Brasileiro trabalhou 4 meses e 15 dias para pagar impostos

O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), Gilberto Luiz Amaral, afirmou que a carga tributária brasileira em relação ao PIB cresceu 0,27 ponto percentual, passando de 35,84% em 2002, para 36,11% em 2003. Em outras palavras, o brasileiro trabalhou 4 meses e 15 dias somente para pagar os tributos, três dias a mais do que em 2002. Os dados se baseiam em números do IBGE.

Para Amaral, a carga não cresceu ainda mais por causa do elevado índice de inadimplência verificado no decorrer do ano, que aumentou em cerca de R$ 30 bilhões. “Se não houvesse o aumento da inadimplência, a carga tributária brasileira teria atingido o impressionante índice de mais de 38% em relação ao PIB”, ressaltou.

Outra observação do presidente do IBPT diz respeito à transformação de receitas atípicas ou extraordinárias em receitas ordinárias. Só em 2003, o governo federal arrecadou R$ 10,6 bilhões a menos de receitas extraordinárias, não tendo queda deste mesmo valor.

“As receitas foram transformadas em permanentes com o aumento de vários tributos como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre os assalariados, contribuição previdenciária, PIS, Cofins e Contribuição Social Sobre o Lucro (CSLL)”. Para Amaral, o governo federal sobrecarregou ainda mais o fardo tributário pago pelas pessoas físicas e empresas. (De León Comunicações)

Luciano Henrique Diniz Ramires disse:
02 de abril de 2004 às 14:12

Uma das bandeiras do PT quando na oposição era a correção da tabela do Imposto de Renda. Agora no Governo a coisa mudou....É uma pena! Mais uma decepção... A classe média continua sendo confiscada pelos tributos e, em especial, pelo IR.

Antonio Fernandes Neto disse:
02 de abril de 2004 às 17:02

E não pode o povo se esquecer que esse (des)governo que aí está, queria aumentar as alíquotas do IR de 15% para 25% e de 27,5% para 32%, sem, contudo, fazer a correção da tabela.

Salário é renda, ou contraprestação pelo trabalho prestado ao empregador??

kako disse:
15 de abril de 2004 às 15:31

A questão não está simplesmente ligada ao índice quantitativo. Salvo melhor juízo, o Brasil possui a segunda maior carga tributário do mundo, perdendo apenas para a Suécia.
Ao contrário do país nórdico, que possui serviços públicos de primeira, os frutos da arrecadação brasileira são dé péssima qualidade, conforme se vê no dia-a-dia do brasileiro, que padece com a má gestão dos recursos público nos setores de transporte, saúde, educação, moradia, etc...
A classe baixa fica na fila, a classe média paga de novo, só que desta vez para a iniciativa privada.

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