Um mil e três. Esse é o número de cursos de Direito em funcionamento no Brasil. Pelo menos até as 13h45 do dia 4 de agosto de 2006. O número, que consta em levantamento divulgado pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB é um espanto e está diretamente relacionado à expressiva marca de advogados com carteira da Ordem, que é de 517 mil inscritos (quantidade que já deve estar superado nesta data).
Os registros se relacionam também com a hiperinflação de acadêmicos de Direito que superlotam os bancos escolares. Segundo o último dado disponível do Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas que faz as estatísticas do MEC, em 2004 matricularam-se nos cursos jurídicos pátrios 533 mil alunos. Esta torrente de estudantes resulta numa onda de 120 mil formandos a cada ano. A estimativa é da OAB.
De junho de 2005, quando foi produzida a última estatística, até julho deste ano, 45 novas faculdades foram autorizadas a funcionar pelo Ministério da Educação. Praticamente, a metade dos cursos jurídicos está localizada na região Sudeste. O estado de São Paulo segue como recordista em números de faculdade. Em junho de ano passado, eram 213 cursos em atividades. Hoje são 222. Ou seja de cada cinco novos cursos criados, um o foi em São Paulo. De acordo com a OAB, dificilmente qualquer outra unidade da federação alcançará este índice.
No final da lista estão o Acre e Roraima. Em cada um destes estados,, operam 3 faculdades. O Amapá tem o dobro — 6. Alagoas e Amazonas também seguem empatados, com 10 cada um.
Em todos os Estados Unidos, funcionam não mais do que 205 escolas de direito, menos portanto que em São Paulo. A Califórnia, estado mais rico e populoso dos Estados Unidos, tem apenas 23 cursos jurídicos, 10% do que tem o estado mais rico e populoso no Brasil.
Na avaliação do presidente do Conselho Federal da entidade, Roberto Busato, há um número exagerado de cursos jurídicos, muitos sem a mínima qualidade exigida, resultado que reflete nos percentuais de reprovação dos Exames de Ordem. Hoje, a média de reprovação é de 70%. Em São Paulo, apenas um entre dez bacharéis consegue se habilitar para receber a carteira de advogado da OAB.
“Não há condições da manutenção de uma advocacia organizada no país com essa quantidade de advogados. Não pelo seu número, mas pela sua má formação, pela má qualidade do ensino que os bacharéis em Direito vêm recebendo”, sustenta o presidente da OAB.
Carlos José Santos da Silva, o Cajé, do Machado Meyer Sendacz Opice Advogados, concorda com o presidente nacional da Ordem. Para ele, o número de cursos jurídicos e o alto índice de reprovação no Exame de Ordem mostram como é preocupante o excesso de bacharéis no mercado.
“O reflexo de tudo isso é visto no Exame de Ordem. O Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da Ordem paulista, usa uma expressão interessante para classificar esses cursos de Direito. Ele diz que tudo isso é estelionato, porque existem pessoas que não têm a menor chance de pagar uma faculdade, mas ainda assim se sacrificam. Acontece que esse jovem nunca vai ter boas condições no mercado”, diz.
Cajé explica que na década de 90, São Paulo tinha 40 faculdades de Direto. Em 2000, quase 100. Hoje são mais de 200, “enquanto nos Estados Unidos esse é o número total de cursos em todo o país”, afirma o advogado. “No Machado Meyer, a grande maioria dos advogados é formada em faculdades de primeira linha”, afirma.
Nos estados
O estado de São Paulo segue como recordista em números de faculdades de Direito. Em segundo lugar aparece Minas Gerais, estado que se destaca no levantamento porque divide com a Bahia o maior crescimento em abertura de novos cursos no país. Em junho último, os mineiros contavam com 121 cursos em funcionamento. Hoje, contam com 125. A Bahia, que em junho exibia 43 cursos em atividade, possui agora 46, conforme o último estudo.
O Rio de Janeiro é o terceiro estado em quantidade total de cursos jurídicos: 97, o que representa 9,66% do total das faculdades da área jurídica. Paraná e Rio Grande do Sul ficam com o quarto e quinto lugares no ranking de mais cursos jurídicos em funcionamento, com 77 e 74 cursos autorizados pelo MEC a funcionar, respectivamente.
