Ator é enquadrado como usuário de drogas pela Justiça do RS

A Justiça de Porto Alegre acatou nesta terça-feira (4/5) a manifestação do Ministério Público, que enquadrou o ator Marcello Antony como usuário de drogas. Com a qualificação do MP, o ator não terá de responder a processo criminal.

Como Antony não foi caracterizado como traficante de drogas, ele ficará sujeito a penas como prestação de serviços à comunidade, submissão a tratamentos de reeducação, multa ou cassação de licença para porte de armas.

A decisão da juíza de Direito da 9ª Vara Criminal do Foro de Porto Alegre, Denise Oliveira Cezar, determina que as peças referentes ao inquérito policial, que resultou na prisão em flagrante do ator enquanto comprava maconha na capital gaúcha, devem ser encaminhadas à Justiça Especial.

“Como trata-se de um crime de menor potencial ofensivo, o processo não segue o procedimento comum”, diz o advogado criminalista Jair Jaloreto Júnior. Em vez de ser preso e ter de responder a processo, o ator participará de uma audiência de conciliação preliminar.

“Nela, o Ministério Público oferecerá a possibilidade de cumprir a pena alternativa de prestação de serviços, que pode ser a doação de cestas básicas”, diz Jaloreto Júnior. Se aceitar a conciliação, o Ministério Público encerra o processo e não oferece denúncia contra o ator.

O procedimento foi redistribuído ao 3º Juizado Especial Criminal de Porto Alegre, que tem como titular o juiz de Direito Artur dos Santos e Almeida.

Marcelo Antony foi detido, em abril, ao ser flagrado comprando drogas no centro de Porto Alegre. Os cineastas Cristiano Trein e Shozo Sugo Júnior, também envolvidos no caso, foram denunciados pelo MP e estão intimados para apresentarem defesa preliminar. (Com informações do TJ-RS)

Luciana Nanci

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Fmdsouza disse:
04 de maio de 2004 às 22:12

Esse Marcello Antony...
Vinha eu infernizando o ouvido da minha mulher, que toda mulher loira era burra. Inclusive as bonitas. Até por que, a experiência popular, nos leva a tal conclusão, que a rigor, veio de nossos avós. Ademais, os anais da pitorisquia, estão repletos de exemplos.
Minha mulher há poucos dias, me deu o troco. E que troco!
disse:
- Homem bonito também é burro! Não vê o Marcelo Antony ?
- Onde já se viu, comprar droga com cheque e ainda por cima
passar para o traficante todos os seus dados?
É, estar coberta de razão! É uma burridade e tanto. Ou seja, é burridade para mais de um caminhão.
Como diz os antigos, enfiei minha viola no saco, e fique calado.

Matos disse:
04 de maio de 2004 às 23:12

Não estou entendendo mais nada. Ora, não ficou isento de pena o usuário de drogas pela nova lei? Penso que falta justa causa para a prisão, embora todo traficante quer se passar por dependente químico. Isto tem que mudar, se não houvesse usuário não havia traficante. Lugar de drogado que não quer se tratar é na cadeia, levado ao "terceiro grau". Pau leles. Traficante só mata quem não lhe paga; viciado ficou sem droga mata até os pais para arrumar dinheiro, portanto é um ser pernicioso. A maconha é terrível, e não como querem qualificá-la.

Ricko disse:
05 de maio de 2004 às 00:30

Concordo que quem move o narcotráfico são os usuários, porém para se caracterizar uma pessoa como viciada, como foi feito acima pelos nobres colegas que comentaram, deve-se ir bem além do que está sendo feito.
Primeiramente, "o que é vício?" - todos nós acabamos nos tornando "viciados" em algo. Alguns, tornam-se dependentes químicos, outros dependentes do sexo, de uma pessoa e assim vai. Logo, lançar comentários absurdos e agressivos à uma pessoa não ajudaria.
A própria mídia torna a droga popular. Não vamos esquecer que o cigarro e a cerveja também causam dependência. Pessoas etilistas possuem grande probabilidade de adquirirem cirrose hepática ou pancreatite. Já os tabagistas, hipertensão e câncer de pulmão.
Desta forma, não adianta liberar a droga e nem reprimir sem antes fornecer algum tipo de apoio ao dependente. Poucos sabem, mais existem muitos grupos de apoio, inclusive dentro das forças armadas, porém isso não é divulgado. Onde estão aquelas pessoas que querem tanto acabar com tráfico?
Outro fato a ser lembrado, é que de forma alguma a sociedade irá conseguir controlar um dependente químico com repressões preconceituosas e descriminativas. Se faz necessário, ouvir e conversar, para tentar reintegrar este cidadão novamente a sociedade.
Digo isto por experiência. Sou estudante de enfermagem do último ano e lido com este tipo de caso em campo de estágio de psiquiatria. Vamos tentar abrir um pouco mais nossa mente e tentar ajudar estas pessoas, ao invés de sentarmos em frente ao computador e lançarmos críticas destrutivas ao vento. Sem mais, Ricko.

Claudio Cas disse:
05 de maio de 2004 às 01:33

É extremamente entristecedor viver em um mundo dominado pela hipocrisia. Não sou a favor da legalização das drogas, mas de coerência... ou será que o corpo humano também diferencia drogas juridicamente lícitas (como álcool e tabaco) das outras?

Vcgabreu disse:
05 de maio de 2004 às 01:44

Para se entender melhor o crime:

1. Uso nunca foi e nunca será crime, uma vez que a conduta não passa da pessoa do agente (princípio da alteridade).

2. Marcelo Antony deve ter sido indiciado pelo crime de aquisição ou de porte, esses sim tipificados no art. 12 da Lei n. 6.368/76.

3. Dependendo das circunstâncias como a droga foi apreendida, quantidade, natureza do produto, local, qualificação e os antecedentes do agente, ele pode ser enquadrado no art. 16 da já citada lei, que prevê penas mais brandas para os usuários de drogas (e não necessariamente viciados) que praticam as condutas de adquirir, gardar ou portar aquelas substâncias.

4. No caso acima descrito, as condutas são consideradas crimes de menor potencial ofensivo, sendo de competência dos Juizados Especiais Criminais. Nessas situações, não há prisão em flagrante se o agente for apresentado imediatamente ao juizado ou se comprometer a comparecer assim que for chamado.

5. A natureza da droga não é fator determinante da quantificação da pena ou da permanência do agente na prisão. Todas as substâncias constantes na Portaria ANVISA 344/98 de classificação de substãncias entorpecentes e priscotrópicas são consideradas proibidas, sendo aplicadas as mesmas medidas repressoras para as condutas que tenham elas como objeto.

6. Se, no curso do processo ficar constatado que o réu é dependente dessas substãncias e por isso não tinha discernimento para pratica de seus atos, ele será absolvido e submetido a um tratamento, de tempo indeterminado, até sua total desintoxicação. Esse claramente não é o caso do ator.

7. É uma vergonha uma personalidade que influencia milhares de jovens ser preso por um crime desses. O prejuizo social que um fato desses causa é infinitamente maior que aquele originariamente protegido pela norma penal.

