Raul Haidar lança ‘A Fórmula do Sucesso na Advocacia’

Se o advogado levar tudo o que acontece na Advocacia a ferro e fogo vai se aborrecer, se estressar, arranjar muitas encrencas, ficar maluco e morrer cedo. O alerta é do advogado Raul Haidar, que já viveu situações inusitadas nos tribunais. Certa vez, um juiz determinou a expedição de carta precatória para colher assinatura de um morto em um processo que Haidar atuava.

Esse é um dos muitos casos contados pelo tributarista em seu livro A Fórmula do Sucesso na Advocacia — um manual para todos os advogados. Na obra, ele procura mostrar o caminho das pedras para quem pretende crescer na profissão.

O autor discorre sobre a profissão — ou sacerdócio, como consideram alguns — de forma apaixonada, mas sempre preocupado em evidenciar os obstáculos cotidianos que os advogados terão de enfrentar no caminho ao sucesso. Isso porque, nas palavras do tributarista, a maioria das pessoas “vê os uísques que a gente bebe, mas não os tombos que a gente leva”.

Para Haidar, há, sim, uma fórmula para o sucesso na profissão. E ela está sintetizada na equação sA = 3cC x 3P. A solução parece simples: sA (sucesso na Advocacia) = 3cC (conquistar, conservar e cobrar o Cliente) x 3P (profissionalismo, paciência e perseverança). Combinada com ética, a equação mostra-se infalível.

O livro reveza histórias vivenciadas pelo autor nos 30 anos de exercício da profissão, com recomendações de como o advogado deve se conduzir nas mais variadas situações.

Num capítulo dedicado especialmente às dificuldades encontradas, a obra elenca “os sete buracos da Advocacia”. De forma leve e bem humorada, o autor escreve sobre problemas como clientes ruins, concorrência desleal, Judiciário deficiente, despesas pesadas para manter um escritório, entre outros pontos.

Polêmico, Haidar não deixa de abordar questões como o Exame de Ordem, reforma da OAB, cobrança de anuidades, ensino jurídico e o quinto constitucional — que considera uma inadequada forma de nomeação de juízes e propõe sua extinção.

Lançamento

A Fórmula do Sucesso na Advocacia — um manual para todos os advogados será lançado nesta quinta-feira (23/9), às 19h, no salão nobre da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil. Na ocasião, Haidar dará uma palestra sobre o tema da obra.

O livro, publicado pela Editora Outras Palavras, tem prefácio do ex-presidente da OAB, Rubens Approbato Machado. Com 200 páginas, a obra custa R$ 30,00. Clique aqui para obter mais informações sobre o livro.

Francisco Angeli Serra disse:
21 de setembro de 2004 às 18:30

O chamado para a obra fez-me, no mínimo, curioso, parece tratar-se de um livro bem interessante, escrito por este profissional experiente e "aparentemente" bem sucedido..digo isso porque não tive ainda o prazer de conhecer pessoalmente ou saber algo sobre a vida e a carreira do autor.
Lendo o comentário do "Mestre", que, por sinal, sempre me chama a atenção pela coragem e inteligência jurídica, mesmo tendo, por raras vezes discordado de sua opinião é que me fez lembrar de várias conversas que temos no dia a dia com pessoas da área ou não.
A de que o sucesso está "sempre" ligado a quantidade de dinheiro que o profissional consegue acumular ou gastar perante a sociedade para que todos saibam que é possuidor de uma "fortuna" considerável.
Discordo totalmente de quem assim pensa...não caindo na pieguice de dizer que dinheiro não seja importante ou de que não seja isso ou seja aquilo.
Acho que o êxito financeiro seja apenas uma das formas de se "medir" o sucesso profissional e talvez a menos importante ou a mais superficial.
Conhecemos profissionais da carreira juridica extremamente bem sucedidos financeiramente, só que por uma fortuna já anteriormente adquirida ora por familiares que o sucederam ou por outros meios dos mais diversos possíveis, mas de uma pobreza de espirito ou cientifica de dar dó.
Da mesma maneira existem profissionais extremamente dedicados e competentes que por uma acaso ou coincidência ainda não conseguiram escrever o seu nome no rol da fama e nem ter uma conta bancária digna de receber a visita do gerente do seu banco (visita que não seja para cobrá-lo claro).
Tudo isso é tão abstrato e subjetivo.

Raul Haidar disse:
22 de setembro de 2004 às 12:12

Sucesso não é sinônimo nem antônimo de dinheiro. Advogados não precisam fazer voto de pobreza , nem vender a alma ou a honra...Um dos mais bem sucedidos Advogados do mundo, Sobral Pinto, morreu pobre. E muita gente com muito dinheiro é fracassada e infeliz e alguns até estão presos ou foragidos...Ter sucesso como Advogado é, basicamente, ser respeitado...

