloridos é no minimo falta de senso. Façamos votos para que ele ao menos se arrependa publicamente e transmita isso aos de sua comunidade , lamentavelmente o estrago ja esta feito, ah! ja ia esquecendo, la não é Brasil não e a chapa ainda vai estar acesa por algum tempo, que o diga o casal de "bispos" que o medalhão alegou que não estavam presos mas que se acham legalmente "hospedados" aos cuidados da Policia de Miami, felizmente ainda sem previsão de retorno , bom para o Brasil que ve o seu indice de pilantras diminuido temporariamente.

Pedro disse:
30 de março de 2007 às 00:23

Este acontecimento é extremamente revelador: comprova que ninguém é melhor do que ninguém e que líderes religiosos (inclusive Sua Santidade , o Papa)são tão humanos quanto o mais insignificante dos mortais. Todos estão sujeitos às mesmas agruras e aos mesmos fantasmas que atormentam a alma humana. E digo mais, uma pessoa normal sempre tem opções (mesmo quando parece não ter nenhuma), sempre sabe o que faz e o que escolhe para a sua vida. Acredito que este espaço não existe para o fim de se passar pito ou lição de moral. Mas para mim serve como desabafo, pois já estou farto da retórica proclamada aos quatro ventos por aqueles que têm algum prestígio na nossa sociedade, seja pelo rabino, seja pelo Presidente da OAB, seja pelo Pastor. Tudo é retórica, papo furado. Cada um sabe o que faz e age por si, neste mundo individualista.

ldc disse:
30 de março de 2007 às 01:45

Eu gostaria de ver o vídeo antes de falar alguma coisa, porque como disse alguém aqui, custa acreditar que o sujeito, rabino, ou não, se disponha a arranjar problemas por causa de quatro pedaços de pano colorido. É demais prá cabeça.

Richard Smith disse:
30 de março de 2007 às 03:14

Ô IDC, calma lá! Melhore os argumentos.

Quatro "pedaços de pano colorido" de grife, de 180 dólares cada um, amigo!

É como dizia São Tomas de Aquino: "Vanitas vanitatem omnia vanitas", não é?

Passar bem.

Band disse:
30 de março de 2007 às 07:22

Caro Richard Smith

Obrigado pelo alerte na troca de estuprar por estrupar! Ato falho repetitivo!

O que tem a ver a religião (e não somente o judaísmo) com as falhas humanas? E que ela na verdade não corrige nada e nem protege as pessoas em nenhuma situação fora da imaginação e do mundo da fantasia! Não protege um deslize lamentável destes, em que o nosso estimado rabino teve! No fim da vida exemplar, cair por uma tolice que pessoas não religiosas não caem! Ou se caem, caem em igual número!

O NOME DA MORTE

Depois de matar, Júlio Santana reza dez ave-marias e vinte pai-nossos para pedir perdão. Tem medo de acabar no inferno. Sem ideologia, Júlio Santana mata por ofício. Uma profissão que aprendeu em família, com seu tio Cícero, que lhe passou um trabalho aos 17 anos. Depois de 35 anos de ofício, contabiliza quase 500 vítimas registradas num caderninho com a capa do Pato Donald. Sem compaixão ou ódio, Klester Cavalcanti faz o matador respirar e nos assombrar com sua frieza. Pela primeira vez, um pistoleiro mostra seu rosto e conta sua vida. Mais do que a denúncia da impunidade e o desnudamento das engrenagens da viciada máquina Brasil, O nome da morte quer chacoalhar o país, acordá-lo desse triste sonho que ele insiste em viver como se fosse a realidade. Júlio Santana existe e dorme tranqüilo.

Klester Cavalcanti, ex-editor de TERRA publica o seu livro, EDITORA PLANETA, sobre a História Real de Júlio Santana, matador de aluguel com 492 mortes.

Matou homens, mulheres e até um menor com 13 anos. Recebia em média 3 a 10 salários mínimos! Devoto, aprendeu com o tio – responsável por encaminhá-lo na profissão – a rezar dez ave-marias e 20 pai-nossos após cada serviço. Foram 15 mil orações em 35 anos de “trabalho”.

