Lula já perdeu 40 minutos e Geraldo Alckmin apenas 2

O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva não está só em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos. Ele também é o campeão de perda de tempo de propaganda na televisão. Desde 15 de agosto, quando começou a campanha, Lula perdeu 40 minutos e 55 segundos do seu tempo. Seu rival, o tucano Geraldo Alckmin, perdeu apenas 2 minutos.

As decisões que determinaram a cassação do tempo dos candidatos foram tomadas em 95 representações que chegaram ao Tribunal Superior Eleitoral. Desse total, 83 eram contra Lula e 12 contra Alckmin.

Das ações em que houve perda do tempo, 50 decisões já foram ratificadas pelo Plenário: seis de perdas do candidato Geraldo Alckmin e 44 de Lula. Ainda devem ser levadas à ratificação do Plenário 45 decisões de retirada de tempo: seis contra Alckmin e 39 contra Lula.

Os mais invadidos

O presidente Lula foi acusado por Alckmin e por diversas coligações estaduais de invadir o horário de outros candidatos nos seguintes estados: 33 vezes na Bahia, 11 vezes na Paraíba, 14 no Pará, seis em Santa Catarina, seis no Paraná; seis em Minas Gerais; três no Distrito Federal e uma vez nos estados de Sergipe, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Geraldo Alckmin foi acusado de invadir o horário reservado a deputados no estado do Paraná. No total — entre inserções e propagandas em bloco —, Lula tem direito, diariamente, a 57 minutos de propaganda e Alckmin, a 81 minutos.

Direitos de resposta

Dentre as 20 ações com pedidos de direito de resposta, 15 foram movidas contra Alckmin, duas contra a candidata Heloísa Helena, uma contra Lula, uma contra o candidato José Maria Eymael e uma contra o PSDC.

Das 14 ações movidas por Lula contra o candidato Geraldo Alckmin, em nenhuma delas foi concedido direito de resposta. A 15ª representação foi movida pelo ex-presidente nacional do PT José Genoíno, que também não obteve direito de resposta.

O direito de resposta foi concedido à coligação de Lula contra o candidato José Maria Eymael, contra o PSDC, e contra Heloísa Helena (esta decisão ainda será analisada pelo Plenário).

Visite o blog Consultor Jurídico nas Eleições 2006.

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:38

ATENÇÃO, MAIS DUAS BOMBAS A CAMINHO:

1) Já é quase certo que Berzoini cai da presidência do PT. Pergunta que não quer calar: Por que será?????

2) O Mercadante "afastou" o coordenador de sua campanha, porque, advinhem: descobriu-se que o rapaz está implicado na lamaceira. Huuummm. Se o coordenador está envolvido, como dizer que o candidato que ele representa não sabia de nada ????

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:56

Pequena mas significativa postagem extraída do Blog de Reinaldo Azevedo (www.reinaldoazevedo.com.br)

Quem?

Quem chamará as coisas por seu nome?
Quem dirá ao bandido: “bandido”?
Quem evocará a Constituição?
Quem apresentará as algemas da lei?
Quem dirá: “Daqui não passarão”?

Richard Smith disse:
20 de setembro de 2006 às 20:29

NÓS, companheiro Luiz Mendes. Nós.

Esse vagabundo, imoral e desonesto (COM TODAS AS LETRAS!) travestido de Presidente da República não passará!

C H E G A !

Aqui é terra de gente decente!

Ou não?!

Quem mais vai se juntar a mim?!

richardsmith@ig.com.br

Comentarista disse:
20 de setembro de 2006 às 21:11

Pra "botar ordem na casa" e restabelecer a verdade dos fatos (contra os quais não há argumentos):

O picolézinho de chuchu continua insosso e não resistirá ao primeiro turno.

Os petistas afastados hoje voltarão, como Severino Cavalcanti, "nos braços do povo" no próximo governo do Lulinha.

O "jus esperniandi", em que pese ser um direito dos desesperados, nunca levou a ninguém a lugar algum, quem dirá ao segundo turno!

E quem viver até 1/10/2006 verá!!!

É isso, simples assim.

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 21:28

Matéria extraída do Blog do Reinaldo Azevedo:

O sistema de vassalagem do petismo

No PT, vigora o regime da vassalagem. Os Senhores jamais são atingidos. Antes, alguns vassalos são jogados às cobras, mesmo que sejam, também eles, cavaleiros de nobre estirpe na hierarquia petista. Vejam lá:

Ricardo Berzoini – Era coordenador da campanha de Lula. Caiu. E só caiu porque não tem como se explicar. Ao deixar o Palácio do Planalto, disse que as denúncias contra o PT são “graves” — Não diga. Mas quer que se investigue José Serra. Ele e Fernando Rodrigues. Além de presidente do PT, ele era o coordenador nacional da campanha de Lula. Ganhou a presidência do partido para instaurar nele uma nova moralidade, depois que a trinca José Genoino, Silvio Pereira e Delúbio Soares caiu. Ela está aí.

Hamilton Lacerda – coordenador da campanha de Mercadante. O candidato do PT ao governo de São Paulo negava qualquer interesse no assunto. Agora se sabe que seu homem forte acompanhou a entrevista dos Vedoin à IstoÉ. Leiam o que já escrevi aqui. A turma de candidato petista só entrou nessa história porque, originalmente, era ela quem estava sendo chantageada. E aí é chantagem mesmo: os bandidos queriam dinheiro para não dizer o que sabiam. Lacerda se vai. Mercadante acusa quebra de relação de confiança.

Freud Godoy – Ele se diz inocente, claro. Mas é exonerado. É o Gregório Fortunato da turma. Homem da estrita confiança de Lula. É acusado pelos petistas que foram pegos com a mão na massa — ou na grana. É um servo bem lá da base. Protege o Senhor dos senhores.

