STJ defende demissão de servidores em greve na Justiça

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Edson Vidigal, defendeu a demissão imediata dos servidores em greve no Judiciário paulista e concurso público para contratação de novos empregados. Na quarta-feira (22/9), os servidores decidiram manter a greve, que já dura mais de 80 dias. No início da semana, o ministro defendeu intervenção federal no Judiciário paulista para resolver o problema da greve.

“As lideranças do movimento grevista falam mesmo pelos 40 mil servidores do Judiciário estadual? Ao que sei, tem muita gente querendo voltar ao trabalho. Gente que não quer ser manipulada porque já compreende que a greve resvalou para um confronto não apenas com o Tribunal de Justiça, mas com todo o povo paulista. Gente que já compreendeu que essa greve perde simpatia, é impopular”, disse.

E continuou: “Agora, é o Tribunal de Justiça manter as ofertas a cada um que queira voltar ao trabalho. Conceder o aumento de 14,58% aos que resolverem voltar. E, se isso não bastar, demissão de um por um por abandono do emprego, até porque não há um estado de greve reconhecido. Todos sabem que a greve é ilegal. É mandar embora, convocar novos concursos e seguir em frente”.

O ministro disse, ainda, que “o Estado de direito democrático não pode continuar sendo agredido. É nosso compromisso defendê-lo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República e suas leis. É nosso dever defender os direitos e interesses da população contra os que não a respeitam”.

“Ninguém é obrigado a se manter filiado ao sindicato que não quer. Ninguém lidera nada contra o sentimento do povo. E o sentimento do povo de São Paulo é contra essa greve. São alguns milhares de servidores do Judiciário prejudicando milhões de pessoas no Estado”, afirmou o ministro.

Maioria quer o fim da greve

O STJ divulgou o resultado de uma enquete que está na revista Consultor Jurídico. Também publicou comentários feitos no portal Terra e na revista ConJur para mostrar que os internautas querem o fim da greve.

De acordo com o resultado da enquete até às 10 horas desta quinta-feira (23/9), 47,37% são contrários à greve, 18, 25% são contra mas compreendem, 17,9% apóiam com restrições, 14,3% são totalmente a favor e 1,2%, não têm opinião.

Chefia disse:
23 de setembro de 2004 às 11:34

Até que enfim alguém propõe uma medida efetiva para acabar com essa greve ilegal no Judiciário paulista.

João Paulo da Silva disse:
23 de setembro de 2004 às 11:39

O Presidente do STJ pode acusar, julgar e executar a pena?

Robson disse:
23 de setembro de 2004 às 12:06

O Pres. do TJ/Sp deveria já ter aberto processo adminsitrativo a muito tempo...
Não sei o que está esperando.

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 12:30

15 de aumento é um reajuste excelente,nenhuma categoria conseguirá índice parecido.A questão é que está se aproximando as férias forenses,entenderam? Vão esticar a greve um pouco mais para não realizarem nenhum serviço,ninguém é de ferro. Repito, ganhar sem trabalhar por 90 dias,não ter os dias descontados é um acordo de mãe,certamente os desembargadores não fariam isto se tivessem administrando seus próprios recursos.Ano q

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 12:33

ano que vem veremos nova greve,esta política de paralização sem descontos de salário é um convite a novos piquetes.A justiça de são paulo nunca irá se modernizar ou contratar novos servidores pagando salários que aumentam a folha, você acha que no mercado um auxiliar de escritório(escrevente) ou um office-boy (oficial de justiça) ganhariam 3000 reais mais vantagens,gratificações,vale refeição etc..Caridade com o imposto do cidadão é fácil!

Robson disse:
23 de setembro de 2004 às 12:44

Pois é Sr. Emerson, quanta gente desempregada procurando trabalho...
Tenho certeza que acabou a mamata. Processo administrativo para demissão já e contratação de estagiários !!!!

Scipião disse:
23 de setembro de 2004 às 13:39

"Progressista" e "comprometido com os direitos sociais da classe trabalhadora" o nosso Judiciário, hein ? O direito de greve é universalmente consagrado nas democracias e reconhecido na nossa Constituição.Há que regulamentá-lo.
Como negá-lo?
Ora, com o radicalismo de sempre!Os espíritos autoritários sempre acenam com solução de força para se equacionarem os conflitos, máxime os verificados na tensão dialética entre capital e trabalho(empregador e empregado), que devem ser negociados à exaustão. Esperamos que não se retaliem as lideranças sindicais e que, também, o Bush seja derrotado nas eleições americanas...

Luiz Francisco Crespo disse:
23 de setembro de 2004 às 13:56

Com razão o ministro Edson Vidigal.
Muitos serventuários da justiça querem retornar ao trabalho, mas a coordenação do movimento tem interesse político para que o clima conturbado perdure ao menos até 3 de outubro. A partir daí, os coordenadores da greve voltam suas atenções para a verificação do resultado político colhido com a greve. Quanto aos serventuários? Que se entendam com o presidente do TJ.
Isso precisa acabar! Deve ser dada a oportunidade para aqueles que querem retornar ao trabalho imediatamente com o reajuste de 14,58%. Quem não quiser deve ser exonerado, pois, se precisar e quiser trabalhar, terá de enfrentar o espinhoso mercado de trabalho privado com o qual não estão acostumados, onde este patamar de reajuste dificilmente é alcançado.
Os editais de concurso devem ser publicados logo, aproveitando-se a oportunidade para contemplar o cidadão competente e com vontade de trabalhar na carreira pública. Uma boa "peneirada" contribuiria para a melhoria do atendimento e da qualidade do serviço que vem sendo prestado.

Doutora disse:
23 de setembro de 2004 às 14:29

Notícia para os Colegas Advogados:

ACRIMESP
Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo
Assessoria de Imprensa

Telefax: 3083-5244 e-mail: acrimesp@aol.com

Greve dos funcionários da Justiça em São Paulo

Ato público de protesto

A Acrimesp - Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo e a Seccional São Paulo da OAB, realizarão na próxima segunda-feira, dia 27 de setembro, às 10 horas, em frente à sede da OAB-SP, na Praça da Sé 385, ato público em protesto à continuidade da greve dos funcionários do Judiciário do Estado São Paulo.

Para o ato, as diretorias da Acrimesp e da OAB-SP convidam todos os advogados e a população em geral a participarem, por entenderem que essa paralisação traz enormes prejuízos não só à categoria profissional dos advogados, mas, principalmente, para a sociedade em geral. A continuidade da greve paralisa tanto a Justiça em São Paulo quanto o próprio Estado, com conseqüências danosas para o País.

Acrimesp - Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo

Dr.Ademar Gomes
Presidente do Conselho

Secção São Paulo da OAB ordem dos Advogados do Brasil

Dr. Luis Flavio Borges D'Urso
Presidente da OAB

Flavio disse:
23 de setembro de 2004 às 14:38

Cadê os grevistas ?

Jose Antonio Dias disse:
23 de setembro de 2004 às 14:43

O Sr. Edson Vidigal, inventor da cidade judiciária, com suas ideias ditatoriais, ainda não se deu conta do que aconteceria com o Judiciário Paulista se os grevistas fossem demitidos.
A única coisa sensata que o sr. Vidigal disse até hoje, foi sua sugestão de intervenção no Estado de São Paulo, para que o principal responsável por esta greve, diga-se JUSTA, o Sr. governador, fosse afastado. A greve não é política. A política quem faz é o governador. Ele está pouco se lixando com o Poder Judiciário Paulista.
O coitado do Presidente do Tribunal de Justiça pouca ou nenhuma fôrça possue para enfrentar esta greve. Não vai ao banheiro sem que o governador lhe permita. Não tem qualquer autonomia. Siquer dá declarações. Não dialoga com os grevistas. Manda representantes. Está perdido.
Voltando ao Sr. Vidigal, gostaria de saber como ele vai substituir os demitidos? Si ele sabe o tempo que demora para que cada substituto apreenda o ofício? Si ele sabe quanto tempo levaria para que os novos serventuários colocassem em dia os processos parados e dessem sequência aos novos processos? Si ele sabe o numero de aventureiros que se inscrevem nos concursos públicos para servidores do judiciário, que, siquer sabem a lingua portuguesa? Quanto tempo demora para se organizar e colocar em funcionamento ma repartição judiciária? Si ele pensa que substituir um servidor do judiciário é o mesmo que substituir um torneiro mecânico?
Seria muito interessante que o Sr. Vidigal parasse de dar declarações absurdas, impraticáveis, que so servem para acirrar os ânimos dos grevistas.
A OAB/SP,que seria a entidade certa para intermediar um acordo entre o Executivo e os Servidores do Judiciário, já que o Presidente do Tribunal de Justiça não tem competência, saiu à frente, com o seu presidente Urso, sem consultar seus filiados, ingressou na Justiça com medidas contra os Servidores. Pura idiotice. Perdeu a oportunidade de ficar quieto e colocar-se na posição, correta, de intermediador.
Agora, o negocio "melecou". Quero ver como esta situação será resolvida. Acho bom o Sr. Vidigal conversar com o Bush para saber qual a estratégia para a invasão do Poder Judiciário Paulista...

