Placar da Justiça Eleitoral no 2º turno está empatado

A disputa entre o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva e o seu adversário Geraldo Alckmin não se restringe aos votos. Em 129 Representações julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, Alckmin venceu em 87, enquanto Lula só teve 42 vitórias, em primeiro e segundo turno. No segundo turno porém a disputa está empatada: 18 a 18. Ao todo, deram entrada no TSE 307 ações, das quais 137 foram movidas por Lula e Alckmin, um contra o outro.

Ao contrário do resultado das urnas, no primeiro turno, o grande vencedor na disputa judicial foi Geraldo Alckmin, que ganhou 69 das 93 ações que envolviam os dois principais candidatos à presidência. Lula, só teve 24 vitórias. No segundo turno, a disputa se equilibrou: 18 a 18.

Os pedidos referentes a invasão de horário representam a maior parte dos processos ajuizados pelas coligações: 59. Em seguida, aparecem 48 pedidos de direito de resposta e por último seis requerimentos de abertura de investigação judicial. Outras 24 ações são de pedidos variados, como uso de computação gráfica em inserções, acusação de ridicularização ou degradação de candidatos.

O PSDB ajuizou 76 ações contra a coligação do presidente Lula, 56 no primeiro turno e 20 no segundo turno. O PT moveu 61 Representações contra Alckmin, das quais 39 foram protocoladas no primeiro turno e as outras 22, no segundo turno.

O levantamento considerou as ações protocoladas no TSE entre os dias 15 de agosto e 24 de outubro, até às 13 horas. Foram consideradas ações em que as coligações figuram, necessariamente, como partes, seja no pólo ativo (representante) ou no passivo (representada). Em algumas ações, além da coligação, pode haver mais uma parte, como no caso de rádios, jornais ou coligações estaduais.

Direito de resposta

No primeiro turno, foram requeridos 22 direitos de resposta: 18 da coligação de Lula “A Força do Povo” contra a coligação de Alckmin “Por um Brasil Decente”. Desses 22 pedidos, Lula ganhou só um direito de resposta contra Geraldo Alckmin. O tucano não ganhou nenhum direito de resposta.

No segundo turno, foram 26 pedidos. Desses, 16 da coligação do presidente Lula contra a adversária e dez da coligação de Geraldo Alckmin contra a do candidato Lula. Ao todo, Lula ganhou três minutos de direito de resposta. Alckmin conseguiu um minuto de direito de resposta na propaganda de Lula.

Invasões de horário

Na primeira fase das eleições, as duas coligações ajuizaram 56 Representações por invasões em horário eleitoral. Dez ações foram ajuizadas pelo PT contra alegadas irregularidades de Alckmin e 46 da coligação Por um Brasil Decente por supostas invasões do candidato Lula. Juntos, os candidatos à Presidência da República perderam 28 minutos e 15 segundos nas propagandas eleitorais.

No primeiro turno, o presidente Lula perdeu 25 minutos e 45 segundos contabilizando apenas as ações ajuizadas pelo PSDB. Geraldo Alckmin perdeu 2 minutos e 30 segundos nos processos movidos pela coligação de Lula.

No segundo turno, até agora, foram movidas apenas 3 Representações. A coligação do presidente Lula perdeu ao todo 41 segundos.

O TSE ressalta que as ações contra invasões de horário que serviram para este levantamento não incluem processos ajuizados por coligações estaduais contra coligações nacionais. Só foram consideradas as perdas ocorridas em Representações movidas por uma coligação nacional contra a outra.

Investigação judicial

No primeiro turno, foram protocolados três pedidos de investigação: dois da coligação A Força do Povo contra Geraldo Alckmin e um da coligação PSDB-PFL contra o candidato Lula.

No segundo turno, foram ajuizados os outros três pedidos: dois movidos pela coligação Por um Brasil Decente contra o presidente Lula e um da coligação A Força do Povo contra Geraldo Alckmin.

Quatro pedidos já foram arquivados, dois de Lula e dois de Alckmin.

Representações diversas

Ao todo foram 24 ações movidas pelas coligações que reclamam de uso de trucagens em propagandas, computação gráfica em inserções e de supostas degradações dos candidatos.

Desse total, no primeiro turno foram protocoladas 14: nove pela coligação de Lula e cinco pela coligação de Alckmin. No segundo turno, foram dez representações: cinco movidas pela coligação do presidente Lula e cinco, pela de Geraldo Alckmin.