Marcos disse:
05 de maio de 2004 às 02:12

Simplesmente lamentável o caráter sensacionalista e preconceituoso com que abordado o episódio envolvendo a transferência de competência da justiça comum para o Juizado especial no caso envolvendo o ator Antony, máxime quando referido texto é exposto ao público leigo, não afeto aos meandos do meio forense. Digo isto pois deparei-me com a referida notícia ao adentral o site do "uol", onde uma foto do ato, com uma baita cara de mal, obviamente escolhida a dedo, anunciava a matéria "Marcello Antony é enquadrado como usuário de drogas". Aliás, tal foi minha surpresa quando ao tentar acessar a matéria fui remetido para o site "consultor jurídico" onde imaginava haver algum controle, no mínimo sério, quanto ao conteúdo nele inserido.
A matéria, tal como elaborada, faz crer que o rapaz teria cometido um crime horrendo, afinal de contas, "o ator teve seu processo transferido para a justiça especial!! vai pegar prisão perpétua!! É um drogado!!!" , fatalmente dirão milhares de leigos que tiverem acesso a matéria, leigos estes que, como é óbvio, são em sua maioria o público alvo de seu trabalho desenvolvido para a tv.
O Juizado Especial Cível Criminal ou, como equivocada e tendenciosamente se refere o Jornalista, a Justiça Especial, tem por competência a conciliação e julgamento dos crimes de menor poder ofensivo dentre os previstos em nosso ordenamento jurídico. Assim, longe do que retratou a infeliz matéria, a alteração de competência pela qual passou o processo do autor não se reverte em um prejuízo maior a este, mas muito ao contrário, apenas confirmou que se este cometeu algum ilício, e ao que tudo indica cometeu vez que a lei penal brasileira ainda assim tipifica o porte de maconha, este o foi de baixo potencial ofensivo, um "criminho", digno de transação perante o juízado especial, o que é justíssimo.
Acredito que tanto o Uol como o Consultor Jurídico não precisariam de expedientes como estes para chamar a atenção de seu público, expedientes que, diga-se, podem comprometer em muito a já abalada situação do Autor em questão, cuja conduta já está sendo apurada pelos meios legais, e que certamente não precisa da "ajuda" de outros órgãos para condená-lo, como parece ser a intenção do Uol/Consultor Jurídico. Nem a fama pode ter um preço tão alto que permita ignar os mais elementares princípios do jornalismo sério e informativo.

Marcelo disse:
05 de maio de 2004 às 04:08

100gr. é pra consumo? O que vai ter de traficante fracionando a droga, a defesa de Beiramar deve alegar que o anjinho é viciado. Tanto faz 100gr. ou 100kg. o que fica é o gosto da impunidade. Eu só gostaria de saber se a nobre Juiza teria tomado a mesma atitude se o "pobre viciadinho" fosse um favelado, negro e pobre. Se fosse ele estaria ainda atrás das grades sendo tratado como traficante, é isso que nos deixa com a impressão que a lei não é igual para todos. É por essas e outras que as pesquisas apontam um descontentamento geral com o nosso judiciario. Infelizmente só vemos pobres na cadeia, que belo exemplo pra nossa juventude. Impunidade para os ricos e cadeia para os pobres! Como gaúcho espero que a Juiza continue usando o mesmo peso e a mesma medida, mesmo o "viciado" não sendo um ator global.

Luciana Rovigatti disse:
05 de maio de 2004 às 08:07

Acredito que 100g seja para consumo sim, uma pessoa que é usuário consome às vezes até mais, e para evitar "problemas frequentes"(como esse que o ator Marcelo Anthony está tendo) acabam comprando "para estocar".
Mas o que o colega falou é muito correto. Não é somente a quantidade da droga o grande problema, e sim o que está por trás de tudo.
Se você compra um cigarro de maconha ou 100g, você é um colaborador ativo para o tráfico de drogas e consequentemente, aumento da violência.
O que não é lógico é apenas enquadrar a pessoa, no artigo 16,fichá-la e ela vai continuar colaborando para isso.
Penas alternativas, pelo menos, tentariam reverter esse processo de mazela social.
Ainda existe um mito muito grande ao falar da maconha.
Mito quase passando a hipocrisia...

Danilo Cruz disse:
05 de maio de 2004 às 09:14

Bem...Eh...É isso aí.
O mais impressionante é que estou com um cliente que está enrolado até a alma, por causa 11,7g de maconha e R$ 1,00(um real) encontrado no seu bolso.
Não sei não, quero não crer, que o problema do meu cliente seja porque ele é jardineiro, preto, pobre e favelado( por sinal ótimo jardineiro). Ou será questão Direito mesmo?

Heitor disse:
05 de maio de 2004 às 09:15

Existe oferta de drogas porque há demanda. O povo quer. É burra a repressão feita pela polícia e por órgãos governamentais que tristemente parecem não enxergar que sempre haverá drogas. Sempre. Mesmo que muitas delas façam mal às pessoas. Não tão mal quanto a repressão às drogas faz às pessoas, mas, enfim...
Triste tbm é ver tanta gente desinformada, neste site e nas chefias das agências antidrogas, fazendo comentários e políticas públicas que são totalmente desastrosas. Quem trabalha com isso ou simplesmente quer comentar o assunto deveria, pelo menos, se informar melhor.

Paulo Sérgio disse:
05 de maio de 2004 às 09:18

Nossa sociedade é hipócrita. Cria seus viciados e depois cobra seu isolamento. Será que o alcool não mata mais que a droga? Ou o cigarro? Qual o efeito social desses outros tipos de drogas que aceitamos em nosso meio? A droga da educação, a droga da falta de emprego, a droga da falta de objetivo dos jovens. Quem mais consome? O maior culpado é a omissão...de todos nós...Somos todos míopes e hipócritas.

Bruno disse:
05 de maio de 2004 às 09:26

È ridículo uma pessoa que trabalha a semana inteira, tem filhos, uma casa para sustentar e que tenha vontade de fumar um baseado no fim do dia, seja preso por consumir maconha. O governo deveria pensar na legalização, já que o mesmo traz bem menos malefícios que a bebida ou o cigarro. Legalizando, iríamos gerar emprego, menos violência e principalmente acabaríamos com essa máfia que é o tráfico. Antes do Lula ser presidente, em uma entrevista a revista Trip, ele dizia ser favorável a Legalização. Chegou a hora de mudar esse pensamento que maconha é droga! Esse pensamento é hipócrita de mais, já que a grande maioria jovens fazem consumo da mesma.
Bruno Canuto – São Paulo

Wender Carreiro disse:
05 de maio de 2004 às 09:27

Acredito que cada caso tem seu julgamento e a Juiza que fez este julagamento, interpretou o fato na forma correta, pois a acusado e uma pessoa publica, que e conhecimento de todos que ele não se envolve em nbadernas, brigas e outras fatos que denigram sua imagem perante a sociedade. Esta quantidade para um usuario e de fato uma compra para uso continuo de semanas, sem que ele prescise ir todo dia no ponto para adquirir o produto e ficase a merce do que veio a acontecer.

Luiz Fernando Castello Coimbra disse:
05 de maio de 2004 às 09:29

Concordo com o S. Marcelo de Porto Alegre, e o S. Ailton de São Paulo.
Mas quero deixar também registrada, a preocupação da população de meu estado com a conivência, de alguns policiais, com o tráfico e a bandidagem. Parece-me que estamos corretos em afirmar, que em se penalizando o usuário de drogas, estaremos tirando do marginal a fonte de renda, mas existe já um grande numero de pessoas envolvidas, neste poder paralelo e muito bem armadas, que são sustentadas pelo tráfico. A pergunta é, como irão se sustentar essas quadrilhas sem essa fonte de rendimento?
A saída natural destas quadrilhas acredito, seria o ataque direto e maciço a sociedade de todas as formas possíveis, para arrecadar o que se perderia com o tráfico.
O problema é que nossa atual estrutura não é apta, para assegurar a liberdade de trabalhadores, comerciantes,industriais, etc..., de quem paga impostos e sustenta este país.

