Defesa de Suzane tenta desmembrar e adiar júri

Os advogados de Suzane von Richthofen, acusada de participar do assassinato de seus pais, encaminharam à Justiça um pedido para adiar o julgamento pelo tribunal do júri, marcado para 17 de julho. A defesa da jovem também pretende que ela seja julgada separadamente do seu ex-namorado Daniel Cravinhos e do irmão dele, Cristian, acusados de participar do mesmo crime. As informações são da Agência Globo.

Inicialmente, o julgamento dos três estava marcado para o dia 5 de junho, mas teve de ser adiado. Na sessão do júri, os advogados dos irmãos Cravinhos não compareceram. Os de Suzane se retiraram do fórum pois consideraram que a sessão não poderia prosseguir sem a presença de uma testemunha que, para eles, era fundamental.

O crime

Suzane, seu namorado Daniel e o irmão dele, Cristian Cravinhos, confessaram ter matado os pais dela, Marisia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.

Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Rossi Vieira disse:
27 de junho de 2006 às 20:27

Parabéns à defesa de Suzane. A todos no time envolvidos. A máxima atenção com o princípio fundamental constitucional da ampla defesa e o princípio do devido processo legal honra a advocacia paulista e, indiretamente, a sociedade como um todo. Boa sorte, amigos !

Otavio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal em São Paulo

Axel disse:
27 de junho de 2006 às 21:22

Alguns advogados conseguem enxergar apenas a eficácia das mais variadas manobras jurídicas e se esquecem do mais importante. O Direito deve ser instrumento de justiça e não de impunidade. Direitos e garantias constitucionais devem servir para proteger o indivíduo, garantindo-lhe um processo justo e se for o caso, uma pena adequada. Criar artimanhas, fantasiar, deturpar a realidade, nada disso engrandece o Direito e aqueles envolvidos com ele. A sociedade se engrandece ao ver a justiça sendo feita, seja para condenar ou absolver alguém. Talvez devêssemos pensar também no mais elementar, mais importante direito assegurado pela nossa Constituição: o direito à VIDA. Esse, infelizmente, os pais dessa moça não têm mais...

MUDABRASIL disse:
27 de junho de 2006 às 22:16

Já se viu tanta coisa neste caso...
Primeiro, a farsa na Globo, que terminou em fracasso total.
Depois, as sucessivas versões da ré, culpando o pai, dizendo coisas da mãe, culpando o pai dos co-réus. Enfim, uma infinidade de manobras e chicanas.
Agora, se tenta mais uma vez adiar o julgamento. Parodiando Nelson Rodrigues,
toda chicana será castigada. É só aguardar.

Rossi Vieira disse:
27 de junho de 2006 às 22:26

A "manobra jurídica" foi o termo usado pelo promotor público do caso. Advogados não podem comentar, sob preceito ético, casos de outros colegas. Os estudandantes de direito podem. Não o comento, mas para ilustrar o debate, sei que as vítimas ( mencionadas por Luiz Paulo) tem seu representante na ponta da acusação.Trata-se de digníssimo e respeitadíssimo advogado em São Paulo. Acusar e responder processo é direito do cidadão. Aplicar princípios constitucionais é tarefa para pouquíssimos profissionais do direito. Entender isso , também !

Otávio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal em São Paulo.

Rossi Vieira disse:
27 de junho de 2006 às 22:28

Leia-se: "estudantes" e "vítimas têm"

Jose Antonio Dias disse:
28 de junho de 2006 às 13:57

O ilustre e brilhante advogado criminalista, Dr. Mauro Octávio Nacif, está no caminho certo. Seria um absurdo o julgamento conjunto dos criminosos.
Antes de atacarem os métodos jurídicos utilizados pelos patronos da Ré, é preciso lembrar que o advogado faz um juramento ao receber a beca, qual seja, defender quelquer pessoa, qualquer que seja o crime cometido e utilizar todos os meios que a lei lhe permite na defesa de seu constituinte.
A atitude do Dr. Mauro Nacif está juridicamente corretíssima. Não são monobras ou chicanas como afirma o promotor público, mas o uso do Direito na defesa da Ré. Como afirma, abaixo, Rossi Vieira, aplicar principios constitucionas é tarefa para pouquissimos profissionais do Direito. E, o Dr. Mauro Nacif é um deles...

Bira disse:
29 de junho de 2006 às 08:19

A tática utilizada pela defesa vai contra a ética da advocacia. Mais uma caso para a OAB se manifestar.
Para a possivel criminosa, resta culpar a gordura visceral do enviado natalino, como forma subjetiva de opressão familiar.
E assim o show continua na midia e os prazos, bem, um mero detalhe protelatório.

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