Não será dessa vez que a revista Veja terá de publicar a carta de resposta do jornalista Mino Carta contra a coluna de Diogo Mainardi. A pretensão de do dono da Carta Capital foi negada pelo juiz Marcelo Nalesso Salmaso, da 1ª Vara Criminal de Pinheiros, São Paulo. Cabe recurso.
O juiz considerou que Mainardi, quando disse, na coluna intitulada A voz do PT, publicada na edição de 6 de setembro de 2006, que “Mino Carta se engajou pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas”, exerceu seu direito de liberdade de expressão, garantido constitucionalmente.
“De acordo com a moderna doutrina do Direito Constitucional, a liberdade de expressão consubstancia-se em direito fundamental que ocupa privilegiada posição no âmbito do ordenamento jurídico dos países democráticos. Assim porque, simbioticamente unida ao direito à informação dos cidadãos, constitui pressuposto e condição de exercício para a própria democracia”, explicou o juiz.
Na coluna, Diogo Mainardi contava que o portal iG pertence à Brasil Telecom e que o “lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas”, por isso o iG “se transformou na voz do PT”. Como o portal convidou os jornalistas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta como colunistas, eles assumiram a “batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas” e teriam seus salários pagos com o dinheiro do contribuinte.
Mino Carta não gostou da declaração e entrou com o pedido de direito de resposta. O juiz indeferiu o requerimento. “A restrição imposto à liberdade de expressão pelo direito de resposta justifica-se apenas na medida em que, no exercício deste, o ofendido se limite a apresentar uma nova versão — de defesa — em relação ao mesmo fato ofensivo veiculado”, considerou. Para Salmaso, não era essa a intenção de Mino Carta, que elaborou um texto, segundo o juiz, com “menções injuriosas”.
De acordo com Salmaso, as afirmações de Mino não trariam “qualquer interesse público, ou seja, não incrementariam o debate democrático apresentando outro versão dos fatos publicados de forma ofensiva”, por isso, não mereceriam destaque na revista Veja.
“Assim, não seria legítimo o direito de resposta que extravasasse os lindes do próprio fato ofensivo, que não se atrelasse ao agravo perpetrado, porque, desta forma, estar-se-ia suprimindo indevidamente a liberdade de expressão do veículo de comunicação”, afirmou.
A revista Veja foi representada pelo advogado Alexandre Fidalgo, do escritório Lourival J. Santos Advogados.
Leia a decisão
Juízo de Direito da Primeira Vara Criminal do Foro Regional XI – Pinheiros
Processo nº 011.06.002465-9 (1464/06)
Vistos.
Trata-se de Pedido de Publicação de Resposta ajuizado por DEMÉTRIO CARTA, conhecido como MINO CARTA, em face de EURÍPEDES ALCÂNTARA e de EDITORA ABRIL S.A., com fulcro na Lei n° 5.250/67, sob o fundamento de que a Segunda Requerida, por meio de revista semanal por ela editada, publicada e distribuída, denominada “Veja”, e o Primeiro Requerido, como diretor de redação de tal periódico, em 6 de setembro de 2006, na edição de n° 1.972 da referida revista, em coluna assinada pelo Sr. Diogo Mainardi, entitulada “A voz do PT”, fizeram publicar texto jornalístico ofensivo a sua honra, nos seguintes termos, in verbis:
“José Dirceu tem um blog. Quer saber quanto o iG gasta com ele? Eu também quero. Quer saber de quem é o dinheiro do iG? É, seu tonto! De quem mais poderia ser?
O iG pertence à Brasil Telecom. E a Brasil Telecom está na esfera dos fundos de pensão estatais. Eu já contei aqui na coluna como o lulismo tomou a Brasil Telecom de Daniel Dantas. Houve de tudo: financiamento ilegal de campanhas, espionagem, chantagem, achaque e propina. Eu já contei também qual foi o papel do Lula na trama. Chega de me repetir. Quem quiser saber mais sobre o assunto, consulte o arquivo de VEJA. O que importa agora é como o iG está gastando seu dinheiro. E para onde ele está indo.
Luiz Gushiken é o ideólogo da propaganda lulista. Quando os fundos de pensão passaram a influir no iG, o portal se transformou na voz do PT. Caio Túlio Costa, aquele que Paulo Francis apelidou de ‘lagartixa pré-histórica’, foi nomeado presidente do grupo em maio deste ano. De lá para cá, além de José Dirceu, foram contratados os comentaristas Franklin Martins, Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Todos eles na fase descendente de suas carreiras. Todos eles afinados com o DIP de Luiz Gushiken. Mais do que isso: Paulo Henrique Amorim e Mino Carta se engajaram pessoalmente na batalha comercial do lulismo contra Daniel Dantas. Quer saber quanto o iG paga a Franklin Martins? Entre 40.000 e 60.000 reais. Quer saber quanto ele paga ao programa de Paulo Henrique Amorim? 80.000 reais.
O iG pode parecer pouca coisa. Mas é o terceiro maior portal do Brasil. Agora está pronto para difundir a propaganda do governo. O PT acaba de elaborar um documento que pede uma ‘mudança nas leis para assegurar o equilíbrio na cobertura da mídia eletrônica’. Muita gente está alarmada com o documento. O temor é que, num segundo mandato, os lulistas atropelem a lei para tentar aumentar o seu controle sobre a imprensa. O fato é que isso já aconteceu pelo menos uma vez neste mandato, quando a turma do Luiz Gushiken tomou de assalto o iG. O documento do PT fala em oferecer ‘incentivos econômicos para jornais e revistas independentes.’ Independente, para o PT, é José Dirceu. É Franklin Martins. E Paulo Henrique Amorim. E Mino Carta. E o assessor de imprensa do Deicídio Amaral, que tem um blog político no iG. Só falta o Luís Nassif. Essa é a turma que, segundo o PT, precisa de incentivos econômicos do Estado. Carta Capital sempre atacou Daniel Dantas. Acaba de ser recompensada por um acordo com o iG. De quanto? Eu quero saber.
Lula cantarolou a seguinte marchinha, como relatam os repórteres Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro Viagens com o Presidente: ‘Ei, José Dirceu, devolve o dinheiro aí, o dinheiro não é seu’.
Lula conhece muito bem José Dirceu. Se diz que o dinheiro não é dele, é porque não é mesmo. Devolve o dinheiro aí, José Dirceu.”
Com base em tais fatos, pleiteia a publicação, no referido periódico, de texto de resposta apresentado em fls. 27/28.
Instruindo a inicial, foram apresentados os documentos de fls.
33/44.