Bruno disse:
05 de maio de 2004 às 09:38

È ridículo uma pessoa que trabalha a semana inteira, tem filhos, uma casa para sustentar e que tenha vontade de fumar um baseado no fim do dia, seja preso por consumir maconha. O governo deveria pensar na legalização, já que o mesmo traz bem menos malefícios que a bebida ou o cigarro. Legalizando, iríamos gerar emprego, menos violência e principalmente acabaríamos com essa máfia que é o tráfico. Antes do Lula ser presidente, em uma entrevista a revista Trip, ele dizia ser favorável a Legalização. Chegou a hora de mudar esse pensamento que maconha é droga! Esse pensamento é hipócrita de mais, já que a grande maioria jovens fazem consumo da mesma.
Bruno Canuto – São Paulo

Rodrigo disse:
05 de maio de 2004 às 09:43

Na minha opinião, punir esses famosos, nunca irá contribuir para uma conscientização social...como o caso do antony, do buba etc, onde a mídia divulga em aberto, a vida dos famosos fazendo com que a lei faça algo a respeito, acho que a lei irá fazer algo a respeito sim...apenas com os artistas flagrados, mas e as milhões de pessoas que são pegas em flagrante todos os dias, e, por não serem famosos, acabam absolvidas pelo fato de a mídia não estar por perto...
...eu acho que a maconha comprada, além de ajudar o trafico, tem uma qualidade péssima, pois é "batizada" com muitas substancias, talvez pra armazenagem, fazer volume etc...
...no caso da maconha, a minha opinião é que seja liberado o plantio em casa, ou mesmo vendido pelo governo após passar por controles de qualidades, além disso o governo pode usar as fibras para fazer tecidos, semetes para óleos e até para combustivel alternativo, e as pessoas que ganham a vida nos guetos vendendo maconha, teria empregos nessas fazendas do governo, isso amenizaria e muito o trafico nas favelas...
...acho que a mídia e o governo deveria trabalhar mais em punir o tráfico de drogas sintéticas, pois é isso o que realmente afeta a nossa sociedade.
Quem é usuário de drogas nunca irá parar de usar pelo simples fato de ter sido punido, principalmente se for um artista famoso que, geralmente tem dinheiro suficiente pra pagar a lei corrupta, ou mesmo "um cafézinho" para o policial!!!

Valdecir Teixeira disse:
05 de maio de 2004 às 10:06

Belos os comentários de cada um de vcs, pensaram em tudo, aliás quase tudo ... até mesmo antes de continuarem com a opinião, gostaria apenas de abrir esse leque um pouco mais convidando vc a ler a este artigo:

http://revistatrip.uol.com.br/index.cfm?link=http://www.uol.com.br/trip/121/viagem/home.htm

Jonatas Venancio disse:
05 de maio de 2004 às 10:12

O incrível é, que existem pessoas que aprova a conduta do ator em consumir drogas, com se não bastasse ver a violência que gerada devido ao uso dessas drogas.
Vale salientar que uma pessoa de bem, que trabalha, mantém uma família e etc, nunca apoiaria o uso de tal droga, a ponto de legalizar.
Temos normas positivadas declarando que a legislação deve ser aplicada para todos igualmente (principio da equidade), independentemente de cor, raça, ou classe social, pois o uso de tal droga é ilícito, no qual deve-se aplicar uma determinada sanção.

Flavio Fuzeto disse:
05 de maio de 2004 às 10:16

Estamos diante de um problema gravíssimo provocado por esse sistema de governo repressivo que descaradamente chamam de "democracia". Será que uma pessoa madura, trabalhador, independente, responsável, e que sustenta o próprio Estado e esses políticos quase sempre corruptos, merece ser tratado como marginal, pelo simples fato de fumar maconha?? Isso é uma vergonha!! Maconha é uma simples planta e apenas isso! Será que até quando a sociedade vai fechar os olhos para isso? Nuca ví ou ouví alguém dizer que teve overdose de maconha, ou pior, alguém morreu por fumar maconha. Diferentemente do álcool e do cigarro, que são drogas pesadas e estão dentro da sociedade. Isso é pensamento arcaico e ignorante por parte da sociedade. A maconha está atualmente dentro do tráfico por pura culpa das leis brasileira, pois é a única "droga" que é usada como ela é, isto é, não precisa de nenhum processo químico para ser usada. Quando todos os usuários poderem plantar sua maconha, a consequencia é a extinção do tráfico, pois ninguém vai querer se arriscar para comprar a erva de traficantes, que cobram preços absurdos e para piorar, de baixíssima qualidade. E o mais grave de tudo isso, muitas pessoas inocentes são transformadas em marginais por causa da lei. E pessoas que realmente fazem mal à outras pessoas não são tratadas assim. É só uma pessoa estudar mais sobre a maconha para saber que ela foi proibida na década de 30 pelos EUA por interesses políticos e racismo, pois na época os EUA estavam tendo uma grande entrada de mexicanos no país, e esses mexicanos, quase todos fumavam maconha. Não vou me aprofundar nesse assunto pois é uma história longa, vou terminar esse comentário dizendo que a proibição foi logo adotada por quase todos os países do mundo por culpa desse "americanismo" hipócrita e ignorante que até hoje está presente no mundo (exemplo da guerra do Iraque).

Angela Del Rio disse:
05 de maio de 2004 às 10:19

Ontem à noite assisti em um noticiário na TV que foi parado em uma blitz na estrada um ônibus "recheado"com um pouco mais de 2 Toneladas de maconha, e nem mostraram o rostinho das pessoas que estavam dentro do veículo. Agora só pq o Marcello Antony, é ator, é global, é famoso, todos estão acabando com a imagem dele por causa de um pouco de maconha para consumo próprio? Ele só está fazendo mal para ele mesmo, não está destruindo a vida nem a família de ninguém, só a dele. E as coisas boas que ele faz ???? Ninguém divulga....

Sofia Moreira Campos disse:
05 de maio de 2004 às 10:31

A liberação da maconha e de outro tipo de droga é uma "faca de dois gumes". Por um lado teria com a regulamentação dos mesmos uma economia que geraria empregos e impostos. Por outro lado seria de responsabilidade do governo arcar com os gastos com clínicas de recuperação. Todos sabemos que com a política atual da saúde é inviável sobrepor ao governo uma responsabilidade a mais.

Christiano Carlos disse:
05 de maio de 2004 às 10:56

E muito facio sempre colocar-mos a culpa no governo, os governantes estão ai para satisfazer os seu proprios objetivos, nos brasileiros e que temos que tomar juizo ou até mesmo vergonha na cara e começa a correr atraz dos nossos direitos, fomos nos que os colocamos la direto ou indiretamente, caso como o desse ator e somente um dos tantos que não são mostrados pela midia, o engraçado e que sempre vemos pessoas como ele fazendo campanhas publicitarias dizendo o que e bom e o que não é, o mais incrivel e que muita gente cai nessa faça burocratica, dizendo isso e que e pessoa de bem (fala serio), EUA pode mandar nos Brasil mais não nos brasileiros, ta na hora de desperta desta sonolencia hipocrita de que esta tudo bem, não esta gente vamos desperta pra vida e pro mundo somos nação soberana um dos maiores paises do mundo temos que ter e coragem para reagir
Marcelo Antony de a volta por cima você também e brasileiro

Carlos André de Sales disse:
05 de maio de 2004 às 11:03

Passei por aqui e resolvi comentar este texto, primeiramente gostaria de saber aonde esta o traficante que estava vendendo maconha para o Marcelo? O nosso país está mergulhado na hipocrisia. Os políticos, as autoridades, querem é que o tráfico continue, pois assim ninguém precisa pagar imposto, ou declarar renda, os grandes traficantes têm "costa quente" e por trás deles sempre existe outro "grande". O "povo" tem que viver marginalizado pelo simples fato de fumar um baseado, escondido no submundo, tratado como ladrão, vagundo, deliquente. Eu sou a favor da legalização pelo menos da maconha. Aí eu pergunto a todos: Porque não legalizar? E a culpa é de quem???? Dos nossos grandes????? "Não, nunca eles são pessoas de boa índole e não fazem uso destas substâncias, muito menos participam deste ato ilicíto." Isto cabe a sociedade brasileira dá um basta, e reverem os seus conceitos, o dia que o país tiver um povo de cabeça aberta, este quadro vai mudar, e com certeza não vai ser pra pior, porque pior não tem como ficar.
Fica aqui o meu desabafo com uma dose de protesto!

Hackin disse:
05 de maio de 2004 às 11:16

Drogas

Cora Rónai - O Globo - 29/04/2004

Está na moda condenar os usuários de drogas como co-responsáveis, quando não responsáveis diretos, pela violência que assola a cidade. Além da idéia bizarra de que só existe violência por causa das drogas, há um raciocínio simples (e simplista) por trás disso: “Se ninguém consumir, os traficantes não terão a quem vender”.

De fato. Onde não há demanda, não há oferta. Mas é tão fácil dizer “Parem de consumir!” quando não consumimos nada, não é? Agora olhem em volta e vejam quantas pessoas vocês conhecem irremediavelmente viciadas em substâncias legais: chope, uísque, tranqüilizantes, cigarro, carboidratos...

