A greve no Judiciário paulista pode não acabar nesta quarta-feira (22/9). A assembléia-geral que vai decidir os rumos do movimento está marcada para as 14h na praça João Mendes, em São Paulo. A paralisação já dura 85 dias. O motivo alegado pelos servidores é o descumprimento pelo Tribunal de Justiça do acordo selado na última segunda-feira (20/9).
Segundo os servidores, o TJ fala em reposição salarial de 14,58% sobre os salários a partir de setembro, quando o acertado seria de 17,43%. O outro impasse fica por conta do desconto dos dias parados.
A proposta acertada foi a de que não haveria punição aos grevistas nem corte de salários. Como o desconto foi autorizado por resolução, o Plenário do Tribunal precisaria revogar a decisão. A garantia de revogação não foi dada ao comando da greve. Nova reunião entre servidores e Tribunal está acontecendo na manhã desta quarta-feira.
O acordo
Na segunda-feira (20/9), a rodada de negociações foi exaustiva. Começou às 16 horas e só terminou às 20h20. Do lado do Tribunal de Justiça três desembargadores Walter Guilherme, Ribeiro dos Santos e Demóstenes Braga, enquanto outras 12 lideranças representavam os cerca de 42 mil servidores.
Os desembargadores anunciaram aos servidores que o Tribunal dispunha de R$ 100 milhões para reajuste de salários. Foi selado um acordo para esgotar esse valor nos pagamentos de setembro a dezembro.
Ficou acertado, ainda, que o retroativo de março a agosto seria definido na próxima data base (março de 2005), que não haveria punições aos grevistas e as já existentes seriam canceladas. O acordo também incluiu o não desconto em folha dos dias parados e, que em troca, os servidores fariam mutirões para colocar os processos em dia.
Após a reunião, os servidores anunciaram que o índice de majoração seria de 17,34%. Já o presidente do TJ, desembargador Elias Tâmbara, afirmou que o reajuste ficaria em torno de 14,58%. Os servidores rebateram, argumentando que se o índice apresentado pelo Tribunal for aplicado aos salários, o gasto seria somente de R$ 73,6 milhões, deixando a sobra de R$ 26,4 milhões.
O impasse foi discutido em outra reunião — que durou até as 21 horas da terça-feira (21/9) — entre as lideranças dos servidores em greve e desembargadores. Os representantes do Tribunal reconheceram o erro e pediram nova negociação para a manhã desta quarta (22/9). A reunião estava marcada para às 10h.
A greve já é a maior da história do Judiciário paulista. A paralisação impediu o trâmite de cerca de 12 milhões de processos, só na primeira instância. O clima de euforia, com a possibilidade do fim da greve, deu lugar à incerteza. As lideranças ameaçam continuar a paralisação se não houver um acordo sobre o índice de reajuste e sobre o não desconto dos dias parados.
Fere o principio da moralidade e da legalidade o pagamento de salários a quem não prestou serviços a população, ficar 90 dias sem trabalhar e receber é rir da cara da população.Em março de 2005 certamente teremos uma nova greve,triste do país no qual o sagrado direito de greve virou maneira de uma casta tirar férias.
15% de aumento é o maior indice obtido por uma categoria neste país, mas é fácil fazer caridade com o dinheiro público.Com esta brincadeira de aumentar a folha não há possibilidade da contratação de novos servidores,de informatização, de compra de materiais. A justiça de são paulo faliu esta é a verdade, é necessário discutir tudo.
É absurdo um oficial de Justiça neste estado ganhar 3.000 reais, não há folha que aguente. Fica assim:
Os desembargadores não honram acordos,passam por cima de resoluções que eles redigiram, os servidores não respeitam ordem judicial,ameaçam os advogados com retaliações,fingem que irão compensar horas e tudo bem.A justiça pertence aos juízes e aos funcionários,que se dane o povo!É hora de uma intervenção na justiça paulista para acabar com este descalabro!
Concordo plenamente com o Sr Emerson.
SE OS ...Os desembargadores não honram acordos,passam por cima de resoluções que eles redigiram, PORQUE DEVEM os servidores não respeitam(AREM) ordem (?) judicial....
...É hora de uma intervenção na justiça paulista para acabar com este descalabro.
