Lewandowski afirma que STF votou “com faca no pescoço”

Em conversa telefônica na noite de terça-feira (28/8), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, reclamou da interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura da Ação Penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. “A imprensa acuou o Supremo”, avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome “Marcelo”. “Todo mundo votou com a faca no pescoço”. Ainda segundo ele, “a tendência era amaciar para o Dirceu”.

O episódio é narrado em reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Lewandowski foi o único a divergir do relator, Joaquim Barbosa, quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, descrito na denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o “chefe da organização criminosa” de 40 pessoas envolvidas de alguma forma no escândalo.

De acordo com a Folha, o telefonema de cerca de dez minutos, testemunhado ppor uma jornalista, ocorreu por volta das 21h35. Lewandowski jantava, acompanhado, no recém-inaugurado Expand Wine Store by Piantella, na Asa Sul, em Brasília.

Apesar de ocupar uma mesa na parte interna do restaurante, o ministro preferiu falar ao celular caminhando pelo jardim externo, que fica na parte de trás do estabelecimento, onde existem algumas mesas — entre elas a ocupada pela repórter da Folha, a menos de cinco metros de Lewandowski.

A menção à imprensa se deve à divulgação na semana passada, pelo jornal O Globo, do conteúdo de trocas de mensagens instantâneas pelo computador entre ministros do STF, sobretudo de uma conversa entre o próprio Lewandowski e a colega Cármen Lúcia.

Nos diálogos, os dois partilhavam dúvidas e opiniões a respeito do julgamento, especulavam sobre o voto de colegas e aludiam a um suposto acordo envolvendo a aposentadoria do ex-ministro Sepúlveda Pertence e a nomeação — que veio a se confirmar — de Carlos Alberto Direito para seu lugar. Lewandowski chegou a relacionar o suposto acordo ao resultado do julgamento. Na conversa de cerca de dez minutos com Marcelo, opinou que a decisão da Corte poderia ter sido diferente, não fosse a exposição dos diálogos. “Você não tenha dúvida”, repetiu em seguidas ocasiões ao longo da conversa.

O fato de os 40 denunciados pelo procurador-geral terem virado réus da ação penal e o dilatado placar a favor do recebimento da denúncia em casos como o de Dirceu e de integrantes da cúpula do PT surpreenderam advogados de defesa e o governo. Na véspera do início dos trabalhos, os ministros tinham feito uma reunião para “trocar impressões” sobre o julgamento, inédito pelo número de denunciados e pela importância política do caso.

Em seu voto divergente no caso de Dirceu, Lewandowski disse que “não ficou suficientemente comprovada” a formação de quadrilha no que diz respeito ao ex-ministro. “Está se potencializando o cargo ocupado [por Dirceu] exatamente para se imputar a ele a formação de quadrilha”, afirmou.

Enrique Ricardo Lewandowski, 58, foi o quinto ministro do STF nomeado por Lula, em fevereiro do ano passado, para o lugar de Carlos Velloso. Antes, era desembargador do Tribunal de Justiça de SP.

No geral, o ministro foi o que mais divergiu do voto de Barbosa: 12 ocasiões. Além de não acolher a denúncia contra Dirceu por formação de quadrilha, também se opôs ao enquadramento do deputado José Genoino nesse crime, no que foi acompanhado por Eros Grau.

No telefonema com Marcelo, ele deu a entender que poderia ter contrariado o relator em mais questões, não fosse a suposta pressão da mídia. Ao analisar o efeito da divulgação das conversas sobre o tribunal, disse que, para ele, não haveria maiores conseqüências: “Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente”. Ainda assim, logo em seguida deu a entender que, não fosse a divulgação dos diálogos, poderia ter divergido do relator em outros pontos: “Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos”.

Lewandowski fez ainda referência à nomeação de Carlos Alberto Direito, oficializada naquela manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Negou ao interlocutor que fizesse parte de um grupo do STF contrário à escolha do ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga de Pertence, como se depreende da conversa eletrônica entre ele e Cármen Lúcia. “Sou amigo do Direito. Todo mundo sabia que ele era o próximo. Tinha uma campanha aberta para ele.”

Ainda em tom queixoso, gesticulando muito e passando várias vezes a mão livre pela vasta cabeleira branca enquanto falava ao celular, Lewandowski disse que a prática de trocar mensagens pelos computadores é corriqueira entre os ministros durante as sessões. “Todo mundo faz isso. Todo mundo brinca.”

Já prestes a encerrar a conversa, o ministro, que ainda trajava o terno azul acinzentado e a gravata amarela usados horas antes, no último dia de sessão do mensalão, procurou resignar-se com a exposição inesperada e com o resultado do julgamento. “Paciência”, disse, várias vezes. E ainda filosofou: “Acidentes acontecem. Eu poderia estar naquele avião da TAM”.

Além dos trechos claramente identificados pela reportagem, a conversa teve outras considerações sobre o julgamento, cuja íntegra não pôde ser depreendida, uma vez que Lewandowski caminhou para um lado e para outro durante o telefonema.

Logo após desligar, ao voltar para o salão principal do restaurante, Lewandowski se deteve para cumprimentar um dos proprietários, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, figura muito conhecida em Brasília e amigo de vários advogados e políticos -entre eles o próprio Dirceu, citado na conversa.

Lewandowski ficou pouco mais de uma hora no restaurante. A Expand Wine Store by Piantella é um misto de loja de vinhos, restaurante e bar localizada na quadra 403 Sul, no Plano Piloto. Pertence ao mesmo grupo de proprietários do Piantella, o mais tradicional restaurante da capital federal, ponto de encontro de políticos.