Eu mesma, por exemplo, que não fumo nem bebo, preciso emagrecer. Muito. Não estou acima do peso porque quero, porque desconheço o mal que isso me faz à saúde ou porque me agrade; pelo contrário. Meu maior desejo seria entrar em forma.

“Mas é tão fácil emagrecer!”, dizem todos os magros. “Basta parar de comer doce!”

Pois é. É o que venho tentando fazer desde que me tenho por gente — sem o menor sucesso. Minha sorte é que a dependência química de açúcar não me põe forçosamente em contato com criminosos. Posso comprar chocolate em qualquer lugar sem ser ameaçada de morte por traficantes, sem ser achacada por maus policiais, sem correr o risco de ir em cana. Se amanhã o chocolate for proscrito, eu talvez agüente uma ou duas semanas, mas é provável que, mais cedo ou mais tarde, acabe indo buscar uns bombons de cereja onde quer que seja, ao preço que me pedirem.

Parece brincadeira, mas não é. Estou falando sério. Tentem largar um simples hábito para imaginar como é difícil, quando não impossível, abandonar um vício. E eliminar a tal demanda.

Para mim, o único meio de se resolver o problema das drogas é fazendo com que elas deixem de ser um problema — pelo menos, um problema de polícia. Em outras palavras, liberando o seu consumo, e tirando a distribuição das mãos do crime organizado.

É lógico que quando falo em consumo livre não estou falando num sentido consumista. Ninguém que propõe a liberação das drogas com um mínimo de seriedade é louco de sugerir a distribuição descontrolada, com marcas chiques, gente sarada fazendo propaganda em outdoors e merchandising na novela das oito. A liberação das drogas deve ser uma liberação sem charme, hype , néon ou embalagens vistosas.

Hackin disse:
05 de maio de 2004 às 11:16

Sei que esta é uma idéia radical, malvista por boa parte da sociedade; também sei que contraria interesses e levanta questões — inclusive diplomáticas — de uma complexidade indescritível. Mas acho que deve, pelo menos, ser discutida. Será que a distribuição legal de drogas, controlada pelo Estado, seria tão pior do que a atual distribuição ilegal, controlada pelo tráfico?

O consumo não é, em si, um caso de polícia. É caso de saúde pública — o que não significa que os dependentes sejam coitadinhos doentes e inimputáveis, pelo contrário. Mas são, ainda assim, pessoas que precisam de tratamento. Se isso já é difícil em plena legalidade (vide alcoolismo), que dirá na ilegalidade...

O fato é que, desde que o mundo é mundo, a Humanidade se droga. Não há registro de civilização que não tenha inventado uma bebida, descoberto um cogumelo, mascado umas folhas. Achar que, justamente agora, nesses tempos nervosos, vamos subitamente parar com isso é, no mínimo, uma perigosa ingenuidade.

Outro fato é que qualquer adolescente de cidade grande tem, hoje, acesso às drogas. O que muitos não têm, até por causa da clandestinidade, é a quem recorrer, seja para se informar, seja para pedir socorro. É evidente que todos preferiríamos filhos “limpos”; mas, sem medo de encarar a realidade, o que é pior, a garotada comprando maconha na farmácia, abertamente, ou, como hoje, se envolvendo com traficantes e não raro com a polícia, com as previsíveis conseqüências?

Não é a ilegalidade que mantém os jovens longe das drogas, mas a educação e a informação. E, suspeito, uma certa carga genética.

Não acredito que todos passassem a se drogar indiscriminadamente caso as drogas fossem liberadas. Cigarro e álcool estão aí, para quem quiser, e nem todo mundo se torna fumante ou alcoólatra. De qualquer forma, o custo de campanhas educativas e de tratamentos contra a dependência seria uma fração do que custa a guerra (perdida) contra o tráfico. Com a vantagem de não fazer tantas vítimas inocentes.

Hackin disse:
05 de maio de 2004 às 11:17

Lógico que a violência, como um todo, não acabaria com a liberação das drogas. Os bandidos que hoje se dedicam ao tráfico não virariam pedreiros ou físicos nucleares da noite para o dia. Provavelmente apenas mudariam de ramo, dedicando-se com mais afinco a roubos e seqüestros. Mas a médio ou longo prazo acho que a violência pode diminuir, sim. Até porque as quantias extraordinárias de dinheiro que atualmente circulam pelas favelas teriam outro destino. Hoje, como todos sabemos, o tráfico paga R$ 500 por semana para adolescentes em começo de “carreira” (sem trocadilho!); qual é atividade honesta que pode competir com isso? Qual é o estímulo que o jovem cooptado pelo tráfico tem para permanecer na escola, aprender um ofício, tornar-se um cidadão de bem? Não adianta dizer a um vapor que o trabalho dignifica. A realidade à sua volta opõe uma multidão de desempregados ou subempregados, aterrorizados por marginais ricos, cheios de mulheres e com status de celebridade na mídia. Morrem todos aos 20 anos? Ora, para um menino de 15, 20 é uma idade quase tão distante quanto o conceito da própria morte.

Em última instância, a questão se resume a uma pergunta básica: a guerra do nosso cotidiano está servindo para alguma coisa?
_________________
Coletânea dos contos canábicos e textos políticos do macerai

Josemar Lima Ribeiro disse:
05 de maio de 2004 às 12:07

Essa história que legalizando as drogas seria melhor é uma grande ilusão.
O que é legalizado da morte imagine legalizar drogas.
Irríamos apenas criar as drogas piratas.
Como iríamos saber se as drogas são originais ou não?
como hoje acontecem com CDs, Computadores, Aparelhos eletrônicos, Cigarros.
O INMETRO iria fazer testes de pureza e lançar um selo de qualidade, inscrito APROVADO PARA CONSUMO.
Imaginem um policial abordando um maconheiro, e escutando como resposta: - Calma seu guarda eu tenho Nota Fiscal do Baseado.
Chega de Hipocrisia, os belos atores que fazem campanha contra a violência, quando morre alguém famoso, são os mesmos que abastecem com o seu dinheiro os traficantes, que matam pessoas comuns da população todos os dias.

Além disso a pessoa sobre efeito de drogas seria outro grande problema de acidentes com terceiros, como hoje acontece com as bebidas, teríamos testes com bafometros para nivel de drogas, exames de sangue, em blitz de trânsito.

Célia Ribeiro disse:
05 de maio de 2004 às 12:13

Dr. Hackin,

Poucas vezes li algo tão consistente. A sociedade precisa discutir esse assunto com clareza e cobrar as autoridades que sugam nossos impostos. Parabéns!

Andreia Fernanda da Silva disse:
05 de maio de 2004 às 12:19

sou hiper fã do Marcelo Antoy, o amo de paixão e hoje ao ler esta noticia sobre ele fiquei arrasada, pois ele como todo desse meio artistico deveriam dar bons exemplos para a população, principalmente para os fãs, pois é neles que nós nos expiramos para sermos melhores e o que vemos nos noticiarios é repudiante, decepcionante. Gostariamos eu como um todo ver e ter noticias de boas ações de nossos hídolos, como ajudar o proximo, ajudar quem precisa, fazendo investimentos de seus salarios com pessoas necessitadas e não financiando o trafico de drogas, pois afinal quem compra ajuda o trafico, pois se não houvesse compradores, não haveriam fornecedores, enfim, atitudes como essas, especialmente do "meu hídolo Marcelo Antony", nos fazem desanimar ainda mais a cada dia, e ter a indesejavel certeza que o trafico de drogas, ou até mesmo o consumo da maldita droga seja qual for ela, está cada dia mais longe de ter um fim, pois quem deveria dar exemplos, nos mostra a dura realidade que conviver com as drogas é mais comum que imaginamos, e infelizmente ela está em qualquer lugar, inclusive nos nossos lares..

