Oposição da OAB Rio afirma: “Cansamos do Wadih”

Ex-presidentes da OAB do Rio de Janeiro divulgaram manifesto para apoiar o Movimento Cansei. Eles dizem que “cansaram” de Wadih Damous, atual dirigente da OAB fluminense. Para a oposição à atual administração da OAB fluminense, Damous “vive nos anos 70”, “age como se ainda estivesse da ditadura”, “faz proselitismo sobre engodo” e “mente para a classe e para a sociedade”.

O manifesto é assinado pelos advogados Octavio Augusto Brandão Gomes e Oscar Argollo.

O Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, vulgo Cansei, foi lançado no dia 27 de julho e tem a assinatura da OAB paulista, mas é articulado pelo apresentador João Dória Júnior, conhecido pelas boas relações com o PIB nacional, Sérgio Gordilho, presidente da agência África, e representantes da Fiesp, poderosa entidade dos barões da indústria paulista. Segundo a entidade, a intenção do grupo é “sensibilizar” os brasileiros a pararem durante um minuto, às 13 horas do dia 17 de agosto, quando o acidente com o avião da TAM completará 30 dias.

No dia 31 de julho, Wadih Damous fez declarações afirmando que “o Cansei é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas do estado de São Paulo”. Ele ainda disse que a OAB do Rio também cobra das autoridades investigações sobre o acidente, “no entanto, não aceita que essa tragédia seja utilizada de forma golpista das classes mais abastardas de São Paulo”.

O presidente da OAB paulista, para se defender deu entrevista coletiva na quinta-feira (2/8) e classificou como grosseira e indelicada a afirmação do dirigente da OAB do Rio. Para D’Urso, a crítica é uma tentativa do grupo fluminense de adiantar o processo interno de eleições da OAB nacional. “Um advogado não deve prejulgar”, disse D’Urso.

Agora, chegou a vez dos ex-presidentes da OAB fluminense rebaterem as afirmações de Damous. “A atitude do inscrito que preside a OAB-RJ demonstra, após oito meses de gestão, seus propósitos político-partidários. Ademais, a desrespeitosa manifestação discrimina os ‘paulistas’ e, pior, procura, de maneira hipócrita e quixotescamente, colocar as ‘classes mais abastadas’ em confronto com as classes desfavorecidas”, diz o manifesto.

Wadih Damous, procurado pela revista Consultor Jurídico, afirmou que não esperava outra coisa da oposição e que não responde “a grosserias de um grupo minoritário que foi derrotado fragorosamente nas últimas eleições e repudiado pelos advogados do Rio de Janeiro”. Um assessor da OAB fluminense estranhou que um dos signatários da carta, que antes telefonara ao dirigente da seccional parabenizando-o pela reação, apareça agora criticando-o.

Leia o manifesto

CANSAMOS do Wadih

O inscrito que dirige os desígnios da OAB-RJ, ao afirmar que o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, denominado Cansei, é “estritamente paulista” (sic) e se encontra organizado “de forma golpista pelas classes mais abastadas” (sic), revela seu total despreparo para o cargo e desapego aos princípios que norteiam a Ordem dos Advogados do Brasil. Na verdade, a indigitada manifestação procura atingir Luiz Flávio Borges D’Urso, Presidente da OAB-SP, por ter se filiado no aludido movimento, que é apartidário.

A atitude do inscrito que preside a OAB-RJ demonstra, após oito meses de gestão, seus propósitos político-partidários. Ademais, a desrespeitosa manifestação discrimina os “paulistas” e, pior, procura, de maneira hipócrita e quixotescamente, colocar as “classes mais abastadas” em confronto com as classes desfavorecidas.

O inscrito que tenta dirigir a OAB-RJ vive nos “anos 70”; age como se ainda estivesse na época da ditadura; faz proselitismo sobre engodo; e mente para a classe e para a sociedade. Trata-se de um oportunista que pretende se fazer conhecido e se projetar no meio político. Tal criatura, sem militância conhecida na advocacia, mas um contumaz panfletante da porta de foro, não deve estar cansado de nada que vem ocorrendo no país, vez que descansa em seu cargo após ter se candidatado inúmeras vezes a OAB-RJ, Instituição que ele jamais conheceu ou freqüentou.

Nós, ex-Presidentes da OAB-RJ e advogados fluminenses, repudiamos o maniqueísmo e a discriminação da referida pessoa, que não deve saber o que vem acontecendo no país, a exemplo de seu líder, a quem devota tamanha admiração e a quem entrega a OAB-RJ para apoiar governos que não conseguem gerir o Estado que está imerso em grave crise moral e administrativa.