Veja o número de cursos por estado:
|
Estados |
Número de cursos |
|
São Paulo |
222 |
|
Minas Gerais |
125 |
|
Rio de Janeiro |
97 |
|
Paraná |
77 |
|
Rio Grande do Sul |
74 |
|
Santa Catarina |
58 |
|
Bahia |
45 |
|
Espírito Santo |
34 |
|
Goiás |
30 |
|
Mato Grosso |
26 |
|
Pernambuco |
23 |
|
Piauí |
23 |
|
Mato Grosso do Sul |
20 |
|
Distrito Federal |
19 |
|
Ceará |
16 |
|
Maranhão |
15 |
|
Pará |
14 |
|
Paraíba |
14 |
|
Rio Grande do Norte |
11 |
|
Alagoas |
10 |
|
Amazonas |
10 |
|
Rondônia |
10 |
|
Tocantins |
10 |
|
Sergipe |
8 |
|
Amapá |
6 |
|
Acre |
3 |
|
Roraima |
3 |
|
Total: |
1.003 |

Nada está tão ruim que não possa piorar. Mais duas faculdades foram autorizadas e estão prestes a iniciar atividades: na Penha, em São Paulo, com o nome de Drumond e em Barretos, onde já existe outra há tempos. Em ambos os casos tratam-se de instituições isoladas, ou seja, que não pertencem a universidades. A instituição de Barretos mantem apenas um curso de administração.
É bom termos escriturários, entregadores de pizza e balconistas bacharéis em direito.
Mas a OAB precisa restringir o acesso de gente despreparada em seus quadros porque a carteirinha pode virar uma arma e lesar pessoas.
Não só a OAB, claro, também os setores públicos que admitem bacharéis devem ser rigorosos em seus concursos.
Claro que com esse número de indústrias produzindo linguiça e bacharéis não pode dar certo.
A OAB tem que lutar para fiscalizar e participar, não depois que "a vaca foi pro brejo", mas, na constituição dessas fábricas de diplomas. Nem me refiro às de baixíssimo nível, falo das UNI's da vida, uma delas, de um verdadeiro "gênio" na arte de fabricar diplomas.
A qualidade deixou de existir faz anos. A excelência de ensino se restringe a algumas matérias e poucos professores.
Portanto, é preciso parar com o "pacto de mediocridade", onde um engana que ensina, outro engana que aprende e a faculdade engana que tem um curso de direito. Tudo com a garantia que depois de 5 anos, se as mensalidades estiverem em dia, v. terá direito a um cartucho.
Os concursos públicos são rigorosos na admissão aos seus quadros. O Luismar não precisa se preocupar. O problema é governo federal, que deixa essa abertura indiscriminada. Qtas faculdades temos na cidade de São Paulo? Lembro bem do tempo em que tínhamos quatro: USP ,PUC, Mackenzie e FMU. Hoje tem uma em cada esquina. Laaaaaaaaamentável!!!!!!!!!!!!!!
A preocupação com a qualidade é fundamental para o desenvolvimento de qualquer área do conhecimento humano. Porém, temos que observar as novas faculdades (Comprometidas com a seriedade e ética profissional), abrem oportunidades para os alunos que não puderam cursar um colégio particular ("castra privegiada", país com péssima distribuição de renda). É notório que o conhecimento é repassado pelos docentes na base de 10 a 20 % sendo os 80% obtidos atrevés da pesquisa e dedicação do corpo discente(busca do conhecimento cognitivo). Cabe a O.A.B, elevar o nível do exame da ordem, aprovando apenas os profissionais competente para exercer o digno mister de operador do direito.
Respeitosamente,
Acadêmico e futuro Juiz de Direito.
"Quando se quer, o céu é o limite"
"Nunca desista dos seus sonhos" ( Dr. Augusto Cury).
Tenho uma opinião clara no sentido de que, hoje existem mais faculdades e portanto mais bachareis do que o mercado suporta. Sendo favorável inclusive que o governo proibisse o aumento de vagas de direito pelos próximos 10 anos.
O que muitos não se dão conta é que se formam 120 mil bachareis por ano, o que significa se todos passarem no exame de ordem em 04 anos dobra-se o número advogados no mercado, se levarmos em conta os bachareis que não passaram ainda no exame de ordem, que por sinal são outros milhares.