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
30 de março de 2007 às 08:52

É lamentável o acontecido, se for, de fato, tudo verdade. Isso demonstra a falibilidade do ser humano.

Difícil agora é o rabino ter coragem de voltar ao Brasil e explicar o inexplicável aos seus seguidores e pessoas que o admirava, entre eles, eu.

edisio disse:
30 de março de 2007 às 10:36

O festejado rabino Henry Sobel vacilou. Por umas gravatinhas de gosto duvidoso e preço escorchante, atirou no lixo a honra, o prestígio, o poder e a fama. Seria o caso de "crime de bagatela", aquele definido na doutrina e na lei como furto de pequeno valor? Mesmo assim, poderia o rabino ser absolvido? Não. Trata-se de um furto privilegiado. E não permite que se absolva o agente sob o argumento de que o valor do b em subtraído ínfimo. No Brasil, a pena seria de reclusão de 1 a 4 anos. E multa

tyba disse:
30 de março de 2007 às 10:46

O judaísmo dá muita ênfase ao traje.

Vejam o texto abaixo, compilado de uma mensagem do rabino Shlomo Haim Vaknin, de Portugal, veiculada na Internet:

“A roupa é nosso cartão de visita. O vestuário é o reflexo de nosso interior. Projetamos nosso exterior pelo que nosso interior entende por apropriado. A arte de vestir é a arte de nos demonstrarmos, de poder manifestar o que somos através do vestuário”.

De fato, para rabinos gravatas Louis Vuitton, Gucci e Giorgio Armani têm o efeito de coroa para os reis.

No caso de Henry Sobel, coitado. Um rei deposto. Que caiu pelo traje.

lu disse:
30 de março de 2007 às 10:54

Concordo com o comentário do Pedro.

lu disse:
30 de março de 2007 às 10:57

E acrescento "de perto ninguém é normal", como disse Caetano Veloso.

Sri Mhaza Aum disse:
30 de março de 2007 às 11:26

Se não sabia devereia saber. Ou então a tradução feita pelos romano-alexandrinos está errada. Porque o patrício dele, um tal de Shlomo, já ensinava:

"Vaidade das vaidades ! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com o que se fadiga debaixo do sol" ?

Quem tem ouvidos de ouvir que ouça e quem tem olhos de ver que veja, inclusive a "trupe" de vaidosos que frequenta este ambiente.

toron disse:
30 de março de 2007 às 11:35

É curioso observar como a grande maioria dos comentários raciocina como se o rabino fosse desde logo culpado. Um dos que teceu comentários sob o pseudônimo de "olhovivo" disse, com propriedade, "não é admissível a condenação antecipada, com a mera notícia do suposto furto. Espera-se que, pelo menos, os profissionais do direito respeitem o princípio da presunção de inocência. Alhures como cá também deve existir". Fico com o "olhovivo" e, além de hipotecar minha irrestrita solidariedade ao Rabino Sobel, não seria despropositado lembrar quantas barreiras ele rompeu em nome de ideais universais. Sim, foi ele quem em plena ditadura foi à Catedral da Sé em São Paulo participar de um culto ecumênico, que na verdade era um ato de protesto contra os assassinos de Herzog. Também foi ele quem impediu que o saudoso jornalista fosse enterrado na área reservada aos suicidas. Isso e muito mais poderia ser dito em prol do Rabino Sobel.
Não parece justo prejulgá-lo e não se trata aqui de qualquer proteção, mas sim de um direito assegurado pela Constituição e, mais importante, que o seu passado nos impõe. Muitos nomes já foram jogados na lama para só depois de feito o estrago, às vezes com as pessoas já falecidas, virem os pedidos de desculpas, retratações e reabilitações.
Mais que o pesar pelo fato, fica o pesar pelos comentários preconceituosos.
Alberto Zacharias Toron, advogado, Diretor do Conselho Federal da OAB, Professor licenciado de Direito Penal da PUC-SP.

