A reação em cadeia dos atentados comandados pelo PCC deu espaço para uma série de episódios que, se não foram planejados pelo crime organizado, foram desencadeados pela insegurança em São Paulo. Tomada por todo tipo de boatos, a cidade enroscou-se no caos. O rumor de um inexistente “toque de recolher” fez com que escritórios, fóruns, shoppings e escolas suspendessem suas atividades, o que engarrafou o trânsito em inúmeros pontos da cidade, como nas avenidas marginais. Nas áreas comerciais, com as lojas fechadas, instalou-se um certo clima de feriado por onde circulam umas poucas pessoas ressabiadas. O excesso de demanda por meio de telefones móveis tornou inúteis os celulares por longos períodos.
O fato é que a perplexidade dos primeiros ataques evoluiu para um estado de insegurança, medo e depois pavor. Na primeira metade do dia raras viaturas policiais transitavam pela cidade — provavelmente para não expor os principais alvos do banditismo, os policiais — após o almoço, bem armados, os agentes da segurança passaram a circular normalmente. A crise parecia entrar na descendente quando a boataria semeou o caos. O fato é que o PCC mostrou a fragilidade do sistema de segurança pública, a boataria mostrou a fragilidade da coletividade diante de situações incomuns como esta.
Muitos escritórios de advocacia decidiram evitar visitas ao fórum diante da situação de insegurança em São Paulo a partir dos atentados perpetrados por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital. “Este fim de semana foi o nosso 11 de setembro e hoje o fórum criminal são as nossas torres gêmeas. Nossos estagiários hoje não sairão daqui”, diz, com razão, o advogado José Luis Oliveira Lima, do Oliveira Lima, Hungria, Dall’Acqua e Furrier Advogados — já que para o criminoso preso não deverá haver endereço mais odiado do que o endereço onde ele foi condenado.
A onda de violência que causou a morte de 72 pessoas em São Paulo da noite de sexta-feira até o meio-dia desta segunda-feira criou um clima de apreensão e perplexidade entre advogados e em toda a comunidade jurídica. Boatos sobre ataques tomam conta da cidade. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo teve de desmentir a informação de que havia sido ordenado toque de recolher.
“Essa demonstração de força e insubordinação do PCC é demasiadamente perigosa, no sentido de que o Estado pode perder o controle dos presídios e da criminalidade daqui para frente. Mais repressão não resolve o problema,mas, a curto prazo, é o que nos resta fazer”, diz a procuradora de Justiça de São Paulo Luiza Nagib Eluf.
O criminalista Arnaldo Malheiros Filho, do Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal Advogados concorda que a situação é excepcional mas acredita que o estado tem os meios adequados para enfrentá-la: “Vivemos uma situação de emergência, que deve ser enfrentada com rigor, sem permitir que os agressores da ordem tenham qualquer tipo de conquista. O aparelho estatal é, sem dúvida, capaz disso”, diz
O conselheiro federal por São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil e advogado criminalista Alberto Zacharias Toron diz que o governo precisa dar uma resposta enérgica a fim de que os autores dessa série de assassinatos de policiais não fiquem impunes. “É preciso combinar um trabalho de repressão propriamente dita com um outro de inteligência, do contrário não será possível reprimir os ataques”.
Da mesma forma que não se pode enfrentar violência explícita sem repressão policial, não há como tratar da questão sem levar em conta suas causas mais remotas: “Assim como todos, estou perplexo com os últimos acontecimentos sangrentos de São Paulo, mas nem por isso surpreso”, diz o juiz federal em Recife, Roberto Wanderley Nogueira. “Trata-se de uma crônica anunciada que aponta para alguns dos mais recorrentes sintomas do quadro social em que vivemos de exclusão e desigualdades crônicas”.
