Ataques indiscriminados contra prédios, veículos e pessoas, supostamente praticados por grupos criminosos organizados, voltaram a ser registrados entre a noite de quarta (12/7) e a madrugada desta quinta-feira (13/7), em São Paulo. As ações deixaram cinco pessoas feridas. Entre elas, um menino de dois anos. Iniciada na noite de terça (11), a nova onda de violência deixou ao menos seis mortos, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública. O número, porém, pode chegar a oito, informa o jornal Folha de S. Paulo.
Desde o início dos ataques, forças de segurança, prédios públicos e particulares e ônibus foram alvos dos criminosos. De acordo com a SPTrans (empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade de São Paulo), 68 ônibus foram queimados e outros dois acabaram atingidos por tiros, desde quarta.
Por causa da violência, a cidade amanheceu sem coletivo nesta quinta-feira. De acordo com a prefeitura, motoristas e cobradores de 13 empresas de ônibus não saíram para o trabalho. Por volta das 8h, apenas três empresas circulavam — uma na zona leste e duas na zona oeste. Conforme a SPTrans, os microônibus do setor local (entre bairros) operam normalmente.
Balanço
O último balanço divulgado pela Secretaria da Segurança — por volta das 22h de quarta — aponta seis pessoas mortas nos ataques: um policial militar, sua irmã, três vigilantes particulares e um guarda municipal.
As mortes de um agente prisional e do filho de um investigador não entraram nas estatísticas oficiais.
Conforme os últimos dados, ocorreram 11 ataques contra bancos, revendedoras de veículos, supermercados, loja, sindicato e casas de policias militares, entre outros.
Em alguns ataques foram usados coquetéis molotov e em outros, disparados tiros. As ações ocorreram, além de São Paulo, em municípios como Santos, Guarujá, Praia Grande, Santa Isabel, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Osasco, Guarulhos, Mauá, Taubaté, Embu, Taboão da Serra e Pindamonhangaba.
Apesar de divulgar os números, o governo estadual não informou todos os locais onde ocorreram os ataques. O motivo seria não aumentar a sensação de insegurança, de acordo com o comandante da PM, Eliseu Eclair Teixeira.
A polícia deteve sete suspeitos de participação nas ações criminosas. Entre eles, dois adolescentes. Um dos presos foi Emivaldo Silva Santos, 30, o BH, que é apontado como o ‘general’ da facção criminosa Primeiro Comando da Capitalna região do ABC, à qual se atribui a inicitiva da onda de ataques . Ele foi capturado horas antes do início dos ataques, na rodovia Imigrantes, em uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar.
Em outra ação, quatro homens que supostamente promoveriam um ataque também foram presos após denúncia de um agente penitenciário.

E o secretário da (in)segurança continua com sua proverbial arrogânica e soberba. O povo? O que é isso?
Deveria ser instituído no país, em especial em São Paulo, a "TOLERANCIA ZERO" repressiva, preventiva e ostensiva. Como a Exemplo de Nova Iorque
Ai me vem uma opinião: Vamos respeitar os Direitos Humanos...(?) e assim vai aquela mesma frescura e causas sem fundamentos em defender criminosos que estão deixando o país um caos...
Agora, cadê o DIREITOS HUMANOS do Policial Militar e civil, do Carcereiro, do Agente Penitenciario, do motorista de onibus, do cobrador, do empresário que paga impostos e vê seus carros e onibus se destruindo pelas chamas, do passageiro que tem seu direito de ir e vir impedido, do vigilante patrimonial que está de escudo protegendo a propriedade de onde é recolhido IPTU, ISS, ICMS, do cidadão que tem que trabalhar quase seis meses para pagar impostos, cadê o DIREITOS HUMANOS do contribuinte que está em pânico, enquanto alguns, protegidos em condominios de alto padrão, que tem proteção daquele vigilante, policial que é seu escudo...CADÊ O DIREITOS HUMANOS?