Doutora disse:
23 de setembro de 2004 às 14:47

Queridos Colegas Advogados,
Srs. Marajás Públicos que me idolatram,

Sou sincera quando digo que o Dr. Edson Vidigal é um dos meus ÍDOLOS!
Ler as palavras por ele proferidas é um verdadeiro bálsamo para a minha alma!

Realmente, nada mais certo do que demitir a corja de VADIOS, que abandonaram seus empregos de Marajás.

Portanto, a nova palavra de ordem é:
SEM AUMENTO E SEM PERDÃO, COM VADIO É DEMISSÃO!

Colegas Advogados,

Vamos comparecer ao ato promovido pela ACRIMESP e pela OAB-SP, contra esse ato INSANO de greve, que já se transformou em uma palhaçada de finalidade puramente eleitoreira!

Até porque, neste momento, temos que mostrar para esses MARAJÁS PÚBLICOS que não somos como eles: que a advocacia é uma classe séria, unida e que lutamos EM FAVOR DA LEI E DO PÔVO, e não como eles CONTRA A LEI E CONTRA O PÔVO!

Segundo uma fonte de confiança, esta me aconselhou a não ir nesse ato promovido pela ACRIMESP e pala OAB-SP, porque o Comando de Greve dos Marajás estava planejando invadir, para ofender e agredir os Advogados que lá estiverem.
Eu, sinceramente, não acredito que os MARAJÁS PÚBLICOS tenham essa coragem de enfrentar a Polícia, pois o negócio deles é maltratar advogado no exercício do trabalho, velhinhos aposentados e crianças famintas.
E vou estar lá, em total respeito e apoio a esse ato LEGÍTIMO contra uma posição ILEGAL, ARBITRÁRIA, INSANA, e COM FINS ESTRITAMENTE ELEITORAIS!
Mas àqueles MARAJÁS PÚBLICOS invadirem o nosso ato e tentarem desrespeitar o nosso ato LEGÍTIMO (como já fizeram invadindo a sede da OAB-SP como um bando de desordeiros e rasgando as nossas faixas), a Polícia estará lá para colocar essa camarilha onde deve: NA CADEIA com os demais MARGINAIS!

Robson disse:
23 de setembro de 2004 às 15:21

E tem gente que acha que para ficar batendo carimbo e montando processo + todas as regalias, R$1.800,00 é pouco.
Oras, vai te catar !!!!!!
Peça agora mesmo exoneração e vá procurar um emprego normal, ou seja, venha para o mundo dos mortais e veja o que é exploração de mão de obra.
Empresas que exigem um "curriculum" cheio de cursos e faculdades, inclusive saber falar uma outra língua e oferecer de salário R$1.500,00 + VT + VR

Alexandre de Barros Camargo disse:
23 de setembro de 2004 às 15:24

Sou grevista e também quero o fim da greve, aliás, a grande maioria estava certa de que a parede acabaria ontem, mas o grande entrave, a meu ver, foi o fato de o TJ estar querendo tornar devedores os credores.
Estive na Praça João Mendes e creio que, ainda com a diminuição do índice para 14,58%, a maioria estava propensa a aceitar a proposta. Isso porque o presidente do TJ, na reunião com a Comissão de Negociação de 21/09, acenara com a proposta de que os dias parados seriam considerados pagos tão logo o serviço atrasado fosse regularizado, o que exigiria um mutirão durante alguns meses, extrapolando as oito horas diárias de trabalho. Essa proposta dependeria de acerto com o Pleno, autor da resolução 188.
Com isso, atenuar-se-iam os prejuízos causados pela paralisação, o que não ocorrerá se atendida for a resolução 189 do TJ, segundo a qual os dias parados deverão ser pagos por meio de férias, licenças-prêmio e FAM, pois, sendo pagos dessa forma, não haverá razão para que o servidor execute trabalho extra.
Por outro lado, o TJ, que deve o pagamento dos referidos benefícios, os quais são parte dos reclamos dos grevistas, faria com que aqueles que não têm mais que férias atrasadas se tornassem seus devedores, enquanto que abateria sua dívida em relação àqueles que têm muita coisa atrasada a receber (e não são poucos). Ainda assim, seria uma bela economia de dinheiro para o TJ, uma economia de tempo para os funcionários (ainda que indesejada), mas para advogados e população em geral não haveria nenhum benefício.
O mutirão não sanará todos os prejuízos, mas parece ser a maneira mais sensata de minimizá-los.

Alexandre de Barros Camargo, Auxiliar Judiciário, Guaratinguetá

Luiz Fernando disse:
23 de setembro de 2004 às 15:33

Parabéns ao Dr. Edson Vidigal.
Finalmente surgiu uma Autoridade com coragem e lucidez pra apresentar uma solução para por fim a essa greve insana e ilegal que já virou piada.
Quanto às demissões por abandono de emprego, já deviam acontecido há muito tempo, pois para os pobres mortais que têm sua relação de emprego regida pela CLT 30 dias já seriam mais que suficientes.
Desafio os senhores grevistas a indicarem uma categoria profissional que tenha tido 14% de reposição salarial.
Não que não seja justa a reposição ou o pleito dos grevistas; entretanto não se pode parar um Estado por conta do interesse de uma casta de privilegiados, pagos com dinheiro do contribuinte e em contra-partida lhe retribuem com postura arrogante e insensivel.
Já disse aqui e volto a repetir: se não estão contentes com o serviço público procurem uma vaga no setor privado, pois quando prestaram concurso público sabiam muito bem quem seria o patrão e como ele trata os seus empregados. É muito fácil se escorar numa legislação protecionista (estatuto do servidor público) e fazer o que bem entendem com a coisa pública (que é mantida com o nosso dinheiro).
Congratulo aqueles serventuários sérios e responsáveis que atenderam ao clamor da população e retornaram aos seus postos de trabalho. Tenham certeza de que a JUSTIÇA está do lado de vcs e mais cedo ou mais tarde terão a sua recompensa.
Quanto aos insensatos e irresponsáveis que insistem nessa paralisação insólita, desejo que tenham uma melhor sorte quando estiverem na fila de desempregados lutando pra conseguir ao menos um bico pra levar o pão de cada dia pra casa. Ai sim vão aprender a dar valor ao emprego que tem hoje.

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 15:33

salario de 2.310,00 auxilio alimentação 105,00 50,oo transporte e 50,00 saúde total: 2.500,00
mais 15 de aumento q

Gilce Xavier Meirelles disse:
23 de setembro de 2004 às 15:46

Fique deveras emocionada ao ler a declaração do Dr. Edson Vidigal, ao dizer que "o Estado de direito democrático não pode continuar sendo agredido. É nosso compromisso defendê-lo, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição da República e suas leis. É nosso dever defender os direitos e interesses da população contra os que não a respeitam".
Se é compromisso dos órgãos responsáveis pela Justiça nesse País o cumprimento da Carta Magna, o que o Sr. Presidente do Tribunal está fazendo conosco? O que diz a Cosntituição Federal em seu artigo 37, inciso X? Por um acaso ele vem sendo fielmente cumprido? E o nosso legítimo direito à greve, tão a olhos vistos cereceados?
Ao contrário do que diz, nós respeitamos, e muito, a população. Se a Justiça paulista ainda caminha, tenham certeza que é pelo esforço pessoal de cada servidor, que trabalha em péssimas condiçoes, inclusive tendo que comprar água potável para beber e papel higiênico para usar o banheiro. Não temos vale transporte, vale refeiçao, plano médico, ajuda de custo, reposição inflacionária, como qualquer outro "emprego normal", como disse o estudante Robson, acima. Nós batemos carimbo sim, montamos processos sim, pois não dispomos de nenhuma tecnologia que nos livre de equipamentos tão obsoletos. Trabalho com um um computador 486, com Win 3X11, numa mesa minúscula e com uma cadeira que tive de comprar, pois não aguentava as dores nas costas, nos braços, pois o meu patrão não me dá sequer condições dignas para trabalhar.
A nossa greve é o grito: não se faz Justiça na casa da Justiça. Mas como todo bom brasileiro, digno, não desistimos nunca!