(com o que concordamamos plenamente, e ainda queremos se instale a CPI NO JUDICIÁRIO PAULISTA, pra sabermos pq a compra, por exemplo de sapatos de pelica e ternos de microfibra, mais lanches especiais aos magistrados, cujos preços são bem superiores ao vale-refeição do servidor....E tudo isso num momento crítico, onde sequer repõe O TJ a perda salaraial de seus funcionários?) De que Justiça vcs falam???? Será que vcs que aqui se manifestam conhecem de fato ONDE MORA O PERIGO???
Eu tambem Concordo plenamente com o Sr Emerson e acho que devemos punilos por esse atraso no judiciario que ja estava quase parando e se eles acham um salario de 3000 reais pouco, que saiam e de a sua vaga para outro. Pois isso eu tenho certeza que eles nao vao fazer porque nos dias de hoje 3000 e um atimo salario. e essa greve e so pra eles tirarem ferias.
Sr. Emerson(e quem mais concordar com ele...)
É de causar espanto o quanto o senhor é obtuso, parcial em suas opiniões, desinformado e acima de tudo, maldoso.
Vou repetir para o sr.(quer que eu desenhe??)
Receber o salário dos dias em greve= repor com trabalho(bom para todos, principalmente para a população).
Compensar= trabalhar todo dia até duas horas a mais e aos sábados.
greve= última medida que se toma quando esgotados toda tentativa de negociação, que nesse caso foi de março a junho;
Quanta burrice meu Deus...
Já aviso ao sr.: A GREVE VAI CONTINUAR POIS NÃO VAMOS VOLTAR SEM RECEBER OS DIAS PARADOS. JÁ ACEITAMOS A DEMISSÃO SE ASSIM O TJ ACHAR QUE FICA MELHOR, JÁ QUE ELE FALA EM CONTRATAR 300 ESCREVENTES.(Apesar da carência de 11.000 funcionários mais os milhares em greve...)
REPETINDO, PARA OS SRS. EMERSON/HUGO
E OUTROS TANTOS QUE LÊEM E FAZEM QUESTÃO DE NÃO ENXERGAR....
SE OS ...Os desembargadores não honram acordos,passam por cima de resoluções que eles redigiram, PORQUE DEVEM os servidores não respeitam(AREM) ordem (?) judicial....
...É hora de uma intervenção na justiça paulista para acabar com este descalabro.
(com o que concordamamos plenamente, e ainda queremos se instale a CPI NO JUDICIÁRIO PAULISTA, pra sabermos pq a compra, por exemplo de sapatos de pelica e ternos de microfibra, mais lanches especiais aos magistrados, cujos preços são bem superiores ao vale-refeição do servidor....E tudo isso num momento crítico, onde sequer repõe O TJ a perda salaraial de seus funcionários?) De que Justiça vcs falam???? Será que vcs que aqui se manifestam conhecem de fato ONDE MORA O PERIGO???
Agora lendo o comentário da Mariana acho que ela também esta certa temos que unir assinaturas para que a CPI seja instaurada no Judiciário e se algo de errado for descoberto alem de despedir, deve ser obrigado a devolver todo o dinheiro roubado "sapatos de pelica para que o judiciário quer isso, afinal e um orgão publico ou uma loja de crife" devemos exigir que esse dinheiro seja repassado em novas contratações e não em aumentar o que já esta alto. Peso que todos que lerem estes comentários, todos que entrarem nesta pagina de o seu comentário e entre em contato comigo pelo meu e-mail para que posamos discutir mais sobre o assunto e analisarmos os nossos pontos de vista. (hugo.solovjovas@ig.com.br)
Além da intervenção, devemos avaliar nossos prejuízos, não somente como advogados, mas tbém como cidadãos que somos, avaliar tbém os prejuízos sofridos pela população em geral e ajuizarmos ações de indenização contra o Estado, talvez assim, somente assim, conseguiremos o respeito que merecemos, principalmente qto a contraprestação do Estado que nos é devida pelos inúmeros impostos que pagamos. E, se o Estado se ver no prejuízo, que cobre dos seus servidores.
As compras as quais nos referimos não são segredo, não. Saem publicada no DOJ - Divisão de material - É só consultar o jornal pela net.
Será que é por essas e outras que estão fazendo pressão p/ o retorno ao trabalho C/ PUNIÇÕES? QUEM TEM MEDO DA VERDADE?
