Pesquisa da OIT confirma que precarização não gera emprego

A pesquisa que revela que há 19 milhões de desempregados da América Latina comprova que a precarização nas relações de trabalho não gera emprego. A opinião é do presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Grijalbo Coutinho.

Ao ler o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que fez a pesquisa, Coutinho afirmou: “Essa pesquisa comprova a tese defendida pela Anamatra nos últimos anos, contrária ao discurso fácil de que qualquer trabalho é melhor que nada, pois isso apenas aprofunda a informalidade e a crise social”.

Segundo ele, exemplos como o da Argentina devem ser observados pelo governo brasileiro no momento que se discute a reforma da legislação trabalhista. “A partir dos anos 90, o governo argentino implementou uma política agressiva de desregulamentação dos contratos de trabalho, suprimindo vários direitos sociais dos trabalhadores, ocasionando, na verdade, uma fantástica exclusão social que propiciou a derrubada de um presidente da República, numa das maiores agitações política”, declarou.

O presidente da Anamatra disse também que, “no momento em que setores econômicos pugnam pela reforma trabalhista para reduzir o patamar mínimo que hoje é concedido ao trabalhador brasileiro pela Constituição e pela CLT, é interessante que o governo Lula não seja seduzido pela propaganda fácil e enganosa das elites.” (Anamatra)

Mônica Garcia disse:
09 de janeiro de 2004 às 11:24

A afirmação da ANAMATRA é corretíssima. Essa "flexibilização" (desregulamenteação) proposta no País, só tende a sucatear o mercado de trabalho, e desproteger o hipossuficiente.
A estrutura social, econômica e política de nosso país não permite que tal procedimento seja justo!
É um processo muito mais amplo...
Como podemos deixar que predomine o negociado ao legislado?! Quando sabemos da dificuldade existente nas relações trabalhistas?
Devemos pensar numa reestruturação sindical, para que os trabalhadores tenham uma representatividade legítima..
Do contrário continuaremos presenciando poucos se beneficiarem e com isso a relação capital/trabalho será, cada vez mais, desigual.

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