Melhores da Advocacia divulga escolhidos de 2004

A advogada Vera Helena dos Santos será agraciada com o prêmio de “Melhor Advogada do Brasil 2004”. O prêmio será entregue em São Paulo, no dia 3 de maio, em cerimônia no Hotel Hilton.

Este ano, um estagiário de Direito de Santa Catarina também foi selecionado para receber o prêmio. O advogado Reinaldo de Almeida Fernandes, titular do escritório em que trabalha o estagiário, questionou a premiação e entrou com pedido de providências na OAB catarinense para conhecer os critérios de seleção.

Isso porque o estagiário eleito pediu para a empresa Norberto Gauer Eventos Internacionais, que promove a premiação, enviar-lhe o regulamento. “Depois de confirmar o regulamento e o termo de anuência, eu também tive a ‘felicidade’ de receber um fax por ser escolhido pela Norberto Gauer como um dos premiados no evento”, ironizou o advogado Reinaldo Fernandes.

Alerta publicado na Internet pela subseção de Chapecó da OAB afirma: “Seguindo posição da OAB de Santa Catarina, a subseção posiciona-se contrária a iniciativas semelhantes e alerta todos os seus inscritos que tais premiações apresentam os mais inequívocos sinais de se tratarem de iniciativas mercantilistas, que têm como único fim usar o desconhecimento, a ingenuidade e até mesmo a vaidade dos envolvidos’”.

E segue: “avalia que a entrega de um diploma ou um troféu serve apenas para mascarar um projeto comercial que não tem o menor significado profissional e pessoal, visto que a metodologia da escolha do ‘premiado’ parece basear-se unicamente no valor que o mesmo mostrar-se disposto a desembolsar”.

Apesar disso, seus organizadores, garantem que “o prêmio é uma concessão pública federal, de direito privado, promovido e executado de forma independente e imparcial (…) tendo objetivo único a valorização e o reconhecimento dos profissionais no território nacional”.

Reprodução de fatos

Norberto Leandro Gauer, organizador do prêmio, processa a revista Consultor Jurídico. A ação foi ajuizada pelo promotor de eventos que alegou sentir-se ofendido com a notícia que mostrou que um critério de escolha dos “melhores” era o pagamento de US$ 1.800,00.

Gauer já perdeu o pedido de indenização em duas instâncias. Em primeiro grau, a juíza Judith dos Santos Mottecy, da 7ª Vara Cível de Porto Alegre, concluiu que o evento tinha “idoneidade dúbia” e rejeitou o pedido de dano moral.

A sentença foi ratificada por unanimidade pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Na definição do desembargador Clarindo Favretto, relator do processo, “a divulgação de notícia que retrata uma situação verídica não afronta a honra subjetiva do autor”.

Paulo Trevisani disse:
14 de abril de 2004 às 21:14

Parabens à nossa preclara colega e jurisconsulta, DRA VERA HELENA DOS SANTOS, pelo valor e pela nobreza do título.

Falta um esclarecimeento, a causidica foi melhor em que?

Dr Eraldo Dantas Assunção disse:
14 de abril de 2004 às 22:04

Sou favorável a uma premiação de reconhecimento para a área do Direito, uma vez que estimula e estimulará o engajamento de toda a classe na presteza e aprimoramento da mesma, entretanto esta só é legítima se fundada em princípios públicos e com razões notórias, ainda que proveniente de instituição privada.

Candeeiro disse:
14 de abril de 2004 às 23:28

Bem lembrado Dr. Anésio!!!!

O Martini disse:
15 de abril de 2004 às 09:52

Advogados são tão ingênuos ou tão vaidosos, ou ambos - como profissionais outros quaisquer. Se até presidentes da República do Brasil adoram e divulgam (e pagam?) por títulos, que todos sabemos, não representam uma situação verídica, por que não advogados? Advogados são só advogados, não santos nem deuses - geralmente.

Francisco Angeli Serra disse:
15 de abril de 2004 às 10:03

Eu concordo que a nossa área mereça ter reconhecimento perante a midia e a sociedade, seja por meio de premiações ou outra forma adequada.
Claro que é preciso critérios confiáveis e aceitáveis para esse tipo de premiação.
O cientifico seria uma boa opção, as Universidades promoverem premios pelos melhores trabalhos acadêmicos ou as melhores petições...sei lá...qualquer coisa séria.
Com todo o devido respeito a Doutora Vera Helena e aos demais premiados, inclusive o famoso estagiário...mas uma premiação mediante prévio deposito em conta corrente em favor de quem vai premiar...ahh isso não é sério não.
Só que aqui cabe uma critica também a esse importante, útil e agradável meio de comunicação juridica que é a Revista Consultor jurídico...que vira e mexe publica textos e notas a respeito de GRANDES bancas, como sendo a melhor nisso ou a melhor naquilo a maior por isso oua maior por aquilo...não garanto que seja...acredito que não seja..mas parece muito matéria paga.

Carlos Deneszczuk disse:
15 de abril de 2004 às 10:30

É com grande tristeza que vejo o rumo da advocacia em nosso país!

Como podemos eleger o melhor advogado ou advogada do"Ano"....

Quais critério foram utilizados para a outorga de tal prêmio?

Advogar é paixão e não premiação!!!!!

Fabiano Callegari disse:
21 de abril de 2004 às 23:31

Como em qualquer área de atividade humana é fundamental o reconhecimento, independente de promoção por entidade pública ou privada. Pelo que se sabe os homenageados são destacados em suas comunidades e são convidados a receber a homenagem, como o próprio regulamento da premiação confere e disponivel para qualquer cidadão. Meu pai foi homenageado e sei da luta incansável pelo exercicio da advocacia. Fui a festa de premiação em hotel de luxo em São Paulo e vi de perto a competência de uma empresa preocupada em valorizar os bons advogados do Brasil. Todos os homenageados que foram listados pela empresa, de diferentes regiões da nação brasileira, são profissionais de ilibada, competente e reconhecida atuação. Muitos deles membros de subseções e seccionais da OAB.
Acho que os advogados deveriam estar felizes com esta premiação, ao contrário de manchetes de jornais que ridicularizam, diariamente, com escândalos e corrupções entre a classe.

Sandro Heleno Salani disse:
26 de abril de 2004 às 22:08

Vera Helena dos Santos – Coxim,MS
Natural de Três Lagoas (MG). Graduada pela Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso. Pós-graduada em Direito Processual Civil pela Universidade Estácio de Sá, extensão de Campo Grande (MS). Exercendo advocacia na Comarca de Coxim, Rio Verde de Mato Grosso e Pedro Gomes. É assessora jurídica da Câmara Municipal de Coxim, desde 1992. Presidiu a 9ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul. Foi agraciada como Melhores de 1998 pela Academia Brasileira de Ciência Política, pelos relevantes serviços prestados à República Federativa do Brasil.

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