A demissão em massa dos membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que denunciavam fatos graves ocorridos na cidade do Rio de Janeiro e procuravam providências para fazer estancar a violência, bem demonstra que a gestão do amanuense está vinculada aos governos estadual e federal, apoiando-os firmemente e contrariando um princípio basilar da advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil: a independência.

Portanto, queremos manifestar irrestrito apoio ao Presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso; dizer que também estamos cansados do estado moral em que se encontra o país; repudiar as afirmações e insinuações patrocinadas por um despreparado; e clamar ao povo brasileiro para que se manifeste a respeito da causa, que não tem titulares e está entregue aos cidadãos conscientes, pobres ou ricos, brancos ou negros, enfim, a todos os cidadãos de bem e que esperam uma mudança radical dos comportamentos que não se coadunam com a realidade necessária ao desenvolvimento do Brasil.

Octavio Augusto Brandão Gomes

Oscar Argollo

Notícia alterada nesta segunda-feira (13/8) para correção de informação

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
09 de agosto de 2007 às 20:44

Precisei da OAB-RJ e esses que hoje criticam Wadih Damous, numca se manifestaram no sentido de averiguar o crime que esta preste a cair. Mancumunados tambem com o MPERJ, se fiseram de mocos, desdenharam.

Ao contrario, Wadih Damous, nos deu a proteção necesaria e colocou varias comissões a nossa disposição, apura o caso, se interessa pelos anseios populares tambem.

Esta certo, pois estamos vivendo num ESTADO PARALELO muito, mas.... muito pior que o regime ditatorial dos anos setenta.

Essa oposição é perigosa, incongruente, e sem compromisso social.

Dr. Júlio César disse:
09 de agosto de 2007 às 22:25

Wadih foi eleito por aclamação - por quase 80% - de todos os advogados do Rio de Jeneiro por razões claras, ninquém mais aquentava o reinado dos Fonteneles aqui.

Trata-se da melhor OAB dos ultimos 10 anos! Nenhuma outra avançou tanto e guerreou tanto pelos nossos direitos.

Dr.jpinto disse:
09 de agosto de 2007 às 22:28

Fui delegado da Comissão de Direitos Humanos da nova OAB/RJ. pedi minha exoneração, mas continuo aponhado a gestão do Dr Wadih Damous, que em pouco tempo esta colocando a casa em ordem, nos ficamos mais 12 acefalos sem uma representatividade a OAB funcionava somente para seus afilhados sem conta com a falência da CAARJ.
O episódio da CDHAJ, foi um fato isolado que esta sendo contornado.Quanto a gestão passada comandada pelo Dr.Octavio Augusto Brandão Gomes, não merece nem comentário foi lastimável.
Dr. JOSÉ PINTO SOARES DE ANDRADE
OAB/RJ 43.247

Dr. Júlio César disse:
09 de agosto de 2007 às 22:28

Celso Augusto Fontenelle, Octavio Augusto Brandão Gomes, Oscar Argollo, Silvio Kelner e Celestino da Silva Junior falem por vocês, mas não por todos os advogados fluminenses e nem muito menos e especialmente POR MIM!

Por essa e outras continuarei com o Wadih.

MUDABRASIL disse:
09 de agosto de 2007 às 22:52

Até que enfim alguém tem coragem de contrariar a atual direção da OAB RJ, que - a serviço sabe lá de quem - atacou violentamente a OAB SP.

Alberto Brigagao disse:
10 de agosto de 2007 às 00:23

Eu acho uma bobagem fomentar uma suposta briga entre RJ e SP e o Wadih não falou nenhuma mentira quando se referiu ao movimento "cansei".

Dr. Celso Fontenelle e outros se enganaram, pois eles não falam por mim.