Ações ganhas

1º Turno

2º Turno

Total

Lula

24

18

42

Alckmin

69

18

87

Total

93

36

129

Aguardam julgamento

7

Desistência

1

Total de ações propostas

1º Turno 2º Turno Total
Lula

39

22

61

Alckmin

56

20

76

Total

95

42

137

Tipos de ação

Invasão de tempo

Direito de resposta

Diversas

Lula

10

34

17

Alckmin

49

14

13

Total

59

48

30

Visite o blog Consultor Jurídico nas Eleições 2006.

Lilian Matsuura

é repórter da revista Consultor Jurídico.

dinarte bonetti disse:
25 de outubro de 2006 às 00:56

ué, sumiu o Meritissimo membro, presidente do TSE, e seus mais que constantes comentarios politico-partidarios?
Será que tomou uma dura dos ilustres colegas do TSE?
Só estou perguntando, sem maldade, juro.
Foi tão grande a discrepancia entre as decisões do Tribunal no primeiro turno, com direito a alterações de votos dos ministros, de um dia para o outro, que Ruy Barbosa e outros luminares do direito patrio devem ter tremido no tumulo, ou nas vestes, caso vivos.
Parece que o bom senso começa novamente a prevalecer, desmanchando-se o ódio e o preconceito como bruma de uma manhã fria, sob o efeito do sol que surge.

João disse:
25 de outubro de 2006 às 08:21

Para Ler e pensar!

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE
( ARNALDO JABOR )

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, "explicáveis" demais. Toda a verdade j foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.
Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe.
Isto é uma situaão inédita na História brasileira. Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibião da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada.
Os fatos reais: com a eleião de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos.
Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas aões.
Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder.
Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas.
A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de "povo", consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusaões "falsas", sua condião de cúmplice e comandante em "vítima".
E a populaão ignorante engole tudo. Como é possível isso?
Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados, nos comunica o STF.
Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralizaão. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignaão ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo.
Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito....
Está havendo uma desmoralizaão do pensamento. Deprimo-me: "Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?". A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua.
Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo ..
A cada cassado perdoado, a cada negaão do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensaão de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulaões.
No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política.
Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino.
E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de "gafe". Lulo-petistas clamam: "Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT? Como ousaram ser honestos?".
Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de "exibicionista". Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de "finesse" do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando...
Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de Sentido.
Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposiões, como tendem a fazer o populismo e o simplismo.
Lula será eleito por uma oposião mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em "a favor" do povo e "contra", recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual.
Teremos o "sim" e o "não", teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da Oposião mundo x Brasil, nacional x internacional.
A esquematizaão dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formaão de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois.
Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidaão da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstruão antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens.
Alguns otimistas dizem: "Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!". Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos

Armando do Prado disse:
25 de outubro de 2006 às 09:40

Caro João, citar Jabor, é o mesmo que citar Mengele para discutir alguma dúvida em medicina. Vamos melhorar o citatório.

Enquanto o TSE "está empatado",

Lula 61%

alck 39%

Sérgio Paganotto disse:
25 de outubro de 2006 às 10:04

humm... que o Lula perca dez, quinze, vinte horas, dias.. semanas na propaganda.. aliás no debate o pouco tempo de 2 minutos para o Sr.º Chuchuzinho fazer a sua pergunta foi tão pouco que o noto presidente cedeu gentilmente, sem precisar o Alckmin recorrer ao TSE, o seu tempo para o presidenciavelzinho terminar a sua pergunta... não adianta, psdb no poder nunca mais.
É O LULA DE NOVO COM A FORÇA DO POVO !

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 10:37

Ô amigo João, você vê que coisa?!

Para os PeTralhas mistificadores o Jabor é um "Mengele", aquele que torutava seres humanos "em nome da Ciência".

"Bão", mas "bão" mesmo para eles é o minúsculo revolucionário de boteco josé dirceu, o "intelequitual" mino carta, o "sapientíssimo" tão e outros sapos que coaxam juntos no banhado.

Um abração a você.

PeTralha canalha (rima ou pleonasmo?)

FORA DELINQÜENTE(S),
ALCKMIN PRESIDENTE!

João disse:
25 de outubro de 2006 às 10:46

Caro amigo Richard, contundente e preciso como sempre. Nosso ilustre professor não tem argumentos, e como petista nato, quando não se pode argumentar tem que apelar. Mesmo que seja de forma desvirtuada e sem nexo.

