STJ suspende julgamento de delegados da PF afastados

O julgamento de três recursos em favor de acusados na Operação Navalha, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, foi interrompido nesta quarta-feira (6/6) pelo pedido de vista do ministro Paulo Gallotti. Os delegados de Polícia Federal afastados Antônio César Fernandes Nunes, Paulo Fernando Bezerra e Zulmar Pimentel dos Santos pedem o retorno aos seus cargos.

Os três delegados foram afastados do cargo por decisão da ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito que apura os fatos apontados na Operação Navalha da Polícia Federal. Tanto a Advocacia-Geral da União como o advogado dos delegados impetraram Agravos Regimentais contra a decisão da ministra.

Os recursos

A AGU sustenta que, como os servidores não figuram como indiciados ou acusados em qualquer sindicância ou processo administrativo disciplinar, eles não poderiam ser afastados de seus cargos. Entende que só a autoridade que instaurasse processo administrativo teria competência para determinar o afastamento cautelar previsto na Lei 8.112/90. A norma se destina a servidores que estejam respondendo a inquérito administrativo e não a inquérito policial.

Afirmou, ainda, que os fatos atribuídos a Nunes, Bezerra e Pimentel não se encontram no desdobramento das atividades investigadas na Operação Navalha.Os fatos seriam ligados à Operação Octopus, alega.

Já a defesa dos três servidores alegou ausência de fatos para embasar a decisão e a sustentou que o Estatuto do Servidor Público Civil não se aplica ao caso. Segundo o advogado, não foi observado o princípio da legalidade na decisão.

O voto

Ao votar nesta quarta-feira, a ministra Eliana Calmon negou provimento aos Agravos Regimentais interpostos pela Advocacia-Geral da União e pelo advogado dos delegados, mantendo o afastamento cautelar dos delegados.

A relatora destacou que a medida de afastamento ora impugnada foi determinada levando em conta as provas produzidas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Segundo a ministra, o afastamento foi proferido para assegurar o bom resultado da colheita de provas, “tutelando, portanto, o resultado futuro de eventual processo criminal”, afirmou.

A ministra ressaltou também que o afastamento dos servidores antes de deflagrada a operação, por razões óbvias, enfraqueceria a atuação policial, pois despertaria a suspeita dos envolvidos, já desconfiados pelos vazamentos constantes de informações da iminente atuação policial.

A ministra Eliana Calmon registrou que, nesta terça-feira (5/6), devido ao novo pedido ministerial, desmembrou parte do inquérito e o encaminhou à Justiça Federal da Bahia, para a avaliação dos fatos atribuídos aos delegados.

A próxima sessão da corte especial ocorrerá no dia 20 de junho.

Armando do Prado disse:
07 de junho de 2007 às 11:21

GENRO: PAULO LACERDA VAI PERMANECER NA PF

“Aqueles que aguardavam a troca de comando da Polícia Federal, que busquem um banquinho para descansar.

Se tem algum setor na PF ou fora dela que entenda que o doutor Lacerda está esperando um substituto, é bom comprar o banquinho. Não é visão minha nem do Presidente que ele seja interino.

O doutor Paulo Lacerda vai permanecer”.

Tarso Genro, Ministro da Justiça, em declaração na quarta-feira, dia 06, em Brasília.
PHA

Armando do Prado disse:
07 de junho de 2007 às 16:18

Antes tarde que nunca:

QUE VIVA A PF!
QUE VIVA O MPF!

Tremei chicaneiros!

obs. Cadê os chicaneiros que não protestam contra a atitude do TJSP que rejeitou lista para os quintos dos.... Isso sim merecia protesto, pois desde quando ser reprovado no "concurso dos comprades" é negativo? Desde quando ser condenado e cumprir pena por desacato é impedimento para ser juiz? Impedimento é vender sentença, é ter conta corrente maior, muito maior que os vencimentos.

HERMAN disse:
07 de junho de 2007 às 16:47

Nas operações desencadeadas pelos próprios protagonistas da matéria, foram presas pessoas por fatos infinitamente irrelevante.

olhovivo disse:
08 de junho de 2007 às 12:14

Caro Armando do Prado, que se auto-intitula professor, onde estava seu entusiasmo quando os mensalões, cuecões, Land Rover, canalhice contra o caseiro, falso dossie etc., andam à solta e seus protagonistas andam leves e soltos hoje.

Armando do Prado disse:
08 de junho de 2007 às 15:27

Paulo Henrique afiado

Paulo Henrique Amorim não brinca em serviço. Na edição de ontem, quarta 6, O Globo publica um texto de Diana Fernandes (ah, estas mulheres, quando põem as manguinhas de fora...) em que não somente avaliza a falsa informação sobre um chilique de Lula ao saber da prisão do irmão, mas também reafirma as ligações do presidente com uma penca de pretensos corruptos. Um imenso quadro de página inteira (ah, que maravilha este jornalismo didático) a apresentar Lula de costas cercado pelos vilões dos últimos três anos. Observa Paulo Henrique no seu Conversa Afiada: “é como se eu fizesse um quadro com Fernando Henrique de costas e, bem à sua frente, a foto do juiz Lalau, que a mantinha intermináveis conversas com um dos assessores mais próximos do então presidente”. Mas Paulo Henrique vai além: a Globo aderiu à linha Veja na determinação de colocar Lula em xeque. Nisso tudo, escudado na lição de Wanderley Guilherme dos Santos (o poder da mídia brasileira é o poder de provocar crises políticas, para negociar sua sustentabilidade) , Paulo Henrique percebe a ligação entre a investida global e um fato novo, o crescimento “de um competidor que tem grana”. Conversa Afiada sugere a leitura da reportagem de capa de CartaCapital, de 28 de março passado. Cerca de mil internautas entraram imediatamente no site da revista CartaCapital para ler a reportagem.
enviada por mino

Armando do Prado disse:
08 de junho de 2007 às 15:29

olhomorto, aponte um transitado e julgado dos caso que v. citou e eu mudarei de opinião. Aliás, na maioria dos casos, como no do dep. Dirceu, estão parados no STF. Onde está a coerência de v. chicaneiros que, defendem amigos do ilícito pegos pelas operações da PF, mas o mesmo argumento não vale para a turma do PT. Canalhice ou simplesmente falta de honestidade?

olhovivo disse:
08 de junho de 2007 às 16:34

Ah, quer dizer que para os mensaleiros, cuecões e outras mega-falcatruas tem que transitar em julgado (não é transitado "e" julgado)? Para os outros, basta a PF fazer busca e prisões e vc já começa com esse surrado "viva". Que beleza de coerência.

Sidney Jr disse:
09 de junho de 2007 às 09:47

Para quem não conhece as entranhas da PF, uma informação: em outras situações (operações), onde inúmeros integrantes do órgão foram presos, imediatamente ocorreu o afastamento, não só escudado na Lei 8.112/90, como também, na MP 2.184-3/01, que determina o afastamento do servidor até decisão final do Processo Administrativo. Houve até ilegalidades, como o afastamento de determinados servidores até decisão final da AÇÃO PENAL. Um absurdo jurídico que só resultará em indenizações muito maiores, e pagas com o dinheiro do contribuinte. Portanto, comentem com conhecimento de causa. A Ministra tomou a atitude que o Diretor Geral deveria ter tomado, mas não o fez por serem os acusados seus "parceiros". Ora, a PF afirma SEMPRE, e COM TODAS AS LETRAS, que corta na própria carne. Mas parece que a carne tem que ser dos que não são "amigos do rei".

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