Mandrake disse:
10 de agosto de 2007 às 01:49

Amigos do Rio (e principalmente de SP),
para nós, fluminenses, o movimento "cansei" aconteceu muito antes do que qualquer Dória Júnior pudesse imaginar. Na última eleição, votamos na oposição, pois cansamos da "máfia" ou "panela" ou "igrejinha" que tomava conta da OAB/RJ. CANSAMOS DESSA GENTE. CANSAMOS DAS FRAUDES NOS EXAMES DA OAB/RJ, DA MÁFIA DOS CURSINHOS, DOS BOATOS EM TORNO DA PEÇA PROCESSUAL A SER COBRADA NA PROVA!!!! E VALEU A PENA!!! A OAB/RJ, contrariando interesses daqueles que fazem de entidades de interesse público, como deve ser a Ordem, num primeiro momento, já transferiu o Exame de Ordem para o CESPE/UNB. Só por isso, já valeu meu voto na OPOSIÇÃO. MAIS, essa gestão atual é chamada de NOVA OAB por grande parte dos advogados de nosso RJ. Enfim, CANSAMOS DESSA GENTE, que arruinou com a OAB/RJ...
Amigos paulistas, segue um conselho! Não rejeitem a declaração do presidente da OAB/RJ por causa da nossa famigerada oposição, aqui sim, GOLPISTA. Não cometam esse ERRO.
Agora, cá entre nós, o Dr. D'URSO não merece ser presidente da OAB/SP, já que NUNCA será representante dos advogados aí militantes. É, sim, GOLPISTA, como os poucos que entraram nesse movimento sem saber a razão!
Querem marcar o Governo Atual com o carimbo da incompetência e tentar, sim, derrubá-lo. Ninguém que mamou nas tetas do governo central por tanto tempo (desde 1891, pelo menos) vai deixar barato do jeito que está: afinal, temos um presidente que era pobre, ignorante e analfabeto, mas que chegou lá. Errou, erra todo dia, mas acerta mais que seus antecessores. E mais: deu, até, que seja, de forma impensada, valor às instituições, tais quais o MPF (prestigiando o nome indicado pelos membros da carreira... o mesmo que hoje denuncia os mensaleiros) e PF!
Sds

Galvão disse:
10 de agosto de 2007 às 02:04

O Rio de Janeiro é caso perdido. A classe média está tão envolvida com o consumo de drogas que qualquer movimenta de combate à criminalidade esta prejudicado. Como se vestir de branco fazer passeata na orla marítima do Rio, e depois ir puxar um baseado ou dar um tirinho?

Galvão disse:
10 de agosto de 2007 às 02:04

O Rio de Janeiro é caso perdido. A classe média está tão envolvida com o consumo de drogas que qualquer movimenta de combate à criminalidade esta prejudicado. Como se vestir de branco fazer passeata na orla marítima do Rio, e depois ir puxar um baseado ou dar um tirinho?

Arnon Velmovitsky disse:
10 de agosto de 2007 às 07:53

O manifesto divulgado pela oposição esta divorciado da realidade agora vivida pela advocacia fluminense. A OAB-RJ, sob o comando de Wadih Damous, esta devolvendo aos advogados a dignidade perdida ao longo do tempo. As conquistas decorrentes do trabalho arduo, com posicionamentos em prol da modernidade, não poderia causar outro sentimento aos subscritores do malfadado manifesto.
O "cansei" é movimento elitista, afastado dos verdadeiros e legitimos anseios dos verdadeiros brasileiros.
A OAB-RJ finalmente encontrou o rumo da seriedade, da competência, do trabalho sério e da democracia.
Arnon Velmovitsky

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
10 de agosto de 2007 às 09:40

Cansei do "Cansei"!!!

Nelson Cooper disse:
10 de agosto de 2007 às 10:04

O Sr Velmovitsky está totalmente correto. É nítido como a OAB-Rj está, neste momento, em sintonia com a atualidade, atendendo não só aos anseios dos advogados fluminenses, como também à sociedade em geral.

Marcello Oliveira disse:
10 de agosto de 2007 às 11:23

Gostaria de esclarecer alguns pontos importantes para que o leitor desta prestigiosa publicação não seja iludido. Primeiro, os Drs. Silvio Kelner e Celestino da Silva Junior nunca foram presidentes da OAB-RJ. Segundo, o Sr. Oscar Argollo presidiu a entidade por dois meses. Resta, portanto, a assinatura dos colegas Octavio Gomes e Celso Fontenelle, que muito pouco contribuíram, nos 12 anos consecutivos que presidiram a entidade, para a advocacia fluminense.

Fernando disse:
10 de agosto de 2007 às 11:45

Esta oposição cansada e cansativa está transformado a OAB no palco das disputas políticas mais mesquinhas. Espero que os leitores não esqueçam do fato do D’Urso ter utilizado a OAB/SP politicamente já uma vez ao envolver a instituição na defesa do veto à Emenda 3, remeto os leitores ao artigo “Fiscal não é juiz”, in Revista Consultor Jurídico, 2 de maio de 2007.
É sempre bom termos isso em mente na hora de escolhermos o novo representante nacional da OAB.