Abração.

SAUDADES DO FHC.

GERALDO É A ESPERANÇA!

Armando do Prado disse:
25 de outubro de 2006 às 12:08

Lula 61%

alck 39%

faltam só 4 dias para a vitória!

Delenda Daslu!

Armando do Prado disse:
25 de outubro de 2006 às 12:23

Goro Hama (réu em mais de 80 ações) e o PSDB de Alckmin
25/10

Faltando quatro dias para o segundo turno, a gestão do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no governo de São Paulo sofreu raros e fragmentados ataques no terreno ético. Na matéria "Os escândalos de cada um", o Congresso em Foco mostrou as vulnerabilidades do ex-governador tucano.

No berço moral do PSDB e dos ideais de seu maior líder, a Fundação Mário Covas, que mantém em seus quadros tucanos de alta plumagem, encontra abrigo Goro Hama, tesoureiro de várias campanhas do PSDB, ex-secretário do partido em São Paulo e ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). No site da fundação, Goro Hama é apresentado como o presidente do Conselho Consultivo da entidade, criada em abril de 2001 com doações de R$ 3,5 milhões e réu em mais de 80 ações.

Armando do Prado disse:
25 de outubro de 2006 às 12:24

Goro Hama (réu em mais de 80 ações) e o PSDB de Alckmin
25/10

Faltando quatro dias para o segundo turno, a gestão do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no governo de São Paulo sofreu raros e fragmentados ataques no terreno ético. Na matéria "Os escândalos de cada um", o Congresso em Foco mostrou as vulnerabilidades do ex-governador tucano.

No berço moral do PSDB e dos ideais de seu maior líder, a Fundação Mário Covas, que mantém em seus quadros tucanos de alta plumagem, encontra abrigo Goro Hama, tesoureiro de várias campanhas do PSDB, ex-secretário do partido em São Paulo e ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). No site da fundação, Goro Hama é apresentado como o presidente do Conselho Consultivo da entidade, criada em abril de 2001 com doações de R$ 3,5 milhões e réu em mais de 80 ações.

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 17:30

PeTralha safado e mistificador:

O que é um Goro Hama e um garotinho contra DEZENAS de barbalhos, delfins netos sarney e filha, malufs, collors, dirceus, gushikens, freuds, gilbertos carvalahos, silvinhos Land Rover, paloccis, genuinos, etc., etc. etc. etc. etc. etc., hein?

Vá se coçar.

p.s. No seu grande afã de colar "pronunciamientos" do blog do minúsculo revolucionário de boteco, josé dirceu, não sobrou nenhum tempinho para você comentar o meu "post" acerca do apoio do Canalha Excomungado e do PT ao ABORTO, não?

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 17:31

TENHA VERGONHA NA CARA!

Ôps, esqueci, você é um PeTralha!

FORA DELINQUENTE(S),

ALCKMIN PRESIDENTE!

Dia 29 está aí, hein?

Armando do Prado disse:
25 de outubro de 2006 às 17:53

DERROTA

Apesar de oficialmente não admitir a derrota de Alckmin, o senador Álvaro Dias sinalizou que está pessimista sobre a "virada" do candidato tucano até o próximo domingo. "Faltou estratégia e comunicação competente", disse.

Para o senador, os marqueteiros deveriam ter deixado Alckmin ter mais autonomia sobre a sua própria campanha. "Quem comandou a campanha foram os marqueteiros", criticou.

Agora o culpado são os marqueteiros!

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 10:34

E quanto ao ABORTO, covarde PeTralha, ainda não conseguiu elaborar nenhuma defesa do Canalha Abortista Excomungado?

Vai continuar fazendo "cara de paisagem" e postando cópias do blog do revolucionário de boteco?!

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 12:18

Caros amigos e leitores:

Como o "aparelhamento" deste espaço virou norma entre os PeTralhas, tomo a liberdade de reproduzir abaixo, comentários do Blog "pitacos políticos", para conhecimento e apreciação:

O alto comando da campanha tucana trabalha com dois trackings diários, um do Instituto IPSON, outro do IBOPE. Um deles está dando 7% de vantagem pró-Lula e outro, 12%. Os tucanos, para efeitos externos, trabalham com a média de 9 pontos percentuais de diferença.