Os Requeridos apresentaram suas razões, aduzindo, preliminarmente, que o Primeiro Requerido, Eurípedes Alcântara, é parte ilegítima para figurar no pólo passivo da presente relação jurídica processual, tendo em vista que não detém poder de mando no âmbito da empresa Segunda Requerida, uma vez que se trata de empregado desta. No mérito, aduziu que os termos do presente pedido e do texto de resposta estão em desacordo com os limites preconizados pelo artigo 34, da Lei n° 5.250/67. Com as razões vieram os documentos de fls. 106/115.
As preliminares e os documentos trazidos no âmbito das razões foram devidamente submetidos ao contraditório (fls. 123/127).
É o Relatório.
Fundamento e DECIDO.
Em primeiro lugar, cumpre-me enfrentar a questão preliminar ao mérito sobre a legitimidade do Primeiro Requerido para figurar no pólo passivo da presente relação jurídica processual.
Trata-se aqui de conteúdo de periódico de propriedade da Segunda Requerida, sobre o qual o Primeiro Requerido tem total ingerência, uma vez que se apresenta como diretor de redação daquela, inclusive no que toca ao poder de veto e de organização das publicações.
Tendo em vista sua posição de comando no que tange à veiculação do conteúdo do periódico no qual se pretende ver a resposta publicada, considero ser o Primeiro Requerido parte legítima para figurar no pólo passivo da presente relação jurídica processual.
Ademais, mostra-se visível a responsabilidade do ocupante do cargo de diretor de redação perante terceiros atingidos por publicações veiculadas pelo meio de comunicação que integra, assim pelo fato de a Lei n° 5.250/67, na alínea b, inciso I, artigo 9°, determinar a inclusão de seu nome no pedido de registro de jornais e outras publicações periódicas, dando publicidade à sua identidade e atrelando-a ao respectivo veículo de mídia.
Neste sentido, já decidiu o Superior Tribunal de Justiça no que tange à ação de reparação de danos por ofensa à honra, in verbis:
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. OFENSA À HONRA. MATÉRIA VEICULADA EM JORNAL. LEGITIMIDADE PASSIVA DO DIRETOR DE REDAÇÃO. O diretor de redação ou editor é responsável pelos danos decorrentes das reportagens sobre as quais detenha a capacidade de vetar ou interferir, no ofício de zelar pela linha editorial do jornal, ainda que subscritas por outros jornalistas. Recurso não conhecido. (REsp 552008 / RJ. Relator: Ministro CESAR ASFOR ROCHA. Segunda Seção. DJ 05.10.2005 p. 159)
Afasto, portanto, a preliminar de ilegitimidade passiva do Primeiro Requerido.
Passo, assim, à análise do mérito.
De acordo com a moderna doutrina do Direito Constitucional, a liberdade de expressão consubstancia-se em direito fundamental que ocupa privilegiada posição no âmbito do ordenamento jurídico dos países democráticos. Assim porque, simbioticamente unida ao direito à informação dos cidadãos, constitui pressuposto e condição de exercício para a própria democracia.
A liberdade de expressão compreende um conjunto de direitos fundamentais voltados para as mais diversas finalidades, “entre os quais se conta a protecção da esfera de discurso público, de forma a garantir a comunicação livre e pluralista em todos os domínios da vida social” (CANOTILHO, José Joaquim Gomes e MACHADO, Jónatas E. M. “Reality shows” e liberdade de programação. Coimbra: Coimbra Editora, 2003, p. 14).
E, dentro desse conceito amplo que define a liberdade de expressão, encontra-se a liberdade de imprensa.
Neste passo, a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, fundante do Estado Democrático de Direito e alicerçada no princípio da dignidade da pessoa humana, traz dispositivos que consagram a liberdade de expressão em sua ampla acepção.
Assim é que no inciso IV do artigo 5°, a Lei Maior assegura a liberdade do pensamento, vedando, contudo, o anonimato. Já no inciso IX do mesmo artigo, consagra a liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
Art. 5° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; (…)
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
E, no capítulo destinado à Comunicação Social, o artigo 220 afasta de qualquer restrição a liberdade de expressão, inclusive a jornalística.
Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1° – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII e XIV.
Há, portanto, em sede constitucional, indiscutível proteção à liberdade de expressão, no seio da qual se inclui a jornalística, esta a veiculada por intermédio dos meios de comunicação de massa.
No âmbito deste aspecto defensivo de tal princípio, está também inserta a liberdade de os meios de comunicação elegerem o conteúdo da informação a ser prestada. Como ressalta o grande constitucionalista J. J. Gomes Canotilho, tratando sobre os meios de radiodifusão, em tudo semelhantes à imprensa escrita, a “liberdade de programação preclude todas as interferências estaduais, directas ou indirectas, ostensivas ou subtis, oficiais e não oficiais, na selecção e conformação do conteúdo da programação em geral ou de um programa em particular. No que diz directamente respeito à programação no seio dos operadores privados de radiodifusão, a doutrina sublinha que a actividade em análise deve permanecer uma tarefa essencialmente autônoma e livre de interferências dos poderes públicos” (Idem, p. 29).
Ocorre, todavia, que a própria Constituição Federal, consagra, também como um direito fundamental, no inciso V de seu artigo 5°, o direito de resposta proporcional ao agravo, que deve ser observado também quando se trata de ofensa perpetrada pelos meios de comunicação, como se depreende do próprio § 1° do artigo 220, da Carta Magna.
Em assim sendo, ainda que o princípio da liberdade de expressão goze de posição privilegiada, o que justifica aquele aspecto defensivo que proíbe censuras e restrições, a ordem constitucional impõe limites, que consubstanciam o aspecto protetivo da mesma liberdade de expressão.
O direito de resposta, portanto, coloca-se como limite à dimensão puramente negativa da liberdade de imprensa.
E assim se dá para garantir que os meios de comunicação de massa, tendo em vista a influência que exercem sobre a opinião pública, pautem-se no sentido de promover o pluralismo político, assim entendido em sua acepção mais ampla, de conjunto de idéias e pensamentos significativos na formação da conduta coletiva.
Assim porque, o direito de resposta coloca-se como uma forma de fomentar o debate de idéias na medida em que permite que se leve ao conhecimento do grande público outras versões e outros pontos de vista sobre os mesmos fatos anteriormente veiculados sob determinada óptica e de maneira ofensiva.
Desta feita, ainda em análise abstrata, ambas as dimensões do princípio da liberdade de expressão devem ser sopesadas, ou seja, quando em rota de colisão, a liberdade de expressão do meio jornalístico e o direito de resposta do ofendido devem ser analisados sob suas dimensões de peso, à partir da ponderação de interesses, que se pauta pela técnica da proporcionalidade/razoabilidade.