Só depois da conversa com Marcelo é que Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais — um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina.

Carlos José Marciéri disse:
30 de agosto de 2007 às 11:44

Com a devida licença, isto vai um pouco além de mera indiscrição do Ministro.Será ele o Roberto Jeferson do STF?

olhovivo disse:
30 de agosto de 2007 às 12:22

O Min. Levandowski foi ingênuo ao acreditar que ainda existe privacidade no Brasil. Há, no entanto, dois mistérios envolvendo essa captação: 1) A Folha, como é usual em casos do gênero, não divulgou o nome do repórter que ouviu a conversa. Seria o apelido dele "guardiaozinho"?; 2) O julgamento terminou no dia 28. O "furo" poderia ser divulgado no dia seguinte. Mas, somente no dia 30 isso ocorreu. É pouca pressa em se tratando de "furo".
Tempos estranhos, como diria outro ministro.

LHS disse:
30 de agosto de 2007 às 12:40

Exigir privacidade dentro de um restaurante? Menos, vai.

Embira disse:
30 de agosto de 2007 às 12:53

Fui aluno do professor Paulo José da Costa Júnior, que publicou em 1995 a segunda edição do Livro "O Direito de Estar Só - Tutela Penal da Intimidade" (São Paulo, Editora Revista dos Tribunais). Professor, infelizmente não há mais intimidade. Acabou: agora a mídia tem olhos de lince e ouvidos caninos. Quer dizer: potencializa os sentidos de seus olheiros e escutas com equipamentos eletrônicos hi-tech. “Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35”. Diz, ainda, a matéria que o Ministro estava acompanhado. Da próxima vez, queremos mais detalhes. Afinal, não estamos em uma democracia? Às favas o recato! Queremos é saber o que fazem esses ministros em seus momentos de lazer e intimidade. Lewandowski disse que o julgamento do mensalão transcorreu sob pressão. De certa forma, isso é bom. Dizem que funcionário público é como aqueles pneus de caminhão que só tocam a pista quando a pressão da carga é muita. Com a mídia “em cima”, todo mundo trabalha. Seria desejável, porém, que o comboio da República fosse capaz de transitar, mesmo sem pressão.

Rossi Vieira disse:
30 de agosto de 2007 às 13:00

Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...

Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Luiz Augusto Mendes disse:
30 de agosto de 2007 às 13:28

Meu Deus, agora temos que ser cegos e surdos? Obter dados "in locu", em local aberto ao público, passou a ser proibido?

Luiz Augusto Mendes disse:
30 de agosto de 2007 às 13:37

Reinaldo Azevedo:

"Chega! Este senhor tem de renunciar. É um dos 11 juízes mais importantes do Brasil e, mais uma vez, demonstra não estar à altura do cargo que ocupa. E agora? Vai reclamar de novo de “invasão de privacidade”? Um juiz da Suprema Corte, num local público, em voz alta, sai a fazer considerações sobre os bastidores do julgamento e especula sobre o voto de seus pares, e tudo fica por isso mesmo?

Sorte a nossa termos um fotógrafo que sabe enxergar, como Roberto Stuckert Filho, de O Globo. Sorte a nossa termos uma repórter que sabe ouvir, como a sempre excelente Vera Magalhães, da Folha. Mais: o contexto autoriza pôr em dúvida a isenção de Lewandowski. Por quê? Vejam lá: “A tendência era amaciar para Dirceu”, diz ele. E quem foi que deu um voto favorável a Dirceu? Ora, Lewandowski. Votou com sua consciência ou com a “tendência”? Mais uma vez, alguns cretinos dirão: “Oh, já não se pode falar ao telefone!” Que eu saiba, Vera não grampeou a ligação. A única coisa que lhe cabia fazer era nos contar o que ouviu ou, negando a sua profissão, intervir: “Dava para o senhor falar mais baixo? Sou da Folha e estou ouvindo tudo”...

Dirceu, claro, tentará fazer mau uso — o que significa bom uso pra ele — da reportagem. Afinal, a afirmação do juiz combina perfeitamente com a tese que ele está defendendo em seu blog. Também a manchete da Folha ajude um pouco, convenham. A minha teria sido outra: “Ministro diz que tendência era amaciar com Dirceu”. Afinal, a história da faca no pescoço, convenham, é típica de quem se sentiu derrotado.

Não dá. Em uma semana, Lewandowski enxovalha o STF duas vezes. Quem é que vai confiar agora na sua independência? Em outro momento da conversa, chama o que se deu no Supremo de “acidente de percurso”. Percurso?"

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 14:08

TEMOS QUE DAR UM BASTA NESTA SITUAÇÃO! OS NOSSOS MINISTROS NÃO PODEM FICAR SOFRENDO PRESSÕES DA MÍDIA. O STF É UM GRANDE BIG BROTHER! PRIVACIDADE ZERO! REALMENTE OS MINISTROS ESTÃO SOB PRESSÃO TOTAL DA IMPRENSA! ISTO É PÉSSIMO PARA A DEMOCRACIA.

A.G. Moreira disse:
30 de agosto de 2007 às 14:14

Quem acompanhou os trabalhos do STF, durante o caso dos "40 ladrões" , pôde perceber como o Ministro da "faca entalada" , se encontrava "desconfortável", nada à vontade, manifestando, claramente, que ele era a pessoa errada no lugar errado !!!

Para o Ministro, só existe uma saída : RENUNCIE !!!!!!!!!!!

