Sistema de voto eletrônico é vulnerável, diz estudo

A maior e mais rica democracia do planeta, os Estados Unidos, passou a namorar desde o ano passado a idéia de que uma democracia famosa pelo envolvimento de seus políticos com corrupção, vulgo Brasil, até que dispunha de um bom e famoso sistema de votação eletrônica. A idéia de boa parcela dos EUA começou a murchar, recentemente.

“O Brennan Center está divulgando um estudo analisando as vulnerabilidades na segurança do sistema de votação eletrônica. Segundo o estudo, os três sistemas existentes no mundo colocam em perigo real a integridade de nações, estados e de eleições municipais”, diz o consultor Eric Sinrod, colunista do site Find Law.

De acordo com o Brennan Center, algumas dessas vulnerabilidades “podem ser substancialmente remediadas, caso algumas contramedidas sejam adotadas”. O estudo considera que o sistema de votação eletrônica pode sofrer ataques preocupantes.

Os três sistemas analisados foram: o Direct Recording Electronic (DRE), em que as opções de voto aparecem na tela; o DRE com o sistema adicional Voter Verified Paper Trail (DRE w/VVPT), que além de registrar eletronicamente o voto emite um comprovante; e o Precinct Count Optical Scan (PCOS), que permite ao eleitor marcar seu voto num papel, a lápis ou caneta, e depois conduzir esse voto para um aparelho de scanner.

Nos três tipos de programa, afirma Eric Sinrod, os ataques ao software não são difíceis. Além disso, máquinas de votação sem fio, as wireless, são mais propensas a sofrer os ataques. Por isso, só em Nova York e Minnesota há tais máquinas sem fio.

O Brennan Center sugere auditagens de rotina, a todo o momento, para verificar as votações. Também deve haver o teste paralelo, que de maneira seletiva teste algumas máquinas, no dia das eleições, em busca de eventuais indícios de um ataque. Além disso, sustenta o estudo, “mais e mais estados devem banir a votação por sistemas wireless”.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Luismar disse:
16 de agosto de 2006 às 16:16

Já a votação convencional é invulnerável como vimos na primeira eleição de George Bush e como estamos vendo agora no México.

Armando do Prado disse:
16 de agosto de 2006 às 16:39

Como já havia demonstrado o engenheiro Brizola no distante 1982, quando Globo e Proconsult quiseram dar o "pulo do gato" nas eleições para governador do RJ.
Quanto mais sofisticado o sistema de votação, também mais sofisticada a fraude.

Luís da Velosa disse:
16 de agosto de 2006 às 18:36

Isso é a ponta do iceberg. Inocente seria aquele que acreditasse, ou acredite, que o homem vai fabricar uma máquina que ele não possa controlar. "Buchinho", p.ex., teve que ser eleito pela Suprema Corte. O mundo não tem jeito. "Sem saída".

allmirante disse:
16 de agosto de 2006 às 21:15

O Brasil tem, desde Ruy Barbosa, passando por Getúlio, a tradição de fraudes em eleições. Com essas urnas eletrônicas, sem contra-provas, não há controvérsias. Ganha o cavalo-do-comissário e fim!

JPLima disse:
16 de agosto de 2006 às 23:35

Como é que se pode garantir segurança de um sistema de votação eletrônico, quando temos nos Estados, por exemplo centenas de Urnas, transportadas, da Capital para o Interior em veículos dos TRE's dirigidos por motoristas terceirizados, acompanhados de um Polícial Militar? Além disso temos também problemas para armazenar estas Urnas, antes de seguirem para as Zonas eleitorais. Ou seja, só na questão de Segurança e Transporte das Urnas a segurança é zero. Quanto ao Sistema??? Bom, é melhor nem comentar.

JPLima disse:
16 de agosto de 2006 às 23:40

OBS) Correção:
Como é que se pode garantir a segurança de um sistema de votação eletrônico, quando temos nos Estados, por exemplo, centenas de Urnas, transportadas, da Capital para o Interior em veículos dos TRE's dirigidos por motoristas terceirizados, acompanhados de um Polícial Militar? Além disso, temos também problemas para armazenar estas Urnas, antes de seguirem para as Zonas eleitorais. Ou seja, só na questão do Transporte das Urnas a segurança é zero. Quanto ao Sistema??? Bom, é melhor nem comentar.

