Já integra o senso comum da política brasileira a noção de que a votação eletrônica, implantada no Brasil há 10 anos, baniu a possibilidade da fraude eleitoral — um câncer que comprometeu as eleições no país desde a instalação da República. Mas para um grupo de estudiosos do voto eletrônico, contudo, o sistema é tão infalível quanto o Papa.
Para o advogado Paulo Gustavo Sampaio Andrade, editor do site Jus Navigandi, a certeza de que a urna eletrônica é 100% segura lembra a idéia que se fazia do Titanic e das torres do World Trade Center antes do desastre. “Se o sistema eletrônico eleitoral é imune a fraudes, considerada uma suposta perfeição técnica e a natureza biológica das pessoas envolvidas” — compara ele — “o sistema financeiro já teria adotado o projeto e contratado as pessoas que criaram e utilizam o sistema eleitoral eletrônico para pôr fim aos inúmeros golpes existentes, por exemplo, nos caixas eletrônicos e nos bancos via internet”.
Essa indagação não perpassa o Tribunal Superior Eleitoral. Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio, reafirmou a confiança na votação eletrônica: “uma das experiências mais exitosas do país, na medida em que logramos afastar o manuseio das cédulas”, a partir das eleições municipais de 1996. “De lá para cá, não tivemos nenhuma impugnação de substância, de peso” contra a lisura das urnas, reafirmou.
Embora insista em que “as eleições no Brasil são seguras e transparentes”, com o advento da votação eletrônica, ele admite que a segurança tecnológica pode ser reforçada. O sistema, explica o tribunal, é um conjunto de ferramentas criado para garantir um processo eleitoral limpo — previsto em resolução com força de lei, para responder às questões levantadas por membros de partidos ou representantes de órgãos como a OAB e o Ministério Público.
De acordo com Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, os partidos políticos, representantes da OAB e Ministério Público podem acompanhar o desenvolvimento do sistema desde a concepção dos programas até a última versão. Tudo é feito seis meses antes das eleições, para, em caso de contestação, viabilizar as correções e melhorias.
Depois, vem a assinatura digital e a lacração do sistema — fase que a Justiça Eleitoral iniciou nas duas últimas semanas. Os programas são submetidos a um algoritmo matemático. Essa “senha” verifica tudo o que está instalado na urna e gera no final um identificador, que é a assinatura digital.
O dado de cada candidato também é protegido por assinatura eletrônica. “Faz-se uma conferência quanto ao conteúdo da programação”, explica Janino. Mas não é só isso, diz o texto. “O TSE faz um ‘resumo’ de todo programa instalado. Chamamos isso de hash. É o controle matemático do que está inserido na urna. Depois de todos os testes, esse ‘resumo’ é colocado na internet. O representante do partido está credenciado para acessar sempre que achar necessário. O hash só é feito para afastar a alegação de não integridade do produto”, esclarece.
Quando as urnas são distribuídas para os Tribunais Regionais Eleitorais seu conteúdo fica inacessível. Na véspera da eleição, é promovido um sistema de votação paralela. Os TREs sorteiam algumas sessões eleitorais, levam as urnas e reconstituem uma eleição. Tudo monitorado. No final desse processo, os técnicos verificam se o que foi digitado na urna corresponde com o total de votos impresso no comprovante.
Questionamentos
O procedimento informado pelo TSE é discutido por um grupo que defende que não há, no Brasil, um software capaz de assegurar uma eleição limpa, como anuncia o tribunal.
Paulo Gustavo Sampaio Andrade identifica dois problemas básicos no sistema. O primeiro é verificar se o voto digitado foi realmente computado para o candidato correspondente. O segundo item é a possibilidade de violação da identidade do eleitor.
“O mesário digita o número do título em um teclado conectado à urna. A urna responde se o eleitor está devidamente cadastrado. Existe a possibilidade de a informação sobre o título ser associado ao voto. Ou seja, pode-se saber quem votou em quem”, afirma.
Segundo Paulo Andrade, essa não é uma acusação infundada. “Há 10 anos discute-se a segurança do voto no Brasil. Todos os pesquisadores, brasileiros e americanos, são unânimes em dizer que o sistema não é confiável. Não dá para fingir que está tudo certo”.
O que o advogado indica como sistema ideal é o voto impresso. Isso não significa dizer que haverá manuseio de papel pelo eleitor. O voto será apenas exibido em um visor. Se o eleitor verificar que está tudo certo tecla “Confirma”. O papel é depositado em uma caixa, anexa à urna. A medida serviria para apurar possível fraude no sistema ou refazer a contagem de votos, caso fosse necessário.
“O grande problema é que hoje não há auditoria. Além disso, dois essenciais programas não são colocados à disposição do partido: o sistema operacional e o módulo de segurança, usando justificativas incabíveis. Esse método de fazer segurança por obscuridade não vale. Segurança se faz com publicidade. Tem de comprovar que os programas colocados nas urnas de todo o país foram os mesmos testados pelo pessoal do TSE. O problema é que todo mundo acha o sistema lindo. Mas ninguém tem conhecimento técnico para aferir isso.”
Para Amilcar Brunazo Filho, engenheiro e supervisor do Fórum do Voto Eletrônico, grupo que discute a segurança da votação digital, a indicação de que o sistema eleitoral é duvidoso é o fato de que no mundo inteiro se tem mais cautela. Estados Unidos e Venezuela também estudam esse sistema de voto, mas com a possibilidade de fazer auditoria. “Não a auditoria que o TSE admite fazer. Mas sim a contagem de voto por voto.” Para Brunazo, “o que o TSE chama de auditoria é colocar alguém em frente à urna. Isso não é o processo de exame de um sistema, mas sim um artifício. Um show”.
Para justificar seu argumento, Brunazo cita o caso da empresa Microbase. Fornecedora do VirtuOS — sistema operacional que equipa parte das urnas eletrônicas — a empresa divulgou nota de esclarecimento dizendo que seu software nunca foi auditado.
“A legislação em vigor exige a auditoria de todos os programas-fonte do Sistema de Eleições Eletrônicas, mas a regra nunca foi adequada e rigorosamente obedecida pelo TSE, de modo a dar a necessária e devida credibilidade ao processo de Assinatura Digital e de Lacração dos Sistemas para as Eleições Oficiais”, diz a direção da empresa na nota.
