“Casais modernos não dormem juntos. O marido tem uma cama e a esposa dorme noutra, em quartos diferentes. Por isso, nada de excepcional que, eventualmente, o contestante pernoitasse fora de casa”. (De uma contestação em ação de separação judicial litigiosa, numa das Varas de Família de Porto Alegre).
Mutuário insetológico
“O banco não pode retomar a residência do réu, desempregado, pois até marimbondo tem direito a casa”. (De uma petição de razões finais de mutuário contra agente financeiro do SFH, na Vara Federal de Caxias do Sul).
Salada
“Em resumo, vê-se que o réu pretende livrar-se de seus abacaxis, oferecendo à penhora bens que, por já estarem penhorados, são verdadeiros pepinos”. (De uma impugnação a embargos do devedor, na 7ª Vara Cível de Porto Alegre).
Existem ou não?
“Certifico que não encontrei bens penhoráveis passando a listá-los: 01 conjunto de estofados; 01 forno elétrico…” (De um oficial de Justiça, nos autos de uma execução no Juízo Especial Cível de Caràzinho).
Suicídio acidental
“Por ato involuntário e não premeditado, o contratante suicidou-se, acarretando, conseqüentemente, morte acidental”. (De um acórdão do TJRS).
Pássaro mutuário?
“Até o joão-de-barro tem direito a casa, então por que querem suprimir idêntico direito de um mutuário que acreditou em propagandas mirabolantes do finado BNH”? (De uma apelação no TRF-3).
* Pérolas Processuais são publicadas no site Espaço Vital — www.espacovital.com.br
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