Números...
"... Um mil e três. Esse é o número de cursos de Direito em funcionamento no Brasil..."
"... em 2004 matricularam-se nos cursos jurídicos pátrios 533 mil alunos..."
Dividindo 533 mil por 1003 temos 531,40 novos acadêmicos de direito para cada curso/faculdade/universidade "a cada ano". Ao menos é essa a idéia que o texto passa.
A mim me é impossível imaginar que cada um dos cursos de direito possa receber a cada ano mais de 500 novos alunos somente pra o curso de direito.
Dr. Emílio : Quando se fala "... em 2004 matricularam-se nos cursos jurídicos pátrios 533 mil alunos" creio que tais matrículas não são apenas de NOVOS alunos, de pessoas que estão ingressando no primeiro ano/semestre do curso, mas sim, de TODAS as matrículas, aí incluidas as matrículas que são feitas nas(os) séries/anos seguintes do curso - [segunda(o) a/ao quinta(o)]- Consta que existem no Brasil cerca de 1.600.000 universiários. Claro que esse número corresponde a todos os alunos, matriculados em todas as séries de todos os cursos. Portanto, o cálculo de que seriam mais de 500 academicos de direito para cada escola, está equivocado. Aliás, a esmagadora maioria das faculdades abre em média 100 a 150 vagas por ano.E muitas não conseguem preencher todas as vagas. Aqui em São Paulo já há escolas oferecendo descontos nas mensalidades, ainda que a título de incentivo à pontualidade nos pagamentos. Afinal, ainda não conseguiram revogar a lei da oferta e da procura. O mais trágico é que não há professores de bom nivel para tantos cursos, com o que a grande maioria contrata juizes, promotores, delegados de polícia e advogados, sem que tais "mestres" estejam realmente aptos ao ensino. Muitos deles encaram as aulas como mera complementação salarial, como "bico" ou mesmo como um meio de alavancar seu curriculum, com vistas a promoções nas carreiras.A OAB não tem hoje como impedir a abertura desses cursos. Por isso é que há vários anos vemos propondo à OABSP que faça convenios com as escolas, objetivando a melhoria da qualidade do ensino jurídico. Parece que algo surgirá nessa direção em breve. Se não podemos impedir a abertura indiscriminada de fábricas de diplomas, talvez seja o caso de mostrar às vítimas desse estelionato cultural que muitas escolas são meros estabelecimentos mercantís, no pior sentido da palavra.
Outro aspecto a ser verificado: boa parte dos alunos das escolas de direito querem apenas um diploma para viabilizar um concurso ou mesmo para simples ascenção profissional. Além, é claro, dos que querem apenas ter direito a prisão especial!
Dr. Haidar:
Sua proposta de que a OAB faça convênios com as escolas, é
louvável. Entretanto, porque não prospera a iniciativa? O problema é na OAB?
É trágica a situação, configurando-serealmente um estelionato, conforme afirma o presidente da OAB-SP. Mas, quais as ações efetivas da OAB nesse sentido?
Haveria um certo receio de enfrentar os grandes grupos empresariais donos das escolas, ou o que?
Na realidade, os cursos de Direito (sou estudante atualmente) de modo geral são de baixíssimo nível, em função da real necessidade profissional. A "formação" jurídica é deficiente ao extremo, com raras exceções. O péssimo nível educacional dos cursos básicos, limita drasticamente a condição de se exigir muito numa sala de aula de Direito. E a necessidade que as faculdades têm de sobreviver financeiramente, faz com que aceitem os alunos com qualquer nível de formação, prejudicando totalmente a média das classes. Pessoas sem nenhuma formação política, ( pois política no Brasil é coisa de ...), sem nenhuma consciência de historia, de economia, sem prática de discussão (tipo é proibido pensar ou discordar do mestre), e coisas do tipo.
É realmente um estelionato, e com uma indesculpável demora da OAB em tentar intervir. Penso que é sua obrigação, já que a OAB trouxe para si a responsabilidade de validar os diplomas, como se fosse no final o verdadeiro "exame final" das faculdades de Direito.