Osvaldo Bargas – Outro de absoluta confiança de Lula, desde o tempo de sindicato. Casado com a secretária particular do chefe. Assume a sua parte no imbróglio. Também protege o Senhor.

Jorge Lorenzetti – É um dos homens mais poderosos do lulo-petismo-cutismo. Capa preta da CUT, é o seu grande arrecadador. Pode, em minutos, mover uma máquina contra adversários que conta com uma rede espalhada em todo o país. Formalmente, estava subordinado, na campanha, a Berzoini. Mas tem vôo próprio. Pode furar a hierarquia para falar com o poderoso chefão a hora que quiser.

Expedito Afonso Veloso - Diretor do Banco do Brasil. É um tipo comum no petismo. Pertence a certa elite do funcionalismo público ou das estatais que ajuda a fabricar dossiês. Essa gente está em todos os lugares: Executivo, Legislativo, Judiciário, fundos de pensão. Sai, como todos, admitindo a sua culpa, mas se dizendo inocente. Quando Lula cair, esse pessoal vai dar trabalho.

Fftr disse:
21 de setembro de 2006 às 08:29

Não é de se estranhar os números apresentados, se ele faz o que quer com o dinheiro público! Imagina...

João Bosco Ferrara disse:
21 de setembro de 2006 às 09:17

Isso demonstra quem precisa apelar mais para esconder as explicações que deve ao povo eleitor. É claro que no domínio deste não se incluem os fanáticos petistas, incapazes de fazer autocrítica e que, como avestruzes, enterram a cabeça.

Robespierre disse:
21 de setembro de 2006 às 09:45

...pelo contrário, isso demonstra como age o "primo do collor" e indicado por aquele. isso para não falarmos sobre a mídia vassala dos interesses neoliberais e da aristocracia paulistana...

João Bosco Ferrara disse:
21 de setembro de 2006 às 10:00

patuléia,

Parece que o(a) senhor(a) vestiu a carapuça direitinho, não? Então desenterre a cabeça para conseguir enxergar ao menos mais que um palmo adiante do próprio nariz. Seu argumento deixa evidente o seu fanatismo pelo PT e isso o torna cúmplice de todas as mazelas engendradas por ele e seus membros, cumplicidade que se qualifica pela adesão e aprovação. É como o pai que vê o filho fazendo o que não deve e ainda acha bonitinho...

Mas atribuir a perda de 40 minutos na propaganda eleitoral gratuita ao Ministro Marco Aurélio, o melhor ministro em exercício no STF e no TSE, isso já é demais. Será que o(a) senhor(a) acha que o Ministro Marco Aurélio é igual ao Presidente Lula, um autoritário? Será que o(a) senhor(a) acha, sinceramente, que os demais ministros não têm opinião própria? Por acaso as decisões do TSE são tomadas por um só homem, como ocorre no Palácio do Planalto?

patuléia, DESENTERRE A CABEÇA !!!!!!

João Bosco Ferrara disse:
21 de setembro de 2006 às 10:00

patuléia,

Parece que o(a) senhor(a) vestiu a carapuça direitinho, não? Então desenterre a cabeça para conseguir enxergar ao menos mais que um palmo adiante do próprio nariz. Seu argumento deixa evidente o seu fanatismo pelo PT e isso o torna cúmplice de todas as mazelas engendradas por ele e seus membros, cumplicidade que se qualifica pela adesão e aprovação. É como o pai que vê o filho fazendo o que não deve e ainda acha bonitinho...

Mas atribuir a perda de 40 minutos na propaganda eleitoral gratuita ao Ministro Marco Aurélio, o melhor ministro em exercício no STF e no TSE, isso já é demais. Será que o(a) senhor(a) acha que o Ministro Marco Aurélio é igual ao Presidente Lula, um autoritário? Será que o(a) senhor(a) acha, sinceramente, que os demais ministros não têm opinião própria? Por acaso as decisões do TSE são tomadas por um só homem, como ocorre no Palácio do Planalto?

patuléia, DESENTERRE A CABEÇA !!!!!!

Robespierre disse:
21 de setembro de 2006 às 10:14

Parcialidade escandalosa é menosprezo à opinião pública

Este é o título da Nota Oficial divulgada hoje pela direção executiva da Central Única dos Trabalhadores. Veja a íntegra da nota abaixo:

"A CUT condena qualquer tipo de chantagem e exige que todos os fatos relacionados ao chamado dossiê das sanguessugas sejam apurados com isenção, e aqueles que tiverem responsabilidade comprovada no caso, punidos. Isso inclui a revelação de todo o conteúdo do suposto dossiê.

A CUT não aceita que apenas um dos lados dessa questão seja objeto de investigação e debate público, como vem acontecendo nos últimos dias. Afinal, existe ou não o dossiê? Se a resposta for positiva, os poderes instituídos e a imprensa têm o dever de revelá-lo à opinião pública e identificar as irregularidades nele contidas.

Se apenas uma das facetas desse caso tiver exposição pública, ficará configurado no episódio uma tentativa de instalar o caos, com vistas a aventuras golpistas que ameaçam romper as regras democráticas. Acima de tudo, a manutenção dessa parcialidade escandalosa, a poucas semanas das eleições, é um menosprezo à opinião popular, expressa nos altos índices de aprovação do governo Lula.

Em momentos como esse que vivemos, é importante também que os poderes da República preservem sua independência, em defesa do Estado de Direito, e não se coloquem a serviço de partidos.

A vontade popular é soberana e não pode ser violada sob nenhum pretexto.