Neste sentido, o ilustre jurista Gustavo Binembojm, in verbis:
“Consoante elementar regra de interpretação constitucional, conclui-se que as liberdades de expressão e de imprensa são asseguradas como regra em seu aspecto defensivo, mas estão sujeitas à incidência modificadora de outros princípios e regras constitucionais atinentes à matéria. Assim sendo, deve o agente concretizador da Constituição — seja ele o legislador, o juiz, o administrador ou mesmo o particular — buscar uma concordância prática entre os valores condensados nos princípios em tela”.
(BINENBOJM, Gustavo. Meios de Comunicação de Massa, Pluralismo e Democracia Deliberativa: As liberdades de expressão e de imprensa nos Estados Unidos e no Brasil. In: Revista da EMERJ, v. 6, n° 23, 2003, p. 360-380)
Note-se que a própria Constituição Federal traz parâmetros ao direito de resposta quando delineia seu contorno ao dizer que será proporcional ao agravo. Tem-se, portanto, que a restrição imposta à liberdade de expressão pelo direito de resposta justifica-se apenas na medida em que, no exercício deste, o ofendido se limite a apresentar uma nova versão — de defesa — em relação ao mesmo fato ofensivo veiculado. Tal limitação é constitucionalmente legítima uma vez que assegura o debate pluralista de idéias, essencial à democracia, e, em última análise, preserva a própria liberdade de expressão em sentido amplo.
Assim, não seria legítimo o direito de resposta que extravasasse os lindes do próprio fato ofensivo, que não se atrelasse ao agravo perpetrado, porque, desta forma, estar-se-ia suprimindo indevidamente a liberdade de expressão do veículo de comunicação. Isto porque, sob o pretexto de defesa, permitir-se-ia ao ofendido inserir no conteúdo do meio de comunicação fatos diversos, marketing e, porventura, outros direitos de resposta de terceiros por ele atacados, o que se consubstanciaria em negar de forma desproporcional a liberdade de escolha de conteúdo que integra a liberdade de expressão do meio de comunicação social.
E, neste passo, entendo que a Lei n° 5.250/67 traz standards razoáveis para a aferição da proporcionalidade do direito de resposta; balizas estas que implicitamente contêm os requisitos da adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito.
Estabelecida a premissa, tem-se que, no caso sub judice, o texto apresentado pelo Requerente extrapola os limites estabelecidos pela referida lei para a publicação de direito de resposta.
De fato, pode-se citar como exemplo os seguinte trechos: “Volta e meia Diogo Mainardi surge nas páginas de Veja em vídeo global para me acusar sem prova” e “Vínhamos de largo período de vacas de savana, graças ao democrata FHC, que praticamente nos negou seus anúncios oito anos a fio”.
Em ambos os casos, a resposta faz alusão a terceiros, em afronta direita ao que estabelecido pelo inciso IV do artigo 34, da Lei n° 5.250/67, gerando a estes direito de resposta.
É certo que o Requerente poderia lançar tais afirmações no periódico “CartaCapital”, o qual dirige, assumindo, assim, um eventual pedido de publicação de resposta em tal revista. Mas não seria constitucionalmente legítimo impor à Segunda Requerida a publicação de eventuais respostas de terceiros ofendidos por ataques perpetrados pelo texto de resposta cuja publicação ora é pleiteada. Assim porque, a intervenção estatal pelo Poder Judiciário, neste caso, estaria impondo demasiado esvaziamento à autonomia quanto à escolha de conteúdo jornalístico garantida constitucionalmente à Segunda Requerida, enquanto meio de comunicação social.
Por outro lado, desrespeitando o inciso II do mesmo dispositivo legal, há uma série de passagens ao longo do texto apresentado pelo Requerente que trazem menções injuriosas ao periódico publicado pela Segunda Requerida e ao colunista autor do escrito que se pretende rebater.
Assim, a título de exemplo: “Não é de hoje que Diogo Mainardi dá a impressão de ser dantista (não de Dante Alighieri, de Daniel Dantas)” (…) “Mainardi exibe um jeito imperioso, peremptório, irado de exigir, pontificar, agredir. Recorda-me a península ibérica dos autos-da-fé. Mas de qual púlpito fala? Do alto de qual autoridade, experiência de vida e saber?” (…) “Nem por isso está habilitado a difamar quem pensa de outra maneira. A não ser que meça os outros com seu próprio metro” (…) “Entre elas, esta Veja onde Mainardi deita fel, e da qual me demiti ao cabo de dois anos de pressões do governo militar, ao tempo do penúltimo ditador de plantão. Minha cabeça .foi pedida em troca do. fim da censura e de outras benesses que não vêm ao caso. Eu sai, não fui saído como já escreveu outro ex-vejista, também avesso a verdade factual. Aceitasse a rendição, continuaria a ser o jornalista então mais bem pago do país. Preferi bater a porta na cara do patrão “.
Tais afirmações não trazem qualquer interesse público, ou seja, não incrementam o debate democrático apresentando outra versão dos fatos publicados de forma ofensiva, pelo que não podem estar abraçadas pelo direito de resposta.
Considero, ainda, não ser possível ao Juiz imiscuir-se no conteúdo do texto apresentado para suprimir os trechos que considere extrapolar os limites do direito de resposta. Isto porque estaria substituindo o entendimento do Requerente no que este considera ser suficiente ao seu desagravo. Cabe a este Magistrado, portanto, apenas a aferição da proporcionalidade ou não da resposta apresentada, nos termos até aqui exposados, deferindo ou não a publicação da integralidade do texto.
Por tudo quanto exposto, JULGO IMPROCEDENTE O PEDIDO DE PUBLICAÇÃO DE RESPOSTA nos termos exarados na petição inicial.
Custas pelo Requerente. Com o trânsito em julgado desta, feitas as anotações e comunicações de estilo, ao arquivo.
P.R.I.eC.
São Paulo, 15 de novembro de 2006.
Marcelo Nalesso Salmaso
Juiz Substituto
PUBLICAÇÃO DE SENTENÇA
CERTIDÃO
Em 29 de Novembro de 2006, faço pública em Cartório a r. sentença. Eu (Maria José Pereira da Silva), escrevente, subscrevi.
CERTIDÃO
Em 29 de Novembro de 2006 nos termos do artigo 389, do Código de processo Penal, procedi aos necessários assentamentos, referentes à respeitável sentença, nos livros e fichários, bem como o seu registro em livro próprio sob n° 1148/2006, no livro 108 fls. 72/82. Eu, (Maria José Pereira da Silva) Escrevente, subscrevi.
RECEBIMENTO
Em 29 de novembro de 2006, neste Ofício, recebi estes autos. Eu, ____, Escrevente subscrevi.