Porque o DIREITOS HUMANOS, aquele que defende o criminoso que é reprimido pela Policia, não vai socorrer países que estão a beira do colapso por falta de alimentos e agua, como em alguns lugares da Asia, Africa, etc.
Fiquei horrorizado, em ver onibus queimados na cidade, e nesta forma, imagino e estou confiante que no Brasil, deveria existir sim a PENA DE MORTE para crimes de "TERRORISMO" e não vandalismo como as "MENTES BRILHANTES E INTELECTUAIS" que defendem criminosos.
Não é "Pena de Morte" ao que vimos em noticiários "CAMPO DE CONCENTRAÇÃO" em Araraquara, temos que respeitar sim, o direito de cumprimento de pena do criminoso e estar pelo menos em dignidade, onde mostra a falencia do Estado. Ainda, noticiário que o Corpo de Bombeiros, com o "Chapeu" pedindo esmola para a Prefeitura de São José dos Campos, onde está indo nosso dinheiro de impostos?
Engraçado, porque algumas "mentes brilhantes", em vez de só ficar falando, falando, falando... , só sabe cobrar e punindo o policial que está defendendo a sociedade, em fazer LEIS duras e repremir de uma vez por todas e varrer da face da Terra, atitudes terroristas que nosso Estado vem sofrendo, além de focos de "Terrorismo" no Estado do Espirito Santo, Rio de Janeiro.
Isso que estamos vivendo é "TERRORISMO", a exemplo de cidades que viveram ou vivem constantemente como Bagdá, Beirute, Damasco, Madrid, Nova Iorque, Londres, Cairo...
O que é interessante nisso tudo, é que até agora eu não vi nenhuma Entidade de Defesa aos Direitos Humanos vir falar em favor das vítimas desses atentados e dos cidadãos que se vêm obrigados a suportar essas ações. Cadê as Associações que atuam em favor dos direitos humanos? Não somos bandidos mas somos humanos e temos direitos. Por que elas não vêm nos defender, atuar em nosso favor?
PCC agradece a flexibilização da Lei dos Crimes Hediondos. São mais "binladens" nas ruas cumprindo missões de terror. Mas se alguém falar em terrorismo, Lei de Segurança Nacional ou qualquer coisa que insinue maior repressão, será logo hostilizado pelas ONGs de defesa dos direitos da bandidagem organizada e não organizada.
Concordo com o senhor José Carlos:
INTERVENÇÃO FEDERAL JÁ EM S.P.!
Concordo em número, gênero e grau com o sr. ismanonline. São Paulo, nas palavras do secretário de segurança e do sr. Governandor tem a "melhor polícia", mas paga o pior salário. Discordo, no entanto, da intervenção federal, pois, como foi noticiado o Governo Federal repassou apenas 2% das verbas necessárias pra os presídios e nenhum cebtavo para SP que é governado por outro partido. Tanto esta como a verba da segurança pública vem sendo contingenciada e SP, sempre vai a reboque, sem merecer a devida atenção. Ademais, cadê a legislação aprovada pelo Senado emcaráter de urgência? Está parada na Câmara, nas mãos do companheiro Aldo por orientação do governo. Deixo claro que não sou a favor do candidato Alckimin, mas o presidente tem sua parcela de culpa. Ademais, o prazo da intervenção é exíguo para recolocar as coisas no lugar. Se faz necessário planejamento a longo prazo. Cumprir a Lei de Execuções Penais, aplicar sanções aos presos que destruam estabelecimentos públicos, construir casas e por fim a esta vergonha chamada favela, pois inacreditável que gastemos dez milhões para ir ao espaço quando temos tanta miséria em terra.
