Aos 90 dias de greve na justiça paulista, mesmo não tendo adesão total, os advogados do estado padecem as agruras da falta de pagamento de seus honorários. O quadro evoca outro tipo de situação de penúria. Mas esta, dos clientes que, sem ter como saldar as dívidas com dinheiro, pagavam (ou ainda pagam) os advogados com coisas.
As ofertas dos clientes chegam, em alguns casos, a serem realmente estranhas. Uns doces, talvez um frango ou um porco. Algumas propostas são ainda mais apetitosas, como uma fazenda ou um apartamento na praia.
Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça, em certa ocasião, no começo da carreira, recebeu como pagamento por seus serviços, um engradado de galinhas. Com o tempo, a sua sorte mudou e chegou a receber como honorários, em uma outra ocasião, uma fazenda em São Carlos, interior paulista.
O advogado trabalhista, João José Sady conta que quando trabalhava com Direito Criminal, também recebeu um pagamento um tanto quanto diferente. Seu escritório livrou um pintor da prisão e recebeu como honorários quadros pintados pelo próprio. “Nada de extravagante. Infelizmente, numa posterior dissolução de sociedade, meu ex-sócio ficou com os quadros e jamais saberei se é alguém que tenha ficado famoso, o que daria algum sabor ao episódio”, contou Sady.
Luís Guilherme Vieira, advogado criminalista no Rio de Janeiro, também lembra um caso peculiar, quando atuava com o colega Antonio Carlos Barandier. O cliente, para pagar seus débitos, apareceu com um porco, que teve de ser alojado na copa do escritório.
O problema adicional é que o porco era imenso, e foi difícil arrumar um jeito de repassar esse honorário. Além de pagar o frete, os advogados tiveram que solicitar o concurso de quatro ou cinco funcionários do prédio para deslocar o honorário suíno para uma Kombi. Vieira conta que o leitão fez a alegria das crianças de uma creche mantida pela Santa Casa da Misericórdia.
Mesmo o pagamento em dinheiro impõe certas restrições. “Crediário não, aqui não é Casas Bahia.” Foi o que pensou, mas não falou dessa forma, é claro, o tributarista Raul Haidar recusando a forma de pagamento de um cliente que queria criar um carnê para parcelar sua dívida.
Defendendo uma senhora de 72 anos na Justiça Federal, Nilson Jacob — advogado criminal da Editora Globo – se compadeceu da cliente que não tinha condições de arcar com os honorários e aceitou o pagamento em quadros e uma estatueta de bronze. Jacob disse que acabou aproveitando os objetos em sua casa de campo em Atibaia, interior de São Paulo. “Tem gente que quer dar carro, apartamento, lancha, casa. Eu não aceito esse tipo de coisa”, disse Jacob.
A advogada, Taís Gasparian, que hoje defende os profissionais da Folha de S. Paulo na área Civil, conta do começo da sua carreira, quando o escritório onde trabalhava defendeu a causa para uma fazenda. Na ocasião, cada integrante do escritório recebeu um “kit rural”, como pagamento de honorário. Na cesta veio um frango, um queijo minas, com umas tantas outras coisas, dessas que se faz na fazenda. Para não deixar a desejar, ela contou uma outra história, a de quando defendeu uma doceira, que pagou os honorários em doces. “Eu não pedi nada, sabia que ela não tinha como pagar. Mas, mesmo assim, ela mandou entregar no escritório uma bandeja de doces”.
Ives Gandra Martins, especialista em Direito Constitucional, também já recebeu honorários diferentes, mas que foi até bem-vindo. Na década de 90, advogou para um cidadão que criava cavalos. O cliente veio dizer que estava com dificuldades para pagar pelos serviços prestados e Ives Gandra deixou ele livre para decidir,“pague como puder, quando quiser e se puder”. O cliente mandou entregar no sítio de Ives Gandra, em Avaré, um cavalo e uma égua. “Para os meus filhos foi ótimo. Eles passavam férias no sítio e aproveitaram bastante os cavalos”. Um dos filhos do famoso advogado é o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho.
Hoje vice-presidente do Conselho Federal da OAB, o advogado Aristoteles Atheniense, tempos atrás, quando havia acabado de se formar, foi defender os direitos trabalhistas do palhaço Chuca-Chuca, e de uma trapezista do “Gran Circo Americano”, em temporada por Belo Horizonte. Segundo relata o site Infojur, Aristoteles ganhou a causa, mas a bilheteria do circo estava fraca. Resultado: os honorários foram pagos com dois elefantes. Ele vendeu os animais e comprou um carro.
