Lula será intimado a dar explicações a jornalista

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva será notificado para explicar a que jornalista da revista Veja se referiu quando afirmou que quem escreveu a reportagem sobre suposta conta sua no exterior não seria jornalista, mas sim “bandido, mau-caráter, malfeitor, mentiroso”. O pedido de explicações foi feito pelo colunista da revista Diogo Mainardi ao Supremo Tribunal Federal.

O ministro Gilmar Mendes, relator da questão, determinou que o presidente seja notificado para, se quiser, no prazo de 48 horas, explicar a quem se referia. O presidente não é obrigado a responder ao pedido de explicações, que é uma ação preparatória de ação penal.

A afirmação de Lula foi feita depois que a revista noticiou que um espião da Kroll atribuiu ao presidente uma conta num paraíso fiscal. Lula disse também que a Veja “tem alguns jornalistas que estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade”.

Diogo Mainardi pede explicações com o argumento de que não sabe a quem o presidente se referia, já que a reportagem sobre as contas de líderes petistas é de Márcio Aith e a coluna que assina foi publicada como um adendo ao texto principal.

O presidente e a imprensa

Lula, que antes de chegar à Presidência sempre foi tratado com generosidade e benevolência pelos jornalistas, mantém uma relação tensa com a imprensa desde que se tornou presidente.

Antes da crise do mensalão, quando ainda estava em lua de mel com a opinião pública, o presidente se queixou que os “jornalistas fomentam a discórdia” e que não dão as “notícias boas do governo”.

O presidente demorou mais de dois anos para conceder sua primeira entrevista coletiva à imprensa, mas nos encontros furtivos com os repórteres entre uma inauguração e um discurso, o presidente sempre deu suas estocadas. “Vocês são um bando de covardes”, disparou quando os repórteres se referiram ao projeto do governo de criar o Conselho Nacional de Jornalismo, um órgão destinado a controlar a atividade e a produção dos jornalistas.

A tensão aumentou consideravelmente quando estourou a crise do mensalão, mesmo o presidente tendo sido poupado das maiores críticas. No auge da crise, o presidente fez a maior desfeita à imprensa. Em viagem oficial a Paris, quando toda a imprensa queria saber o que o presidente tinha a dizer sobre o caixa 2 petista, Lula esnobou todo mundo e escolheu uma repórter free-lance desconhecida para dizer, em entrevista exclusiva, que “todo mundo fazia igual”.

Com a imprensa internacional, o humor presidencial não foi mais condescendente. Lula chegou a pedir a expulsão do correspondente Larry Rohter do New York Times, um dos mais prestigiosos jornais do mundo, por causa de uma reportagem sobre seus supostos hábitos etílicos. Uma bobagem, a reportagem quase virou incidente diplomático.

Finalmente ocorreu a trombada com os repórteres de Veja. A reportagem pegou pesado e o presidente não ficou atrás.

Leia a decisão do ministro Gilmar Mendes

PETIÇÃO 3.668-9 DISTRITO FEDERAL

RELATOR: MIN. GILMAR MENDES

REQUERENTE(S): DIOGO BRISO MAINARDI

ADVOGADO(A/S): LOURIVAL JOSÉ DOS SANTOS E OUTRO(A/S)

REQUERIDO(A/S): LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

DECISÃO: Trata-se de pedido de explicações formulado por Diogo Briso Mainardi, com o objetivo de que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República ofereça esclarecimentos quanto a afirmações que teria feito em entrevista concedida a jornalistas brasileiros na cidade de Viena, em viagem oficial à Áustria, as quais foram amplamente divulgadas na imprensa.

Afirma-se que a presente interpelação é medida cautelar preparatória de ação criminal, tendo por fundamento o art. 144 do Código Penal, e art. 25 da Lei no 5.250/67 (fl. 3). A par da consideração de que o pronunciamento do Presidente da República teria caráter ofensivo e potencialmente caracterizador de crime contra a honra, aponta-se o caráter dúbio das afirmações.