Concordo com todos os comentários anteriores, pois mostram uma grande indignação com o regime de exceção que está implantado em São Paulo, regime este ditado unicamente por um único grupo criminoso, ora se o governo paulista é incompetente para combater uma só facção criminosa e o governo federal o deixa à própria sorte, escudado (interessa, São Paulo é oposição) na legislação atual, o que nos aconteceria se houvesse realmente uma sublevação total, uma subversão total da ordem, pois a mim está claro que uma situação assim está muito próxima. A sociedade organizada, ordeira e pagadora subserviente de impostos foi e está sendo profundamente ferida, e ainda temos de ler nos jornais que as autoridades paulistas mais uma vez (quantas foram?)tenta esconder informações da população, mascarando números, nomes, locais etc.é amigos é muita incompentência, muita arrogância. Aqui no Rio de Janeiro, a situação não é muito diferente não, pois os policiais daqui já vivem escondidos a muito tento, execem de longa data a técnica do mimetismo, da camuflagem, escondendo-se dos criminosos que aqui, para sorte dos nossos também incompetentes governantes se digladiam em três ou mais facções criminosas. Solução dirão vocês, aguardemos dia 1ª de outubro, a propaganda eleitoral está aí com as mesmas caras hipócritas de sempre, não esqueçamos do que já ocorreu, do que está ocorrendo e do que com certeza ainda ocorrerá até lá. Que Deus nos ajude e ampare a alma dos inocentes que vão morrer e dos que já deram seu sangue pela pátria desamada.
Já que o governo federal está querendo ajudar na segurança, que faça seu dever de casa em fiscalizar as fronteiras e o exercito, evitando o contrabando e o desvio de armas.
Serão eles “bandidos”?
A mídia repercutiu a arrogante e vazia entrevista do Secretário da Segurança sobre os atos de perturbação da ordem que assolaram São Paulo nesta semana.
Lugares comuns, promessas vagas de “prontas medidas punitivas e preventivas”, tudo o que tem sido usual nas explicações oficiais sobre a incompetência do governo.
Circula pela Internet uma entrevista atribuída ao detento Marcola, dada a um jornalista, que merece ser conhecida daqueles que, de fato, têm interesse em saber quais as reais causas determinantes dessa explosão de violência que temos assistido, inclusive, com a invasão do Congresso Nacional pelo movimento dos sem terra.
O referido “bandido”, com surpreendente profundidade, aborda a situação sob um prisma de observação culturalmente impressionante e com conteúdo, para reflexão, realmente objetivo e coerente.
Já em 1848, em Londres, concluindo seus estudos sobre os dramas da luta de classes na capital industrial mundial daquela época, Marx elaborou sete teses fatais para o sistema então vigente e que chamou de “capitais” e a sexta delas denominou de “proletarização crescente”.
O crescimento do grande capital absorveria, paulatinamente, o pequeno e o médio empresário que, de patrões, tornar-se-iam empregados, num processo continuo que causaria um fosso instransponível entre as duas classes sociais em eterna oposição, elevando a pressão social a extremos que provocariam o rompimento do tecido social, levando a luta de classes, dos debates parlamentares, para as ruas, desembocando na última das teses que é a da revolução.
As estatísticas atuais colocam o Brasil na liderança dos países onde o fosso social é um dos mais profundos e injustos do planeta. O número de desprovidos aumenta na proporção inversa a do encolhimento da classe privilegiada.
Não será absurdo identificar no MST a insatisfação do campo e no PCC a insatisfação da sociedade urbana.
O objetivo da ação “subversiva” está cada vez mais centrado na violência, como finalidade única desses movimentos, ficando a vantagem material reduzida a momentos meramente episódicos.
A agressão física supera a patrimonial, revelando, assim, seu caráter eminentemente contestatório e reivindicatório.
Está na hora de atentarmos para o fenômeno sob o prisma de sua realidade, abandonando a velha e surrada idéia de que o crime é um fato anti-social, alheio ao corpo comunitário, e que invade a sociedade como se estranho a ela fosse.
Quem estiver interessado, procure conhecer a entrevista do “bandido” Marcola.
Concorde, ou não, com ela, ficará chocado!
Fico imaginando como 7 mil homens da força nacional fariam a segurança de mais de 20 milhoes do estado de SP...e fico ainda mais curioso em saber quem faria a segurança destes!
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