Andre Filippini Paleta disse:
23 de setembro de 2004 às 15:53

Está faltando pulso firme do Dr. Tâmbara.
Este processo de demissão já deveria ter ocorrido 50 dias atrás. Manda esse pessoal mal humorado pra casa.

ademir buitoni disse:
23 de setembro de 2004 às 15:59

Toda greve,além da lide jurídica explícita,envolve uma lide sociológica,psicológica,econômica,social...implícitas.Reduzir uma greve a uma questão binária de legalidade/ilegalidade é simplificar demais o problema.Na greve do Judiciário Paulista estão faltando pessoas ou entidades que ajam como mediadoras,buscandoo fazer com que as partes solucionem o conflito sem depender de um julgamento coercitivo de terceiros.Há muita intervenção e pouca mediação.!!!!
Infelizmente as entidades que deveriam mediar a greve(OAB,AASP...principalmente))optaram pela litígio judicial,ao invés de esgostar as possiblidade de mediação.Com isso o problema vem se agravando.É necessário restabelecer o diálogo,deixar de considerar a greve só pelo aspetcto legal,e encontrar os pontos sociais,econômicos,psicológicos...que levem ao consenso.Ao invés do espírito litigioso do " perde/ganha "judicial,na mediação haverá o ganha/ganha de todos.Mais mediação e menos confronto será a alternativa para pacificar a greve,e também a sociedade.O Tribunal de Justiça acaba de instalar um setor de conciliação no Forum João Mendes.É necessário que esse clima de entendimento prevaleça,substituindo a "cultura de Sentença"(onde o Juiz soberano resolve) pela cultura da mediação(onde as próprias partes resolvem o conflito e,com ajuda de um mediador que apenas facilita a busca da solução.).Vamos aguardar que a OAB e a AASP ,o TJ e demais envolvidos voltem a negociar com maturidade e temperança, como a população espera.(ademir buitoni,advogado e mediador do CEREMA-centro de referência em mediação e arbitragem em São Paulo-).

Leandro Carvalho Duca Aguiar disse:
23 de setembro de 2004 às 16:06

Excelentíssimo Senhor Edson Vidigal,

Defender a demissão de quem luta por um direito justo e previsto na Contituição Federal, rasgada pelo Tribunal de Justiça?
A greve é ilegal? Houve decisão dos Tribunais Superiores contrária à greve?

A Carta Magna, em seu artigo 37, assegura a revisão geral anual dos servidores, sempre na mesma data e sem distinção de índice... rasgaram essa página da Constituição que Vossa Excelência utiliza em seu gabinete?
Esse é o motivo da greve... 12 anos sem aumento!!! Justo ou não?

A greve não é ilegal. "É assegurado o direito de greve...", diz o mesmo codex. Embora penda de regulamentação, houve decisão da Egrégia Corte a qual preside contrariando o Vossa Excelência diz (v. comentário anterior).
Agora, pelo seu raciocínio, deveríamos esperar até fosse regulamentado para só então pleitearmos esse direito? Claro que não interessa a nenhum político e tampouco a Membros de Poder que isso aconteça, pois, do jeito que está, além de poder usar este argumento que usou, sobra mais dinheiro para os magistrados e membros do Ministério Público dividirem entre si (sua categoria está há 12 anos sem aumento? qual a porcentagem do último? quem acha que é menos de R$25.000,00 levante a mão)... foi assim os mais de quinhentos anos deste País: Desigualdade e concentração de renda.

A maioria quer o fim da greve? tem certeza? Vossa Excelência acha que há algum escrevente, oficial de justiça ou auxiliar contente com o ordenado? Eles querem sim esse aumento e foram eles (não os dirigentes de sindicato) que decidiram a permanência das reivindicações. E não é para pagar curso no exterior para seus filhos, nem a conta de R$200,00 do salão-de-beleza; querem cobrir os aumentos da água, luz, alimento, telefone (que aliás o Senhor tem participação, quando a Casa que preside reconheceu ser lícita a cobrança da assinatura telefônica).

O senhor defende a demissão porque vive em um mundo distante dos funcionários. Seu subsídio é um abismo em relação ao nossos salários.

Sou também favorável à intervenção. Gostaria que um interventor fiscalizasse o orçamento do Judiciário/Estado, pois tanto o Presidente do TJ quanto o Governador Geraldo Alckimin demonstraram preocupação quando foram indagados pela imprensa.

Seja fiscalizado o destino do dinheiro do TJ!

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 16:07

escrevente do judiciario: 2300,00 bruto de salarios,50,00 vale tranporte,50,00 vale saúde,100 vale refeição,36 horas de trabalho,ambiente de trabalho tranquilo,serviço intelectual
trabalhador normal(exemplo metalurgico):800,00 de salário,pressão por produção,constante aperfeiçoamento,se maltratrar um superior ou um cliente demissão,44 horas semanais,trabalho em local quente,pesado e cansativo
Vocês são uma casta privilegiada neste país,qual categoria obteve 15 por cento de aumento,nenhuma.Qual categoria tem base salarial de 2000 reais,qual auxiliar de escritório ganha mais que 500,00.Um delegado começa a carreira com 2500,00 um professor ganha um terço disso,um policial ganha 1000 reais para arriscar a vida,chega de lorotas, de mentiras,eu não daria um centavo a mais de aumento pelo contrário com 1200,00 acharia pessoas competentes para exercerem o cargo de escrevente com mais ânimo.É falta de vergonha na cara!

Doutora disse:
23 de setembro de 2004 às 16:17

Srs. MARAJÁS PÚBLICOS, que ainda teimam em desafiar à Lei com a sua VADIAGEM, a qual denominam de "greve":

Para a ciência de todos vocês, MARAJÁS PÚBLICOS, cerca de 75% (SETENTA E CINCO POR CENTO) dos Funcionários do Judiciário Paulista retornaram hoje da PARALISAÇÃO ILEGAL, e já estão de volta aos Cartórios, batendo seus carimbos, fazendo turismo pelos corredores dos Foruns, fofocando e tomando cafezinhos nas salas da OAB.
Só no Forum João Mendes (Capital), o contingente de MARAJÁS que retornaram aos Cartórios, de rabinho entre as pernas e de cabecinha baixa, foi estimado em cerca de 70% (SETENTA POR CENTO)!!!
Todos eles voltaram se dizendo com medo das consequências da paralisação, pois o Comando de Greve havia estrapolado na sua decisão de não aceitar a proposta do Tribunal de Justiça.

Srs. Funcionárioos Públicos do Judiciário Paulista, há três meses que leio e escuto as vossas bravatas imbecis, onde expressam todo o tipo de idiotices, deturpando a Constituição Federal de todas as maneiras impossíveis e inimagináveis.

Pois, agora, é com prazer que observo - DE CAMAROTE - a vossa DERROTA, a vossa HUMILHAÇÃO, por terem que voltar de sua VADIAGEM sem NADA DE AUMENTO, SEM SALÁRIO, e, muitos de vocês, COM UM PROCESSO ADMINISTRATIVO DE ABANDONO DE EMPREGO já engatilhado pela Corregedoria.

A JUSTIÇA está sendo feita!
Ela tarda, mas não falha!

O Pôvo paulista e os Advogados, ambos as maiores vítimas desse ato INSANO, ILEGAL, EGOÍSTA e visivelmente ELEITOREIRO, promovido por esses MARAJÁS PÚBLICOS, estão tendo a sua Justiça!

E, àqueles VADIOS que não querem trabalhar, VOCÊS ESTÃO COM OS SEUS DIAS CONTADOS!
Acreditem ou não, VOCÊS SÃO TODOS SUBSTITUÍVEIS!
E o Tribunal de Justiça, em breve, lhes mostrará isso!

Não gostam do trabalho que fazem?
Não gostam do salário que recebem?
ENTÃO VÃO PARA O OLHO DA RUA!!!

Estou muito feliz e satisfeita, pois o dinheiro dos meus impostos foi muito bem defendido pelo Governo do Estado de São Paulo e pelos Ilustres Desembargadores do Tribunal de Justiça Paulista.

E, para àqueles MARAJÁS que retornaram aos Cartórios, lembrem-se sempre de que os Advogados e o Pôvo paulista são os seus VERDADEIROS PATRÕES E SENHORES!
Estaremos de olho em todos vocês!

Andre Filippini Paleta disse:
23 de setembro de 2004 às 16:20

Srs. serventuários parem de lenga lenga. Chega de discursos onde literalmente as pitangas são choradas.

TODO MUNDO SABE QUE O PODER JUDICIÁRIO PAULISTA NÃO ANDA BEM DAS PERNAS. Vocês não precisam de greve para dizer isto.

Se a condição de serviço esta ruim para voce, para nós advogados também está. para o cidadão também está. Tudo está ruim. Portanto, não agravem a situação.