O Requerente formula o seguinte pedido:

“Assim, (…) requer seja o Exmo. Sr. Presidente da República compelido a explicar a que jornalista da revista Veja, especificamente, se referiu quando declarou que ‘não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquelas tem a dignidade de dizer que é jornalista. Poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso’, posto que da matéria participaram o Requerente e o jornalista Marcio Aith”. (fl. 8)

A interpelação processa-se perante o mesmo órgão judiciário que é competente para julgar a ação penal principal em tese cabível contra o suposto ofensor. Tendo em vista que o suposto ofensor é o Presidente da República, o processamento desta interpelação compete ao Supremo Tribunal Federal.

Quanto à legitimação ativa, cabe registrar o seguinte pronunciamento do Plenário desta Corte em Agravo Regimental na PET no 1249 (Rel. Min. CELSO DE MELLO):

“LEGITIMIDADE ATIVA PARA O PEDIDO DE EXPLICAÇÕES EM JUÍZO. Somente quem se julga ofendido pode pedir explicações em juízo. A utilização dessa medida processual de caráter preparatório constitui providência exclusiva de quem se sente moralmente afetado pelas declarações dúbias, ambíguas ou equívocas feitas por terceiros. Tratando-se de expressões dúbias, ambíguas ou equívocas, alegadamente ofensivas, que teriam sido dirigidas aos Juízes classistas, é a estes – e não à entidade de classe que os representa – que assiste o direito de utilizar o instrumento formal da interpelação judicial. O reconhecimento da legitimidade ativa para a medida processual da interpelação judicial exige a concreta identificação daqueles (…) que se sentem ofendidos, em seu patrimônio moral (que é personalíssimo), pelas afirmações revestidas de equivocidade ou de sentido dúbio.” (RTJ 170/60-61)

Assim, com base no precedente citado, determino seja notificado pessoalmente o requerido, para que preste, querendo, no prazo de quarenta e oito (48) horas, as explicações que reputar cabíveis, exclusivamente no que concerne ao interpelante.

Publique-se.

Brasília, 12 de junho de 2006.

Ministro GILMAR MENDES

Relator

Rodrigo Haidar

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:40

Sobre o tema persecução penal, vale lembrar que, seguindo as lições de Alexandre de Moraes, o Presidente da República somente poderá ser processado, por crime comum ou de responsabilidade, após prévia aprovação pela Câmara dos Deputados (2/3 dos votos). E em relação à prisão, ele somente poderá ser preso após sentença condenatória.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Achim2 disse:
14 de junho de 2006 às 20:45

Importante mencionar, além disso, que o Presidente não poderá ser responsabilizado, durante seu mandato, por atos estranhos ao exercício de suas funções.

Comentarista disse:
14 de junho de 2006 às 22:40

Não voto no Lulinha e muito menos no picolézinho de chuchu e seus "parceiros" do PFL.

Por outro lado, também não assino - e nem compro mais nas bancas - a revista Veja, haja vista sua posição totalmente irresponsável com relação aos fatos noticiados.

A impressão que se têm é que, atordoados pelo crescimento da popularidade do Lulinha e a consequente inanição da natimorta campanha do picolézinho de chuchu, a revista Veja resolveu partir para o ataque barato e vanal contra o presidente, numa atitude que beira o ridículo.

A revista tenha se esquecido, talvez, que absolutamente todas as últimas pesquisas eleitorais a respeito da sucessão apontam para a reeleição do Lulinha ainda no primeiro turno. Logo, com suas ilações irresponsável, o único objetivo que pode alcançar, no mínimo, é a diminuição de seus leitores descontentes com esse "jornalismo" sensacionalista e barato.

Mais um pouco e a revista vai se ver como sua similar boliviana que, após irracionais ataques contra o candidato Evo Morales e logo após sua vitória, simplesmente não imprimiu novas edições, numa demonstração de que - ao contrário do que sitematicamente apregoava e garganteava - era exatamente ela (a revista) que não estava acostumada com o sistema democrático.

Por essa e outras é que, segundo muitos sabiamente já afirmaram, é uma pena constatar que muitos brasileiros têm a Rede Globo e a revista Veja como suas únicas fontes de informação, infelizmente...

Por fim, resta concluir que, no caso em questão, o Lulinha somente irá responder a notificação se não tiver mesmo algo mais importante a fazer, pois a sua desobrigação quanto a isto é, além de legal, totalmente moral.