Para João Ibaixe Jr, advogado criminalista e presidente do Cenepe — Centro de Estudos sobre Problemas do Estado, “a questão é complexa demais para se culpar só a lei ou só a polícia. Somente conjugando-se a ação das diversas polícias e remodelando-se a lei penal com equilíbrio e justeza para aplicação precisa alguma resposta pode ser alcançada”
Leia depoimentos sobre a crise de segurança em São Paulo
José Luís de Oliveira Lima, advogado criminalista:
Esses episódios mostram muita coisa além da fragilidade do nosso sistema de segurança. Mostram que o “bateu-levou” que vem sendo adotado até agora não funciona. Os ataques têm um quê de revanche. Não só revanche pelo isolamentos dos líderes do grupo, mas pelo tratamento que é dado aos detentos e revanche pela forma como a sociedade trata os que vivem à margem do sistema econômico.
Note: o governo disse que sabia antes e não pôde fazer nada. Quantos anos tem o PCC? seis, sete? e em vez de ser desmontada a organização, ela só se tornou mais forte, mais estruturada? Não digo que deva haver negociação, mas o isolamento pode ter os efeitos do imobilismo. Como matar todos os integrantes ou simpatizantes do PCC não é alternativa, é preciso encontrar uma solução pensada, que não seja unicamente uma solução de força.
Algumas certezas há: por exemplo, não há como reintegrar o condenado depois de cumprida a pena se além da punição legal se sobrepõem castigos adicionais não previstos na lei nem na coinstituição.
Alberto Zacharias Toron, advogado criminalista e conselheiro federal por São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil
O governo precisa dar uma resposta enérgica mas a solução, se é que há, não se esgota na transferência de presos. Exige um trabalho de inteligência policial para combater pela raiz o mal. Caso contrário, vamos continuar repetidamente sendo vítimas de ataques como esse ocorrido, lamentavelmente, em São Paulo. É preciso combinar um trabalho de repressão propriamente dita com um outro de inteligência, do contrário não será possível reprimir os ataques. É preciso reagir de forma enérgica para que fique clara a posição do Estado.
Há uma insatisfação geral com as condições carcerárias no país. Não se sei se podemos apontar um culpado. O secretário de Assuntos Penitenciários de São Paulo é um homem da maior competência e seriedade. O secretário de Segurança Pública também é um homem duro, está longe de ser um liberal e por isso não podemos falar em negligência
Roberto Wanderley Nogueira, juiz federal em Recife
Assim como todos, estou perplexo com os últimos acontecimentos sangrentos de São Paulo, mas nem por isso surpreso. Trata-se de uma crônica anunciada que aponta para alguns dos mais recorrentes sintomas do quadro social em que vivemos de exclusão e desigualdades crônicas que um suposto Governo de esquerda disse querer combater, mas na realidade e paradoxalmente veio justo para realimentar o processo histórico que nos deprime diante do concerto das Nações civilizadas e diante de nós mesmos.
O crime sai de seus esconderijos e ganha a vida social organizada de modo sistemático, orgânico, e dirigido a focos previamente estabelecidos. Essa estratégia de combate já vai deixando de ser simplesmente criminógena para atingir realmente aspectos de guerra fratricida, civil algo um pouco além do que já podemos observar em nossos dias.
Arnaldo Malheiros Filho, advogado criminalista
Vivemos uma situação de emergência, que deve ser enfrentada com rigor, sem permitir que os agressores da ordem tenham qualquer tipo de conquista. O aparelho estatal é, sem dúvida, capaz disso. Mais importante que isso, porém, é o que vem depois, o rescaldo. É preciso entender por que isso aconteceu e como evitar a recaída.
Até nos Estados Unidos, país que mais venera o fetiche da prisão, o regime penitenciário sobrevive graças à progressão. Quem entra no inferno prisional precisa ter alguma esperança, do contrário adere à quadrilha no primeiro momento. A lei dos crimes hediondos, afora ser inconstitucional, como já declarado pelo STF, é um incentivo às organizações criminosas e precisa ser revista urgentemente, sob pena de vivermos vários outros pesadelos como este.
Luiza Nagib Eluf, procuradora de Justiça de São Paulo
Estamos vivendo uma situação de excepcional gravidade. Essa demonstração de força e insubordinação do PCC é demasiadamente perigosa, no sentido de que o Estado pode perder o controle dos presídios e da criminalidade daqui para frente. Mais repressão não resolve o problema,mas, a curto prazo, é o que nos resta fazer.
