Juntos, PT e PSB garantem vitória em oito estados

A vitória mais comemorada neste segundo turno das eleições é a do governador reeleito do Paraná, Roberto Requião, do PMDB. A disputa paranaense foi a mais acirrada, a ponto de Requião só virar o jogo para cima de Osmar Dias, do PDT, quando faltavam apenas 1,5% dos votos para encerrar a apuração.

O PMDB saiu vitorioso das urnas neste segundo turno. Além do Paraná, ganhou o comando dos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina. No primeiro turno, pemedebistas já haviam sido eleitos para o governo em outros quatro estados: Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

O PSDB, que ganhou neste domingo (29/10) no Rio Grande do Sul e na Paraíba, empatou com o PMDB : vai governar sete estados. Já o PT, que havia ganho em quatro estados no primeiro turno, somou mais um, o Pará. É o terceiro partido com mais governadores: cinco.

Os dois partidos auxiliares de PT e PSDB trocaram de posição no cenário político. O PFL, parceiro dos tucanos, que sempre foi uma legenda forte regionalmente, encolheu. Neste segundo turno, perdeu nos dois estados que disputou — no Maranhão, com Roseana Sarney, e em Pernambuco com Mendonça Filho. Ficou reduzido, assim, ao único governo que conquistou no primeiro turno: Distrito Federal.

Em sentido inverso, o PSB, que comanda a base aliada do PT, sai dessas eleições como um partido em franca ascensão. Já tinha garantido, no primeiro turno, o comando do Ceará, com Cid Gomes, o irmão do ex-ministro Ciro. Agora, somou ao seu feudo, os estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Lula nos estados

O resultado das eleições pode garantir ao presidente reeleito Lula uma boa margem de governabilidade no que se refere às negociações com o comando dos estados. Considerando a tendência pemedebista de aderir à base do governo, o presidente deve garantir apoio em 15 estados: cinco governados pelo PT, três pelo PSB e os sete estados dirigidos pelo PMDB.

O presidente, contudo, pode encontrar resistência em três dos mais importantes colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, dirigidos pelo PSDB.

Governadores eleitos no 2º Turno

MA

Jackson Lago PDT

PR

Roberto Requião PMDB

RJ

Sergio Cabral PMDB

SC

Luiz Henrique PMDB

GO

Alcides Rodrigues PP

PE

Eduardo Campos PSB

RN

Wilma de Faria PSB

PB

Cássio Cunha Lima PSDB

RS

Yeda Crusius PSDB

PA

Ana Júlia PT

Governadores eleitos no 1º Turno

AP

Valdez Goes PDT

DF

José Roberto Arruda PFL

TO

Marcelo Miranda PMDB

AM

Eduardo Braga PMDB

ES

Paulo Hartung PMDB

MS

André Puccinelli PMDB

MT

Blairo Maggi PPS

CE

Cid Gomes PSB

AL

Teotônio Vilela PSDB

MG

Aécio Neves PSDB

RO

Ivo Cassol PSDB

RR

Otomar Pinto PSDB

SP

José Serra PSDB

BA

Jacques Wagner PT

AC

Binho Marques PT

PI

Wellington Dias PT

SE

Déda PT

Maurício Cardoso

é diretor de redação da revista Consultor Jurídico.

Rodrigo Haidar

é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Armando do Prado disse:
30 de outubro de 2006 às 10:41

Agora, deixem o homem trabalhar!

Luiz Augusto Mendes disse:
30 de outubro de 2006 às 11:27

Deixem o homem "trabalhar". Fala sério. Elle nem sabe o que é isso.

E, a despeito dos Estados vencidos por elles, quanta relevância político-econômica: Sergipe, Piauí, Pará e Acre. Desses, só a Bahia pode ser encarada como um triunfo.

Robespierre disse:
30 de outubro de 2006 às 12:13

...é isso, de novo lula lá...

hah,hah,hah,hah,hah,hah,hah...

Armando do Prado disse:
30 de outubro de 2006 às 13:56

Vamos discutir idéias. Vamos para o debate sério em homenagem a esse espaço precioso que Conjur nos disponibiliza.

Richard Smith disse:
30 de outubro de 2006 às 15:56

Para leitura e meditação

"A MAIORIA SE TORNOU CÚMPLICE DE LULA

Está aí o resultado das urnas, confirmando as pesquisas de opinião. Há vários textos da mídia tratando da divisão do Brasil. Olhando secamente a porcentagem dos dois candidatos, pode-se indagar: mas que divisão? Trata-se de quase dois terços de Lula contra pouco mais de um terço de Alckmin. A maioria é muito convincente. É verdade. Mas, hoje, são grupos que se mostram inconciliáveis. A tarefa de Lula não será fácil. Especialmente porque a força que dividiu o Brasil tem uma feição inequívoca: VALORES ÉTICOS E VALORES MORAIS.