Zito disse:
16 de agosto de 2006 às 23:45

Os EUA é tão seguro que um grupo de jvens invadio o pentagono, e depois chamaram para trabalhar para o governo.
Agora, querem falar do nosso sistema eleitora eletrônico, pois é o único do mundo ( se não falhe a menoria).
Estados Unidos, parem de invadir a Cidadania ALHEIA.

Bonamico disse:
17 de agosto de 2006 às 08:03

Concordo com eles. O sistema americano de voto em papel NUNCA deu problemas, tanto q Bush foi eleito de "prima" sem reocntagem ... sem recontagem ... sem recontagem.
Nenhum sistema é perfeito e nem invulnerável, digam os sites da Casa Branca, FBO, CIA, etc.
O problema é q eles dizem q a ivenção não é deles mas quem comercializa as urnas ? A UNISYS, multinacional americana com uma unidade no Brasil.

silvia14 disse:
18 de agosto de 2006 às 04:14

Na votação eletrônica, não existe segurança e nem mesmo confidencialidade. Porque o mesario digita o número do título antes do voto? Podem até não verificar quem votou em quem mas a sequencia certamente coincidirá. Além disso o sistema de totalização pode muito bem ser programado conforme interesse. Para garantir a veracidade, todos os partidos devem auditar os sistemas fontes que efetue a totalização dos votos e compila-los imediatamente após a auditagem, verificando se a versão que totalizará é a que foi auditada. Exigir que as urnas imprimam a cédula de votação para o eleitor conferir e depositar em urna tradicional para posterior auditagem é fundamental.

jan disse:
18 de agosto de 2006 às 08:56

Através desse voto eletrônico é possível para algumas pessoas saber em quem votamos.
Se implantarem uma ditadura no Brasil seja reacionária, seja comunista, boa parte dos brasileiros estará em maus lençois, haverá muita perseguição politica, pois será muito fácil verificar a ideologia politica da pessoa.

vivi disse:
18 de agosto de 2006 às 09:36

Em nosso país, atualmente não podemos confiar em ninguém...é nossa realidade, em tudo o que se relaciona com o poder ficamos sabendo das fraudes. Quem pode garantir que o voto eletronico é seguro? Envolve interesses e poder...

Robinson disse:
18 de agosto de 2006 às 10:06

A votação eletrônica desde o início é fraudulenta e passivel de fraudes, mas não é só. Quem está habilitado a conferir e vistoriar uma urna eletrônica e seus programas para saber se não existem fraudes???? Já a votação em papel, qualquer um pode recontar, aí está a diferença!!! De volta a votação de papel urgente!!!!!

Werkema disse:
18 de agosto de 2006 às 14:52

O Brasil é mesmo o país do sofá !!! Se discute um estudo yankee,, chamada suposta maior democracia do planeta ( mas que sempre apoiou e criou ditadores pelo mundo afora-1964-Brasil remember)mas quando o voto era no papel não existia fraudines ??? tolinhos leiam mais os livros de história e vejam como Bush, Hitler e Collor foram eleitos..

Sandro Couto disse:
23 de agosto de 2006 às 00:34

Concordo plenamente com o Sr. Werkema, não temos auto-estima. Tudo que a mídia propõe como verdade é aceita, principalmente se engolimos alguma informação que vem "enlatada" de fora. Cansei de ver isso em nossos compatriotas provincianos acostumados a elogiar tudo que é crítica externa, ainda que sem muito fundamento. No entanto, entendo que no voto eletrônico, sugestão que foi formulada pelo então Senador Requião, deixou de ser aplicada nas eleições brasileiras não sei porque motivo. Tal sugestão consistia na adaptação das urnas eletrônicas para que o voto dado aparecesse, além do visor digital, impresso em papel e, assim, após concordância do eleitor votante, este confirmaria seu voto, sendo então depositado tal informação de forma magnética na memória da máquina, bem como o voto em papel também na urna. Desta forma, entendo que haveria a possibilidade de real auditagem, pois poderia se fazer a contagem dos votos em papel com o resultado das atas emitidas por tais urnas, claro que tal providencia deveria ser adotada por amostragem. Porém, não estaria impedida eventual recontagem de votos em caso de dúvida. Apesar da idéia ser simples e perfeitamente factível, não porque sei até hoje não foi adotada, uma vez que aumentaria consideravelmente a segurança das eleições. Portanto, isso sim pode gerar dúvida, mas não tal posicionamento dos EUA um tanto sem fundamento exposto nesta matéria, pois sérios indícios de fraude mesmo o mundo todo assistiu foi na eleição americana para presidente nas duas últimas que levaram o Sr. Bush à Casa Branca.

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