CERTIDÃO
Certifico e dou fé que, nesta data intimei o(a) Dr(a) Promotor(a) de Justiça do inteiro teor da sentença de fls. 129/139, o qual ficou dela ciente. São Paulo, 01de 12 de 2006. Eu Renata escrevente, digitei.
...a resposta não precisa ser dada na "veja". A resposta foi dada por mais de 60% votos sobre a reação "branca, bronca e burra".
...esse jornalistinha é um denuncista irresponsável. Como se dizia antigamente: cafajeste!
Muito bem fundamentada a r. sentença!
Sem entrar no mérito(por não conhecer os fatos), ao ler a sentença constatei que o Magistrado foi perfeito em sua fundamentação.
Parabéns!
Ainda existe juiz no reino da Dinamarca!
Dois comentários:
1º. "Ainda existem juízes em Berlim";
2º. PeTralha caloteiro, cafajeste são todos aqueles que "babam no ôvo" do Abortista Excomungado que está destruindo o nosso País. Os que optaram pela sua candidatura foram apenas 46,2% e não 60%.
Como sempre, apenas latidos soltos e nenhuma afronta desmentidora (como se fora possível!) às DENÚNCIAS" do "jornalistinha, não?
Como esclarecido no próprio artigo, CABE RECURSO. Portanto, MAUNARDI, não festeje, porque ainda não acabou.
Se o Mino tem sua própria revista, que responda nela. Por que pretende invadir as páginas da Veja?
Que cabe recurso, cabe... Mas, que, com certeza, o "Carta Petralha" não será bem sucedido, não será...
Parabéns ao Juiz que proferiu a sentença com clareza e imparcialidade!
Para quem esta de fora , briga é no minimo curiosa pois são dois italianos brigando por coisas bem Brasileiras. Acho muito curiosa a posição do Mino Carta que em varias entrevistas na televisão adora "descascar" o des-governo lula , por outro lado parece que ao entrarem em cena os famosos "interesses comerciais" a coisa muda de figura , bem tipico da grande imprensa, alias lembremos que as famosas "organizações globo" estavam de pires na mão e graças a um emprestimo do BNDES , conseguiram desatolar e agora apoiam o 9 dedos de uma maneira bem discreta , lembremos que no seu "lado escuro da força" , a "grobu" criou o monstro fernandocollor e não teve a menor cerimonia em lhe passar o cerol quando achou que estava ficando perigoso demais e independente demais , pelo visto a coisa se repete devidamente engraxada por alguns bilhões do erario publico.
Quanto ao Diogo Mainardi , a relação calhorda do des-governo fica bem clara pois literalmente se borram de medo de duas coisas , as sirenes da policia em deslocamento e os Jornalistas independentes com pensamento não condizente com a corruptocracia proferida por eles como é o caso do mainardi e do "enfant terrible" da Globo, o Arnaldo jabor. Quanto a essa analise rasteira de que a calhordocraciapetista "tudo pode por ter tido mais de 60% dos votos". é primario demais para ser contestado , lembremos a luz da honestidade que a cada dia escasseia mais , que nenhum governo anterior teve acesso a uma ferramenta oficiosa tão boa para arregimentar esfomeados munidos de titulo de eleitor quanto esse tal de bolsa familia , é na realidade a compra de votos oficializada.
Agora no segundo mandato, com certeza o 9 dedos vai tentar copiar aquele outro calhorda ignorante do hugo chavez para tentar se perpetuar no poder. Atenção para o fato de que notorios picaretas de quinta categora como o zezinho dirceu e o resto da quadrilha petralha, com certeza vão correr atras do "perdão" oficial para voltarem a vida publica e continuarem no seu incansavel esforço ara levar o Brasilna direção progressista da Albania da decada de 50. Pobre pais que tem os seus miseraveis usados atraves de esmolas custeadas por nossos impostos , e depois ainda tem essa corja que "acha" que pode querer defenestrar pensadores livres como o Richard Smith. Pobre paizinho de homunculos de varias faces que ainda tem fotos do fidel no banheiro.
Os comentaristas, anônimos, chegam a babar, aos externarem seus "pensamentos".
Um festival de egos ocultos pelo anonimato. Vai bem o Consultor Jurídico ao acolher esses psicopatas.
Faccioso o título da matéria da nobre repórter – “vozes do lulismo”. Quando a mídia nacional, conservadora por origem e formação, passa a atacar em uníssono um governo eleito pelo povo, é natural que esse procure valer-se de um ou mais porta-vozes da imprensa para servir de contraponto, ou dar a público sua versão sobre fatos. Foi assim com Getúlio, que criou a “Última Hora”, dirigida por Samuel Wainer; foi assim com Collor, que valeu-se dos serviços do conhecido jornalista Sebastião Nery, o qual foi nomeado adido cultural do Brasil em Roma entre 1990 e 91, e em Paris entre 1992 e 93. Lula já teve como “porta-voz” Ricardo Kotscho; hoje, parecem fazer esse contraponto Mino Carta e Paulo Henrique Amorim. É preciso que alguém mostre o que a Folha chama de “o outro lado”. Porque existem, realmente, dois lados. Não sei se a nobre repórter vê assim a realidade. É conveniente, porém, que não trate com menoscabo os colegas que cobrem “o outro lado”. Ninguém sabe do futuro; ninguém pode dizer – dessa água não beberei.
Vejo que a tucanada frequenta esse espaço, e desfia todo o seu rancor e ódio pela incontestável derrota que sofreram nas urnas. Pra ser bem sincero, o governo Lula não deveria se preocupar com esse dublê de jornalista chamado MAUnardi. Como já disseram em outras ocasiões, ele é bobinho, bobinho, e suas calúnias e mentiras não repercutem em nada no cenário político, servem apenas para que ele se promova, e também para satisfazer aqueles que adoram difamar o presidente, como eu vejo vários fazendo aqui. Afinal é o esporte da moda entre a elite branca, entre os pseudo-intelectuais da classe média, reclamar do governo, mesmo quando não tem motivos. Eu tenho quase certeza que eles devem estar muito contentes com as enchentes aqui em São Paulo, com o aumento das tarifas de transportes públicos, mudança na base de cálculo do ITBI, cobrança de ISSQN dos taxistas, dentre outras obras tucanas.
...a questão não é a sentença do juiz, ela está correta, pois mino carta foi além no seu pedido que deveria ser a resposta devida. pode no recurso, ou com novo pedido, obter o direito de resposta a que tem direito.
... a questão principal é outra, trata-se de que os amarais netos de hoje (mainardi, "tio" reinaldo azevedo, etc), num processo inquisitorial e macartista, buscam o golpismo, a virada de mesa, a instabilidade, exatamente por não admitirem a soberania do povo, figura sociológica que, para esses fascistinhas de fancaria, fica bem na senzala. essa elite, paulista principalmente, "crème de la crème" da arrogânica e do preconceito, seguem a "filosofia" de maquiavéis provincianos, futriqueiros, que usam os jornais e revistas redículos para por à mostra a jequice de suas posições políticas e intelectuais (sic).