Tenham certeza que não usamos gravatas de seda com listras azuis, nem cafeteiras de 2mil reais, nem cursos de alemão, nem compramos fitas de video ao preço de 749,00 por fita! Um dos titulos da fita: O reino perdido...( e não é gozação, não)
Aliás, nem bolsa-auxílio para estudar temos, e 70% tem nível superior, em sua maioria Bacharéis em Direito, prestando serviço de qualidade ao TJ. E até os códigos que usamos pra trabalhar ( para todos....) são comprados por nós mesmos.
Renata; desde o príncipio estamos orientado os advogados a entrarem com a ação contra o Estado pela não prestação dos serviços.... mas tenha certeza que o TJ não teria moral pra cobrar dos funcionários AOS QUAIS ELE DEVE ATÉ VERBAS TRABALHISTAS DE + DE 03 ANOS...
Sapatos de Pelica ???
Ternos de Microfibra ???
Daí, surge a questão : são hipócritas os advogados que se mostram solidários com os funcionários em greve ?
Quer dizer, a culpa é deles ?
Eles são marajás ???
Não consigo acreditar e digo mais, doa a quem doer, estou do lado dos servidores que são pessoas comuns, com necessidades comuns e precisam trabalhar e receber um salário digno não para comprar sapatos de pelica, mas para sustentar suas respectivas famílias.
Cara Marianna,
é claro que o Estado não vai cobrar dos servidores, tampouco vamos ganhar essas ações... hj, o TJ considera a greve ilegal, porque, politicamente falando, a este órgão, juntamente com o Governo do Estado, cabe dirimir a situação. "Amanhã", qdo tudo estiver resolvido, os servidores tiverem retornado a seus postos, e começarem a "aparecer" ações desta natureza contra o Estado, com certeza, vão acatar pela legalidade da greve, porque lhes será mais conveniente... veja o qto eles têm mudado de opinião em apenas três dias...
Um abraço,
Renata
Srs.,
A luta pelos direitos tem que existir, porém, creiko que um pouco de bom senso por parte dos servidores cairia bem.
Se o TJ descumpriu uma determinação por ele baixada, ou seja, aumentar os salários e assim não o fez, então, todos sabemos que existem meios jurídicos para esse cumprimento de obrigação.
Essa GREVE ABSURDA não deve continuar, pois existem milhares de pessoas sendo prejudicada. Servidores tenham um pouco de bom senso, voltem aos trabalhos e acabem logo com essas briguinhas com alguns advogados, pois sabemos que assim como na OAB e no ESTADO existem pessoas tumultuando.
Será que quando começar as demissões essa greve irá terminar ?
Falta por parte da comissão de greve mais inteligência para resolver essa pendência.
É o que penso
Obrigada Renata, Carolina e todos que, enfim, resolvam ouvir os clamores dos funcionários, que vem tentando há tanto tempo, sem sucesso, se fazer ouvir. Os descalabros com a verba pública não pode continuar acontecendo no país, onde tantos passam fome e não tem teto.Nós, do judiciário, queremos que todos saibam, independente dos valores dos nossos hollerits - que fizemos e fazemos por merecer, -do que acontece nos bastidores de uma Justiça, encastelada em palácios, com decisões de Câmara secreta- (meio medieval, não?) pq não temos o retorno necessário na contraprestação dos serviços à população nem o atendimento ao pleito da categoria. Jogo de interesses.
Fazemos esse discurso desde sempre, mesmo antes da deflagração do movimento paredista, última instância daqueles ninguém quer ouvir.
E o que acontece, é reflexo, com certeza, de decisões políticas orquestradas junto ao Executivo, que sistematicamente corta verbas do judiciário, sucateando-o, e mais grave, qdo as verbas vêm, saõ pagos os maiores salários, que NÃO É O DOS SERVIDORES.Declaração do governador do Estado, em Bauru, dia desses....
Aos advogados de bem desse país, e a população em geral, cabe cobrar juntamento conosco, servidores do judiciário paulista, o respeito que nos é devido e o tratamento que TODOS merecemos.
PUUUUUUTZZZZZZZ, COMO TEM GENTE INOCENTE NESTE MUNDO....
COMO FORÇAR O TRIBUNAL A CUMPRIR SUAS PROMESSAS POR MEIOS JURÍDICOS SE SERÁ O PROPRIO TRIBUNAL QUEM VAI JULGAR SEU ATO?????
