O Ministério Público Federal, no Maranhão, enviou ofício ao Superintendente Regional da Polícia Federal no estado requisitando a instauração de inquérito policial para apurar as irregularidades na concessão do benefício Bolsa-Escola ocorridas no município de Pedreiras (MA). O pedido está baseado em acusações feitas pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, exibido no domingo (17/10).
O programa mostrou que pessoas carentes da região não estão recebendo o benefício, enquanto outras de classe média, com razoável capacidade econômica, estão cadastradas. Segundo os procuradores da República que assinam o ofício, José Leite Filho, Marcílio Nunes Medeiros e Pedro Jorge do Nascimento Costa, o fato pode configurar crime de estelionato qualificado (artigo 171, parágrafo 3º do Código de Processo Penal).
Eles requisitaram ao delegado da Polícia Federal que for presidir o inquérito, que solicite à TV Globo cópia do programa exibido para que as pessoas mencionadas sejam identificadas, segundo a PGR.
Temos plena convicção que após isso que estamos vendo, se fizerem pequenas investigações, todos os programas do Partido dos Traidores como o Fome Zero, Primeiro Emprego, etc não sairam do papel e tem muito dinheiro sendo desviado. Alguém aposta nisso ?
Caro Ademir,
Concordo plenamente com sua indignação em relação ao Governo Lula, até porque encontro-me na mesma situação.
Mas não é de hoje que temos notícias de desvios das verbas destinadas aos programas sociais promovidos nas esferas Federal e Estadual.
Como exemplo, cito episódio ocorrido quando o Governo do Distrito Federal (que não era petista!), distribuía a chamada Bolsa-Escola. Uma determinada pessoa, cujas condições econômicas não autorizariam o recebimento do benefício, foi flagrada com vários cartões da bolsa-escola, com o qual efetuava, mensalmente, inúmeros saques.
Por isso, transparência e atuação dos órgãos competentes para a análise destas contas são pleitos sempre urgentes, não importa quem esteja governando.
O que me preocupa mais é saber que muitas das irregularidades cometidas nas distintas esferas do poder executivo (federal, estadual e municipal) têm sido objeto de investigação apenas da mídia, quando deveriam ser dos órgãos instituídos responsáveis por esta função.
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