Investir em educação sempre deveria ter sido uma prioridade, mas o geverno Lula, até agora, não fez mais do que seus antecessores nessa área e, diante de uma emergência como a que estamos vivendo em São Paulo, parece piada a proposta de “investir em educação”.
É preciso acabar com as comunicações entre os criminosos, possibilitada pelos telefones celulares dentro de presídios, inclusive os de segurança máxima! É um paradoxo, mas quanto mais a criminalidade recrudece, mais surgem medidas que facilitam a vida dos presos, como a possibilidade cada vez maior de progressão no regime prisional, inclusive em caso de crime hediondo como autorizou, recentemente, o STF.
Se, por um lado, é preciso construir as tais penitenciárias federais, que não saem do papel, por outro é preciso restaurar a moralidade pública. A corrupção em Brasília é um incentivo à criminalidade em geral. O PCC declarou guerra e nós não temos escolha a não ser tentar vencê-la.
Antonio Corrêa Meyer, sócio do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados
Agora não é o momento de apurar as causas e crucificar os culpados pela crise de violência que vivemos no nosso Estado. Embora elas devam ser logo identificadas e corrigidas, com rigor e serenidade, o que nem sempre é possivel durante a disputa eleitoral. O que importa agora é dar todo o apoio às autoridades de segurança, para que restabeleçam o quanto antes o primado da legalidade, exercendo efetivamente a autoridade.
Se no plano estadual os recursos disponíveis mostram-se insuficientes, então que se peça a ajuda federal e das Forças Armadas, pois a vida humana é o valor maior a ser preservado, custe o que custar. É preciso devolver imediatamente a tranquilidade ao cidadão.
Esse não é um país que mereça conviver com o terrorismo e o medo. O brasileiro sempre prezou muito a liberdade e deve entender que, para preservá-la nos dias de hoje, deve exercer com rigor, mas dentro da lei, o princípio da autoridade. Não podemos negociar nem transigir com todos aqueles que vivem à margem da lei.
João Ibaixe Jr, advogado criminalista e presidente do Centro de Estudos sobre Problemas do Estado
Não se suportam mais soluções paliativas, dissimuladas e disfarçadas. A questão é complexa demais para se culpar só a lei ou só a polícia. Somente conjugando-se a ação das diversas polícias e remodelando-se a lei penal com equilíbrio e justeza para aplicação precisa alguma resposta pode ser alcançada.
O problema é complementar e respostas simples como aumento de pena para alguns crimes ou equipar-se instrumentalmente os organismos policiais isoladamente só farão vestir a máscara desinteressada da mentira.
Há de se conjugar real e efetivamente as diversas polícias, que não podem atuar como órgãos antagônicos. O inimigo comum da polícia é a criminalidade. E esta tem de ser combatida de forma unissonante.
E a lei penal, composta da descrição de crimes e penas, tem de ser elaborada não em retalhos ou tiras, mas em conjunto, harmoniosamente. Os crimes devem estar claramente delimitados e definidos. Duas condutas diversas em finalidade não podem compor o mesmo crime. As penas precisam ser adequadas à ofensividade da conduta, ao dano provocado, à periculosidade do agente criminoso.
Não é hora de procurar culpados, mas, de resolver problema inédito na história da nossa segurança pública. Não foi culpa do Presidente Lula, que não investiu em educação, nem mesmo do Governo estadual. Esse problema teria acorrido qualquer que fosse o governo, porque a segurança pública no Brasil sempre foi essa que aí está. Outra estória serão as conseqüências quando a fumaça abaixar. A segurança pública não poderá mais ser o carro-chefe da propaganda eleitoral da parceria PSDB/PFL: terão de mostrar eficiência em outras áreas, como educação e saúde, o que é mais difícil. Se alguém, na área da segurança, tinha pretensões políticas, também, pode começar a pensar em um plano B, porque o desgaste será inevitável.
Bom, sou do Paraná mas acabo de retornar do fórum de Assis - SP.