Se o salário não é bem pago como voces acham que deva ser, que vão embora. Peçam desoneração. Se ganham pouco e querem a correção saibam que milhões de pessoas no Brasil sofrem com inflação que corrompe os pequenos salários também e nem por isso o Governo Federal quando vai reajustar os salários todo ano em Maio leva isto em conta e dá um aumento de 4 ou 5 %.

Parem com estes discursos cansativos.

Já passou da hora de voces irem para rua. Vão embora logo!

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 16:40

JC Moreira/LCD Aguiar: Primeramente parabenizo a lúcida manifestação do Ministro Edson Vidigal. É bem verdade que tudo tem limite, inclusive o nefasto corporativismo da dupla de servidores ut supra(bem pagos!). Tem razão o colega Emerson Watanabe( da querida cidade de marilia), vira e mexe esses maus servidores do TJ/SP vão promover inconseqüentes paralizações, com o jurisdicionado e contribuinte suportando as suas chantagens!Não existe outra alternativa a não ser DEMITIR sumariamente os grevistas, e pari passu, constituir um BANCO DE CADASTRO de eventuais servidores, somente assim se poderá por um ponto final nessa desproporcional e aviltante situação, e intimidar de vez esses sangues-sugas do contribuinte paulista. Ah! Ia me esquecendo, estou indo para uma audiência na Justiça especializada(Trabalho), afinal, tenho que honrar os meus compromisso e, inclusive, para colaborar(infelizmente!!!) para com os vencimentos da dupla acima citada.

João Paulo da Silva disse:
23 de setembro de 2004 às 16:40

"Viva a democracia! E quem for contra, eu prendo e arrebento!!"

Esse é o resumo de tantas mensagens aqui listadas. Hoje eu tenho vergonha da categoria da qual farei parte.

Flavio disse:
23 de setembro de 2004 às 16:41

Pelo interior do estado, a situação é a mesma relatada pela Ilustríssima "Doutora".
Os Marajás estão voltando, com cara de "cachorro que peidou na igreja". Estão borrando de medo.
Foi um baita "barulho" para nada.
Mesmo assim, o grevista ainda acha que tem razão.
Foram verdadeiras marionetes nas mãos dos sindicalistas, que como sabemos é um alto negócio no Brasil, basta ver nosso Presidente.

Hilton Soares Bomfim Neto disse:
23 de setembro de 2004 às 16:50

Gostaria de propor ao EXCELENTÍSSIMO Senhor Edson Vidigal que o mesmo se dispusesse a mediar a referida greve que se arrasta por quase 90 dias praticamente, ao invés de ficar alegando que cabe intervenção federal no Estado de São Paulo em razão da greve ou que os grevistas devem ser demitidos. Aliás, em razão desse penúltimo comentário do presidente do STJ o nosso ILUSTRÍSSIMO governador sentiu-se ofendido, mas também sequer moveu um dedo para tentar solucionar tal problema (precisam avisá-lo que estamos somente a 10 dias das eleições municipais, portanto é interesse dele e do seu partido que essa greve tenha fim o mais breve possível). Ah, tem ainda também o EXCELENTÍSSIMO Desembargador Presidente do TJ/SP, Luiz Elias Tâmbara, que, por sua vez, não consegue resolver tal impasse. Acho que o ideal seria esses três formarem uma comissão e procurarem a cúpula da greve e realmente acabarem com essa morosidade que se instalou entre as partes litigiosas.
Concordo também que as condições de trabalho dos servidores do judiciário são extremamente péssimas e que o aumento solicitado tanto é legítimo como devido. Mas por outro lado, não pode a sociedade ser prejudicada como vem sendo em razão da solicitação desse determinado grupo de trabalhadores. Sem contar ainda os advogados que militam na Justiça Estadual, esses sim são os maiores prejudicados por essa paralisação. Por falar em advogado, acho que o PRESIDENTE da OAB/SP, Luiz Flavio Borges D´Urso, também deve se juntar com aqueles outros três para tentar acabar com essa “bendita” greve!!!!!!!!

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 16:50

Para que o contribuinte e jurisdicionado paulista tenha uma idéia da desproporcionalidade dos fatos. Aqui em SJRio Preto tem oficial de justiça que faz diligência montado em automóvel "AUDI", outros têm camionetas (S-10;f-350, e por aí afora!). Choram literalmente de "barriga cheia", não passam de indivíduos egoistas, irresponsáveis e egocentristas. A preocupação dos grevistas, como todos sabemos, é única e exclusivamente com o próprio bolso, o resto, não passa de resto na opinião delinqüente destes vampiros do contribuinte paulista. Aqui no estacionamento do fórum de SJRio Preto - uso quase exclusivo dos grevistas - é um desfile de automóveis de última geração, é uma coisa inusitada, como alegam que ganham pouco desiflando com carrões(longe de serem carroças!)?

Limírio Urias Gomes disse:
23 de setembro de 2004 às 16:58

LIMÍRIO URIAS GOMES, Advogado e professor,
Eu sou um advogado responsável e não me escondo sob o disfarce de qualquer pseudônimo. Estou enviando meu E-mail e celular. Não tenho medo de qualquer forma de pressão ou de chantagem. Assim, posso falar livremente, usando a forma democrática do CONJUR, esse site, que reputo o mais importante em termos globais, para advogados e profissionais da área. Se todos os companheiros advogados tivessem a coragem necessária, mudaríamos mudar o nosso Estado de São Paulo, para começar.
Eu e meus colegas advogados, os riopreteneses,e o povo paulista já tivemos muita paciência. Eu e 99% do povo paulista, já tivemos muita paciência. Até quando uma minoria no movimento grevista dos serventuários haverá de decidir em nome de milhares de serventuários de bom senso que desejam retornar ao t rabalho?
Pelo que estou entendendo, já não se trata mais de índice de reajuste ou reposição salarial, mas de REPOSIÇÃO DOS DIAS FALTADOS EM FUNÇÃO DA GREVE. Ora, a não cobrança dos dias faltados ou a não reposição desses dias faltados seria, "data venia", um verdadeiro estelionato que os funcionários de bom senso, realmente não esperam tal procedimento de ninguém, ou seja um comportamento ilegal e imoral, e certamente não poderá ser admitido tanto pelo Tribunal de Justiça quanto pela Sociedade Paulista.
Milhões de pessoas já foram prejudicadas em praticamente 3 meses de greve. Milhares de processos, estiveram parados e milhões de reais foram consumidos em prejuízos às partes, aos advogados e a um sem número de outras classes. Agora, querer que esses dias parados não sejam compensados, seria cômico, se não fosse trágico.
É pena que tão poucos advogados venham a público externar a sua revolta com o rumo político que tomou o movimento grevista, quando sabemos que há mesmo candidatos políticos em postos chaves na direção da greve.
Senhores membros da classe dos serventuários que ainda continuam em greve. É necessário o retorno ao bom senso e à lucidez. Ninguém mais é favorável aos rumos que a greve tomou. O direito de milhões de pessoas que dependem do Judiciário, está sendo nesses últimos dias, espezinhado e aviltado. Queira Deus que a prece que tenho feito, juntamente com a de milhares de outros, seja ouvida e os senhores serventuários voltem ao trabalho, para pelo diminuir os prejuízos futuros. Porque o ano de 2.004, será conhecido como o ANO ZERO do Judiciário.
Limírio Urias Gomes é advogado. E-mail limiriogomes@ig.com.br

Cristovam Pontes de Moura disse:
23 de setembro de 2004 às 17:04

Vejo com preocupação o ambiente de tensão gerado em torno da greve do Judiciário Paulista, no qual nenhum dos lados tem toda a razão.

Os servidores porque deveriam ter aceito a proposta do Tribunal e conseguiram se tornar antipáticos perante a opinião pública (facilmente manipulável, aliás).

Por seu turno, menor não é o desprazer em ouvir bravatas do Presidente do STJ. Realmente, vê-se que são "autoridades" seriamente comprometidas com a população (risos).

Pior ainda são os comentários como: "Ah, Fulano é Marájá!" ou "na iniciativa privada não é assim!" ou ainda "um operário ganha muito menos".

Ora, tais comparações são "simplistas" e só servem para desviar o foco do verdadeiro problema, que é o estado de letargia em que se encontra o Poder Judiciário.

De outro lado, há um componente político na questão, o que torna mais complexo o entrave.

Encerro de maneira inconclusiva, propositalmente, apenas para demonstrar que o "simplismo" com que vem sendo tratado o tema servirá apenas para piorar a situação e não para solucioná-la

Flavio disse:
23 de setembro de 2004 às 17:13

Alguém viu o "Servidor (Funcionário público - — São Paulo, SP)" ... o bicho sumiu depois que perdeu a boa e chingou a "Doutora".