Raul Haidar disse:
30 de março de 2007 às 12:30

O dr. Toron disse tudo o que precisava ser dito sobre a notícia. Enquanto não houver sentença transitada em julgado, Henri Sobel é inocente.Por outro lado,não é impossível que se trate de "armação", especialmente quando os fatos ocorram num país que mantém presos sem culpa formada, sem acusação e sem julgamento, até mesmo fora de suas fronteiras (vide Guantanamo)e quando se trate de pessoa que, por suas ações democráticas, certamente possui desafetos.

tyba disse:
30 de março de 2007 às 12:30

Ainda bem que o presidente da Congregação Israelita Paulista, Henry Sobel, nascido em Portugal, é cidadão norte-americano.

Mesmo há 35 anos na presidência de instituição brasileira, Henry preferiu manter a cidadania dos EUA.

Assim, o rabino e a Justiça de sua Pátria deverão se entender satisfatoriamente.

Além disso, se for confirmado o delito de Henry contra os gringos, terá sido praticado por um igual. E não por brasileiro.

Pelo menos, um vexame a menos.

Richard Smith disse:
30 de março de 2007 às 12:42

Agradeço à escorreita correção procedida pelo sr. Sri Mhaza Aum, quanto à procedência da citação.

Obrigado.

"Vaidade das vaidades! Tudo é vaidade"

Richard Smith disse:
30 de março de 2007 às 13:01

Caro sr. Alberto Toron, permita-me discordar da sua opinião:

O senhor disse: "É curioso observar como a grande maioria dos comentários raciocina como se o rabino fosse desde logo culpado.".

É que para o vulgo, o populacho, os não-iniciados nas artes jurídicas da defesa, uma pessoa que CONFESSA o delito e conduz os policiais aonde está a RES FURTIVA, obtida de estabelecimentos DIFERENTES, não merece gozar de toda essa "presunção de inocência" que os nosso dignos causídicos insistem em angariar para os seus clientes.

A patuléia é um pouco mais objetiva na análise da questão, se é que o senhor me entende.

Não é demais lembrar, que o nosso ordenamento constitucional pré-"cidadã" consagrava, de resto como quase todos os outros ordenamentos jurídicos de outros países, a presunção de inocência "até prova em contrário", que geralmente se dava na sentença de primeira instância.

Depois, SE HOUVESSEM (a POSSIBILIDADE de apelar, não significa, necessariamente, a CAPACIDADE de fazê-lo!) elementos a possibilitar um recurso, a corte superior o faria, com o "caboclo" condenado devidamente encarcerado, salvo melhor juízo.

Mas, hoje em dia, POSSIBILIDADE, tornou-se certeza e, de chicana em chicana, de incidente processual em incidente, temos os diversos monumentos à IMPUNIDADE campeando soltos por aí (os que podem pagar, naturalmente), num enorme desserviço à imagem da Justiça, à paciência do cidadão comum e à lhanheza do trato social, com todas as deletérias e perversas conseqüências que podemos observar, diante dos nosso olhos.

Desculpe-me então por não poder concordar com o senhor.

Quanto ao Rabino, devemos ter compreensão e solidariedade (para com o ser humano e não para com o delito, claro) para com a sua pessoa, num momento como esse, ainda mais se considerarmos, com franqueza, que somos todos capazes de coisas muito piores do que aquela.

Saudações.

RBS disse:
30 de março de 2007 às 13:16

Não quero defender os EUA, porém, devemos lembrar que lá a Lei é cumprida. Pode ser famoso, lider, politico, jovem...quando alguem faz algo errado, este é penalizado. Situação como essa é mais uma mancha para os Brasileiros que querem viajar para o Exterior sem passar por constrangimento...Ainda me lembro ano passado quando estava no Texas, estava uma grande confusão no balcão de uma companhia de aviação...quando perguntei a um americano ele me disse : - Isto sempre acontece quando o avião vai para o Brasil...achei que era preconceito...no dia seguinte, vi a mesma coisa...E dei razão para ele....

A.G. Moreira disse:
30 de março de 2007 às 16:10

O Rabino, afanou as gravatas, mas, lendo-se os comentários, a gente fica conhecendo, melhor, a cada um dos comentadores e, cada vez menos, ao ilustre comentado ! ! !