Direção Executiva da CUT"

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 10:29

Oh, meu Deus!

Fiquei emocionado!

Estou arrepiadinho até agora!

Um manifesto da CUT. Oh, que emocionante!

Não fico tão excitado assim desde que lí os elogios e desejos de restabelecimento, "del pueblo" ao "comandante em jefe", outro dia no "Gramma"!

Já é a segunda peça (literalmente falando, daquelas de teatro de "bas fond") que leio hoje que me deixa emocionado, às lágrimas.

A outra foi a carta de despedida do Exmo. e Ilmo. Sr. Dr. Berzoini, falando de "supostas irregularidades".

Sabe, aquelas mesmas irregularidades que não eram tão "supostas" anteontem e sobre as quais ele garantiu que não tinha nada com isso?

É como diz a anedota: "Deus me dê tranquilidade e paciência, porque se Ele me der FORÇA, eu arrebento esses filhos da p...!".

E não é o caso?!

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 10:36

A propósito do "golpismo" e dos "altos índices de aprovação do governo Lula", tenho a dizer:

Primeiro, os tais "altos índices" existem somente nas cabeças desses enganadores e nas "pesquisas" por eles esgrimidas.
`
É só sair pelas ruas e perguntar. Simples assim, como eu mesmo fiz, com mais de 90 pessoas e de todas as camadas sociais (moro perto de uma favela enorme).

Achei somente 8 (oito) eleitores do Indigno Apedeuta. Atenção, OITO.

Porisso previnamo-nos, essa eleição vai para o segundo turno e lá, o Nefando não ganha!

Aí virão as alegações de "golpismo", de "fraude" e outras, que parecem já estar sendo preparadas.

Cuidemo-nos todos!

Bira disse:
21 de setembro de 2006 às 10:48

É o desespero frente ao segundo turno aonde não tem como se esconder e viver de monologos...

Armando do Prado disse:
21 de setembro de 2006 às 11:15

É proibida nota da CUT? O macartismo agora quer atingir órgãos como o ConJur?
O TSE está sim se transformando em Tribunal Inquisitorial,pois os acusados do "dossiê Serra" apontam o dedo contra todos. De acusados a acusadores.

Armando do Prado disse:
21 de setembro de 2006 às 11:24

Se o povo acreditasse no que a imprensa diz, se tivesse confiança nela, seria Alckmin quem estaria por triunfar no primeiro turno e não Lula.

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 11:44

Pergunta aos esquerdopatas: desde quando a CUT representa a opinião pública? Aquilo não passa de um braço do PT. Como diz o "Peróba nelles", quem não quer mamar nas tetas do Estado?

Quanto ao argumento do Professor, no sentido de que o povo não confia na imprensa, rebato com a seguinte indagação: se é assim, por que o sr. se apega tanto às pesquisas divulgadas pela imprensa quenado elas lhe interessam?

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 11:45

Retificando: se é assim, por que o sr. se apega tanto às pesquisas divulgadas pela imprensa quenado elas lhe interessam?

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 11:46

Ô tecladinho: "quando".

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 12:32

Não, meu caro Professor não está proibida.

Cada um tem o direito de falar o que quiser (pelo menos por enquanto!)

O ridículo é o contexto e a importância de um "pronunciamiento", ou de um diário oficial.

Isto é!

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 12:33

Queridos amigos:

Acabei de receber, como cópia, o e-mail que tenho a satisfação de reproduzir abaixo, um suco:

PRESIDENTE, VÁ SE DANAR!
por Adriana Vandoni Curvo

Não sei se é desespero ou ignorância. Pode ser pelo convívio com as más companhias, mas eu, com todo o respeito que a "Instituição" Presidente da República merece, digo ao senhor Luis Inácio que vá se danar. Quem é ele para dizer, pela segunda vez, que tem mais moral e ética "que qualquer um aqui neste país"? Tomou algumas doses a mais do que o habitual, presidente?

Esta semana eu conheci Seu Genésio, funcionário de um órgão público que tem infinitamente mais moral que o senhor, Luis Inácio.

Assim como o senhor, Seu Genésio é de origem humilde, só estudou o primeiro grau e sua esposa foi babá. Uma biografia muito parecida com a sua, com uma diferença, a integridade. Ao terminar um trabalho que lhe encomendei, perguntei a ele quanto eu o devia. Ele olhou nos meus olhos e disse:

- Olha doutora, esse é o meu trabalho. Eu ganho para fazer isso. Se eu cobrar alguma coisa da senhora eu vou estar subornando. Vou sentir como se estivesse recebendo o mensalão.

Está vendo senhor presidente, isso é integridade, moral, ética, princípios coesos. Não admito que o senhor desmereça o povo humilde e trabalhador com seu discurso ébrio.

Seu Genésio, com a mesma dificuldade da maioria do povo brasileiro, criou seus filhos. E aposto que ele acharia estranho se um dos quatro passassem a ostentar um patrimônio exorbitante, porque apesar tê-los feito estudar, ele tem consciência das dificuldades de se vencer. No entanto, Lula, seu filho recebeu mais de US$ 2.000.000,00 (dois milhões de dólares) de uma empresa de telefonia, a Telemar. E isso, apenas por ser seu filho, presidente! Apenas por isso e o senhor achou normal. Não é corrupção passiva? Isso é corrupção Luis Inácio! Não é ético nem moral! É imoral!

E o senhor acha isso normal? Presidente, sempre procurei criar os meus filhos dentro dos mesmos princípios éticos e morais com que fui criada. Sempre procurei passar para eles o sentido de cidadania e de respeito aos outros. Não posso admitir que o senhor, que deveria ser o exemplo de tudo isso por ser o representante máximo do Brasil, venha deturpar a educação que dou a eles. Como posso olhar nos olhos dos meus filhos e garantir que o trabalho compensa, que a vida íntegra é o caminho certo, cobrar o respeito às instituições, quando o Presidente da República está se embriagando da corrupção do seu governo e acha isso normal, ético e moral?