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 14:15

MEU DEUS! NÃO É NOVIDADE NENHUMA QUE O JULGAMENTO FOI SOB TOTAL PRESSÃO DA IMPRENSA! ALÍAS, O MINISTRO ESTÁ CERTO. A IMPRENSA ESTÁ COM A FACA NO PESCOÇO DO STF MESMO! LEWANDOWSKI ACEITOU TODAS AS DENÚNCIAS CONTRA OS MENSALEIROS, SÓ REJEITO A ACUSAÇÃO DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA. AGORA EU QUERO VER SE NO JULGAMENTO DO MÉRITO, QUE É O QUE IMPORTA, O CRIME DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA VAI SE SUSTENTAR.

DAQUI A POUCO VÃO INVADIR ATÉ A CASA DOS MINISTROS PARA SABER O QUE ELES ESTÃO FAZENDO.

Bruno disse:
30 de agosto de 2007 às 14:25

Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Armando do Prado disse:
30 de agosto de 2007 às 14:31

E não?

É STF ou Parquet?

Precisa avisar o min. Joaquim que ele não está mais no Parquet?

Armando do Prado disse:
30 de agosto de 2007 às 14:32

última frase sem o sinal de interrogação, é afirmativa mesmo.

Eri Coelho - Jornalista disse:
30 de agosto de 2007 às 14:52

Ouvi sobre Ali-babá e os 40 ladrões. Será que não está faltando 1 ?????

Explicando melhor, quem é o Ali? Esqueceram do Ali?

Eri Coelho - Jornalista disse:
30 de agosto de 2007 às 14:56

Faca no pescoço de quem?

Dos contribuintes que desejavam, e desejam, que algum dia o GRANDE
CHEFE, o Ali, seja punido!

Sonhei que ele, o Ali,saiu algemado do palácio (então acordei e confirmei que esse sonho é somente para cidadão de um país sério).

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 15:02

A IMPRENSA "ESQUECEU" DE NOTICIAR QUE LEWANDOWSKI ACEITOU A DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 15:03

JURISTAS CRITICAM O ABUSO DA IMPRENSA

Para grupo houve 'abuso da liberdade de informação' na publicação de e-mails de ministros do STF

BRASÍLIA. Cinco juristas e professores de direito constitucional divulgaram ontem nota criticando a divulgação, pelo GLOBO, de mensagens trocadas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski durante o julgamento da denúncia do mensalão, semana passada. Os advogados classificaram a publicação dos e-mails de “abuso da liberdade de informação”.
Na nota, Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, José Afonso da Silva e Paulo Bonavides dizem que “a captação clandestina, por meio de (lente fotográfica) teleobjetiva, de mensagens particulares trocadas por ministros do Supremo Tribunal Federal, durante uma sessão de julgamento, constitui forma aviltante de jornalismo, que ofende os princípios éticos e jurídicos da comunicação social”.
Eles prosseguem: “Todos os agentes públicos, inclusive os magistrados, mesmo em meio ao exercício de suas funções, têm o direito fundamental de manter inviolada a sua esfera de intimidade e comunicação privada (...) A condescendência com tais atos condenáveis conduzirá em breve à generalização de escutas clandestinas e outros procedimentos de sistemática invasão da privacidade”.
“Os órgãos de imprensa, que não hesitam em tachar de censura toda tentativa de regulação de suas atividades, deveriam ser mais rigorosos no repúdio aos abusos da liberdade de informação”, diz outro trecho da nota dos advogados.

Leila Alves disse:
30 de agosto de 2007 às 15:09

Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Leila Alves disse:
30 de agosto de 2007 às 15:09

Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Gilberto Aparecido Americo disse:
30 de agosto de 2007 às 15:29

Essa história de ouvir e divulgar conversa de botequim é sacanagem. Contudo, se a notícia for verdadeira, o discurso do ministro está bastante afinado com as críticas manifestadas hoje por José Dirceu, endereçadas ao STF.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 17:25

Lendo determinados comentários abaixo, duvido muito que se tratem de pessoas realmente formadas em direito, muito menos advogados, juízes e membros do MP.

Falar em ofensa à intimidade aqui é menos que opinião errada. É bizonhice.

Aluno de primeiro período sabe que sem expectativa de privacidade, não há privacidade.

Quem fala aos gritos em local público é porque não se importa que as pessoas o ouçam. Se não se importa, abdica de sua privacidade. Se quem ouviu foi um repórter, azar de quem fez esta besteira.

Sobre o teor das declarações do Ministro, cheira mais a dor de cotovelo que a fato. Lewandowski passou vergonha no julgamento, falando absurdos inacreditáveis. Peluzo e outros tiveram que ensinar definições básicas de direito ao Ministro falastrão. Encabulado, atribui sua derrota (por 9x1) não ao seu desconhecimento, mas a uma fantasmagórica pressão da imprensa.

O Ministro também acusou Eros Grau de trocar seu voto por favores do governo. O que vimos foi que o Ministro Eros Grau votou, certo ou errado, com sua consciência.

Lewandowski deveria parar de criar factódes e estudar um pouco. A comunidade jurídica agradeceria e o respeitaria muito mais.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 17:37

PROFESSOR MANOEL... QUEM NÃO ESTUDOU DIREITO?