...por outro lado, alguns comentaristas aqui na conjur, babam prepotências avassaladoras no mesmo estilo da elite provinciana e bacharelesca. rosnam e ladram, mas o país da maioria segue o seu caminho, exatamente no sentido de fazer valer a dignidade de todos e não a "dignidade" de poucos.
Duas questoes:
1- porque o magistrado se opõe a uma resposta que, pública, poderia ser avaliado pelos leitores da Veja (tiragem muito maior que de Carta Capital)? Será o eterno medo desses infelizes, que continuam a destilar seu ódio preconceituoso contra seu próprio povo, povo sofrido, massacrado em berço esplendido há séculos neste país, mas que hoje sobrevive sem precisar ler Veja e outros imbecis que pululam os órgãos de informação típicos da classe media , e que elegeram o melhor para si, e não com bolsa família, mas com 60 milhões de votos (para desespero dos portadores de teses sociológicas esdrúxulas e que freqüentam este espaço).
2- Ao avaliar o direito de resposta pura e simplesmente, o juiz faz vista grossa ao processo constante de ataque insano ao jornalismo de boa qualidade que fazem esses Mainardi e Jabor, ao jamais darem espaço ao outro lado da historia, monocórdios do ataque sistemático, subsidiado e cobrado por seus patrões. O Civita sabe comandar seus sabujos, bem como os Marinho. Bons funcionários, mas péssimos jornalistas.
Ao levar ao extremo o brocardo de que não estando nos autos, não existe no mundo, o juiz coloca um tapa-olhos intencional, para dar uma conotação legal a uma decisão puramente política. Ou, resumindo, o juiz consegue dar uma decisão técnica, numa questão de cunho político, dando seu viés ideológico embutido, de maneira hipócrita. Felizmente temos o recurso ao tribunal.
Decisão política sob a névoa de técnica. Mas, o juiz decide a partir de seu convencimento. Como lembraram alguns aqui no Conjur, a questão é outra, ou seja a orquestração continua para o "golpe branco", ou seja que o povo não é soberano e quem sabe governar são esses que deixaram São Paulo debaixo d'água mais uma vez, sem falar nas passagens de transporte a preços aburdos. Essa imprensa marrom a serviço de interesses não confessos publicamente, tiveram a resposta no dia 29 de outubro.
O nosso caro Embira parece laborar em diversos erros na sua análise, senão vejamos:
a) Verdade, verdade mesmo, existe sempre uma só, o resto são mentiras, ficções, meias-verdades (= inteiras mentiras), etc. A verdade sendo um valor ABSOLUTO (nestes tempos de cruel e desumano relativismo!) não é sujeita a simples gostos ou preferências, tais como muzzarela ou calabresa.
b) Se o que o brilhante colunista Diogo Mainardi diz é mentira, que se demonstre e PROVE, de forma insofismável; que ele seja desmascarado como mentiroso e mistificador e que os ofendidos pelas "mentiras" vão à justiça, sejam desagravados e o mentiroso severamente punido. Simles assim.
c) Agora, e se forem VERDADE?! Então este (des)governo "que aí está" é mais safado, mais corrupto e mais PERIGOSO para a Democracia do que QUALQUER UM OUTRO que já possamos ter tido (e como os tivemos!). Também simples assim.
Motivos todos os porque a sua louvação ao misterioso "outor lado" me parece estranha e totalmente indevida.
Senão vejamos: quem se lembra da famosa "CPI da Corrupção" do final do governo Sarney? O seu relatório final demonstrou cabalmente que houve grossa corrupção naquele governo, capitaneada principalmente pelo primeiro-genro, Jorge Murad (Zona Franca, Ferrovia Norte-Sul, etc., lembram?). Sarney foi acusado de improbidade e de crimes de rsponsabilidade, pelo acobertamento.
A coisa ferveu. Todavia, o presidente da Câmara, o Sr. Inocêncio Oliveira, veio com a hist´roai de que a Lei de Crimes de Responsabilidade NÃO havia sido recepcionada pela então nova Constituição, razão pela qual não seria possível o julgamento de Sarney num processo de "impeachment" pela falta de dispositivo legal para tanto!
Só que menos de quatro anos depois, o tal dispositivo foi "encontrado" para se julgar Fernando Collor. Mesmo tendo renunciado, como os nosso queridos mensaleiros, o seu processo ainda assim continuou e ele foi "impixado"!
Vocês lembram por quê? Pela cascata da "Casa da Dinda" - que a revista Veja com todos os Photoshops do mundo fez parecer com os jardins suspensos da Babilônia, incrementados pelo Burle Marx - e por uma Fiat Elba!!!
Mais ainda, vocês se lembram da mulher do Jorge Murad, a impoluta Roseana Sarney, de pastinha na mão, correndo os corredores do congresso: "Você vai votar contra o Collor, não vai?"
Como julgar então o atual (des)governo? Aquele aonde R$ 11 milhões são "gastos" com supostas cartilhas, que nunca foram vistas e nem nunca mais o dinheiro?
Dai o porque classificar o simples noticeamento de absurdos como o acima citado como "ataques em uníssono" por parte da imprensa ao "governo eleito pelo povo" (numa democracia, o governo não é leito pelo povo?) é meio "muito", não?
Para verdades como essa, ou como para o fato de que não houve o tão propalado "espetáculo do crescimento", mas tão somente o CRESCIMENTO DO ESPETÁCULO - o (des)governo ainda sustenta que o crescimento do PIB não será jamais de só 2,7% esse ano, como todos já sabem - tem de haver um certo (?) "outro lado"?!
Que "outro lado"? Que história é essa?
Mais ainda, se sabe-se que o governo não produz recursos, mas tão somente administra aqueles provenientes dos impostos (escorchantes, no nosso caso!) arrecadados, de onde viria o "din-din" para a foramção de uma imprensa "favorel" e disposta a nos fornecer "o outro lado"? Do nosso bolso, claro, na forma de uma distribuição "engajada" das imensas verbas de publicidade oficial aos veículos "do outro lado", caso da "Cartilha Capital" e da "Isto Era".
Por derradeiro, o nosso Embira parece aceitar um certo jornalismo "de ocasião", pois recomenda que a repórter se acautele, pois amanhã poderá estar "do outro lado"!
E a VERDADE num caso desses, a velha "primeira vítima de uma guerra", como fica neste caso?
Será que com tantos "lados" e preferencias, deveremos, num futuro próximo, comprar jornais apenas se formos peixeiros ou tivermos passarinhos em casa?