Para o advogado trabalhista no Paraná, Luiz Salvador, aceitar quase qualquer coisa como pagamento de honorários não é lá uma coisa muito adequada. “Alguns advogados a quem eu encaminhava serviço costumavam ir à casa do cliente e retirar da sala, sofá, geladeira, televisão em pagamento de seus honorários não pagos. Isso para mim é um horror”, afirmou Salvador.
É verdade que nem todos querem ou devem aceitar determinados tipos de honorários. Certa vez um homicida quis pagar o criminalista Arnaldo Malheiros Filho com 25 quilos de maconha, para que ele fizesse a sua defesa. Malheiros recusou a oferta e desistiu da causa.
POBRES PORCOS, GALINHAS, ELEFANTES, ETC
SORTE DE ALGUNS ADVOGADOS QUE AINDA CONSEGUEM RECEBER ALGO COMO PAGAMENTO!
Vcs viram serventuários do judiciário, a gente recebe porco, galinha, boi, etc..., como forma de pagamento de honorários, e quando recebemos ainda, mesmo assim continuamos trabalhando dias e noites, fins de semana e feriados, enquanto vcs, com seus salários vultosos, infinitamente acima da média de um trabalhador normal, insistem em continuar de greve
Caro Dr. Luiz Gustavo.
A cada serviço que o sr. presta para seus clientes, recebe pagamento. Os honorários dos causídicos dependem do volume de clientes que conquistam, mercê de sua capacidade profissional. Tal não acontece com os servidores do Poder Judiciário Paulista, que são concursados. Quando presta um concurso, competindo às vezes com milhares de concorrentes, o futuro servidor é informado do salário a que fará jus. Da mesma forma que o sr. informa a seu cliente o valor dos seus honorários. Acontece que o servidor que prestou concurso há 9 anos nunca mais teve reajuste salarial. Assim, seu salário ficou defasado, o que faz com que o contrato de serviço esteja sendo desrespeitado. Não se pode comparar a forma de pagamento que recebem advogados e serventuários.
Ora, se o TJ quiser nos pagar com porcos, galinhas, doces, casas, automóveis, cavalos, elefantes, fazendas e que tais, nós aceitamos. Mas deve nos pagar o que é justo. Da mesma forma que o sr., quando trabalha, quer receber seus honorários de forma justa. Quanto a ser nosso salário INFINITAMENTE maior que os salários da iniciativa privada, acho um exagero. Há inúmeros advogados, inclusive aqui neste fórum, que expressam o desejo de que os servidores deveriam receber salário mínimo. Um chegou a afirmar que um salário mínimo seria demais para o pagamento dos servidores, que, na opinião (lá dele) não passam de vagabundos, vadios, desclassificados, incompetentes, operadores de carimbo, irresponsáveis. Ora, tal opinião não merece resposta. Seria o mesmo, e provocaria a mesma reação se eu dissesse que advogados são mercenários, incompetentes, crápulas, insensíveis, aliados de assassinos, manipuladores da miséria alheia....etc. Evidentemente que tais coisas são ditadas pela raiva e não passam de mentiras. Tanto advogados como servidores são cidadãos compartilhando o mesmo ambiente de trabalho e deveriam antes de mais nada se respeitar. E tentar compreender as agruras uns dos outros.
Um abraço.
Roberto Silveira - Oficial de Justiça.
PIOR DE TUDO É QUE MUITOS RECEBEM PORCO, GALINHA, BURRO (RSS) UMA GRANINHA, E TEM A CARA DE PAU DE ENCAMINHAR A CERTIDÃO DE HONORÁRIOS PARA RECEBER DO ESTADO. (CLARO SEMPRE TEM EXCEÇÕES)
Luiz Gustavo para aguentar advogado como vc e outros no balcão ganhamos muito pouco isso sim. (CLARO SEMPRE TEM EXCEÇÕES)
Bom, alguns nao merecem nem porco, nem gato, nem minhoca...
Fazem trabalho sujo, ou errado. Nãos ervem pra nada a não ser enganar cliente, se meter onde nao deve, enfim...todo mundo conhece esta classe.
Quando um dia extinguirem esta profissão, este bando de gente, com raras exceções, nem sequer será lembrado. Não tem ultilidade alguma pra vida, nem para o país.
Pobres porcos, galinhas, etc. Ninguem tem uma utilidade mais nobre para este animais???
Pior, tem besta que deve ter caso com algum adEvogado pois vem aqui defende-los, sem sequer saber por que. Estes são mais um dos bobos que sustentam estes engomadinhos fajutos, e pobres.