A Microbase ainda afirma que “denúncias de fraudes eleitorais estão sendo comprovadas de modo irrefutável. Denúncias que, de algum modo, podem vir a nos envolver como fornecedores de uma peça importante do ‘software’ utilizado nas Urnas Eletrônicas”.
Também sustenta que há “descompromisso do TSE na condução de certos aspectos importantes que envolvem as Eleições Eletrônicas”, o que resultou, “inclusive, em nossa denunciação à lide, numa ação judicial milionária de ressarcimento pela eventual apropriação indébita de ‘propriedade intelectual’ do Sistema de Votação Eletrônica”.
Outras vozes
Hélio Freitas, advogado do PT, especialista em Direito Eleitoral, aposta na segurança do voto eletrônico. Ele conta que no ano de 2000, advogados dos partidos pediram para o Tribunal Regional Eleitoral paulista selecionar algumas urnas para a simulação de votos. A solicitação foi aceita. Feita a contagem dos votos, não se teria constatado qualquer irregularidade.
“O sistema foi bem desenvolvido. O Brasil é pioneiro nessa questão. Só existiu fraude no sistema passado. Minha única ponderação é sobre o sistema de envio de votos dos TREs para o TSE. Isso se dá por mais deficiência minha do que do sistema. Advogados de partidos não fazem qualquer reserva ou questionamento sobre o processo. Todos elogiam muito”.
Para Alberto Rollo, presidente do Instituto de Direito Político Eleitoral e Administrativo, não dá para dizer que o sistema é 100% seguro, como também não se pode levantar a questão de possibilidade de fraude sem apontá-la objetivamente. Rollo diz que poderia haver duas possibilidades de o sistema apresentar falhas: a primeira na computação dos votos. A segunda seria a instalação de um vírus. Mas não enxerga motivos para crer que haja brechas para isso.
“No final das eleições, o representante partidário recebe um documento oficial do TSE com o número de votos. Se houver divergência com o resultado divulgado, ele pode confrontar a informação. No caso do vírus é ainda mais difícil. Sete programas são instalados na urna eletrônica. Se for instalado um vírus teremos então oito programas. A fiscalização vai constatar a fraude. A eleição estará nula. É simples.”
O que Alberto Rollo defende como medida eficaz é a fiscalização de pelo menos 1% nas urnas eletrônicas. Hoje, na cidade de São Paulo, por exemplo, só duas urnas são levadas para a votação paralela. “Isso não comprova nada. Se há dúvida, o melhor é que se faça o teste em uma pequena porcentagem. Isso já acabaria com várias alegações de fraude”, acredita.
Questões pendentes
Na linha dos especialistas que se dedicam a desmistificar a idéia de que o sistema eletrônico eleitoral é, por natureza, imune a fraudes há ponderações que não se pode ignorar.
Afinal, crer que no país do Mensalão, dos Anões do Orçamento e da delinqüência habilidosa que enlouquece os técnicos encarregados de conter invasão de sites, clonagem de telefones e cartões de crédito, haja um sistema milagroso à prova de falhas ou truques, seria ingenuidade.
Paulo Andrade raciocina: “o sistema eletrônico não tem o condão de tornar bonzinhos os fraudadores”. A trilha natural de quem sabe o valor de uma vitória eleitoral, diz o advogado, é aperfeiçoar-se para explorar os espaços existentes. Espaços que, acusa, o TSE não se esforça para bloquear.
A crença generalizada da infalibilidade da “eleição eletrônica”, diz Andrade, desmobilizou os partidos políticos (e os fiscais por eles designados) que se acomodaram e diminuíram o rigor da fiscalização — situação calcificada pela falta de investimento em técnicos e técnicas de precaução para eventuais desvios.
O livro Fraudes e defesas no voto eletrônico, de Amílcar Brunazo Filho e Maria Aparecida Cortiz (All Print, São Paulo, 2006) elenca 12 maneiras pelas quais pode ser fraudada a eleição eletrônica (do cadastro eleitoral à totalização).
Paulo Andrade selecionou cinco hipóteses de fraudes:
A — Possibilidade de fraudes na votação
Votação é a colheita dos votos individuais de cada eleitor. Nas urnas eletrônicas brasileiras, os votos individuais somente existem virtualmente. Não existe nenhum documento impresso que materialize a existência de um voto individualmente considerado.
Fraude nº 1 Possibilidade de clonagem de urnas eletrônicas:
1.1. Como ocorre esta fraude: consiste em trocar as urnas eletrônicas verdadeiras, registradas pelo TSE, por urnas eletrônicas “clonadas”, também verdadeiras mas não registradas pelo TSE. Enquanto os eleitores votam na urna “clonada”, a urna verdadeira é alimentada por votos fraudulentos em outro lugar. Depois da votação, o presidente da seção deve emitir o boletim de urna e conduzir todo o material no local da totalização dos votos em seu próprio carro. No caminho, porém, ele a trocará pela urna verdadeira, com os votos e o boletim de urna fraudulentos. Há outras variações, em que a votação fraudulenta pode ser feita em outro horário.
1.2. Quem pode fazer esta fraude: exige participação do presidente da seção + algum agente interno da Justiça Eleitoral (ou empresa terceirizada) que forneça a urna “clonada”.
1.3. Como evitar esta fraude: os fiscais devem exigir uma via do boletim de urna, no momento em que este for impresso pela urna eletrônica, ainda dentro da seção eleitoral, para compará-la com a outra via do boletim de urna que será entregue pelo presidente da seção à Justiça Eleitoral, para totalização. Problemas: 1 — este cuidado é constantemente omitido pelos partidos e pelos fiscais, confiantes de que o sistema é 100% seguro; 2 — neste ano, o TSE baixou a Resolução nº 22.154/2006, que desobriga os mesários de fornecer uma via do boletim de urna aos fiscais dos partidos.