Gabrielle de Oliveira Perdigão disse:
05 de maio de 2004 às 12:24

O que acontece depois? é como sempre ele paga uma fiança e continua usuario de drogas vira (se não já é) dependente das drogas e pode ate comecár a portar e enviar drogas para outras pessoas.
Porque não faz o seguinte de uma vez coloque ele em uma clinica de reabilitação, induza a família dele a dar apoio moral,
não esqueça que fazer com uso das drogas a pessoa se sente satisfeita e completa então para tirar essa dependencia vão ter que achar algo que o satisfaça mais que as drogas.
Mas o governo se importa?
Meu caro amigo não me faça rir. Ha! Ha! Ha!
Se o governo se importasse ele não faria todo esse escanda-lo e colocaria o nome e expunha a vida dele em "praça pública", não é que não tenha sido errado o que ele fez, apesar de que doença NãO É CRIME! e todos temos que apreender a respeitar a individualidade e o nome de cada um.
Por que não procuram saber logo quem vendeu e dá um sumiço em quem vendeu a droga!
Não sei se viram o caso do BUBA a pouco tempo aquele sim só queria excanda-lo para ganhar um cache a mais em minha opinião. Mas deu uma má influencia a minha geração.Mas o ator Marcelo Antony infelizmente virou dependente e quando uma pessoa caí nós a ajudamos a levantar e NÃO impurrar ela mais para o fundo.
Pense nisso NADA DE IDIOTICE GENTE VAMOS AJUDAR A QUEM PRECISA.
Obs: Ajuda não é só financeira mas moral e psicológica também.

Anisio dos Santos disse:
05 de maio de 2004 às 12:46

Caríssmos Internautas:

Mais uma vez estamos diante de uma flagrante demonstração da hipocrisia que reina em nossa sociedade. Quem não tem na família uma pessoa que faça uso de drogas? Com certeza muitos poucos podem afirmar que não. Deixem Marcello Antony e sua família resolverem seus problemas em paz e com dignidade e tratemos de resolver os que estão dentro de nossa casa!

Luis Antonio Gambaram Decourt disse:
05 de maio de 2004 às 12:52

Concordo que quem compra financia o Trafico .......
Porém , quem usa , deve ser tratado como doente , pois , a droga é uma doença ....... Mas , vamos analisar uma coisa ,
voces já perceberam que a nossa Policia só prende ator , estudante , todos ..... mas traficante que é bom , pode ver
nenhum é preso . Porque ???
Como disse o presidente da OAB de S.Paulo : " usuário tem que ser tratado diferente " , e a lei tem que mudar urgentemente , pois , hoje até os JUÍZES são coniventes com a nossa polícia , que não é investigativa e aceitam qualquer denúncia anônima , sem fazer qualquer investigação , a não ser os tais policiais que se infiltram no meio dos jovens alegando que assim vão chegar aos traficantes , e nunca chegam , até porque não tem interesse algum em prendelos , afinal , é mais facil lidar com estudante do que com traficante !!!! Ora , se estes ditos Policiais especiais , se infiltram no meio das festas , boates e outros , para ganharem a confiança dos usuários , já que são bem "treinados" , deveriam também saber distinguir usuários de traficantes .....
Fica a dúvida no ar : Sera que nossa policia esta preparada
para lidar realmente com traficante ????? Infelismente não acredito nela .

Renato Aparecido Olimpio de Paula disse:
05 de maio de 2004 às 13:13

Só tenho uma coisa a dizer: sem usuário não haveria traficante.
O resto é hipocrisia.

PuRpLeHaZe disse:
05 de maio de 2004 às 13:43

Incrível teoria: "sem viciados não existiriam traficantes !!!"...

Óh pobre pensamento científico degradado... Então outras teorias que "apoiam" essa afirmação:

"Se não houvesse luz solar não haveria câncer de pele"
"Se não tivessemos pés não teriamos xulé"
"Se não houvesse comida não teriamos obesidade"

Viram como todos os males do mundo tem uma fonte ?!?!?!

Essa fonte é a IGNORÂNCIA.

[]´s
PuRpLeHaZe
Are you experienced?
Hackering my mind.

Felipe Cardoso Moreira de Oliveira disse:
05 de maio de 2004 às 14:03

O Ministério Público não oferece "queixa-crime", mas sim "DENÚNCIA".
Um site de divulgação de notícias jurídicas deve ter um certo rigor na linguagem.

Bruno disse:
05 de maio de 2004 às 14:46

È ridículo uma pessoa que trabalha a semana inteira, tem filhos, uma casa para sustentar e que tenha vontade de fumar um baseado no fim do dia, seja preso por consumir maconha. O governo deveria pensar na legalização, já que o mesmo traz bem menos malefícios que a bebida ou o cigarro. Legalizando, iríamos gerar emprego, menos violência e principalmente acabaríamos com essa máfia que é o tráfico. Antes do Lula ser presidente, em uma entrevista a revista Trip, ele dizia ser favorável a Legalização. Chegou a hora de mudar esse pensamento que maconha é droga! Esse pensamento é hipócrita demais, já que a grande maioria jovens fazem consumo da mesma.
Bruno Canuto – São Paulo

Edvaldo Martins de Carvalho disse:
05 de maio de 2004 às 14:49

"Enquadrar como usuário?"
Parece que tem dinheiro de traficante rolando para não punir os viciados e, assim, fortalecer o tráfico de drogas.
É juridicamente impossível ser "usuário" no Brasil, sem infringir pelo menos uma das 18 proibições do art. 12 da lei 6.368/76: adquirir, transportar, trazer consigo, guardar etc. O mais incrível: a pena é de reclusão de 3 a 15 anos! Onde está o "menor potencial ofensivo"?
Essa juíza precisa estudar filosofia. Olha só a lógica: quanto mais vicisado impune existirem, mais o traficante vende.
Edvaldo Martins

Fábio Vieira Larosa disse:
05 de maio de 2004 às 14:57

O simpático "colega" abaixo precisa raciocinar juridicamente, e não "policiamente".

Onde será que ele graduou-se em Direito ?

Ah, é verdade !!! Quase me esqueci !!!

Ele é policial.

Edvaldo Martins de Carvalho disse:
05 de maio de 2004 às 15:07

Não há como ser contra a figura do traficante sem ser contra o a figura do viciado. Lamentavelmente, a MM. Juíza está defendendo o tráfico.
Como disse P. Ciro: "O juiz é condenado quando o criminoso é absolvido.".

Ana Peluso disse:
05 de maio de 2004 às 15:12

Sinceramente, se vamos, como sociedade, cooptar com a punição de Marcelo Antony, acho que devemos enquadrar todos os usuários de medicamentos "tarja-preta" como usuários de droga. A maioria desses medicamentos tira a coordenação motora, altera a psique e coloca a sociedade em risco, tanto quanto a maconha. Sem falar na verdadeira depedência química que eles - sim - causam. Claro que sabemos que isso se torna impossível do ponto de vista legal, já que a indústria farmacêutica paga devidamente (???) seus impostos.
O problema do usuário não compete a ninguém mais que ele mesmo, desde que fique claro que ele não é traficante. Não é justo o governo tutelar um cidadão, apenas pq ele utiliza uma droga proibida pelas leis vigentes. Acredito que uma investiação da conduta de cada indivíduo num caso assim, isentaria muita gente de passar o vexame de ser enquadrado em quaisquer tipos de artigos do código penal, quando não deve nada à socidade, cumpre com seus deveres e poderia muito bem fazer uso do alcóol, que não é proibido por lei e causa mais danos que um cigarro de maconha. Se não tivermos uma justiça humanista e amplamente embasada nas circunstâncias, nunca teremos uma justiça decente, seja no Brasil, seja em qualquer outro lugar do mundo. Existe uma grande diferença entre um profissional que fuma seu baseado e isso não altera em nada sua vida e suas obrigações e a pessoa que fuma um baseado e leva um vida envolvida no mundo do crime. Está mais do que na hora da justiça ser mais ampla em relação aos seus conceitos de definição; e mais humana do ponto de vista do entendimento de que cada pessoa é uma pessoa, com história de vida diferente, pontos de vista diferentes e usos do que a cerca de forma diferente. Enquanto a justiça tiver apenas um olho, teremos a injustiça por testemunha: papel que caberia ao outro olho; e ele se fecha quando não se tem como sair dos códigos e artigos. É absurdo que em pleno terceiro milênio, nós tenhamos a ousadia de acreditar que conhecemos suficientemente o ser humano, para lhe imputar regras todas iguais, quando sabemos que os seres não são iguais e não agem da mesma forma. Quer dizer, Marcelo Antony será enquadrado como usuário, mas muita gente "grande" da mesma área dele, continua impune, quando suas participações junto ao narcotráfico são muito mais pertinentes e abusivas. Exemplos? O Gugu e o falso PCC, o cantor Belo. Não vi a justiça fazer NADA até agora, de fato, que deixasse claro à sociedade que esses cidadãos erraram.