O clima é de paranóia total, embora os policiais ,e pareçam completamente despreparados para lidar com o problema. Sequer portam armas de maior poder ofensivo, e ficam batento papo na esquina....
Assim não dá....
Espero que todos os que por aqui deixam sua opinião (mesmo os que dão opiniões absolutamente idiotas) e que residam no Estado de São Paulo possam retornar para suas casa em segurança.
Corrigindo os errinhos....
Bom, sou do Paraná mas acabo de retornar do fórum de Assis - SP.
O clima é de paranóia total, embora os policiais pareçam completamente despreparados para lidar com o problema. Sequer portam armas de maior poder ofensivo, e ficam batendo papo na esquina....
Assim não dá....
Espero que todos os que por aqui deixam sua opinião (mesmo os que dão opiniões absolutamente idiotas) e que residam no Estado de São Paulo possam retornar para suas casas em segurança.
A cornúpia pefelê-tucanagem varreu para debaixo do tapete a sujeira da falta de política para a segurança pública. Maquiaram números. Pensaram que podiam enganar sempre. Agora o rei está nu. O que fazer? Várias coisas, a começar de se atacar as causas reais, e não aproveitar o momento para tentar impor políticas fascistas dos saudosistas dos covardes dos anos de chumbo.
Quanta bobagem......
Investir em presídios (decentes) nunca foi prioridade, pois não dá votos. Agora o episódio vai ser utilizado para tirar uma casquinha eleitoral. Tudo gira, portanto, em torno do interesse eleitoral e da demagogia, que é sua irmã inseparável. Vai ser um prato cheio para a visibilidade dos políticos defensores do endurecimento da legislação, da pena de morte e outras idiotices mais. A Lei dos Crimes Hediondos e os RDDs da vida parece que em nada resolveram. O show não pode parar.
Mais um pouco e vão sugerir a volta do "regime de exceção" e dos asquerosos e covardes golpista que tanto contribuíram para deixar nosso país literalmente de joelhos perante o resto do mundo civilizado...
Também pudera! O maior "líder" do PFL (que exemplarmente "governa" SP hoje), continua sendo o ACM.
Mas a pergunta que não quer calar continua: Por onde andará o picolézinho de chuchu e sua "excelência administrativa" e "choque de gestão"? Simplesmente sumiu...
Em poucas palavras: Falta comando. Falta respeito à autoridade pública. Falta a autoridade pública. Na época do Coronel Ubiratan, nada disso acontecia. E hoje, esse lider está fadado a prisão perpétua porque colocou ordem na pocilga.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 39
advogado criminal
Cinco anos atrás o dr. oscar Dias Correia já dizia exatamente isto: falta autoriade. Falta autoridade para lidar com o MST que reverte a lei e a ordem, com os motoboys que reescreveram a 9503/97 e, agora, falta um homem no comando do Estado para tomar mediddas necessárias, ainda que traga ônus político. Sr.s políticos, parem de pensar em suas carreiras e pensem na população e, talvez voltemos a votar nos senhores. Dr. Rossi, tomo a liberdade de fazer minha as suas palavras.
A histeria provocada pela algazarra da mídia está instalada. Além disso, aparecem os palpiteiros de plantão (falo de magistrados, promotores, legisladores, etc). Agora, discutir o que importa, isso ninguém quer. Que tal discutirmos a política neoliberal irresponsável que na prática, principalmente aqui em S. Paulo, privatizou a segurança pública, que tal conversarmos a legislação penal que é esquizofrênica, mercê de conviver com a Constituição cidadã, enquanto que ela foi gerada no ventre de regimes de exceção? Toda a discussão entabulada pela OAB, por certos doutrinadores e por legisladores do quilate de pefelistas e tucanos, é para mascarar o modelo neoliberal, ocultando evidentemente a responsabilidade das elites.
DO ESTADO DE DEFESA – URGÊNCIA EM SUA DECRETAÇÃO
A decretação do Estado de Defesa é de competência privativa do Presidente da República – caput do art. 84 da Constituição Federal - e dentre de sua possibilidade de uso, está a de restabelecimento da ordem pública ou a paz social - art. 136 da Carta Política.