Desafio o senhor a provar que tem mais moral e ética que eu!

Quem sabe "vossa excelência" tenha perdido a noção do que seja ética e moralidade ao conviver com indivíduos inescrupulosos, como o gangster José Dirceu (seu ex-capitão), e outros companheiros de partido, não menos gangsteres, como Delúbio, Sílvio Pereira, Genoíno, entre outros.

Lula, eu acredito que o senhor não saiba nem o que seja honestidade, uma prova disso foi o episódio da carteira achada no aeroporto de Brasília. Alguém se lembra? Era início de 2004, Waldomiro Diniz estava em todas as manchetes de jornal quando Francisco Basílio Cavalcante, um faxineiro do aeroporto de Brasília, encontrou uma carteira contendo US$ 10 mil e devolveu ao dono, um turista suíço. Basílio foi recebido por esse senhor aí, que se tornou presidente da república. Na ocasião, Lula disse em rede nacional, que se alguém achasse uma carteira com dinheiro e ficasse com ela, não seria ato de desonestidade, afinal de contas, o dinheiro não tinha dono. Essa é a máxima de Lula: achado não é roubado.

O turista suíço quis recompensar o Seu Basílio lhe pagando uma dívida de energia elétrica de míseros 28 reais, mas as regras da Infraero, onde ele trabalha, não permitem que funcionários recebam presentes. E olha que a recompensa não chegava nem perto do valor da Land Rover que seu amigo ganhou de um outro "amigo".

Basílio e Genésio são a cara do povo brasileiro. A cara que Lula tentou forjar que era possuidor, mas não é. Na verdade Lula tinha essa máscara, mas ela caiu. Não podemos suportar ver essa farsa de homem tripudiar em cima na pureza do nosso povo. Lula não é a cara do brasileiro honesto, trabalhador e sofrido que representa a maioria. Um homem que para levar vantagem aceita se aliar a qualquer um e é benevolente com os que cometem crimes para benefício dele ou de seu grupo e ainda acha tudo normal! Tenha paciência! "Fernandinho beira-mar", guardando as devidas proporções, também acha seus crimes normais.

Desculpe-me, 'presidente', mas suas lágrimas apenas maculam a honestidade e integridade do povo brasileiro, um povo sofrido que vem sendo enganado, espoliado, achacado e roubado há anos. E é por esse povo que eu me permito dizer: Presidente, vá se danar!

Adriana Vandoni Curvo

E-mail: avandoni@uol.com.br

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 15:03

Olha... quando li o texto, fiquei surpreso com a indignação da cidadã. Pois bem, fui dar uma vasculhada na internet e consegui encontrá-la. Juro para você, mas nunca eu tinha lido o texto dela e, não era que a mulher era famosa. Fui mais a fundo e também outros textos. Fiquei decepcionado. Não sabe de outra coisa, senão falar do PT e da esquerda. Um Olavo de Carvalho de saias. Os demônios da esquerda. A revolução permanente. ahhhhhhh... tô fora. Cadê o Roberto Campos??? Ass. Do seu PenTelho.

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 15:06

Meu caro amigo Rodrigo:

Repassei, porque recebi. li e achei pertinente.

Agora, diga para mim uma coisa, a dez dias da eleições, com tudo o que está em jogo (moral e eticamente falando, principalmente) você acha mesmo que o ênfase dela está errado?

Um abraço.

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 15:12

Aproveitando o ensejo, encontrei uma resposta à digníssima professora citada:
Fernando Soares CamposLa Insignia. Brasil, abril de 2006.

Quando cheguei ao Rio de Janeiro, há muitos anos, vindo lá do Nordeste, logo me dei conta do espírito humorístico dos cariocas, das suas brincadeiras, das gozações desse povo naturalmente caçoísta, tanto quanto o povo de minha terra. Foi quando observei que as pessoas gostavam de conversar comigo por vários motivos, mas principalmente porque achavam engraçado o meu jeito de falar, o meu sotaque e os diversos termos que eu usava. Nunca esqueço do meu primeiro "oxente!" pronunciado em público, aqui no Rio. Somente muito tempo depois foi que entendi por que, quando o proferi, atraí a atenção de um grupo, numa festa de aniversário. A partir daquele momento, todos queriam conversar comigo. Daí em diante, tudo que eu falava era motivo de riso, brincadeiras e alimentava ainda mais a animada roda de bate-papo. E eu lá, aos 19 anos de idade, centro das atenções, crente que estava abafando, como a gente se sentia na época. Lembro até que ainda usava alguns termos considerados arcaicos, como, por exemplo, "vindouro". Enquanto um carioca dizia "semana que vem", eu dizia "semana vindoura", e aquilo, pra eles, era uma preciosidade!

Por que tomo a defesa do presidente Lula em relação a algumas frases que ele andou proferindo e que repercutiu de forma tão negativa na mídia? Certamente porque sei que interpretações ao pé da letra, em outras regiões do nosso país, daquilo que diz um nordestino de modesta educação formal (formal) podem gerar uma certa e compreensível confusão. Muita gente poderia alegar que o presidente Lula viveu muito mais tempo em São Paulo que no Nordeste. Podem ainda dizer que ele chegou ao "Sul Maravilha" quando esta expressão ainda nem havia sido cunhada pelo Henfil. Mas os nordestinos, como tantos outros migrantes internos e imigrantes, mantêm hábitos, costumes e traços peculiares que, como todos nós sabemos, passam de geração a geração. Hábitos alimentares e indumentários, rituais religiosos, gestos, acentos de sotaque, termos e expressões de suas origens. Tenho um primo que mora aqui no Rio há quase cinqüenta anos, e quem conversar com ele, hoje, pode imaginar que o "paraíba" chegou ontem do Nordeste. Seus filhos, e até alguns netos, todos cariocas, manifestam determinadas características próprias dos nordestinos. Acho que esta é uma das mais importantes heranças que ele deixará aos seus descendentes, depois da educação moral e ética que lhes transmitiu.