O homem, nasce em Portugal , vive e atua há 35 anos no Brasil , mas escolheu os EE.UU., para ser a séde do seu "civismo" !!!

Como este homem pode ser chamado de "religioso" ???

Qual foi a sua grande obra social,filantrópica ou humanitária, que ele promoveu no Brasil, ao longo de uma vida de existência ???

Rabino não se mistura com o povo . Principalmente, povo pobre !!!

Rabino não reconhece ninguém, como digno de sua amizade. Porque todos nós somos "nada" ou infiéis , já que não fazemos parte do "povo de Deus" !!!

Rabino exerce a sua autoridade, perante o seu "povo" e não presta serviço nem a Deus .
Rabino , faz o FAVOR a Deus de guiar o SEU povo !!!
E por isto, exige que Deus lhe dê um lugar de honra nos Céus, junto aos grandes, Abraão, Moisés, Isaac e Jacob !!!

Simão, Wilson disse:
30 de março de 2007 às 18:10

Questão de escolha.

Provavelmente o rabino precisava de algum tratamento de saude e como não estava em dia com o plano saude daqui ou não recebia pela sinagoga já há alguns meses, teve a ideia de fazer uso do sistema previdenciarios dos presidiarios norte americanas , assim como fez o ingles do trem pagador ,Ronald Bigs com a inglaterra. Logicamente se fosse aqui não daria certo, porisso escolheu os presidio dos USA.

online disse:
30 de março de 2007 às 21:07

Do jornalista Carlos Brickmann - Diário do Grande ABC na sua coluna de hoje:
O roubo e o rabino
Endereço eletrônico carlos@brickmann.com.br

Quando Vladimir Herzog foi torturado e morreu na prisão da ditadura, três religiosos comandaram a reação popular que culminaria com a volta à democracia: o cardeal d. Paulo Evaristo Arns, o reverendo Jaime Wright e o rabino Henry Sobel. Quando, de acordo com o laudo oficial da morte, Vladimir Herzog seria enterrado na ala dos suicidas do Cemitério Israelita do Butantã, o rabino Sobel interveio, rejeitou a tese oficial do suicídio e garantiu um sepultamento normal. Quando muita gente foi marcada para morrer pelos torturadores, o rabino Henry Sobel participou da montagem de um esquema para salvá-los, tirando-os do país. Quando se decidiu registrar para a História o que ocorreu na época das torturas, no livro Brasil Nunca Mais, um jornalista, Ricardo Kotscho, e três religiosos, d. Paulo, o reverendo Jaime Wright e o rabino Henry Sobel viabilizaram o projeto.

O que aconteceu com as gravatas é visivelmente o resultado de um surto: um problema mental – que, esperamos, seja temporário – ou derivado de remédios levou o rabino Henry Sobel a um ato ilegal, idiota, sem sentido. Um incidente lamentável, mas uma nota de pé de página numa biografia quase impecável.

online disse:
30 de março de 2007 às 21:14

Concordo e parabenizo o Dr.Raul Haidar por seu comentário.

Bira disse:
31 de março de 2007 às 08:46

A fiança custou mais caro que as gravatas rabino, coisa feia.
Por falar em impecabilidade, ela costuma ter inicio, meio e fim.
Assim como a ética.

A.G. Moreira disse:
31 de março de 2007 às 11:44

Os simpatizantes do rabino ( ou de sua representatividade ) , se esmeraram em atacar todos os comentadores , que condenaram o ato "afanoso" do "cabeça coroada" !!!

Iniciaram classificando-nos de, extremamente, ignorantes , e , tentaram minorar o ato condenável do "impoluto", emitindo um "dignóstico médico" , que tem o fito de eliminar a "culpa" do "elemento" .

Fala sério !!! :

1 - O hospital e os médicos são usuários da estrela de David ! :
2 - Qualquer outro cidadão, em vez de ser internado num hospital, seria internado em "cana" ;
3 - Tentar anular as culpas do presente com , qualquer , ato ( digno) do passado,
é bricadeira de criança.
Não esquecendo que o "rabino" só participou de algum ato , durante o regime militar, por convite, insistente, do Cardeal Arns .