Objetiva preservar ou a restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social, mas, em São Paulo, ambas e simultaneamente está ocorrendo, qual seja, não há paz social, nem tampouco ordem pública, impedindo o cidadão do exercício de atos elementares, como trabalhar e estudar, caminhar pelo Município.
Ora, a Carta Política serve exatamente para garantir direitos elementares ao cidadão e quando esses direitos estão ameaçados e ou impedidos de ser exercidos, a própria Carta Política prevê o restabelecimento dessa ordem, com instrumentos próprios.
E o Estado de Defesa é um desses instrumentos a ser utilizados pelo Presidente da República, instrumento político, posto a Constituição Federal ser fundamentalmente política e jurídica.
Com efeito, há urgência na utilização desse instrumento político para a defesa da população, e, para esse fim, o político deve esquecer a eleição próxima e pensar exclusivamente no povo, de imediato, com medidas fortes.
Esqueçam também, momentaneamente, quem está certo, quem está errado, ou se ambos estão errados. Pensem na Nação.
Isso porque ao ser decretado o Estado de Defesa, limitado aos Municípios de São Paulo e outros focos no Estado de São Paulo, especialmente onde se localizam as Penitenciárias, o Presidente da Republica irá impor uma série de restrições de direitos, restrições estas previstas na própria Constituição Federal, conforme artigo 136 e os dispositivos seguintes, destacando-se:
I - restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações; b) sigilo de correspondência; c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica.
Essas restrições são as exatamente que o Poder Público precisa: cortar a correspondência entre os criminosos, especialmente entre os executores (laranjas) e os seus chefes, quando a ordem é dada.
Conforme prevê a Carta Política, a comunicação telefônica e telegráfica (atualmente inclui-se o e-mail) é cortada e ou interceptada, permite à Policia Militar e a Policia Federal trabalharem com eficiência para o fim de restabelecer a ordem, em cidade onde sequer o Poder Judiciário esta funcionando – está fechado mesmo.
É essencial a decretação do Estado de Defesa, tendo em vista que sequer para ir e vir ao trabalho o cidadão paulistano está tranqüilo, o que em outras palavras, é mesmo que não ter direitos.
Ao ser decretado o Estado de Defesa o cidadão saberá que está com seus direitos restringidos dentro do Círculo da Constituição Federal e não por ato de bandidos, os quais, mais do que bandidos são terroristas políticos, visto que bandido visa a pessoa física e a pessoa jurídica, mas, quando o Estado é atacado, como de fato está sendo atacado, deixa de ser crime comum para se tornar crime político.
O policial representa o Estado e se policial está sendo facilmente vencido, significa que o Estado esta sendo vencido, mas, como esse Estado detém condições para vencer o terrorismo, é necessário o uso de todos os instrumentos contidos na Constituição Federal e o de uso imediato tem nome, artigo e é regulado pela própria Carta Política, com o nome de Estado de Defesa.
Estado de Defesa ao cidadão indefeso. Temporariamente, conforme prevê Constituição.
E com urgência. Juntadas as forças. É para ontem. Chega de discussões e de reuniões, enquanto o Estado está sendo atacado e pessoas morrendo.
SÉRGIO AUGUSTO GRAVELLO é membro da OAB-SP e da Associação dos Advogados de São Paulo. Foi Vice-Presidente da Fundação Francisca Franco, entidade privada que cuida de menores infratores pagos pelo Estado. Advogado formado pela Universidade Mackenzie, especialista em Direito Constitucional e Tributário.
gravello@gravello.com.br
Dijalma Lacerda Presidente da OAB/Campinas/Cosmópolis/Paulínia.