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 17:26

CP MOURA: Rogata maxima venia, o futuro colega reside e estuda em um dos Estados mais pobres do país(25º. no PIB), ad argumentandum tantum, o que significa, que nós contribuintes paulistas somos obrigados a subsidiar desde a folha de pagamento do insuficiente Estado, às mazelas - notórias - de seus Poderes. Por outro lado, o futuro colega NÃO tem a menor idéia do prejuízo que essa famigerada greve dos serventuários da justiça paulista está provocando ao contribuinte e jurisdicionado paulistas. A greve é ilegal na exegese das Leis constitucional e infraconstitucional. A propósito, São José do Rio Preto-SP, tem uma quantidade de processos que supera em duas vezes todo o volume do progressista Estado do Acre, tal dado é estatístico, nobre futuro colega. Um abraço causídico, e se precisar temos excelentes cursos de especialização aqui em São José do Rio Preto-SP(A refrência nacional do Quinto Maior Centro Cardiovascular do país a realizar transplantes cardíacos), pode me contatar que estarei a sua disposição.

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 17:28

O senhor Pontes de Moura certamente usará sua capacidade intelectual apreendida no Acre para combater a pobreza e a prostituição infantil que assola seu Estado.O Acre é dividido por uma casta de fazendeiros e empresários que colocam seus filhos em boas escolas enquantos os serigueiros vivem em extrema pobreza,com injustiça o senhor está acostumado.Saiba que em São Paulo apesar da simplicidade de nossas idéias podemos achar esquisito que servidores que ganham três vezes mais do que é pago no mercado de trabalho façam greves e não impeçam a população e os advogados de exercer o direito,não respeitem determinação judicial e não queiram descontar salarios por dias parados,pensei que a Constituição falsse em igualdade,aliás olhe para fora da sua universidade paga pelo dinheiro dos seringueiros e veja a tão decantada justiça do Acre.

Leandro Carvalho Duca Aguiar disse:
23 de setembro de 2004 às 17:40

"Doutora", (que de doutora não deve ter nada, pq., pelo discurso, deve ter feito uma bosta de faculdade e não consegue nem advogar nem passar em um concurso público)

Baixa, alienada, covarde e invejosa é o que vejo pelos seus comentários.

Como pode ousar falar de coragem, quando não a tem nem mesmo para se identificar, usando pseudônimos e permanecendo anônima. Ora, se advogada deveria saber que o direito de expressar-se é livre, sendo, porém, vedado o anonimato.

Covarde, fala com tanta repulsa dos servidores pq. inveja o cargo e o salário que ocupam. Não teve competência, capacidade e CORAGEM de estudar para passar em um concurso público, agora fica invejando... que feio!!! Será que passou no exame da OAB. Acho que não teve competência nem para isso... comporte-se como bacharel, não como "doutora".

Pessoas como vc causam ojeriza a quem pretende um dia ser advogado... Digo ao estudante de Direito João Paulo da Silva, de Campinas, que use o diálogo desta despeitada apenas para dar um direcionamento contrário ao que almeja.

Fique aí, condoendo-se e remoendo-se de inveja, já que não é ninguém mesmo!!!

Emerson, vc não conhece nem o salário nem o ambiente em que trabalham... acho que só conhece um fórum pelo lado de fora!

João Paulo da Silva disse:
23 de setembro de 2004 às 17:47

O clima de linchamento neste fórum é tão grande que o mero manifestar-se a partir de um Estado membro da Federação, o Acre, já é motivo para desqualificar o comentarista. Bela demonstração de apreço à democracia dos colegas, hein?

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 17:57

Oh! Oh! Oh! O Leandro perdeu o juízo(se é que de fato algum dia o teve). Em não tendo argumento factível e convincente, apela para a sua peculiar ignorância e ataca sem dor e piedade uma leitora-contribuinte(dos seus vencimentos) que opina de maneira democrática e civilizada. Pobre Leandro!! A sua conduta me faz lembrar o samba do crioulo doido. A propósito, não emita conceito "apaixonado" de suposta lisura de concurso público, pois vira e mexe a mídia denuncia que a probidade deste está muito distante, ou seja, anos-luz dos discursos inflamados! Por derradeiro, brasileiro Leandro, você que ainda fala português, seja menos COVARDE e RADICAL, adquira a imprescindível serenidade e demonstre respeito com as pessoas, principalmente àquelas que corroboram em pagar os seus INJUSTOS vencimentos. INJUSTOS SIM! Pois, até aonde se sabe, está recebendo sem a devida reciprocidade que é o trabalho. Que tal voltar trabalhar imediatamente barnabé Léandro?

Advocato disse:
23 de setembro de 2004 às 17:58

EM DEFESA DA "DOUTORA"

A DOUTORA NÃO É INVEJOSA.

INVEJOSOS SÃO OS GREVISTAS QUE QUEREM GANHAR IGUAL AO JUÍZES.

ASSIM ESTA GREVE DEVERÁ FICAR CONHECIDA COMO A "GREVE DA INVEJA".

Alguem disse:
23 de setembro de 2004 às 17:59

"Caro" FUNCIONARIOZINHO PUBLICO RIDICULO (Leandro)

Como você, um RELES FUNCIONARIO PUBLICO DE QUINTA CATEGORIA, vem acusar alguem?? Deveria ter vergonha na cara, pois sabe que DIFICILMENTE iria aguentar uma semana no motor que move este país, a INICIATIVA PRIVADA, seja ela em empresas ou na profissão liberal.

Quem sustenta esta CORJA DE INCAPAZES, que passa em um concurso qualquer (aonde o individuo deve saber mais sobre Rui Barbosa do que capacidade gerencial) somos nos, OS PROFISSIONAIS DA INICIATIVA PRIVADA, unico lugar aonde este pais funciona.

Sua funcao, poderia ser facilmente realizada por um ESTAGIARIO OU CARTEIRO, entao, fique quieto, pois está saindo no lucro...

Ademais, você não esta em horario de trabalhar??? O processo de demissao por abandono de emprego pode te pegar...

VAI TRABALHAR, CAMBADA DE VAG.....

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
23 de setembro de 2004 às 18:04

João Paulo Silva: Com o merecido respeito, o colega interpretou distante e mal a manifestação referida; neste diapasão,sugiro que o futuro colega vá passear no Estado do Acre, mas cuidado com a "malária"! E depois de concluido o seu curso de direito, e claro, ser aprovado no exame de Ordem, aí sim, podemos conversar de igual para igual, enquanto isso, é seu dever respeitar as opiniões dos futuros colegas, que nada de mais emitiram, pois reflete a verdade verdadeira, e aqui, absoluta!

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 18:17

Caro Leandro Carvalho
RUIM NÃO É NUNCA TER ENTRADO EM UM FÓRUM,RUIM É DESCONHECER A JUSTIÇA!
Muitas pessoas realmente não conhecem um fórum,grande parte do povo não pode ao menos pedir uma pensão alimenticia para seu filho porque o fórum está sempre fechado por grevistas massas de manobra de sindicalistas que querem se eleger vereadores.O salário dos serventuarios é constantemente divulgado e é muito bom sim,está muito acima da média do mercado,vocês tem direito a vale refeição,auxilio saúde,transporte,ferias de 30 dias, férias forenses de 05 dias.Porque não divulgam estas regalias?E a jornada de 36 horas?.
A questão não é de inveja,a greve é ilegal,injusta e imoral!60 % da população ganha apenas um mínimo, a média salarial dos serventuarios é de 3000 reais,não conheço um oficial de justiça que não tenha carro zero. Mas se está tão ruim porque vocês não pedem demissão e vão para a iniciativa privada,quantos servidores pedem demissão por ano?Poucos.
Vocês usam a possibilidade de trabalharem num setor primordial para chantagear o povo,juízes e advogados,são inteligentes e espertalhões.Todo ano haverá motivo para ter greve,férias é bom e se não tivesse que trabalhar também tiraria um tempinho para pescar...
E a proposta de melhoria da justiça como informatização,novos servidores,móveis,etc...
Vocês ganharam o aumento e estão voltando ao trabalho, a rapidez da justiça não interessa,quando mais burocracia e atraso mais o cliente e o advogado ficarão desesperados e mais suscetivéis...