1.4. Exemplo desta fraude: Guarulhos, 2004.
Fraude nº 2 — Possibilidade de engravidamento de urnas eletrônicas:
2.1. Como ocorre esta fraude: num momento em que a seção eleitoral estiver com pouco movimento, no final da tarde, os mesários, em conluio e na ausência de fiscais, podem votar no lugar de eleitores que ainda não compareceram. Para tanto, basta digitar o número do título de um eleitor que ainda não compareceu, que consta dos cadernos em que os eleitores assinam sua presença. Se, por acaso, algum eleitor cujo título tenha sido digitado fraudulentamente aparecer nos últimos instantes da votação, basta escolher outro número de título de eleitor que não tenha comparecido e digitá-lo para liberar a votação do que compareceu.
2.2. Quem pode cometer essa fraude: os mesários em conluio (até mesmo algum fiscal pode ajudar na fraude); a fraude se torna mais fácil se for na eleição proporcional (para deputado ou vereador), pois cada um dos presentes vota no seu candidato.
2.3. Quem pode evitar esta fraude: os fiscais. Problema: 1 — os partidos confiam na “urna 100% segura” e enviam apenas um representante para várias seções, quando enviam; 2 — os fiscais, também crédulos, se ausentam das seções por várias horas.
2.4. Exemplo desta fraude: Marília, 2004.
B — Possibilidade de fraude na apuração:
Apuração é a soma dos votos de uma única urna.
Nas urnas eletrônicas brasileiras, a apuração é feita dentro da própria urna eletrônica, pela soma dos votos em sua memória.
O único documento da apuração é o boletim de urna, impresso pela urna ao final da votação, que nem sempre é entregue aos fiscais.
Fraude nº 3 — Possibilidade de fraude no programa original da urna
3.1. Como ocorre esta fraude: os programas originais das urnas eletrônicas, gerados pela Justiça Eleitoral e distribuídos para todo o Brasil podem já — em tese — conter arquivos que determinem o desvio de votos, de forma genérica para todas as votações.
Trata-se de uma fraude de largo alcance, que pode eleger um candidato a qualquer cargo. Uma fraude já existente no software original da urna pode desviar votos para um partido político de forma genérica (votos para legenda em candidatos a deputado) ou então atuar de forma específica (por exemplo, quando a foto do candidato contiver um determinado texto oculto que funcione como senha).
3.2. Quem pode fazer esta fraude: programadores desonestos que trabalhem ou prestem serviços à Justiça Eleitoral, com acesso privilegiado ao código-fonte dos programas. Também poderia ser inoculada, sem conhecimento do TSE, por atacantes externos que consigam invadir os computadores da Justiça Eleitoral (utilizando vírus, cavalos-de-tróia etc.).
Fraude nº 4 — Possibilidade de adulteração dos programas originais das urnas eletrônicas:
4.1. Como pode ocorrer esta fraude: os programas originais de uma certa quantidade de urnas podem ser fraudados de forma que desviem os votos, atingindo uma quantidade determinada de seções eleitorais. A fraude seria feita pela introdução de um programa que desvie votos, por vários métodos: regravação da BIOS com programa fraudado, inicialização por memória externa ou disquete fraudados etc.
4.2. Quem pode fazer esta fraude: qualquer pessoa de dentro da Justiça Eleitoral ou de uma empresa que lhe preste serviços, que tenha acesso a um grupo de urnas eletrônicas (as quais, aliás, passam vários anos armazenadas em depósitos em vários lugares do Brasil), mediante conhecimentos médios de informática e disponibilidade de algum tempo para conhecer o sistema.
As observações a seguir valem para ambos os casos acima (3 e 4):
3+4.3. Como ocultar estas fraudes: o próprio programa fraudulento pode ocultar pistas, mediante fraude na verificação da integridade dos programas da urna e apagamento dos arquivos de registro de utilização da urna (logs). Eventuais lacres físicos rompidos podem ser facilmente substituídos, pois existe grande quantidade disponível. Fraudar é bem mais fácil que descobrir a fraude.
3+4.4. Facilitadores dessa possibilidade de fraude: as urnas brasileiras não permitem auditoria da contagem de votos (recontagem). Desta forma, as urnas dependem unicamente da confiabilidade de seus programas de computador. Problemas: 1 — os programas das urnas eletrônicas jamais foram exibidos de forma integral para os partidos políticos; 2 — a parte do sistema das urnas que é exibida é composta de mais de 50 mil programas, que deverão ser analisados em tempo exíguo, utilizando os computadores do próprio fiscalizado (Justiça Eleitoral), que podem ser viciados; 3 — seria necessário garantir que os programas fiscalizados são os mesmos que serão instalados em mais de 400 mil urnas espalhadas por todo o Brasil — e isso não ocorre na prática, por três motivos: a) carência de fiscais, b) falta de treinamento dos fiscais, c) a verificação da assinatura digital é feita pela própria urna que é fiscalizada, que pode ser viciada.
3+ 4.5. Como evitar essas possibilidades de fraudes:
a — Auditoria dos programas originais das urnas eletrônicas: para conferir se o programa gerado pelo TSE não contém vícios. Todos os programas da urna devem ser públicos, para que seja possível aos fiscais verificar se não contêm algum comando desonesto.
Problemas: 1 — são mais de 50 mil programas para serem analisados em um prazo exíguo; 2 — o TSE *jamais* permitiu acesso a todos os programas das urnas eletrônicas, ou seja, *jamais* houve uma verdadeira auditoria independente das urnas eletrônicas;
b — Conferência da autenticidade dos programas de cada uma das urnas eletrônicas: para verificar se o programa do TSE, que foi auditado no item anterior, é idêntico ao que é instalado em cada uma das urnas eletrônicas.
Problemas: 1 — Se a providência anterior (a — auditoria dos programas originais das urnas eletrônicas) não for realizada adequadamente, de nada adiantará conferir se as cópias são idênticas ao original, pois a fraude pode estar embutida no programa original (caso da fraude nº 3), 2 — na prática (por incrível que pareça), os programas continuam sendo modificados pelo TSE depois da auditoria, tornando-a inócua; 3 — a assinatura eletrônica não é adequada para demonstrar que o programa não foi alterado (conforme conclusão deRonald Rivest, criador da assinatura eletrônica); 4 — é humana e tecnicamente impossível aos fiscais conferir a carga de quase 400 mil urnas em todo o Brasil (falta pessoal e treinamento).
c — Mecanismo de impressão paralela do voto: para suprir eventuais falhas das medidas acima ( a e b), o Fórum do Voto Eletrônico (secundado por diversos estudos internacionais específicos sobre votação eletrônica) propõe que o voto seja impresso pela própria urna e conferido visualmente pelo eleitor; após confirmação, seria depositado — sem contato físico — em uma urna de saco plástico. Problema: tal medida chegou a ser transformada em lei em 2002, mas nunca chegou a ser implantada oficialmente porque o TSE conseguiu usar de seu poderoso “lobby” para revogá-la no ano seguinte, antes de entrar em vigor em 2004 (foi feito apenas um teste nas eleições de 2002, que foi convenientemente “sabotado” pelo TSE para gerar a idéia de que não deu certo).