Ninguém contesta que a Lei tem que imperar e que a ordem tem que ser restabelecida. Não. Todavia, todo mundo foi ouvido, - juizes, promotoress, políticos, etc. etc., exceto os familiares dos presos, ou os ex-reclusos, os atuais , etc. etc. Que tal ouvir-se esse pessoal também, para sabermos das R E A I S razões da revolta ? Afinal, ontem foi "dia das mães" ! Vocês sabem como as mães dos presos são revistadas quando vão visitar seus filhos? As filhas dos presos, as mulheres dos presos? Os relatos vindos para as comissões de Direitos Humanos da OAB têm sido pródigos !
Há que se repensar, de forma séria, ouvindo-se TODOS os segmentos, a política carcerária do país.
Dijalma Lacerda.
Infelizmente, no Brasil, a onda marxista do politicamente correto acabou com a honestidade intelectual e a única coisa que se ensina nas faculdades, em termos de direito criminal é o “direito penal mínimo”. O bacharel, achando que se trata do único caminho pelo qual pode interpretar a teoria do delito, fica a repetir besteiras como a de que a culpa pelos crimes é da pobreza, da falta de investimento em educação, do “sistema” e, ainda, da “sociedade capitalista”.
De fato, fatores como a pobreza e o baixo investimento em educação podem ocasionalmente ter relação com a infração penal, mas se fossem tão determinantes como nossos grandes professores vaticinam, estaríamos perdidos. Imaginem se todo pobre ou sem instrução fosse ladrão ou assasino!!!
As autoridades e, principalmente os operadores do direito, precisam abrir os olhos: vejam o exemplo do movimento “law and order”, que é eficaz no combate à criminalidade e baixou drasticamente o número de crimes no Estado de Nova Iorque.
Não adianta torcer o nariz para a realidade. Alguém consegue imaginar a polícia novaiorquina acuada por gangues ? Lá não tem conversa. Praticou crime, é preso. E, uma vez preso, cumpre a pena até o fim. Isso, porque estudos realizados por acadêmicos americanos concluíram que o principal fator que alimenta o crime é a desordem, a impunidade. Falta de punição gera o ambiente propício ao crime. E a frouxidão para com os pequenos crimes cria a condição para os crimes graves.
Investimento em educação (adequada, e não pafletária, daquelas que endeusam assasinos como Che Guevara) é necessário, mas rigor na aplicação da lei também o é. Não se combate o crime com flores ou bravatas, mas com a dureza necessária. Seria ótimo que se adotasse aqui a tolerância zero ou o funcionalismo sistêmico de Jakobs. Afinal, desrespeito à norma penal, em qualquer medida, é ofensa ao Estado e a condescendência com o criminoso macula a credibilidade do Estado aos olhos da sociedade.
Após a entrevista do Ilustre Sr. Marcola, dizendo em alto e bom tom "EU POSSO MATAR POLICIAL. A POLÍCIA NÃO PODE ME MATAR!!!", o que esperamos???
Que continue a festa na Terra de Ninguém!!!! Temos que ouvir isso e achar que está tudo bem, tudo sob controle??? Tudo o que aconteceu hoje estava previsto. Claro, as eleições se aproximando, as autoridades têm que demonstrar à população que os bandidos não representam ameaça alguma. E assim continuamos, todos fingindo que está tudo bem. E o Ilustre Marcola e tantos outros continuarão comandando seus súditos (seguidores e todo o sistema falho), muito bem equipados com inúmeros celulares. Impossível bloquear o sinal dos aparelhos nas proximidades dos presídios. Será impossível mesmo??? Ou tem um dinheirinho falando mais alto aí? A preocupação é o prejuízo sofrido pelas pessoas que moram na imediações, que ficarão sem poder utilizar seus aparelhos. Ora, ora, quantas vezes ficamos sem o sinal do celular??? Então que continue a festa da bandidagem na cidade. Reações em cadeia. Pura coincidência. Exigências???? "Sim, senhor!!! Pode pedir o que quiser, estamos aqui pra isso!!!!"
Somos todos palhaços.