Flavio Fuzeto disse:
05 de maio de 2004 às 15:18

Estamos diante de um problema gravíssimo provocado por esse sistema de governo repressivo que descaradamente chamam de "democracia". Será que uma pessoa madura, trabalhador, independente, responsável, e que sustenta o próprio Estado e esses políticos quase sempre corruptos, merece ser tratado como marginal, pelo simples fato de fumar maconha?? Isso é uma vergonha!! Maconha é uma simples planta e apenas isso! Será que até quando a sociedade vai fechar os olhos para isso? Nuca ví ou ouví alguém dizer que teve overdose de maconha, ou pior, alguém morreu por fumar maconha. Diferentemente do álcool e do cigarro, que são drogas pesadas e estão dentro da sociedade. Isso é pensamento arcaico e ignorante por parte da sociedade. A maconha está atualmente dentro do tráfico por pura culpa das leis brasileira, pois é a única "droga" que é usada como ela é, isto é, não precisa de nenhum processo químico para ser usada. Quando todos os usuários poderem plantar sua maconha, a consequencia é a extinção do tráfico, pois ninguém vai querer se arriscar para comprar a erva de traficantes, que cobram preços absurdos e para piorar, de baixíssima qualidade. E o mais grave de tudo isso, muitas pessoas inocentes são transformadas em marginais por causa da lei. E pessoas que realmente fazem mal à outras pessoas não são tratadas assim. É só uma pessoa estudar mais sobre a maconha para saber que ela foi proibida na década de 30 pelos EUA por interesses políticos e racismo, pois na época os EUA estavam tendo uma grande entrada de mexicanos no país, e esses mexicanos, quase todos fumavam maconha. Não vou me aprofundar nesse assunto pois é uma história longa, vou terminar esse comentário dizendo que a proibição foi logo adotada por quase todos os países do mundo por culpa desse "americanismo" hipócrita e ignorante que até hoje está presente no mundo (exemplo da guerra do Iraque).

Laura Domingues disse:
05 de maio de 2004 às 15:36

HIPOCRISIA É PODRE! O ser humano gosta, sim, de drogas... podem acabar com toda cocaína e maconha do planeta e serão criadas novas drogas químicas, até mais nocivas... minha melhor amiga tem 39 anos e há 23 anos fuma maconha eventualmente, a maconha não causa dependência física e quase nenhuma dependência psicológica... ela fuma quando tem vontade, passa meses sem fumar... aos 39 parece uma menina de 25 anos, ninguém acredita que tenha 2 filhos, um deles com 21 anos... trabalha, estuda, cria os filhos sozinha e participa de trabalhos voluntários, é uma mulher excepcional, uma mãe dedicada, não fuma cigarros e não bebe, apenas fuma um baseado na praia ou no churrasco com os amigos... quem pode criticar uma mulher como ela? dizer que a maconha seja porta para outras drogas é uma grande mentira... ela conta que aos 14 anos cheirava spray secante de esmalte de unhas e benzina (!!!), produtos liberados e que se tem dentro de casa... não há caso registrado de agressividade por uso de maconha, ao contrário, é uma planta cujo uso induz à introspecção, (e isso não significa em absoluto depressão...) cada droga causa um efeito diferente ao ser consumida e causa efeitos diferentes entre os usuários também... não se pode generalizar... sugestão: controlem os insumos para refino de cocaína (acetona e afins) e liberem a maconha... teremos menos adolescentes violentos e agressivos roubando e matando para conseguir a "farinha"...

Denis Queiroz Botelho disse:
05 de maio de 2004 às 15:41

Gostaria de demonstrar minha indignação contra o comentário do Sr Edvaldo Martins. Ele, como policial, deveria ser o primeiro a saber distinguir traficante de usuário. Mas não, é mais comodo colocar no mesmo patamar de periculosidade à sociedade traficante e usuário. A repressão deve partir em cima do traficante, pois assim dificultando o acesso as drogas o número de usuários diminuirá! Não é peciso ser graduado em direito para saber disso. O usuário não é um marginal e sim um viciado. Como são as pessoas viciadas em alcool, cigarro, tranquilizantes e tantas outras drogas nocivas que são vendidas como se não fizessem mal nenhum a seus usuários.

Fabio Rosette Fonseca disse:
05 de maio de 2004 às 16:23

Amigo, sinto muito mas nao posso mais me manter fora desse debate pelo simples fato de nao ser usuario de drogas.
Creio q seja obvio para todos que nao eh possivel combater as drogas proibindo-as, as pessoas usam drogas, sempre usaram e sempre vao usar, e nao cabe a nos sociedade decidir se isso eh certo ou errado, pois a nao se pode combater a liberdade individual .
O que se esta fazendo ao proibi-las eh tornar o trafico o maior e melhor negocio do mundo, um cancer q esta corroendo a sociedade e sem duvida vai mata-la se assim continuarmos dando machadada em poste.
E tudo muito simples, legalizem as drogas que o trafico acaba no dia seguinte. Como numa quimioterapia, voce prejudica o corpo inteiro , mas mata a doença, e depois cuida de recuperar o resto do corpo.
A coisa eh tao obvia q so posso acreditar que as pessoas encarregadas de tomar essa decisao sao exatamente as que estao se beneficiando com o trafico de drogas .
Pessoas morrem e dinheiro eh jogado fora dia apos dia tentando combater o problema de forma errada, nada pode ser pior que isso.

Paulo Emílio disse:
05 de maio de 2004 às 16:38

A carreira desse ator entrou em processe de degeneração. Ainda bem. E que sirva de exemplo. As drogas, diferenntemente do que possam pensar algumas pessoas, são perigosíssimas, não importando se é álcool, maconha, cigarro comum e cocaína. Quem se utiliza de uma delas, com o fim de "relaxar", ver o mundo de forma mais "introspectiva", e qualquer que seja outra baboseira para justificar as chamadas drogas "leves", incorre em erro imbecil se não for for mal intencionada. Senhora secretária que emitiu a opinião acima a respeito de sua amiga, a sua amiga, por mais jovem e bela e responsável e doce que parece, merece ajuda para se livrar desse lixo que é a "inofensiva" maconha, até para que não dê exemplo (mau) ao seu filho de 21 anos. E não esqueçamos de um argumento claro e talvez o melhor de todos: quem compra droga como usuário, estimula a continuação desse mal. Então, senhores usuários "recreacionais", saibam de suas responsabilidades com relação aos crimes, mortes e misérias ligadas ao maldito tráfico. Adoraria que todos os traficantes e usuários morressem. Aí sim, o mundo seria um lugar melhor.

Laura Domingues disse:
05 de maio de 2004 às 16:44

UM DIA A MACONHA SERÁ INEVITAVELMENTE LEGALIZADA... TODOS OS ESTUDANTES DE DIREITO A FUMAM...

Laura Domingues disse:
05 de maio de 2004 às 16:46

Sr. Paulo Emilio... que comentário deplorável heim... não usa drogas mas a sua cabecinha é uma droga.. e das pesadas...

Flavio Fuzeto disse:
05 de maio de 2004 às 16:52

Ao Sr. Paulo Emílio...
sinceramente fico muito triste em saber que existe pessoas como vc. É por causa de idiotas como vc, que esse país está nessa decadência. Se você tiver filhos, sinceramente, tenho muita dó deles. Pois se você passar a educação de ignorante que o Sr. tem à eles...
E saiba que para o mundo ser realmente melhor, como vc disse, era se não existissem pessoas ignorantes, sem cultura e sem bom senso como você.