GLOBO: JURISTAS CRITICAM O ABUSO DA IMPRENSA

Para grupo houve 'abuso da liberdade de informação' na publicação de e-mails de ministros do STF

BRASÍLIA. Cinco juristas e professores de direito constitucional divulgaram ontem nota criticando a divulgação, pelo GLOBO, de mensagens trocadas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski durante o julgamento da denúncia do mensalão, semana passada. Os advogados classificaram a publicação dos e-mails de “abuso da liberdade de informação”.
Na nota, CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, DALMO DE ABREU DALLARI, FÁBIO KONDER COMPARATO, JOSÉ AFONSO DA SILVA E PAULO BONAVIDES dizem que “a captação clandestina, por meio de (lente fotográfica) teleobjetiva, de mensagens particulares trocadas por ministros do Supremo Tribunal Federal, durante uma sessão de julgamento, constitui forma aviltante de jornalismo, que ofende os princípios éticos e jurídicos da comunicação social”.
Eles prosseguem: “Todos os agentes públicos, inclusive os magistrados, mesmo em meio ao exercício de suas funções, têm o direito fundamental de manter inviolada a sua esfera de intimidade e comunicação privada (...) A condescendência com tais atos condenáveis conduzirá em breve à generalização de escutas clandestinas e outros procedimentos de sistemática invasão da privacidade”.
“Os órgãos de imprensa, que não hesitam em tachar de censura toda tentativa de regulação de suas atividades, deveriam ser mais rigorosos no repúdio aos abusos da liberdade de informação”, diz outro trecho da nota dos advogados.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 17:39

PROFESSOR MANUEL: - O SENHOR CERTAMENTE NÃO É PROFESSOR DE DIREITO CONSTITUCIONAL.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 18:08

Eneas,

Leia a matéria e saiba pelo menos do que se está falando antes de comentar.

O assunto aqui não são os e-mails, mas a conversa do ministro ouvida em um restaurante.

Mas, se a carapuça serviu...

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 18:19

PROFESSOR MANOEL... QUEM NÃO ESTUDOU DIREITO?

GLOBO: JURISTAS CRITICAM O ABUSO DA IMPRENSA

Para grupo houve 'abuso da liberdade de informação' na publicação de e-mails de ministros do STF

BRASÍLIA. Cinco juristas e professores de direito constitucional divulgaram ontem nota criticando a divulgação, pelo GLOBO, de mensagens trocadas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski durante o julgamento da denúncia do mensalão, semana passada. Os advogados classificaram a publicação dos e-mails de “abuso da liberdade de informação”.
Na nota, CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO, DALMO DE ABREU DALLARI, FÁBIO KONDER COMPARATO, JOSÉ AFONSO DA SILVA E PAULO BONAVIDES dizem que “a captação clandestina, por meio de (lente fotográfica) teleobjetiva, de mensagens particulares trocadas por ministros do Supremo Tribunal Federal, durante uma sessão de julgamento, constitui forma aviltante de jornalismo, que ofende os princípios éticos e jurídicos da comunicação social”.
Eles prosseguem: “Todos os agentes públicos, inclusive os magistrados, mesmo em meio ao exercício de suas funções, têm o direito fundamental de manter inviolada a sua esfera de intimidade e comunicação privada (...) A condescendência com tais atos condenáveis conduzirá em breve à generalização de escutas clandestinas e outros procedimentos de sistemática invasão da privacidade”.
“Os órgãos de imprensa, que não hesitam em tachar de censura toda tentativa de regulação de suas atividades, deveriam ser mais rigorosos no repúdio aos abusos da liberdade de informação”, diz outro trecho da nota dos advogados.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 18:22

O senhor, eneas, o senhor não estudou Direito.

Além disso, deve ser analfabeto, já que não leu a reportagem em questão e está comentando outra.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 19:22

Não Professor Manuel, reafirmo ao Senhor:

1. Trata-se do mesmo tema: Direito Constitucional e invasão de privacidade. O caso da presente reportagem é pura invasão de privacidade, de uma parte podre da imprensa que investiga, julga e condena numa mesma matéria.

2. Basta que um jornalista tenha supostamente ouvido trechos de uma conversa para isso vire primeira página de Jornal.

3. O Brasil não precisa saber o preço e a marca do vinho que o ministro toma, muito menos os pratos que ele come. Ora, tenha a Santa paciência! O Senhor acha mesmo correto a imprensa divulgar as suas próprias conclusões sobre trechos de conversas interceptadas? Denegrindo a honra de pessoas públicas?

4. Respeito a sua opinião, mas ao menos respeite a minha, na senda de Paulo Bonavides, José Afonso, Fábio Konder, Dalmo Dallari, Bandeira de Mello.

5. Por mim assunto encerrado, mas se for preciso, responderei tantas vezes quanto necessário.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 19:33

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 19:35

PROFESSOR MANUEL, DEIXO UMA REPORTAGEM DO PROFESSOR DALMO DALLARE, ESTE SIM, PROFESSOR, NO MAIS PURO SENTIDO DA PALAVRA, PARA RESPONDER AOS SEUS ATAQUES GRATUITOS.

Rossi Vieira disse:
30 de agosto de 2007 às 19:57

Professor Manuel honra- te o nome que mamãe lhe deu, sô ! Deixa de der Mané. Bizonho é você com comentários estrábicos e ofensivos. Assim não dá ! Com as saudações de estilo, abraço-o.

Otavio

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 21:01

Caro Rossi,

Normalmente não refuto os seus comentários. São asneiras com as quais não me permito perder tempo.

De outro lado, afirmo que há desonestidade intelectual nos comentários dos indignados com o fato de quem tem ouvidos poder ouvir.

Muitos freqüentadores deste espaço bajulam os ministros do STF e odeiam o MP. Sabe-se lá com que interesses e por que traumas.

Quando a reportagem é desairosa ao MP, debate-se o conteúdo da reportagem, não importa como as informações foram obtidas ou se a imprensa está interpretando os fatos como lhe aprouver.

Quando a matéria implica ministro do STF, a mídia é malvada e abusiva. Os autoritários de plantão já começam a bolar planos mirabolantes para limitar a liberdade de imprensa. Tudo bem democrático...

Conversa fiada. Desonestidade intelectual. Bizonhice.