Não dá para comparar o Brasil com os EUA. Estamos em um país subdesenvolvido, onde as leis não valem para todos, o sistema penal não funciona e as instituições não se fazem respeitar. A poucos anos, o Brasil era uma ditadura. Nosso direito não é consuetudinário. Em um quadro destes, não me surpreende que necessitemos de mais advogados que os EUA. O ideal seria que o sistema jurídico fosse mais simples, e que todos alunos da rede secundária pudessem aprender como acessar o Poder Judiciário. Por mim, quanto mais pessoas estudando melhor, pois o povo precisa mesmo de educação, e o curso de direito (bom ou ruim) proporciona o conhecimento da máquina do Estado. Por outro lado, nada mal para a OAB que exista muitos advogados, afinal, a OAB adora cobrar do advogado anuidades fixadas por seus Conselhos. Com essa dinheirada, podem contratar empregados sem concurso público e manter várias outras mordomias.
O Dr. Haidar tocou num ponto interessante. Daqui a pouco serão tantos os bacharéis e tantos os criminosos bacharéis presos que precisaremos de penitenciárias inteiras para dar prisão especial a essa gente.
É o fim dos tempos!De fato, definitivamente este paiseco de terceiro-mundo não é SÉRIO! Como conceber um número imoral de fabriquetas de diplomas da pior qualidade; entendendo-se que a maioria absoluta - mais de 90% - cuida de faculdaes privadas(se é que assim possam ser classificadas). Mas o maior culpado são os componentes IRRESPONSÁVEIS do Conselho Nacional de Educação ( na maioria apadrinhados políticos), verdadeiros farsantes da educação;urge mobilizarmos a oponião pública brasileira para EXTINGUIRMOS de uma vez por todas o famigerado CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO; a OAB tem a sua parcela de culpa, mas, sem dúvida alguma, a maior advém das criminosas autorizações paridas nos porões do CNE.
O executivo federal tem que assumir a sua inafastável responsabilidade e demitir todos os mebros do imoral CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, que percebem vultosos vencimentos para PROSTITUIR o ensino universitário neste país.
PCC(Partido Contra o Conselho) neles!
Desde 1970 quando permitiram através de lei uma reforma educacional no ensino básico. Logo que aquele sistema começou a jogar no mercado jovem e mais jovem sem a devida preparação, tudo isso fizeram governos sem responsabilidade simplesmente para se livrarem da responsabilidade da dita repetência.
Hoje estamos enfrentando Jovens formados sem a devida qualidade, como também uma ditadura do direito dos jovens escolherem suas carreiras profissionais, queria que esses mesmos críticos informassem quantos são os mensalões e sanguessugas que são advogados ou bacharéis em direito, que deveriam estar alerta com toda essa corrupção que vivemos nesse momento. Critique construindo e não destruam criticando, olhem as duas faces da moeda.
Parabéns Sr Luis Fernando faço minhas as suas palavras !!!!!!!!!
A titulo de esclarecimento, sim no todo poderoso " pais " desenvolvido EUA existem poucas faculdades de Direito mas ninguem diz que fazer um curso de direito lá, é mais caro que um curso de medicina e que os formados em faculdades sem renome praticamente acabam por pertencer a um tipo de subclasse de advogados !!!!!
Por favor, eu fico pasmo em ouvir falar que existe muita faculdade disso ou daquilo, temos é que ter muita faculdade sim !!! formar legiões e legiões de bacharéis, médicos, engenheiros, deixando o mercado decidir quais devem sobreviver ou não !!!
Em tempo que bom seria se tivessemos penitenciarias de boa qualidade e especiais ai talvez poderiamos recuperar os cidadãos, ou será que essa balela de ressocialização não existe porque se não existe, e é só conversa de Presidentes e conselheiros da OAB é melhor então instituir a pena de morte e melhor ainda sem julgamento e defesa pois preso se não vai mudar a personalidade mesmo, pra que serve cadeia então pra nada, ou pra prender pobre, preto, p@&#, acho que a segunda opção !!!!
Alias nossa sociedade esta precisando sim de escola, saúde, e vergonha na cara !!!!!!!!!
Brasil esta é a sua cara !!!!!!!!