Esta é, data vênia, a minha opinião.

LUÍS disse:
14 de junho de 2006 às 22:52

Qualquer advogado sabe que interpelação e nada é a mesma coisa. Quando alguém te ofende indiretamente e você não tem como entrar com processo penal, interpela, só para encher o saco e criar fato. O cara atinge o objetivo com a repercussão da interpelação. É um processo "faz de conta", como muitos outros que existem na Justiça. Gostei da opinião do "comentarista". Pena que ele não assuma suas opiniões. Mas o que disse é verdade. A revista veja está uma bosta, não tá servindo nem para papel higiênico. Não vale perder tempo com a leitura dela. Felizmente, temos a possibilidade de ler o CONJUR, que é um jornalismo sério. É coisa que falta neste país, independente de quem seja o Presidente.

Raimundo Bastos disse:
15 de junho de 2006 às 00:21

Não estou aqui defendendo o Lula La de uma estrela quer não brilha mais. porém quanto à revista veja, sinceramente é inacreditável o quanto é desacreditada na atualidade, acredito e tenho certeza, se a revista veja dependesse de mim para comprar esta coisa duvidosa, iria à falência, como infelizmente tem muitos leitores que compra esta revista simplesmente porque não entendem suas publicações, A VEJA AINDA ESTÁ VENDENDO...mas acredito se continuar perdendo a credibilidade pelas suas publicações sem fé, logo, logo estará fechando suas portas, mas terá um grande remédio, constituirá nova revista com outro nome é obvio.

Armando do Prado disse:
15 de junho de 2006 às 01:02

Vale uma retrospectiva: essa revistona, já teve seus momentos de glória, principalmente, nos anos 60 na época de sua criação, sobre a batuta do Mino Carta. Sua saída fez jus ao estilo mafioso dos Civita.
De lá para cá, foi uma sucessão de reportagens a serviço dos governos de plantão, sempre atrás de publicidades das estatais. O ponto alto, pelo menos econômico, foi no governo FFHH. Hoje é um arremedo de jornalismo, pautando-se por reportagens sensacionalistas que fariam corar o falecido "Notícias Populares".

Não assino, não leio e não gosto dessa pseudo mídia.

Quanto ao articulista (?!) em questão é medíocre. Explico: faz o papel de vexilário da direita hidrófoba, sem a competência de um Francis, mas se achando seu herdeiro. Aliás, herdeiros de Francis aparecem vários, mas todos sem a inteligência daquele. É um criador de factóides.

Veja e mainardi se merecem e se parecem. O presidente deverá ignorar esse fascistinha ordinário.

indignado disse:
15 de junho de 2006 às 02:57

Esse pseudo colunista mau caracter foi a causa de eu deixar de ler essa porcaria de revista.

begalli disse:
15 de junho de 2006 às 08:53

Tenho lido e assinado VEJA por mais de 30 anos. Não vejo nada demais. Ela se porta, como sempre se portou ao longo dessas décadas, haja visto o trabalho desenvolvido durante o impeachment do primeiro presidente democraticamente eleito, da chamada Nova República. Hoje, esta revista, é um dos poucos veículos de comunicação, que não foram neutralizados pelo governo instalado. Se há denúncias, que sejam investigadas. Operações do tipo abafa, ou de~tentativas de desclassificação de testemunhas, como temos visto últimamente, só me fazem desacreditar das instituições.

Pedro disse:
15 de junho de 2006 às 09:44

Como disse um dos comentaristas, esse pseudojornalista é a cara da revista Veja. Trata-se de um criadorzinho de casos, anti-democrático que pretende criar fatos para tirar proveito. Ele não respeita o direito dos outros e nem sequer conhece o Direito. Não tem responsabilidade, nem noção da importância de escrever asneiras em um meio de comunicação de circulação nacional. Por isso parei de assinar a revista, porque não acho justo sustentar esse tipo de jornalismo de 5ª categoria. É uma questão de tempo para esse coitado voltar ao anonimato...