E vamos nós trilhando as largas sendas do "politicamente correto" e do relativismo moral, que já nos trouxeram aonde nós estamos.
Faccioso o título da matéria da nobre repórter – “vozes do lulismo”. Quando a mídia nacional, conservadora por origem e formação, passa a atacar em uníssono um governo eleito pelo povo, é natural que esse procure valer-se de um ou mais porta-vozes da imprensa para servir de contraponto, ou dar a público sua versão sobre fatos. Foi assim com Getúlio, que criou a “Última Hora”, dirigida por Samuel Wainer; foi assim com Collor, que valeu-se dos serviços do conhecido jornalista Sebastião Nery, o qual foi nomeado adido cultural do Brasil em Roma entre 1990 e 91, e em Paris entre 1992 e 93. Lula já teve como “porta-voz” Ricardo Kotscho; hoje, parecem fazer esse contraponto Mino Carta e Paulo Henrique Amorim. É preciso que alguém mostre o que a Folha chama de “o outro lado”. Porque existem, realmente, dois lados. Não sei se a nobre repórter vê assim a realidade. É conveniente, porém, que não trate com menoscabo os colegas que cobrem “o outro lado”. Ninguém sabe do futuro; ninguém pode dizer – dessa água não beberei
O professor, PeTralha fujão e borra cuecas, deveria se preocupar em responder ao DESAFIO público que lhe fiz de confirmar as acusações levianas e mentirosas que fez a Igreja Católica, neste espaço e de justificar, se possível fosse, a opção pela LIBERAÇÃO TOTAL do ABORTO no País, pretendida pelo Excomungado reeleito e o seu partido, contra a opinião de nada menos do que 92% da população (dados de recente pesquisa Datafolha). Isso sim.
Algum leitor de 'Veja' leria qualquer coisa assinada por Mino Carta? Como diz aquela propaganda, "nem a pau, Juvenal!".
Com acerto a sentença do MM Juiz. Aliás, estão de parabens os Juizes de Pinheiros, pois o Dr Regis mandou deslacrar, e tornar público, o contrato social do lullinha.
Que Veja e Mainardi continuem assim, mostrando essa imundícia e podridão que tem nessa política brasileira.
Esperar melhora, não dá, pois o povo tem o governo que merece.
Como o assunto parece-me pertinente e como ao PeTralhada tomou como norma o "aparelhamento" deste espaço, tomo a liberade de reproduzir o comentário de agora há pouco do "tio" REINALDO AZEVEDO, abaixo
Ah, quem puder desmentir os FATOS nele demosntrados e mostrar o "outro lado", que fique à vontade:
"CEIA MACABRA
Lula ficou quase cinco horas com Chávez. Dá para supor quem estava dando lições a quem. Como o próprio Babalorixá de Banânia já disse, a Venezuela tem democracia até demais, não é mesmo? Por aqui, assistimos aos primeiros rasgos do Lula à moda bolivariana. E o alvo é a imprensa. O PT vai tentar atuar com um pouco mais de cuidado porque a sociedade brasileira é mais complexa. Mas as ações para encabrestar o jornalismo estão em curso. Por enquanto, os veículos dos amigos estão sendo compensados com a papa do dinheiro oficial. Dá para imaginar o que planejam para os inimigos.
É escandalosa tanta proximidade com um chefe de Estado que acaba de anunciar que vai mudar a Constituição — e ele tem maioria para isso — para instituir a reeleição sem limites no país. É uma lei que só tem um beneficiário: o próprio Chávez. Enquanto o petróleo lhe garantir os dólares do assistencialismo, ele vai continuar no poder, comandando um simulacro de democracia. Ah, quanta inveja Miraflores provoca no Planalto!
Como vocês podem ler abaixo, os dois países não avançaram quase nada em ações bilaterais. E Chávez ainda consegue atrapalhar o Brasil e o Mercosul. A razão é muito simples: à parte o seu petróleo, ninguém quer saber dele, um maluco com retórica exacerbadamente antiamericana, que diz estar dando passos para conduzir a Venezuela ao socialismo. O Doido de Caracas está, imaginem só!, revendo os conceitos dessa tal 'propriedade privada'. Com Chávez, o Mercosul vira um circo.
Mas Lula, está posto, é seu principal aliado. A grande imprensa gosta de supor que o FORO DE SÃO PAULO, que reúne líderes e partidos de esquerda da América Latina, fundado por Lula, é uma fantasia um tanto paranóica. Claro! Prefere acreditar que os que acusam a sua existência apontam para alguma entidade secreta. Para começo de conversa, de secreta não tem nada. O PT e o presidente se orgulham de seu feito. O Foro de São Paulo é isso que vimos nestes dois dias: Chávez vem ao Brasil anunciar o seu projeto ditatorial, comemora com Lula e ainda se atreve a oferecer o 'seu' petróleo para o crescimento do Brasil. À esteira da reunião, ficamos sabendo que o Apedeuta pretende visitar o ditador Fidel Castro. O Foro de São Paulo é o que vimos na Bolívia: Evo Morales 'tomou' a Petrobras do Brasil, mas não de Lula, que deu de presente a empresa dos brasileiros aos 'oprimidos' bolivianos. O Foro de São Paulo é esta contínua degradação da democracia no continente.
O governo Lula, no fim das contas, é isto: enquanto o chefe da nação confraterniza com um tiranete de manual, ambos sonhando com a constituição de um novo eixo de poder no mundo de que seriam protagonistas, os brasileiros penam nos aeroportos: sem avião, sem banho, sem comida, sem o direito de ir e vir. O presidente quer distância da crise. Ela acontece num outro país: o real. Deixa o homem sonhar. Ele prefere as utopias redentoras que o espírito do vinho anima. Dois provincianos perdidos no oco da América Latina a planejar irrelevâncias para povos cada vez menos relevantes..."
Precisa de mais?!
Vê-se a partir dos comentários dos bravos e incansáveis defensores do lulismo o autoritarismo que lhes é peculiar. Aqueles que antes de mensalões, vampiros e sanguessugas se proclamavam guardiões da ética, agora, cinicamente, chamam de golpistas os jornalistas que não foram comprados para jogar confetes no governo. "Golpe", "virada de mesa", "elite" (pois é, e esquecem que o presidente ficou milionário...),são algumas que não podem faltar na retórica petista, bem ao estilo do poeta Tarso Genro, ou seria do M. A. Garcia? Não é de se estranhar a tentativa de "democratizar os meios de comunicação". Fico imaginando quais serão as justificativas, daqui a 4 anos, para o novo fiasco. Taí um bom ponto pro Mainardi.