Sim, é verdade que a campanha do PT fez o Brasil regredir uma década no debate sobre as privatizações, por exemplo. Faça-se agora uma pesquisa, e se vai constatar que a maioria dos brasileiros não só é contrária à privatização da Petrobras — sem ter a menor noção do que isso significaria — como certamente se opõe à privatização já havida da Telebrás: e, pior nesse caso, porque tendo não a noção, mas a experiência do que ela significou: praticamente a universalização do telefone, celular ou fixo. Mesmo assim, a onda terrorista criada pelo PT pegou. Mas ela apenas serviu para referendar uma escolha que já estava clara no primeiro turno — e que, na verdade, marcou as pesquisas desde que Alckmin foi escolhido candidato: a maioria preferia Lula.

E sempre preferiu a despeito das evidências de corrupção em seu governo. Existe, sim, uma divisão no país, mas ela é menos de intenção e de propósitos do que propriamente de apreço por alguns valores. Quando brinquei no blog que queria uma 'democracia sem povo', alguns bobalhões me tomaram a sério. Queria chamar a atenção para o fato de que está dando 'Lula de novo com a culpa do povo'. O que isso significa?

Certamente compõem uma percentagem desprezível do eleitorado os que IGNORAM as evidências de corrupção contra o governo Lula. Não são acusações corriqueiras. Pergunta-se por aí muitas vezes: 'Qual a diferença entre o que acontece agora e o que acontecia antes, nos outros governos'? É enorme. Trata-se da distância entre a parteira e o obstetra, entre o batedor de carteira e o mafioso. Estamos falando de PROFISSIONALIZAÇÃO E MÉTODO no assalto ao Estado.

Mas não é só isso: essa expertise que foi sendo adquirida está a serviço, também, da construção de um projeto de poder — e, disso, com efeito, o tal 'povo' não tem a menor noção. Tal conhecimento é privativo das elites políticas. E, ainda assim, são poucos os que reconhecem que um partido está tentando mudar a natureza da democracia brasileira. Acate-se, para a grande votação que Lula teve, a justificativa que se quiser — e vou abordar em outro texto a questão econômica, o Bolsa Família, os erros da oposição —, uma coisa, no entanto, é certa: pobre, rico ou remediado, quem votou em Lula disse 'sim' ao padrão ético do seu governo.

Quando falo em 'culpa do povo', faço-o porque tenho o mau hábito (para os demagogos de plantão) de não tomar a maioria dos brasileiros por inimputáveis. Todos sabiam muito bem o que estavam fazendo. A MAIORIA DO ELEITORA SE TORNOU CUMPLICE DO GOVERNO, ESCOLHENDO O SEU DESTINO. Se eu considerasse esse povo inocente, movido pelo estômago, defenderia que fosse proibido de votar. Não! O povo é maior de idade."

do Blog de REINALDO AZEVEDO

(todos os grifos são meus)

Robespierre disse:
30 de outubro de 2006 às 16:29

reinaldo azevedo? v. tá de brincadeira, né?

como disse o jacir, reconheçam que perderam de forma acachapante e vão para casa chorar...

ahahahahahahahahahhahahahahhahahah...

Armando do Prado disse:
30 de outubro de 2006 às 18:05

Pois é. O Ciro Gomes (PSB)juntou cacife suficiente para cobrar apoio para 2010. Por outro lado, Serra e Aécio não devem / podem ir "com muita sede" ao pote, pois correm o risco de abrir avenidas para o Ciro. O PT com a política autofágica ficou, por enquanto, sem nomes (talvez, Jacques Wagner, Marta?). O pefelê "saiu" do mapa. E o 'tertius" poderá ser o velho "ônibus" chamado PMDB.
Quem viver verá.

Armando do Prado disse:
30 de outubro de 2006 às 18:21

Comemoremos e retomemos a luta, em condições melhores, por um “outro Brasil possível”, que está ao alcance de nós, do governo, do PT, da esquerda, dos movimentos sociais, da intelectualidade crítica, das militância política e cultural.

A vitória foi robusta, consistente e irretorquível.

Robespierre disse:
30 de outubro de 2006 às 18:26

ahahahahahahahahahahah...e
ahahahahahahah...

Armando do Prado disse:
30 de outubro de 2006 às 18:31

Patuléia, vamos usar melhor o espaço.Vamos discutir idéias. Tudo bem, comemorar é importante, mas podemos começar a nos esforçar para que haja um ganhador: os mais humildes.

Richard Smith disse:
01 de novembro de 2006 às 02:15

Alías, por pertinente, observem a notícia abaixo:

"Jovens são presos em BH por distribuirem folhetos ligando Lula ao aborto

Ontem, dia 26 de outubro, foram presos dois jovens, José Geraldo, estudante de medicina, e Antônio Dias, em Belo Horizonte, por distribuírem folhetos contra a descriminalização do aborto incluída no programa do governo Lula.

A campanha ocorria pacificamente na praça da Boa Viagem quando, a mando de petistas, policiais levaram presos dois dos jovens que manifestavam.