Por ser nordestino, sei o que o presidente Lula quis dizer, por exemplo, quando declarou: "Ler é pior que fazer exercício em esteira". Ao pronunciar tal frase, com a melhor das intenções, alguns setores da imprensa fizeram o maior alvoroço. Achavam que o presidente havia dito que preferia fazer exercícios numa esteira. Intelectuais de todos os credos escreveram indignados artigos. Alguns diziam até que o presidente estava fazendo apologia à ignorância. E eu imagino como se sente o presidente quando lê esse tipo de crítica nas revistas e jornais, ou quando delas toma conhecimento assistindo aos telejornais. São feitas, geralmente, em tom galhofeiro. São escárnios que pretendem se passar por perspicacíssimas crônicas.

"Pior", lá no meu Nordeste, em diversos contextos, tem sentido de "mais difícil". Há anos, quando aqui cheguei, eu teria dito coisas assim: "Ler é pior (mais difícil) que fazer esteira", ou seja, estaria empregando o termo "pior" no lugar da expressão "mais difícil". E aí pergunto: o que você acha? Ler é mais difícil que fazer esteira? Claro que sim, pois fazer esteira, passar um bom tempo caminhando de lugar algum para nenhum lugar não exige esforço intelectual. Ler, por exemplo, um texto acadêmico, aí é que se torna pior... quer dizer, mais difícil que caminhar sobre uma esteira rolante. Fazer exercícios em esteira é melhor ("mais fácil", pois também usamos "melhor" com este sentido) do que ler. Concorda? Fazer exercícios numa esteira pode ser "intelectualmente" equiparado a assistir televisão. Isto sim.

Ontem, por indicação de uns amigos meus, encontrei, em dezenas de blogs e sites, um texto intitulado "Presidente, vá se danar", de autoria de Adriana Vandoni Curvo, professora, especializada na Fundação Getúlio Vargas, pós-graduada em Gestão de Cidades. O artigo foi publicado no jornal A Gazeta (impresso), Mato Grosso, no dia 24 de julho de 2005, edição 5046. Em "Presidente, vá se danar", Adriana Vandoni Curvo afirma que o presidente Lula teria dito que "tem mais moral e ética que qualquer um aqui neste país".

A verdade é que, certa ocasião, o presidente falou e, dias depois, reiterou: " Ninguém tem mais autoridade moral e ética do que eu", frase que qualquer cidadão, imbuído de senso moral e princípios éticos, diria, como eu o digo: "Ninguém tem mais autoridade moral e ética do que eu". Posso encontrar milhões de pessoas que tenham esta autoridade em igualdade de condições, em igual teor, porém não conheço quem tenha mais autoridade moral e ética do que eu. Como também não conheço quem tenha essa autoridade mais que o presidente Lula.

A professora distorceu as palavras do presidente e ainda se sentiu no direito de, com essa espécie de calemburgo infame, mandar o presidente se danar. Quanta baixaria! Não tem vergonha de fazer um troço desses, professora Adriana? A senhora que deveria ser um exemplo para os seus filhos e alunos, faz um trocadilho tão asqueroso. A não ser que a senhora prove que as duas frases são a mesma coisa, ou que não havia notado a diferença.

Veja, professora, repita comigo e anote aí no quadro negro:

Frase 1: Tenho mais moral e ética que qualquer um neste país.

Frase 2: Ninguém tem mais autoridade moral e ética do que eu.

Viu? Notou a diferença? Não?! Então explico:

No primeiro caso, professora, eu estaria determinando que sou o máximo, isoladamente, que sou único! Seria um delírio, como a senhora pretende que o presidente tenha tido.

No segundo caso, o presidente Lula e milhões de pessoas (entre estas, eu) podem pronunciar a frase, sem qualquer constrangimento. Não sei se a senhora também poderia, pois quem fez o que a senhora fez, das duas uma: ou o fez de má-fé, ou ingenuamente, por não ter interpretado corretamente uma frase tão simples.

A senhora, que tanto leu, tanto estudou, tantos diplomas exibe, não soube interpretar uma frase tão simples, professora?! Não soube, ou, propositadamente, distorceu a frase do presidente Lula, atitude que excluiria a senhora da possibilidade de ser uma dessas pessoas que poderiam dizer: "Ninguém tem mais autoridade moral ética que eu", pois a senhora feriu a moral e a ética dos que devem preservá-las quando escrevem para o público.

A senhora me disse, numa resposta automática do seu endereço eletrônico: "Este artigo não foi enviado ao presidente Lula, até porque, ele já declarou diversas vezes que ler é pior que fazer esteira... e tem outra, será que se ele lesse, entenderia?" Bom, eu também lhe pergunto: a senhora saberia andar na esteira sem qualquer problema? Creio que sim. Mas deve ter dificuldade em relação ao que lê ou ouve, não é mesmo? E agora, entendeu por que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "Ler é pior (mais difícil) que fazer exercício em esteira"?