Não houve qualquer ilegalidade na reportagem. Qualquer idiota, qualquer boboca, qualquer mané sabe disso.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 21:07

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 21:41

Está bem Eneas. Depois de colar o mesmo post 107 vezes, você me convenceu. São tantos argumentos...

O ministro Lewandowski acusa um colega de vender seu voto, a maioria dos colegas de querer amaciar as coisas para um acusado e de votar com medo da imprensa. Mas isto tudo é bobagem.

Malvada é a imprensa, que teima em publicar as informações a que tem acesso. Onde já se viu?

Para os geniais comentaristas, a repórter deveria ter fingido que nada ouviu, para preservar a privacidade do ministro. Mesmo tendo sido o ministro que não preservou sua própria privacidade, falando alto em um lugar público.

Devemos acabar com a maldita liberdade de imprensa, prender todos os repórteres e dar uma medalha ao ministro Lewandowski.

Quanta bobagem.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 21:50

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Ramiro. disse:
30 de agosto de 2007 às 22:03

Uma questão fica no ar. O Jornalista tem o direito de preservar a fonte, ok. Mas se a tal jornalista afirma que captou a conversa do Ministro, cabe a ela o ônus da prova que o teor foi exatamente aquele. Gravação de MP3, MP4, ou qualquer meio de registro. Do contrário surge como uma ilação, uma afirmação leviana e sem provas, visto que não há em questão as fontes.

O nosso código penal tem uma disposição bem interessante para tal situação.
Difamação

Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Exceção da verdade

Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções.

Ou seja, como a jornalista vai sustentar a exceção da verdade? Vai dizer que é facultativo, que o ônus da prova é do Ministro?

Se foi registro em lugar público, para ser publicado em jornal de grande circulação nacional, espera-se da imprensa o bom senso de provar o que afirma.

O Globo já tomou uma indenização no STJ por ofender a honra de Desembargador do TJERJ, e foi por menos que isso.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 22:07

Sabe, os facistas também eram obcecados em controlar a imprensa.

Outra coisa que os facistas diziam é que "uma mantira repetida muitas vezes transforma-se em verdade" (Goebbels).

Você está indo bem Eneas. Tenho certeza que Hitler, Mussiloni, Fidel e Hugo Chávez concordariam com você.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 22:29

Caro Ramiro,

Vamos analisar melhor o caso, embora prefacialmente.

As afirmações atribuídas ao Ministro pelo jornal é que constituem difamação de seus colegas.

Assim, se falsa a conversa, poder-se-ia dizer que, em tese, a repórter teria cometido calúnia através da imprensa, art. 20 da Lei 5250/67:

"Art . 20. Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:"

"Pena: Detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa de 1 (um) a 20 (vinte) salários-mínimos da região".

Não se admite a exceção da verdade pelo fato da suposta vítima ser Ministro do STF, por força do § 3° do mesmo artigo.

No entanto, por fazer parte da descrição típica, a acusação teria que convencer o julgador da falsidade do fato.

Se existir gravação, trata-se de interceptação ambiental, prova ilícita portanto. No entanto, para ser usada pela defesa em processo criminal, se a gravação ilícita existir, ela poderia vir à tona.

Além disso, a prova não se faz apenas por gravação. A repórter deve ter pelo menos uma testemunha dos diálogos da mesa ao lado: a pessoa que jantava com ela no restaurante.

Por fim, ficando a palavra de um contra o outro, havendo dúvida do julgador, teria ele que absolver a repórter.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 23:22

Se, no entanto, a jornalista não mentiu, não há crime algum.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 00:16

Já há uma informação de que o ministro Lewandowski, em uma entrevista que será publicada amanhã, confirma e explica o que disse ao telefone. Ah, ele falava com um irmão, Marcelo.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 01:52

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 01:52

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 01:52

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 01:53

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 01:53

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

allmirante disse:
31 de agosto de 2007 às 09:47

que absurdo. que caras-de-pau. que republiqueta miserável. bando de burros. não dá mais. cansei!

Bira disse:
31 de agosto de 2007 às 09:59

A faca foi para votar a favor ou contra?
Não entendi a posição do magistrado.

EduardoMartins disse:
31 de agosto de 2007 às 10:24

Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 11:02

POIS É EDUARDO, SEI DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! PORQUE NÃO DIVULGAM ISSO!

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA, MANIPULADA, COMEÇA A ATIRAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 13:00

Eneas Goebbels,

Posta mais vezes a reportagem do Dallari que foi desmentida pelo próprio Lewandowski.

Quem sabe assim, vira verdade?

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 13:06

A canalhice dos que defendem a censura não tem limites. Prefiro uma imprensa livre a uma controlada por estes dementes.

Acredito que nem o grande Rui Barbosa sabia do alcance que seria dado pelos tempos modernos às suas palavras:

"A publicidade é o princípio que preserva a justiça de corromper-se".

Richard Smith disse:
31 de agosto de 2007 às 14:49

Depois das inúmeras idiotices e puerilidades ditas neste espaço, condenando a atitude da repórter de divulgar o que OUVIU, em lugar PÚBLICO, da boca de um dos 11 ministros da Corte Suprema sobre fato relevante recém-acontecido (e todos "esquecendo-se" de comentar a gravissima e chula frase: "a tendência era de AMACIAR para o DIrceu") posto abaixo a reprodução do comentário de hoje de REINALDO AZEVEDO, no seu "blog".

Leiam, os homens de bem, e meditem!