Embira disse:
10 de agosto de 2007 às 14:23

Esse movimento “Cansei” é uma canoa furada e se os dirigentes da OAB forem, de fato, tão inteligentes quanto parecem, devem pular fora o quanto antes. O “leitmotiv” desse movimento são os acidentes ocorridos com o Gol, há quase um ano, e o avião da Tam. O acidente da Gol, está mais que evidente, foi causado por falha dos pilotos americanos que deixaram o transponder desligado e não seguiram o plano de vôo. Já, sobre o acidente do avião da Tam, a Época publica: “a caixa-preta de dados do Airbus mostra que os pilotos Kleyber Lima e Henrique Stephanini di Sacco acionaram corretamente as manetes que aceleram as turbinas no pouso anterior do avião, em Porto Alegre. No pouso em São Paulo, o gravador registra que a manete da turbina direita não se movimentou nem sequer um grau, permanecendo em ponto de alta aceleração. Foi essa leitura que levou o computador do avião a desativar o acionamento automático dos freios aerodinâmicos das asas, impedindo a frenagem, mantendo a aceleração e levando o avião a ultrapassar a pista e explodir junto ao prédio da TAM Express. Esses dados confirmam a hipótese principal do acidente, de falha operacional de posição das manetes (alavancas de controle da potência das turbinas). Mas como é unanimidade entre os pilotos de que nenhum profissional deixaria as manetes em posições contraditórias, aumenta a hipótese de uma falha eletrônica dos sensores”. Traduzindo: falha do equipamento de vôo e não do Lula. Melhor a elite protestar, sem melindres, contra a queda dos juros, que já deve estar incomodando a chamada “turma da bufunfa” (vide artigo de Paulo Nogueira Batista Jr, na Folha de 9.8.07).

Michelle Chagas da Silveira disse:
10 de agosto de 2007 às 14:44

Gostaria de aproveitar o manifesto para denunciar a falta de lisura no 32º Exame de Ordem do Estado do Rio de Janeiro. A "Nova OAB" conseguiu demonstrar no 32º Exame de Ordem que não possui competência para cumprir os seus prazos e sequer dignidade em honrar com suas promessas de campanha. Pois ingressei com recurso contra o resultado da prova prático profissional na área de Direito de Trabalho, e para a minha surpresa, obtive resposta bem diferente do que foi recorrido, inclusive com citações que sequer fiz em minha prova. É muito fácil divulgar em rede nacional a incompetência dos bachareis em Direito, só que é mais fácil ainda mostrar a falta de lisura num Exame tão importante como este.
Estou disponibilizando a minha prova, bem como o gabarito oficial divulgado e o resultado do meu recurso para esclarecimentos.

balai disse:
10 de agosto de 2007 às 15:12

Caro professor Fernando, faço minhas as suas palavras e, do próprio D'Urso em contrário senso, quando afirma para ao jornal: "Para D’Urso, a crítica é uma tentativa do grupo fluminense de adiantar o processo interno de eleições da OAB nacional."

Raul Haidar disse:
10 de agosto de 2007 às 16:16

Equivocou-se o comentarista que disse que o Dr.D’Urso teria "...utilizado a OAB/SP politicamente ...ao envolver a instituição na defesa do veto à Emenda 3...."

A questão da Emenda 3 nada tem a ver com uso "político". Trata-se de questão técnica posto que se pretendeu dar a agentes fiscais poderes para conceituar o que é ou o que não é empresa, olu seja, para descaracterizar como tal os prestadores de serviço morganizadois como pessoas jurídicas.

A lei 8906 , no artigo 44, I, diz que uma das finalidades da OAB é "pugnar pela boa aplicação das leis".

Ao manifestar-se sobre aquela questão, a OAB cumpriu o que a lei manda. Não se trata, pois, de uma ação "política" no sentido que ljhe atribiu o desinformado comentarista.

O movimento CANSEI não se reporta apenas aos acidentes aéreos. As questões levantadas são muito mais amplas e guiardam relação com a enorme quantidade de falhas ou omissões governamentais. Por isso é movimento cívico que a OABSP lidera não porquer quer, mas porque essa é, legal e históricamnente, sua função e sua vocação.

Ao que parece uma das razões que provocam a má qualidade do ensino em geral é a desinformação dos professores.