Bom senso cabe em qualquer lugar !
É verdade que a greve vem mexendo com os nervos dos advogados e dos próprios servidores em greve, todavia ataques diretos a pessoa do profissional (Funcionário Publico ou Advogado) não é muito inteligente para lado nenhum!
Senhora Márcia Martins há péssimos profissionais em toda e qualquer repartição pública do país quiçá do mundo, como também em qualquer profissão existente! Todavia, não podemos usar a palavra MAIORIA como nivelador, pois estaríamos nos incluindo nela, vez que temos que agir com a cabeça e não com a emoção (Raiva).
Faço parte do grupo dos advogados que apóiam vossa causa, pois entendo que a luta é nobre !
Me permitam, porém, acrescentar (crítica construtiva) que o movimento de paralisação deveria ter buscado aliados fortes antes do início da greve, pois os que criticam hoje poderiam estar ao vosso lado nas ruas.
Por outro lado, penso que o movimento grevista deveria procurar a OAB-SP (Sem receios, sem ressentimentos) para que JUNTOS e somente juntos, possamos resolver a questão.
Lembro a todos quer queiramos ou não, que fazemos parte de uma mesma família, Poder Judiciário (Direta ou indiretamente).
Portanto, é somando que nos tornamos fortes!
Brigas e ódio além de nos fazer fracos arma o inimigo (TJ e Governo Estadual) contra nós mesmos ! (Incluímos os advogados que apóiam o movimento)
Proponho uma trégua, respeitando os entendimentos contrários, para que LADO a LADO possamos caminharmos para uma vitória não do movimento dos grevistas ou dos advogados mas da sociedade paulistana.
Pensemos nisto! Vamos reavaliar a situação?
A vc Wanderson Ferreira de Medeiros (Civil - — Guarulhos, SP) minhas desculpas. Desde já, por mais que tenha dito a maioria, sinto de coração que és um dos poucos, deve sim estar entre a minoria. E a esta eu respeito e muito. A população respeita.
Enfim, tudo que se vê aqui neste forum é pessoas se intitulando advogados e tentando manchar a honra do funcionalismo do judiciário. Não resta muita opção a não ser devolver na mesma moeda.
Quanto unirmos a OAB o sr. bem sabe que a OAB é mal dirigida. O tal D"Uurso, para mim, é covarde. Preferiu tomar partido nesta greve acirrando os ânimos dos trabalhadores mais simples, ficando do lado do governador, do dirigente do TJ, fortalecendo mais a atitude injusta, ditadora e suja desta gente que vcs ja sabem como é.
Tanto a OAB como o Judiciário está em pésssssssssssimas mãos.
Não quis, nem pretendo te desonrar.
A vc, Márcio Aguiar (Empresarial/Diversos - Advogado — Fortaleza, CE), cabeça redonda, continuo te incluindo na maioria.
Pedir proprina a pobre seria, burrice alem de desonestidade.
Nem sequer escreve o português com qualidade aceitável; perdeu grande chance de continuar anônimo.
Se abrisse uma igreja, certamente se daria melhor, porque que eu saiba sobreviver na advocacia não é fácil. Só mesmo os melhores acalçam certa qualidade de vida.
Galera vcs sentiram falta da "Doutora" ???
Intaum, eu fiz o servicinho fim de semana. Foi com uma dose de cachaça, mas ela agora ta calminha e não vai mais importunar ninguem no forum.
Eu sabia que ela tava com falta. Saudade, etc.
Depois de 90 dias de greve do judiciário chego as seguintes conclusões:
O serventuário não é marajá mas tem salário maior que a média do serviço público
As condições de serviço nos foruns é lamentável,falta computador,material de escritório,espaço físico,tudo...
Os sindicalistas estão usando esta greve como meio político,o ministério público sumiu ninguém viu,a elite da OAB não deseja que a justiça funcione pois representam grandes empresários e interesses achando melhor que os processos demorem mais um pouco,o governador não quer pagar precatórios e outros interesses nebulosos.
É necessário criar uma comissão com represenantes da orde,mp,serventuários e juízes para fiscalizar os gastos absurdos do tribunal de justiça
É necessário discutir a justiça como um todo,folha de pagamento de 95% é absurdo,contratar mais não resolve,temos que investir na informatização,se o advogado pode enviar uma ação via internet,consultar seu andamento, isto fará com que os funcionários passem a trabalhar nas funções que lhes são competentes e poderão ter reajuste inflacionário que lhes é de direito
Os serventuários devem mudar seu comportamento para com os advogados e população,cansei de ver advogados e população serem humilhados nos foruns.
