Um conjunto de 20 documentos e 11 fitas cassete apreendidos pela Polícia Federal na residência do juiz do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região José Eduardo Carreira Alvim sugere que o vice-presidente do órgão, Fernando Marques, teria ficado com parte do salário pago a um funcionário de seu gabinete. Trata-se de Eledilson Proença Botelho, servidor originário da Câmara Municipal de Niterói, chefe-de-gabinete de Marques entre 19 de maio de 1999 e 6 de agosto de 2000. Botelho saiu do TRF um dia após deixar a chefia de gabinete do atual vice-presidente do tribunal, segundo dados do órgão.
Conforme os relatórios de análise da PF , um dos documentos é uma “carta de Eledilson Proença Botelho, destinada ao [então] presidente do TRF 2ª Região Alberto Nogueira, denunciando o pagamento de parte de sua gratificação de chefia à filha do desembargador Fernando Marques -Fernanda Marques”. Na ocasião, o salário de chefe-de-gabinete era R$ 5.186,45. A reportagem é da Folha de S. Paulo.
Homem do PT
Preso na Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal, o empresário de jogos Nilton Cézar Servo apresenta Dario Morelli Filho, em uma conversa gravada em maio pela Polícia Federal, como o “homem forte” do PT que estava na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, segundo reportagem publicada neste domingo pela Folha de S. Paulo. Compadre de Lula e pivô da nova crise que ronda o Planalto, Morelli também foi preso pela operação. Antes de ser detido, ele era assessor técnico da Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), com salário de R$ 4 mil.
Dinheiro de lobista
A jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou à revista Veja que sempre recebeu os pagamentos da pensão, de ao menos R$ 8.000, em dinheiro vivo, das mãos do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. “Dinheiro era sempre com o Cláudio”, disse. Mônica contesta a versão do lobista, de que o dinheiro era depositado em sua conta. Ela reafirma que sempre recebia em dinheiro vivo, a maior parte das vezes no escritório da Mendes Júnior, na sala de Gontijo.
Alerta antecipada
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo informa que Dario Morelli Filho, o amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso na Operação Xeque-Mate, na semana passada, pode ter sido informado antecipadamente por alguém de Brasília sobre o monitoramento dos envolvidos na máfia dos caça-níqueis feito pela Polícia Federal. Os grampos citados no inquérito revelam que Morelli alertou o suposto chefe da quadrilha, o ex-deputado estadual paranaense Nilton Cézar Servo, para que ele tomasse cuidado com os telefones e acrescentou que havia ocorrido “um pepino feio”.
Futura CPI
A descoberta de gravações ligando Genival Inácio da Silva, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao esquema irregular de jogos de azar investigado pela Operação Xeque-Mate, pode acelerar a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar jogos ilegais no país. Autor do pedido de instalação dessa CPI, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que a ligação de Vavá com donos de casas de caça-níquel, apontada por gravações feitas pela Polícia Federal, reforça a necessidade de levar a investigação adiante. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
Planalto em silêncio
O Estado de S. Paulo informa, ainda, que o Palácio do Planalto informou no sábado (9/6) que não faria nenhum pronunciamento oficial a respeito do suposto envolvimento de um dos irmãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula — Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá — com a chamada máfia dos caça-níqueis.
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