Levianos, arrivistas, vulgares.
O direito é um sacerdócio e conserva traços de uma pompa que nada tem de ridícula. Ela deveria ser a manifestação material da distância que tal conhecimento guarda do saber comum, vulgar, nem sempre íntimo do bem. O direito, enfim, não é achado na rua, ou o que se tem é só injustiça. Sacerdotes, na Roma antiga, costumavam iniciar assim as suas cerimônias: “Odi profunum vulgus et arceo/ Favete linguis”. Literalmente: “Odeio o vulgo profano e afasto-o. Silêncio”. Servia para distanciar os que não eram iniciados naqueles segredos.

O grande poeta latino Horácio (8 a.C-65 a.C) usou a fórmula em uma de suas odes, chamando a atenção, a um só tempo, para a importância da poesia, que deveria obedecer a certos rigores sem, no entanto, deixar de ser simples. Como o direito. Ele não deve se confundir com a obscuridade, mas há de conservar um rigor que o coloca acima do vulgo, do saber comum. De verdade, isso deveria valer para todas as esferas da vida pública. Ora, a própria democracia é assim, não é mesmo? Ela é exercida por todos, resulta da vontade da maioria, mas nem sempre acede ao que a grande massa acha conveniente. Por isso, a democracia, que é de todos, tem as chaves guardadas por um minoria diligente, que a preserva do assalto “das massas”.

A propósito do que isso tudo? Fomos assaltados pela vulgaridade. O sacerdócio está entregue ou à má-fé ou aos trapalhões. A patetada protagonizada pelo ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, que sai comentando ao telefone, em lugar público, o resultado de um julgamento, dá conta de que os ritos estão sendo oficiados não por sacerdotes, mas por noviços deslumbrados, que ignoram o decoro e o princípio. Não conhecem os “mistérios”. Convenham: é o mesmo Supremo onde está Eros Grau, que faz digressões sobre “vaginas flatulentas”. Ou em que a ministra Cármen Lúcia comenta com um colega — o mesmo Lewandowski — que o único juiz negro da corte dará um “salto social” com o processo de que é relator. A iaiá assistia, compassiva, à ascensão da senzala.

Que dias detestáveis estes! Isso nada tem a ver com democracia. Isso é só vulgaridade, o deslumbramento, o arrivismo e a falta de decoro alçados à condição de categoria de pensamento. Alguma surpresa? Nenhuma, não é mesmo? Afinal, os súditos seguem os passos do soberano. A cada vez que o sistema político acolhe como coisa corriqueira as quinquilharias retóricas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o padrão da vida pública se degrada um tanto mais. Então não foi ele que, numa solenidade com o presidente Bush, comparou o entendimento entre dois países ao encontro do chamado “Ponto G”? Todos rimos. De nós mesmos. A cada discurso, diligentes, estamos à cata de uma batatada, fingindo que a transgressão calculada, metódica, degradante, é só uma variante de estilo, um jeito descontraído de conduzir a coisa pública.

Não é. O que de pior pode acontecer a um país — Horácio dizia isso sobre a poesia — é perder o senso de medida, confundindo o diluição da fronteira entre o decoroso e o indecoroso com uma revolução de costumes ou com o progresso social. A dimensão ritualística do exercício do poder é substituída pelo improviso, pela descontração ignorante, pela ignorância enfatuada, orgulhosa da própria estupidez, de sua parolice propositiva, sempre a simular cenários grandiosos e a cantar as próprias glórias vãs. Esse arremedo de poder popular nada mais é do que mediocridade defensiva.

Era com esta sem-cerimônia que um Silvio Pereira, então secretário-geral de um partido, despachava numa sala do Palácio do Planalto. Ou que Delúbio Soares, um tesoureiro, transitiva livremente pelos corredores do prédio-sede do Poder Executivo, como bárbaros que tivessem tomado o castelo, a executar, sem mesuras, triunfantes, a pilhagem de rigor. A pior delas, sem dúvida, a institucional: porque esta fica estampada em nossa memória e produz frutos degradantes.

É uma pena ter de escrever um texto como este depois de uma jornada tão digna vivida pelo Supremo Tribunal Federal, que devolveu um tanto de esperança a quantos apostam no casamento entre a democracia e o estado de direito, realidades conexas, mas que não se confundem. Aquela só aceita o poder que derive da vontade da maioria; este outro submete esta vontade ao império da lei. A democracia que não respeita o estado de direito degenera em anarquia; o estado de direito que não atenta para a vontade democrática acaba abrindo um fosso entre a legalidade e a sociedade. Por isso, o próprio regime democrático prevê instrumentos com que adequar a escrita à vontade manifesta do povo.

Falo dos Poderes da República, mormente o Legislativo, que deve estar sempre atento à voz rouca das ruas, representando-a em benefício do progresso, educando-a para o bem das instituições, limando seus excessos para que o país tenha estabilidade legal, distinguindo a necessidade do simples clamor da hora. Mas vejam lá. Quem é hoje o presidente do Congresso? A que métodos recorre o senhor Renan Calheiros (PMDB-AL) para tentar se preservar da própria biografia? Alguma vez, antes, assistiu-se, no Senado da República ou do Império, a coisa parecida? A prepotência foi, antes, tão mesquinha? A mesquinharia foi, antes, tão autoritária? O autoritarismo foi, antes, tão banal?

Não tenho, embora possa parecer, sobre o conjunto da obra acima relatada, uma visão apocalíptica. Até porque seria inútil. Não desafio o teclado para lhes dizer: “Estamos perdidos, condenados”. Por mais que a realidade insista em testar a sanidade da esperança. Mas estou certo de que os novos excluídos do Brasil — aqueles que “eles”, cheios de nojo, chamam “classe média” — precisam se levantar de seu silêncio.