TODO MUNDO SABE QUE JUSTIÇA EM FAVOR DE FUNCIONARIO, DE CORREÇÃO SALARIAL DE FUNCIONARIO, NUNCA HOUVE NEM HAVERÁ.
INFELIZMENTE AS PESSOAS NAO SABEM DISTO, OU SE SABE PREFERE NAO ACREDITAR, POIS QUANDO A JUSTIÇA FICA DESACREDITADA.... A GENTE SABE.
Sr. Robson,
Para haver exonerações no serviço público, é necessária a abertura primeiro de processo administrativo, onde cabe ampla defesa e seriam pelo menos 40 mil...As novas contratações só poderiam acontecer com concurso público, e temos, independente do nº acima, 13 mil vagas no judiciário paulista.Não há concurso há um bom tempo.Portanto, isso se acontecesse apenas pelo poder da caneta,( exoneração) informo-lhe que não poderíamos mais nos manifestar livremente aqui, pois esse país já não seria uma democracia.Gostaria que realmente o senhor observasse melhor o que vem acontecendo, para fazer mais precisas suas observações.
Concordo plenamento com o Sr. Emerson.
A bem da verdade a Justiça Paulista já está falida há muito tempo. É uma instituição capenga que definitivamente está na contra-mão da democracia.
É vergonhoso num Estado como São Paulo uma apelação civel demorar 4 anos para ser distribuída, elevando para 7 anos a média de tempo gasto para solução dos conflitos.
No Rio de Janeiro distribui-se e julga-se uma apelação em 3 meses. Da mesma forma no Rio Grande do Sul.
A população paulista está entregue à sua própria sorte, pois nem mesmo quando os serventuários não estão em greve a Justiça funciona satisfatóriamente.
Essa greve insólita decorre da cultura do funcionalismo público brasileiro. Eles acham que são donos da coisa pública e podem fazer o que bem entendem sem a menor sensibilidade com o sofrimento da população que depende desse serviço ineficiente para resolver as suas mazelas.
Se fosse na iniciativa privada, muito possivelmente essa greve já teria acabado há muito tempo, pois existem milhares de pessoas desempregadas querendo trabalhar e ganhar o salário "miserável" que eles alegam que ganham.
Intervenção Já !
Srta. Marianna,
Analisando melhor toda essa situação, creio que os servidores não estão errados de procurar seus direitos. Na verdade alguns "internautas" acabam usando esse espaço numa forma de desabafo.
Não tenho nada contra os servidores, talvez se houvesse um pouco de bom senso tanto da categoria como do TJ essa situação não seria tão horrível como hj esta.
Bom seria se todos os servidores fossem como vc, ou seja, mesmo não concordando com um pensamento, tenta dialogar, fato que alguns servidores preferem ofender.
Vamos torcer para que hj a tarde tudo se resolva.
Sr. Luiz Fernando
... Eles acham que são donos da coisa pública( OS GOVERNANTES DESSE PAÍS) e podem fazer o que bem entendem sem a menor sensibilidade com o sofrimento da população que depende desse serviço ineficiente para resolver as suas mazelas.( E SE O INTERESSE NÃO FOSSE POLÍTICO, CERTAMENTE JÁ TERIAM RESOLVIDO A QUESTÃO, MUITO ANTES DO MOVIEMNTO PARESDISTA SER DEFLAGRADO.)
......, pois existem milhares de pessoas desempregadas querendo trabalhar e ganhar o salário "miserável" que eles alegam que ganham.( ESSA FALA NÃO É NOSSA, APENAS NÃO PODEMOS PERMITIR QUE DEFASEM OS NOSSOS VENCIMENTOS SEM QUE CORRAMOS ATRÁS DOS DIREITOS, QUE SÃO NOSSOS TAMBÉM, COMO CIDADÃOS.)E já não mais temos condições de sofrer calados o poder da caneta, sem que quem está do lado de fora saiba disso.Intervenção Já !CPI JÁ!
Respeitosamente,Marianna
O grande problema reside no fato de que com relação a reajustes de salários o servidor do judiciário é colocado à margem da sociedade e da lei. Não existe regra alguma para recompor os salários dessa categoria. A Constituição Federal de 1988 prevê o direito de greve, mas o legislativo não regulamenta esse direito e, então, uns dizem que ele existe e outros dizem que não existe pela falta de regulamentação e o impasse já dura 16 anos.
