O Tribunal de Justiça de São Paulo negou os dois pedidos de liminares que pretendiam colocar o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves na prisão. Ele foi condenado a 19 anos, 2 meses e 12 dias de prisão pelo assassinato da ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide, mas obteve o direito de apelar da sentença em liberdade. O crime ocorreu em 20 de agosto de 2000, na cidade de Ibiúna, interior de São Paulo.
Os pedidos de liminar em Mandado de Segurança foram ajuizados pelo promotor de Justiça Carlos Sergio Rodrigues Horta e o advogado Sergei Cobra Arbex (assistente de acusação). Ainda há uma apelação no Fórum Criminal de Ibiúna e o julgamento do mérito dos Mandados de Segurança no TJ paulista.
Pimenta Neves foi condenado pelo Tribunal do Júri de Ibiúna por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe, sem oferecer chance de defesa à vítima. O julgamento durou três dias. Oito testemunhas foram ouvidas — duas de acusação, duas convocadas pelo juiz e quatro de defesa.
Durante o julgamento, o objetivo da defesa, representada pela advogada Ilana Müller, era mostrar um profissional reconhecido, porém abalado por crime emocional. Já a acusação mostrou que o assassinato foi premeditado e que ele ficou deprimido depois do crime, e não meses antes como sustentava a defesa.
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