Renato carvalho disse:
23 de setembro de 2004 às 18:18

Srs.Advogados, em vez de malharem os Funcionários, por que não, se informar melhor, o por quê da greve.Queriamos 39,5%, oTJ ofereceu 26,5%, aceitamos, e o TJ deu o calote.Iniciamos a greve, o TJ ofereceu 4%, recusamos.Após a declaração do Pres. do STJ, p TJ ofereceu 17-18%(20/09/04), mas voltou atrás e deu 14%.Se os Srs. acham que ganhar sem trabalhar é injusto e imoral, vcs sabiam que deixei de tirar férias em 2000,2001 e 2002( por excesso de trabalho efalta de funcionários), e ainda não recebi um centavo( e se eu receber, não vem corrigido).Agora, não queremos os mesmos salários que os magistrados, mas por que eles tem todos os atrasados e reposições em dia?( precisam mais que nós?).Não gostamos de greve, mas é o único instrumento que temos para cobrar nossos direitos.Srs. em vez de ajuizarem ações contra os Funcionários, por que não contra o TJ e o Gov. Estadual?Unidos Funcionários, Advogados e a População venceremos todas as autoridades prepotentes.E vamos parar de atacar, pois, trabalhamos no dia a dia, e dependemos uns dos outros.Abraços .

Renato carvalho disse:
23 de setembro de 2004 às 18:23

Sr. Emerson , gostaria de pedir, onde o Sr. tira essas informações falsas?Um Oficial de JUstiça ganha 2100, e não 3000, isso já incluído todos as gratificações e auxílios.Agora dizer que todos os Oficiais tem carro zero, é de dar risada.Com esse salário? Por favor, diga somente o que o Sr. realmente tem CERTEZA, ok? abraços.

Renato carvalho disse:
23 de setembro de 2004 às 18:24

Sr. Watanabe, talvez o Sr. esteja confundindo com os Oficiais Federais, cujo salário é acima de 5500.Talvez assim podemos ter carro zero.

João Paulo da Silva disse:
23 de setembro de 2004 às 18:26

Pois é, Sr. Paulo Jorge Andrade Trinchão, da mesma forma que o Sr. usa os seus "dados estatísticos" para afirmar que o Acre é os cafundós do judas e desqualificar automaticamente um comentarista desse estado, eu também posso usar "dados estatísticos" para mostrar que, em comparação com Campinas, S. J. do Rio Preto não é de nada. E aí? Sentiu agora o preconceito?

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 18:30

Todos sabemos que os oficiais ganham gratificações por processo entregue,auxílio combustível ,fazem o horário que quiserem.Mas de uma coisa sou bem informado: todos são honestos,nunca nenhum oficial ganhou uma cervejinha para citar ou não citar,para penhorar um bem sem valor,para não achar ninguém em casa.duvido que exista alguem que fale algo que desabone os oficiais na sua conduta moral,pode-se criticar os funcionários mais jamais,jamais,jamais,duvidar da suas honestidades,isto o senhor tem razão

Leandro Carvalho Duca Aguiar disse:
23 de setembro de 2004 às 18:30

Oh, colegas eloqüentes...

Primeiro, não estou em greve. Sou funcionário do Ministério Público, não do TJ. Acho que quem deve voltar ao trabalho são vcs ou vcs não são parte do motor que move o País, a da iniciativa privada?

Segundo, saibam que sempre trabalhei na inicitiva privada, este é meu primeiro cargo público (faz apenas 2 anos que passei, em 1º lugar, em um concurso de apenas 1 vaga). Portanto, não é qualquer concursinho, nem qualquer empreguinho... aqui se trabalha de verdade (vide a imagem que tem o Ministério Público). Desafio a vcs fazerem o mesmo... não passariam nem perto, pq. nem sabem usar "onde" e "aonde". Todos que me criticaram usaram erroneamente "aonde", que sempre acompanha um verbo que indica movimento à oração, no lugar de "onde". Pois é, se fizessem isso em um ofício do Promotor de Justiça, os colocaria para, aí sim, "carimbarem" papéis, porque não teriam condições mínimas de redigir um texto.

Certa época aconteciam estes fatos a que vcs se referiram. Os funcionários públicos não trabalhavam. E confesso ainda haver esses enleamentos. Mas como vcs são alienados não percebem que a qualidade dos servidores tem aumentado muito, e isso porque a grande iniciativa privada está perdendo os melhores profissionais para a pública. Tal imigração se dá ao fato de as empresas não oferecerem a menor garantia de emprego, tampouco a recolocação do profissional a um outro posto de trabalho, quando da demissão.

Reflitam mais sobre isso e verão que, diante do milionário número de desempregados, os "motores da grande máquina impulsionadora do País" precisa de uma retífica.

Abraços.

Assinado: o funcionário que gosta do que faz, sente orgulho pelo órgão onde trabalha, mas que espera a troca por melhores e mais bem intensionados gestores.

Guilherme Martins Freire disse:
23 de setembro de 2004 às 18:36

Vamo quebra tudo! Hehe
Para aquelas pessoas que se engrandecem por morar em cidade grande, digo que moro em São Paulo, e daí, não sou mehor do que ninguém por isto. Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 18:36

Sr Leandro
O senhor tem apenas 02 anos de serviço público,não esqueça que pode ser exonerado já que não tem estabilidade,qual cidade o Sr trabalha?

Renato carvalho disse:
23 de setembro de 2004 às 18:38

Sr. Watanabe, primeiro que o Sr. não pode generalizar, segundo, é verdade que fazemos nossos horários, acordamos às 05:00 para estar Às 6:00 na porta do réu, pois, são muitos mandados, e a maioria saem parao trabalho a partir das 08:00 E tbm muitos Oficiais de Justiça ( como eu ) trabalhamos nos finais de semana, sem ganhar hora extra.Já pedi para dizer apenas o que tem certeza.Abraços.

Patricia Renata Passos de Oliveira disse:
23 de setembro de 2004 às 18:41

Com o devido respeito, ouso discordar da maioria dos colegas, em que pese a paralisação dos servidores estar afetando diretamente meus rendimentos, haja vista que a maioria de meus clientes serem da área cível.
A reposição salarial é justa.
As condições de trabalho são lastimáveis. Existem varas nas quais uma juntada de petição leva quase 3 meses. Uma citação às vezes seis meses. Tudo porque não existem funcionários.
E o nosso E. Tribunal de Justiça não pára de abrir concurso..., mas também não chama quem passa. Consequencia: defesagem de pessoal - vacância do cargo - impossibilidade legal de reposição de funcionários - caos total.
É importante salientar nós advogados, ao invés de ingressarmos com medidas judiciais para satisfação de interesses políticos, ficássemos ao lado dos servidores para conclamar por melhores condições para a realização de nossos trabalhos.
Como entender (e fazer nossos clientes entenderem) a distribuição de um recurso de apelação leva mais de cinco anos ?
Não podemos nos esquecer que horário e prazo existem apenas para os advogados, mas para os juízes..., só quando podem (ou querem) não é mesmo ?
No fundo, nós advogados, dependemos mais dos escreventes e escrivãos do que dos próprios juízes, pois quem nos atende no balcão, escutando as nossos reclamções sobre as decisões estapafúrdias prolatadas pelos nossos eminentes julgadores são eles.
O nosso trabalho depende do trabalho deles. Sendo assim, ao invés de estarmos em posições antagônicas, melhor seria se estivéssemos junto deles lutando não apenas por melhores salários, mas também por melhores condições de trabalho, mais funcionários, mais agilidade.
Será que não estamos descontando no lado errado ?
O que será que o Tribunal de Justiça faz com o dinheiro arrecadado dos concursos públicos que convoca e que não nomeia ? O que será que o Tribunal de Justiça fez com os recursos do orçamento destinado ao pagamento dos reajustes ?
Desculpem pelo desabafo e pela diverigência de opinião caros colegas, mas entendo, contrariamente à maioria, que deveríamos estar do mesmo lado das pessoas que estão do outro lado do balcão, nossos verdadeiros "parceiros".

Guilherme Martins Freire disse:
23 de setembro de 2004 às 18:43

Peguntinha ao Douto Leandro, que nos ensinou o diferença entre "onde" e "aonde", "intensionado" é com "s" ou com "c", hein?

Guilherme Martins Freire disse:
23 de setembro de 2004 às 18:50

A próposito, venho noticiar que sou candidato a vereador, e meu lema é liberdade de expressão. Vote em mim, meu número é 56.560

Guilherme Martins Freire disse:
23 de setembro de 2004 às 18:55

Pô, acho que esse Guilherme tá zoando a gente.

Emerson Watanabe disse:
23 de setembro de 2004 às 18:59

Patricia
Ninguém está dizendo que as condições de trabalhão são boas,que o reajuste é injusto e que não há mazelas por parte dos juízes.Salário de 3000 reais dá para viver,e se todo o mundo se achasse no direito de parar serviços essenciais como hospitais,delegacias,transporte etc.. O que seria do Brasil? E muitos desses trabalhadores ganham até 02 mínimos.O que mata a classe de advogados é a bajulação, o como dizia um antigo professor que era promotor,advcogado que quer fazer média com juíz,funcionários e Cia não passa de um bundão(termo chulo,eu sei)

Rodrigo Nunes Simões disse:
23 de setembro de 2004 às 19:04

Cala a boca, Guilherme!
Não tem o que fazer? Vai trabalhar!
Tá parecendo os funcionários do Judiciário paulista.