Meus Caros :
Após 35 anos de vida no Brasil , vocês só encontraram , o ato benéfico, do "rabino , de haver estar ao lado de D.Paulo Arns, naqueles momentos .
Não acharam mais nada ???

É que o "rabinoow", nascido em Portugal e morando durante mais de 3 décadas no Brasil, países de língua portuguesa , tem tanto apreço por nós, que , até hoje, não fala uma , só, palavra , corretamente, na nossa língua ! ! !

Qual seria o brasileiro que sobreveria nos EE.UU. ou Israel, durante tanto tempo , sem falar, corretamente, o idioma inglês ou hebraico ????

Euclydes disse:
01 de abril de 2007 às 10:25

1- Não sou usuário da estrela de David nem tenho ascenência judia.
2- Parece-me por demais evidente que a ação de Sobel só pode ser explicada por ação de drogas (um médico não-judeu já ventou tal possibilidade).
3 - Mesmo admitindo que o rabino fosse um farsante (não é o que penso), ele nunca deu mostras de ser tão imbecil a ponto de deixar-se arruinar por três ou quatro gravatas.

A.G. Moreira disse:
01 de abril de 2007 às 12:37

Ó
Sunda Hufufuur (Outros - - ) :

Você, além de ser MAL EDUCADO, estúpido e cretino , não tem o direito de se dirigir à minha pessoa, ( e a quantos discordarem de sua tese ) , com falta de respeito e arrogância de quem se acha DONO DO CÉU E DA TERRA .

1 - Muito maior do que o "anti-semitismo" que você me acusa , é a sua DISCRIMINAÇÃO E FALTA DE RESPEITO , pela Nação que acolheu o "virtuoso rabino" , junto com você e a "uns e outros" , como você , que só vieram para o Brasil, para "ajudar a construir este país e a fazer progredir este povo , cansado de ser explorado e ridicularizado pelos que se aproveitam dele ;

2 - Não devo a menor satisfação a você , sobre os meus atos .

Mas, posso afiançar-lhe que nunca ROUBEI nem explorei ninguém , nem no Brasil , nem em Israel nem na terra de ninguém !!!

Também , nunca fui para ISRAEL ou para os Estados Unidos da América, chamar ninguém de IGNORANTE E IMBECIL, perguntando que "MERDA" os JUDEUS ou os AMERICANOS fizeram pelos seus países , como você questiona, ARROGANTEMENTE , aqui no Brasil .

O que é que se pode esperar de um povo que mandou matar o FILHO de DEUS, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, e pediu ao Vaticano que não os estigmatize por isto ????

Vera disse:
01 de abril de 2007 às 14:18

Gostaria de saber se o rabino também possui a cidadania brasileira. Se tiver, a lei brasileira prevê algum tipo de sanção pelo delito praticado em outro país, pelo cidadão brasileiro?
Se o rabino não tiver a cidadania brasileira, pode ser considerado, pelas autoridades brasileiras,"persona non grata"?
Em síntese, quais as repercussões legais
(além das éticas e morais), que o Brasil
tem para estes casos?
Refugiar-se em um hospital, alegando "distúrbios de comportamento, insônia, falhas de memória e dependência séria de diazepínicos", não pode gerar um precedente lamentável?
Não sou perfeita. Mas costumo assumir a responsabilidade, em caso de falhas.
Não deveria ser um pressuposto para todos?
Sem dúvida, é um delito. E lamentável...
Mas um "mea culpa", é mais honrado, humano e perdoável, do que refugiar-se em desculpas tíbias...

Band disse:
01 de abril de 2007 às 18:05

Sunda Hufufuur

Você um exemplo típico do que eu estou falando! Obrigado pela sua colaboração involuntária!

