O advogado Marcos Quilombo Tocci Júnior, de 67 anos, conseguiu reduzir sua pena de 15 para 10 anos, em regime fechado, pela prática de pedofilia. O Tribunal de Justiça de São Paulo reformou, nesta terça-feira (30/11), sentença da 1ª Vara Criminal de Itanhaém que o condenou a 15 anos e multa por atentado violento ao pudor contra cinco crianças e duas adolescentes.
O caso do advogado foi levado à Polícia pelos vizinhos. Por se tratar de crime hediondo, a pena será cumprida integralmente em regime fechado.
Os abusos sexuais contra as crianças foram cometidos em outubro de 2001, na residência do advogado, na rua Mato Grosso, no balneário Gaivota, em Itanhaém. O advogado assistia vídeos pornográficos, fotografava as crianças em poses eróticas e distribuía pequenas quantias em dinheiro. Com as adolescentes, mantinhas atos libidinosos.
O relator, desembargador Oliveira Ribeiro, classificou os fatos narrados na denúncia como “um festival de horrores”. Acompanharam o voto o revisor, Walter Guilherme e o 3º juiz Sangirardi Junqueira. Eles reduziram a pena por entender que os crimes foram em caráter continuado (o local foi o mesmo e os fatos aconteceram em pequeno espaço de tempo).
A defesa tentou sem êxito a absolvição do réu. Alegou falta de provas e que as meninas, apesar da pouca idade, eram degeneradas e que costumeiramente se dedicavam à prostituição infantil.
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