Os desembargadores precisam cumprir os acordos,mostrar os gastos e os dias parados devem ser repostos com horas extras efetivamente trabalhadas e não pagos com férias vencidas, horas extras devidas,isto já é direito adquirido.
É necessário criar comissões em cada comarca com representantes da comunidade para discutir o serviço judicial,democratizando a justiça os funcionários podem expor suas dificuldades a população,a sociedade pode ajudar com doações, é necessário discutir o sistema podre da justiça paulista.
Bom dia a todos
Márcio Aguiar (Empresarial/Diversos - Advogado — Fortaleza, CE), cabecinha de coco, ou cocô... so depende da forma, se for redondo...
Vc acha que alguem irão usar acento para elogiar vc?
Tem mais ze mane, ninguem aqi vai te responder nada, seu brocha. Não devo explicações a vc, trate de pagar mais imposto para eu receber salario. VC e um bando de amigo seu nao serve pra mais nada.
Vai vai, logo, ou cresce para ir pra são paulo
CARIMBADORES, FURADORES E AMARRADORES DE PROCESSO!!! HÁ HÁ HÁ HÁ. GOSTEI.
SRª MÁRCIA MARINS: EMPREGADA DE JUIZ, DATILOGRAFA DE JUIZ. SE NÃO TÁ CONTENTE COM O SEU SALÁRIO PEÇA DEMISSÃO.
PARA A SRª MÁRCIA MARINS: DESCULPE. EU ME ESQUECI. ALÉM DE CARIMBADORES, FURADORES E AMARRADORES DE PROCESSO E DATILÓGRAFOS OU DIGITADORES DE JUIZ, VCS TAMBÉM SÃO TRANSPORTADORES DE PROCESSOS E EXÍMIOS PROTOCOLISTAS. ZÉ MANÉ É VC. NOSSO TRABALHO É INTELECTUAL. O SEU TRABALHO É MANUAL (BRAÇAL). CRESÇA E APAREÇA. AINDA BEM QUE SUA CLASSE NÃO TEM NA MAIORIA PESSOAS COMO VC. E A HORA QUE EU CHEGAR NO BALCÃO TEM QUE ME CHAMAR DE DOUTOR SIM SENHORA. NÃO CHAMA DE DOUTOR NÃO PRA VÊ. ALÍAS, COMO VC SABE QUE O OUTRO FULANO LÁ É BROXA!?!?!?!
Quanto ao tema da matéria, eu diria que dentro da atmosfera de sobrevivência que permeia todas as profissões atualmente, quando os trabalhadores das diversas áreas têm que se desdobrar e como se diz popularmente "fazer das tripas, coração" ou "vender o almoço pra comprar o jantar", de fato, é privilégio de poucos advogados se dar ao luxo de não negociar honorários, pois trata-se de um profissional que precisa recebê-los - para a sua mantença - tendo do outro, muitas vezes, um cliente que não tem condições de pagá-lo, na forma como gostaria o primeiro e deveria o segundo. Aí reside, a meu ver, um dos segmentos da arte de advogar, manter a "carteira" de clientes, sem tem que manter a carteira (de cédulas) vazia. Tudo com limites, claro.
Em segunda opinião, solidarizo-me com o colega de profissão e também nordestino de origem (com orgulho, ressalte-se), Márcio Aguiar, dando-lhe irrestrito apóio no que se refere a se defender NA FORMA DA LEI das injustas ofensas dirigidas a ele, por essa tal de Márcia Martins, que, pelo que deixou transparecer, envergonha a categoria de funcionários públicos a que (supostamente) pertence, fugindo ao tema proposto para tecer comentários que ofendem a duas categorias de pessoas: os advogados e os nordestinos E EM ESPECIAL ao advogados nordestinos. Incorre indubitavelmente em crime de preconceito, rasgando inclusive a Constituição Federal, talvez levada por uma criação um tanto quanto grotesca e COM CERTEZA mergulhada na alienação que não permite que essa senhora perceba que a origem não define as pessoas e não as faz merecedoras de um tratamento humilhante e inferiorizante pelo fato de serem nordestinas ou percencerem a algum segmento diferenciado do dela. Assim, reforço aqui meu apelo para que o colega siga em frente com sua luta por justiça, pois são casos como esses que reforçam a violência que sofrem as pessoas tidas como "diferentes" neste País. NÃO DESISTA, MÁRCIO AGUIAR, você pode ter em mãos a centelha que vai ajudar a incendiar esse repulgnante comportamento odioso e nazista.
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