Paulo Emílio disse:
05 de maio de 2004 às 17:21

Graças a Deus tive uma educação boa dentro de minha casa. O escapismo propiciado pelas substâncias ora em debate nunca me foi uma alternativa. Sou um homem simples, remediado em posses, com o sufiente em termos materias. Porém tive berço. E, pelo que venho constatando, berço é fenômeno de outros tempos e de classes não abastadas. Faço de meus hobbies coisas comuns, como viajar, ler, estudar, afagar um cachorro, um gato e namorar moças que valham a pena. Enfim, essas coisas que não são quimeras, seres fantasmagóricos, que os viciados costumam relatar verem em seus estados de possessão pelas drogas. A noite, período em que transitam as drogas por excelência, me interessa tão-só pelas oportunidades de paquera, e durante essas minhas incursões noturnas, raramente me guarneço de uma cerveja e nunca de cigarros. O álcool em excesso, com o fim de me soltar, tornar-me mais impetuoso, não me é útil na noite, pois a experiência da vida real de fato me torna uma pessoa mais interessante do que o coitado usuário que necessita de algum espécie de facilitador. Incluive, indiretamente, minha abstenção dessas lamentáveis substâncias me poupam do amargo incomôdo de no dia seguinte de ter que constatar que me enlacei com alguma mulher cuja "beleza" o álcool maquiou. O verdadeiro herói é o homem, a mulher, que encara a vida com um baixo rendimento salarial, com filhos para educar, com um governo que em nada ajuda e além disso tudo, não necessita dar "nenhum tapinha" no final de semana para viajar em sua "introspecção". Uma pena que saber que existam pessoas que defendam a fuga. Como tenho pena dessas pessoas. Como elas perdem a oportunidade de viver. Como lhes faltaram educação, pais presentes, amorosos, amigos verdadeiros. Lamento por serem seres humanos moralmente amputados.

Marcelo N. Araújo disse:
05 de maio de 2004 às 17:55

A prisão do Marcello teve um fato positivo, mostrou que algo está mudando e que não é por ser um ator famoso que ele está acima da lei. A compra da droga deve, a meu ver, deve ser tão reprimida quanto o tráfico, é lógica, enquanto quiserem comprar alguém irá vender. Ao ler alguns comentários pude perceber isso virou um debate entre usuários e não usuários. Não sou usuário, mas achar que todos devem morrer, usuário e traficantes, é demais, quem tem uma idéia dessas pode sem saber estar desejando a morte de um filho, parente ou amigo.
Não devemos ser tão radicais a este ponto, devemos sim é combater as reais causas da criminalidade como um todo, com educação de qualidade e trabalho para o povo. É claro que isso não pode ser feito da noite para o dia e sim com um trabalho árduo e consciente de toda a sociedade, e para auxiliar é preciso também reprimir tal criminalidade, denunciando o crime , sejá lá qual for, e cumprindo a lei, ou seja, sendo cidadãos. Como cidadãos temos que cumprir as leis caso contrário somos "foras da lei" e essa noção de estar errado faz o viciado experientar novas drogas afinal, já que está fora da lei mesmo, porque não? Como diz o ditado, quem está na chuva é para se molhar.
Quem tem um amigo ou amiga tem o dever de ajuda-lo a se livrar do vício caso contrário não é amigo.
No mais, essá história de "só fumo de vez enquando e só maconha" é besteira! Eu ajudei um amigo a sair dessa e ele me falou que quando estava doidão qualquer coisa que dessem a ele ele usava, começava com a maconha e terminava com sabe-se lá o que. Então, usuários, não me venham com essa de "só uso baseado" que não cola, a maconha é sim porta de entrada para drogas mais pesadas e a legalização dela só vai contribuir com isso. Acho que no fundo no fundo essa de legaliazr é só o desejo de não correrem o mesmo risco que o Marcello.

Nando disse:
05 de maio de 2004 às 18:04

Sr Paulo Emílio, me desculpe, mas apesar de seu discurso utilizando esse espaço como se fosse seu divã, se gabando de suas próprias qualidades, julgadas por vc mesmo como "qualidades", nada disso muda o fato de vc ter mencionado q o melhor seria q todos os usuários morressem.
Isso sim é uma situação deplorável...um ser-humano q se diz tão acima do bem e do mal, posando de "bom caráter", usar um argumento desses é extremamente vergonhoso!!!
Tenho muito mais vergonha de compartilhar o mundo com pessoas como o sr se mostra de fato, do q com usuários de qualquer droga, pois esses ao menos nutrem ao menos uma esperança no q diz respeito à vida.
E, discordo tb qdo o sr diz q o mundo está como está por causa de situações como a q estamos comentando...acho q na verdade tudo está como está por causa da existência de pessoas q pensam como vc pensa, com um raciocínio tão mesquinho e egocêntrico. Todos tem e devem ter o direito de escolher como viver, contanto q não prejudiquem a mais ninguém a não ser a si mesmo. Não é o q aconteçe por causa da estúpida hipocrisia q assola a humanidade. A maconha é proibida e esse é o X da questão. E porque é proibida? Putz! Maconha faz mal...e a lei está aí para nos livrar desse imenso mal.
Fala sério!! Cigarro mata muita, mas muita gente...alcool idem...então qual é a lógica da lei q nos protege do mal da maconha ou de qualquer outra droga? Lógico q nenhuma!!
Tudo isso, na verdade é somente nutrido por uma politicagem suja dos q ganham com o mercado negro( q também mata muita gente) e por pessoas hipócritas q, sem pensar( pq pensar aí sim é pra poucos), se postam como sábios defensores dos "bons costumes".
E, pra acabar, a pior pobreza pra mim, sr Paulo, continua sendo a de espírito.

Anisio dos Santos disse:
05 de maio de 2004 às 18:07

Senhores:

Pessoalmente sou contra o uso de quaisquer substâncias psicotrópicas, legais ou ilegais, embora eu seja usuário ocasional de álcool como o Sr. Paulo Emílio. Acredito que o uso e ou abuso de drogas (mais uma vez, quaisquer que sejam) gera malefícios, em maior ou menor grau, não só a saúde do usuário, mas também como fomento ao tráfico, não há qualquer dúvida.

Porém, não tenho nada contra usuários, indiferente aos motívos pelos quais consomem drogas. Eu mesmo sou um usuário, assim como o Sr. Paulo Emílio, ainda que ocasional.

Ninguém é "moralmente amputado" ou menos digno de respeito por ser consumidor de droga. A droga não é o único mal social. Pessoas egocêntricas, que se sentem perfeitos modelos de ser humano imaculado, de moral inabalável e, para os quais, a única diversão possível deve ser a caça às "fêmeas de maior qualidade" também deviam ser banidos da sociedade tendo em vista o autoritarismo com que regem às questões relevantes que envolvem seres humanos. Esses carregam dentro de si a semente da intransigência e da tirania, pois acreditam intimamente que todos devem seguir seus rígidos padrões éticos comportamentais pois são seres perfeitos.

Que a questão da droga e a sociedade deve ser amplamente debatida não resta dúvida, mas sem preconceitos e de forma democrática, sadia, e pricipalmente humana para não dar chance à medidas drásticas e nefastas a quem não às merece.

Paulo Emílio disse:
05 de maio de 2004 às 18:52

Senhores, na vida há certos consensos dos quais não se pode afastar. A lei da gravidade é um consenso. A Juliana Paes é um consenso entre os heterossexuais, principalmente quanto ao seu derrière. Assim como a paranóia, os netos que matam avós para comprar drogas, filha que mata pais com co-autoria de namorado para depois em motel comemorar a baforadas de maconha. É consenso de que isso é mau. E que viciados que se dedicam a se consumir em drogas assim se enveredam em mal. Os maconheiros, xinxeiros, e quaisquer outros nomes engraçados (se não tristes e ridículos) a que se lhes atribuem, deveriam viver, até mesmo para que seus contra-exemplos ilustrem àqueles que se encontram alerta e conscientes da escalada do mal. Não sou o melhor de todos. Talvez somente minha mãe ache isso, mas não eu, bem como também vocês não, até pelo contrário, caros colegas de debate que me conhecem somente pelas opiniões que emito em um ambiente livre. Evidentemente, a morte das figuras por mim enunciada não é factível se não em sentido conotativo. Não seria curar um viciado uma forma promover a "morte" de seus status de maconheiro e xinxeiro, trazendo-lhe de volta para um mundo no qual ele não pudesse prejudicar outros pelo seu estímulo ao tráfico promovido pela sua condição de consumidor? Lembrem-se, caros debatedores, que não há meios de exclusivamente se prejudicar com o consumo da droga. A escala de produção é complexa e nunca o usuário se drogará de forma isolada, sem prejudicar outros. Com relação às declarações dos preclaros debatedores duramente ofensivas a mim, faço-os saber que não me importo. Como já deixei pontificado nesse painel, não consumo drogas.