Mino Carta sempre foi um espertalhão. Escreve aquilo que lhe compram. Não é pessoa séria. Todas as empresas que se aventurou participar deram com os burros n'agua. Carta Capital logo, logo, vai para a cucuia. Não é uma revista séria. Mainardi, não ligue para os vermes, eles também morrem. Sugiro que termine a polêmica com esse pseudo jornalista, pois, às suas custas, ele vai vender mais o seu pasquim...
É meio contraditório, o fato a final a ser julgado pelo juiz é ou não direito de resposta? O julgamento se é de interesse público ou se a resposta é favorável ao debate público deixe que os próprios leitores e o público façam seu próprio juízo, esta entendo definitivamente não ser o mérito do julgamento.
Patuléia, Achei muito pertinentes seus comentários, o problema é que hoje é proibido ser a favor, principalmente aqui em São Paulo. Os "donos da verdade" de plantão, cordeirinhos do dublê de jornalista MAUnardi, já disseram por aqui, que o PT está "aparelhando" esse espaço. Quem não quiser ler opiniões contrárias, que vá ler a cartilha dos Civitas e do guru MAUnardi, onde é proibido ser a favor. Ps - Meu cachorro não aceita mais essa revista pra fazer suas necessidades em cima. Mas para alguns ela está ótima, paciência, pior pra eles, que vão continuar chafurdando na ignorância e no provincianismo paulista.
O que é isso? O Patuléia conseguiu um fã? E justamente pela pertinência de seus comentários????
Como eu já havia dito antes, atualmente é proibido ser a favor, e pela reação do Sr. Luiz Mendes, vejo que aqui não é diferente. Sr. Luiz Mendes, não sou fã de ninguém, apenas concordei com a opinião dele, da mesma forma que concordo com muitas coisas que o professor Armando do Prado comenta nesse espaço. Lamento se o desagradou, mas é bom o Sr. saber, que no mundo real, fora do mundinho alternativo de Veja e de parte do eleitorado paulistano, muitas pessoas (inclusive eu) apoiam o governo Lula, talvez seja por isso que ele se reelegeu, não é? Assim é a democracia, o que falta atualmente é respeito pela opinião alheia, pelo visto Diogo MAUnardi está fazendo escola, afinal o exemplo ruim é muito mais fácil de ser seguido.
A verdade é que a mídia entreguista e safada de poucos patrões (Marinho, Mesquita, Civita, etc), entendeu que não podem pautar toda uma nação através de seus escribas assalariados, v.g. jabor, mainardi, etc. A desmoralização desses pseudo-jornalistas fascistóides se deu com o resultado da última eleição. Restam bolsões fascistas incrustrados entre bacharéis de aluguel, como aparecem às vezes aqui no Conjur. A questão é política, portanto. Não aceitam a derrota acachapante, daí esperneiam, insultam, uivam, mas, a caravana da democracia segue firme para a dignificação da maioria do povo. É claro que os fascistinhas têm apoio em parte do Judiciário mais conservador e atrasado, privilegiado e corporativista. Têm apoio também no quase morto pefelê e nos setores mais coronelisticos e atrasados do tucanato. Mas apesar de tudo isso, o saldo é positivo: a governabilidade se firma com a aliança com o PMDB, o presidente vai aos poucos fazendo uma revolução na educação (colheremos os frutos até o final desse segundo mandato), a elite se isola aos poucos, boa parte dos coronéis perderam seus comandos, o povo não se deixa enganar, a Globo dá meia volta para não ficar falando sozinha, a "folha" ensaia uma saída a la francesa entrevistando Zé Dirceu, entrevista que milagrosamente não foi editada, o judiciário está acuado com barbeiragens como a defesa da violência contra o teto salarial, portanto, abrem-se oportunidades para o início da democratização dos meios de comunicação, da educação e, principalmente, para um trabalho sério para geração de empregos.
Pindorama está dando meia volta na Casa Grande, liberando aos poucos a Senzala, mas, toda atenção ainda é pouco.
Mais um detalhe: energúmeno que cita o "tio" reinaldo azevedo, mostra o nível franciscano de suas ruminações ditas pensantes. Se anula pela "parceria" com um notório boçal. Não há o que discutir ou contestar. Ou alguém se daria ao trabalho de contestar um inimputável?
Os abduzidos, mofados, tontos e esclerosados peteiros e, muitos deles, mamadores da teta pública se remoem em suas tumbas e pântanos fétidos.
Lendo essas idiotices e babozeiras de um intitulado 'professor'( deve ser da mesma laia do professorzinho luizinho) fico pensando muitas ervasdaninha e maçãs putrefadas sobreviveram à época da ditadura militar.
O 'professorzinho', aloprado talvez, fala em democracia como se gostasse desse ambiente.
Um bom desinfetante servirá para limpar a boca dessa gang imprestável.
Viva Mainardi!!! Fora Demétrio e escumalha...
...herr carrero, o líder, o condutor, o supremo envia um forte HEIL!
...“Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir uma sociedad mejor”
Salvador Allende, Último Discurso, 11 de setembro de 1973
Parabéns ao Juiz Marcelo Nalesso Salmaso, por tão bem fundamentar, com rigor e singeleza, a Sentença que deveria ficar num quadro, na redação de Carta Capital. Mainardi fala de fatos, nomes, valores (em dinheiro), e de toda sorte de desmandos do Executivo, e de seus apaniguados. Mino Carta, a exemplo de Greta Garbo, deveria reconhecer a hora de "to be alone". Já não é o jornalista que foi, e que tanto honrou nosso país, em plúmbeas eras. É triste constatar que a Sentença é uma aula de como deve ser a informação, num país democrático, e saber que o destinatário dessa aula é um jornalista, um intelectual, que só pode ter pedido esse "direito de resposta" confiando em improvável sorte: a de que o Juiz compactuasse com seus "ideais", ou seja, os falsos ideais daqueles que fingem estar esperando o "Outubro de 1917", quando na verdade estão roubando nosso já pobre Brasil. Se Mino tiver vergonha, vai pensar duas vezes antes de cair noutra. Ele não é um Lula, um analfabeto. Pode ser, na ganância e no desvalor para com os brasileiros. Mas, se Lula rouba, vai passar para a história como mais um ladrão, em igual cargo do Executivo, acobertado por seu vassalo histórico, o Legislativo. Se Mino nos rouba, por vias reflexas, então ele vai passar para a história de maneira triste, pois é possível viver sem pão, mas, não é possível viver sem liberdade. Longa vida ao honrado Juiz! E, claro: viva Mainardi!
Incrivel, mas o fatos parecem verossimeis e não se questiona o argumento e sim o pressuposto.
Simplesmente hilárico.
Como diria Hanna Arendt: Bem feito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eh compadre Bira, que história é essa sua de se "questionar o argumento"?!!