Bira disse:
15 de junho de 2006 às 09:55

Dá-lhe Mainardi...o povo de bem te apoia. Antes de atitudes infantis do tipo eu não leio a revista ou assisto ao manhatan...etc.etc..é obvio que ninguém solta uma denúncia sem ter provas cabais do que diz. Só o sigilo de justiça para o cartão de crédito presidencial e as relações suspeitas com paulo okamoto, tudo protegido e blindado pelo stf, já demonstra que algo está sendo escondido do povo.
Toda denúncia deve ser esclarecida a população, sem artificios e chororos.

amorim tupy disse:
15 de junho de 2006 às 10:15

Caros amigos>
Lula fez o possível e o impossível para se ver livre de Boris Casoy e como nenhum espaço fica vazio e natural que seja ocupado por pessoas do quilate do jornalista da Veja = Os 03 se merecem.
Quem se lembra de Tião Maia ( o Rei do Gado) Certa vez Tião Maia queria ganhar uma concorrência e zerou todas as pendências de suas empresas ( tributarias , trabalhistas etc.) e venceu pelo preço mais baixo e o governo optou por outro fornecedor em troca de débitos tributários = Tião maia desistiu de ser brasileiro e foi ser parceiro do governo Australiano no lugar de tião mia aparecem todo tipo de “empresários mafiosos”
Assim é o Brasil no Geral = Muitos brasileiros produtivos cansados de pagar impostos para construir cadeias para serem destruídas e também pagar bolsa Cadeia desistem de ser brasileiros e o espaço vai sendo ocupado por bicudos e marcolas.

Na atualidade Lula ao invés de proceder com chefe de nação , fica dando uma de torcedor de porta de boteco e é natural que ouça resposta deseducadas .

Augusto J. S. Feitoza disse:
15 de junho de 2006 às 10:17

O injuriado é quem tem que prestar contas das infâmias que sofre?

Isto é uma absurda inversão de valores.

Um indivíduo mau-caráter e irresponsável como esse articulista da Veja permanecer conspirando contra autoridades públicas é intolerável. Pior ainda quando encontra apoio para atos perfeitamente enquadráveis como criminosos.

Comentarista disse:
15 de junho de 2006 às 11:00

O povo brasileiro parece estar acordando de seu sono centenário em berço esplêndido...

A revista Veja exalta o picolézinho de chuchu e destila ilações maldosas (e incomprovadas) contra o Lulinha, mas o povo, em TODAS as pesquisas eleitorais, dá como certa a reeleição do petista ainda no primeiro turno e demonstra uma queda vertiginosa nas inteções de voto do Geraldinho (o homem do "choque de gestão", etc.).

Parece que o fermento dos fariseus, enfim, está inchando suas próprias vísceras, que em breve certamente estourarão e serão devoradas pelos famintos abutres de plantão.

Mas o que mais poderíamos esperar de uma "oposição" como essa, que de tão amadora e rasteira não desperta outro sentimento no brasileiro senão o jocoso e o desprezível.

Com a palavra, as viuvinhas do FHC e do picolézinho de chuchu, que pode até ser eleito presidente antes de 2010, mas só se for da Daslú!

Esta é, data vênia, a minha opinião.

Um grande abraço a todos.

Flavio Dias de Abreu disse:
15 de junho de 2006 às 11:16

Esse é o excelente Estado Democrático de Direito.
Se o senhor presidente da República está desconfortável ou se sente atingido com as reportagens, ditas injustas, que busque o poder constituído da República - Judiciário - para reparar o dano. Se não o fez e produz bravatas em palanque, não se utilizando desses mecanismos democráticos, de fazer valer seus direitos, então, que responda judicialmente, a interpelação do douto jornalista Diogo Mainardi.
Poderes independentes, instituições sólida e imprensa livre = país soberano.
Dr. Flávio

JFreitas disse:
15 de junho de 2006 às 12:02

Em todo Estado Democrático de Direito, todos, sem exceção, tem que dar explicações sobre seus atos, feitos ou falados, principalmente quando se trata do Presidente da República. Por isso, não há que se confundir alhos com bugalhos, como alguns petistas, como um dos que comentaram anteriormente, que nem se identifica, encontrar conspiração em tudo, achar que o "lullinha" é o supra sumo da integridade e da sinceridade, que os ditos por ele são a expressão suprema da verdade. Mas graças a Deus não estamos em um país como Cuba ou Venezuela, e que assim continue, onde até mesmo o Presidente da República tenha que responder judiciamente por possíveis ofensas contra qualquer cidadão, inclusive um jornalista.