Band disse:
01 de abril de 2007 às 18:08

Aos que alegam o efeito das drogas de tratamento, por que será que ele não teve este distúrbio roubando coisas corriqueiras como meias baratas ou carteiras de plástico e só coisa "boa"! Neste momento não houve interferência do "distúrbio"? Por que não cometeu este ato no país em que vive e sim nos EUA que foi num fim de semana?

Haroldo disse:
02 de abril de 2007 às 11:30

O próprio rabino disse que não teria como "explicar o inexplicável".
Por muito menos e com menos evidências brasileiros são condenados diariamente na imprensa.
Quantos brasileiros se encontram presos nesse momento por terem furtado bens de menor valor do que as gravatas do rabino?

tyba disse:
02 de abril de 2007 às 19:29

DE MAGNÂNIMO A INFAME

Na tarde de quinta-feira dia 29 do mês passado, seis dias depois da prisão de Henry Sobel, o site G1 o entrevistou por telefone.

O rabino havia sido liberado no sábado depois de pagar fiança e se encontrava ainda nos EUA. Sobel negou na entrevista ter sido preso por furto. “Claro que não é verdade”, disse ao jornalista. “Estive nos Estados Unidos, mas não fui preso”.

Henry Sobel afirmou que apenas passou na Flórida em sua viagem à Venezuela onde participou de um Congresso Judaico latino-americano.

Informado de que a notícia da prisão tinha sido divulgada pela Polícia norte-americana, Sobel declarou: “Nada disso é verdade. Essa notícia é fantasiosa. Não sou eu, garanto. Vou tomar providências”.

Em entrevista coletiva dada no Hospital israelita Albert Einstein, no qual se internou na última sexta-feira quando chegou dos Estados Unidos, Sobel se negou a falar com clareza sobre o acontecimento. Alegou que se tratava de algo inexplicável.

Ora, mais uma vez o guerreiro errou. Se não havia nada a expor por que mobilizar a imprensa para entrevista coletiva?

Em seu delírio, o rabino atribuiu a prática do furto a um Henry Sobel transtornado por medicamentos contra insônia. E inocentou o Sobel “conhecido pelo público”. O Sobel herói, este não sabia de nada. Diante de tantas evasivas e de nenhuma informação séria, os jornalistas deixaram o local desapontados.

Hoje na cabeça dos brasileiros ficam as duas imagens: a excêntrica, benfazeja, familiar na televisão, conhecida de todos. E a outra, vista nas câmeras antifurto das lojas de grifes, só conhecida pela Polícia.

O diagnóstico também já é outro. Em vez de transtorno de comportamento provocado por soníferos, “princípio da doença de Parkinson.”

As duas justificativas são, porém, incompatíveis com a destreza de fazer gravatas migrarem velozmente do balcão para o bolso.

tyba disse:
02 de abril de 2007 às 19:48

LUGAR NA HISTÓRIA

Difícil para Sobel vai ser explicar à honrada comunidade judaica o que fazia no shabat.

O shabat (descanso em hebraico), que começa com o pôr-do-sol de sexta-feira, é o período sagrado para os judeus. Até o fim do sábado, eles não podem trabalhar nem dirigir. O rabino foi preso às 18h45 quando entrava em seu automóvel com gravatas que acabara de furtar.

Passou o shabat na cadeia.

Ontem o Pânico, programa humorístico de grande audiência da Rede TV!, fez uma tremenda gozação com o pobre rabino.

Aliás, pobre nada: seu salário é de 25 mil dólares por mês.

O rabino Michel Schlesinger deverá ser seu sucessor.

De todo modo, qualquer que venha a ser o desfecho do episódio, Henry Sobel tem o registro garantido na História do Brasil.

Foi ele quem, quando todos fugiam ou se aliavam aos militares durante a ditadura, enfrentou os riscos para proteger os que se colocavam como defensores do Estado Democrático de Direito.

Portanto, Henry Sobel, a marca da coragem, será sempre referência dos Direitos Humanos em nosso país.

Cristina disse:
30 de abril de 2007 às 05:38

Quem sente ojeriza por tanta mentira, assista o 1ºCapítulo da novela sobre o Caso Henry Sobel :http://www.geh.com.br/phpBB2/viewtopic.php?t=2211

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