Voltemos ao ministro Lewandowski. O que se depreende de sua imprudência loquaz é que a Corte máxima da Justiça estava contaminada por um espírito que lhe era estranho: a disposição, como ele disse, para “amaciar com José Dirceu”. Não, senhores! O “amaciamento” não vinha dos autos; antes, era manifestação do próprio caso brilhantemente relatado pelo ministro Joaquim Barbosa: ação de uma quadrilha. Ainda segundo sua loquacidade imprudente, a reportagem fotográfica que flagrou o seu papinho com uma colega pôs “uma faca no pescoç” dos ministros. Não se sabe se ele considera que, sob pressão, seus pares renunciaram à injustiça para decidir segundo os autos ou se, temendo o clamor público, ignoraram os autos para fazer não justiça, mas justiçamento. Qualquer que seja o caso, Lewandowski expõe a Corte ao ridículo e lança sobre ela a suspeita de se dedicar mais ao conluio e à conspiração do que às leis.

Vocês sabem muito bem que reservo a esta gente a avaliação de Polônio sobre Hamlet, da peça de Shakespeare, quando o príncipe começa a delirar: “É maluquice, mas tem método” — em versão livremente adaptada. No vídeo que preparou para seu 3º Congresso, que acontece neste fim de semana, o PT faz um relato muito detalhado de sua estratégia de poder. Procurem no YouTube. Publiquei o endereço no blog. Trata-se da história da conquista do estado. Bem entendido o que ali vai, resta evidente que a “revolução”, em sua versão contemporânea, consiste na contínua e pertinaz desmoralização das instituições em benefício de um projeto de poder. Literalmente, entre aspas mesmo, o partido anuncia a sua intenção: “Não há qualquer exemplo histórico de uma classe que tenha transformado a sociedade sem colocar o poder político de estado a seu serviço (...). Não basta chegar ao governo para mudar a sociedade. É preciso mudar a sociedade para chegar ao governo.”

Não duvidem. Parte do estado já está “a serviço” dessa causa. Até quando?

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 15:19

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 15:20

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 15:21

SEI DA HONORABILIDADE DO PROFESSOR LEWANDOWSKI E FAÇO CORO COM AS OPINIÕES ABAIXO.

Richard Smith disse:
31 de agosto de 2007 às 16:56

O Eneas PeTralha, pago com o NOSSO dinheiro e que fica teclando em horário de expediente, colando artigos de "luminares" como o Dr. Dallari - que disse que o "levianowski" não havia dito o que ele confirmou hoje ter dito - chega agora ao desplante de reproduzir comentários adrede feitos aqui no CONJUR (cuidadosamente selecionados, claro).

Encontre algo de útil para fazer e vá trabalhar, mané PeTralha!

Senão, olha que eu, como um de seus patrões, te dou aviso prévio, hein?!

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 17:14

Eneas Goebbels, acho que não tem mais vaga no gabinete do ministro Lewandowski.

Assim, pare de babar o ministro e arrume o que fazer.

Arrume uma opinião própria, por exemplo.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 17:39

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 17:39

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Richard Smith disse:
31 de agosto de 2007 às 18:11

É, amigo professormanuel:

Acho que é caso de aviso prévio mesmo, não acha?!

O tipo é chegado numa contumácia.

Coisas de PeTralhas cheios dos "argumentos".

Um abraço.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 19:46

Pois é, richard, só tem um problema.

Este demente não deve nem ser formado em direito.

Mas diga-se uma coisa em seu favor: ele não tem medo de passar vergonha.

Além de ser fã de Goebbels e babão.

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:33

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:33

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:33

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:33

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:34

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 20:48

Pois é, richard, só tem um problema.

Este demente não deve nem ser formado em direito.

Mas diga-se uma coisa em seu favor: ele não tem medo de passar vergonha.

Além de ser fã de Goebbels e babão.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 20:49

Pois é, richard, só tem um problema.

Este demente não deve nem ser formado em direito.

Mas diga-se uma coisa em seu favor: ele não tem medo de passar vergonha.

Além de ser fã de Goebbels e babão.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 20:50

Pois é, richard, só tem um problema.

Este demente não deve nem ser formado em direito.

Mas diga-se uma coisa em seu favor: ele não tem medo de passar vergonha.

Além de ser fã de Goebbels e babão.

PS Viu que dois podem fazes este jogo, boboca?

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 20:50

Pois é, richard, só tem um problema.

Este demente não deve nem ser formado em direito.

Mas diga-se uma coisa em seu favor: ele não tem medo de passar vergonha.

Além de ser fã de Goebbels e babão.

PS Viu que dois podem fazer este jogo, boboca?

www.professormanuel.blogspot.com disse:
31 de agosto de 2007 às 22:00

Aprende aí, Eneas Goebbels:

"Não se pode cometer o delírio de, em nome do direito de privacidade,
estabelecer-se uma redoma protetora em torno de uma pessoa para
torná-la imune de qualquer veiculação atinente a sua imagem.
Se a demandante expõe sua imagem em cenário público, não é ilícita
ou indevida sua reprodução pela imprensa, uma vez que a proteção à
privacidade encontra limite na própria exposição realizada."

(STJ. RESP 58101. Rel Min. Cezar Asfor Rocha)

www.professormanuel.blogspot.com disse:
01 de setembro de 2007 às 00:53

Mas aí, Felipe, já não é opinião, conforme afirma o STJ, é delírio.

Rossi Vieira disse:
01 de setembro de 2007 às 20:24

www.professormanuel.blogspot.com (Criminal 30/08/2007 - 21:01
Caro Rossi,

Normalmente não refuto os seus comentários. São asneiras com as quais não me permito perder tempo.