Professora, o presidente Lula e eu, em determinado momento histórico do nosso país, saciamos nossa fome de saber no mesmo banquete literário: o velho Pasquim, jornal que fez história na imprensa nacional. Foram mais de 20 anos de resistência à ditadura militar, com humor e os melhores articulistas que conheci. Alguns em plena atividade; outros, lá em cima, assistindo a essa patifaria que a imprensa faz hoje em nosso país, aceitando publicar um artigo estúpido como o seu. Confira o time do velho Pasca: Ziraldo, Jaguar, Millôr Fernandes, Ivan Lessa (BBC-Londres), Sérgio Augusto, Alberto Dines (Observatório da Imprensa), Chico Buarque, Antonio Callado e tantos outros. Dentre estes "outros", Fausto Wolff, atualmente colunista do Jornal do Brasil e colaborador de La Insígnia. O Fausto, à época, era o preferido do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva (conforme ele declarou), hoje presidente da República Federativa do Brasil.
Mas, professora, aqui pra nós: poderia nos dizer quem tem mais autoridade moral e ética que a senhora? Não vá dizer que é aquela turma da pesada que anda cuspindo ódio lá no Senado.

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 15:17

Comntário há pouco postado por Ricardo Noblat, no blog que dirige:

"Lula coleciona dois títulos inéditos: é o primeiro presidente da República de origem operária. E é o primeiro candidato sob investigação da Justiça a disputar uma eleição presidencial.

Foi o destino que concedeu a Lula o primeiro título. Lula fez por merecer o segundo."

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 15:26

Vejo que o colega Rodrigo, ao se dirigir a Richard Smith, citou Olavo de Carvalho. Lembrei-me, então de uma magnífica lição do mestre, na qual ele identifica as características de um tipo peculiar de líder popular de nosso tempo. A crítica, entitulada "Benedita e a lei maldita", é feita com direcionamento à Benedita da Silva, mas servem como uma luva a Elle.

"...

Antigamente, a expressão "líder popular" designava o homem do povo que, por seu talento e personalidade, se erguia acima da sorte comum de seus pares. Neles o povo reconhecia o melhor de si - uma imagem daquilo que todos gostariam de ser. Seu sucesso era uma refutação viva do determinismo social, econômico ou racial: a criatura excelente vencia o destino e afirmava a liberdade do espírito humano. Era o que se via no falecido Esmeraldo Tarquínio, negro, de origem pobre, cultíssimo, herói de minha juventude, que chegou a prefeito de Santos e deputado - sempre defendendo a raça, mas sem jamais alegá-la como credencial política. É o que vejo, hoje, no escritor Ronaldo Alves, favelado de origem, que me dá a honra de ser meu assistente na Faculdade da Cidade Editora. Subiram do nada - mas não subiram só socialmente.

A decadência geral da política criou um tipo caricatural de líder popular cujo sucesso não se deve às suas qualidades, mas precisamente à falta delas. Vêm do povo, mas não se destacam dele senão pela posição que ocupam, sem que a essa coordenada exterior corresponda nenhuma individualização qualitativa. Neles o povo não reconhece o melhor de si, mas apenas a sua auto-imagem banal de todos os dias, a identidade rasa e direta do irrelevante com o irrelevante. Ninguém quer ser como eles, porque todos já o são; querem apenas ter o que eles têm, estar onde eles estão. São objeto de inveja, não de admiração. Votar neles não é prestar-lhes homenagem: é lisonjear o próprio ego.

O exemplo dessas criaturas não é um reconforto para os pobres e oprimidos, mas para os medíocres e os tolos, que, distribuídos por igual entre pobres e ricos, oprimidos e opressores, constituem uma poderosa facção do eleitorado. Daí que, ao contrário dos verdadeiros líderes populares, que são odiados pelas classes altas, elas recebam, da parte dos poderosos - oficialmente seus inimigos ideológicos -, um tratamento paternal e carinhoso. Um dos motivos da simpatia que os une é que entre os ricos predominam também os que se tornaram ricos sem mérito.

Houve um tempo em que, para subir, o sujeito precisava apenas ser de "boa família". O prestígio, a idealização mágica da origem social era tudo. E resgatava tudo: tolice, inépcia, preguiça, até mesmo desonestidade. A disseminação do esquerdismo entre as classes elegantes fez com que o mesmo dom transfigurante fosse atribuído à origem pobre. O pobre - palavra que certas pessoas não pronunciam sem o tremolo característico - tem um não sei quê de especial, que o dispensa de valer pessoalmente alguma coisa. Se além de pobre é negro, melhor ainda: não precisa ser nada, não precisa provar nada, porque veio ungido pelo dom da graça mercadológica. E as eleições o confirmam: elege-se porque nasceu eleito. Não posso deixar de ver na senadora Benedita da Silva um exemplar típico dessa nova espécie de líderes. E a prova mais contundente de que subiram por mérito extrínseco é que, por mais que subam, por mais poder que acumulem, conservam sempre o direito do pobre e do desamparado a um tratamento caridoso e protetor. Não faltará quem, diante das palavras duras que aqui digo à sra. Benedita da Silva, se enterneça de dó da senadora, criticada em público como se fosse gente grande. Só rezo para que essa piedade deslocada e kitsch não leve o Senado inteiro a aprovar, entre lágrimas de desvelo paternal para com a coitadinha da autora, a maldita lei da Benedita."

Não parece feita sob medida ?

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 15:30

Mestre? Aquele que andam pedindo ajuda para morar nos EUA??? Falando nisso: Vc já colaborou??

Armando do Prado disse:
21 de setembro de 2006 às 15:39

chamar esse analfabeto e grosso de "mestre" é demais. Já tive o desprazer de debater com esse pré-histórico que se diz filósofo. O que percebi é que é um especialista em palavrões. Poupe-nos!