Francisco Angeli Serra disse:
22 de setembro de 2004 às 12:46

Só para complementar faço uso desse espaço para que o digno autor faça de seu comentário o meu próprio complemento.
Isto porque, para o bem da verdade, o meu comentário de ontem sobre a ligação sinônimo ou antônimo entre sucesso/dinheiro/fama não estava diretamente ligada a noticia acerca do lançamento da obra literaria e sim a um comentário anterior (foi retirado) de que por ironia sugeria a divulgação do saldo bancário do ilustre colega autor da obra para que pudessemos "conferir" os seus metodos divulgados no livro.
Como disse, já que o comentário anterior foi rapidamente retirado do site o meu comentário acabou perdendo um pouco o sentido, fazendo parecer que eu estava ligando o assunto com o lançamento do livro.
Isto posto, o que desejo sim é que o livro ora lançado pelo colega Raul Haidar plenamente venha satisfazer as suas pretensões, seja para o iniciantes dessa nossa árdua carreira, seja para os não tão iniciantes ou para os apreciadores da leitura...e que tenha "SUCESSO" no seu maior e mais profundo sentido.

Raul Haidar disse:
22 de setembro de 2004 às 13:06

Dr Francisco: Os comentarios anteriores já foram restabelecidos depois de um problema técnico. Estão com data de 17/8 no setor "Advocacia". Grato pelas suas oportunas observações.

Flávio Viana barbosa disse:
22 de setembro de 2004 às 14:18

Caros colegas (e Autor)

Sinto-me compelido a concordar, piamente, com os comentários lúcidos e pertinentes do Dr. Francisco. Não obstante, gostaria que o nobre colega e/ou o Autor, pudessem me responder a uma única questão:

Como destacar-se na advocacia, sendo um jovem advogado, formado em 1999, se tanto a OAB como a Imprensa nacional teima em jogarmos aos leões, uma vez que a forma com que se discuti o momento e o futuro do ensino jurídico no Brasil aponta cada vez mais para a generalização do negro quadro de sua qualidade? É verdade que o ensino jurídico no país é no mínimo abaixo da crítica, no entanto, a simples cantinela que se faz a respeito, sem uma única providência real, tem nos colocado na berlinda, eis que o jovem advogado, apenas pelo fato de ser jovem, já é taxado de incompetente!

Mesmo nas atuais condições de ensino, jovens profissionais formados em Insituições sérias, tem condição de desenvolverem um excelente trabalho à sociedade! Quando estes advogados poderam, finalmente, obter o tão almejado lugar ao sol no mercado de trabalho?

Que atitudes a OAB, a AASP e o MEC podem tomar para resguardar os possíveis expoentes da nova geração de advogados e juristas nacionais, ofuscados pelo excesso de profissionais no mercado e pelo preconceito que ronda nossas bancas profissionais?

Se alguém tem as respostas, que faça o favor de pronunciar-se a respeito!

Obrigado pela atenção de todos.....

Francisco Angeli Serra disse:
22 de setembro de 2004 às 15:12

Prezado Colega.
Dr. Flavio Viana
De antemão declaro ser incompetente para de uma única vez e em tão escasso espaço dizer-me capaz de elucidá-lo na questão apresentada, mas o assunto é desafiador e podemos pensar juntos.
Quanto ao fato de ser taxado de "jovem advogado" ou simplesmente...jovem...muitas vezes os mais experientes conseguem rapidamente nos esclarecer apenas com a argumentação de que o tempo, com certeza, irá solucionar isso.
Pensar sobre a baixa qualidade ou pensar apenas e sómente no "ensino juridico" ou simplesmente...no ensino...é uma tarefa de todos, muito mais dos que habitam permanentemente nesse campo: sejam os educadores, os empresários do ensino, administradores públicos e lógico..os diretamente interessados que são os frequentadores dos bancos escolares.
Podemos pensar, até sugerir...porem...a partir do momento em que estamos no "campo de batalha" que é o dia a dia da rotina forense, da conquista de clientela, do sucesso de obter êxito em nossa demanda, ou seja, com a mão na massa mesmo...nunca o advogado pode se colocar abaixo de ninguem, naquele momento de peticionar pense que é o advogado mais famoso e bem melhor sucedido do que todos os inscritos na ordem e o seu cliente é único.
Peço a licença de utilizar meu próprio exemplo..que estudei em uma universidade da periferia, com muito orgulho, e se alguem puder criticar essa instituição que sejam os seus alunos e não quem não conhece...uma colega ao saber me perguntou: "Oras..você não conseguiu entrar em uma faculdade melhor??"...Não interessa se eu não tentei, não consegui ou não pude pagar uma melhor, o fato é que eu estudei lá e ponto final. Se no primeiro exame da ordem essa universidade conseguiu apenas 10% de aprovação e ficou muito abaixo no ranking da OAB..não interessa..o que vale é que eu estava dentre desses 10%...os outros conseguirão também.
Como disse o espaço é pouco...mas o que quero dizer..e já disse em outras oportunidades é que não podemos nos curvar aos olhos imaginários de dizer que quem "fez" USP, PUC e tal sejam os melhores, ou quem estagiou em escritorio de renome esteja com o futuro garantido..mesmo que nunca peticionou nessa "grande" banca.
Não quero dividir a coisa tipo: "eles" e "nós"
Mas que todos sejam bons e que todos sejam respeitados conforme o seu merecimento e não pelo rotulo que colocam nas pessoas.
Caro Flavio...e todos que por acaso leiam...a mesma chance de se destacar na advocacia eu e você temos.
ética e estudo...trabalho.