Sou estudante do 8º semestre, numa faculdade particular, no interior gaúcho e já perdi a conta de quantas vezes ouvi profissionais veteranos apresentarem-se como "adevogados". Tem aqueles que usam os mesmos códigos do tempo em saíram da faculdade; ou ainda, os que nunca mais abriram um livro de doutrina e que trocam só o nome do cliente nas petições. Melhor seria mesmo comprarem uma boa gramática.Se por um lado tão se valendo do exame da OAB, para fazer reserva de mercado - além, de empregarem-se como "professores" nos cursos esparramados pelo país afora - por outro, criou-se um selo de qualidade. Ainda que empírica a observação, arrisco-me a dizer que o percentual de aprovados se equivale ao de bons advogados na ativa e que nunca prestaram exame algum. (Márcia de Noriê -de.norie@terra.com.br)
... lado ESTÃO se valendo... (ops!) (Márcia de Noriê -de.norie@terra.com.br)
E ainda tem uns demagogos querendo acabar com o exame da ordem, se hoje em dia com o exame da ordem, o prestígio da advocacia está cada vez mais abalado, seja pela incompetência ou seja pela falta de ética, imaginem como ficará quando começarem a se formar os egressos dos ensinos de educação continuada ou plural?
Querem mesmo acabar com a meritocracia no Brasil e implantar de vez a mediocracia.
É a comunanização do Estado Brasileiro, à la Neoliberalização.
Conseguiram associar no Brasil as duas piores coisas que existem, o comunismo e o liberalismo.
Parece que o Brasil só importa o que há de pior do exterior! Incrível!
Êêêê!!!!!!!Brasiiiiiiilllll!!!!!
Pois é....a negligência criminosa no Brasil conseguiu criar os "analfabetos funcionais".
Pois bem, não tão satisfeitos estão agora criando os advogados funcionais.
Vocês se lembram daquela reportagem do fantástico, que mostrou um analfabeto passando num vestibular no Rio de Janeiro?
Pois é. É isso o que nos espera.
Pensem bem...não se assustem quando aparecer o termo, "advogado funcional"...
Dois técnicos de marketing foram enviados para a Africa Central a fim de estudar o mercado para uma forte indústria de calçados.
O primeiro, pessimista, após alguns dias, ligou para sua diretoria e diagnosticou:
- Evitem este mercado, pois aqui ninguém usa sapatos!
O segundo, após o mesmo período de estudo, diagnosticou:
- Mandem sapatos urgentemente, pois aqui ninguém tem sapatos!
A quantidade de pessoas que estudam direito em nosso país revela um dado deveras positivo, qual seja, mais pessoas passam a ter conhecimento da bagunça generalizada em que se encontra o sistema jurídico nacional.
Por falar nisso hoje vieram na empresa que eu trabalho alguns candidatos a estagiários para trabalhar aqui.
Puxa vida...é de dar pena, tem alguns candidatos(as) sem a menor capacidade para desempenhar as mais elementares funções.
Essas faculdades de direito são na verdade faculdades de ilusões.
Dá pena mesmo ver toda essa espectativa frustrada, essa perda de tempo e energia.
Sinceramente é de doer o coração.
E quem ganha com isso são somente os donos de faculdade...e ganham muito $$$$$$, às custas dos sonhos de outros.
O que dói, meu caro "advogado assalariado" é saber que a justiça continua deveras lenta, tendenciosa e corrupta.
E pensar que esta é a terra de Francisco Cavalcante Pontes de Miranda...
O que esperamos é uma ordem dos Céus,parafrazeando as sagradas escrituras e nos moldes da criação:
Faça-se a virtude na Justiça brasileira!
Não são os advogados mal preparados as causas das injustiças nessa terra de malrboro, mas antes o afastamento dos pretores dos objetos em litígio.