O fato é que, como é sabido, não há previsão de reajustes periódicos, a não ser, provocados por GREVE, que é a única ferramenta que dispõe o trabalhador.
Os advogados, essenciais à justiça, também têm sua parcela de culpa por omissão. Eles vêem, diariamente, a precariedade dos cartórios, a morosidade e a desorganização, que é motivo de piada. Motivo de piada para quem não depende de uma decisão judicial, justa, equânime e rápida!
Não é só "SEM ADVOGADO NÃO HÁ JUSTIÇA" é também "SEM ESCREVENTE NÃO HÁ JUSTIÇA".
E se, como no caso, a injustiça vai contra o próprio servidor?
Lendo todo os histórico de comentários a cada notícia sobre a greve, surge uma questão : diante de toda essa agressividade e troca de farpas e acusações, conseguiremos voltar a trabalhar juntos no nosso dia a dia ?
Ou haverá acusações e troca de "elogios" também em Cartório ?
Espero que não, anseio por isso e aguardo um final feliz para todos ainda hoje.
JC, não entendi a relação da Justiça do RJ e o arquivamento de processo nessa corte com a greve em SP...
Se um Tribunal arquiva processos por falta de provas, quer dizer que essa decisão é uma farsa ? explique melhor, por favor...o que tem haver com a greve de SP ?
Pensei que no Brasil ninguém pudesse ganhar mais que o Presidente da República. Acho que ele ganha R$17.000,00 e vc vem dizer que um desembargador ganha R$25.000,00 LÍQUIDOS + diversos benefícios ??????????????
Ora, ora, se isso realmente for verdade e não um simples devaneio seu realmente as coisas terão que mudar.
Todos esperamos que dessa vez, caso venha a responder esse comentário, o faça de forma respeitosa, pois ninguém aguenta mais sua falta de educação.
Parabéns Sr Edmilson por ter colocado sua opinião com lógica jurídica e com educação,respeito sua opinião mais aqui vai a minha:
Fere o principio da moralidade e da legalidade o pagamento de salários a quem não prestou serviços a população, ficar 90 dias sem trabalhar e receber é rir da cara da população.Em março de 2005 certamente teremos uma nova greve,triste do país no qual o sagrado direito de greve virou maneira de uma casta tirar férias.
15% de aumento é o maior indice obtido por uma categoria neste país, mas é fácil fazer caridade com o dinheiro público.Com esta brincadeira de aumentar a folha não há possibilidade da contratação de novos servidores,de informatização, de compra de materiais. A justiça de são paulo faliu esta é a verdade, é necessário discutir tudo.
É absurdo um oficial de Justiça neste estado ganhar 3.500 reais, não há folha que aguente. Fica assim:
Os desembargadores não honram acordos,passam por cima de resoluções que eles redigiram, os servidores não respeitam ordem judicial,ameaçam os advogados com retaliações,fingem que irão compensar horas e tudo bem.A justiça pertence aos juízes e aos funcionários,que se dane o povo!É hora de uma intervenção na justiça paulista para acabar com este descalabro!Uma das pautas desta greve absurda era a melhoria das condições do judiciário,pura demagogia,estão discutindo salário puramente,juntamente com o salário que tal discutir cursos de aperfeiçoamento,qualidade de atendimento,melhoria do nível educacional,nível de qualidade e produção.Um serventuario ganha em média 3000,00 com direito a vale refeição,taxa de diligências,auxilio combustível,férias forenses e outras mordomias, não são coitadinhos...
Por favor, não vamos entrar no círculo vicioso de nos agredirmos verbalmente. Até onde me lembro ainda vivemos num país democrático de direito, todos temos liberdade para expressar nossas opiniões, ainda que estas se divergem, não percam a compostura nem o respeito ao próximo.
Diante das notícias veiculadas, servidores e advogados tornaram-se inimigos, mas esqueceram-se que uns precisam dos outros para trabalhar, por isso chegamos ao desrespeito total. Não é por aí que vamos conseguir minimizar as controvérsias.