Gesiel de Souza Rodrigues disse:
22 de setembro de 2004 às 19:09

Ainda não conheço a obra do Dr. Haidar. Certamente irei adquirir para pode promover uma critica mais adequada. Contudo, espero que não se esteja aqui abrindo uma vertente do "auto ajuda jurídico".

Consigno aqui também algo que ouvi na época de graduação de um palestrante que faz muito sentido e sempre procurei colocar em prática "Viva como se hoje fosse o último dia e estude como se fosse viver pra sempre".

Acho que essa talvez seja uma das fórmulas para o sucesso. Dedicação sacerdotal a profissão e qualidade de vida

Lendro Jorge Araujo Hinrichsen disse:
22 de setembro de 2004 às 19:44

Caro colega Flávio e demais leitores,

acompanhei todos os comentários infra, e gostei de todos, porém, não poderia de em poucas linhas deixar registrado minha opinião e e minha pequena experiência como advogado.

Sou advogado a 2 anos, especialista em relação do consumo pela EMERJ-Escola da Magistratura do RJ, tenho que a advocacia é sim uma profissão que para alcançarmos algum lugar, as vezes necessitamos de "NOME".

Porém tal regra não se figura como única, meu caso por exemplo, sou filho de tecnico mecanico, vim para o rio com 19 anos de idade, passando por dificuldades financeiras, quando consegui emprego de ascensorista, com o pagamento custeava meu pequeno custo e pagava minha faculdade com ajuda de minha avó.

Posso afirmar que minha faculdade de fato não era e não é ainda daquelas renomadas e meus estágios foram realizados em pequenos escritório, vezes fazendo trabalhos de entregador, recepcioniosta e boy.

Mas minha vontade de crescer era tanta em conjunto com meu amor pelo Direito que jamais desisti, estudava no ônibus, no intervalo do meu lanche, era convidado pelos amigos de faculdade para sair, ir para as "baladas", e sempre tinha a desculpa de que estava cansado, quando da verdade não tinha era dinheiro mesmo.

Desculpem-me pelo desabafo, mas me sinto na obrigação de contar um pouco de minha história, assim como faço hoje nas palestras que tenho o prazer de ministrar.

As coisas aconteceram na minha vida, hoje, continuo prestando serviços no mesmo lugar onde era ascensorista, porém na qualidade de advogado, tenho meu escritório no centro da cidade e conto com uma cartela de clientes invejavel, com certeza.

Concordo ainda com as fórmulas que foram apresentadas, no meu caso tenho convicção de que o que me fez chegar aqui foi o amor que tenho e dedico ao estudo do Direito e o rspeito a que dispenso a todos os meus clientes, seja aquele vendedor de picolé, seja o diretor da empreda tal...

Um Grande abraço a todos...e meu respeito!

www.hinrichsen.adv.br

Paulo Barreto disse:
05 de junho de 2006 às 09:52

Lendo o artigo A Fórmula do Sucesso na Advocacia e os comentários dos colegas da "Lei", onde o autor procura mostrar os caminhos das pedras.
Sou formado em Administração de Empresa pela FTS (Faculdade de Taboão da Serra) e um apaixonado pelo direito, em todas as profissões precisamos estudar muito, trabalhar com entusiasmo, respeito e amor ao próximo, sou meio religioso, mas sem amor a nossa profissão não chegaremos ao sucesso.
Ai eu perguntoa aos amigos o que é Sucesso?
Para muitos a definição do sucesso têm três ingredientes básicos: dinheiro, fama e poder.
Pense nisso meus amigos jurístas e boa semana.
Paulo Barreto
Consultor & Palestrante
Prodesp

Paulo Barreto disse:
05 de junho de 2006 às 09:55

Lendo o artigo A Fórmula do Sucesso na Advocacia e os comentários dos colegas da "Lei", onde o autor procura mostrar os caminhos das pedras, faço os seguintes comentários.
Sou formado em Administração de Empresa pela FTS (Faculdade de Taboão da Serra) e um apaixonado pelo direito, em todas as profissões precisamos estudar muito, trabalhar com entusiasmo, respeitar e amar ao próximo, soa meio religioso, mas sem amor ao próximo e a nossa profissão não chegaremos ao sucesso.
Ai eu pergunto aos amigos o que é Sucesso?
Para muitos a definição do sucesso têm três ingredientes básicos: dinheiro, fama e poder.
Pense nisso meus amigos juristas e boa semana.
Paulo Barreto
Consultor & Palestrante
Prodesp

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