3+ 4.6. Exemplo destas fraudes: um teste simulado feito clandestinamente no Paraguai, com urnas brasileiras cedidas pelo TSE ( gravado em vídeo ), demonstra como é possível adulterar os programas oficiais da Justiça Eleitoral brasileira para que, digitando o número de um determinado candidato, o voto seja gravado (=apurado) pela urna em nome de outro candidato.
Contudo… no Brasil, o TSE vem sistematicamente se recusando a fazer um teste de penetração, segundo normas internacionais, para verificar a possível existência de fraudes no programa das urnas (neste ano, uma petição de abril nunca foi julgada pelo TSE, e provavelmente terá o mesmo destino dos anos anteriores: só será “vista” depois da eleição e perderá o objeto).
C — Possibilidade de fraudes na totalização
Totalização é a soma das apurações de cada uma das urnas, feita nos computadores de grande porte, na sede dos Tribunais Regionais Eleitorais. (Não confundir apuração com a totalização. Apuração é a soma dos votos de uma urna eletrônica, que é calculada pela própria urna e materializada no boletim de urna e gravada em disquete.)
Fraude nº 5 — Possibilidade de adulteração nos programas de totalização
5.1. Como ocorre esta fraude: o próprio programa (original ou fraudado) de totalização da Justiça Eleitoral pode alterar as somas das apurações, desviando votos para determinados candidatos; ou o banco de dados em que são armazenados os votos de todas as seções pode ser diretamente alterado.
5.2. Quem pode fazer esta fraude: servidores da Justiça Eleitoral, empregados de empresas terceirizadas ou terceiros invasores (por acesso direto ou utilizando vírus ou cavalos-de-tróia), por intermédio da rede do TSE. As urnas eletrônicas (que fazem a apuração) não estão em rede, mas os computadores da totalização são acessíveis em rede, potencializando o risco de ataques.
5.3. Como evitar esta fraude: os fiscais. É possível detectar uma fraude na totalização pela simples comparação com as somas dos comprovantes impressos das apurações de cada urna (boletins de urna) — a chamada “totalização paralela”.
Problemas: 1 — Existem restrições à colheita dos boletins de urna nas próprias seções eleitorais, no momento em que são geradas (ver item 1.3), 2 — os partidos políticos, crédulos na impossibilidade de fraudes, se descuidam em exigir os boletins de urna em cada seção para uma totalização paralela, 3 — a imprensa, como já obtém os resultados oficiais com facilidade nos telões dos TREs, não se interessa mais em manter dispendiosos esquemas de totalização paralela.
5.4. Exemplos dessa possibilidade de fraude: Rio de Janeiro, 2002 — alguns candidatos a deputado acordaram com menos votos do que tinham quando foram dormir na noite anterior — Jornal do Brasil, 11/06/2006;
Brasil, 2002 — em certo momento da totalização do primeiro turno da última eleição presidencial, o candidato Lula surgiu no telão do TRE/RJ com 41 mil votos negativos . Como os programas de totalização somente SOMAM votos, é no mínimo estranho que um candidato possa ter votos negativos, a não ser que exista algum comando no programa destinado a subtrair votos de um candidato. A Justiça Eleitoral nega o fato, testemunhado por todos os jornalistas então presentes. Não custa lembrar que Lula não ganhou a eleição de 2002 no primeiro turno por uma pequena margem de votos.
...em resumo, vamos colocar nossas longas barbas de molho. quando os yankees mergulharam na confusão das contagens na flórida, aqui os tupinquins do andar de cima bateram no peito e gritaram que os gringos deveriam se espelhar na nossa experiência. interessante, que até hoje continuamos quase que sozinhos com a tal da urna eletrônica. ou somos muito bons, ou todos são uns tolos. brizola lá no distante 1982 demonstrou a que veio a urna eletrônica. barbas de molho, ou o "picolé de chuchu" é capaz do milagre da multiplicação das urnas para a banda dos tucanos, hoje praticamente derrotados, inclusive pelos próprios "amigos" tucanos.
Fraude sempre é possível. O sistema deve ser continuamente aperfeiçoado como toda tecnologia. O que não dá é voltar para o voto em papeizinhos e urnas, como no México e na Flórida de Jeb Bush porque aí é que as possibilidades de fraude se multiplicam tanto na contagem quanto em eventual recontagem.
Cara jornalista Priscyla:
Roguemos para que de fato, as urnas eletrônicas sejam, de fato, infaliveis como o Santo Padre o Papa o é, em questões de Fé e Doutrina, por mandato direto do Cristo.
É a nossa única chance, posto que as pesquisas divulgadas, parecem não estar refletindo a realidade da situação.
Um abraço.
Respondendo ao caro Patulléia:
a) Somos bons sim. O sistema brasileiro, pela sua simplicidade, chega a ser "revolucionário". A possibilidade de fraude se daria na totalização dos votos, na cetral de apuração. Mas lá existem fiscais de partidos, de ONG´s, do Ministério Público e do TRE;
b) Não misture "alhos com bugalhos" em 1982, no Rio, houve o famoso escândalo da Proconsult, com o não menos famoso "fator delta", que era uma derivada exponencial que a cada mil votos, tirava uns tantos, diminuindo o total a favor de Brizola;
c) Geraldo Alckmin foi escolhido pelo seu partido PARA PERDER. Daí o porque do alto "desiteresse" que sua candidatura desperta nas hostes tucanas. Sacanagem da braba.
Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas, se houver um segundo turno, coisa que se pressupõe, eu quero ver como é que vai ser.
E depois, na caso de vitória da candidatura Alckmin, teriamos uma pessoa sem maiores "compromissos", posto que niguém está ajudando em nada. Fato inédito e, em tese, muito interessante.
