A opinião pública foi surpreendida com a nova conclusão sobre a morte de Celso Daniel. Repetindo linha que já havia sido desenvolvida em investigações anteriores e deixando claro que a polícia não vai respeitar as evidências colhidas pelo Ministério Público — apontado como portador de voracidade investigativa — as provas foram tidas pela delegada Elizabete Sato como insuficientes e precárias. Considerando que se aguardava mínimo entusiasmo da delegada na busca da verdade, o fato é que sua opinião equivale a quase nada.
Em tema que constantemente desinforma a população, não se relembrou que o caso teve as investigações encerradas há muito tempo. O relatório não mencionou que o Poder Judiciário, único julgador da causa, já considerou suficientes as provas de corrupção e homicídio apresentadas, de forma solitária, pelo Ministério Público voraz. Não esclareceu que as ações estão em curso normal, com a prova referendada no Tribunal de Justiça de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Triste esquecimento.
Assumindo ares de julgadora, que ela não é, a delegada inverteu a lógica do processo negando evidências já acolhidas no Judiciário. O fato vem reforçar a necessidade de fortalecimento das investigações produzidas pelo Ministério Público. No combate à violência e corrupção do colarinho branco, sem ele, as provas se perdem por ausência de voracidade e interesse.
Conheço o caso referido no artigo do il. Promotor José Reinaldo apenas pelos jornais. Portanto, não posso me manifestar sobre ele. Posso, no entanto, asseverar que a Delegada de Polícia Elizabete Sato é exemplo de policial correta, competente e honesta. Suas conclusões podem, como as de qualquer um, estar erradas, mas daí a se dizer que "sua opinião equivale a quase nada" revela um desprezo, uma falta de serenidade, na pessoa de quem deveria ver o fato investigado com um certo distanciamento. Infelizmente o que vemos, não apenas neste caso, é uma voracidade acusatória incompatível com a qualidade de fiscal da lei.
Alberto Zacharias Toron,
Conselheiro Federal da OAB, Presidente da Comissão Nacional de Prerrogativas, Doutor em Direito pela USP e professor de direito penal da PUC-SP
Só para constar, não é a delegada Sato casada, ou noiva, do filho do presidente Lulla? Por sinal parte muitissimo interessada em que as investigações não mostrem nada, afinal, o Celso era um dos "tesoureiros" do PT....
O artigo fala em "opinião pública" e em "desinformação da população" como se a atividade jurisdicional (em última análise) devesse se guiar por ela e não pelos ditames legais. A opinião pública - forjada pela mídia, que por sua vez prefere sempre a versão mais espetaculosa e, portanto, a mais rentável - e nada é a mesma coisa. A opinião pública condenou Jesus e absolveu o ladrão. A opinião pública norte-americana-manipulada apoiou a invasão do Iraque e a morte de milhares de inocentes. No dia em que o MP se guiar mais pela lei e menos pela opinião pública talvez tenhamos uma instituição mais adequada ao padrão constitucional.
Desclassificar o trabalho da delegada não leva a nada, mais proveitoso seria apresentar as provas, ainda mais que na fase processual onde tal tarefa incumbe ao Parquet e não a polícia.
O advogado Toron acabou tolhido pela ironia do promotor articulista. Ao criticar a expressão "equivale a quase nada" não atentou para o fato, divulgado na imprensa, de que foi exatamente essa a expressão que a delegada usou em seu relatório para criticar o trabalho dos promotores. Teria ela, então, agido sem o devido distanciamento, demonstrando desprezo? Ou a colocação só vale contra o Ministério Público?
Parece haver um equívoco com relação à conclusão da Dra. Sato.
O inquérito concluiu que não foi um crime político, ou seja, que suas causas foram outras; Isso me parece verdadeiro porque os criminosos, parece, atuavam clandestinamente para auferirem lucros espúrios, para sí próprios.
Crime político seria se eles estivessem agindo com a finalidade de promover uma idéia ou doutrina política.
A conclusão do inquérito da Dra. Sato não encerra nada; pelo contrário amplia o leque das investigações para crime comum com atrocidades
Estão dizendo por ai que a Dra. Sato seria tia de Marcelo Sato, genro do Excomungado, marido da Lurian?
Será verdade?
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