Marcos disse:
23 de setembro de 2004 às 19:19

A greve é ilegal, não há dúvidas. Vem se arrastando há mais de 3 meses por pura incompetência (segundo o senso comum) dos administradores do Judiciário.
Independemente das bravatas do Presidente do STJ, se bem conheço a Administração Pública pátria, duvido que os servidores sejam efetivamente punidos, bem assim que, ao fim e ao cabo, tenham os seus salários realmente decotados. No final das contas, retornarão aos "trabalhos" com os novos salários e não terão que compensar o período não laborado.

Dr. Francisco Rodrigues disse:
23 de setembro de 2004 às 20:35

VIVENDO NA SOCIEDADE DA INVERSÃO DOS VALORES.
Permito-me fazer um breve comentário geral. Antes, sinto-me no dever de render uma homenagem ao Marcio Chaer, do Conjur, pela criação deste forum, que lamentalvemente tem sido utilizado por algumas pessoas inescrupulosas que, usando peseudônimos e apresentando-se como advogados ou como profissionais de outras áres, utilizam expressões xulas e críticas injustas ofensivas aos valorosos e abnegados funcionários do Judiciário paulista. Ao mesmo tempo, envaideço-me cada vez mais por ser advogado, na medida em que leio comentários de colegas como a Dra. Patricia Renata Passos de Oliveira, pessoas iluminadas e serenas, decerto predestinadas a defender o mais puro sentimento de justiça. Estamos vivendo numa sociedade em que predomina a inversão de valores, com honrosas excessões. É inadmissível a campanha crucificatória hipócrita, alimentada por pessoas inspiradas em sentimentos imbecis, cretinos e idiotas, contra os serventuários. Tento traduzir as incoerências contidas nos comentários desses crufixicadores de plantão - O que não é fácil. No entanto, acredito que a vontade deles é de que sejam demitidos todos os funcionários do Judiciário. Assim, os juízes e desembargadores mudariam suas rotinas, da seguinte maneira: o juiz atenderia pessoalmente as partes do conflito, no dia em que fosse procurado, ouvindo-as e marcando a decisão para o terceiro dia subsequente. No segundo dia, iria, ele juiz, intimar pessoalmente as testemunhas - encontrando-as, tomaria de imediato os seus depoimentos. Seria também criado o cargo de "desembargador intinerante". No terceiro dia subseqüente, dispondo já, infalivelmente, de todos os elementos fundamentais, exararia a decisão. No quarto dia subseqüente, compacereria o "desembargador intinerante" e decidiria em segunda instância. Essa mudança traria algumas vantagens. Por exemplo: I - extinguiria definitivamente a possibilidade de greve no Judiciário Paulista. II - Os juízes teriam substancial reajuste em seus salários.Os desembargadores intinerantes pasariam a perceber, ao invés do salário de R$ 25.000,00, cinqüenta, setenta ou até R$ 100.000,00 (evidentemente mantendo-se as outras vantagens - carro oficial com motorista à disposição, principalmente para a lomomoção na nova rotina intinerante, vestimenta de microfibra fina custeada etc). Rídiculo, não é ? Porém, Não menos ridículo do que as tolices exaradas pelos sucessores dos que crucifixaram Jesus Cristo há dois mil anos atrás.

Cristovam Pontes de Moura disse:
23 de setembro de 2004 às 20:41

Realmente os colegas discutem com paixão. O fato de terem chegado a agredir o meu Estado com manifestações preconceituosas, inclusive, só vem confirmar a necessidade de se repensar a verdadeira dimensão do problema.

Não. Não se trata apenas de um reajuste. A verdade é que a rivalidade existente entre duas classes (advogados x serventuários) que sempre se odiaram se acirrou sobremaneira e mostra neste pequeno espaço sua face mais horrenda.

Quanto aos que agrediram o Estado do Acre, saibam que se trata de um Estado pequeno, pobre e carente, como não poderia deixar de ser por se situar num país como o Brasil. Mas digno da admiração de todas as outras Unidades Federativas brasileiras, pois foi o único Estado que se tornou brasileiro por opção (pra quem não conhece a história, basta consultar no Google "Revolução Acreana").

Ao final, gostaria de pedir-lhes uma coisa: valorizem as opiniões externas, porque, assim como no xadrez, quem vê de fora, vê melhor.

Menos bairrismo, pessoal!

Doutora disse:
23 de setembro de 2004 às 20:46

Amigos, desculpem a ausência, pois estive meio ocupada, elaborando algumas ações de busca e apreensão de veículo para a Financeira que é minha cliente, contra alguns Marajás Públicos que deram CALOTE nas prestações.

Também vou ajuizar 4 ações de despejo por falta de pagamento contra outros Marajás Públicos que estão devendo aluguéis e condomínios.

É INDESCRITÍVEL, admito, o PRAZER que isso me dá!

Quanto ao Sr. Leandro Carvalho Duca Aguiar, eu me diverti demais com o texto que ele escreveu.
Mas é algo bastante normal: até o Combativo Ministério Público Paulista tem os seus problemas...

Sr. Leandro Carvalho Duca Aguiar, nem vou me dar ao trabalho de responder aos seus insultos.
Suas palavras são para dar risada, pois não passam de piada!

O Senhor deve ter, mesmo, muito orgulho de pertencer aos quadros da Promotoria de Justiça Paulista.
Mas eu tenho certeza de que o Ministério Público deve estar ENVERGONHADA de ter alguém como o Senhor em seus quadros.

Me abstenho de lhe dar maior audiência, pois a minha Ilustríssima Pessoa sente NÔJO de conversar com alguém de tão BAIXO NÍVEL como o Senhor.
Portanto, CALE-SE e se reduza à sua INSIGNIFICÂNCIA.

No mais, louvo e agradeço as palavras do sempre corajoso e sincero Dr. Paulo Jorge Andrade Trinchão e do coerente Dr. Advocato.

No mais, Srs. Marajás Públicos, eu e meus colegas estamos começando a nosa diversão, vendo a volta HUMILHANTE de vocês aos Cartórios, sem aumento, sem salário e com a demissão em vista.

DEMISSÃO JÁ PARA O MARAJÁ!!!

E vamos todos para a Praça da Sé na próxima segunda-feira, para mostrarmos a nossa FORÇA e UNIÃO contra essa PARALISAÇÃO ILEGAL, ILEGÍTIMA, EGOÍSTA E COM FINS ELEITOREIROS!

VAMOS DESMASCARAR ESSE MOVIMENTO DE VADIAGEM!!!

Limírio Urias Gomes disse:
23 de setembro de 2004 às 20:48

Limírio Urias Gomes, advogado, professor, ex-vereador
Eu sou um advogado responsável e não me escondo sob o disfarce de qualquer pseudônimo. Estou enviando meu E-mail e celular. Não tenho medo de qualquer forma de pressão ou de chantagem. Assim, posso falar livremente, usando a forma democrática do CONJUR, esse site, que reputo o mais importante em termos globais, para advogados e profissionais da área. Se todos os companheiros advogados tivessem a coragem necessária, mudaríamos mudar o nosso Estado de São Paulo, para começar.
Eu e meus colegas advogados, os riopreteneses,e o povo paulista já tivemos muita paciência. Eu e 99% do povo paulista, já tivemos muita paciência. Até quando uma minoria no movimento grevista dos serventuários haverá de decidir em nome de milhares de serventuários de bom senso que desejam retornar ao t rabalho?
Pelo que estou entendendo, já não se trata mais de índice de reajuste ou reposição salarial, mas de REPOSIÇÃO DOS DIAS FALTADOS EM FUNÇÃO DA GREVE. Ora, a não cobrança dos dias faltados ou a não reposição desses dias faltados seria, "data venia", um verdadeiro estelionato que os funcionários de bom senso, realmente não esperam tal procedimento de ninguém, ou seja um comportamento ilegal e imoral, e certamente não poderá ser admitido tanto pelo Tribunal de Justiça quanto pela Sociedade Paulista.
Milhões de pessoas já foram prejudicadas em praticamente 3 meses de greve. Milhares de processos, estiveram parados e milhões de reais foram consumidos em prejuízos às partes, aos advogados e a um sem número de outras classes. Agora, querer que esses dias parados não sejam compensados, seria cômico, se não fosse trágico.
É pena que tão poucos advogados venham a público externar a sua revolta com o rumo político que tomou o movimento grevista, quando sabemos que há mesmo candidatos políticos em postos chaves na direção da greve.
Senhores membros da classe dos serventuários que ainda continuam em greve. É necessário o retorno ao bom senso e à lucidez. Ninguém mais é favorável aos rumos que a greve tomou. O direito de milhões de pessoas que dependem do Judiciário, está sendo nesses últimos dias, espezinhado e aviltado. Queira Deus que a prece que tenho feito, juntamente com a de milhares de outros, seja ouvida e os senhores serventuários voltem ao trabalho, para pelo diminuir os prejuízos futuros. Porque o ano de 2.004, será conhecido como o ANO ZERO do Judiciário.
Limírio Urias Gomes é advogado. E-mail limiriogomes@ig.com.br

Doutora disse:
23 de setembro de 2004 às 21:00

Caro Sr. Cristovam Pontes de Moura,

O quê o Senhor diz é a mais pura verdade!
E isso demonstra que até no Acre há vida inteligente, Sim Senhor!