Muito lamentável o texto desta reportagem elaborada por Maurício Cardoso e Priscyla Costa, mas pondere sobre estas palavras no texto:-
"O número, que consta em levantamento divulgado pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB é um espanto e está diretamente relacionado à expressiva marca de advogados com carteira da Ordem" - MAS PONDERE SOBRE ESTAS OUTRAS PALAVRAS - "Os registros se relacionam também com a hiperinflação de acadêmicos de Direito que superlotam os bancos escolares." - BEM, AMIGOS, para começar meu comentário quero dizer-lhes que morei na Capital/SP durante 42 anos mas a deixei juntamente com meus familiares por não suportar mais a terrível situação social que aquela metrópole encara nos dias atuais. E o que isto tem a ver com a reportagem acima?? Ora, basta vc ponderar sobre o valor das palavras usadas e grifadas por mim neste comentário para entender que os Paulistanos nunca deixaram de ser caipiras neste imenso País. Eu explico:- Nos EUA o índice de escolaridade em nível superior é de 87%, mas nesta caipiragem nacional este mesmo índice não passa de 10%. Isto quer dizer que lá as tais poucas escolas de direito mantêm, digamos, 4.000 alunos em seu curso enquanto nas terras tupiniquins estas meras escolas de direito titumbeiam para ir até o final do curso com menos de 40 alunos bacharelandos. Conclusão:- Esta matéria, como acima é colocada, não passa de enorme hipocrisia, pois o que se há de lutar para fazer-se é justamente o que o MEC (Minist. Educ.) vem apregoando nos últimos 15 anos que é justamente o crescente número de vagas no ensino superior para tentar tirar o País do caos escravagista secular (desde o descobrimento - Brasil Colônia) que é a falta de oportunidades para todos. Estas pessoas citadas que parecem comentar tal situação somente tiveram as suas imagens descritas como se fossem egoístas, que só desejam manter o "status quo" que esta mesma (falha) sociedade lhes confere, e igonorantes da real situação das oportunidades de ensino no País, não só para cursos de Direito, bem como, para outras diversas áreas profissionais.
Se tais personagens nesta reportagem assim pensam, imaginem o que fariam se tivessem a responsabilidade de dirigir o MEC e dar uma resposta à sociedade sobre o desenvolvimento e o futuro da Educação no Brasil. Lamentável ... Eu lamento ... É triste ....
Justificar o exame de Ordem em vista do grande número de cursos de direito é mais ou menos como quebrar o termômetro para baixar a febre. Como bem disse o Dr.Raul Haidar: “Afinal, ainda não conseguiram revogar a lei da oferta e da procura”. E, se não revogaram esta Lei, qual o problema que “boa parte dos alunos das escolas de direito querem apenas um diploma para viabilizar um concurso ou mesmo para simples ascenSão profissional. Ou faze-lo apenas para ter direito a prisão especial? Não vejo, tampouco, como a OAB poderia ajudar a melhorar a qualidade do ensino jurídico. Lá por acaso só existem advogados com notável saber jurídico? Estelionato, como diz o Sr. D’urso, é uma instituição que congrega operadores do direito desrespeitar a Constituição. Qualquer outra coisa que se diga depois do Procurador, Doutor Luiz Fernando, deixa um pouco a desejar, portanto, vamos transcreve-la, novamente:
LUÍS FERNANDO (Procurador do Estado 05/08/2006 - 20:51
Não dá para comparar o Brasil com os EUA. Estamos em um país subdesenvolvido, onde as leis não valem para todos, o sistema penal não funciona e as instituições não se fazem respeitar. A poucos anos, o Brasil era uma ditadura. Nosso direito não é consuetudinário. Em um quadro destes, não me surpreende que necessitemos de mais advogados que os EUA. O ideal seria que o sistema jurídico fosse mais simples, e que todos alunos da rede secundária pudessem aprender como acessar o Poder Judiciário. Por mim, quanto mais pessoas estudando melhor, pois o povo precisa mesmo de educação, e o curso de direito (bom ou ruim) proporciona o conhecimento da máquina do Estado. Por outro lado, nada mal para a OAB que exista muitos advogados, afinal, a OAB adora cobrar do advogado anuidades fixadas por seus Conselhos. Com essa dinheirada, podem contratar empregados sem concurso público e manter várias outras mordomias.
Sds
Sousa
Booooooooa! M. Lima, Muito Boa!