Um “general tucano de 3 estrelas” segredou para Pitacos que hoje de tarde, um novo tracking estava dando empate técnico, ou seja, diferença já na margem de erro. Tibério pediu para passarmos o recado tal como ele recebeu. "O sujeito tem credibilidade, não iria me dar este dado à toa", respondeu Tibério quando perguntei mais de uma vez se ele tinha ouvido corretamente.

Este mesmo dirigente passou uma informação bombástica. O tracking petista fecha todo dia às 22h00. Lá pelas 19h00, estava dando uma vantagem pró-Lula abaixo de 10 pontos.

Estes dados confirmam o que nosso marqueteiro nos vem informando. Existe a diferença, é grande, mas não é impossível revertê-la. Até ontem não se estavam detectando mudanças de vento. As informações de hoje começam a apresentar novidades, no sentido de tendências, que apontam discretamente para o crescimento de Geraldo Alckmin. Não há surpresas, pois a definição de votos de parcela decisiva do eleitorado costuma acontecer nos dois ou três dias que antecedem o pleito. César Maia hoje, em seu ex-blog, discute esta questão, indo até mais longe, falando das definições de sábado para domingo. O Prefeito do Rio roga para as classes médias do sul e sudeste não se ausentarem no domingo, pensando que seu voto não significa mais nada.

'Transmita aí um recado para os nossos leitores', gritou Tibério no celular, já rouco. 'A opinião geral dos generais de 3 e 4 estrelas com quem acabei de conversar é a de que nada está decidido'. A opinião unânime, mesmo entre os mais pessimistas, é que a virada ainda é possível."

Pronto, passei o recado tal qual recebi.

FORA DELINQÜENTE(S),

ALCKMIN PRESIDENTE!

Armando do Prado disse:
26 de outubro de 2006 às 12:43

26/10/2006 - 11h58

CNT/Sensus mostra Lula com 63,2% dos votos válidos

Por Áureo Germano

BRASÍLIA (Reuters) - A três dias do segundo turno, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parece praticamente garantida, mostrou nesta quinta-feira uma pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Lula tem 63,2% dos votos válidos, contra 36,8% de Geraldo Alckmin (PSDB). A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais.

"Acredito que essa é uma eleição definida. As diferenças estão se alargando", disse a jornalistas Ricardo Guedes, coordenador da pesquisa.

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 13:35

Quá, quá, quá, quá!

"CNT/Sensus"! Não era aquele prostituto, digo, instituto, que dava 56% para o Canalha Abortista Excomungado Lesa-Pátria e 32% para o Alckmin cinco dias antes do primeiro turno?

Ah, bom!

FORA DELINQÜENTE(S)

ALCKMIN PRESIDENTE!

Armando do Prado disse:
26 de outubro de 2006 às 17:07

Leia a íntegra da entrevista de Mino Carta:

Paulo Henrique Amorim: Mino, qual é o teu título na revista, é editor-chefe?

Mino Carta: Ah, não. Editor-chefe é uma coisa de americano. Aliás, me revolta. Ainda vou escrever um post sobre isso, sou diretor de Redação. Existem redatores-chefes, secretários de Redação, redatores, repórteres.

Paulo Henrique Amorim: Esse não é o nosso tema!

Mino Carta: Editor-chefe nos Estados Unidos é o mandão supremo. E vamos parar de falar editor-chefe quando queremos dizer redator-chefe. Porque senão confunde e me enche o saco.

Paulo Henrique Amorim: E você é diretor de redação.

Mino Carta: Isso. Em inglês chamam de management editor. Se quisermos chamar de management editor, já que o Brasil copia os Estados Unidos em tudo e por tudo como uma caricatura, então digamos management editor para o redator-chefe. Não é o meu caso. I am the editor. Ponto. Editor in chief é o manda-chuva supremo. Basta, com esse jornalismo de merda.

Paulo Henrique Amorim: Vamos gravar, Mino?

Mino Carta: Vamos.

Paulo Henrique Amorim: Eu vou conversar agora com o Mino Carta, que é diretor de redação da revista Carta Capital. Como vai Mino, tudo bem?

Mino Carta: Vai muito bem, muito bem.

Paulo Henrique Amorim: Mino, você lança amanhã, a partir das bancas de São Paulo, uma edição extra da revista Carta Capital. Não é isso?

Mino Carta: Sim, sim, exatamente.

