O Tribunal de Justiça de São Paulo marcou para a próxima quarta-feira (8/2), às 10h, o julgamento do recurso impetrado pelo coronel Ubiratan Guimarães, condenado a 632 anos de prisão pela acusação de ter comandado o massacre do Carandiru.
O coronel afirma que seu julgamento foi ilegal. Sua apelação foi distribuída ao desembargador Mohamed Amaro, integrante do Órgão Especial. O Ministério Público de São Paulo será representado pelo procurador Antonio Visconti.
A intervenção policial no Carandiru resultou na morte de 111 presos. O massacre ocorreu em 2 de outubro de 1992, após a Polícia Militar invadir o Pavilhão 9 da penitenciária, na Zona Norte da capital paulista, com o objetivo de conter uma rebelião. De todos os acusados, apenas o coronel Ubiratan Guimarães, hoje deputado estadual, foi condenado.

Não desejo aqui, fazer apologia a impunidade, mas o Cel.Ubiratan, é tão vitima desse massacre, quantos aqueles que perderam a vida no mesmo. Acredito que é chegada a hora, para que a nossa sociedade desperte de sua indolência, e passem a encarar os fatos de maneira séria, e de maneira corajosa, possam confirmar; todos nós sem exceção, somos culpados pelo massacre e tantas outras tragedias sociais. Somos culpados, porque ao longo do tempo, não tivemos a preocupação com educação, com emprego, com a família, com o próximo, e etc, porque não lembramos que tambem somos o próximo. A Justiça, deveria em nome da coerência, em nome da razão, se olhar no espelho, e ver que tambem tem culpa na historia do massacre; Quantas vezes um Juiz se fez presente no Carandiru, quantas vezes a Justiça lá se fez presente para denunciar a situação de deposito imundo e fedido que viviam àqueles condenados, vitimas ou carrasco de um mundo social injusto e mesquinho. Jogar pedra, é fácil, o duro é se olhar no espelho para se conhecer a se proprio, desafio esse, que faço aos nobres e doutores do conhecimento, do saber e da probidade absoluta.
José Brenand, é aposentado, 64 anos de vida, e ex. Policial Militar - SP
Não desejo aqui, fazer apologia a impunidade, mas o Cel.Ubiratan, é tão vitima desse massacre, quantos aqueles que perderam a vida no mesmo. Acredito que é chegada a hora, para que a nossa sociedade desperte de sua indolência, e passem a encarar os fatos de maneira séria, e de maneira corajosa, possam confirmar; todos nós sem exceção, somos culpados pelo massacre e tantas outras tragedias sociais. Somos culpados, porque ao longo do tempo, não tivemos a preocupação com educação, com emprego, com a família, com o próximo, e etc, porque não lembramos que tambem somos o próximo. A Justiça, deveria em nome da coerência, em nome da razão, se olhar no espelho, e ver que tambem tem culpa na historia do massacre; Quantas vezes um Juiz se fez presente no Carandiru, quantas vezes a Justiça lá se fez presente para denunciar a situação de deposito imundo e fedido que viviam àqueles condenados, vitimas ou carrasco de um mundo social injusto e mesquinho. Jogar pedra, é fácil, o duro é se olhar no espelho para se conhecer a se proprio, desafio esse, que faço aos nobres e doutores do conhecimento, do saber e da probidade absoluta.
José Brenand, é aposentado, 64 anos de vida, e ex. Policial Militar - SP
O "coronel", que aguarda o julgamento do recurso contra condenação de 632 anos de prisão "em liberdade", é hoje deputado estadual.
O "governador" Fleury Filho, que à época "governada" exemplarmente o Estado de SP, sequer foi processado e é deputado federal.
Demais "exemplos" do massacre do Caranditu merecem ser "esquecidos"...
Para finalizar, perguntar não ofende: será que ainda existe um brasileiro sequer - por mais inculto e ignorante que possa ser - que ainda não saiba por que o primeiro mundo trata a nós, brasileiros governados por cidadãos como esses, pior que os seus animais de estimação?
E viva o Brasil...
O "coronel", que aguarda o julgamento do recurso contra condenação de 632 anos de prisão "em liberdade", é hoje deputado estadual.
O "governador" Fleury Filho, que à época "governava" exemplarmente o Estado de SP, sequer foi processado e hoje é deputado federal.
Demais "exemplos" do massacre do Carandirú merecem ser "esquecidos"...
Para finalizar, perguntar não ofende: será que ainda existe um brasileiro sequer - por mais inculto e ignorante que possa ser - que ainda não saiba por que o primeiro mundo trata a nós, brasileiros governados por cidadãos como esses, pior que os seus animais de estimação?
E viva o Brasil...
Brenand (Outros 03/02/2006 - 17:04
Essa é a visão que todos deveriam ter do problema. O senso comum leigo, dos "juízes amadores", julga manchetes.
Um presídio de mais de 6.000 presos, em rebelião, com fogo e fumaça, ameaça de lançamento de sangue contaminado nos detentos e nos policiais chamados para conter a rebelião, é cenário que ninguém pode imaginar sentado na poltrona de casa, assistindo TV.
O motim precisa ser dominado, o momento da explosão é imprevisível e a conduta repressora não pode ser levianamente julgada. Vamos aguardar o resultado final do processo, sempre respeitando a inteligência e a boa fé dos julgadores.
Nao cabe a ninguem "executar", 111 detentos, cabe apenas a estes detentos, executar suas vitimas incautas em seus lares, em seus trabalhos, suando para conseguir sua comida.
Quando detentos, rebelados,munidos de armas artesanais que colocam em risco a vida e o direito de policiais e funcionarios dos presidios, assim como de outros, reivindicando "direitos", que suas vitimas jamais tiveram, encontraram policiais preparados, para reprimir e desarma-los, resultando em muitas mortes, porem, hoje vemos que o sistema prisional esta errado, equivocado, retrogrado, que em nada contribui para "reeducar e ressocializar" o detento.
Precisa-se mudar radicalmente o sistema prisional, nao condenar por "manchetes senssacionalistas" quem foi obrigado a intervir para manter a ordem.
Nao condenar e execrar da sociedade, quem teve a ardua missao de manter a paz.
...só não entendi o porque o Governador e o Secretário de Segurança Pública, à época, não foram denunciados... talvez algum nobre representante do M.P. paulista pudesse me ensinar o direito penal que não aprendi na Faculdade de Direito, atrelando-se aos fatos ao direito- agradeceria- meu palpite para quarta-feira... ABSOLVIÇÃO. até porque não há prisão para deputados.... e nem advogados. Ou será que o Coronel vai para O Batalhão da PM !!!!!?
otavio augusto rossi vieira
advogado criminal
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