O folheto distribuído dizia "Não vote em Lula, vote pela Vida!", trazendo a moção pela descriminalização do aborto, feita no site do PT, juntamente com fragmentos dos sites da Canção Nova e da CNBB mostrando que Lula quer aprovar o aborto.

Mais uma vez o PT e seus seguidores mostraram suas garras autoritárias. Parece que o direito a expressão só existe quando do PT é oposição.

Se quiserem prestar solidariedade a um dos manifestantes perseguido pelos petistas, Sérgio, economista pela UFRJ, o perfil dele no orkut é: www.orkut.com/Profile.aspx?uid=15176399109520618247.
Sérgio que não chegou a ser preso ajudou a providenciar a libertação dos amigos, o que ocorreu no final da tarde do mesmo dia.

Richard Smith disse:
02 de novembro de 2006 às 23:59

É, está começando! E cedo...!

Os PeTralhas mistificadores e os inocentes úteis de sempre, estão firmando um verdadeiro manifesto CONTRA a justiça, furibundo e vulgar.

Se o professor sader (quantos professores de poucas letras pululam por aí, não?) não gostou da sentença, que use as formas legais de recurso. O que não pode é a contrariedade à sentença judicial, ainda mais declarando que os inocentes foram condenados, ao invés dos culpados!

Não existe subjetividade na coisa, o réu foi condenado pelas absurdidades que proferiu contra um senador da república.

Aliás, aos signatários de "manifiestos" quebra-juízo, conviria tomarem conhecimento do que o dito professor escreveu na Cartilha Capital, como segue abaixo:

"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos."
(Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)

"O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma - recheada de lucros bancários e ressentimentos.

Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo - que ele significativamente trata de "raça".

Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos", - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita - pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de "essa raça".

É com eles que anda a "elite paulista", ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e contra o povo.

Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio (sic), pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os maiores lucros especulativos do mundo, sua gente será definitivamente derrotada e colocada no lugar que merece - a famosa "lata de lixo da história".

Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram - roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema , o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação (sic), de desemprego, de miséria, de discriminação - em suma, de "Jorges Bornhausens".

Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa - mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes (sic) e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a "raça" e a contra (sic)bancária.

Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.

a) Emir Sader

Em resumo:

a) É mentiroso, como soi aos PeTralhas ocorre ser, pois uma hora imputa a declaração de Bornhausen contra o "povo" (o velho "povo", do qual somente "profetas" como ele e os da sua grei sabem interpretar os anseios e necessidades, pois recebem "downloads" direto de Deus!) e outra hora reconhece que são contra a esquerda (mais na realidade, contra o PT!). Bornhausen NÃO é banqueiro! Pura PeTralhagem enganadora e na tentativa de desqualificar o adversário, com mentiras (alguém já tinha visto isso antes?)

b)Palavras vis (mesquinho, desprezível, racista), abjetas (cheio de ódio) e injuriosas (repulsivo, fascista). mais ainda, caluniosas (racista).

c) Todo o cidadão branco de Santa Catarina, poderia processar o professor de poucas letras;

d) Não existe a palavra ESCORCHANTE, o correto é ESCORCHADOR; "espoliar" é com "s" e não com "x"; "opróbRio" é com "r" e não "opróBio"; é "conta" bancária e não "contra"

Não é o fim da picada?!

Ah, e por último, vejam mais essa do Blog "Pitacos Políticos":

"Está em curso um verdadeiro processo kafkaniano para cassar a aposentadoria do jornalista Carlos Chagas, que ele recebe desde 1996. Detalhe: Chagas exerceu a profissão por 37 anos e tem farta documentação do próprio jornal O Globo, comprovando suas atividades jornalísticas. Surpreendentemente, um tal de “Grupo de Trabalho de Combate à Fraude”, intimou Carlos Chagas a apresentar provas sobre seu direito à aposentadoria em um prazo de dez dias, se não ela será cassada. O jornalista encaminhou segunda via da Carteira de Trabalho, já que a primeira tinha sido extraviada, com todas as anotações da empresa Globo.

O INSS não aceitou!

O Brasil todo sabe que Carlos Chagas é jornalista desde tempos imemoriais e o exercício de sua profissão está nas páginas dos jornais por quase meio século. Só o INSS não sabe disto. E todo mundo sabe também que ele é um crítico atroz do governo Lula, a quem combateu, com seus comentários, nestes últimos quatro anos.

Pasmem, a funcionária do Instituto Nacional da Segurança Previdenciária não quer aceitar o tempo trabalhado na TV Manchete porque a empresa não deu baixa em sua carteira. Claro, ela faliu e até hoje o jornalista move um processo trabalhista contra a Manchete para receber seus direitos. O caso de Carlos Chagas lembra muito bem o “Processo” de Franz Kafka. Mas pode ser algo mais: a mobilização do aparato estatal para esmagar um crítico do Governo.

Qualquer semelhança com regimes totalitários não é mera coincidência.

Afinal, há ou não há um processo em curso para se esmagar a liberdade de imprensa?".

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