Paulo Henrique Amorim: Uma edição, portanto, antes da eleição.

Mino Carta: Isso.

Paulo Henrique Amorim: E quais são as atrações dessa edição extra, se podemos antecipar desde hoje, agora.

Mino Carta: Primeiro, a última pesquisa, antes do pleito, da Vox Populi. Inclusive municiada por um brilhante artigo do Marcos Coimbra.

Paulo Henrique Amorim: Muito bem, e você pode nos dizer o que diz essa pesquisa em seus números gerais?

Mino Carta: Olha, em seus números gerais, acho, porque ainda não tive em meu poder os números definitivos, mas ao que tudo indica, 22 pontos acima para o Lula.

Paulo Henrique Amorim: Lula com 22 pontos de diferença.

Mino Carta: É, de diferença.

Paulo Henrique Amorim: E esse artigo do Marcos Coimbra é sobre que tema?

Mino Carta: É sobre toda, a análise dessa pesquisa evidentemente, desse avanço espantoso.

Paulo Henrique Amorim: Você já pode dizer como se explica esse avanço no segundo turno, do Lula?

Mino Carta: Eu posso dizer que... temos aí vários elementos. Eu não sou o Marcos Coimbra, eu quero deixar bem claro.

Paulo Henrique Amorim: Eu sei! Eu quero saber a sua opinião.

Mino Carta: A minha opinião é a seguinte: eu acho que, primeiro, os debates foram enfadonhos. O primeiro não, porque era o primeiro. Mas os demais se repetiram. Além de usar gravata amarela, o candidato Alckmin é muito mauricinho, né, muito lustroso. Não convence. O Lula, naturalmente, tem o apoio de quem se identifica nele. Acho que muita gente que no primeiro turno votou em Heloísa Helena, em Cristovam Buarque etc e tal optou por Lula praticamente porque achou que, afinal, era o melhor candidato entre os dois que se apresentam. Existem outras inúmeras razões. A tramóia da mídia, a tentativa desesperada da mídia de criar problemas...

Paulo Henrique Amorim: No primeiro turno.

Mino Carta: No primeiro turno, acaba sendo desmascarada, né. Então, isso contribuiu, eu acho que contribuiu bastante. Eu acho que convinha uma reflexão mais séria à mídia nativa.

Paulo Henrique Amorim: Você acha que a oposição menosprezou a capacidade do Lula de se safar do debate na televisão.

Mino Carta: Não... Eu acho que talvez sim. Eles sempre acham que o Lula vai tropeçar na sintaxe, essas coisas. Mas eu acho que, no fundo, eles começaram a ficar apavorados depois do primeiro debate. Tentaram vender a idéia de que o Alckmin tinha ganhado o primeiro debate, e olha, fui um dos poucos que disse: “não, o Lula ganhou já o primeiro debate”. O Lula sabe rir. Ele ri, ele sorri. O outro não, é uma pedra. Me lembra muito Buster Keaton nas suas melhores interpretações. E ele fala, fala, repete as mesmas coisas, fala de uma forma empolada, né. Agora, nessa próxima edição tem também um debate do Raimundo, o que posso dizer sobre isso sobre o famoso procurador Avelar.

Paulo Henrique Amorim: Ah, é? O Raimundo Rodrigues Pereira fala numa reportagem sobre o Avelar?

Mino Carta: É, uma reportagem-debate.

Paulo Henrique Amorim: Como assim?

Mino Carta: Um debate, ele contra o Avelar. É muito interessante. Lembramos que o Avelar é o homem do caso Lunus, né?

Paulo Henrique Amorim: Sim. Caso Lunus e agora do caso Íbis.

Mino Carta: Sim, claro.

Paulo Henrique Amorim: E o que você poderia nos dizer para nos preparar sobre esta reportagem-debate do Raimundo?

Mino Carta: Vai ser “desopinante”, “desopinante” do fígado, como se dizia em outros tempos. Quando um dos caras agarrava um lóbulo do ouvido e dizia “é da pontinha”...

Paulo Henrique Amorim: Mino, e qual é o tema da sua carta do editor?