“Comeu de pau” os falastrões. Dados, números demonstram com objetividade e clareza a realidade dos fatos. Menos de 10% da população brasileira - e é isto mesmo, menos de dez por cento - com formação superior, e a classe “erudita”, “intelectual” a tecer sofismas com o intuito de justificar uma imundice destas que é a reserva de mercado. Por que não comparam o Brasil com os Estados Unidos no que tange ao crescimento, oportunidades de emprego - pessoas morrem querendo entrar lá a qualquer custo -, igualdade social, renda per capita, escolaridade, qualidade de vida, FORMAÇÃO UNIVERSITARIA, etc. Com relação a qualquer dessas referencias eles dizem: “NÃO SE PODE COMPARAR”. Mas quando lá no fundo, bem no fundo mesmo, existe um número que pode ser usado (aqui no caso indevidamente, como ficou demonstrado) eles são usados descaradamente. Tem gente aqui que se diz cansado do assunto, tornou-se advogado sem precisar prestar exame. Mas, sempre que surge a questão com o intuito de achincalhar ele se reanima do cansaço.
Sds
Sousa
O país dos bacharéis é, também, o país dos analfabetos. Por que repisam tanto este assunto, que desanima, frustra, desalenta da rara oportunidade que é conseguir a formação acadêmica aqui no Brasil. O índice de analfabetismo é muitíssimo maior do que o país divulga, porque possui um critério muito particular de se determinar quem é analfabeto. Este critério é, também, bastante conveniente para o país aos olhos da comunidade internacional, assegura como alfabetizado o individuo que aprendeu a desenhar o nome. Para ONU analfabeto é o individuo que não lê ou escreve pelo menos uma hora por dia. Portanto, mais do que o país dos bacharéis somos o país dos analfabetos. Segundo o critério da ONU, muita gente por aí com curso superior é ANALFABETO. Por que ficar atendendo aos anseios corporativistas da instituição de advogados. Por que fingir que o problema é a quantidade de bacharéis. Isto deveria ser visto como algo bom, não ruim. Ruim é apenas para quem luta pela reserva de mercado, para os incompetentes que não conseguem se projetar com astúcia, capacidade, desenvoltura, coerência, lógica e determinação. Preferem manter o mercado reduzido, assim não precisam lutar. Estão querendo enganar a quem?
O Brasil de hoje vive a falsa ilusão de que qualquer curso superior trará a melhoria da empregabilidade e do padrão de vida do povo, o que na verdade é mais um fator de transferência de renda da classe média baixa para um setor do empresariado.
A situação do ensino jurídico no Brasil é realmente uma lá$tima, como de resto todo o ensino no País. Lá$tima com $ ao invés da letra S, pois, é uma excelente oportunidade de negócio para muitos dos donos das faculdades particulares que tratam o ensino como uma mercadoria qualquer e são verdadeiros mercadores de ilusão.
Concordo com o economista Sousa quando afirma que o Brasil não pode se comparar aos EUA, mas concordo somente com a afirmação, discordando frontalmente dos motivos que o levam a fazer a afirmação.
Sendo o Brasil um país de renda per cápita muito inferior aos EUA e com uma má distribuição dessa renda, é obvio que não haverá mercado para tantos bacharéis quantos são jogados no mercado a cada ano. O mercado de trabalho do bacharel em direito é a prevenção ou a solução dos conflitos, obviamente tão maiores e mais numerosos quanto as quantidades de interesses em jogo, que são diretamente proporcionais ao poder aquisitivo de uma sociedade.
Como as carreiras jurídicas apresentam boas oportunidades salariais no setor público, muitas pessoas se iludem com a perspectiva de alcançá-las, mesmo sem terem o necessário preparo para o ingresso num curso superior. Sequer sabem que não o têm mas são aceitas porque pagarão mensalidades altas para terem um diploma de bacharel em direito, porém, nunca chegarão a passar pelo NECESSÁRIO filtro para a obtenção da carteira da OAB.
Ressalto o NECESSÁRIO porque uma instituição com as prerrogativas constitucionais da OAB não pode abrir mão dos mais rigorosos critérios de seleção para o ingresso nos quadros da advocacia.
Entendo sim, que precisamos de uma reforma geral no nosso sistema de ensino,valorização dos doscentes, pedra angular de qualquer sistema de ensino, melhoria dos ensinos fundamental e secundário para não precisar distribuir cotas nas universidades, oferta de mais oportunidades profissionalizantes e conseqüentemente de empregabilidade pelos cursos técnicos e finalmente filtrar melhor os cursos superiores que são autorizados a funcionar.
Mais de 1000 cursos significam quantos advogados, juizes, promotores e procuradores e etc e etc dando aula ?
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