C.B.Morais disse:
15 de junho de 2006 às 12:37

O Presidente Lula, em vez de falar o que falou da VEJA ( o muitos gostariam de falar, pois a revista perdeu a Credibilidade, principalmente pelos comentários do Senhor Mainardi),poderia ter interpelado judicialmente. A interpelação, como se disse abaixo, é só para sair da defesa para um ataque que nem sequer existe.

get disse:
15 de junho de 2006 às 13:35

Dizia o saudoso Barão de Itararé que que existiam dois tipos de heróis: aqueles que a pátria chora porque morreram e aqueles que a pátria chora porque não morreram. Temos motivos de sobra prá chorar o fato de haverem morrido tanto lula como Mainard. Mas como vivemos sob o signo da iniqüidade temos de sofrer a presença de ambos cometendo(e dizendo) toda sorte de sandices. Importa ver que os dois "podrões" ao se atacarem, mutuamente se alimentam em suas (im)posturas e assim conseguem não dizendo ao que vieram manter o pais asfixiado sob o fétido odor que secretam nossas instituições.
Esta é a humilde opinião de um brasileiro pobre, de profissão vigia, que tendo feito uma faculdade de direito hoje luta por um lugar onde possa fazer valer sua voz(já que a eleição do lula foi nossa "ilusão do indulto", e portanto pelo voto foi-se nossa esperança de dias melhores)ainda tem de superar o iníquo exame de ordem.

get disse:
15 de junho de 2006 às 14:01

Queira desculpar, "comi" um não, leia-se...temos motivo de sobra prá chorar o fato de NÃO haverem morrido...
matgos@bol.com.br

Comentarista disse:
15 de junho de 2006 às 16:46

Caro JFreitas (Delegado de Polícia Federal),

Com a devida vênia, confunde "alhos com bugalhos" quem se atreve a comentar a notícia em questão, principalmente num site jurídico como o Conjur, dando a entender que o Lulinha estaria "obrigado" a responder à natimorta interpelação, quando qualquer estudante de direito sabe que isso (a "obrigação" em responder) não existe, mesmo por que a falta de eventual resposta à interpelação não gera (e tampouco tolhe) direito algum do cidadão.

Esse esclarecimento se faz necessário para que, eventualmente, nenhum leigo que esteja visitando o site tenha uma noção "equivocada" dos fatos.

Por outro lado, me alegro em informar que não sou petista e tampouco votarei no Lulinha, mas no picolézinho de chuchu eu jamais votaria (e, ao que parece, a maioria do povo brasileiro também), pois o contrário seria simplesmente inominável.

Quanto a Cuba e Venezula, nem vale a pena discutir, pois ainda importamos gás da última (e dele dependemos) e vacinas para as nossas crianças da primeira, onde o índice de analfabetismo é zero e o índice de mortalidade infantil é irrisório se comparado ao nosso.

Um grande abraço.

Comentarista disse:
15 de junho de 2006 às 17:01

Caro A.C.Dinamarco (Professor Universitário),

Para ser autêntico não é preciso idenficiar-se literalmente, bastando um pseudônimo para tanto.

Por outro lado, você deve saber (ou ao menos deveria) que as idéias sempre foram mais importantes que seus autores.

Aliás, a identificação de tudo e de todos é algo que nos faz recordar de tempos sombrios do nosso país, quando fomos asquerosamente submetidos à força das armas dos covardes golpistas que sorrateiramente usurparam o poder em nossa republiqueta das bananas.

No mais, o direito ao uso de um pseudônimo é uma garantia do Conjur, que exige a identificação completa do usuário quando do cadastro mas disponibiliza o direito de usa um apelido quando das postagens dos comentários, justamente para evitar "policiamentos" gratuitos e improdutivos.