Mas brincadeiras a parte, tenho todo o respeito pelo Acre, àquele belo Estado situado depois do fim-do-mundo, onde o bravo Chico Mendes viveu e morreu!

Se aí no Acre estiverem precisando de Funcionários Públicos para os Foruns de vocês, logo mais vamos ter alguns sobrando por aqui...
Poderemos envia-los todos para vocês aí no Acre!
E podem coloca-los nos Foruns no meio da Floresta Amazônica, para lidar com processos de disputa de terras, que eles adoram uma encrenca.

Patricia Renata Passos de Oliveira disse:
23 de setembro de 2004 às 21:49

Prezado Émerson,
Primeiramente sinto-me profundamente ofendida em minha dignidadade, tanto de minha pessoa como de minha classe.
Não sei a formação de seu professor, tampouco importa. Por certo não deve ter aprendido o que é ética profissional e, sobretudo, educação.
Nesta eterna e ridícula rivalidade entre promotores, juízes e advogados quem perde é a sociedade
Não sei qual é a sua profissão, mas em todas elas não se pode trabalhar sozinho, sempre dependemos do trabalho de alguém ou alguém do nosso. Na advocacia mais ainda. Dependemos dos serventuários, dos juízes, dos promotores, como eles também dependem de nós. Todos são indispensáveis à administração da justiça, um princípio básico que talvez seu professor tenha se esquecido.
Por fim, para emitir opiniões tão contundes sobre a questão, por certo que você a conhece profundamente. Acredito que todos deste fórum gostariam de saber consultor do que você é e de onde tirou tamanha experiência sobre o tema.
Se as pessoas procurassem saber mais sobre o assunto ao invés de emitirem opiniões sem conhecimento da matéria acredito que o debate seria mais proveitoso.

Patricia Renata Passos de Oliveira disse:
23 de setembro de 2004 às 22:00

Em atenção às colocações tecidas pela D. Colega "Advogada", apenas gostaria de consignar que toda vez que me vejo compelida a ajuizar qualquer demanda contra alguém procuro me colocar no lugar daquela pessoa e imaginar o que a levou a faltar com sua obrigação.
No caso dos servidores, considerando que os alugueres e condominios são reajustados de acordo com os índices de inflação não é necessário um grande esforço matemático para entender o motivo da inadimplência, considerando que os servidores não têm reajuste há mais de cinco anos. Ou seja, conforme colocado um deles, tudo sobe, menos os salários deles.
E, ainda, se fossem marajás como dito, por certo que não morariam de aluguel e nem teriam necessidade de comprar carros financiados.
Como anteriormente colocado por mim acredito que ao invés de brigarmos contra os servidores deveríamos levantar outras bandeiras clamando por melhores condições para a justiça.
Acredito que a posição institucional assumida pela OAB contra os grevistas é que reflete uma posição política de nítido apoio ao governo paulista.
Partilhando do entendimento expressado pelo Dr. Francisco, nós, na condição de advogados, deveríamos estar na mesa de negociações tentando conciliar as partes e não acirrar, ainda mais, os ânimos dos grevistas, porque mais cedo ou mais tarde eles retornarão e com certeza poderão ter para conosco o mesmo respeito e consideração que estamos tendo com eles neste momento.

Fabiano disse:
23 de setembro de 2004 às 22:41

Xiiii falei que não voltava mais nesse site porque os comentários não levam a lugar nenhum, ou seja, nem para o fim da greve ou alguma idéia para agilizar o funcionamento da Justiça, pelo jeito continua a mesma coisa.
O trinchão do viagra continua por ai (hehehe)
O Observador desatento também.
O Robson louco para ingressar no funcionalismo público pela porta do fundo porque não tem capacidade para passar em um concurso.
Eita agora tem até uma doutora com seus comentários construtivos. O que eu posso falar para ela é VÁ DI RETRO SATANÁS.
Agora é sério não volta mais nesse site.

FUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

João Batista disse:
23 de setembro de 2004 às 23:58

sou servidor em greve, compareci na praça e votei contra a manutençao da greve, apesar das mudanças minuto a minuto dos Srs. Desembargadores, pois hora aceitam mutirão para reposição de horas, logo a seguir tentam enfiar "goela" abaixo dos servidores a compensação das horas paradas através de direitos já adquiridos após anos de trabalho (em meu caso, 18 anos). Direitos esses tais como FAM, licença prêmio e férias vencidas e não indenizadas.Pois bem, aceito a "barganha" das horas não trabalhadas pela licença-prêmio, correspondentes a três meses, pois com certeza não as receberei, nem ao menos proporcionalmente, como de direito, mas em se tratando de TJ...O que não posso admitir, e nem pensar em voltar ao trabalho, pois apesar da decisão da assembléia, nem sequer me foi garantido ou perguntado, pois o comunicado 144 assim não me dá a chance, é não ter a garantia do recebimento do salário, e nem ao menos de que não terei que responder Processo Disciplinar!O próprio TJ me empurrou e me facilitou a decisão de permanecer em greve com sua arbitrária atitude(Comunicado).Pois como retornar ao trabalho sem salário e com procedimento disciplinar a ser instaurado? Inábil e inoperante T.J. Querem que voltemos ao trabalho, mostrem como...

João Batista disse:
24 de setembro de 2004 às 00:06

srs. advogados, por favor façamos com que não mais hajam animosidades e desrespeito entre os srs. e servidores!compreendo a difícil situação pela qual também estão passando.Continuaremos a nos encontrar nos balcões e corredores dos Foruns, espero que com a mesma cordialidade e respeito mútuos!

Fabio disse:
24 de setembro de 2004 às 03:04

ESSE É O NOSSO PAÍS, OU MELHOR, ISSO É O NOSSO PAÍS...QUANDO UMA CATEGORIA RESOLVEU GRITAR E EXIGIR RESPEITO, FOI LOGO METRALHADA E CRUCIFICADA, VIA MANIPULAÇÃO E INTERESSES ESCUSOS DE CALATERAIS.NÃO É PRAZEROSO FAZER GREVE, ACREDITO, POIS NEM FUNCIONÁRIO DO TJ EU SOU, MAS QUE ESSE ERA O REMÉDIO, ISSO LÁ ERA.CONTINUEMOS A SATISFAZER OS INTERESSES DE QUEM JÁ TEM MUITO, MENOSPREZANDO AQUELES QUE TEM MENOS, QUE BUSCAM MELHORAR A VIDA ATRAVÉS DE UM DIREITO CONSTITUCIONAL, EMBORA, PENA, TRAGA EFEITOS DANOSOS AO CIDADÃO.E AINDA TEM VERDADEIROS "ROBOTIZADOS" QUE DEFENDEM AS AÇÕES DOS DESEMBARGADORES DO TJ NESSA PELEJA E DE NOSSO INCOMPETENTE E ENGANADOR GOVERNADOR...REVOLTANTE!

Lucia disse:
25 de setembro de 2004 às 16:48

É estranho que o ministro defenda o cumprimento da Constituição e diga que a greve é ilegal, já que é direito previsto na Carta Magna, se não foi regulamentado que sejam responsabilizados os que deveriam fazê-lo. Mais estranho ainda é que se esqueça do art. 37 inciso X da mesma , que garante ao servidor público a reposição anual das perdas inflacionárias, lembrando que o índice de 26,39% é o INPC acumulado do período . Portanto lembremos ao sr. ministro que a Constituição é direito de todos os brasileiros e não só daqueles que ele defende. Coragem sr. ministro para defender o direito e não o interesse .

Lucia disse:
25 de setembro de 2004 às 16:53

É infelizmente o ministro Edson Vidigal se sujeitou a ser elogiado por indivíduos do calibre desse sr. Marco Morresi , que só faltou gritar "Tradição , Família e Propriedade" , para os que se lembram a famosa TFP. É para isso que nós lutamos uma vida inteira, para que pessoas do nivel desse "engenheiro", possam se manifestar livremente, mas não esqueçamos quando o direito constitucional é vilipendiado a ditadura se aproxima.

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