Mino Carta: Eu evoco as vezes em que estive com o Raimundo, a começar pela reportagem sobre a tortura, de 1969, na revista Veja, que se seguia à escolha feita nos altos escalões militares, seguida pela aprovação do Congresso. Aquela pantomima que chamavam eleição. Já estávamos nessa. Conto a história daquela memorável reportagem. Depois falo de um debate no teatro Ruth Escobar que foi proibido inicialmente e acabou indo ao ar, muito interessante, sobre mídia, em 76. Havia inclusive na platéia um jovem Luis Nassif, que interpelou asperamente Ruy Mesquita. E depois ele chegou aos dias de hoje.

Paulo Henrique Amorim: E de certa maneira ele enfrenta e ganha do assim chamado Ali Kamel, o chamado Ratzinger da Globo?

Mino Carta: Certamente.

Paulo Henrique Amorim: Ou ex-Ratzinger, não se sabe...

Mino Carta: Não se sabe como vai acabar, se vão lhe comer o crânio, como fez o conde Gulino na prisão de Pisa.

Paulo Henrique Amorim: Você se refere certamente à Divina Comédia.

Mino Carta: Eu soube que você escreve sobre a Ilíada.

Paulo Henrique Amorim: Não, mas este não é o assunto (risos). Então quer dizer que a edição chega amanhã às bancas?

Mino Carta: Isso.

Paulo Henrique Amorim: E você fará uma edição após a eleição?

Mino Carta: Faremos uma espécie de resumo das reportagens anteriores e estamos apresentando as reações da imprensa, inclusive dos que nos ofendem. Não sei por que nos ofendem, não precisa ofender. Diga que você tem outra opinião, tudo bem. Nós não queremos somente dar uma opinião, queremos informar corretamente, só isso. Nós partimos de um princípio: eu, você, Raimundo. Não estamos tomando partido de ninguém, de quem quer que seja. Jornalismo se pratica assim. E eles não sabem. O jornalismo nesse país é ridículo.

Paulo Henrique Amorim: Você fará outra edição da Carta Capital logo após a eleição ou não?

Mino Carta: Não, esse é um extra. O próximo sai na segunda-feira, porque não podemos sair na sexta, dizendo o quê?

Paulo Henrique Amorim: E você não tem ainda o título da capa?

Mino Carta: Ah, sim.

Paulo Henrique Amorim: Sim?

Mino Carta: Sim, não tenho.

Paulo Henrique Amorim: Porque você sabe que agora o Fernando Henrique introduziu essa questão, né? Quando ele fala “não” ele diz “sim”, porque depois do “não” vem a virgula.

Mino Carta: Sim, é como a Sibilla de Cuma, né? Quando ele dizia “ibis, redibis, non morieris (o peribis) in bello”. E aí o cara morria e ele dizia não, não, peraí, eu não disse “ibis, redibis, non morieris (o peribis) in bello”. Eu disse “ibis, redibis non, morieris (o peribis) in bello”.

Paulo Henrique Amorim: É isso, agora entendi o Fernando Henrique (risos).

Mino Carta: Viu, você não lê os meus “posts”. Aliás, você não sabe como me alegra escrever um “post”... essa palavra me deixa com arrepios na coluna...

Paulo Henrique Amorim: Tá bom, Mino.... (risos)

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 21:56

mino carta e Paulo Henrique Amorim!

Uau! Que dupla!

Estou arrepiado até agora de tanta e isenta sabedoria da qual fruí.

Vá se coçar PeTralha e pare de ficar postando "recortes" de sites alheios!

Você não tem nenhum tipo de opinião própria, PeTralha mistificador?

FORA DELINQÜENTE(S),

ALCKMIN PRESIDENTE

Ah, E quanto ao incentivo do Canalha Abortista Excomungado e do seu partido ao ABORTO, PeTralha "borra-cuecas", não conseguiu encontrar nenhuma justificativa até agora?

Não conseguiram te indicar nehum site de onde você pudesse recortar alguma desculpa bem furada?

Richard Smith disse:
28 de outubro de 2006 às 17:17

Professor, PeTralha fujão e "borra-cuecas", você já conseguiu responder ao meu DESAFIO e provar as sandices que você escreveu outro dia contra a Igreja Católica? Ou vai continuar fugindo?

E sobre o apoio do Canalha Abortista Excomungado e o seu partido ao ABORTO, já achou algum "textozinho" do dirceu, do tão, do mino carta para tentar arrumar alguma desculpa esfarrapada?

PeTralha canalha (rima ou pleonasmo?)

FORA DELINQÜENTE(S),

ALCKMIN PRESIDENTE!

À VITÓRIA!!!

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