Geraldo Alckmin, de longe, é o candidato com melhor formação e capacitação entre todos os que aí estão, inclusive o afável Candidato da Educação (que amarga tristes 1% de preferência apenas!).
O TEMPERA! O MORES!
O doutor Paulo Gustavo Sampaio Andrade manifesta-se a favor do voto em papel: “o papel é depositado em uma caixa, anexa à urna”... O falecido Leonel Brizola, também, sugeriu que o voto fosse impresso. Brizola tinha fixação com o episódio Proconsult, ocorrido em 1982 no Rio de Janeiro, ainda sob o governo do general Figueiredo. Dá licença – o mundo evolui. Não há sistema de computação 100% seguro, em nenhum lugar do mundo. Do contrário, a informática teria eliminado todo tipo de fraudes e golpes no sistema financeiro, o que não ocorreu. O papel não terá o condão de resolver o que o chip não resolveu. Nos EUA e no México, este um apêndice político do gigante do norte, vota-se com papel. Isso, contudo, não evita fraudes, mas, parece ter o intuito de favorecê-las. É claro que temos de nos preocupar com as fraudes, mas, não há evidências de que elas estejam ocorrendo em nossas eleições. Elas ocorrem amiúde em outros setores. Por exemplo, na telefonia celular. Outro dia, atendi a um telefonema e clonaram meu celular. Perdi R$ 60,00 em créditos e não tive como recuperá-los. Há fraudes, também, em bancos, caixas eletrônicos, cartões de crédito, etc. Para lá devem ser canalizadas as habilidades de nossos expertos em informática.
... em 1982, no rio de janeiro, houve tentativa de manipulação na soma das urnas, usando-se sistema eletrônico (claro estava nos primórdios do que hoje temos) . os interessados são os mesmos (poucos e saudosistas do figueiredo e ffhh)que hoje tentam levar a candidatura (pesadíssima) do alckmin para a frente.
ainda bem que milhões de brasileiros enterraram a aventura tucana-pefelista para o desespero dos elitistas tupiniquins.
quanto às urnas eletrônicas ainda não sabemos se não existem manipulações. vira e mexe alguns candidatos são "premiados" com votos que não esperavam, enquanto que outros ficam com algumas faltas estranhas. entretanto, ainda não temos nada escandaloso.
Pela Lei n° 10.408/2002, posteriormente revogada por pressão do TSE, a impressão do voto não substituiria o registro digital do voto pela urna. Somente uma porcentagem dos votos impressos seriam apurados, para conferência. Se, por acaso, houvesse alguma divergência, estaria clara a existência de um indício de fraude, e o juiz decidiria qual das contagens (digital ou impressa) deveria prevalecer. Em segurança da informação, redundância não é um luxo, mas um princípio básico. Em vários países, os estudos feitos por renomados cientistas chegam à mesma conclusão: urnas do tipo DRE (Direct Recording Electronic), sem comprovante impresso, não permitem segurança adequada a um sistema eleitoral. A tarefa de um fraudador seria muito mais dificultada se tivesse que fraudar, simultaneamente, os votos digitais e impressos. E o próprio eleitor poderia ser fiscal de seu voto, uma vez que teria como vê-lo em vez de apenas ter que acreditar que está sendo somado pela máquina. Duas perguntas ao Embira, que diz que os técnicos em informática devem se preocupar com
outras tarefas (bancos, cartões de crédito etc.): 1) O que você acha que é mais importante, seu voto ou o seu dinheiro? Se existem fraudadores no sistema bancário, imagine o que existe de gente disposta a fraudar uma eleição... 2) Você depositaria dinheiro em um caixa eletrônico se não houvesse um comprovante impresso? E se o dinheiro não cair na sua conta? Hoje, se o seu voto digital não aparecer na apuração da urna, hoje não é possível fazer absolutamente nada. Com a impressão do voto, seria possível uma recontagem, que hoje simplesmente não tem como ser feita. Em resposta ao Richard Smith: a fraude eletrônica pode ocorrer não só na totalização, mas também no cadastramento eleitoral, na votação e na apuração. E de nada adianta estarem presentes os representantes de alguns poucos partidos, do Ministério Público, da OAB, do MST e do PCC se eles não tiverem a mínima noção do que estão fazendo lá - na prática, estão apenas servindo para a propaganda oficial usá-los para convalidar a legitimidade de um sistema que os fiscais sequer conhecem. Em resposta ao Luismar: o sistema de votação utilizado em alguns Estados norte-americanos na eleição de Bush não tem nada a ver com a proposta do voto impresso. Lá, o voto era dado em máquinas mecânicas e depositado manualmente em urnas convencionados. Aqui, a urna imprimiria o voto, exibiria pro eleitor e a depositaria num saco, sem contato manual. Apesar de todo o transtorno causado pelos visíveis defeitos dos sistemas de votação norte-americano e mexicano, pelo menos lá existia a possibilidade de se fazer uma recontagem. Aqui, infelizmente, não há recontagem nem nunca houve auditoria independente dos sistemas eletrônicos do TSE; então temos que nos apegar apenas à fé e acreditar na palavra da Justiça Eleitoral, confiando na honestidade intrínseca dos homens.
evidências que "algo" está ocorrendo nas votações há... se não há COMPROVAÇÃO das fraudes que ocorrem, é por falta de investigação pelo TSE...
São impressionantes a omissão e o cinismo do TSE. Depois de demonstrar a própria incapacidade (ou será desinteresse mesmo?) na fiscalização da contabilidade dos partidos, eles querem que nós acreditemos na capacidade deles auditarem programas de computação. No mundo inteiro já ficou compravada a vulnerabilidade de urnas como as nossas, cuja fragilidade virou artigo de exportação para países onde também impera a corrupção, como os EUA, onde os cidadãos honestos estão tendo muito trabalho para se livrar delas. Lá eles já fizeram testes públicos - que o TSE proibe aqui - mostrando que as urnas podem mesmo ser manipuladas por hackers. Qual o interesse do tribunal em negar esses direito aos partidos e aos eleitores?
Para saber tudo a respeito, não deixe de visitar o site www.votoseguro.org
Meus caros amigos:
Em se falando da possibilidade de fraudes, pelo sim ou pelo não, fiquemos alertas!