Assim como os servidores têm suas entidades de classes que estão pleiteando os seus direitos, os advogados tbém tem. Cada um tem o direito de reivindicar pelos seus direitos, sem, contudo, precisarem se deflagrarem desta forma. Vamos manter a ordem, o respeito e a educação que nos deve ser peculiar nesses momentos tão tensos.
Aos servidores cabe lembrar que têm advogados contra e a favor da greve, no entanto, vale lembrá-los que por conta desta paralisação tem muito advogado passando dificuldade porque não tem um salário fixo mensal, que, inclusive, se não tiver como trabalhar, não tem o que receber...
Peço compreensão de ambos os lados, vamos ser mais gentis uns com os outros, a urbanidade cabe em todo e qualquer lugar!!
Obrigada!
Concordo plenamente com o Sr. Emerson Watanabe:
"Fere o principio da moralidade e da legalidade o pagamento de salários a quem não prestou serviços a população, ficar 90 dias sem trabalhar e receber é rir da cara da população.Em março de 2005 certamente teremos uma nova greve,triste do país no qual o sagrado direito de greve virou maneira de uma casta tirar férias." Aliás, vai acontecer o que eu já comentei: alem de terem o aumento salarial (que dizem não ser este o motivo da greve, mas sim a falta de aparelhamento do Judiciário), não vai haver punição alguma, nem desconto dos dias parados e o mutirão para compensar os dias parados é balela.
Cara Mariana,
Concordo com vc quando afirma que: .( ESSA FALA NÃO É NOSSA, APENAS NÃO PODEMOS PERMITIR QUE DEFASEM OS NOSSOS VENCIMENTOS SEM QUE CORRAMOS ATRÁS DOS DIREITOS, QUE SÃO NOSSOS TAMBÉM, COMO CIDADÃOS.)
Contudo, existem outras formas de fazer valer esse direito sem recorrer a essa paralisação insana que torna toda uma população refém dos serventuários da justiça.
Para isto existem as leis e as formas de obrigar o ser cumprimento, mas tudo de forma democrática e civilizada. Afinal, os senhores e senhoras são funcionários da JUSTIÇA, será que não acreditam nem mesmo na sua instituição?? Ou esse Instituição só vale pra nós, pobres mortais??
Por fim, vale lembrar que ninguém é obrigado a permanecer no serviço público; se faz é porque existe algo muito atraente, pois quando prestaram concurso público já sabiam quem seria o seu patrão e de que forma ele trata os seus funcionários. Lembre-se: A iniciativa privada está repleta de oportunidades para quem quer trabalhar e tem competência, o único problema é que aqui não se pode ficar 90 dias sem produção senão a firma quebra.
Cordialmente,
Caros senhores Watanabe e Nilo Sérgio,
Apesar de não ter nada haver com vossas categorias, seja adv. ou servidores, venho acompanhando a evolução dos anseios de ambos os lados, por intermédio deste editorial. No entanto, os servidores, pelo que pude perceber, não estão recebendo a atenção merecida pela mídia, que ao longo destes 85 dias, sequer fez menção ao que realmente eles querem, simplesmente falam de reajuste, quando na verdade trata-se de " REPOSIÇÃO", que nada mais é do que a merecida evolução salarial, como acontece com salários de trabalhadores, honorários de advs. e contabilistas, haja vista, o reajuste de preços de produtos e serviços ao consumidor. Por outro lado, sei que, muitos advogados também necessitam de que os processos "andem", para que ao fim venham a perceber, os devidos honorários.
Creio eu, em concordância com a digníssima Adv. Renata, a solução é o bom entendimento e moderação nos ânimos, e devo acrescentar, um bom conhecimento sobre o assunto e fatos, para depois comentar, pois, pelo que percebo ambos precisam uns dos outros, no entanto, posso afirmar que, diversas vezes presenciei, junto aos Fóruns, advs. praticamente implorando, para que esta dita casta, desse uma ajuda, no desenrolar de processos e procedimentos, portanto, uns precisam mais que outros. E, considerando que a "briga" é por salário, ouvi no noticiário que, o Governador deste Estado, alega que o problema é financeiro, e que facilmente por ele é resolvido, isto, em resposta a ameaça de intervenção Federal. Portanto, considerando que o Tribunal de Justiça, em consonância aos meus estudos, é órgão autônomo, com verba própria e capaz de gerar suas próprias receitas, que todos sabemos foram reajustadas no começo deste ano, em proporções exorbitantes. Não vejo obstáculo, em que se conceda a REPOSIÇÃO salarial. Há de se lembrar que a casta, não recebem férias desde o ano de 2000, tais vencimentos, na iniciativa privada e conforme preceitua a CLT, seria alvo de pagto em dobro. Percebe-se que a casta é a parte mais fraca da negociação, não restando, outra atitude, senão a GREVE, que é o meio democrático e constitucional de pleitear, nada mais, daquilo que é merecido pelo labor cumprido, e em função do poder de imperador dos patrões. Agora dizem, o direito de greve do funcionalismo público não está regulamentado, sim, mas por desleixo do legislador, pois, desde concepção da carta magna de 1988, está prevista, vcs não acham que já passou da hora. Quem sabe seria difer.
