Ex-deputado de 81 anos deve ficar preso, reafirma STJ

O ex-deputado Gudbem Borges Castanheira, de 81 anos, acusado de encomendar a morte do advogado Júlio César Serrano, assassinado com quatro tiros em Soledade (RS), não conseguiu se livrar da prisão. O ministro Francisco Peçanha Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, negou o pedido de liminar. Com o recurso, o ex-deputado pretendia aguardar em liberdade o julgamento.

Para o ministro, não há ilegalidade na decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que rejeitou o pedido de liberdade. A alegação no pedido foi a de ausência dos requisitos da prisão preventiva e excesso de prazo na formação da culpa.

A defesa recorreu ao STJ contra a decisão do TJ gaúcho. O ex-deputado teve a prisão cautelar decretada em abril de 2005 e aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri. Segundo a defesa, é uma afronta aos direitos humanos alguém passar tanto tempo em cárcere sem perspectiva de julgamento, ainda mais diante da avançada idade. O ex-deputado tem 81 anos e apresenta problemas de saúde.

Para o ministro do STJ, não cabe HC contra decisão que nega liminar em outro HC. Isso representaria supressão de instância. Segundo ele, não há ilegalidade na decisão do TJ gaúcho, que se traduz ainda em uma análise provisória a ser confirmada ou não por órgão colegiado. O Recurso será analisado pela 5ª Turma com a relatoria do ministro Felix Fischer.

Gudbem Borges Castanheira foi deputado em duas legislaturas (1958-1962), presidente da Assembléia Legislativa, secretário de Justiça do Rio Grande do Sul e se aposentou como conselheiro do Tribunal de Contas gaúcho.

HC 87.786

ACUSO disse:
01 de agosto de 2007 às 17:34

Muita estranha, data venia, essa decisão do STJ , relativa á manutenção da prisão do ex-deputado Gudbem B. Castanheira !

ACUSO disse:
01 de agosto de 2007 às 17:36

Muito estranha , data venia , essa dura decisão do STJ, relativa à manutenção da prisão do ex deputado Gudbem B. Castanheira ! Estou repetindo porque no primeiro texto houve pequenos erros de grafia.

disse:
01 de agosto de 2007 às 19:52

Estranha é, sem dúvida, também estou achando!

Outrossim, com que idade esse deputado executou o advogado? Sacar de arma e dar quatro tiros numa pessoa, no mínimo, estava ele com animus de matar. Não foi por força de impulso momentâneo.

Jose Antonio Dias disse:
02 de agosto de 2007 às 18:44

Abstraindo-se dos fatos, com 81 anos, o deputado já foi julgado, cumpriu a pena e deveria ser solto. Entretanto, é um caso estranho, mesmo. Não houve preventiva. Houve excesso de prazo para formação da culpa. Não houve julgamento. Pergunto: Está preso porque? Já foi previamente condenado? Não acredito que uma pessoa com 81 anos esteja preso por periculosidade. Orra meu!!! Tá dificil de entender...

Gui Rodrigues disse:
19 de setembro de 2007 às 20:01

Com todo o respeito, os comentadores parecem não ter percebido que o octogenário foi acusado de "encomendar a morte" do seu desafeto.
Vale ler com atenção o artigo tão curtinho antes de comentar.

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