Explico: desde alguns dias, quando participei de um fórum na internet, venho indagando de pessoas que conheço uma simples pergunta:
"você vai votar no Lula?"
Em quatro dias, devo ter consultado umas cinquenta pessoas, das mais variadas camadas sociais.
Hoje por exemplo, acabei de voltar do meu almôço num shopping aqui perto.
Pentelho que sou, fiz essa pergunta a diversas pessoas: a um marceneiro que estava instalando armários no meu prédio, ao porteiro do meu prédio, ao carteiro que distribuia a correspondência, às atendentes de uma lanchonete, a duas pessoas que almoçavam perto da minha mesa, a uma senhora na espera do elevador, a um empregado do Dry Wash dentro do Shopping, ao rapaz da banca de jornais, a um motorista de kombi de carretos, etc.
Só encontrei UMA PESSOA que admitiu que votaria (não tem título registrado em São Paulo) nele. Uma menina que atende na Lanchonete Bob´s.
Repito: UMA SÓ!
SÓ UMA PESSOA! Pelas pesquisas divulgadas, entre 50 pessoas, eu deveria ter achado pelo menos umas 10 ou 15, (isso para não se falar em 25, metade das intenções de voto, como mostram as pesquisas).
Não é um caso para se pensar?
Porque vocês não tentam, pessoalmente, repetir essa experiência?
Não é uma sugestão interessante?
Se há fraude que praticou foi o CONGRESSO NACIONAL, um parlamentar votando duas vezes.
O porque não sugir nas eleições.
TSE VAMOS FICAR ATENTO.
NÃO QUEREMOS VOLTAR PARA TRÁZ.
O sr. Richard Smith, ao perguntar especificamente às pessoas se votariam no Lula, claramente terminou por intimidá-las. Uma pergunta como essa, vindo de alguém pertencente ao "andar de cima", como parece ser o caso, só poderia mesmo causar esse efeito. É óbvio que nenhum trabalhador ou serviçal seu irá admitir o próprio voto na sua frente. Porque a pergunta, formulada de forma claramente autoritária, e vinda do tipo de gente que a faz, acaba amedrontando-as. Ninguém quer perder o sofrido emprego! Assim, sugerir que o atual governo possa eventualmente envolver-se nesse tipo de fraude é, isto sim, sinal de desespero daqueles que sabem que perderão estas eleições vindouras. Mas cada um tem o direito de procurar a sarna para se coçar onde quer que acredita existir. É só uma questão de gosto!
Deixando de lado as questões técnicas (polêmicas) vamos para o trivial. A urna eletrônica não impede que um eleitor, com o título de outro eleitor, vote por esse outro. Aconteceu no Tocantins há algum tempo atrás,aconteceu em alguns outros Estados mais recentemente. Não impede também que o cacique (ou o seu preposto) vote pelos demais índios na seção eleitoral instalada na aldeia e onde nenhum candidato (que não seja índio) pode pedir voto (no período de campanha) e fiscalizar no dia das eleições. Se tenta entrar os índios expulsam. Não impede ainda, a urna eletrônica, a venda de voto (constatada por este servidor da Justiça Eleitoral e vários outros eleitores na última eleição municipal, e que ficou por isso mesmo). A urna eletrônica não impede Caixa 2, óntem, hoje e sempre. A urna eletrônica não impediu a eleição de ACM pós-renúncia, de Jader Barbalho, de Mão Santa e do finado coronel guimarães. A única coisa que a urna eletrônica acabou foi com o mapismo (na apuração tirar votos de um candidato para outro do mesmo partido ou da mesma coligação, sem alterar o total de votos do partido ou da coligação, no momento da totalização). Quanto ao resto continua o MESMO carnaval de sempre. Outra coisa, enfim, que a urna eletrônica jamais conseguirá evitar: que um tribunal eleitoral como do Tocantins tenha na sua composição um juiz filiado ao PFL, antes, durante e depois do mandato.
Francisco Augusto Ramos - Analista Judiciário do TRE-TO
Acompanho o senhor José Eduardo. A turma do andar de cima está desesperada e começa a ver fantasmas.
Não é só o povão que votará no Lula. Hoje, praticamente está empatada a intenção de votos entre os que têm curso superior(Datafolha).
Quanto a encontrar eleitores do sapo barbudo, eu não tenho dificuldades, os encontro na proporção de 6 ou 7 para cada 10 votantes. Claro se for perguntar no Clube Pinheiros, no bairro do Morumbi, na Vieira Souto, ou na Fiesp, vai ser difícil encontrar eleitores de Lula, mas, tem também, o problema é que nesses lugares preferem não decliná-los.
Em respeito à seriedade da questão e aos demais opinadores deste espaço eu me dou ao desfrute de responder ao Sr. José Eduardo Ribeiro de Camargo:
a) em primeiro lugar, "tipo de gente que a faz"? Quem o senhor pensa que é? Pior ainda, o que o senhor pensa que sabe sobre mim?
b) em segundo lugar: eu não estou insinuando nenhum tipo de fraude, estou apenas constatando uma REALIDADE, com absoluta franqueza e honestidade.
c) em terceiro: a minha abordagem das diversas pessoas e em diversos lugares, foi feita da forma mais delicada possível, sempre iniciando com um "com licença", seguido de "posso fazer uma pergunta de caráter PESSOAL ao senhor (ou à senhora)?". Daí o ridículo de afirmar que houve intimidação à pessoa abordada e/ou "medo de perder o emprego" (?!!) por parte desta. Idiotice que a lógica e o bom senso não sustentam. Em resumo, argumento petelho;
Já que o senhor ousou me julgar e qualificar, posso fazer o mesmo: o senhor me parece daquelas pessoas bem burguesas, tipo PUC, que ficam pontificando acerca dos gostos e crenças dos mais pobres, sem talvez jamais ter conversado mais do que uma ou duas frases com alguma.
Saiba então, meu senhor, que os mais pobres, são os que mais apreciam a educação e a gentileza, são os que mais dão valor à honestidade.