A greve é consequência. Causa é o mal interno no serviço público, ou seja, a disparidade de tratamento dos servidores, segundo a força da Entidade Pública em que estão agregados.Assim, por exemplo, enquanto funcionários do Judiciário, antigos, com segundo grau, talvez não cheguem a R$ 1.500,00 de vencimentos, o MP PAULISTA faz concurso para pessoas com 1º grau ao salário inicial de R$ 1.150,00. E, embora vencimentos de Magistrados e servidores comuns sejam suportados pelo mesmo cofre, não se sabe qual foi a evolução de uns e outros nos últimos quatro anos, por exemplo.Se a curva evolutiva foi a mesma, certamente teremos que entender que a Magistratura é altamente paciente e que nunca houve dinheiro para a reposição dos servidores comuns.Agora, se a evolução foi diferente, pergunta-se: Seria menor a inflação para os servidores comuns? E os salários dos assessores em geral, quem sabe quantos são os assessores, quais são seus salários, qual sua curva evolutiva, qual o horário de trabalho, etc.Logo, se compararmos a situação dos servidores com o cidadão comum, eles não tem razão para greve.(isto porque o cidadão comum que perdeu o emprego não arranjou outro igual, e, se conservou-se no mesmo, provavelmente está ganhando menos, pelo menos em grande parte dos casos - e sem estabilidade e sem garantia) - Agora se considerarmos os servidores comuns com outros seguimentos da própria instituição em que estão ou de instituições paralelas, talvez tenham razão.A quem os devemos comparar? Não comparemos com os vencimentos de atividades iguais da área federal.: a perplexidade será muito maior.Não há muito tempo, a Magistratura Federal ameaçou greve, o que rendeu uma liminar de auxílio moradia deferida por integrante de tribunal superior, dizem estendida até a inativos.(não sei).O assunto não é bulido há muito.Então a greve deve ser refreada sim no serviço público.Mas há necessidade imperiosa de que todos os seguimentos públicos se sujeitam à pobreza do país, não somente alguns, os mais fracos.Uma "distribuição de renda interna" no Judiciário e equilíbrio de vencimentos entre os próprios escalões públicos, independentemente de seu " poder de fogo", evitaria, talvez, greves desse jaez.Portanto, a resistència a essa distribuição,se existe, tem também sua parcela de culpa na ocorrência paredista. Finalizando, pretender-se conhecer o exame das curvas evolutivas, pelo menos dos integrantes do mesmo seguimento, seria uma aberração?
Caetano Bellomo Neto
Advogado
SE OS ...Os desembargadores não honram acordos,passam por cima de resoluções que eles redigiram, PORQUE DEVEM os servidores não respeitam(AREM) ordem (?) judicial....
...É hora de uma intervenção na justiça paulista para acabar com este descalabro.
(com o que concordamamos plenamente, e ainda queremos se instale a CPI NO JUDICIÁRIO PAULISTA, pra sabermos pq a compra, por exemplo de sapatos de pelica e ternos de microfibra, mais lanches especiais aos magistrados, cujos preços são bem superiores ao vale-refeição do servidor....E tudo isso num momento crítico, onde sequer repõe O TJ a perda salaraial de seus funcionários?) De que Justiça vcs falam???? Será que vcs que aqui se manifestam conhecem de fato ONDE MORA O PERIGO???
Confirmando as informações mencionadas, acessem o endereço : http://afpjb2.fotoblog.uol.com.br/photo20040824180741.html
ou ainda consultem o DOJ, habitualmente. E pasmeeemm!!!
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