Pedro Massena disse:
10 de agosto de 2007 às 18:46

É importante esclarecer que o pequeno atraso na correção das provas da segunda fase do último exame de ordem ocorreu devido à adequações técnicas ao recém contratado sistema da CESPE/UNB. Contudo, é óbvio que a mudança é benéfica e confere segurança e lisura à prova, ao contrário do afirmado por outra pessoa anteriormente. Antes a própria OAB elaborava, aplicava e corrigia as provas, possibilitando desse modo toda sorte de problemas. Os cursinhos que recebiam informações suspeitas antes das provas faturaram muito com a fragilidade do sistema. Agora o sistema está mais seguro e é melhor aguardar um pouco, porém ter a certeza da legalidade da prova.

Pedro Massena disse:
10 de agosto de 2007 às 19:04

O "manifesto" da oposição beira o ridículo. Foram 16 anos com o mesmo grupinho no comando da OAB/RJ, frise-se, que elaborava toda sua política em torno da perpetuação no poder.
Encontros nababescos de dirigentes no interior, indicação de irmão para o quinto constitucional (que acarretou na inédita devolução da lista pelo Tribunal), falência da caarj, compra duvidosa de terreno para contrução de um hospital imaginário. Todos estes são exemplos da falta de legitimidade destes senhores para falar em nome dos advogados.
Ninguém aguentava mais, então, que continuem onde estão: fora da OAB/RJ!!

Fernando disse:
10 de agosto de 2007 às 20:30

Dr Raul Haidar
Esse mesmo artigo 44 da lei 8906 enumera outras finalidades da OAB como “defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado democrático de direito, os direitos humanos, a justiça social”.
Participar de um movimento contrário ao veto à Emenda 3 é uma decisão política sim. E interpretar essa ação como “pugnar pela boa aplicação das leis” é algo totalmente subjetivo nesse caso, de Hermenêutica também, e não algo puramente técnico como o senhor sustenta. Remeto os leitores ao artigo “Reforma trabalhista: Emenda 3 é conversa fiada vestida de paramentos de jurídicos”, de João José Sady, publicada in Consultor Jurídico, 16 de março de 2007.

Na minha opinião, e da Associação dos Juízes para a Democracia por exemplo, dentre vários outros órgãos, a OAB/SP não deveria encampar esse de movimento de oposição ao veto à Emenda 3, pois trata-se de uma medida que fragilizaria o vínculo trabalhista e favoreceria a informalidade. Em relação ao movimento Cansei, já me manifestei em resposta ao senhor em outra notícia desse sitio.
O fato de discordar da opinião do senhor em relação ao tema em questão não me caracteriza como desinformado. E concordo com o senhor, realmente o ensino jurídico não vai bem, isso é um problema antigo, desde a fundação das faculdades de Direito no Brasil é possível afirmar, nos é mostrado com brilhantismo por Sergio Adorno em sua obra “Os aprendizes do Poder. Espero que possamos mudar esse quadro.

Raul Haidar disse:
12 de agosto de 2007 às 14:59

Ilustre Professor: A OAB não pode se orientar por opiniões de professores nem de juizes.

A OAB é uma corporação de ofício e deve orientar-se pela opinião majoritária de seus membros.

Tal maioria deu ao atual Conselho um mandato temporário para representá-la e isso o atual Conselho faz muito bem.

Quem precisa de opinião de juiz são os seus subordinados, desde o escrivão até o porteiro do forum.

Quem precisa de opinião de professor é aluno. Sou, como qualquer Advogado, um eterno aprendiz, mas há mais de trinta anos já não sou aluno de ninguém.

E como disse Bernard Shaw : "Quem sabe faz, quem não sabe ensina..."

Boa tarde.

Fernando disse:
12 de agosto de 2007 às 23:41

Prezado Dr Raul Haidar

A OAB possui hierarquia, eleições e seu presidente como representante formal da Ordem pode e deve tomar as decisões que lhe são pertinentes. No entanto, essas decisões não são imunes à críticas, e muitas vezes não são orientadas por interesses nobres.

Tenho convicção de que o Direito no Brasil não se constrói com esse sectarismo de que a opinião de juiz, de professor, ou de qualquer outro operador jurídico deva ficar limitada no seu respectivo campo de atuação, tampouco haja essa relação de subordinação, no que eu acredito ser um DIÁLOGO, inerente a um espaço público.