Você parece estar na contramão da História, rapá.
Então você está querendo que os fatos sejam apreciados por eles mesmos? Que prevalesca a VERDADE ao invés da "versão" mais cômoda à ocasião e ao caudilho de plantão?
Você quer que o "achismo" ("acho o Mainardi um crápula vendido ao capitalismo neo-liberal que aí está!") seja MENOS importante que a analise, fria e objetiva, dos crimes graves por ele denunciados, tintim-por-tintim, com nomes e datas?
Ora, ora, ora! Aonde você pensa que está, meu irmão?
Num País de gente pensante e com vergonha na cara?
Se liga, rapá!
Um abração.
Volto a repetir: O professor, PeTralha fujão e "borra cuecas", deveria ficar "menas" nervosa e se preocupar em responder ao DESAFIO público que lhe fiz de confirmar as acusações levianas e mentirosas que fez a Igreja Católica, neste espaço e de justificar, se possível fosse, a opção pela LIBERAÇÃO TOTAL do ABORTO no País, pretendida pelo Excomungado reeleito e o seu partido, contra a opinião de nada menos do que 92% da população (dados de recente pesquisa Datafolha). Isso sim.
Mas ao invés, como sempre e pela simples falta de argumentos, prefere a desonrosa posição de fujão e de desqualificador da pessoa que constesta os seus "baba ovos" comentários pró-Abortista e pró-pt.
Lembrando uma vez mais que, sobre os 11 milhões das "cartilhas", sobre a reunião entre o Lider "democrático" (Chavez) e o que pensa que é (Lulla)? Sobre as DENÚNCIAS do Mainardi, sobre o crescimento "ESPETACULAR" de 2,7%, além de "muchas cositas otras mas", nada mencionam as "meninas" PeTralha professor e PeTralha Caloteiro (Patulléia).
Por que será, não?!
Eu acredito que esse Sr. Smith, não passa de um pseudônimo do "inútil" Sr. Mainard, pois apesar da minha intenção em entender os diversos pontos-de-vista que compõe este "mural" não posso compreender que alguém possa usá-lo com tamanha covardia, insultando quem ousa divergir de seu modo imbecil de pensar. Não vou entrar no mérito pois essa não é a questão, o que não posso é admitir que se use um espaço em que se deveria trocar informações inteligentes, de forma tão grotesca e idiota e de inutilidade sem par para o entendimento das questões que envolvem e interessam a todos brasileiros. Meus pesares.
Oi Anselmo Duarte (isso é um pseudônimo ou você vai voltar a filmar?)
"Tanta covardia" por quê?
Todos os meus comentários são absolutamente francos e se referem a coisas, pessoas ou situações em concreto.
Já pessoas como você, que deve ser um PeTralha adorador da pessoa do Abortista Excomungado que freqüenta a cadeira presidencial, só sabem achincalhar e esculhambar quem não concorda com a situação político/economico/social pela qual passa este triste País.
Cadê os ARGUMENTOS, os FATOS?
Você, para achar que o Mainardi é um "inútil" deve ter conceituado na sua mente (ou não?) antes de escrever, o que significa "inútil" e o porque esse termo se aplicaria ao colunista.
Então porque você não nos explica?
Melhor ainda, porque você não pega as cinco ou seis últimas DENÚNCIAS que ele fez contra a quadrilha que nos assola e as desmonta, tin-tin por tin-tin, e PROVA, com fatos, com argumentações, com construções lógicas e teleológias, não que ele seja um "INÚTIL", mas muito pior, que ele está errado, que é um safado e um mentiroso de má-fé?!
Não seria bem mais fácil e produtivo?
Dar uma boa e definitiva sacaneada neste "safado" que tanto incomoda os PeTelhos e PeTralhas como você?
Ou será que é um pouquinho mais DIFICIL, hein?
E que você não tem argumentos para isso, restando-lhe, como às "meninas", apenas "tanta covardia" ao se referirem a ele, hein?
Acho que é por isso que você, com tanta covardia, depois de proferir as suas aleivosias, sai com a de que "não vai entrar no mérito da questão".
Acho que voce não tem condições de entrar no mérito de questão alguma, senão já o teria feito, de forma honesta, direta e eficaz na sua primeira participação, ao invés de ofender a bel talante.
PeTralha incompetente e covarde.
Sr. Smith caso o Sr. não consiga entender,(o que não é nenhuma novidade) não me referi a covardia aos fatos expostos que, infelizmente, em razão do perfil dos políticos, podem terem ocorrido, e sim a utilização de um meio de comunicação para insultar seus contrários, enquanto existem canais competentes ao quais se devem dirigir todos aquêles que se julgam coitadinhos e vítimas da democracia. Quero dizer também que não tenho simpatia pré-estabelecida, por qualquer partido ou candidato e defino em quem votar pela análise oportuna do candidato, o que me diferencia de um "INUTIL", que se declara contra por não gostar da pessoa, muito embora, acredite ser essa simples e clara explicação difícil de atingir a sua capacidade de compreensão, tenho certeza que colaborei com este mural e de não ter ofendido a sensibilidade de qualquer leitor inteligente.
A! a propósito, Anselmo Duarte é meu nome de batismo e registro e dele muito me orgulho, e mais, por ter, ocasionalmente, como homônimo um brasileiro distinto e digno de de toda admiração.
Ok. Dr. Anselmo Duarte:
Se este é o seu nome, também eu o felicito ser um homônimo de um grande vulto para o cinema nacional.
No mais, peço-lhe desculpas pelo excesso nos meus comentários.
Mas não concordo com o seu raciocínio. Um colunista ou um joranlista dispõem apenas da sua pena e do espaço conedido pelo jornal e mantido pelo interesse dos leitores.
Ademais o Sr. Mainardi protocolou pedido de explicações ao indivíduo que ora freqüenta a cadeira presidencial e que o havia chamado de canalha em discurso público, sem que este último houvesse se dignado a tomar conhecimento (num caso como este, um Homem de verdade, ou assume o que disse ou, honradamente, pede desculpas).
Em assim sendo, sustento absolutamente o meu desafio: não seria mais fácil a quem xinga histéricamente o Sr. Mainardi, entrar um pouco no mérito das denúncias (DENÚNCIAS) do referido colunista e procurar provar (se possível for) que não passam de aleivosias mentirosas, frutos da cabeça de um indivíduo calunioso, escandaloso e mistificador?
Porque os terríveis (repito: terríveis!) tempos que estamos vivendo, merecem de nossa parte, um posicionamento o mais firme possível na defesa de valores que são Absolutos em sí mesmos, entre eles, a Verdade, a Moral, a Ética, a Justiça, etc.
Passar bem.
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