Richard Smith disse:
21 de setembro de 2006 às 15:48

Não esqueçam, nobres comentadores que à corrupta cagada da nobre senadora, o Indigno Apedeuta chamou apenas de "equívoco administrativo".

Aliás muito criticam o PT, por isso e por aquilo, mas nada falam sobre as suas contribuições.

Ao vernáculo, por exemplo: "mamada" no poder passa a se chamar, como visto acima, "equívoco administrativo";

Desfalque em fundos de pensão e estatais para a aquisição de deputados vira "caixa 2" e depois, "recursos não contabilizados";

E hoje, o membro da quadrilha que fica na esquina, atento à possível chegada da polícia, durante o roubo, passa a se chamar "agente de GESTÃO DE RISCO"!

Evoé!

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 15:51

Richard, sim, e saiba o que eu fico p... Estou apenas te enchendo, deixando você um pouco estressado. Faz parte da democracia.
Quanto à sua resposta. Sim. E digo o porquê:

Meu caro Richard, vou aproveitar para chorar as mágoas:

Você não imagina o quanto (quem acreditou) sofremos (eu) com toda essa história. A cada besteira, um pedaço das convicções que se vai. Não estou aqui para me tratar com um psiquiátrico (apesar da intensa terapia que faço nessa profissão). Estou falando de uma vida. Quando o governo Lula se meteu nessa encrenca, equiparando-se com tudo aquilo que nós (eu) combatia, levou tempo, história e esperança (nossa vida – de quem acreditou) consigo. Esse dias, eu vi, o escritor de “o tambor” fazer a declaração sobre sua participação no nazismo. Pois bem, me senti assim e continuo me sentido. Um abraço e espero te encher outra vezes.
Obs: Mas não voto no Alckmin de jeito maneira (exu tranca rua 3 veis)

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 16:21

Assim funcionam as coisas nestepaíz (o país petralha, claro): quando um sujeito que não tem carteirinha de bacharel (embora pelo seu trabalho científico em filosofia tenha obtido a admiração de Josué Montello, Ives Gandra, Miguel Reale, Merquior, J.O. Meira Pena e outros da mesma estirpe), desconcerta o ideário que sustenta uma ideologia frágil, humilhando um prof. uspiano que tentava mostrar as maravilhas do socialismo, taxa-se-lhe de “analfabeto” e "grosso". Nem uma palavra se diz sobre o conteúdo da crítica, afinal, ela é incontestável.

Professor, aproveite para aprender, já que é de graça:

“Quando queremos acreditar em determinadas coisas, porque nos interessam ou nos fazem bem psicologicamente, tratamos de forçar as idéias para que convivam umas com as outras, ainda que, pelos seus conteúdos respectivos, sejam de fato incoerentes entre si. Fazemos isto constantemente. Quem já se submeteu a algum tipo de psicanálise tem um idéia de até que ponto podemos mentir a nós mesmos, para sustentar um falso sentimento de coerência e integridade da nossa auto-imagem, justamente nos momentos em que nossa personalidade está mais dividida. Quanto mais incoerentes são nossas crenças, maior é o esforço de nossa vontade no sentido de dar um simulacro de coerência àquilo que não tem.” (Olavo de Carvalho).

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 16:25

Richard, você se esqueceu da prinipal alteração que o petralhismo operou no vernáculo: não existem mais crimes, apenas ERROS.

Aliás, corrigindo: para nós, ERROS; para os outros CRIMES.

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 16:30

Quem??? Ives Granda??? Aquele que se gaba de ter uma carta do criador da opus dei?? Faça-me um favor: esse cara é maluco. Tem síndrome de mania de perseguição. Era ridicularizado nas redações. Acha que o mundo será dominado por marcianos. Cadê o meu Roberto Campos...

Rodrigo disse:
21 de setembro de 2006 às 16:35

A tempo: obter a admiração do gabarito das personalidades do porte do quais citou é fácil, pois são seus pares. Quero ver, ser analfabeto, burro etc e ser admirado sérgio buarque de hollanda, Antonio Candido e Sassa Mutema.

Luiz Augusto Mendes disse:
21 de setembro de 2006 às 17:33

Rodrigo, pelo menos você é espirituoso.

Richard Smith disse:
22 de setembro de 2006 às 16:03

Meu caro amigo Rodrigo:

Não se preocupe, apesar da aparência sangüinea, eu sou "gente boa". Você, ao contrário de certas criaturas gritadoras de slogans que vagueiam por aqui naõ me aborrece.

Sobre tudo isto que voc mencionou no seu comentário abaixo saiba que eu sinto muito. Muito mesmo.

E sobre isso, gostaria de me alongar um pouco e, quem sabe, mesmo talvez aumentando um pouquinho este seu justo amargor, contribuir humildemente para a "purgação" desses sentimentos.

Inicio dizendo a você que, como já mencionei aqui, tenho 46 anos de idade, trabalho sozinho, como consultor autonomo. Meu pai é um modestissimo funcionário público estadual aposentado e minha mãe, a vida inteira, dona-de-casa.

Só que na minha casa, sempre foi de rigor, ter um ou dois jornais, todos os dias

Desde os nove anos de idade, acostumei-me a ler as notícias políticas, principalmente a coluna do Ennio Pesce no Jornal da Tarde, que cobria os bastidores dos governos Laudo Natel e Paulo Egídio Martins.

Desde o surgimento do PT, em 1980, e graças a diversas observaçõs, jamais deixei de ter a mesma opinião: um partido de radicais agressivos, com pouca ética e nenhum respeito por aqueles que não rezassem pela sua cartilha.