Tenho aqui no meu prédio, dois faxineiros, irmãos, que encontraram expressiva quantia em dinheiro dentro de uma encliclopédia que havia sido jogada fora numa mudança. Imediatamente e sem pestanejar entregaram ao síndico, que numa tentativa de divulgar e incentivar a atitude, os levou no "Domingão do Faustão". Sabe o que eles ganharam do morador que recuperou o dinheiro? NADA! Sabe o que eles ganharam no Faustão? Um telecurso! Um só, e para os dois!
E o senhor sabe que seis meses depois acharam 500 dólares dentro de uma revista da Net e novamente devolveram o dinheiro, todinho, integralmente.
Porque estou mencionando isto? Porque em que pese toda a imoralidae, a dissolução de costumes, a inversão de valores, esse é o Brasileiro que eu conheço.
E é a razão pela qual me recuso a acreditar que mais da metade da população brasileira, velhos e novos, ricos e humildes, caiçaras ou gaúchos ou jangadeiros, tenha esquecido tudo o que se passou, há menos de um ano com um partido e com um presidente que acabaram por se mostrar mais sujos e mais corruptos do que todos os outros que os haviam precedido.
Pobre gosta de honestidade sim. E detesta hipócritas que atirampedras nos outros e depois agem igual, ou bem pior.
d) Não admito julgamentos de pessoas que não me conhecem. Sou brasileiro, paulista, casado. Tenho 46 anos, ofereço humilde porém considerada consultoria a empresas e escritóris de advocacia. Vivo como se dizia antigamente, "da mão para a boca", não tenho férias, FGTS, 13º. salário e muito menos 14º. salário, licença-prêmio e estabilidade. Então caro senhor, com relação a pertencer ao "andar de cima", só se for no andar em que eu moro no meu prédio.
No mais, só tenho a educação e vergonha na cara que meu pai me deu.
e) Por derradeiro, a única coisa que eu propus é que cada um faça a sua propria pesquisa particular, com delicadeza, sem proselitismo.
Eu acho que os resultados serão MUITO diferentes do que propugnam as pesquisas do "JÁ GANHOU".
Simples assim.
O resto é tapar o sol com a peneira.
E ser estupidamente arrogante também.
Em respeito à seriedade da questão e aos demais opinadores deste espaço eu me dou ao desfrute de responder ao Sr. José Eduardo Ribeiro de Camargo:
a) em primeiro lugar, "tipo de gente que a faz"? Quem o senhor pensa que é? Pior ainda, o que o senhor pensa que sabe sobre mim?
b) em segundo lugar: eu não estou insinuando nenhum tipo de fraude, estou apenas constatando uma REALIDADE, com absoluta franqueza e honestidade.
c) em terceiro: a minha abordagem das diversas pessoas e em diversos lugares, foi feita da forma mais delicada possível, sempre iniciando com um "com licença", seguido de "posso fazer uma pergunta de caráter PESSOAL ao senhor (ou à senhora)?". Daí o ridículo de afirmar que houve intimidação à pessoa abordada e/ou "medo de perder o emprego" (?!!) por parte desta. Idiotice que a lógica e o bom senso não sustentam. Em resumo, argumento petelho;
Já que o senhor ousou me julgar e qualificar, posso fazer o mesmo: o senhor me parece daquelas pessoas bem burguesas, tipo PUC, que ficam pontificando acerca dos gostos e crenças dos mais pobres, sem talvez jamais ter conversado mais do que uma ou duas frases com alguma.
Saiba então, meu senhor, que os mais pobres, são os que mais apreciam a educação e a gentileza, são os que mais dão valor à honestidade.
Tenho aqui no meu prédio, dois faxineiros, irmãos, que encontraram expressiva quantia em dinheiro dentro de uma encliclopédia que havia sido jogada fora numa mudança. Imediatamente e sem pestanejar entregaram ao síndico, que numa tentativa de divulgar e incentivar a atitude, os levou no "Domingão do Faustão". Sabe o que eles ganharam do morador que recuperou o dinheiro? NADA! Sabe o que eles ganharam no Faustão? Um telecurso! Um só, e para os dois!
E o senhor sabe que seis meses depois acharam 500 dólares dentro de uma revista da Net e novamente devolveram o dinheiro, todinho, integralmente.
Porque estou mencionando isto? Porque em que pese toda a imoralidae, a dissolução de costumes, a inversão de valores, esse é o Brasileiro que eu conheço.
E é a razão pela qual me recuso a acreditar que mais da metade da população brasileira, velhos e novos, ricos e humildes, caiçaras ou gaúchos ou jangadeiros, tenha esquecido tudo o que se passou, há menos de um ano com um partido e com um presidente que acabaram por se mostrar mais sujos e mais corruptos do que todos os outros que os haviam precedido.
Pobre gosta de honestidade sim. E detesta hipócritas que atirampedras nos outros e depois agem igual, ou bem pior.
d) Não admito julgamentos de pessoas que não me conhecem. Sou brasileiro, paulista, casado. Tenho 46 anos, ofereço humilde porém considerada consultoria a empresas e escritóris de advocacia. Vivo como se dizia antigamente, "da mão para a boca", não tenho férias, FGTS, 13º. salário e muito menos 14º. salário, licença-prêmio e estabilidade. Então caro senhor, com relação a pertencer ao "andar de cima", só se for no andar em que eu moro no meu prédio.
No mais, só tenho a educação e vergonha na cara que meu pai me deu.
e) Por derradeiro, a única coisa que eu propus é que cada um faça a sua propria pesquisa particular, com delicadeza, sem proselitismo.
Eu acho que os resultados serão MUITO diferentes do que propugnam as pesquisas do "JÁ GANHOU".
Simples assim.
O resto é tapar o sol com a peneira.
E ser estupidamente arrogante também.
Senhor Richard, não quero deixá-lo mais contrariado do que já ficou, mas, acho que esse negócio de sair fazendo pesquisa eleitoral particular é mera idiossincrasia. Para fazer pesquisa é preciso critério e outras coisas mais. Existem institutos especializados nessa área, como Ibope, CNT Sensus, Vox Populi, Data Folha, etc. E até eles podem errar, embora a probabilidade seja infinitamente menor. As nossas eleições já estão com um jeitão de favas contadas: Sérgio Cabral no Rio, Serra em Sampa, Aécio nas Alterosas e nosso grande guia novamente guindado ao mais alto posto da República. Não vou seguir o seu conselho e sair por aí fazendo pesquisa particular. Há pessoas que gostam de fazê-las, mas, insisto, acho isso mera idiossincrasia. Geraldo Ataliba, meu professor de Direito Tributário na USP, gostava de pedir a opinião das pessoas sobre vários assuntos: “perguntei ao motorista que me trouxe da cidade universitária até a praça da Sé, sua opinião...” Professor, disse eu: esse tipo de enquete não tem nenhum valor científico. E ele ficou meio zangado, porque não gostava de ser contrariado.