Finalmente, vale lembrar também que, em não havendo concordância com as regras do site (inclusive a do uso do pseudônimo), existe a opção de simplesmente deixar de frequentá-lo, o que inclusive já foi feito por alguns poucos insatisfeitos mas não deixa de ser uma pena, pois a discussão é o fermento da sabedoria (desde que não ofensiva, é claro).

Um grande abraço.

Ottoni disse:
15 de junho de 2006 às 18:32

O incidente, aliás inócuo, estará exaurido após o decurso do prazo(?) fixado com, ou sem, resposta.
Tudo dependerá do conceito de que gozam os jornalistas junto ao Presidente da República, candidato à reeleição.
Nadando, tranquilo, nas pesquisas de opinião é provável que nada aconteça, resultado que torna injustificáveis as agressões gratuítas entre colegas deste fórum.

Pedro disse:
15 de junho de 2006 às 22:35

Estamos numa democracia, com liberdade de imprensa e de expressão. Este espaço serve para isso. O jornalista pode escrever com liberdade, responsabilizando-se pelo quê escreve. Se ele escreve besteiras, o problema é de quem lê. Se ele ofender o Presidente, deve responder. Ao mesmo tempo, o Presidente tem as suas responsabilidades constitucionais e não está acima da lei. Só acho que quem forma sua opinião com base em revista Veja é um pobre coitado cidadão manipulado. Quem acredita no Lula é, no mínimo, analfabeto funcional e com discernimento rebaixado. Enquanto esse jornalista de 5ª categoria arruma encrenca com o incompetente Presidente da República, nós continuamos a pagar impostos absurdos que sustentam a roubalheira institucionalizada.

Comentarista disse:
15 de junho de 2006 às 23:01

Caro Félix Soibelman - www.elfez.com.br - Enc. Soibelman (Advogado Autônomo),

Um conto assim seria ótimo, pois despertaria sentimentos - digamos - "ocultos" em muitos de seus leitores.

Sugestão para a continuação do conto:

O homem participou, nos idos de 1970, dos solenes "cultos à bandeira", sempre acreditando no "milagre econômico" garganteado pelos golpistas de farda. Acreditava ainda que, com a vitória do tricampeonato mundial de futebol, o país dele "saltaria" (exatamente como um cavalo ou um canguru) para o cobiçado rol dos países de primeiro mundo. Mais ainda: Sempre acreditou que seu país era o "país do futuro". O país do futebol! O país do carnaval! Ou simplesmente o país da Amazônia, o "pulmão do mundo". Ahhh...que país lindo! O homem acreditava piamente que habitava o verdadeiro paraíso na face da terra. Dizem, inclusive, que o homem ainda é vivo e, religiosamente, todos os domingos reúne sua família em frente à TV para assistir ao Fantástico (crendo, inclusive, que uma condenação exemplar de Suzane seria um importante passo para a diminuição da criminalidade no seu país). Dizem ainda que o homem, patriota por natureza, sente saudades dos "tempos antigos" (onde, é claro, "a lei e a ordem imperavam") e, em todos os dias de eleições, acorda cedo, toma seu banho, veste sua melhor roupa e segue orgulhoso para sua subseção eleitoral, cumprir seu "dever cívico" e seu inalienável "direito de eleger seus representantes"... E a pergunta, natural e unânime, é sempre a mesma: Em quem o homem votará? A resposta, fatídica ou não, fica a critério do imaginário de cada um de nós, felizmente!

Imagino que a sugestão acima certamente não influenciará na continuação do seu conto, mas aguardo com ansiedade o seu desfecho.

Um abraço.

Um grande abraço.

Mauro Garcia disse:
16 de junho de 2006 às 09:54

Veja ajudou decisivamente para eleger Collor, o Caçador de Marajás. Quando o governo descambou, agiu decisivamente para sua derrubada. Com Lula a mesma coisa. Quem não se lembra que nas semanas pretéritas à eleição de 2002, a revista só se referia a Serra como "o candidato dos banqueiros" (precisa crítica maior?).
A partir do momento que o governo se afunda em corrupção, a revista toma a liderança da oposição. Só vejo coerência na Veja. Tentando desfazer a besteira que fez.

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