Um partido revolucionário, enfim, puro e "acima do mal" aonde eventuais "pecadilhos" haveriam de ser tolerados e perdoados, sempre com vistas à coesão interna e ao não-afruxamento da luta pelo poder.

Ora, amigo Rodrigo, ser humano é ser humano; hoje, ontem e amanhã; aqui ou na China. Haverão sempre os bons, heróicos, devotados e na outra extremidade, os rapáces, safados, e de péssima índole, com uma bela massa no meio, de amorfos.

Sempre foi assim e o PT jamais se constituiria em exceção, por mais que desejassem.

Acontece que aqueles uns, canalhas, perceberam que poderiam tomar certas atitudes que a pureza revolucionária e o chamado "centrismo democrático" acabariam por absorver e servir para ocultar. E vem sendo assim desde então.

Eu sou uma pessoa simples e ODEIO hipocrisias e mentiras. Se alguém me disser que viu um elefante voando, eu imediatamente preferirei pensar que explodiu o trem do circo do que desacreditar da pessoa. Mas isto é UMA VEZ SÓ.

Muito cedo, o PT percebeu que o discurso "contra a ditadura" não empolgava ninguém, assim como a luta armada, poucos anos antes não tivera o condão de mobilizar nenhuma simpatia popular. O que fazer então?

Era o tempo dos Malufes e dos Andreazzas, dos grandes escandalos financeiros (quá, quá, quá, "grandes"...ante aos de hoje, meros "pums"). Viram então que esse estado de coisas enojava profundamente ao povo, principalmente à classe média, que era de onde vinha o seu principal apoio (universidades, serviço público, sacristias, etc.).

Veio então daí a FALSA, HIPÓCRITA, roupagem de partido da "ética" e da "moralidade". Tudo como forma de assumir um discurso, um diferencial que o caracterizasse, positivamente, perante o seu eleitorado.

Mas, as idiossincrasias, a violência, o desprezo mal-disfarçado pelo jogo democrático continuavam, plenamente visíveis, embora discretos, para quem quisesse observar com olhos nús, e não toldados por "lentes" ideológicas.

E cedo, começaram a aparecer os casos:

a) você se lembra da pioneira eleição da Erundina? O sr. greenhalgh, vice-prefeito começou extorquir empresas fornecedoras da prefeitura de São Paulo, para fazer "caixa" para a leição presidncial do Lulla. Foi quando estourou o escândalo Shell/Lubeca. Tudo isto foi devidamente provado e comprovado no inquérito policial feito pela Polícia CIvil de São Paulo, inquérito este que foi "avocado" pela Polícia Federal de Romeu Tuma e José Sarney e de cuja existência nunca mais ninguém ficou sabendo. Todavia a Luiza Erundina EXPULSOU greenhalgh do Palácio do Ibirapuera e ele nunca mais voltou lá até o final do seu mandato. COm isso ela ficou marcada para sempre no PT;

b) Em 1993, um ex-guerrilheiro, fundador e militante histórico do PT, o Sr. Paulo de Tarso Wenceslau ficou sabendo que estavam havendo extorsões e safadezas nas prefeituras administradas pelo PT. Fazendo uma investigação descobriu queo sr. paulo okamotto estava exigindo dos prefeitos petistas a celebração de contratos de "consultoria" com quadros do PT e exigindo quantias de fornecedores dessas prefeituras em torca de facilidades a serem concedidas pelos prefeitos. Uma das prefeitas que confirmou o esquema foi a "dançarina" Angela Guadagnin.

Pegando essa prefeita foi imediatamente informar o presidente do PT sr. luiz inácio da silva, o qual, mostrou-se surpreso, indignando-se muito (alguma semelhança com fatos recentes lhe ocorre?). Mandou chamar imediatamente o "companheiro" josé dirceu a quem determinou a tomada de "providências urgentes", "doesse a quem doessse" (alguma outra coincidência?).

Você sabe qual foi o resultado da "sindicância" que foi aberta?!

EXPULSÃO! De Paulo de Tarso Wenceslau!!

Pergunto eu então: qualquer um que tenha 30 anos ou mais e que seja observador atento dos fatos consegue acreditar na inocência do homem que ocupa a cadeira de Presidente da República?

Que houve apenas um "erro" de militantes honestos, porém desorientados?

Tanto no caso do "mensalão" como agora, aonde existem digitais de petistas e somente de petistas, por todos os lados?

Não, sinto muito, mas não!

Então eu te digo, muito querido amigo, você se desiludiu e agora se choca muito, porque acreditou. E eu, lastimavelmente sou obrigado a dizer: acreditou apenas por bom coração, por crer que o País merece um presente e um futuro bem melhor do que o que nós temos.

Mas daí a conectar esse partido de hipócritas, desonestos e safados, - características estas intrínsecas ao "DNA" do PT - a esse sonho é que foi o seu erro. E de mais milhões de outros brasileiros, tão bons e honestos como você.

Mas agora, persistir no erro...vai longe diferença.

Agradeçendo muito o seu "abrir de coração" e inteiramente à sua disposição, envio-lhe,

Um forte abraço.

richardsmith@ig.com.br

Richard Smith disse:
22 de setembro de 2006 às 16:05

"Merquior"! Ah, Merquior.

Que boa lembrança, amigo Luiz Mendes!

Um abraço.

Rodrigo disse:
22 de setembro de 2006 às 16:35

Sim... esse era bom... mas jaz... quem ficou??

Rodrigo disse:
22 de setembro de 2006 às 16:36

Sim... esse era bom... mas jaz... quem ficou??

Richard Smith disse:
26 de setembro de 2006 às 10:34

LULLA PARA PRESIDENTE!

Presidente Bernardes ou Presidente Venceslau...!

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