Ô meu caro Embira:
Três comentários:
a) Não se preocupe não. As vezes eu acho que preciso me expressar melhor, porque são muitas as pessoas que não entendem o que eu quero dizer.
b) Eu não me sinto contrariado (no sentido de furibundo, azêdo). Sou da maior boa paz. Apenas acho que argumentos devem ser rebatidos com argumentos.
Neste sentido, vejo que os adeptos da candidatura deste Nesfasto "que aí está" (de se notar, que apesar de tudo, respeito muito o cargo presidencial, mas, quando a pessoa que hoje o ocupa, sai por aí, fazendo e dizendo idiotices e mentiras, como CANDIDATO, expõe-se a ser tratado como candidato) não rebatem críticas, não respondem aos questionamentos, não esclarecem as inúmeras denúncias.
Apenas se apegam a bordões ("candidato do povo", "operário no poder", etc.) e a desejos oníricos ("vai acabar com a pobreza", "vai resgatar a cidadania", etc.)
E isto sempre foi assim. O "esquerdismo" (doença infantil do comunismo, segundo Lenin) do qual o petismo leninista e gramsciano é um exemplo é uma espécie de RELIGIÃO, com os seus ritos, a sua liturgia, os seus dogmas.
Dessa forma, os pagãos que nela não creem tem de ser convertidos ou eliminados e os hereges que ousem fazer alguma crítica são impiedosamente esmagados.
c) "Favas contadas"? Quem disse?
Tenha a certeza que eu conheço o bastante das metodologias estatísticas que regem a pesquisa dita científica.
A minha humilde pesquisa pessoal tem a pretensão de apenas fazer pensar. Uma intenção (agora são 5) em cinquenta (agora são 71) não é pouco demais para quem está "avassalando" nas pesquisas.
Pior, muitas dessas pessoas manifestaram indignação com a minha pergunta, como se eu estivesse cabalando votos para Lula. Foram muitas as vezes que eu ouvi; "Eu não!", "De jeito nenhum!", etc. E isso de vários tipos de pessoas, inclusive as bastante humildes.
Eu creio que são sinais que indicam que as coisas "não são bem assim". De resto, como o recentíssimo plebiscito do desarmamento, lembra?
Um sincero abraço.
Pela Lei n° 10.408/2002, posteriormente revogada por pressão do TSE, a impressão do voto não substituiria o registro digital do voto pela urna. Somente uma porcentagem dos votos impressos seriam apurados, para conferência. Se, por acaso, houvesse alguma divergência, estaria clara a existência de um indício de fraude, e o juiz decidiria qual das contagens (digital ou impressa) deveria prevalecer. Em segurança da informação, redundância não é um luxo, mas um princípio básico. Um sistema ajuda a suprir deficiências do outro, é assim que funciona!
Em vários países, os estudos feitos por renomados cientistas chegam à mesma conclusão: urnas do tipo DRE (Direct Recording Electronic), sem comprovante impresso, não permitem segurança adequada a um sistema eleitoral. A tarefa de um fraudador seria muito mais dificultada se tivesse que fraudar, simultaneamente, os votos digitais e impressos. E o próprio eleitor poderia ser fiscal de seu voto, uma vez que teria como vê-lo em vez de apenas ter que acreditar que está sendo somado pela máquina.
Duas perguntas ao Embira, que diz que os técnicos em informática devem se preocupar com outras tarefas (bancos, cartões de crédito etc.): 1) O que você acha que é mais importante, seu voto ou o seu dinheiro? Se existem fraudadores no sistema bancário, imagine o que existe de gente disposta a fraudar uma eleição... 2) Você depositaria dinheiro em um caixa eletrônico se não houvesse um comprovante impresso? E se o dinheiro não cair na sua conta? Hoje, se o seu voto digital não aparecer na apuração da urna, hoje não é possível fazer absolutamente nada. Com a impressão do voto, seria possível uma recontagem, que hoje simplesmente não tem como ser feita.
Em resposta ao Richard Smith: a fraude eletrônica pode ocorrer não só na totalização, mas também no cadastramento eleitoral, na votação e na apuração. E de nada adianta estarem presentes os representantes de alguns poucos partidos, do Ministério Público, da OAB, do MST e do PCC se eles não tiverem a mínima noção do que estão fazendo lá - na prática, estão apenas servindo para a propaganda oficial usá-los para convalidar a legitimidade de um sistema que os fiscais sequer conhecem.
Em resposta ao Luismar: o sistema de votação utilizado em alguns Estados norte-americanos na eleição de Bush não tem nada a ver com a proposta do voto impresso. Lá, o voto era dado em máquinas mecânicas e depositado manualmente em urnas convencionados. Aqui, a urna imprimiria o voto, exibiria pro eleitor e a depositaria num saco, sem contato manual. Apesar de todo o transtorno causado pelos visíveis defeitos dos sistemas de votação norte-americano e mexicano, pelo menos lá existia a possibilidade de se fazer uma recontagem. Aqui, infelizmente, não há recontagem nem nunca houve auditoria independente dos sistemas eletrônicos do TSE; então temos que nos apegar apenas à fé e acreditar na palavra da Justiça Eleitoral, confiando na honestidade intrínseca dos homens.
Meu caro Marco.
Se eu trabalho ou não, eu creio não ser de sua conta, posto que nunca vi ninguém vir até aqui para pagar as minhas por mim.
No mais se as minhas humildes opiniões puderem servir de contributo para que alguém reflita um pouco mais acerca do Excomungado e do seu (des)governo, eu me sentirei muito feli.
Não tenho a menor pretensão, no entanto, de querer colocar algum "ar fresco" na cabeça de PeTelhos, e muito menos de PeTralhas.
Passe bem e seja um pouco mais educado de outra vez.
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