Nando disse:
05 de maio de 2004 às 19:30

Engraçado como a maquiagem nos argumentos se fazem presentes qdo contrariadas, mesmo q com "ofensas" q concordo não serem motivos de importancia...
Mas a questão aqui é de dar pano pra manga...
A porca entorta o rabo pelo fato de estarmos falando de ser crime usar drogas e as mesmas causarem mal a sociedade...não há como dizer q não causam, apenas fico indignado com a hipocrisia das pessoas...
Muitos aqui dizem, inclusive o Sr Paulo, q consomem alcool, mesmo q eventualmente e aí eu pergunto: a bola de neve não é exatamente a mesma?? Vcs estão criticando algo q também fazem!! Afinal consumindo o alcool, mais o mercado se fortalece, mais gente consome, mais gente morre ou atropelado por alguém alcoolizado( e são milhares e milhares de pessoas), ou é espancado pelo mesmo(geralmente mulher), ou pega uma doença fatal por falta de cuidado causado pelo alcool e contamina outras pessoas etc etc etc. Isso tb não é prejudicar os outros??? Vai me dizer q o seu consumo mesmo q esporádico tb não alimenta isso tudo?? Esse mercado tb não existe pq tem gente consumindo?? E as pessoas q fumam??? Não prejudicam os outros?? Cigarro simplesmente mata. E vá falar ,por exemplo, para um fumante q aquele cigarro q ele acendeu num lugar fechado ta prejudicando a saúde dos outros...com certeza vai te chamar de idiota, pentelho e tirar um sarro da sua cara. É essa hipocrisia q deve acabar. A única diferença entre elas é a lei q comanda essas drogas... umas podem, outras não.
O mal é o q SAI da boca do homem, não o q entra. Nõa há droga mais nociva do q o egoísmo, a tirania, o autoritarismo, a ambição exagerada. Precisamos é resolver esse maior mal do universo umbigo, q é a falta de bom senso.
E queria registrar q esse Anisio Cardoso tem tudo pra ser um grande advogado, a julgar por suas sábias palavras.
Nem tudo está perdido.

Octavio Motta disse:
05 de maio de 2004 às 20:13

Importante: nem todo usuário é viciado, e portanto não são iguais para o direito.

PuRpLeHaZe disse:
05 de maio de 2004 às 20:18

Sr Paulo Emílio de Moraes Garcia, por algum acaso do destino, não teria sido você, em outra encarnação que escreveu o livro, em parceria com Heinrich Kramer e James Sprenger, Malleus Maleficarum (O Martelo das Feiticeiras)?

Se inventarem uma máquina do tempo funcional seu emprego está garantido na Inquisição !!!

[]´s
PuRpLeHaZe
Are You Experienced?
Hacking the rules.

PuRpLeHaZe disse:
05 de maio de 2004 às 22:28

:Citando:
"Caso não saibam, princípio básico do Direito é este: regular a vida de pessoas que não se isolaram da sociedade, evitando aqueles que voluntariamente se isolem de a prejudicar. E acredito sim na democracia, mas na democracia que resulte em paz social, que propicie um ambiente para desenvolvimento da personalidade do homem. E não nessa coisa que chamam de democracia como tolerância ao crime."
:Fim da citação:

Errei de livro !!! O sr. está mais para O Processo de Kafka.
Burocracia e estabelecido.

Enfim, cientificamente falando, se me permite, já que embora hacker sou tambem um cientista, o sr. estabelece pelas suas próprias regras que, em acordo com a maoria, se descriminalizada a maconha está tudo numa boa. Afinal, os "isolados voluntários" seriam aqueles que são contra o seu uso.

is all round and round and round and round....

[]´s
PuRpLeHaZe
Are You Experienced?
Working hard to never die.

Janice disse:
05 de maio de 2004 às 23:59

O Tráfico esta tomando conta do Pais. Muitos são os culpados disto. Com certeza, a maior patrocinadora da violência que nos assola, que é orinoda do tráfico de drogas, é exatamente a sua maior vítima, a SOCIEDADE. De suas leis burras, a achar que isto só acontece com as outras famiíias...

Por incrível que pareça, na sociedade habitam todos nós, de atores da Globo a Juizes,além de nós, meros mortais. Quando a Justiça feita por nós, qualifica o usuário, como um dependente doente, deveria antes saber se ele é realmente enfermo. Ou um disfarçado vendedor de drogas... Se ao passar um cheque no valor de vários quilos de drogas, ele deixa de ser um dependente doente e passa a ser um vendedor. Neste caso ele seria o que? Seria um enfermeiro? Já que ele, fornecedo a droga atende ao enfermo? O traficante seria o que? Seria comparável ao Farmaceutico? OU ao médico? Se viciado em drogas é doente, o dinheiro dele não comprará as ARMAS. Mas sim apenas novas matérias primas, para o fabrico de novas drogas...
Então não teremos mais criminosos neste meio. E Salve com todas as urras, as mortes praticadas pelos "médicos" .

Ou acabamos com o tráfico com leis duras, impedindo aos usuários comprarem novas drogas ou seremos mortos. Tudo é uma questão de tempo e, para os "criminosos", dinheiro.

Nando disse:
06 de maio de 2004 às 14:28

Ai, ai...
Será q alguém aí ainda nutre a idéia de q algum dia, na existência do planeta Terra, as pessoas, aos bilhões, vão parar de consumir drogas????
Senão ingenuidade, acreditar q sim pode ser algo bem perto da estupidez.
As drogas SEMPRE vão existir e os consumidores SEMPRE vão existir, ponto pacífico. Não há como negar isso, ou achar q um dia, ainda mais com essa política de hoje, as coisas vão mudar. A repressão às drogas é um método totalmente fracassado. E, diga-se de passagem, esse esquema repressor existe por causa da politicagem americana instaurada no começo do século passado por políticos escroques q já visavam angariar votos com atitudes falsamente pudicas, para depois tirar proveito dessa mesma situação. Isso é histórico, um fato. Coisa q copiamos aqui no Brasil, como quase tudo q fazemos, obedecendo o "mestre".
O "moralismo" é a maior arma dos q tiram proveito do tráfico...o moralismo e a ignorância...e infelizmente muita gente cai nessa, alimentando uma sociedade inerte e preconceituosa.
Sr Paulo, essa "coisa" q chamam de democracia é o q permite o sr passar suas idéia intolerantes e nós discutirmos a respeito e chegarmos a conclusão q cada vez mais temos q acreditar na democracia e na tolerância, pois senão o mundo estaria perdido no seu autoritarismo preconceituoso.
E a questão não é defender consumidores...não uso drogas e nem nunca experimentei qquer droga considerada pesada, não fumo e não bebo nada além de cerveja esporádicamente.
Nem por isso me cego e ao menos tento não ser hipócrita ao ponto de não entender a realidade.
Sou COMPLETAMENTE a favor da liberação das drogas, já q algumas entre as piores já o são. Sou COMPLETAMENTE contra o tráfico e o grande mal q o cerca e, por isso, quero o seu fim.
E lembro mais uma vez, sr Paulo, q o sr tb contribui para com o grande mal q as drogas propiciam à sociedade, já q alimenta a indústria do alcool, q mata milhões e milhões de pessoas por todo o mundo, direta ou indiretamente.
"Purple haze was in my brain, lately things don't seem the same. Actin funny but i don't know why. 'scuse me while i kiss the sky".

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