O senhor descontextualiza a frase do brilhante dramaturgo inglês Bernard Shaw a fim de desprestigiar o ofício de professor.... Fique tranqüilo Dr Haidar, não é necessário citar dramaturgos, romancistas, ou congênere, o senhor está no Brasil e a porção majoritária de estadistas, governantes, políticos pensam, assim como o senhor, que a atividade docente não merece prestígio algum, vide a remuneração e o escasso incentivo a esta classe, cujo reflexo, dentre outras coisas, é a má qualidade do ensino jurídico, paradoxalmente lembrada pelo senhor em outra ocasião.
Gostaria que num debate num foro como esse, o senhor discutisse as idéias aqui expostas, com ARGUMENTOS, e não tentasse desqualificar as pessoas que emitem opiniões por serem elas juízes, promotores, advogados, professores ou estudantes de Direito.

Boa Semana

Michelle Chagas da Silveira disse:
13 de agosto de 2007 às 11:18

Prezado Dr. Fernando Massena,

Com todo o respeito, quem é o senhor para falar em pequeno atraso?
Inicialmente a data prevista para a divulgação do resultado dos recursos foi dia 20/07, depois passou para o dia 27/07, e depois 31/07, e depois 03/08, e somente no dia 09/08 às 17hs consegui obter a resposta do meu recurso, que sequer foi corrigido.
Vocês demonstraram mais uma vez, que só estão interessados em fazer política e obter vantagem. Por que somente no último dia de inscrição do exame de ordem, vocês divulgaram o resultado dos recursos? Fui obrigada a pagar mais R$125,00 de taxa de inscrição, para o próximo exame que será no domingo, dia 19/08.
Por que os bacharéis não conseguem ter acesso a presidência, gostaria muito de ter a possibilidade de mostrar a minha prova para o Dr. Wadih.
Desafio qualquer professor de direito do trabalho a corrigir a minha prova, pois estou sendo impedida de exercer regularmente a minha profissão, por essa excrescência do direito.

Lembrem-se do “JURAMENTO DO ADVOGADO: "Prometo exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas."

Michelle Chagas da Silveira disse:
13 de agosto de 2007 às 14:10

O comentário é para o Dr. Pedro Massena.

Paulo Augusto Silva Novaes disse:
13 de agosto de 2007 às 18:32

Trêfegos, sôfregos, fibrilantes, aflitos, saltitantes, brilhantinosos e ademanosos.

E, portanto, cansados. Aliás, exaustos, esses "socialites" paulistas.

Golpistas, "comme d'habitude." E que, "ça va sans dire", cooptaram, abduziram o D'Urso, que, "a propos" pode desfrutar, "comme il faut" seu inquestionável personalíssimo direito de sentir-se exausto.

Então, fiquemos assim, com uma calorosa saudação carioca:

"AMIGO D'URSO, SAUDAÇÕES POLARES..."

( d'après Moreira da Silva ? )

João Santana disse:
14 de agosto de 2007 às 00:14

Paulo Augusto
Realmente o D'Urso,(D'Raposa), lembra o que Moreira da Silva já cantava:
"Há muito eu andava persuadido que tu eras um sabido com carinha de otário...."
Mais apropriado impossível,pois extraido da música 'Resposta ao amigo Urso'...
Saudações matogrossenses!

Fernando Bornéo disse:
15 de setembro de 2007 às 13:17

O ex-Presidente OCTÁVIO GOMES está perdendo a grande chance de ficar calado.

Depois de longos anos de pura safadeza à frente da OAB/RJ, período em que trabalhou apenas para valorizar sua imagem e sua carreira, trabalhando para a nomeação, pelo 5º constitucional, do ex-advogado da TELE NORTE LESTE PARTICIPAÇÕES S/A, controladora da TELEMAR NORTE LESTE S/A, MESSOD AZULAY NETO para DESEMBARGADOR DO TRF da 2ª Região, quando na lista sextupla tinham 5 outros profissionais com o mesmo saber jurídico e SEM COMPROMETIMENTOS QUAISQUER.

O efetivo trabalho do Dr Octávio Gomes lhe rendeu um belo contrato para defender, de forma terceirizada, a Concessionária que o Dr. Messod Azulay Neto defendeu com muito afinco, in casu a TELEMAR NORTE LESTE, que explora o STFC, e a OI, que tem como nome social a TELE NORTE LESTE PARTICIPAÇÕES S/A, muito embora os vigaristas que a controlam queiram convencer ao povo brasileiro que a TELEMAR AGORA É OI.

Dr. Octávio Gomes, aproveite a oportunidade e FIQUE QUIETO"

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