A propósito, para aqueles que nutrem respeito pela democracia, vale conferir, no dia de amanhã, a transmissão ao vivo pela internet do segundo dia do Seminário Internacional sobre Democracia Liberal (www.acsp.com.br/webtv/tv_index.htm), que ocorre na Associação Comercial de São Paulo. Hoje, por exemplo, falaram, entre outros notáveis, Ives Gandra, Olavo de Carvalho e o francês Guy Soman. Foi uma aula magna. Uma verdadeira oxigenação no meio da maré vermelha em que vivemos. Se querem saber quais são as causas daquilo que estamos vivenciando (ex: Foro de São Paulo, que é constituído das Farc, do MIR e de certos partidos políticos nacionais etc), não percam.
Ai, não consegui me conter. Me desculpem todos os advogados criminalistas. As mães, as irmãs e as esposas dos detentos têm que ser muito bem revistadas mesmo, porque além de apoiarem as maiores barbáries (claro, movidas pelos mais nobres sentimentos) elas são capazes de esconder celulares nos lugares mais insólitos!!!! Estou longe de querer ensinar anatomia, mas francamente... a revista deve sim ser minuciosa. Imaginem se não fosse???
Sem contar a contribuição da corrupção...
Coronel Ubiratam para Presidente e Rota nas Ruas ! Vamos voltar aos bons tempos...lembro me quando os bandidos tinham medo da Policia, quando temiam ir para um Presidio...Hoje em dia, só vemos Presos jogando futebol, transando, fazendo parcerias, etc. COM O NOSSO DINHEIRO ! Dinheiro dos impostos que eu pago !
É o que sinaliza: Já já os novos parceiros do mercosul implantarão uma ditadura una, acabando de vez com o estado de direito brasileiro, para satisfazer os que não estão contentes com o regime de nossa lei maior. Vocês verão! E não mais reclamarão!
Tem certas atitudes que temos que tomar uma posição e não ficar sempre em cima do muro escutando e tentando contemplar a todos. Segurança pública é uma delas. Temos que agir com rigor, pois não estamos tratando com seres pensantes e sim com verdadeiros monstros que destroem nossas familias e amigos. Todos os problemas que temos hoje em nosso país são decorrentes da falta de firmeza em tomar postura de um lado e acreditar nele. A questão do Mercosul é uma delas...O Boliviano está rindo da nossa cara...e queremos conversar ao invés de impor sanções na mesma moeda...Os bandido em SP matam nossas familias...e queremos dialogar...tentar entender...Chega de brincar...é a minha vida que pode estar em jogo. É a sua. É a nossa ! Esse é o início de uma nova Policia, que espero trazer novamente a sensação de segurança para as pessoas de bem e medo e respeito para as pessoas de mal..Aliás...nosso judiciario, hein ? Pimenta Neves ainda na rua...Vai mal...
A Procuradoria-Geral já propôs medidas "duríssimas" contra o crime organizado (http://conjur.estadao.com.br/static/text/44425,1).
Já a bandidagem, por seu turno, deve estar "tremendo de medo" com o anúnicio das novas medidas.
Deve ser o mesmo medo, inclusive, que os responsáveis pelo 11 de setembro tiveram após a turma do Bush ter anunciado as medidas anti-terrorismo.
E ainda tem gente se espelhando nos yankees para que a nossa republiqueta das bananas chegue ao primeiro mundo...
Francamente, isso é incomentável.
Manifestantes pedem restabelecimento da pena de morte na França
PARIS, 20 mai (AFP) - Mais de 2.000 pessoas foram às ruas de Paris neste sábado para defender o respeito às crianças, no mesmo dia em que militantes da direita se manifestavam em favor do restabelecimento da pena de morte, depois do assassinato de dois menores na França.
Atendendo ao apelo da associação Life Parade, foi realizada marcha contra a pornografia infantil, a droga e os maus-tratos a crianças.
A manifestação foi dedicada a dois meninos de 4 e 5 anos, Mathias e Madison, mortos há duas semanas no sul da França. O pequeno Mathias foi violado e morto.
Também em Paris, entre 200 e 300 militantes se concentraram diante da Assembléia Nacional para exigir a volta da pena de morte.
"Desde 1981, uma ampla maioria de franceses deseja a pena de morte para os crimes mais graves", declarou Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional.
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