De outro lado, afirmo que há desonestidade intelectual nos comentários dos indignados com o fato de quem tem ouvidos poder ouvir.

Muitos freqüentadores deste espaço bajulam os ministros do STF e odeiam o MP. Sabe-se lá com que interesses e por que traumas.

Quando a reportagem é desairosa ao MP, debate-se o conteúdo da reportagem, não importa como as informações foram obtidas ou se a imprensa está interpretando os fatos como lhe aprouver.

Quando a matéria implica ministro do STF, a mídia é malvada e abusiva. Os autoritários de plantão já começam a bolar planos mirabolantes para limitar a liberdade de imprensa. Tudo bem democrático...

Conversa fiada. Desonestidade intelectual. Bizonhice.

Não houve qualquer ilegalidade na reportagem. Qualquer idiota, qualquer boboca, qualquer mané sabe disso.

Prof. Manuel: asneira é tua forma profana de dirigir-se à minha pessoa. Recomendo que saia um pouco das histórias acadêmicas, saia da tua biblioteca e vá ver o sol brilhar. Na alternativa assista à Discovery Kids, em especial o programa R5 e ponha um pouco de arco íris em seu dia, para que o ilumine e faça-o voltar a terra. Vossa Senhoria deve estar em algum lugar distante de nós mortais. Eu sou um dos que bajulam e dos que odeiam. Não me faça odiar você. Abraço-o

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Richard Smith disse:
01 de setembro de 2007 às 23:16

Caro Felipe Lima:

É claro que eu "admito" (entre aspas, porque, quem sou eu para permitir ou não a expressão alheia?) opinões contrárias às minhas.

Desde que se tratem de OPINIÕES de fato e não puros automatismos impensados, de PeTelhos inocentes úteis que emprenharam pelos olhos ou pelos ouvidos ou, simplesmente, de PeTralhas de má-fé que pisoteiam, impávida e impunemente, a Verdade, a lógica, o bom-senso, a moral, a ética e "otras cositas mas".

"Argumentos levianos"? Hum, acho que não, porque não há um grama de leviandade nas coisas que AFIRMO. Podem até ferir ouvidos e morais mais susceptíveis, mas jamais são desprovidos de rigor e de lógica.

No mais, boquirroto mané, a sua esquematização primária "nós" (bonzinhos) x "eles" (mauzinhos), é que bem evidencia o fato de se tratar você de mais um PeTralha bocó.

Do tipo que baba nos ovos do Abortista/Excomungado sem-dedo "que aí está" e que por ora freqüenta a Cadeira Presidencial. Estarei errado?

No mais, caro PeTralha, o que você desejaria que eu fizesse?

Que saísse de trás do meu computador e fosse terçar com você aí, nas plagas de Recife?

Ah, mas isso é se atribuir uma importância um tanto exagerada, não acha PeTralha (que não é nojento e nem covarde)?

Te enxerga mané, e recolha-se à sua "braba" insignificância!

Passar bem.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
01 de setembro de 2007 às 23:26

Caro Rossi, respondi-o no mesmo tom que o senhor utilizou para comigo.

Eu, ao contrário, recomendo leitura e estudo para que não mais emita opiniões tachadas de ridículas pelo STJ.

Eu sei que vc é um dos que babam e que odeiam. Não precisava confessar.

Não me importo se vc me odeia.

Por fim, cresça.

Passar bem.

Rossi Vieira disse:
02 de setembro de 2007 às 00:21

ihhh o cara se ofendeu ...Manuel, olha o que o Smith, o tal consultor, escreveu no último parágrafo do comentário dele aí abaixo ! olha o meu ! depois você fica ofendido comigo ?

Otávio Augusto Rossi Vieira
Advogado Criminal em São Paulo

Richard Smith disse:
02 de setembro de 2007 às 11:54

Caro Dr. Rossi Vieira:

Tendo sido indiretamente citado por V.Sa. na sua delicada contenda com o Professor Manuel, tomo a liberdade de fazer dois ou três comentários:

1 - Por acaso faltei-lhe com o respeito alguma vez? Se não, por que o senhor cita-me como paradigma de alguma coisa?

2 - Mais ainda, sem me conhecer, como é que o senhor se refere a mim como "o tal consultor"? O senhor, por acaso estaria querendo contratar a minha modesta, porém requisitada, consultoria, como o fazem diversos colegas seus e várias empresas?

3 - Como os meus comentários abaixo chamaram-lhe a atenção, eu aproveitaria para perguntar-lhe: como é que o senhor se dirigiria a uma pessoa que, se aproveitando da distância e deste democrático espaço o chamasse de nojento e covarde?

O senhor realmente acha que "mané" ou PeTralha, referentes não à pessoa, mas ao seu torto, tendencioso e cabotino "raciocínio", são termos muito pesados?

Passar bem, Dr. Rossi.

Rossi Vieira disse:
02 de setembro de 2007 às 18:15

Smith: compreendo a tua indignação comigo.Estamos, os dois, há muito tempo postando nessa revista. Portanto siga as orientações que passei para o professor Manuel. Sou da paz. Seja você também.

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Richard Smith disse:
04 de setembro de 2007 às 00:13

Oh, meu caro Dr. Rossi, eu sou de paz e deveras benfazejo. Uma "moça" até.

Justamente por "premiar" os olhos alheios com os comentários de minha lavra há tempos e também por acompanhar os seus é que estranhei a sua indireta menção à minha humilde pessoa.

O senhor sabe que apenas não tenho condescendência nenhuma com safadezas e mistificações como muitas que vemos por aqui e que o senhor, tenho a certeza, também as reconhece bem.

Um abraço.

Estranhamento apenas.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também